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Resumo
INTRODUÇÃO
A Endometriose é uma patologia caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina de caráter benigno, podendo acometer diversos locais, mundialmente, incide em cerca de 5% a 15% das mulheres na idade reprodutiva e em torno de 3% das mulheres na pós-menopausa. Algumas pacientes portadoras de endometriose são assintomáticas, entretanto, a grande maioria apresenta queixas clínicas, sendo as principais: dismenorreia, dor pélvica crônica, infertilidade, dispareunia de profundidade dor durante o ato sexual, sintomas intestinais e urinários cíclicos, sangramentos ao evacuar ou urinar durante o período menstrual (Simone; Sabrina 2019).
A prevalência entre mulheres com menos de 20 anos de idade, com queixa de dor pélvica ou dispareunia, situa-se entre 47 a 65%. A endometriose é caracterizada como uma importante causa de dor pélvica e infertilidade feminina, acometendo aproximadamente 10 a 20% das mulheres em idade reprodutiva, sendo que de 30 a 50% das mulheres com endometriose são inférteis (Febrasgo, 2015). A etiopatogenia ainda não está bem definida, mas sabe-se que fatores genéticos, hormonais, imunológicos e de hábitos de vida como os aspectos nutricionais podem ser fatores desencadeadores ou indutores da formação e do Desenvolvimento dos focos ectópicos de endometriose (Gonzales, et al.,2019).
Segundo Oliveira et.al.(2015) às manifestações clínicas afetam a vida das pacientes, desde o surgimento dos primeiros sintomas até o diagnóstico, dificultando o trabalho, vida social e fertilidade, ocasionando assim prejuízos emocionais, decorrente de toda dificuldade encontrada no decorrer do diagnóstico e tratamento, à identificação da doença e seu diagnóstico ágil, são essenciais para o resultado terapêutico e prognóstico. O diagnóstico de endometriose é feito em média aos 29 a 30 anos, quando por via laparoscópica e a partir queixa de infertilidade, é feito em média aos 34 anos, o achado ultrassonográfico de varizes essencial para o controle da doença (Goldman et al., 2019).
O tratamento pode ser clínico, cirúrgico, farmacológico e também o nutricional, no entanto, dietas equilibradas em seu componente de gorduras e ricas em ácidos graxos do tipo redução e modulação da inflamação, levando à diminuição dos sintomas de dor. Uma alimentação rica no consumo de ômegas 3 e 6 com proposta anti-inflamatória no tratamento e uma dieta baseada em vegetais, vitaminas e magnésio acaba diminuindo com o excesso do consumo de proteínas animais e, portanto, reduzindo o excesso de gordura corporal e a produção periférica de estrogênio, assim melhorando a condição metabólica dessa mulher (Cortes et al., 2013).
De acordo com estudos de Costa et al.(2018) foi observado que uma dieta rica em ômega-3 pode auxiliar na redução de aderências endometriais e têm um papel essencial na regulação da dor, podendo diminuir o estado inflamatório devido a suas moléculas anti-inflamatórias. Além de aprimorar o quadro álgico, também pode reduzir os sintomas de ansiedade e depressão que são comuns em pacientes com endometriose.
As frutas e vegetais além de ser uma fonte de nutrientes antioxidantes, o.seu consumo também é indicado no tratamento da endometriose, pois beneficiam aumento da excreção de estrogênio o qual em excesso no organismo contribui para o crescimento de tecido endometrial fora do útero, contribuindo para a regulação hormonal (Bahamondes.; Camargos, 2019).
Muitas evidências sugerem que o estresse oxidativo está envolvido tanto na patogênese quanto na fisiopatologia da endometriose, isso porque os alimentos antioxidantes diminuem o efeito dos radicais livres, fornecendo melhores condições para a proteção contra a resposta inflamatória da doença, diminuindo a liberação de prostaglandinas e outros fatores de lesão dos tecidos, os quais pioram os sintomas e os danos ao organismo. Entre os aspectos ambientais, a nutrição tem sido pouco estudada, apesar das evidências que mostram seu impacto na origem e progressão da endometriose (Souza et al.2015).
