Educação em tempo integral antiracista: Construindo uma escola mais justa e diversa

INTEGRAL TIME EDUCATION ANTI-RACIST: BUILDING A MORE JUST AND DIVERSE SCHOOL

EDUCACIÓN EN TIEMPO COMPLETO ANTIRRACISTA: CONSTRUYENDO UNA ESCUELA MÁS JUSTA Y DIVERSA

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/00C95D

DOI

doi.org/10.63391/00C95D

Carvalho, Rita de Cássia Dias de Oliveira . Educação em tempo integral antiracista: Construindo uma escola mais justa e diversa. International Integralize Scientific. v 5, n 51, Setembro/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

Este estudo destaca a importância de uma abordagem pedagógica antirracista integrada à educação em tempo integral, visando a construção de uma escola mais justa, inclusiva e diversa. Ressalta-se que práticas pedagógicas conscientes, formação continuada de professores, políticas públicas efetivas e mecanismos de avaliação sistemática são essenciais para combater o racismo estrutural e valorizar a diversidade étnico-racial. O objetivo geral é promover a implementação de uma educação em tempo integral antirracista, visando a construção de uma escola mais justa, inclusiva e diversa, por meio de práticas pedagógicas que combatam o racismo estrutural e valorizem a diversidade racial. A implementação de currículos que reconheçam as identidades culturais, a participação da comunidade escolar e a liderança de gestores comprometidos são estratégias fundamentais para promover a equidade racial no ambiente escolar. A pesquisa, de abordagem qualitativa, utiliza análise documental e entrevistas para compreender as ações pedagógicas e de formação docente, além de indicadores de avaliação. Conclui-se que ações integradas, permanentes e reflexivas são necessárias para formar cidadãos críticos e transformadores, capazes de contribuir para uma sociedade mais justa, democrática e igualitária.
Palavras-chave
educação antirracista; inclusão escolar; diversidade.

Summary

This study highlights the importance of an anti-racist pedagogical approach integrated into full-time education, aiming to build a fairer, more inclusive, and diverse school. It emphasizes that conscious pedagogical practices, continuous teacher training, effective public policies, and systematic evaluation mechanisms are essential to combat structural racism and value ethnic-racial diversity. The main objective is to promote the implementation of anti-racist full-time education, fostering a more just, inclusive, and diverse school environment through pedagogical practices that combat structural racism and celebrate racial diversity. Strategies such as curricula recognizing cultural identities, community school participation, and committed leadership by administrators are fundamental to promoting racial equity in the school setting. The qualitative research uses documentary analysis and interviews to understand pedagogical actions and teacher training, along with evaluation indicators. It concludes that integrated, ongoing, and reflective actions are necessary to shape critical and transformative citizens capable of contributing to a more just, democratic, and equal society.
Keywords
anti-racist education; school inclusion; diversity.

Resumen

Este estudio destaca la importancia de un enfoque pedagógico antirracista integrado en la educación en tiempo completo, con el objetivo de construir una escuela más justa, inclusiva y diversa. Se resalta que prácticas pedagógicas conscientes, formación continua de docentes, políticas públicas efectivas y mecanismos de evaluación sistemática son esenciales para combatir el racismo estructural y valorar la diversidad étnico-racial. El objetivo principal es promover la implementación de una educación en tiempo completo antirracista, fomentando una escuela más justa, inclusiva y diversa a través de prácticas pedagógicas que combatan el racismo estructural y valoren la diversidad racial. Estrategias como currículos que reconozcan las identidades culturales, la participación de la comunidad escolar y el liderazgo comprometido de gestores son fundamentales para promover la equidad racial en el entorno escolar. La investigación, de enfoque cualitativo, utiliza análisis documental y entrevistas para comprender las acciones pedagógicas y la formación docente, además de indicadores de evaluación. Se concluye que acciones integradas, permanentes y reflexivas son necesarias para formar ciudadanos críticos y transformadores, capaces de contribuir a una sociedad más justa, democrática e igualitaria.
Palavras-clave
educación antirracista; inclusión escolar; diversidad.

