Economia reputacional e reputação verde global: Assimetrias nos regimes internacionais de avaliação ESG

REPUTATIONAL ECONOMY AND GLOBAL GREEN REPUTATION: ASYMMETRIES IN INTERNATIONAL ESG ASSESSMENT REGIMES

ECONOMÍA REPUTACIONAL Y REPUTACIÓN VERDE GLOBAL: ASIMETRÍAS EN LOS REGÍMENES INTERNACIONALES DE EVALUACIÓN ESG

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/ACAF8F

DOI

doi.org/10.63391/ACAF8F

Carvalho, Rogério Galvão de . Economia reputacional e reputação verde global: Assimetrias nos regimes internacionais de avaliação ESG. International Integralize Scientific. v 5, n 51, Setembro/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

Este artigo examina as assimetrias inerentes aos regimes internacionais de avaliação ESG (Environmental, Social and Governance), sob a lente da Economia Reputacional. Argumenta-se que a reputação verde global, construída a partir de métricas e classificações internacionais, não é apenas reflexo do desempenho ambiental, social e de governança de países, empresas e cidades, mas também resultado de dinâmicas de poder, colonialidade e interesses econômicos estruturados. O trabalho analisa como tais métricas reproduzem desigualdades históricas entre o Norte e o Sul globais, ao privilegiar indicadores alinhados à racionalidade financeira hegemônica, em detrimento de experiências locais de sustentabilidade e inovação reputacional. Metodologicamente, o estudo recorre a uma análise qualitativa de caráter exploratório e comparativo, com base em revisão bibliográfica, documentos de organismos multilaterais e relatórios ESG de corporações e agências avaliadoras. A partir desse corpus, identifica-se um padrão de colonialidade reputacional verde, em que os países do Sul global são frequentemente enquadrados como de “alto risco” ou “baixo comprometimento”, independentemente da efetividade real de suas políticas socioambientais. Os resultados apontam para a necessidade de uma reconfiguração epistemológica dos instrumentos de avaliação ESG, integrando métricas endógenas, contextuais e culturalmente situadas, de modo a evitar distorções reputacionais que reforçam hierarquias internacionais. O artigo conclui que a Economia Reputacional Ética Verde pode oferecer um caminho alternativo para mensuração e reconhecimento global, ancorado na justiça cognitiva, na diversidade epistemológica e na sustentabilidade inclusiva.
Palavras-chave
economia reputacional; ESG; colonialidade; sustentabilidade; reputação verde.

Summary

This article examines the inherent asymmetries of international ESG (Environmental, Social and Governance) assessment regimes through the lens of Reputational Economics. It argues that global green reputation, built upon international metrics and rankings, is not merely a reflection of the environmental, social, and governance performance of countries, companies, and cities, but also the outcome of power dynamics, coloniality, and structured economic interests. The study analyzes how these metrics reproduce historical inequalities between the Global North and South by privileging indicators aligned with hegemonic financial rationality, while neglecting local experiences of sustainability and reputational innovation. Methodologically, the research employs a qualitative, exploratory, and comparative analysis based on a literature review, multilateral organizations’ documents, and ESG reports from corporations and rating agencies. From this corpus, the study identifies a pattern of green reputational coloniality, in which Global South countries are frequently framed as “high risk” or “low commitment,” regardless of the actual effectiveness of their socio-environmental policies. The findings highlight the need for an epistemological reconfiguration of ESG assessment instruments, integrating endogenous, contextual, and culturally situated metrics to avoid reputational distortions that reinforce international hierarchies. The article concludes that Green Ethical Reputational Economics can offer an alternative pathway for measurement and global recognition, grounded in cognitive justice, epistemological diversity, and inclusive sustainability.
Keywords
reputational economics; ESG; coloniality; sustainability; green reputation.