Segundo Halpern et al., (2015), os nutrientes como cálcio, zinco, o selênio, vitamina C, vitamina E são compostos bioativos em alimentos, podem influenciar a saúde interferindo nos processos relacionados com a fisiopatologia da endometriose, bem como no equilíbrio hormonal, na sinalização celular, no controle desse crescimento celular e apoptose. Bellelis, (2011), menciona que além dos alimentos fontes de vitamina E, C, as do complexo B, os minerais como cálcio, magnésio e potássio, cita o consumo de grãos de soja, para reduzir os níveis de estrogênio e fornecer grandes quantidades de bioflavonóides, que podem reduzir a intensidade do sangramento. Os polifenóis (compostos bioativos encontrados nas frutas e vegetais) têm a capacidade de modular a atividade enzimática e com grandes propriedades antioxidantes.
A medida que cada vez mais as mulheres estão sendo diagnosticadas com endometriose busca-se então um maior conhecimento da doença e melhor forma de tratamento. Desta forma este trabalho é uma revisão de literatura que tem por objetivo descrever a importância da dietoterapia como um tratamento adjuvante da endometriose e apresentar os principais alimentos e suplementos relacionados no controle dessa patologia.
METODOLOGIA
Trata-se de uma pesquisa de revisão bibliográfica, com o objetivo de reunir as informações e dados que servirão de base para a construção da investigação proposta a partir do tema. O tipo de pesquisa foi uma análise de artigos científicos, buscando dados relevantes ao tema endometriose e dietoterapia. A seleção dos artigos ocorreu a partir dos critérios de inclusão e foram incluídos os artigos selecionados no período dos últimos 10 anos (2010 a 2020), salvo os considerados clássicos; publicados nos idiomas português, inglês e espanhol.
Foram incluídos; teses, livros, editoriais ou pesquisas que atendiam ao tema e encontra-se na íntegra e no idioma português, publicado em periódicos científicos, na Base de Dados online: MEDLINE/ PUBMED, LILACS, SCIELO, livros diretrizes, teses, e dissertações através dos descritores: Endometriose, Infertilidade e Dietoterapia, de forma única ou combinada. Houve também uma consulta ao Protocolo Clínicas e Diretrizes Terapêuticas da Endometriose, do Ministério da Saúde. Foi encontrado um total de 45 referências, entre, artigos, monografias, dissertações, manuais referências para a análise do conteúdo, sendo excluídas aquelas que não atendiam ao tema apresentado pela falta de clareza na abordagem ou porque eram trabalhos incompletos. Ao final foram utilizadas somente as referências que melhor se adequaram a proposta do trabalho.
REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
ENDOMETRIOSE
CONCEITO E HISTÓRIA
Define-se endometriose como a presença de estroma e glândulas endometriais em locais extrauterinos, normalmente na pelve que atinge muitas mulheres em seu período reprodutivo A endometriose é identificada como a presença de tecido endometrial fora do útero, que promove uma resposta inflamatória crônica no local onde se instala a endometriose, acomete 10 a 15% das mulheres em idade fértil e pode alcançar 16% em mulheres assintomáticas e 47% em pacientes com infertilidade. À medida que a doença progride o tecido endometrial ectópico tende a aumentar gradativamente de tamanho, podendo também se ampliar em novos locais, ou seja, em outros órgãos da pelve: trompas, ovários, intestinos e bexiga (Gonzales et al.,2019).
Todos os meses, o endométrio fica mais espesso, para que um óvulo fecundado possa se implantar nele. No entanto, a quantidade de tecido e o quão rápido a endometriose avança são fatores extremamente variáveis, e o tecido endometrial podem manter-se sobre a superfície das estruturas ou pode penetrá-las sobremaneira espalhar-se e formar nódulos (Oliveira et al., 2015).
Conceituada como uma inflamação crônica, a endometriose representa uma das doenças ginecológicas mais comuns entre as mulheres em idade fértil. A patologia foi observada pela primeira vez por Rokitansky, na Alemanha, em 1869, em material de necropsia. Muitas teorias foram sugestões na tentativa de explicar o desenvolvimento das lesões, mas somente em 1927, Sampson, introduziu o termo endometriose, conceituando as lesões como, presença processo de tecido semelhante ao do endométrio instalado fora da cavidade uterina, causado pelo refluxo de tecido endometrial através das trompas de falópio, durante a menstruação, gerando um processo inflamatório (SBE, 2014).
