O texto como estratégia didática de ensino de leitura, gramática e produção textual

EL TEXTO COMO ESTRATEGIA DIDÁCTICA PARA LA ENSEÑANZA DE LA LECTURA, LA GRAMÁTICA Y LA PRODUCCIÓN TEXTUAL

THE TEXT AS A TEACHING STRATEGY FOR TEACHING READING, GRAMMAR AND TEXTUAL PRODUCTION

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/0400AB

DOI

doi.org/10.63391/0400AB

Santos, Eduardo . O texto como estratégia didática de ensino de leitura, gramática e produção textual. International Integralize Scientific. v 5, n 49, Julho/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

Esta pesquisa intitulada, “O texto como estratégia didática de ensino de leitura, gramática e produção textual” é de grande relevância, pois busca auxiliar o docente na sua prática pedagógica, durante as suas aulas, a desenvolver no aluno competências de aprendizagem, e ferramentas mediadoras para a formação do caráter do educando e, também, contribuindo para um ensino de aprendizagem significativa e prazerosa. Dessa forma, ajudará os professores a trabalharem de forma contextualizada, dinâmica e prazerosa, contribuindo de forma inovadora para suas aulas, despertando no educando o desejo pela prática de ler e interpretar. Por essa razão deve acreditar-se mais nas leituras, pois são exemplos de aprendizagem muito significativa.
Palavras-chave
texto; aulas; docente; aprendizagem; inovação.

Summary

This research, entitled “Text as a Teaching Strategy for Reading, Grammar, and Text Production,” is highly relevant because it seeks to assist teachers in their teaching practices, developing learning skills and mediating tools for character development, while also contributing to meaningful and enjoyable learning. In this way, it will help teachers work in a contextualized, dynamic, and enjoyable way, contributing innovatively to their classes and awakening students’ desire to practice reading and interpretation. For this reason, readings should be given greater credence, as they are examples of highly meaningful learning.
Keywords
text; classes; teacher; learning; innovation.

Resumen

Esta investigación, titulada “El texto como estrategia didáctica para la lectura, la gramática y la producción textual”, es de gran relevancia porque busca ayudar al profesorado en sus prácticas docentes, desarrollando habilidades de aprendizaje y herramientas de mediación para el desarrollo personal, a la vez que contribuye a un aprendizaje significativo y ameno. De esta manera, ayudará al profesorado a trabajar de forma contextualizada, dinámica y amena, aportando innovación a sus clases y despertando en el alumnado el deseo de practicar la lectura y la interpretación. Por ello, se debe dar mayor importancia a las lecturas, ya que constituyen ejemplos de aprendizaje altamente significativo.
Palavras-clave
texto; clases; profesor; aprendizaje; innovación.

INTRODUÇÃO

Percebe-se que o processo de ensino-aprendizagem da Língua Portuguesa vincula-se a métodos tradicionais que pouco estimulam esta nova geração de alunos. Partindo da necessidade de tornar as aulas de Língua Portuguesa mais adequadas a realidade em que os alunos estão inseridos é que este projeto está estruturado. Nesse sentido, tem-se como temática “O texto como estratégia didática de ensino de leitura, gramática e produção textual.” Vale ressaltar que esta interação é possível a partir da linguagem contida neste espaço, o que possibilita o trabalho com os conteúdos gramaticais e literários. Para Moran (2000) aprendemos melhor quando vivenciamos, experimentamos, sentimos. 

Cabe ao professor adotar metodologias diferenciadas para inovar dentro da sala de aula. Desse modo, para os estudantes da área de Língua Portuguesa, o momento de estágio faz a junção entre teoria e prática de modo que o acadêmico é colocado como mediador no processo de ensino-aprendizagem. Fróes e Pires (2008) defendem a prática de uma pedagogia flexível, a diversificação de atividades de ensino. Os desafios que os professores enfrentam cotidianamente em sala de aula são objetos de pesquisa para estudantes que estão na fase de formação. A mudança no processo de ensino-aprendizado depende de diversos fatores, mudança da posição do professor, do aluno, das instituições e também das ferramentas utilizadas nesse processo.