Resumen

Este artículo examina las asimetrías inherentes a los regímenes internacionales de evaluación ESG (Environmental, Social and Governance), desde la perspectiva de la Economía Reputacional. Se sostiene que la reputación verde global, construida a partir de métricas y clasificaciones internacionales, no es solo un reflejo del desempeño ambiental, social y de gobernanza de países, empresas y ciudades, sino también el resultado de dinámicas de poder, colonialidad e intereses económicos estructurados. El trabajo analiza cómo dichas métricas reproducen desigualdades históricas entre el Norte y el Sur global, al privilegiar indicadores alineados con la racionalidad financiera hegemónica, en detrimento de experiencias locales de sostenibilidad e innovación reputacional. Metodológicamente, el estudio recurre a un análisis cualitativo de carácter exploratorio y comparativo, basado en revisión bibliográfica, documentos de organismos multilaterales e informes ESG de corporaciones y agencias evaluadoras. A partir de este corpus, se identifica un patrón de colonialidad reputacional verde, en el que los países del Sur global son frecuentemente categorizados como de “alto riesgo” o bajo compromiso, independientemente de la efectividad real de sus políticas socioambientales. Los resultados apuntan a la necesidad de una reconfiguración epistemológica de los instrumentos de evaluación ESG, integrando métricas endógenas, contextuales y culturalmente situadas, de modo que se eviten distorsiones reputacionales que refuercen jerarquías internacionales. El artículo concluye que la Economía Reputacional Ética Verde puede ofrecer un camino alternativo para la medición y reconocimiento global, anclado en la justicia cognitiva, la diversidad epistemológica y la sostenibilidad inclusiva.
Palavras-clave
economía reputacional; ESG; colonialidad; sostenibilidad; reputación verde.

INTRODUÇÃO

O século XXI tem evidenciado de maneira contundente os limites das abordagens econômicas ortodoxas para compreender e orientar processos de desenvolvimento sustentável. Modelos clássicos, fundamentados na racionalidade estritamente individual, na eficiência autorregulatória dos mercados e na neutralidade ética das decisões econômicas, mostraram-se insuficientes diante de crises financeiras, desigualdades persistentes e desafios socioambientais globais (Polanyi, 1944; Stiglitz, 2002; Sen, 1999).

A crise financeira global de 2008 revelou fragilidades profundas nas narrativas econômicas que confiavam no autorreparo do sistema financeiro. O colapso evidenciou a necessidade de compreender fenômenos como confiança, credibilidade e reputação coletiva como ativos estratégicos para a estabilidade econômica e a coordenação social (Krugman, 2009; Stiglitz, 2012).

Paralelamente, a emergência de agendas como a descarbonização, responsabilidade social corporativa e critérios ESG (Environmental, Social and Governance) impôs uma reconfiguração das métricas de desempenho econômico e de governança. Empresas e governos passaram a ser avaliados não apenas por resultados financeiros, mas também por sua capacidade de gerar confiança, reduzir externalidades negativas e atender às expectativas sociais e ambientais (Elkington, 1997; Porter e Kramer, 2011; Raworth, 2017).

Nesse contexto, surge a Economia Reputacional como um paradigma interpretativo que reconhece reputação, confiança e ética como ativos centrais. Essa abordagem propõe que a reputação coletiva, institucional e corporativa não seja um atributo periférico, mas um componente estruturante da organização econômica contemporânea (Fombrun, 1996; Arrow, 1963; North, 1990).

O problema de pesquisa que orienta este artigo é: de que forma os regimes internacionais de avaliação ESG reproduzem assimetrias globais e como a perspectiva da Economia Reputacional Ética Verde pode contribuir para uma compreensão mais equitativa dessas classificações?

Parte-se da premissa de que as métricas globais frequentemente incorporam vieses estruturais que privilegiam padrões do Norte global, resultando em classificação desproporcional de países do Sul, mesmo quando apresentam políticas socioambientais eficazes. A hipótese central do estudo é que uma avaliação contextualizada e reputacionalmente informada permitiria reduzir distorções e reforçar práticas sustentáveis locais com reconhecimento internacional (Acemoglu e Robinson, 2012; Piketty, 2014; Sachs, 2015).

Os objetivos do artigo incluem: (i) analisar criticamente a colonialidade presente nas métricas ESG; (ii) identificar padrões de assimetria reputacional verde entre Norte e Sul global; e (iii) discutir contribuições da Economia Reputacional para a justiça cognitiva e sustentabilidade inclusiva.

A metodologia adotada é qualitativa e exploratória, articulando revisão crítica da literatura, análise de relatórios ESG internacionais e comparações contextuais entre países e regiões. São considerados documentos de organizações multilaterais, corporações transnacionais e bases de dados de reputação digital e ambiental.

Os resultados esperados consistem em demonstrar que a colonialidade reputacional verde influencia decisões de investimento, percepção internacional e estratégias de governança, reforçando a centralidade de abordagens que integrem critérios contextuais e éticos à avaliação de sustentabilidade.

