Práticas interdisciplinares na inclusão escolar de crianças com TEA: Um olhar sobre os efeitos da cooperação entre aee e terapias no desenvolvimento comunicativo e social.

INTERDISCIPLINARY PRACTICES IN THE SCHOOL INCLUSION OF CHILDREN WITH ASD: EXAMINING THE EFFECTS OF COOPERATION BETWEEN SPECIALIZED EDUCATIONAL SUPPORT AND THERAPIES ON COMMUNICATIVE AND SOCIAL DEVELOPMENT

PRÁCTICAS INTERDISCIPLINARIAS EN LA INCLUSIÓN ESCOLAR DE NIÑOS CON TEA: UNA MIRADA SOBRE LOS EFECTOS DE LA COOPERACIÓN ENTRE LA EDUCACIÓN ESPECIALIZADA Y LAS TERAPIAS EN EL DESARROLLO COMUNICATIVO Y SOCIAL

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/E19818

DOI

doi.org/10.63391/E19818

Cardoso, Geisa Elaine Favoretti . Práticas interdisciplinares na inclusão escolar de crianças com TEA: Um olhar sobre os efeitos da cooperação entre aee e terapias no desenvolvimento comunicativo e social.. International Integralize Scientific. v 5, n 51, Setembro/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

Este artigo analisa os efeitos das práticas interdisciplinares entre o Atendimento Educacional Especializado (AEE) e as terapias clínicas no desenvolvimento comunicativo e social de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), níveis 1 e 2, matriculadas na escola pública. Com base em pesquisa bibliográfica, foram selecionados estudos publicados entre 2022 e 2025, extraídos de bases indexadas como SciELO, CAPES e Google Acadêmico. A investigação se concentrou em autores que discutem a colaboração entre profissionais da educação e da saúde no planejamento e na execução de ações voltadas à promoção da comunicação funcional e da interação social de estudantes neurodivergentes. A análise foi conduzida por meio da técnica de análise de conteúdo, com categorização temática. Os resultados apontam que a atuação colaborativa entre professores do AEE, fonoaudiólogos, psicólogos e terapeutas ocupacionais favorece avanços significativos no engajamento, na expressão simbólica e na participação em atividades coletivas. Além disso, a prática interdisciplinar contribui para a construção de ambientes escolares mais acolhedores e dialógicos. Entre os desafios identificados, destacam-se a ausência de tempo para o planejamento conjunto, a fragmentação entre as políticas de educação e saúde e a insuficiência de formação continuada. Conclui-se que a efetividade da inclusão escolar de crianças com TEA está fortemente vinculada à integração interprofissional e ao compromisso coletivo com a diversidade.
Palavras-chave
inclusão escolar; transtorno do espectro autista; práticas interdisciplinares; comunicação funcional; cooperação interprofissional.

Summary

This article analyzes the effects of interdisciplinary practices between Specialized Educational Assistance (SEA) and clinical therapies on the communicative and social development of children with Autism Spectrum Disorder (ASD), levels 1 and 2, enrolled in public schools. Based on a bibliographic study, the research selected scientific publications from 2022 to 2025, retrieved from indexed databases such as SciELO, CAPES, and Google Scholar. The investigation focused on authors who discuss the collaboration between education and health professionals in planning and implementing actions aimed at promoting functional communication and social interaction for neurodivergent students. The analysis was conducted using content analysis techniques and thematic categorization. The findings indicate that collaborative work among SEA teachers, speech therapists, psychologists, and occupational therapists significantly contributes to students’ engagement, symbolic expression, and participation in group activities. Moreover, interdisciplinary practice supports the creation of more inclusive and dialogical school environments. Among the challenges identified are the lack of institutional time for joint planning, policy fragmentation between education and health, and the insufficiency of continuing education. It is concluded that the effectiveness of school inclusion for children with ASD is strongly linked to interprofessional integration and a collective commitment to diversity.
Keywords
school inclusion; autism spectrum disorder; interdisciplinary practices; functional communication; interprofessional cooperation.

Resumen

Este artículo analiza los efectos de las prácticas interdisciplinarias entre la Atención Educativa Especializada (AEE) y las terapias clínicas en el desarrollo comunicativo y social de niños con Trastorno del Espectro Autista (TEA), niveles 1 y 2, matriculados en escuelas públicas. La investigación se basó en una revisión bibliográfica de publicaciones científicas recientes (2022–2025), obtenidas en bases indexadas como SciELO, CAPES y Google Académico. Se consideraron estudios centrados en la colaboración entre profesionales de la educación y la salud en el diseño e implementación de estrategias orientadas al fortalecimiento de la comunicación funcional y la interacción social de estudiantes neurodivergentes. La técnica utilizada fue el análisis de contenido, con categorización temática. Los resultados indican que la cooperación entre docentes del AEE, fonoaudiólogos, psicólogos y terapeutas ocupacionales favorece avances en la expresión simbólica, la participación colectiva y el compromiso del alumnado. También se observó que la práctica interdisciplinaria contribuye a crear ambientes escolares más inclusivos y sensibles a la diversidad. Entre los desafíos, se destacan la falta de tiempo institucional para la planificación conjunta, la fragmentación de políticas entre los sectores de educación y salud y la carencia de formación continua. Se concluye que la inclusión escolar efectiva de niños con TEA requiere integración interprofesional y compromiso compartido.
Palavras-clave
inclusión escolar; trastorno del espectro autista; prácticas interdisciplinarias; comunicación funcional; cooperación interprofesional.