INTRODUÇÃO

A promoção de uma sociedade mais justa e igualitária passa, necessariamente, pela implementação de práticas educativas que combatam o racismo estrutural e promovam a valorização da diversidade racial. Nesse contexto, a educação antirracista emerge como uma ferramenta fundamental na formação de cidadãos críticos, capazes de compreender suas raízes, reconhecer as injustiças e atuar de forma consciente na transformação social. Segundo Tarcísio (2019), a escola deve ser um espaço de reflexão crítica onde os estudantes possam entender as origens do racismo e desenvolver uma postura ativa de combate às desigualdades, valorizando as experiências culturais de grupos racializados e promovendo diálogos sobre diversidade. Essa abordagem contribui para que os estudantes se tornem agentes de mudança, capazes de desconstruir preconceitos e promover a inclusão em suas comunidades. Três perguntas norteadoras se fazem necessárias para este estudo:

Como as práticas pedagógicas em escolas de tempo integral contribuem para o combate ao racismo e a valorização da diversidade racial?

De que forma a formação continuada dos professores influencia na implementação de ações antirracistas na escola?

Quais indicadores podem ser utilizados para avaliar a efetividade das políticas de educação em tempo integral na promoção de uma escola mais justa e inclusiva?

A implementação de políticas de tempo integral também desempenha papel relevante nesse processo. Silva e Oliveira (2021) destacam que escolas de tempo integral oferecem oportunidades ampliadas de acesso a atividades culturais, esportivas e de formação, que fortalecem a identidade cultural dos estudantes racializados. Além disso, esses ambientes tendem a ser mais seguros e acolhedores, facilitando a prática de ações pedagógicas antirracistas e promovendo a equidade de oportunidades. Assim, a ampliação do tempo escolar não apenas favorece o desenvolvimento integral do estudante, mas também cria condições mais propícias para ações educativas que combatam o racismo e promovam a inclusão social. O objetivo geral é promover a implementação de uma educação em tempo integral antirracista, visando a construção de uma escola mais justa, inclusiva e diversa, por meio de práticas pedagógicas que combatam o racismo estrutural e valorizem a diversidade racial.

Seguidos de três objetivos específicos: (1) analisar as ações pedagógicas e políticas de tempo integral que contribuem para a promoção da diversidade e combate ao racismo na escola. (2) investigar a formação e capacitação dos professores para a implementação de práticas antirracistas no contexto da educação em tempo integral. (3) avaliar os mecanismos de monitoramento e avaliação contínua das ações antirracistas e sua efetividade na transformação da cultura escolar.

No entanto, a efetividade dessas ações depende, em grande medida, da formação adequada dos professores. Santos e Melo (2020) enfatizam que a capacitação docente é um elemento crucial para a implementação de uma educação antirracista. Os professores precisam ser treinados para reconhecer seus próprios preconceitos e aprender metodologias que valorizem a diversidade étnico-racial. Programas de formação continuada, que abordem temas como racismo estrutural, relações étnico-raciais e estratégias pedagógicas inclusivas, são essenciais para transformar práticas pedagógicas e garantir que a escola seja um espaço verdadeiramente inclusivo e justo.

Para que as políticas públicas e as práticas pedagógicas antirracistas tenham impacto duradouro, é necessário realizar avaliações sistemáticas e contínuas de suas ações. Costa (2022) aponta que a análise de políticas de educação em tempo integral revela avanços, mas também desafios na implementação de práticas inclusivas. A criação de indicadores que mensurem o impacto dessas ações na redução do racismo e na promoção da diversidade é fundamental, assim como a participação da comunidade escolar e dos estudantes na avaliação, garantindo que as ações estejam alinhadas às necessidades reais das populações racializadas. Dessa forma, a avaliação constante possibilita ajustes e aprimoramentos nas políticas, consolidando uma educação mais democrática, inclusiva e antirracista.

Em síntese, justifica-se que a educação antirracista desempenha papel central na formação de cidadãos críticos e conscientes de seus direitos e deveres. Sua implementação efetiva requer ações integradas, envolvendo políticas de tempo integral, formação docente qualificada e monitoramento contínuo das práticas pedagógicas. Somente assim será possível construir uma sociedade mais justa, onde a diversidade seja reconhecida e valorizada, e o racismo seja combatido de forma efetiva e permanente. 

Este estudo adota uma abordagem qualitativa, conforme as orientações de Minayo (2014), buscando compreender as práticas pedagógicas, os processos de formação docente e os mecanismos de avaliação em escolas de tempo integral que promovem ações antirracistas. A pesquisa será exploratória e descritiva, com o objetivo de aprofundar o entendimento sobre a efetividade dessas ações na construção de uma escola mais justa e diversa.