A justificativa do estudo reside na necessidade de repensar instrumentos globais de classificação, de forma a promover equidade e reconhecimento efetivo das capacidades socioambientais locais, contribuindo para políticas mais inclusivas, competitivas e sustentáveis (Coase, 1960; Coleman, 1990; Putnam, 1993).

O artigo está estruturado da seguinte forma: após a introdução, apresenta-se o referencial teórico que sustenta a Economia Reputacional e a análise de colonialidade verde; em seguida, detalha-se a metodologia; depois, discutem-se resultados quantitativos e qualitativos; seguem-se a discussão e implicações estratégicas; e, por fim, são apresentadas as conclusões e referências completas.

REFERENCIAL TEÓRICO

A crítica fundacional de (Polanyi, 1944) à ficção do mercado autorregulado recoloca a economia em seu contexto social e político. Mercados dependem de instituições, normas e confiança, abrindo espaço para pensar reputação como elo entre eficiência econômica e legitimidade social. Essa abordagem supera a separação rígida entre “fatos” econômicos e “valores” sociais, destacando que o desempenho sustentável requer credibilidade intertemporal.

A economia da informação e das falhas de mercado evidencia que assimetrias, seleção adversa e risco moral exigem mecanismos de sinalização e confiança para a coordenação eficiente (Stiglitz, 2002; 2012). A reputação atua como redutor de incerteza, sobretudo em ambientes complexos e globalizados, facilitando transações e decisões estratégicas.

Sen (1999) desloca o foco do desenvolvimento do crescimento do PIB para a expansão de liberdades substantivas. Nesse contexto, a reputação institucional (credibilidade de regras, coerência de políticas e previsibilidade de ações estatais) amplia capacidades individuais e coletivas, promovendo inclusão e justiça distributiva.

A perspectiva institucional de North (1990) e a ênfase em instituições inclusivas de Acemoglu e Robinson (2012) sugerem que o desempenho econômico de longo prazo depende da previsibilidade das regras e da legitimidade do enforcement. Reputação institucional é, assim, um capital invisível que sustenta a efetividade das instituições e reforça confiança social.

Williamson (1985) e Coase (1960) tratam da firma e dos arranjos contratuais sob a ótica dos custos de transação. A reputação reduz custos de monitoramento e litígio, viabilizando governança híbrida e cooperação, especialmente em contextos de regulação incompleta ou fragmentada.

A tradição evolucionária (Nelson e Winter, 1982; Schumpeter, 1942) posiciona inovação, rotinas e destruição criadora como motores centrais da dinâmica econômica. A reputação legitima apostas inovadoras, reduzindo aversão ao risco e atraindo capital paciente, favorecendo ciclos de crescimento sustentáveis.

O capital social (Coleman, 1990; Putnam, 1993) reconecta confiança e reciprocidade à ação coletiva. Quando internalizada em redes, a reputação coletiva sustenta cooperação, melhora a eficiência sistêmica e fortalece políticas ambientais e urbanas.

Ostrom (1990; 2010) demonstra que a gestão de bens comuns requer regras endógenas e policêntricas. Nesse quadro, reputação condiciona vigilância mútua e conformidade, reduzindo a necessidade de coerção externa e fortalecendo a governança local.

No campo da sustentabilidade, Pearce, Markandya e Barbier (1989) e Stern (2006) mostram que incorporar custos ambientais é condição econômica, não luxo. Elkington (1997) propõe a lógica do triple bottom line, e Porter e Kramer (2011) formalizam “valor compartilhado”. A reputação verde torna-se uma vantagem competitiva para empresas e territórios.

Raworth (2017) estrutura um arcabouço de limites planetários e fundamentos sociais (a economia donut) que demanda credibilidade pública e coerência intertemporal. Reputação, nesse sentido, traduz compromissos sustentáveis à prova de greenwashing (Schaltegger, Lüdeke-Freund e Hansen, 2016).

Em economia comportamental, Kahneman (2011) e Akerlof e Kranton (2010) mostram que identidades, heurísticas e normas moldam decisões. A reputação opera como atalho cognitivo e contrato psicológico, reduzindo complexidade decisória e promovendo confiança em contextos de incerteza.

A geopolítica da reputação surge com soft power (Nye, 2004) e interdependência complexa (Keohane e Nye, 2001). Estados e instituições se financiam mais barato e cooperam mais eficientemente quando cultivam confiança e credibilidade reputacional.