FISIOPATOLOGIA
Apesar de vários estudos, até agora as causas que levam ao desenvolvimento da endometriose ainda não se encontra muito bem esclarecidas, porém sabe-se que a união de vários fatores como: hormonais, genéticos, imunológicos e anatômicos podem contribuir para a iniciação de pontos de tecido endometrial fora do útero (Nácul; Spritzer, 2010).
O crescimento e a manutenção dos implantes endometriais são dependentes da presença de esteróides ovarianos. Assim, a endometriose é uma doença habitualmente do período reprodutivo. Existem várias teorias sobre a origem da endometriose, que podem ser genericamente categorizadas entre as que propõem que os implantes se originam do endométrio tópico, e as que propõem que os implantes surgem de outros tecidos que não é o útero (Cacciatori; Medeiros, 2015).
As teorias que sugerem origem extra uterina têm suporte na confirmação histológica de endometriose em pacientes sem endométrio menstrual, como indivíduos com Síndrome de Rokitansky-Kuster-Hauser. Entre as teorias propondo uma origem não uterina para a doença, a metaplasia celômica envolve a transformação de tecido peritoneal normal em tecido endometrial ectópico (Parazzini et al., 2013). Segundo Pofirio et al., (2017), fatores como poluição, ansiedade, estresse e sedentarismo levam a um aumento dos radicais livres circulantes, o que beneficia o estresse oxidativo, que, por sua vez, contribui para a patogênese da endometriose.
Apesar de ser uma das doenças mais estudadas em ginecologia, alguns aspectos continuam sendo alvo de pesquisa, destacando-se a busca pela sua etiopatogenia. Vários estudos têm sido realizados na tentativa de se comprovar as alterações imunológicas, genéticas, ou mesmo as respostas a contaminantes ambientais que podem estar presentes em pacientes com endometriose. Desta forma, seria possível chegar a uma explicação do porque somente em algumas mulheres, as células endometriais que adentram a cavidade peritoneal, na menstruação retrogradam, não são eliminadas. (Bellelis, 2014).
DIAGNÓSTICO
A forma de se concluir um diagnóstico de endometriose, é a partir de exames físico, na história clínica da paciente, exames laboratoriais como CA 125 e de imagens, dentre eles a ressonância magnética da pelve, ecoendoscopia retal, Ultrassonografia pélvica e transvaginal com vias urinárias e com preparo intestinal e cistoscopia (Vila; Vandenberghe; Silveira, 2010).
O diagnóstico definitivo é obtido por meio de processo cirúrgico, denominado laparoscopia. Como ainda não há cura para a endometriose, a recomendação da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM) estabelece que a Endometriose deva ser vista como uma doença crônica que requer um manejo por toda a vida, com um plano que tenha como meta a otimização do uso de tratamentos médicos e tentar evitar cirurgias repetidas (Dunselman, 2014).
PRINCIPAIS SINTOMAS
Os sintomas começam em estágios leves e tem aumento com a idade, onde cerca de 90% das mulheres adultas sentem cólicas e as mesmas interferem nas atividades diárias. A dor na maioria das vezes é intermitente, podendo aumentar ao longo dos anos causando problemas intestinais e sintomas vesicais. Em adolescentes, as principais manifestações são dismenorreia no primeiro dia do ciclo, podendo-se estender por mais dias, promovendo náuseas, diarréia e cefaléia (Brilhante et al., 2019).
De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Endometriose, a dor é influenciada pela profundidade do implante endometriótico; diferenciando a doença em estágios de acordo com a localização, a incidência de dor pélvica apresenta-se em torno de 40%, já a dismenorreia e dispareunia, ocorrem no intervalo de 40 a 60% dos casos (Brasil, 2020).
Segundo Dunselman et al.,(2014), os sintomas que podem aparecer, influenciam diretamente na vida da mulher afetada, pois a dispareunia faz-se sentir dor na relação sexual, como também dismenorreia que são as fortes cólicas que evoluem cólicas menstruais intensas, dor pélvica crônica (não relacionada ao período menstrual), alterações urinárias e/ou intestinais cíclicas coincidentes com o período menstrual, dor à relação sexual de profundidade e Infertilidade. A endometriose por se tornar uma doença de sintomatologia variada, intimamente ligada à infertilidade feminina, e que exige um tratamento individualizado nos sentido de conter sua progressão.