É pensando nessa perspectiva que os professores de língua portuguesa, devem incentivar os seus alunos a lerem. A leitura para o corpo discente pode servir como meio de transformação, Aquino (2000) traz que o indivíduo pode mudar o seu modo de pensar, analisar, questionar, produzir e conceber a realidade, tornando-se objetos ou sujeitos da leitura. É preciso planejar projetos didáticos que incentivem o hábito de ler e que envolvam todos os alunos nessas atividades. Soares (2012), defende a ideia de que para aprender a ler e a escrever e, além disso, fazer uso da leitura e da escrita como algo que pode transformar o indivíduo, levam o indivíduo a um outro estado ou sob vários aspectos: social, cultural, cognitivo, linguístico, entre outros. Posto que a leitura, quando feita por prazer, pode significar liberdade intelectual, pois quem lê cria tanto ou mais que o autor. Com a leitura, comparam-se os próprios valores com os valores dos outros, experimentam-se novas experiências, conhece melhor o mundo e a si próprio.

É partindo desse viés que o presente projeto “O texto como estratégia didática de ensino de leitura, gramática e produção textual” quer propor nova forma de motivação no hábito da leitura, tornando assim os professores capacitados e preparados para montar estratégias que causem o gosto pela leitura, e como consequência desse ato, uma melhor escrita, e uma oralidade, de forma coerente e significativa, por parte dos seus alunos, proporcionando prazer ao executar a leitura, e uma boa compreensão. 

O principal objetivo de se promover a leitura, a escrita e a oralidade é despertar no professor a reflexão da sua prática pedagógica afim de transformar e levar o seu aluno a ser crítico-reflexivo, e ter o senso crítico e analítico, através de reflexões, análises e comparações, partindo das realizações das atividades propostas.  E instruí-los de que tudo há relação. Sempre com um único intuito, o de aprender com o outro, e que haja uma troca de conhecimento entre o aluno e o professor, contribuindo para a promoção da leitura, e que o aluno leve essa motivação que aprendeu para a sua vida social fora e dentro da escola, contribuindo de forma significativa na vida do outro.

DESENVOLVIMENTO

O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA E A GRAMÁTICA 

Atualmente, com o uso dos meios sociais de comunicação virtual, por exemplo, seus usuários utilizam abreviaturas, maneiras diferentes de escrever determinadas palavras, que nesta situação é aceitável. Porém, em determinadas situações é necessário o uso da norma culta, por exemplo, nas escolas, no ambiente de trabalho, entre outros. Para tanto, exige-se que o aluno tenha conhecimento da “língua padrão” para adequar o discurso a cada situação comunicativa. 

No entanto, existe um equívoco no ensino desta língua padrão: os professores reduzem as aulas apenas ao ensino normativo, utilizando-se de frases soltas para exemplificar o conteúdo. Segundo Geraldi (2006), “falar em não ensinar o padrão equivale a tirar o português das escolas”. (p. 33). Não há dúvida de que se deve ensinar a gramática normativa nas aulas de Língua Portuguesa, embora se saiba perfeitamente que ela em si não ensina ninguém a falar, a ler e a escrever com precisão. O dever da escola é ensiná-la oferecendo condições ao aluno de adquirir competência para usá-la de acordo com a situação vivenciada. Não é com teoria gramatical que o professor conseguirá que o aluno faça um “bom” uso da língua, pois isso leva os estudantes ao desinteresse pelo estudo da mesma, principalmente por não terem condições de entender o conteúdo ministrado em sala de aula, resultando em frustrações, reprovações e recriminações que iniciam pela própria escola. 

O tempo que é dedicado ao ensino gramatical normativo, de indicação de nomes e das subdivisões em que se encaixam cada palavra, poderia ser preenchido com atividades de análise, reflexão, produção e revisão dos mais diferentes gêneros textuais. Portanto, não tem fundamento a orientação de que ”não é para ensinar Gramática”. Repito: não é para ensinar apenas Gramática. Antunes (2007). 

O professor deve adotar metodologias diversificadas, deixando de lado a doutrina gramatical, tornando as aulas mais dinâmicas, ministrando o conteúdo de forma reflexiva em atividades contextualizadas, interdisciplinares ou coletivas de forma que o aluno passa a conhecer as variedades da língua através de pesquisas, as quais envolvam a leitura e produção textual construindo, assim, seu próprio conhecimento linguístico. 