INTRODUÇÃO

A construção de uma educação inclusiva requer a superação de práticas isoladas e a consolidação de estratégias interdisciplinares que respondam à complexidade do desenvolvimento humano. No caso de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), especialmente nos níveis 1 e 2, o desenvolvimento comunicativo e social exige articulação entre o Atendimento Educacional Especializado (AEE) e as terapias clínicas.

A cooperação entre docentes do AEE e profissionais como fonoaudiólogos, psicólogos e terapeutas ocupacionais tem se mostrado eficaz na promoção da autonomia, da comunicação funcional e da interação social. Estudos como os de Silva e Nóbrega (2023) e Oliveira e Mendes (2022) destacam que práticas colaborativas, quando bem planejadas, reduzem barreiras e fortalecem as estratégias pedagógicas. No entanto, a realidade das redes públicas ainda revela desafios, como falta de tempo para articulação, ausência de protocolos intersetoriais e escassez de planejamento conjunto.

Este artigo busca responder: como a articulação entre AEE e terapias contribui para o desenvolvimento comunicativo e social de estudantes com TEA? Quais efeitos são percebidos por docentes e terapeutas? Quais obstáculos limitam essas práticas nas escolas públicas?

O objetivo geral é analisar os efeitos da cooperação entre AEE e terapias no desenvolvimento de alunos com TEA. Como objetivos específicos, propõe-se compreender a atuação conjunta entre educação e saúde, identificar avanços e retrocessos percebidos pelas equipes e mapear lacunas que dificultam práticas interdisciplinares.

A pesquisa, de natureza qualitativa e bibliográfica, analisa estudos publicados entre 2022 e 2025, com base em revisões sistemáticas e estudos de caso veiculados em periódicos como a Revista Educação Especial, a Revista Brasileira de Educação e os Cadernos de Pesquisa. Utilizou-se a análise de conteúdo para identificar padrões, estratégias e dificuldades nas experiências relatadas.

Espera-se que os resultados ampliem o debate sobre práticas interprofissionais na inclusão escolar, oferecendo subsídios teóricos e práticos para profissionais e gestores. A análise crítica busca evidenciar tanto os avanços quanto os limites da articulação entre AEE e terapias, apontando caminhos possíveis para uma educação pública mais sensível e equitativa.

REFERENCIAL TEÓRICO 

O ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO (AEE) E SUA RELEVÂNCIA NO ATENDIMENTO AO ESTUDANTE COM TEA

O Atendimento Educacional Especializado (AEE) é uma modalidade complementar ao ensino regular que visa eliminar barreiras à aprendizagem e promover a autonomia de estudantes com deficiência, incluindo crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). No caso dos níveis 1 e 2 do espectro, o AEE tem papel decisivo na construção de estratégias pedagógicas que favoreçam a comunicação, a socialização e o comportamento (Mendes e Silva, 2023; Moraes e Lima, 2022).

Segundo a BNCC e a Política Nacional de Educação Especial (Brasil, 2020), o AEE deve integrar-se ao currículo escolar e atuar em colaboração com os professores do ensino comum. Para Souza e Cardoso (2022), essa articulação é fundamental para promover acessibilidade e responder às necessidades dos alunos com TEA.

Quando o AEE é implementado de forma isolada, seus efeitos tornam-se limitados. Lopes e Bersch (2022) alertam que a falta de articulação entre ensino comum e especializado compromete a permanência e o aprendizado dos estudantes. A adaptação de recursos como a Comunicação Alternativa e Aumentativa (CAA) também é essencial, sendo apontada por Nunes e Fernandes (2023) como estratégia eficaz para ampliar a expressão dos alunos não falantes.

A formação continuada dos professores do AEE, contudo, ainda é precária em muitos municípios. Araújo e Mendes (2023) identificam lacunas na formação específica sobre o TEA, o que impacta diretamente a eficácia das práticas pedagógicas. Além disso, o uso do Plano de Atendimento Individualizado (PAI) é essencial para garantir intervenções alinhadas às potencialidades dos alunos, conforme destacam Castro e Amaral (2022).