CLASSIFICAÇÃO DA ENDOMETRIOSE
A endometriose é classificada segundo a American Society of Reprodutiva Medicine, pelo tamanho da doença do peritônio e ovários, assim como pelo impedimento do fundo de saco de Douglas e pela existência de aderências tubo- ovarianos (RODRIGUES et al.,2015). Após a realização da videolaparoscopia, a endometriose pode ser classificada de acordo com o tipo histológico dos implantes, com a localização anatômica da doença ou pela extensão da doença sobre os órgãos pélvicos, essa classificação, embora com algumas limitações, é bastante útil na orientação do tratamento pós-cirúrgico, especialmente quando a queixa da paciente é infertilidade (Nácul; Spritzer, 2010).
Em 1979, a American Fertility Society (AFS) sugeriu uma classificação inovadora almejando a correlacionar os achados com o tratamento da infertilidade associada à endometriose. Esta classificação dividiu a endometriose em mínima, moderada, severa e extensa e utilizou pela primeira vez um sistema de pontos que classificava a extensão da doença de forma bidimensional e a presença de aderências em peritônio, ovários (Febrasgo, 2015). Avaliou ainda a bilateralidade da doença, além de pontuar com pesos diferentes o tamanho do endometrioma ovariano e a presença de aderências pélvicas finas ou densas. Este sistema trouxe as vantagens da facilidade de aplicação, precisão de comunicação e a descrição pormenorizada da pelve. No entanto, esta classificação ainda apresentava problemas como a baixa correlação com o prognóstico em relação à fertilidade, além de não determinar com clareza os achados cirúrgicos e a presença de sintomas álgicos (Porto, 2015).
FORMAS DE TRATAMENTO
Os tratamentos mais descritos na literatura e os mais prescritos pela sociedade médica até a atualidade são: clínico, farmacológico e cirúrgico, citam-se também terapias alternativas acupuntura e fisioterapia e dietoterapia para o tratamento da endometriose. Todo tratamento deve ser individualizado, uma vez que deve considerar consequência da doença e os sintomas da paciente com relação à sua qualidade de vida (SBE, 2014).
O tratamento deve levar em consideração os principais sintomas, intensidade, gravidade da doença, localização, idade, desejo de fertilidade. A abordagem terapêutica da endometriose diversifica dependendo da queixa da paciente; dor pélvica ou infertilidade, embora, muitas vezes, essas queixas estejam associadas, nas pacientes em que a queixa é de dor pélvica, podemos iniciar um tratamento empírico com anticoncepcionais orais sem o diagnóstico definitivo, quando a avaliação clínica for sugestiva de endometriose mínima ou leve (Barbosa ; Oliveira 2015).
Caso a paciente não melhorar em três meses ou houver a suspeita de endometriose profunda infiltrativa, podemos usar análogos do hormônio liberador de gonadotrofina, por três meses e após manutenção com anticoncepcionais orais (Zito et al.,2014) Se a paciente apresentar reincidência da dor, exame de imagem sugestivo de endometrioma maior que 3 cm ou suspeita de aderências, a cirurgia deve ser indicada, Associação de infertilidade e endometriose dependerá do estágio da doença, na endometriose severa e moderada geralmente se identifica comprometimento morfológico da anatomia pélvica e anomalias ovulatórias no mínimo e leve, estudos apontam menores taxas de fecundidade quando comparadas com mulheres férteis normais (Silva et al,.2016).
TRATAMENTO FARMACOLÓGICO
Os estroprogestativos são habitualmente a primeira linha para o tratamento da dor relacionada à endometriose. Os estroprogestativos, pelo seu efeito anti- gonadotrófico, reduzem a produção de estradiol e aumentam a decidualização condicionando a atrofiados implantes endometrióticos (Carvalho et al., 2016).
Existem poucos ensaios clínicos randomizados que avaliem a sua eficiência no tratamento da endometriose e que os comparem com outros tratamentos médicos. O sistema intrauterino com levonorgestrel surge como uma opção eficaz no tratamento médico da endometriose. A eficácia do implante contraceptivo com etonogestrol no controlo das queixas de endometriose foi comprovada, mas o Padrão irregular da hemorragia limita a sua utilização como opção na abordagem farmacológica da endometriose (Andres et al., 2019).