Vale ressaltar que não se deve excluir o ensino gramatical, deve-se estabelecer parâmetros mais adequados para a sua abordagem. Desse modo, como afirma Geraldi (2006), o ensino da língua deixaria de ser de reconhecimento e reprodução passando a um ensino de conhecimento e produção, cujo ensino sistemático daria ao aluno maiores condições de compreender e usar melhor a sua língua. Possenti (1996) afirma que o domínio efetivo da língua dispensa o conhecimento da linguagem técnica, porém, ele destaca que o conhecimento descritivo também tem seu lugar na sala de aula, no entanto, este ensino técnico deve ser preenchido, já que os manuais descrevem regras secas e vazias. Este “preenchimento” pode ser feito a partir da aproximação com a realidade em que o aluno está inserido. 

Um dos maiores erros cometidos no ensino do português é fazer com que o aluno acredite que ele não sabe o português, uma vez que a língua é aprendida e dominada pelo falante ainda na infância, mesmo que ele não tenha conhecimentos técnicos. Segundo Possenti (1996), “o que é sabido não precisa ser ensinado”. (p.50). De acordo com os PCN‟S, Parâmetros Curriculares Nacionais, não é possível tomar como unidades básicas do processo de ensino as que decorrem de uma análise de estratos – letras, fonemas, sílabas, palavras, etc. Pois, de forma descontextualizada são normalmente tomadas como exemplo de estudo gramatical e pouco tem a ver com a competência discursiva. 

Portanto, deve-se trabalhar a gramática preocupando-se mais com a forma de usar a língua do que com a classificação dos elementos linguísticos e/ou nomenclaturas, formando assim, leitores com proficiência em produzir e compreender textos. 

O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA E A LITERATURA  

Quanto à importância de ensinar a literatura, Pimentel (2014) afirma que o texto literário traz conflitos de interesses, dramas, desfechos, surpreendendo leitores. O conteúdo afetivo manifesto na literatura se expressa na forma como o texto é estruturado, não sendo possível separar forma de conteúdo sem que haja prejuízo da estética.

O estudo da língua está intimamente ligado ao domínio cognitivo. É através da língua que o aluno consegue realizar a interpretação e a reflexão sobre todos os conteúdos existentes, incluindo as demais disciplinas. Segundo Colomer (2007), a reação em favor da literatura tem do seu lado uma notável quantidade de estudos, demonstrando que a leitura incide em aspectos tais como o desenvolvimento do vocabulário, a compreensão de conceitos, o conhecimento de como funciona a linguagem escrita e a motivação para querer ler. E a importância da literatura. 

E, na escola, o fato é que a leitura de obras literárias anda exígua, quando muito, reduzida ao minimamente necessário cumprimento do conteúdo programático. E é de fato a escola, praticamente, o último reduto da matéria literária, como matéria de entendimento dos múltiplos aspectos da nação brasileira, sobretudo, evidentemente, no caso da escola pública e seu duro universo periférico. É nela, principalmente, onde se encontra mais visível o dramático ritual rumo ao desaparecimento da literatura como ensino e matéria de leitura. (Castelli, 2008, p. 22)

Segundo Geraldi (1992), a língua é uma capacidade a ser desenvolvida através de atividades que levem a criança à reflexão. Daí surge a ideia de trabalhar a linguagem através de atividades que coloquem em prática determinadas reflexões, um dos caminhos que permitem um processo reflexivo em sala de aula é o trabalho com a literatura. 

Segundo Antunes (2003), alguns professores não se importam com a leitura, pois, em sua maioria acreditam que irá atrapalhar o desenvolvimento da aula. Muitos professores acreditam que se for exercitar a leitura em sala de aula não dará tempo para a gramática, porque é este segmento que deve ser ensinado e privilegiado em sala de aula. Acabam por esquecer que a leitura em sala de aula pode ser trabalhada harmoniosamente com o ensino gramatical. Na verdade, os docentes, em sua maioria, esquecem-se da literatura e da rica fonte de conhecimento que ela pode oferecer. Segundo Ziberman e Rosing (2009), o trabalho com a literatura permite o enriquecimento do repertório textual dos alunos, incluindo novos gêneros, proporcionando o contato com uma realidade linguística diferente daquela que estão habituados. 