É necessário também superar a concepção do AEE como reforço escolar. Ferreira e Almeida (2022) defendem o trabalho colaborativo como caminho para valorizar o papel do professor do AEE na construção coletiva de soluções pedagógicas.

Dados do Censo Escolar (INEP, 2024) apontam crescimento nas matrículas de estudantes com TEA, o que reforça a urgência em qualificar o atendimento. Mais do que expansão quantitativa, é preciso garantir profissionais preparados, recursos adequados e tempo para planejamento intersetorial.

Em síntese, o AEE tem potencial transformador na inclusão de crianças com TEA, desde que suas ações sejam reflexivas, articuladas com a escola e integradas às terapias clínicas, promovendo desenvolvimento global e participação ativa desses estudantes.

A COOPERAÇÃO INTERPROFISSIONAL ENTRE EDUCAÇÃO E SAÚDE NO ATENDIMENTO A CRIANÇAS COM TEA

A inclusão de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) exige uma abordagem articulada entre diferentes saberes, indo além de práticas pedagógicas isoladas. A cooperação entre educação e saúde tem se mostrado fundamental para respostas mais integradas. Ramos e Nóbrega (2023) destacam que a interprofissionalidade pressupõe diálogo horizontal, superando hierarquias e fragmentações, especialmente relevantes no contexto da neurodivergência.

A parceria com terapeutas das áreas de fonoaudiologia, psicologia e terapia ocupacional é essencial para o desenvolvimento comunicativo e socioemocional de estudantes com TEA. Estudos como os de Oliveira e Mendes (2022) evidenciam que o planejamento conjunto entre AEE e terapias favorece a aprendizagem e o alinhamento entre objetivos pedagógicos e clínicos.

Entretanto, a falta de protocolos institucionais, a sobrecarga dos profissionais e a ausência de espaços formais de planejamento ainda dificultam essa articulação. Lopes e Bersch (2022) observam que, em muitas escolas, a cooperação ocorre de forma informal e desarticulada. Para Cardoso (2025), a atuação interprofissional deve ser sistemática e especialmente consistente quando se trata das demandas do TEA.

A escuta das famílias também é indispensável. Ferreira e Almeida (2022) defendem que o envolvimento familiar contribui com saberes essenciais sobre as crianças, fortalecendo a corresponsabilidade. A falta de reconhecimento dessa dimensão enfraquece as ações inclusivas.

A formação profissional ainda é um desafio. Araújo e Mendes (2023) apontam que cursos de licenciatura e de saúde pouco abordam práticas interdisciplinares, o que compromete a segurança e a eficácia dos profissionais. Outro entrave é a linguagem técnica divergente entre áreas. Para Nunes e Fernandes (2023), a construção de uma linguagem comum é crucial para garantir a clareza e o foco nas metas compartilhadas.

Do ponto de vista normativo, documentos como a Política Nacional de Educação Especial (Brasil, 2020) e a Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência reforçam a importância da atuação conjunta. Ainda assim, sua implementação nas redes públicas permanece limitada.

A experiência internacional também reforça essa perspectiva. A OMS (2023) mostra que países que investiram em parcerias escola-saúde apresentaram avanços significativos na inclusão, especialmente quando houve apoio institucional e clareza nos papéis profissionais.

Assim, a cooperação entre educação e saúde é indispensável para a inclusão de estudantes com TEA. Sua consolidação requer superação de barreiras estruturais, mudança cultural nas instituições e compromisso com práticas sensíveis e integradas.

IMPACTOS DAS PRÁTICAS INTERDISCIPLINARES NO DESENVOLVIMENTO COMUNICATIVO DE CRIANÇAS COM TEA

A comunicação é uma das áreas mais afetadas em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), especialmente nos primeiros anos de vida. A dificuldade em expressar desejos, sentimentos e necessidades compromete não apenas o desempenho escolar, mas também a socialização e o bem-estar da criança. Diante desse desafio, práticas interdisciplinares que integrem o saber pedagógico com o conhecimento clínico das terapias de linguagem têm se mostrado fundamentais para estimular o desenvolvimento comunicativo. Segundo Mendes e Silva (2023), a intervenção conjunta entre professores do AEE e fonoaudiólogos permite elaborar estratégias mais contextualizadas, que respeitam os interesses e ritmos dos alunos.

A literatura recente aponta que a cooperação entre profissionais da educação e da saúde amplia as possibilidades de observação, escuta e ação pedagógica direcionada às dificuldades comunicativas. Em estudo desenvolvido por Souza e Amaral (2023), verificou-se que os professores que participavam de reuniões sistemáticas com terapeutas clínicos conseguiam adaptar melhor suas propostas pedagógicas, utilizando recursos visuais, gestuais e alternativos com maior eficácia.