O uso de supressão hormonal previamente à cirurgia pode diminuir a necessidade de dissecção cirúrgica, porém não prolonga o intervalo livre de doença, não aumenta as taxas de fertilidade nem reduz as taxas de recorrência. O acréscimo de danazol em dose baixa (100 mg/dia) em esquema de tratamento cirúrgico associado a análogo do GnRH mostrou melhora dos sintomas dolorosos e manteve controle da dor por 12 e 24 meses.(SDE,2014). Porém seu uso em curto prazo 3 meses não evidenciou benefício em outro estudo com pacientes em estágios 3 e 4 da AFS85. Estudo prospectivo não controlado usando ACO pós-tratamento cirúrgico não verificou diferença nas taxas de recorrência de sintomas de endometriose ou formação de endometriomas (Souza.; Britto, 2015).
TRATAMENTO COMBINADO
Os anticoncepcionais combinados são classificados primeira linha no tratamento da dor associada à endometriose peritoneal, com presença ou não de endometriomas menores que 4 cm. Os benefícios desses fármacos são a possibilidade de uso por períodos prolongados, a boa tolerabilidade e a fácil administração (Andres et al., 2019). Sendo a endometriose é uma doença crônica e progressiva, com recorrência dos sintomas no caso do retorno da ovulação, deve- se planejar para que o tratamento possa ser usado por tempo prolongado, sem que haja efeitos adversos graves, pouca razoabilidade ou custo elevado (PORTO, 2015).
Os anticoncepcionais orais podem ser administrados de forma cíclica ou ininterrupta, a recomendação é de que quando o uso cíclico dos ACO não melhora a dor associada com o sangramento mensal, a administração contínua pode ser uma possibilidade efetiva e segura para essas pacientes. Os ACO combinados contendo progestogênios mais androgênicos (derivados da 19-nortestosterona) são tradicionalmente prescritos para a endometriose, porém os derivados da 17-α-hidroxiprogesterona também têm se mostrado efetivos (Souza; Britto 2015).
TRATAMENTO CIRÚRGICO
Tratamento cirúrgico da endometriose compreende desde procedimentos de baixa complexidade, como cauterização de focos superficiais e liberação de aderências. Os objetivos principais da cirurgia em pacientes com endometriose são retirar à maior quantidade de tecido possível e restabelecer a anatomia normal da pelve (Cardoso et al., 2011).
O tratamento cirúrgico está indicado quando os sintomas são graves, incapacitantes, quando não houve melhora com tratamento empírico com contraceptivos orais ou progestágenos, em casos de endometriomas, de distorção da anatomia das estruturas pélvicas, de aderências, de obstrução do trato intestinal ou urinário e em pacientes com infertilidade associada à endometriose. A cirurgia pode ser classificada como conservadora ou definitiva (Brasil, 2020).
CIRURGIA CONSERVADORA
A cirurgia conservadora envolve destruição dos focos de endometriose e remoção de aderências com consequente restauração da anatomia pélvica onde ocorre significativa redução da dor em 6 meses nas pacientes com endometriose mínima, leve ou moderada submetidas à laparoscopia em comparação ao manejo expectante. Além disso, muitas pacientes apresentam infertilidade associada à dor, exigindo que o procedimento cirúrgico seja conservador. Com base nessas considerações, alguns autores preconizam tratamento cirúrgico apenas para pacientes que não respondam ao tratamento medicamentoso, bem como para aquelas que desejam engravidar naturalmente (Rodrigues, et al., 2015).
CIRURGIA DEFINITIVA
Envolve histerectomia com ou sem ooforectomia (de acordo com a idade da paciente). Está indicada quando há doença grave, persistência de sintomas incapacitantes após terapia medicamentosa ou cirúrgica conservadora, outras doenças pélvicas com indicação de histerectomia e ausência de desejo de engravidar. Histerectomia com salpingooforectomia bilateral com excisão de todos os focos de endometriose mostrou taxas de cura de 90% nas mulheres (Andrade et al., 2018).
A TERAPIA NUTRICIONAL NO TRATAMENTO DA ENDOMETRIOSE
A relação entre a endometriose e a alimentação é muito abrangente, a importância de uma mudança no estilo de vida da mulher é essencial para o controle da doença, a influência de uma dietoterapia como uma forma de tratamento para a endometriose e seus sintomas, tem sido muito estudada (Andrade; Martins, 2018).