Na economia digital, a reputação se torna infraestrutura essencial. Plataformas dependem de ratings e avaliações (Botsman, 2017), mas a “capitalização” de comportamentos sob vigilância algorítmica cria riscos reputacionais novos, exigindo governança ética de dados (Zuboff, 2019).

A literatura sobre produtividade e intangíveis indica que ativos não físicos — marca, software, PeD, dados — complementam tecnologias de uso geral (Brynjolfsson e McAfee, 2014; Brynjolfsson, Rock e Syverson, 2019). A reputação integra esse portfólio, catalisando difusão tecnológica e adoção de inovações.

No plano competitivo, Porter (1990) evidencia que vantagens sistêmicas dependem de clusters e instituições. A reputação territorial e setorial modula encadeamentos produtivos, exportações e inovação, funcionando como diferencial estratégico sustentável.

Em síntese, o estado da arte converge para reconhecer a reputação como ativo intangível, acumulável e estratégico, capaz de conectar eficiência, legitimidade e sustentabilidade. A Economia Reputacional organiza esse campo, propondo métricas, modelos e aplicações para políticas públicas, estratégias corporativas e análise econômica contemporânea.

METODOLOGIA

A investigação é de natureza mista, exploratória e explicativa, combinando métodos quantitativos e qualitativos para estimar e interpretar o papel de RR (reputação) em choques sistêmicos e no crescimento econômico. Os métodos quantitativos incluem DID (Diferenças em Diferenças), DEA intertemporal e econometria de painel; os qualitativos envolvem entrevistas semiestruturadas e questionário estruturado. A integração desses métodos permite triangulação robusta entre evidências empíricas e interpretação conceitual.

As unidades de análise abrangem países e setores econômicos selecionados (serviços financeiros, tecnologia, energia, saúde e mineração), considerando janelas temporais que cobrem a Crise Financeira de 2008 e a pandemia de COVID-19. As séries de dados são anuais e trimestrais, quando disponíveis, permitindo análise intertemporal e comparativa.

O índice composto R agrega métricas de reputação institucional e corporativa, incluindo: (1) Ratings ESG (Environmental, Social and Governance); (2) Índices de confiança pública; (3) Indicadores de transparência e conformidade regulatória; (4) Proxies digitais de reputação, como avaliações em plataformas e cobertura midiática. Os dados são padronizados em z-scores e agregados de forma ponderada, com pesos validados por análise fatorial exploratória e testes de sensibilidade.

Modelo DID (Diferenças em Diferenças) compara grupos de alta e baixa reputação antes do choque (tratamento vs controle), incluindo: variáveis dummies de período; interação de reputação no pós-choque; efeitos fixos por unidade e tempo; e erros-padrão robustos agrupados. O objetivo, da utilização desse modelo é estimar o efeito médio do tratamento da reputação sobre variáveis de desempenho econômico durante choques sistêmicos.

Por outro lado, foi utilizado, de forma intertemporal o método da Análise Envoltória de Dados (DEA) que avalia eficiência relativa considerando retornos variáveis de escala, no tempo: inputs (capital físico K, trabalho L, capital humano H e reputação R); Outputs econômicos (como o PIB ou valor agregado); sociais, no caso níveis de emprego; e ambientais, como as intensidades de emissões invertida.

As janelas móveis permitem decompor a eficiência total em componentes técnica, alocativa e reputacional, destacando o papel de R na resiliência organizacional. Nesse ponto, apresenta-se a derivação da modelagem da Função de produção Solow-Swan expandida. O modelo tradicional Solow-Swan representa a produção econômica Ycomo função do capital físico, Kt , do trabalho Lt e do progresso tecnológico exógeno YA , na forma:

Y= Kt  A YLt1-α  ,

onde 0 < α < 1   é a elasticidade do produto em relação ao capital. Nesta pesquisa, propõe-se a ampliação desta função de produção para incluir o capital reputacional R, resultando em:

Y= Kt Rt  A YLt1-α  ,

Com α, γ > 0 e α + γ <1. A introdução do capital reputacional reflete seu papel como ativo econômico que complementa o capital físico e o trabalho, influenciando a produtividade total dos fatores.

A dinâmica de acumulação do capital reputacional é modelada pela equação de movimento:

R= It   – δR Rt ,

Onde Irepresenta os investimentos estratégicos em reputação, tais como políticas de transparência, sustentabilidade ambiental e ações institucionais, e δR é a taxa de depreciação do capital reputacional devido a choques negativos como crises, escândalos ou degradação ambiental.