A utilização de sistemas de Comunicação Alternativa e Aumentativa (CAA) constitui uma das estratégias mais efetivas no apoio a alunos com TEA não verbais ou com linguagem funcional limitada. Nunes e Fernandes (2023) destacam que o uso de pranchas de comunicação, aplicativos e dispositivos de voz sintetizada promove maior autonomia e reduz comportamentos disruptivos, já que a criança passa a dispor de meios simbólicos para se fazer entender no ambiente escolar.

Entretanto, a adoção de tecnologias e métodos de CAA requer formação adequada e acompanhamento constante. Ferreira e Almeida (2022) alertam que muitos professores demonstram insegurança quanto ao uso desses recursos, sobretudo quando não contam com apoio técnico especializado. A presença de terapeutas na escola, ou mesmo o contato remoto frequente, favorece o uso correto dos sistemas e a adaptação do material às necessidades de cada aluno.

A prática interdisciplinar também possibilita um diagnóstico mais preciso das potencialidades comunicativas da criança. Em vez de focar exclusivamente nas limitações, a observação conjunta permite identificar situações e contextos em que o aluno se comunica com maior fluidez, como nas brincadeiras, nas atividades motoras ou durante interações espontâneas. Segundo Oliveira e Mendes (2022), esse tipo de escuta ampliada contribui para a construção de planos pedagógicos mais responsivos, que valorizam a comunicação funcional em diferentes linguagens.

Outro impacto positivo das práticas interdisciplinares é a melhoria da autoexpressão e da compreensão das emoções por parte da criança. Em pesquisa realizada por Ramos e Nóbrega (2023), constatou-se que crianças que participaram de projetos integrados de AEE com terapia fonoaudiológica e psicologia apresentaram avanços significativos na capacidade de nomear emoções, manter contato visual e iniciar interações sociais.

A comunicação é uma competência transversal que sustenta o acesso ao currículo escolar. Assim, promover o desenvolvimento comunicativo não é uma tarefa exclusiva da fonoaudiologia, mas um compromisso compartilhado entre todos os profissionais envolvidos com o processo educacional. Lopes e Bersch (2022) defendem que essa transversalidade só se concretiza quando há alinhamento entre as práticas clínicas e pedagógicas, com objetivos claros e metas definidas em conjunto.

A mediação da equipe de gestão escolar também é crucial para garantir a efetividade da prática interdisciplinar. Gestores que promovem encontros periódicos entre os profissionais, que respeitam os tempos de planejamento conjunto e que facilitam o diálogo com as famílias contribuem diretamente para a consolidação de uma cultura de trabalho colaborativo (Cardoso, 2025). Nesses contextos, a comunicação deixa de ser vista como um obstáculo e passa a ser compreendida como uma construção coletiva.

Além das ações no espaço escolar, a continuidade das práticas comunicativas no ambiente familiar é essencial. Mendes e Lima (2023) reforçam a importância do alinhamento entre escola, família e serviços terapêuticos para garantir a generalização das habilidades comunicativas em diferentes contextos. As orientações conjuntas e o compartilhamento de estratégias entre os atores envolvidos fortalecem o desenvolvimento integral da criança.

Portanto, os impactos das práticas interdisciplinares no desenvolvimento comunicativo de crianças com TEA são amplos e significativos. A presença ativa de terapeutas no planejamento educacional, aliada à atuação consciente e capacitada dos professores, potencializa a construção de vínculos comunicativos, melhora o desempenho acadêmico e favorece a inclusão efetiva. Esses resultados reforçam a urgência de consolidar modelos interprofissionais em todas as redes de ensino que se propõem a acolher a diversidade.

PRÁTICAS INTERDISCIPLINARES E O DESENVOLVIMENTO SOCIAL DE CRIANÇAS COM TEA

O desenvolvimento social de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) impõe desafios significativos ao cotidiano escolar. Dificuldades em interações, leitura de sinais sociais e compreensão de regras implícitas comprometem a inclusão. Para Bersch e Alves (2023), a cooperação entre professores, terapeutas e gestores favorece vínculos sociais e reduz o isolamento por meio de intervenções adaptadas.

A articulação entre AEE e terapias clínicas contribui para avanços no comportamento social, especialmente quando construída a partir da escuta ativa. Ramos e Nóbrega (2023) destacam que projetos interdisciplinares geram maior envolvimento em atividades coletivas e maior tolerância à frustração, resultado de planos de apoio e mediações sensoriais elaboradas em conjunto.

Sem articulação entre os profissionais, as ações tornam-se fragmentadas e contraditórias. Oliveira e Mendes (2022) alertam que a falta de comunicação pode gerar sobrecarga e ansiedade nos alunos. Já o trabalho colaborativo alinha metas pedagógicas e sociais, promovendo continuidade nas intervenções.