Existem diversas teorias plausíveis relacionando a dieta à endometriose e à dismenorreia, a dietoterapia refere-se à mudança na alimentação normal da paciente de acordo com o tratamento da patologia que esta possui, para assim preservar e recuperar a sua saúde e suprir suas necessidades alimentares, a dietoterapia tem a função apenas de auxiliar e complementar as ações de tratamento. É necessário um planejamento dietético baseado no estabelecimento de práticas e hábitos relacionados com o comportamento alimentar (Bellelis; Podgaec, 2011).
A paciente com endometriose pode apresentar quadro clínico diverso, a redução do peso corporal auxilia na regularização dos ciclos menstruais e deve ser considerada a primeira medida em mulheres obesas e inférteis, sabe-se que várias doenças são influenciadas pela dieta e a maioria das recomendações é feita por associações e sociedades relacionadas à endometriose (Santos, 2015).
Estudos in vivo e in vitro sugerem uma sucessão de nutrientes que estão presentes em frutas e verduras que, potencialmente, podem influenciar o desenvolvimento de endometriose. Frutas cítricas estão fortemente relacionadas com a redução do risco de endometriose e o fator atribuído é o fato de serem ricas em vitaminas C e E. (Halpern et al., 2015).
Estudos revelam que o desenvolvimento de endometriose está relacionado com a baixa ingestão de vitaminas C, E e de fibras na dieta. Preconiza-se, como prevenção, consumir frequentemente verduras, frutas e leguminosas, que são alimentos ricos nesses nutrientes ou uma suplementação a base de combinados de vitaminas E e C. Há dados que revelam redução significativa no risco de desenvolver a doença em pessoas com um alto consumo de verduras verdes e frutas. Foi também mostrado que os antioxidantes, como vitamina C e A, podem evitar a evolução de processos que prejudicam o endométrio (Santos, 2015).
No entanto, estudo prévio mostrou que as pacientes com endometriose exibiram menor ingestão de substâncias antioxidantes, como vitaminas A, C e E, zinco e cobre quando comparado com mulheres sem a doença. O efeito anti- inflamatório e antiangiogênico da vitamina C foram destacados por pesquisas publicadas na literatura científica, que mostraram prevenção e regressão da endometriose por diminuição do estresse oxidativo (Santanam, et al.,2013).
Um desses estudos recomendou suplementação com vitamina C no tratamento da endometriose ou como medida profilática a ação da vitamina D em doenças ginecológicas tais como endometriose, tem seu papel na inflamação, no sistema imunológico e expressão de receptores no tecido endometrial, o que justifica sua associação à endometriose (Lasco; Catalano; Benvenga, 2012).
Estas vitaminas alteram a produção exacerbada de citocinas na endometriose devido ao fato do ácido retinoico conseguir suprimir a produção de citocinas pró- inflamatórias. Por outro lado, os vegetais crucíferos como couve-flor e repolho estariam associados com um aumento do risco de endometriose. Isso pode ser explicado pelo fato destes vegetais serem de difícil absorção ou digestão, apesar de serem fontes ricas em fibras (Harris et al., 2018).
Indica-se uma alimentação anti-inflamatória, rica em nutrientes oxidativos, baseada em frutas, legumes, grãos integrais, leguminosas e castanhas, para a promoção da saúde e qualidade de vida da mulher com endometriose, minimizando ao máximo os sintomas Estudos apontam que o consumo de vitaminas do complexo B, magnésio e a suplementação de ômega 3 exercem uma função anti-inflamatória em pacientes com endometriose e também que promovem uma melhorara nos sintomas das dores relacionada com a doença (Costa et a.,2018l).
O ácido graxo Ômega-3, que também é poli-insaturado, parece reduzir o risco de endometriose. Em geral, o consumo de ácidos graxos deve ser moderado, seja de cadeia poli-insaturada, trans-saturada ou saturada. A ingestão de carne vermelha tem sido relacionada ao aumento do risco de desenvolvimento de endometriose, devido a conexão entre endometriose e níveis de estrogênio, é possível que o consumo de soja se relacione com o risco elevado de desenvolvimento de endometriose (Camargo, 2019).