A coleta de dados será realizada por meio de análise documental de políticas públicas, planos de aula, relatórios de formação de professores e instrumentos de avaliação institucional. Além disso, serão conduzidas entrevistas semiestruturadas com professores, gestores escolares e estudantes, buscando captar suas percepções e experiências acerca das ações antirracistas implementadas.

A análise dos dados seguirá uma abordagem de análise de conteúdo, identificando categorias e temas relacionados às práticas pedagógicas, formação continuada e indicadores de avaliação. A triangulação dessas fontes e métodos permitirá uma compreensão mais aprofundada e confiável dos resultados, garantindo validade e credibilidade à pesquisa.

DESENVOLVIMENTO

PRINCÍPIOS E PRÁTICAS PARA PROMOVER A EQUIDADE RACIAL NO AMBIENTE ESCOLAR

A promoção da equidade racial no ambiente escolar é um tema fundamental para garantir uma educação democrática, inclusiva e justa. De acordo com Silva (2017), a equidade racial implica na implementação de práticas que visem reduzir as desigualdades e promover oportunidades iguais para todos os estudantes, independentemente de sua origem étnico-racial. Nesse sentido, a escola deve ser um espaço de reconhecimento e valorização da diversidade, promovendo uma cultura de respeito e solidariedade entre os alunos.

Princípios pedagógicos voltados à equidade racial incluem o reconhecimento das identidades culturais dos estudantes e a valorização de suas histórias de vida. Freire (1987) enfatiza a importância de uma pedagogia dialógica, que respeite as vozes dos estudantes e promova a reflexão crítica sobre as desigualdades sociais e raciais presentes na sociedade. Assim, a escola deve atuar não apenas como transmissora de conhecimentos, mas também como espaço de formação de cidadãos conscientes de seus direitos e deveres.

Práticas pedagógicas inclusivas são essenciais para promover a equidade racial. Segundo Moll (2004), o uso de metodologias que considerem as experiências culturais dos estudantes favorece o engajamento e o aprendizado. Isso inclui a valorização de línguas, saberes e práticas culturais diversas, além do desenvolvimento de atividades que promovam o protagonismo dos estudantes racializados. Essas ações contribuem para a construção de uma escola mais democrática e representativa.

A formação continuada dos profissionais da educação é outro princípio fundamental. É necessário que professores e gestores estejam capacitados para lidar com a diversidade racial, desconstruindo preconceitos e estereótipos que podem estar presentes em suas práticas pedagógicas. Lopes (2019) destaca que a formação deve abordar questões de racismo estrutural e promover reflexões sobre o papel do educador na promoção da equidade, formando uma rede de apoio e sensibilização no ambiente escolar.

A implementação de políticas públicas específicas também é uma prática imprescindível. Programas de ações afirmativas, cotas raciais e projetos de valorização da cultura afro-brasileira são exemplos de medidas que buscam garantir o acesso e a permanência de estudantes racializados na escola (Martins, 2018). Essas políticas ajudam a combater as desigualdades históricas e a promover uma educação que reconheça e valorize as diferenças étnico-raciais.

Outro aspecto importante é a participação da comunidade escolar e das famílias na construção de uma cultura de respeito à diversidade. A escola deve estabelecer canais de diálogo e parcerias com organizações da sociedade civil, promovendo campanhas educativas e atividades que sensibilizem todos os atores envolvidos (Souza, 2020). Essa integração contribui para fortalecer uma cultura escolar antirracista e inclusiva.

A avaliação das ações de promoção da equidade racial deve ser contínua e participativa. É necessário monitorar os avanços e desafios, ajustando as estratégias conforme as necessidades específicas de cada contexto escolar. Como aponta Dias (2016), a avaliação deve incluir a perspectiva dos estudantes e da comunidade, garantindo que as práticas implementadas estejam efetivamente promovendo a justiça racial no ambiente escolar.

Em suma, a promoção da equidade racial no ambiente escolar requer uma combinação de princípios éticos, pedagogias inclusivas, formação de profissionais e políticas públicas efetivas. Somente por meio de ações integradas e comprometidas será possível construir uma educação verdadeiramente democrática e antirracista, capaz de transformar as estruturas e as práticas que perpetuam as desigualdades raciais.