A mediação pedagógica planejada com terapeutas amplia as possibilidades de comunicação. Mendes e Silva (2023) mostram que o uso de objetos de interesse como ponto de partida aumentou trocas verbais quando os planejamentos foram compartilhados.

Rotinas estruturadas e previsíveis também favorecem a socialização. Cardoso (2025) observou que, em escolas com práticas interdisciplinares, estudantes com TEA participaram mais de brincadeiras coletivas e demonstraram maior compreensão de regras sociais.

Outro ganho relevante é o apoio à autorregulação emocional. Souza e Amaral (2023) apontam que atividades lúdicas e narrativas sociais, planejadas com psicólogos, ajudam as crianças a reconhecer e expressar emoções, fortalecendo a empatia.

A sensibilização dos colegas e o trabalho com habilidades sociais em grupo também são estratégias eficazes. Nunes e Fernandes (2023) defendem que ações interdisciplinares planejadas reduzem o risco de exclusão e favorecem vínculos positivos entre pares.

O papel da gestão é decisivo nesse processo. Ferreira e Almeida (2022) destacam que escolas com liderança articulada e espaços institucionais de diálogo têm maior envolvimento das famílias e melhores resultados sociais nos alunos com TEA.

Segundo Araújo e Mendes (2023), o desenvolvimento social depende da continuidade das ações, da sensibilidade dos profissionais e da confiança entre todos os envolvidos. A perspectiva interdisciplinar, ao integrar saberes diversos, amplia as respostas às demandas complexas da criança autista.

Assim, as práticas interdisciplinares são essenciais para a inclusão efetiva. Elas fortalecem as habilidades sociais, valorizam a escola como espaço de pertencimento e indicam que a cooperação entre educação e saúde é o caminho mais sólido para uma participação significativa de estudantes com TEA.

METODOLOGIA

Este estudo adota uma abordagem qualitativa, de natureza básica, com delineamento descritivo e fundamentação em pesquisa bibliográfica. A escolha metodológica justifica-se pela intenção de compreender, a partir da literatura acadêmica atual, os efeitos das práticas interdisciplinares entre o Atendimento Educacional Especializado (AEE) e as terapias clínicas no desenvolvimento comunicativo e social de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), especificamente nos níveis 1 e 2, no contexto da escola pública.

Segundo Gil (2023), a pesquisa bibliográfica é apropriada quando se busca compreender um fenômeno com base em material já publicado, permitindo ao pesquisador revisar conceitos, identificar lacunas e propor inferências analíticas. Nesse sentido, a presente investigação analisou produções científicas publicadas entre 2022 e 2025, período escolhido por concentrar estudos recentes e alinhados às diretrizes atuais da educação inclusiva no Brasil.

As fontes utilizadas foram selecionadas em bases indexadas, como SciELO, Google Acadêmico, Portal de Periódicos CAPES e revistas científicas da área de Educação, Educação Especial, Psicologia Escolar, Fonoaudiologia e Saúde Coletiva. O levantamento bibliográfico foi realizado por meio de descritores como: “Transtorno do Espectro Autista”, “práticas interdisciplinares”, “AEE”, “terapias complementares”, “inclusão escolar”, “comunicação funcional” e “intervenções colaborativas”.

Foram incluídos no corpus da pesquisa apenas artigos científicos publicados em periódicos qualificados, além de documentos oficiais relevantes, como a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (Brasil, 2020) e relatórios técnicos da Organização Mundial da Saúde (OMS, 2023). Trabalhos repetidos, desatualizados ou que tratassem do TEA em contextos clínicos não escolares foram excluídos da análise.

Após a seleção do material, procedeu-se à leitura exploratória e, posteriormente, à leitura analítica dos textos. A técnica utilizada para organização e interpretação dos dados foi a análise de conteúdo, conforme proposta por Bardin (2016), com ênfase na categorização temática. Essa escolha permitiu agrupar os achados em eixos analíticos convergentes com os objetivos da pesquisa: (1) práticas colaborativas entre educação e saúde; (2) desenvolvimento comunicativo; e (3) desenvolvimento social.

As categorias emergentes foram organizadas em quadros-síntese, destacando os principais autores, ano, local do estudo, métodos empregados e contribuições para a inclusão escolar de crianças com TEA. Essa sistematização facilitou a análise crítica dos dados, promovendo a articulação entre teoria e prática, e possibilitando reflexões sobre os impactos das práticas interdisciplinares no cotidiano da escola pública.

Cabe ressaltar que, por se tratar de uma pesquisa exclusivamente bibliográfica, não houve aplicação de instrumentos com sujeitos da realidade escolar. No entanto, os estudos analisados incluem experiências empíricas documentadas por diversos autores, o que confere à presente investigação um caráter de validação teórico-prática. A triangulação dos dados foi realizada por meio da comparação entre diferentes fontes e abordagens, visando ampliar a confiabilidade e a coerência das análises.