De acordo com Porfirio et al.,(2017) o ômega 3 é um óleo essencial que pode ser encontrado em óleo de peixes de águas frias, que podem inibir o crescimento de implantes endometriais. O ômega 3 pode reduzir os níveis do mediador inflamatório, que é chamado de prostaglandina ,portanto, ele pode controlar positivamente os agentes pró-infamatórios e anti-inflamatórios, por isso, vêm sendo empregado em uma dieta para a endometriose .Além deles, existem vários outros nutrientes e vitaminas que devemos incluir na alimentação das mulheres com endometriose.
Estudos realizados por Costa et al.,(2018) foi observado que uma dieta rica em ômega-3 pode auxiliar na redução de aderências endometriais e têm um papel essencial na regulação da dor, podendo diminuir o estado inflamatório devido a suas moléculas anti-inflamatórias. Além de aprimorar o quadro álgico, também pode reduzir os sintomas de ansiedade e depressão que são comuns em pacientes com endometriose.
Pesquisas mostraram que um nível elevado de vitamina D no sangue, está associado a um menor risco de endometriose, a vitamina D, por meio da dieta, tem por objetivo controlar as inflamações, e efeitos dos estrogênios, para uma melhor absorção de vitamina D, a exposição solar é essencial, pois o sol nos fornece uma quantidade de vitamina D excelente. Mas é importante tomar cuidado com os horários que se expõe ao sol, escolher os horários corretos é muito importante. Além de que a vitamina D exerce expressão genética em mais de 900 genes e possui função anti-inflamatória, o que é muito importante na endometriose (Bellelis, 2011).
A vitamina D e o cálcio possuem efeitos protetores dos mecanismos que promovem a doença, porém, a deficiência de vitamina D aumenta o risco para qualquer doença inflamatória, como a endometriose (Simone; Sabrina, 2019). .A vitamina D, também desenvolve um efeito anti-inflamatório, imuno modelador e de ação antiproliferativa, além de sua ação mais conhecida no metabolismo ósseo. quando um grupo de mulheres com dismenorreia recebeu uma dose de 300.000 ui de vitamina D antes da menstruação, observou uma redução da dor e marcadores anti-inflamatórios em relação ao grupo que recebeu amostra placebo (Lasco; Catalano; Benvenga, 2012).
Para Harris et al., (2018), administrando 1200 ui de vitamina E (dividida em três doses de 400 ui) junto com 1000mg de vitamina C (dividida em duas doses de 500mg ao dia), durante 8 semanas também pareceu reduzir significativamente os marcadores inflamatórios peritoneais e a dor crônica de pacientes com endometriose, esse resultado mostra que a suplementação de vitamina C e E é benéfica para o tratamento da dor em mulheres com endometriose, e que pode ser utilizada em conjunto com outros tratamentos no manejo desta doença.
A RELAÇÃO DOS NUTRIENTES ANTIOXIDANTES COM A ENDOMETRIOSE
Atualmente é aceito que o estresse oxidativo, que é definido como um desequilíbrio entre espécies reativas de oxigênio e antioxidantes é um fator chave para o desenvolvimento da endometriose, causando uma resposta inflamatória geral na cavidade peritoneal (Scutiero et al.,2017).
A vitamina E é mais um importante antioxidante que exerce função equivalente aos demais no combate à ação de radicais livres no organismo. Além de seu papel antioxidante, estudos realizados recentemente apontam que a vitamina E também produz um forte efeito analgésico, causado pela ação inibidora da produção de prostaglandina, um agente envolvido na inflamação Perceba que mesmo intervenções simples, mas com as propriedades antioxidantes adequadas, são capazes de trazer resultados positivos. (Yonezaw et al.,2015).
Esta vitamina atua gradativamente no combate a inflamação, e por isso, seu consumo deve ser diário e em doses ideais para obter esse efeito. Alguns estudos comprovaram que a suplementação de selênio quando combinada com vitamina E demonstraram efeito positivo sobre a inflamação na endometriose (Vitale, et al., 2018).