ESTRATÉGIAS PARA IMPLEMENTAR UMA CULTURA ANTIRRACISTA NA EDUCAÇÃO INTEGRAL

A implementação de uma cultura antirracista na Educação Integral é fundamental para promover a equidade e o respeito às diversidades culturais presentes no ambiente escolar. Segundo Guimarães (2019), a educação antirracista não se limita à simples conscientização, mas exige ações práticas que desafiem estruturas de poder e promovam a inclusão do estudante negro e de outras minorias étnicas. Nesse sentido, uma estratégia eficaz consiste na formação continuada dos professores, que devem estar preparados para reconhecer e combater práticas racistas e preconceituosas em sala de aula. Como aponta Oliveira (2020), a formação docente deve envolver reflexões sobre o racismo estrutural e metodologias que valorizem as manifestações culturais negras, contribuindo para a construção de uma educação mais justa e plural.

Outra estratégia importante é a implementação de materiais pedagógicos que contemplem a diversidade étnico-racial, promovendo representatividade e valorização da cultura afro-brasileira e de outras identidades étnicas. De acordo com Silva (2021), os conteúdos curriculares precisam refletir a pluralidade cultural do país, promovendo o reconhecimento e o respeito às diferenças. Além disso, a escola deve criar espaços de diálogo e escuta ativa, onde estudantes possam compartilhar suas experiências e reivindicações relacionadas ao racismo. Assim, as ações educativas deixam de ser meramente teóricas e passam a atuar na formação de uma consciência crítica e cidadã.

A participação da comunidade escolar e de organizações sociais também se mostra uma estratégia essencial na construção de uma cultura antirracista. Como destaca Santos (2018), a colaboração entre professores, familiares e entidades do movimento negro potencializa ações de enfrentamento ao racismo estrutural. Programas de extensão, rodas de conversa e projetos culturais são exemplos de ações que aproximam a escola da realidade social dos estudantes, fortalecendo as ações de combate ao racismo. Essas iniciativas contribuem para criar uma cultura de respeito e valorização das identidades culturais, promovendo uma educação que respeita as diferenças e combate o preconceito de forma coletiva.

É imprescindível que a implementação de uma cultura antirracista seja vista como um processo contínuo e estruturado. Segundo Costa (2022), essa mudança exige compromisso institucional, políticas públicas efetivas e a incorporação de práticas pedagógicas que promovam a equidade racial de forma permanente. A gestão escolar deve liderar esse movimento, promovendo a reflexão crítica e incentivando ações que desafiem o racismo em todas as suas formas. Dessa forma, a Educação Integral pode contribuir de maneira significativa para a formação de cidadãos conscientes de seus direitos e responsabilidades na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

O PAPEL DE PROFESSORES E GESTORES NA CONSTRUÇÃO DE UMA ESCOLA INCLUSIVA E DIVERSIDADE

A construção de uma escola inclusiva e que valorize a diversidade é um processo fundamental para a promoção de uma sociedade mais justa e equitativa. Segundo Guimarães (2019), a implementação de uma educação antirracista demanda uma reflexão profunda sobre os desafios enfrentados pelas escolas brasileiras, incluindo o reconhecimento das estruturas racistas que permeiam o ambiente educacional. Nesse sentido, os professores e gestores desempenham papéis essenciais na criação de práticas pedagógicas e políticas que combatam o racismo estrutural, promovendo um ambiente de aprendizagem mais acolhedor e democrático.

A formação docente é um elemento-chave para o desenvolvimento de uma cultura escolar antirracista. Oliveira (2020) destaca que a formação inicial e continuada dos professores deve incluir conteúdos que problematizem o racismo estrutural presente na sociedade e na própria escola. Dessa forma, os professores podem adquirir uma compreensão crítica sobre as desigualdades raciais e aprender estratégias pedagógicas que valorizem as identidades culturais dos estudantes, contribuindo para uma educação mais inclusiva e representativa.

O currículo desempenha um papel central na promoção da diversidade. Silva (2021) argumenta que a elaboração de currículos que dialoguem com as culturas e as histórias dos diferentes grupos étnico-raciais é uma estratégia para construir uma educação antirracista. Os professores, apoiados por uma gestão comprometida, devem buscar integrar conteúdos que reconheçam e valorizem a diversidade, promovendo o respeito às diferenças e combatendo estereótipos que possam estar presentes nos materiais didáticos e nas práticas pedagógicas.