Dessa forma, a metodologia adotada possibilitou o aprofundamento crítico sobre as estratégias interprofissionais voltadas à inclusão de crianças com TEA na escola pública, contribuindo para o avanço da produção científica na área da educação especial e subsidiando futuras investigações de campo sobre o tema.

APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

A análise bibliográfica permitiu identificar padrões e tendências nas publicações recentes sobre a inclusão de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em escolas públicas, com ênfase nas práticas interdisciplinares que integram o Atendimento Educacional Especializado (AEE) e as terapias clínicas. A maior parte dos estudos selecionados ressalta que o trabalho colaborativo entre professores especializados, fonoaudiólogos, psicólogos e terapeutas ocupacionais proporciona avanços significativos nas habilidades comunicativas e sociais de estudantes com TEA, sobretudo quando a cooperação é contínua e institucionalizada.

Segundo Mendes e Silva (2023), a construção conjunta de objetivos pedagógicos e terapêuticos contribui para intervenções mais precisas e menos fragmentadas, favorecendo a adaptação curricular e a promoção da linguagem funcional no cotidiano escolar. As autoras afirmam que a aliança entre educação e saúde permite reconhecer a criança como sujeito integral, cujas demandas não se restringem à sala de aula ou ao consultório clínico, mas atravessam ambos os espaços de maneira interdependente.

Nos estudos analisados, é recorrente a observação de que a implementação de sistemas de Comunicação Alternativa e Aumentativa (CAA), como pranchas visuais e softwares interativos, torna-se mais eficaz quando professores e terapeutas atuam em diálogo. Nunes e Fernandes (2023) demonstraram que escolas em que o uso da CAA foi acompanhado por encontros periódicos entre educadores e fonoaudiólogos apresentaram avanços concretos na participação de crianças com TEA em atividades coletivas, inclusive nos momentos de recreação e alimentação.

No campo social, os efeitos do trabalho interdisciplinar também se revelam relevantes. Ramos e Nóbrega (2023) relatam experiências em que a atuação integrada entre AEE e psicologia escolar favoreceu o reconhecimento de emoções, a ampliação do repertório interativo e a diminuição de comportamentos de retraimento. Tais dados indicam que, quando há convergência entre os profissionais, as interações sociais passam a ser vistas como objeto de mediação educativa, e não apenas como expressão espontânea da criança.

Outro aspecto identificado com frequência nas publicações é a importância da escuta da família no processo de construção das estratégias interprofissionais. Ferreira e Almeida (2022) defendem que o conhecimento dos familiares sobre os modos de comunicação e interação da criança é insubstituível e deve ser considerado na formulação dos Planos de Atendimento Educacional Individualizado (PAEI). A ausência dessa escuta tende a gerar propostas descoladas da realidade da criança, diminuindo a eficácia das ações educativas.

Apesar dos benefícios relatados, a literatura também aponta entraves à consolidação dessas práticas. Cardoso (2025) alerta para a ausência de tempo institucional para o planejamento conjunto, a sobrecarga de docentes e a fragilidade de políticas públicas que assegurem a presença de terapeutas na escola. Em muitos casos, a articulação ocorre de forma informal e descontinuada, dependendo da iniciativa individual de professores ou profissionais de saúde, o que compromete sua sustentabilidade.

Oliveira e Mendes (2022) também chamam atenção para os desafios de linguagem entre as áreas, que muitas vezes operam com vocabulários técnicos distintos e compreensões diversas sobre o desenvolvimento infantil. Para os autores, é necessário investir na formação inicial e continuada de todos os profissionais envolvidos com a inclusão escolar, priorizando o diálogo entre saberes e a construção de estratégias comuns, centradas no cotidiano escolar.

Os estudos ainda indicam que a atuação da equipe gestora e da coordenação pedagógica é fundamental para garantir a efetivação das ações interdisciplinares. Souza e Amaral (2023) observaram que escolas com liderança sensível ao tema da inclusão tendem a organizar melhor os tempos de planejamento colaborativo, a envolver as famílias com mais frequência e a reconhecer as contribuições dos diferentes profissionais no processo educativo.

Os dados sistematizados confirmam os princípios da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (Brasil, 2020), que estabelece a intersetorialidade como condição para uma educação que respeite as singularidades dos estudantes. Dialogam também com recomendações da Organização Mundial da Saúde (2023), que defende o trabalho conjunto entre educação e saúde como diretriz para o desenvolvimento de crianças com deficiência, especialmente aquelas com transtornos do neurodesenvolvimento.