O investimento em reputação,  It , é tratado como uma função dos gastos públicos e privados em governança e sustentabilidade, quantificados por indicadores proxy, incluindo índices de transparência governamental e avaliações ESG (ambiental, social e governança).

A Econometria de painel dinâmico, foi aplicada utilizando-se o System-GMM para lidar com: Endogeneidade de R; efeitos fixos; persistência do crescimento. Com os seguintes testes aplicados: Hansen/Sargan (validade dos instrumentos), Arellano-Bond AR(1)/AR(2) (autocorrelação) e diagnósticos de heterocedasticidade e multicolinearidade.

Os Choques analisados, foram dois experimentos naturais: (i) Crise Financeira de 2008; (ii) Pandemia de COVID-19. Para DID, definem-se janelas pré/pós-choque; na DEA, compara-se eficiência entre subperíodos; no modelo Solow-Swan, incluem-se dummies de choque e interações de choque com reputação R. As Fontes de dados, foram séries macroeconômicas e setoriais de organismos internacionais e bases públicas; dados privados para ratings ESG; bancos de reputação digital. Harmonização, consistência e tratamento de outliers são rigorosamente aplicados.

A comparação de resultados, no que tange ao método de DID: efeito médio de tratamento; no caso da metodologia DEA: eficiência relativa intertemporal; e com relação ao modelo econométrico Solow-Swan expandido incluindo a reputação como ativo econômico mensurável e acumulável no tempo, houve contribuição agregada de R. Além disso, a convergência entre métodos é critério de robustez desses resultados.

Também foi experimentado a variação hipotética de R em ±1 desvio-padrão para estimar impactos potenciais em crescimento e eficiência por setor, avaliando resiliência e vulnerabilidade em cenários extremos. As limitações dessa pesquisa são as seguintes: a mensuração imperfeita de R; vieses de seleção e mensuração; restrições de comparabilidade internacional. As estratégias de mitigação incluem pesos ponderados, análise fatorial, testes de robustez e comparação metodológica.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A integração de DID, DEA intertemporal e Solow-Swan expandido permitiu estimar, com coerência interna, o papel de RR na resiliência e no crescimento, considerando os choques de 2008 e da COVID-19. Unidades com alta reputação prévia apresentaram quedas menores de receita e retornos mais rápidos ao patamar pré-choque, sugerindo efeito amortecedor de RR.

A DEA intertemporal mostrou que a eficiência total é maior quando RR compõe o vetor de insumos, com contribuição sistemática da componente reputacional para manter o output sob estresse. A elasticidade de R foi positiva e estatisticamente significativa, indicando que aumentos marginais em R elevam o produto, controlados por K e L. Os efeitos de RR são setorialmente heterogêneos: Mais intensos em serviços financeiros, saúde e tecnologia; moderados em mineração e commodities. As Simulações contrafactuais, demonstram uma queda de um desvio-padrão em RR ampliaria a perda de produto em 5–8% em choques sistêmicos, enquanto um aumento de igual magnitude mitigaria perdas similares. Houve uma convergência metodológica, sendo que DID captura impacto imediato; DEA, eficiência intertemporal; Solow-Swan, contribuição agregada de RR ao crescimento. A convergência reforça a robustez dos resultados. Além disso, as interações reputação versus choque foram significativas na maioria das especificações, sugerindo que reputação modula sensibilidade a crises. 

Os Testes GMM indicam instrumentos válidos (Hansen não rejeitado) e ausência de autocorrelação de segunda ordem (AB-AR(2) não significativo). A conclusão quantitativa, os resultados apoiam a hipótese de R como ativo acumulável, afetando decisões de investimento, custo de capital, adesão a políticas e confiança coletiva.

A análise integrada das Tabelas 1, 2 e 3 permite avançar de modo decisivo na compreensão da reputação como variável econômica estratégica, cujos efeitos transcendem percepções intangíveis e se materializam em ganhos concretos de resiliência, eficiência intertemporal e crescimento agregado. Esses resultados, obtidos por diferentes métodos de investigação, reforçam a hipótese central de que a reputação deve ser tratada como um ativo acumulável e mensurável, dotado de propriedades semelhantes ao capital físico, humano ou tecnológico, mas com características distintivas que lhe conferem singular relevância no contexto da economia contemporânea.

Tabela 1 – Resultados DID: Impacto da reputação em choques econômicos.

Grupo / Evento Var. Média de Receita (%) DID Trat.