Segundo Bahamondes; Camargos (2019), a vitamina C também é muito importante, quando combinadas com bioflavonóides e um preparado de enzimas proteolíticas são mais efetivas em reduzir inflamações do que as drogas anti- inflamatórias, por efetuar um papel no mecanismo imune os bioflavonóides atuam aumentando a defesa do organismo, e diminui os níveis de dor, por intermédio da associação de vitamina C e vitamina E. Investigou o efeito de diferentes agentes antioxidantes, incluindo vitaminas C e E são nutrientes antioxidantes que previnem a peroxidação lipídica, uma reação que contribui para o desenvolvimento e evolução de patologias inflamatórias, a aplicação de uma dieta altamente antioxidante pode ser realizada ao consumir determinados alimentos ricos nessas vitaminas altamente antioxidante pode ser realizada ao consumir determinados alimentos ricos nessas vitaminas (Simone; Sabrina, 2019).
Mas além da alimentação, a prática de exercícios é muito importante, para associar ao tratamento com a alimentação uma mudança no estilo de vida da mulher com endometriose, pode ajudar a controlar a doença. O resultado mostra que a suplementação de vitamina C e E é benéfica para o tratamento da dor em mulheres com endometriose, e que pode ser utilizada em conjunto com outros tratamentos no manejo desta doença, é possível perceber que mesmo intervenções simples, mas com as propriedades antioxidantes adequadas, são capazes de trazer resultados positivos (Santanam, et al.,2013).
Segundo Parazzini et al (2013) por meio da dieta é possível controlar a inflamação, modular o perfil lipídico e prover nutrientes importantes para o metabolismo ósseo (muitas drogas, ao exercerem ação hipoestrogênica podem diminuir a densidade mineral óssea). Desta forma, melhoramos expressivamente o prognóstico da doença e a qualidade de vida da paciente. Ao falarmos de frutas, imediatamente lembramo-nos de sua ação antioxidante em uma dieta, este componente é de grande importância e está diretamente relacionado com um quadro de homeostase, ou seja, equilíbrio fisiológico.
A dieta tem um papel importante, pois a endometriose parece ser uma doença ligada ao sistema imunológico e tudo o que leva ao seu enfraquecimento piora a doença, sendo essencial o consumo saudável de alimentos naturais e fibras, prática esportiva e diminuição da ingestão de carne vermelha no tratamento e uma dieta baseada em vegetais, vitaminas e magnésio acaba diminuindo com o excesso do consumo de proteínas animais e, portanto, diminuindo o excesso de gordura corporal e a produção periférica de estrogênio, assim melhorando a condição metabólica dessa mulher (Harris et al., 2018).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Pode-se concluir com a pesquisa, que a endometriose é uma patologia que acomete muitas mulheres, comprometendo sua vida reprodutiva, onde diversos fatores podem está relacionados com a doença como; hormonais, anatômicos genéticos e imunológicos. Os dados apresentados no estudo mencionam o papel importante da dieta no tratamento da endometriose, para isso é necessário uma alimentação rica em nutrientes com ação antioxidante como os legumes e fruta ricas em vitaminas do complexo B, C e E, que foram destacados por apresentarem seu efeito anti-inflamatório e antioxidante.
Foi apresentado no estudo que, ao reduzir o consumo de gorduras saturadas presentes em alimentos de origem animal e aumentar o consumo de gorduras saudáveis como fontes de ômega 3 encontrados nos peixes, há uma boa resposta do sistema imunológico revertendo o quadro inflamatório que se apresenta esse organismo, melhorando muito as dores típicas da doença e contribuindo assim no tratamento da endometriose. O tratamento nutricional para endometriose dessas pacientes deve ser individualizado e acompanhado pela equipe multidisciplinar, o primeiro passo é trabalhar com um Nutricionista qualificado com um grande conhecimento de Endometriose que possa orientar e auxiliar neste processo. É importante lembrar que este procedimento demora tempo e exige compromisso e força de vontade, mas, dito isto, sem dúvida que a mudança na alimentação pode provar-se um componente fundamental no controle da Endometriose, acredita-se que seja possível um plano alimentar adequado, rico em antioxidantes e específicos para a patologia estudada.
O estudo permitiu concluir que, o hábito alimentar pode influenciar positivamente em quadros clínicos da endometriose, no entanto uma reeducação alimentar pode ser uma ferramenta favorável no tratamento da endometriose e que determinados alimentos e nutrientes podem ter grande importância e influência na gênese da endometriose controlando a doença e seus sintomas, assim melhorando a qualidade de vida das pacientes.
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