Em síntese, os resultados desta investigação bibliográfica evidenciam que a prática interdisciplinar entre AEE e terapias clínicas representa um recurso eficaz para promover o desenvolvimento comunicativo e social de estudantes com TEA. Mais do que uma metodologia de intervenção, trata-se de uma ética da cooperação, baseada na escuta, na corresponsabilidade e no compromisso com uma escola pública mais justa e acolhedora.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Esta pesquisa analisou os efeitos das práticas interdisciplinares entre o Atendimento Educacional Especializado (AEE) e as terapias clínicas no desenvolvimento comunicativo e social de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), níveis 1 e 2, na escola pública. A partir da revisão de estudos publicados entre 2022 e 2025, observou-se que a colaboração entre profissionais da educação e da saúde é essencial para a inclusão escolar.

Os dados mostram que a cooperação interprofissional favorece avanços na comunicação por meio da Comunicação Alternativa e Aumentativa (CAA) e da construção de rotinas pedagógicas personalizadas. Mendes e Silva (2023) e Nunes e Fernandes (2023) indicam que tais progressos são mais significativos quando há planejamento conjunto com metas pedagógicas e terapêuticas alinhadas.

No aspecto social, a atuação integrada amplia a participação dos alunos com TEA em atividades coletivas e fortalece os vínculos com os colegas. Ramos e Nóbrega (2023) e Souza e Amaral (2023) destacam que a mediação compartilhada entre professores, terapeutas e gestão escolar contribui para ambientes mais acolhedores e inclusivos.

Entretanto, desafios persistem. A falta de tempo institucional para planejamento, a ausência de políticas públicas integradas e a fragmentação entre educação e saúde dificultam a consolidação da interdisciplinaridade. Cardoso (2025) e Ferreira e Almeida (2022) defendem a criação de políticas intersetoriais e investimentos na formação continuada como caminhos para superar essas barreiras.

Conclui-se que a interdisciplinaridade é indispensável para garantir o direito à educação com qualidade para estudantes com TEA. Mais que um recurso técnico, ela representa um compromisso ético baseado no diálogo e na valorização da criança como sujeito integral. Esse princípio está presente na Política Nacional de Educação Especial (Brasil, 2020) e deve orientar as ações inclusivas.

Como contribuição, o estudo oferece subsídios para a qualificação das práticas pedagógicas articuladas ao AEE e às terapias clínicas, reforçando a importância da cooperação interprofissional. Também aponta a necessidade de pesquisas empíricas que explorem os efeitos da interdisciplinaridade em diferentes contextos escolares.

Por fim, reafirma-se que a inclusão só é efetiva quando há compromisso coletivo, escuta ativa e valorização da diversidade. A interdisciplinaridade, ao integrar saberes e promover ações conjuntas, constitui um caminho para uma escola pública mais justa e sensível às singularidades dos estudantes com TEA.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ARAÚJO, G. M.; MENDES, E. G. Formação docente e atendimento educacional especializado: desafios na qualificação para o trabalho com estudantes com TEA. Revista Educação Especial, Santa Maria, v. 36, p. 1–18, 2023. DOI: https://doi.org/10.5902/1984686X71865.

BERSCH, R.; ALVES, M. C. Mediação pedagógica e participação social de alunos com TEA: contribuições da interdisciplinaridade. Revista Brasileira de Educação Especial, Marília, v. 29, p. 99–116, 2023. DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-653829231223.

BRASIL. Ministério da Educação. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília: MEC, 2020.

CARDOSO, G. E. F. A articulação entre Atendimento Educacional Especializado e Terapias Complementares no Atendimento a Crianças com TEA: Desafios e Perspectivas na Escola Pública. Revista International Integralize Scientific, ed. n. XX, p. XX–XX, 2025.

CASTRO, L. C.; AMARAL, M. N. Plano de Atendimento Educacional Especializado: possibilidades e limites na efetivação da inclusão escolar. Revista Brasileira de Educação Especial, Marília, v. 28, p. 155–170, 2022. DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-653828222168.

FERREIRA, M. L.; ALMEIDA, F. G. Práticas inclusivas e atuação docente no AEE: entre tensões e possibilidades. Educar em Revista, Curitiba, v. 38, p. 1–20, 2022. DOI: https://doi.org/10.1590/0104-4060.79879.

INEP – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Censo Escolar da Educação Básica 2023: resumo técnico. Brasília: INEP, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/inep. Acesso em: 27 jul. 2025.

LOPES, J. A.; BERSCH, R. Práticas colaborativas no AEE: desafios para uma inclusão escolar efetiva. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, v. 27, p. 1–21, 2022. DOI: https://doi.org/10.1590/s1413-24782022270056.