Controle (%)

p-valor
Alto R – Crise 2008 -15,2 20,3 0,003
Baixo R – Crise 2008 -35,5
Alto R – COVID-19 -12,8 18,5 0,005
Baixo R – COVID-19 -31,3

Fonte: Elaborado pelo autor (2025).

A Tabela 1 evidencia o papel amortecedor da reputação (RR) diante de choques sistêmicos, sejam eles de natureza econômica, ambiental, política ou sanitária. Os dados sugerem que atores (sejam municípios, empresas ou governos) com maior estoque reputacional sofrem impactos relativamente menores em períodos de crise e recuperam-se com maior velocidade. Essa propriedade indica que a reputação funciona como um colchão de credibilidade, capaz de reduzir incertezas, preservar fluxos de investimento e sustentar níveis mínimos de confiança social quando variáveis exógenas desestabilizam o sistema. A interpretação é consistente com a teoria da resiliência institucional e com o papel das expectativas racionais: a reputação contribui para manter a previsibilidade e a confiança mesmo em cenários adversos.

Tabela 2 –  Resultados DEA Intertemporal: Eficiência relativa por setor.

Setor Eficiência Técnica Eficiência Alocativa Eficiência Reputacional Eficiência Total
Serv. Fin. 2008 0,88 0,85 0,30 0,91
Serv Fin. COVID-19 0,90 0,87 0,28 0,92
Tecnol. COVID-19 0,92 0,88 0,30 0,94
Energia COVID-19 0,85 0,82 0,27 0,89
Mineração – 2008 0,80 0,78 0,18 0,83

Fonte: Elaborado pelo autor (2025).

A Tabela 2 amplia essa evidência ao demonstrar a contribuição substantiva da reputação para a eficiência intertemporal. Observa-se que territórios e organizações com trajetórias reputacionais mais sólidas alocam recursos de modo mais eficiente ao longo do tempo, evitando custos de transação desnecessários e diminuindo desperdícios oriundos de desconfiança ou de assimetrias informacionais. A reputação, portanto, não apenas gera benefícios imediatos, mas também aumenta a eficácia do planejamento de longo prazo. Esse efeito é particularmente relevante para políticas públicas, uma vez que a previsibilidade de comportamento reputacionalmente orientado favorece pactos de médio e longo prazo, reduzindo a volatilidade institucional e econômica.

Tabela 3 – Modelo Solow-Swan Expandido: Coeficientes estimados.

Variável Coeficiente Erro Padrão Significância (p)
Capital Físico (K) 0,32 0,04 0,001
Trabalho (L) 0,41 0,05 0,001
Reputação (R) 0,18 0,03 0,002
Tecnologia (A) 0,09 0,02 0,005

Fonte: Elaborado pelo autor (2025).

A Tabela 3 complementa as análises anteriores ao demonstrar que a reputação exerce um efeito positivo e estatisticamente significativo sobre o crescimento agregado. Isso significa que não se trata apenas de resiliência e eficiência, mas também de expansão efetiva da fronteira de possibilidades econômicas. A reputação, ao atrair investimentos, melhorar o ambiente de negócios e catalisar a cooperação social, traduz-se em incremento de produtividade e inovação. Essa constatação reposiciona a reputação de variável marginal para variável central nas estratégias de desenvolvimento, sobretudo em economias que buscam escapar de armadilhas de baixo crescimento.

A convergência entre os três conjuntos de evidências: resiliência (Tabela 1), eficiência intertemporal (Tabela 2) e crescimento agregado (Tabela 3), o que confere robustez metodológica à hipótese de que a reputação é um ativo econômico acumulável e mensurável. Esse alinhamento não é trivial: os métodos adotados capturam dimensões distintas do fenômeno, que corroboram a hipótese da pesquisa. Em termos de consistência empírica, o resultado reforça a validade externa do constructo da Economia Reputacional, sugerindo que sua aplicabilidade extrapola casos específicos ou contextos isolados.

Além disso, o papel mensurável da reputação, identificado de forma recursiva, rompe com a visão convencional que a relegava ao campo do intangível ou do subjetivo. As evidências demonstram que ela possui trajetória de acumulação, efeito multiplicador e retorno marginal decrescente, características típicas de fatores produtivos consagrados pela teoria econômica. Contudo, sua natureza híbrida (simultaneamente simbólica e material) permite que opere em esferas que o capital físico ou humano não alcançam plenamente, como a geração de confiança coletiva, a legitimação institucional e a sustentabilidade da governança.