Para Garcia (2012), todo texto vivo é importante (ele importa para o leitor), tem a capacidade de invocar outros textos, de estimular conflitos produtivos no leitor. O bom texto, aquele que força o pensamento, que responde a uma necessidade de conhecimento do leitor, que desenha problemas, que resolve problemas, possui, sobretudo, o mérito essencial de também indagar o leitor, de leva-lo a buscar, no tecido textual do qual é constituído, uma articulação possível. 

Através da leitura, em especial de obras literárias, o aluno pode desenvolver diversas habilidades e competências, permite inclusive que os alunos assumam uma postura crítica em relação ao mundo, advindas das diferentes mensagens e indagações que a literatura oferece. Segundo Coelho (1996), “não há, suponho, disciplina mais formativa que a do ensino da literatura… a literatura não se fez para ensinar: é a reflexão sobre a literatura que nos ensina”. (p. 46) 

É a partir do trabalho com o texto que as aulas de Língua Portuguesa devem partir. Os PCN‟S afirmam que quando se toma o texto como unidade de ensino, os aspectos a serem tematizados não se referem somente à dimensão gramatical, a transversalidade temática que os textos oferecem permitem que os alunos escolham que assunto lhes atrai, tornando a leitura uma atividade prazerosa. 

No entanto, o trabalho com a literatura em sala de aula está longe de ser o ideal. A mecanização do ensino gramatical é o mesmo adotado para o ensino da literatura, grande parte dos professores associam à Literatura a conteúdos que, assim como os gramaticais, devem ser memorizados. Os conteúdos literários, abordados nas escolas, se predem a história literária, a um conceito de que um clássico é considerado literário, sem abordar as inúmeras vertentes literárias surgidas na contemporaneidade. Os PCN‟S discutem o ensino da literatura como sendo um instrumento discutível ao invés de reduzir os estudos literários à simplesmente memorização de autores e obras que representem cada escola literária. 

A sistematização do ensino da literatura faz com que os alunos criem verdadeira antipatia para o ensino de literatura. Segundo Candido (2002): 

cisto inclui a leitura informativa, mas também a leitura literária; e leitura para afins pragmáticos, mas também a leitura de ficção; a leitura que situações da vida real exigem, mas também a leitura que nos permita escapar por alguns momentos da vida real (p. 144). 

A Literatura sofre, infelizmente, um processo de escolarização. De modo que esta é levada para a sala de aula somente como pretexto para o ensino-aprendizagem de outras questões, como por exemplo, algumas noções gramaticais. Praticar a leitura literária na escola quer confirmar uma reflexão no verdadeiro ato de ler, que é converter a leitura em interpretação literária, transformando o estudo da literatura em um processo investigativo cumprindo o caminho do texto que é a compreensão crítica social. 

O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA E A PRODUÇÃO TEXTUAL 

Ao observarmos as diferentes esferas de atividades humanas, encontramos poucas que não sejam relacionadas de modo direto ou indireto à escrita. Isso nos mostra como a escrita conquistou, ao longo de tempo, espaço em nossa sociedade e se tornou um importante meio de difusão de ideias, de informações e de interação. Para Colomer (2007), um dos aspectos do fracasso do estimulo a leitura que mais chamam a atenção tem a ver com a aprendizagem escolar. As habilidades envolvidas na leitura e na produção de textos devem ser ensinadas em contextos reais de aprendizagem e em situações em que faça sentido aos alunos mobilizar o que sabem para aprender com os textos.

Os Parâmetros Curriculares Nacionais (1998) deixam claro que a produção textual deve ser considerada como um processo contínuo. Nesse sentido, à volta ao texto, a revisão e a reescrita são de fundamental importância, pois, por meio delas, o aluno é levado a refletir sobre o processo de aprendizado da escrita. Apesar disso, essas práticas são pouco comuns nas aulas de Língua Portuguesa, ou quando acontecem são mal orientadas e o aluno não entende o porquê de voltar ao texto, desconhecendo a importância desse processo. 