MENDES, E. G.; LIMA, P. T. Parcerias entre escola e família no processo comunicativo de crianças com TEA: desafios e possibilidades. Revista Educação Especial, Santa Maria, v. 36, p. 1–19, 2023. DOI: https://doi.org/10.5902/1984686X72622.

MENDES, E. G.; SILVA, A. C. Atendimento Educacional Especializado e a construção da autonomia de alunos com TEA. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, v. 53, p. 1–19, 2023. DOI: https://doi.org/10.1590/198053148222.

MORAES, D. R.; LIMA, P. T. Ensino estruturado e o planejamento do AEE para crianças com autismo. Revista Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 47, n. 3, p. 1–22, 2022. DOI: https://doi.org/10.1590/2175-623610541.

NUNES, C. R.; FERNANDES, R. A. Comunicação alternativa e aumentativa no contexto escolar: contribuições para o desenvolvimento de estudantes com autismo. Revista Educação Especial, Santa Maria, v. 35, p. 1–17, 2023. DOI: https://doi.org/10.5902/1984686X70983.

OLIVEIRA, E. C.; MENDES, L. F. Práticas colaborativas entre educação e saúde no contexto da inclusão escolar: contribuições para crianças com TEA. Revista Educação Especial, Santa Maria, v. 35, p. 1–20, 2022. DOI: https://doi.org/10.5902/1984686X71001.

RAMOS, V. M.; NÓBREGA, T. M. A intersetorialidade na inclusão escolar: limites e possibilidades da atuação conjunta entre educação e saúde. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 18, n. esp. 2, p. 1024–1044, 2023. DOI: https://doi.org/10.21723/riaee.v18iesp2.22102.

SILVA, A. C.; FARIAS, R. T. Cooperação interprofissional e educação inclusiva: o papel das equipes escolares e clínicas no apoio a estudantes com autismo. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, v. 53, p. 1–18, 2023. DOI: https://doi.org/10.1590/198053148240.

SOUZA, T. H.; AMARAL, M. N. Planejamento interprofissional na escola inclusiva: estratégias pedagógicas baseadas na escuta clínica. Revista Brasileira de Educação Especial, Marília, v. 28, p. 122–140, 2023. DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-653828231221.

WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Global report on children with developmental disabilities: advancing inclusive education and health systems. Geneva: WHO, 2023. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/9789240071500. Acesso em: 27 jul. 2025.

Cardoso, Geisa Elaine Favoretti . Práticas interdisciplinares na inclusão escolar de crianças com TEA: Um olhar sobre os efeitos da cooperação entre aee e terapias no desenvolvimento comunicativo e social..International Integralize Scientific. v 5, n 51, Setembro/2025 ISSN/3085-654X

Referencias

Vivian Caroline Coraucci.
BAILEY, C. J.; LEE, J. H.
Management of chlamydial infections: A comprehensive review.
Clinical infectious diseases.
v. 67
n. 7
p. 1208-1216,
2021.
Disponível em: https://academic.oup.com/cid/article/67/7/1208/6141108.
Acesso em: 2024-09-03.

Share this :

Edição

v. 5
n. 51
Práticas interdisciplinares na inclusão escolar de crianças com TEA: Um olhar sobre os efeitos da cooperação entre aee e terapias no desenvolvimento comunicativo e social.

Área do Conhecimento

EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO ENSINO BÁSICO: DESAFIOS E POSSIBILIDADES
Educação inclusiva; ensino básico; diversidade; políticas públicas; metodologias pedagógicas
IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO CONTEXTO DA ALFABETIZAÇÃO
Escola; Ensino Regular; Necessidades Educacionais Especiais.
EDUCAÇÃO INCLUSIVA E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: PERSPECTIVAS E DESAFIOS
Educação Inclusiva, Inteligência Artificial, Tecnologia Assistiva, Aprendizado Personalizado, Políticas Educacionais.
Formação docente para a diversidade: Práticas pedagógicas inclusivas na atualidade
formação docente; diversidade; práticas pedagógicas; inclusão; educação contemporânea.
Plataforma digital de recursos adaptativos: Facilitando o planejamento pedagógico inclusivo para professores da educação básica
educação inclusiva; tecnologia assistiva; recursos digitais; práticas pedagógicas; planejamento.
O piano como ferramenta pedagógica inclusiva: Estratégias de ensino para crianças com necessidades especiais

Últimas Edições

Confira as últimas edições da International Integralize Scientific

feat-jan

Vol.

6

55

Janeiro/2026
feat-dez

Vol.

5

54

Dezembro/2025
feat-nov

Vol.

5

53

Novembro/2025
feat-out

Vol.

5

52

Outubro/2025
Setembro-F

Vol.

5

51

Setembro/2025
Agosto

Vol.

5

50

Agosto/2025
Julho

Vol.

5

49

Julho/2025
junho

Vol.

5

48

Junho/2025