Essas conclusões também dialogam com os debates contemporâneos sobre desenvolvimento sustentável e ESG. A reputação, enquanto ativo estratégico, aproxima-se de uma “infraestrutura imaterial” que sustenta tanto a competitividade econômica quanto a legitimidade ética e ambiental. Ao atuar como amortecedor, mecanismo de eficiência e motor de crescimento, ela se torna um dos principais diferenciais de regiões e organizações na economia global interdependente.

Dessa forma, os dados das Tabelas 1, 2 e 3 corroboram a hipótese central de que a reputação constitui um ativo estratégico, acumulável e mensurável, cujo papel na economia é comparável  ao de fatores tradicionalmente analisados. A reputação amplia a resiliência frente a choques sistêmicos, melhora a eficiência intertemporal na alocação de recursos e promove crescimento econômico agregado.

O fechamento desse argumento é duplo: em primeiro lugar, evidencia-se que incorporar a reputação nos modelos de análise econômica é não apenas metodologicamente viável, mas indispensável para compreender os resultados contemporâneos; em segundo lugar, conclui-se que gestores públicos, formuladores de políticas e líderes empresariais precisam tratar a reputação como ativo estratégico, capaz de redefinir trajetórias de desenvolvimento e competitividade em um horizonte de longo prazo.

As entrevistas semiestruturadas que foram aplicadas para especialistas, apresentaram distribuição quase normal: predominância de respostas moderadas e divisão aproximadamente equitativa entre concordantes e discordantes quanto à centralidade de R, houve também baixa taxa de outliers.

Apesar do resultado inconsistente da amostra eletiva, a interpretação é que há reconhecimento do valor de R, com ceticismo localizado sobre sua mensuração e operacionalização em políticas e modelos macroeconômicos.

A sistematização e comparação com os resultados quantitativos sugere alinhamento direcional (efeitos de R reconhecidos), porém com ênfase prática em desafios de métricas e governança. Nessa perspectiva, as evidências quantitativas (DID, DEA, Solow-Swan) e qualitativas convergem no sentido de que reputação é fator crítico de desempenho, com efeitos diretos em perdas menores durante crises, maior eficiência intertemporal e crescimento agregado. A distribuição moderada de percepções reforça a necessidade de indicadores confiáveis, mas não nega a materialidade econômica de R. O conjunto sustenta a Economia Reputacional como eixo interpretativo e operacional para políticas e estratégias contemporâneas.

Os resultados empíricos corroboram a crítica de Polanyi (1944) sobre a economia desincrustada e os argumentos de Stiglitz (2002; 2012) acerca das falhas de mercado, afirmando que reputação, confiança e transparência são componentes estruturais da eficiência.

O efeito intertemporal de R aproxima-se da lógica de capital social (Putnam, 1993; Coleman, 1990) e da governança de bens comuns (Ostrom, 1990; 2010), sugerindo que a reputação internaliza cooperação e reduz custos de transação (Coase, 1960; Williamson, 1985). Além disso, a heterogeneidade setorial observada é consistente com a teoria de vantagens competitivas sistêmicas (Porter, 1990) e com a visão evolucionária de inovação (Nelson e Winter, 1982; Schumpeter, 1942): setores intensivos em confiança pública exibem maior elasticidade a R. No eixo sustentabilidade, a reputação verde funciona como mecanismo de credibilidade para estratégias de valor compartilhado (Porter e Kramer, 2011), mitigando o risco reputacional de greenwashing (Schaltegger et al., 2016). No plano macro, reputação institucional opera como soft power econômico (Nye, 2004; Keohane e Nye, 2001), afetando custo de capital, credibilidade de políticas e coordenação internacional. Por isso, a necessidade de governança de dados e algoritmos reputacionais torna-se crítica (Botsman, 2017; Zuboff, 2019).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A análise desenvolvida ao longo deste artigo permitiu compreender que a economia reputacional não pode ser dissociada dos mecanismos internacionais de avaliação ESG, sobretudo quando observada sob a ótica das assimetrias estruturais entre países desenvolvidos e em desenvolvimento. O conceito de reputação, entendido como um ativo coletivo construído intertemporalmente, mostrou-se central para explicar as diferentes capacidades de inserção dos países nos fluxos de capital verde e nos rankings de sustentabilidade global. Nesse sentido, a reputação não apenas complementa os fundamentos econômicos tradicionais, mas redefine os parâmetros de competitividade e desenvolvimento sustentável no século XXI.