A produção textual constitui uma das principais atividades desenvolvidas por esse ensino. Isso se deve ao fato de que, por vivermos em sociedade, a todo o momento somos levados a produzir textos, sejam textos com funções apenas fáticas, sejam textos mais elaborados e com funções distintas. É nesse sentido que o ensino da língua materna se justifica, pois, embora tenha domínio de sua língua, existem situações discursivas em que o falante não está preparado para atuar linguisticamente, ou seja, para produzir textos de acordo com seu contexto comunicacional, de modo eficaz. Assim, é dever desse ensino preparar o aluno para produzir textos e também saber reconhecê-los de acordo com as circunstâncias de interação ou comunicação. No que tange às orientações específicas para o ensino da produção textual, os PCN‟S (1997) afirmam que “o trabalho com produção de textos tem como finalidade formar produtores competentes e capazes de produzir textos coerentes, coesos e eficazes.” (p. 47) 

O escritor produz o texto para dizer ou convencer o leitor de algo. Desse modo, a realização dessa produção textual exige do produtor diversas estratégias e a mobilização de conhecimentos. Nesse sentido, a escrita não é compreendida em relação apenas à apropriação das regras da língua, nem tampouco ao pensamento e intenções do escritor, mas, sim, em relação à interação escritor-leitor, levando em conta, é verdade, as intenções daquele que faz uso da língua para atingir o seu intento sem, contudo, ignorar que o leitor com seus conhecimentos é parte constitutiva desse processo. Koch e Elias (2011). 

É essa concepção de escrita, interacionista ou dialógica, que o ensino de Língua Portuguesa atualmente vem buscando desenvolver em sala de aula. Este é o tipo de ensino que se pauta os PCN‟S. Buscando desenvolver a competência discursiva, isto é, a capacidade de o aluno agir linguisticamente de acordo com a situação discursiva em que ele estiver inserido. É nesse sentido que autores como Marchuschi (2008) apontam os gêneros do discurso como um objeto de ensino que permite desenvolver nos alunos tal competência, uma vez que os gêneros possibilitam trabalhar as atividades de produção textual, de leitura e de análise da língua de modo associado. 

Desse modo, para além de levar os alunos a apenas reproduzirem regras gramaticais, seguirem modelos no processo de escrita ou utilizarem de estratégias generalizadas, a perspectiva interacionista tem como intuito capacitar o aluno a produzir textos de acordo com suas necessidades, levando em consideração as diversas situações de comunicação que ele pode se inserir, situações mais formais ou situações informais. Dessa forma, o ensino da produção textual por meio dos gêneros se justifica, pois prepara o aluno para produzir textos orais e escritos, levando em consideração o contexto e as funções do gênero a ser utilizado, o que torna esse processo mais significativo e menos fragmentado ou descontextualizado para o aluno, garantindo, portanto, um aprendizado mais eficaz.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os resultados e impactos esperados do presente projeto “O texto como estratégia didática de ensino de leitura, gramatica e produção textual.” São de proporcionar ao aluno a vivência das quatro experiências básicas da língua portuguesa que são: ouvir, falar, ler e escrever com competência e autonomia, levando-os a uma concepção de analises linguísticas sendo feita de maneira divertida e eficaz, gerando assim muito mais aprendizagem.

Considerar as estratégias diversificadas e reflexivas, sem esquecer a produção e socialização em contraste com as práticas mecânicas que nega o ser humano a envolver-se no mundo que os liberta. Buscar desenvolver no aluno habilidades de produzir trabalhos escritos com autoria, organização de ideias, clareza, coesão e coerência. Ter em consideração a importância da aprendizagem a partir da leitura, dentro de uma perspectiva expressiva e contextualizada. 

Tendo como foco e objetivo a promoção da leitura, da escrita e da oralidade, despertando no aluno o senso crítico, reflexivo e analítico, através de reflexões, analises e comparações das realizações das atividades proposta.  E os orientandos de que tudo há relação. Único intuito é o de aprender com o outro, e haja uma troca de conhecimento entre o aluno e o professor, contribuindo para o habito da leitura, e que o aluno leve essa motivação que aprendeu para a sua vida social fora e dentro da escola, contribuindo de forma significativa na vida do outro.

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Disponível em: https://academic.oup.com/cid/article/67/7/1208/6141108.
Acesso em: 2024-09-03.

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v. 5
n. 49
O texto como estratégia didática de ensino de leitura, gramática e produção textual

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