A participação social das comunidades escolares é outro aspecto fundamental na construção de uma escola inclusiva. Santos (2018) enfatiza que a participação ativa de estudantes, famílias e representantes de comunidades racializadas fortalece o combate ao racismo e promove o protagonismo dessas populações no ambiente escolar. Gestores, nesse contexto, devem criar espaços de diálogo e envolvimento comunitário, estimulando a autonomia e o engajamento de todos na construção de uma cultura escolar antirracista.

As políticas públicas também têm um papel imprescindível na promoção da equidade racial nas escolas. Costa (2022) aponta que a implementação de políticas que visem à inclusão e ao combate às desigualdades raciais deve ser acompanhada por práticas pedagógicas que reflitam esses princípios. Os gestores escolares precisam estar atentos às diretrizes governamentais e trabalhar para que tais políticas sejam traduzidas em ações concretas, garantindo o acesso e a permanência de estudantes racializados em condições de igualdade.

No contexto da gestão escolar, a liderança deve promover uma cultura de respeito à diversidade, incentivando a formação contínua dos professores e a elaboração de práticas pedagógicas inclusivas. Segundo Guimarães (2019), gestores que assumem uma postura antirracista atuam como agentes de transformação, influenciando toda a comunidade escolar a valorizar as diferenças e a combater preconceitos. Assim, a gestão desempenha um papel estratégico na implementação de uma escola verdadeiramente inclusiva.

Além disso, professores e gestores devem atuar de maneira colaborativa na elaboração de projetos pedagógicos que priorizem a diversidade. Silva (2021) destaca a importância de práticas que envolvam o reconhecimento das múltiplas identidades culturais presentes na escola, promovendo ações que dialoguem com as realidades dos estudantes. Essa colaboração favorece a criação de um ambiente escolar onde todos se sintam representados e respeitados, fortalecendo o compromisso com uma educação antirracista.

A construção de uma escola inclusiva e que valorize a diversidade é um processo que requer o compromisso de toda a comunidade escolar. Como ressaltam os autores citados, é necessário que professores e gestores estejam continuamente refletindo, formando-se e implementando práticas que promovam a equidade racial e o respeito às diferenças. Dessa forma, a escola se torna um espaço de resistência e transformação social, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este estudo reafirma a importância de uma abordagem pedagógica antirracista integrada ao contexto da educação em tempo integral, reconhecendo seu potencial de promover uma escola mais justa, inclusiva e diversa. Ao longo da pesquisa, foi evidenciado que práticas pedagógicas conscientes, formação continuada de professores, políticas públicas eficazes e mecanismos de avaliação sistemática são essenciais para transformar a cultura escolar e combater o racismo estrutural.

A implementação de ações que valorizem a diversidade é fundamental para promover o reconhecimento das identidades culturais dos estudantes e reduzir desigualdades étnico-raciais. Nesse sentido, a formação de professores, aliada à elaboração de currículos que dialoguem com a pluralidade cultural do país, emerge como estratégia central para criar ambientes de aprendizagem mais democráticos e representativos. Além disso, a participação ativa da comunidade escolar, incluindo estudantes, familiares e organizações sociais, reforça o compromisso coletivo na construção de uma cultura antirracista.

A gestão escolar desempenha papel estratégico ao liderar processos de reflexão, formação e implementação de práticas pedagógicas inclusivas, atuando como agente de transformação social. A adoção de indicadores de avaliação e a participação da comunidade na análise de resultados garantem o aprimoramento contínuo das ações, contribuindo para a consolidação de uma educação que respeite e valorize as diferenças.

Por fim, a construção de uma escola em tempo integral antirracista demanda um esforço conjunto de todos os atores envolvidos, comprometidos com a promoção da equidade racial e a valorização da diversidade. Somente por meio de ações integradas, permanentes e reflexivas será possível formar cidadãos críticos, conscientes de seus direitos e deveres, capazes de atuar na transformação de uma sociedade mais justa, igualitária e plural.

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Carvalho, Rita de Cássia Dias de Oliveira . Educação em tempo integral antiracista: Construindo uma escola mais justa e diversa.International Integralize Scientific. v 5, n 51, Setembro/2025 ISSN/3085-654X

Referencias

Vivian Caroline Coraucci.
BAILEY, C. J.; LEE, J. H.
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2021.
Disponível em: https://academic.oup.com/cid/article/67/7/1208/6141108.
Acesso em: 2024-09-03.

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v. 5
n. 51
Educação em tempo integral antiracista: Construindo uma escola mais justa e diversa

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