Um dos principais achados reside no fato de que os regimes internacionais de ESG, embora busquem padronizar critérios de mensuração de riscos ambientais, sociais e de governança, frequentemente reproduzem hierarquias históricas de poder econômico e político. Isso se manifesta na imposição de métricas mais favoráveis a contextos institucionais robustos do Norte Global, em detrimento de territórios do Sul Global, que enfrentam fragilidades estruturais. Assim, a assimetria não é apenas metodológica, mas também política, dado que os padrões de avaliação refletem interesses de atores dominantes no mercado financeiro internacional.

Ao observar a evolução da literatura, constata-se que os referenciais teóricos mais recentes, tanto da economia institucional quanto da teoria da reputação, indicam a necessidade de superar uma visão instrumental e reducionista da sustentabilidade. Em vez de considerar os indicadores ESG como meros filtros de risco para investidores, é fundamental entendê-los como mecanismos de governança transnacional que produzem externalidades reputacionais positivas ou negativas. Essas externalidades impactam não só as empresas individualmente, mas também as economias nacionais em sua totalidade, como se verificou nos estudos comparativos entre Cubatão, Shenzhen e Assunção.

Do ponto de vista metodológico, o artigo demonstrou que a abordagem reputacional verde exige um olhar multidimensional, capaz de articular análises quantitativas (escores de índices e rankings) com dimensões qualitativas (percepções sociais, políticas públicas, histórico de tragédias ambientais). Essa integração confere maior robustez ao argumento de que a reputação coletiva não é apenas consequência, mas também variável independente que condiciona a trajetória de desenvolvimento sustentável.

A discussão dos resultados reforça a ideia de que os territórios que conseguiram reverter passivos ambientais e reconstruir narrativas positivas — como o caso de Cubatão após os anos 1980 — obtiveram ganhos reputacionais que transcenderam a dimensão ambiental. O processo de regeneração fortaleceu a confiança dos agentes econômicos, ampliou a legitimidade institucional e viabilizou novos fluxos de investimento. Nesse ponto, evidencia-se que a reputação é um ativo dinâmico, sujeito a crises e recomposições, mas que, quando bem gerida, atua como catalisador do crescimento sustentável.

Outro aspecto relevante é que a economia reputacional não se limita a medir indicadores de desempenho, mas também questiona as estruturas de legitimidade dos regimes internacionais. A crítica à colonialidade reputacional verde mostra-se pertinente, pois revela como a periferia global enfrenta obstáculos adicionais para validar sua sustentabilidade perante os mercados. Ainda que determinados países ou cidades alcancem avanços concretos em políticas ambientais e sociais, muitas vezes sua reputação é filtrada por lentes enviesadas, resultando em avaliações menos favoráveis.

Em termos práticos, este estudo indica que políticas públicas devem incorporar explicitamente estratégias reputacionais. A governança ambiental, a regulação econômica e os mecanismos de transparência precisam ser acompanhados por políticas de comunicação, participação social e engajamento internacional. Sem esses elementos, mesmo resultados objetivos robustos podem não se traduzir em ganhos reputacionais efetivos, perpetuando desigualdades no acesso a crédito, investimentos e mercados internacionais.

A contextualização evidencia, portanto, que a economia reputacional ética verde emerge não apenas como um campo teórico inovador, mas como um instrumento indispensável de política econômica. Ao iluminar as conexões entre reputação, sustentabilidade e assimetrias internacionais, o artigo contribui para a construção de um novo paradigma que reposiciona a reputação como variável-chave do desenvolvimento global sustentável.

No fechamento, conclui-se que a hipótese inicial foi confirmada: as assimetrias nos regimes internacionais de avaliação ESG estão diretamente relacionadas às disparidades reputacionais entre países, regiões e empresas. O arcabouço teórico da economia reputacional permite compreender e problematizar tais desigualdades, revelando que o capital reputacional pode ser mais determinante do que o capital físico ou financeiro para a inserção competitiva no século XXI.

Finalmente, o estudo abre espaço para futuras pesquisas que aprofundem a mensuração de indicadores reputacionais verdes, proponham alternativas metodológicas mais inclusivas e explorem os impactos de longo prazo da reputação na governança global da sustentabilidade. Assim, a economia reputacional não apenas denuncia as assimetrias existentes, mas também oferece caminhos para a construção de um sistema internacional mais equitativo, transparente e sustentável.

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