Consequências da interrupção escolar e dos cuidados multidisciplinares na pandemia para crianças com transtornos do neurodesenvolvimento.

CONSEQUENCES OF SCHOOL DISRUPTION AND MULTIDISCIPLINARY CARE INTERRUPTION DURING THE PANDEMIC FOR CHILDREN WITH NEURODEVELOPMENTAL DISORDERS

CONSECUENCIAS DE LA INTERRUPCIÓN ESCOLAR Y DE LOS CUIDADOS MULTIDISCIPLINARIOS DURANTE LA PANDEMIA PARA NIÑOS CON TRASTORNOS DEL NEURODESARROLLO

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/049504

DOI

doi.org/10.63391/049504

Oliveira, Joana Darc Silva. Consequências da interrupção escolar e dos cuidados multidisciplinares na pandemia para crianças com transtornos do neurodesenvolvimento.. International Integralize Scientific. v 5, n 49, Julho/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

O estudo aborda os impactos da interrupção escolar e da suspensão dos cuidados multidisciplinares durante a pandemia da COVID-19 para crianças com Transtornos do Neurodesenvolvimento. O objetivo foi analisar as consequências desse período para o desenvolvimento social, emocional e cognitivo dessas crianças, destacando os desafios enfrentados por suas famílias. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, com revisão bibliográfica realizada em bases acadêmicas indexadas entre 2022 e 2025. Os resultados indicam prejuízos significativos na socialização, na aprendizagem e na continuidade dos atendimentos terapêuticos. Além disso, revelam dificuldades das famílias em assumir a mediação pedagógica no contexto do isolamento. Conclui-se que a pandemia agravou desigualdades já existentes e evidenciou fragilidades nas políticas públicas de inclusão e atendimento à infância com deficiência. O estudo contribui para o debate sobre práticas pedagógicas mais acolhedoras e políticas integradas de apoio no retorno às atividades presenciais.
Palavras-chave
desenvolvimento infantil; inclusão escolar; pandemia; cuidado familiar; práticas pedagógicas.

Summary

The study addresses the impacts of school disruption and the suspension of multidisciplinary care during the COVID-19 pandemic for children with Neurodevelopmental Disorders. It aims to analyze the consequences of this period for children’s social, emotional, and cognitive development, highlighting the challenges faced by their families. This is a qualitative study, based on a literature review conducted in indexed academic databases from 2022 to 2025. The findings point to significant setbacks in socialization, learning, and continuity of therapeutic services. Furthermore, they reveal the families’ difficulties in assuming the educational mediation during isolation. It is concluded that the pandemic worsened existing inequalities and exposed weaknesses in public policies for inclusion and care for children with disabilities. The study contributes to the debate on more inclusive pedagogical practices and integrated support policies for the post-pandemic educational context.
Keywords
child development. school inclusion. pandemic. family care. educational practices.

Resumen

El estudio aborda los impactos de la interrupción escolar y la suspensión de los cuidados multidisciplinarios durante la pandemia de COVID-19 en niños con Trastornos del Neurodesarrollo. Su objetivo es analizar las consecuencias de este período en el desarrollo social, emocional y cognitivo de estos niños, resaltando los desafíos enfrentados por sus familias. Se trata de una investigación cualitativa, basada en una revisión bibliográfica en bases académicas indexadas entre 2022 y 2025. Los resultados muestran perjuicios importantes en la socialización, el aprendizaje y la continuidad de los servicios terapéuticos. También evidencian las dificultades familiares para mediar el proceso educativo en el contexto del aislamiento. Se concluye que la pandemia agravó desigualdades ya existentes y evidenció fragilidades en las políticas públicas de inclusión y atención a la infancia con discapacidad. El estudio contribuye al debate sobre prácticas pedagógicas más inclusivas y políticas integradas de apoyo en el regreso a las clases presenciales.
Palavras-clave
desarrollo infantil. inclusión escolar. pandemia. cuidado familiar. prácticas educativas.

INTRODUÇÃO

A pandemia da COVID-19 provocou uma série de transformações na dinâmica educacional e no acesso aos serviços essenciais para o desenvolvimento infantil. Com a suspensão das aulas presenciais e a adoção emergencial do ensino remoto, muitas crianças foram privadas de experiências fundamentais para sua formação cognitiva, social e emocional. Esse cenário tornou-se ainda mais desafiador para crianças com Transtornos do Neurodesenvolvimento (TND), que, além da ruptura das interações escolares, sofreram com a interrupção ou redução de atendimentos especializados, como terapia ocupacional, psicologia, fonoaudiologia e acompanhamento médico.

Durante o período pandêmico, os profissionais da educação e da saúde enfrentaram sérias limitações para manter o vínculo com essas crianças, o que contribuiu para o agravamento de quadros clínicos e atrasos significativos em seu processo de desenvolvimento. A ausência de rotinas estruturadas, de interações sociais e de estímulos qualificados comprometeu, em muitos casos, a aquisição de habilidades básicas e a manutenção dos avanços conquistados anteriormente. Estudos apontam que crianças com TND dependem de uma rede de apoio contínua, multidisciplinar e integrada, a fim de garantir seu pleno desenvolvimento e sua inclusão social (Oliveira; Mello, 2022).

A literatura científica tem evidenciado que a pandemia afetou de maneira desproporcional os grupos mais vulneráveis. Crianças com diagnósticos como Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e Deficiência Intelectual apresentaram maior regressão comportamental, dificuldades na comunicação e comprometimento das habilidades sociais (Figueiredo et al., 2023). A interrupção dos serviços de atenção integral impactou diretamente as famílias, que se viram sobrecarregadas diante da necessidade de assumir sozinhas os cuidados especializados, muitas vezes sem orientação técnica adequada (Lima et al., 2024).

Nesse contexto, justifica-se a realização da presente pesquisa, cuja relevância reside na necessidade de compreender os efeitos da pandemia sobre a trajetória escolar e clínica de crianças com Transtornos do Neurodesenvolvimento. Compreender como a interrupção das interações escolares e dos cuidados multidisciplinares repercute no desenvolvimento dessas crianças é fundamental para subsidiar políticas públicas, estratégias de intervenção e práticas pedagógicas inclusivas que contemplem suas especificidades no retorno às atividades presenciais.

Além disso, investigar as consequências desse período de isolamento possibilita refletir sobre a importância da atuação conjunta entre escola, família e profissionais da saúde, especialmente no que se refere à construção de práticas de acolhimento, recomposição das aprendizagens e reabilitação funcional. A pandemia evidenciou lacunas históricas na oferta de serviços especializados e acentuou desigualdades já presentes no sistema educacional e nos atendimentos de saúde pública (Carvalho et al., 2023). Considerar essas questões é urgente para garantir o direito à educação e ao cuidado integral dessas crianças.

Dessa forma, esta pesquisa tem como objetivo geral analisar as consequências da interrupção escolar e dos atendimentos multidisciplinares durante a pandemia da COVID-19 para crianças com Transtornos do Neurodesenvolvimento. Como objetivos específicos, busca-se: (1) identificar as principais dificuldades enfrentadas por essas crianças durante o período de suspensão das atividades presenciais; (2) compreender as estratégias utilizadas por famílias e profissionais para mitigar os impactos do isolamento; e (3) propor recomendações para o fortalecimento da rede de apoio no contexto pós-pandêmico.

Para alcançar tais objetivos, o presente estudo adota uma abordagem qualitativa e bibliográfica, com base em pesquisas recentes publicadas entre 2022 e 2025, priorizando estudos indexados em bases reconhecidas, como SciELO, CAPES e Google Acadêmico. A escolha por esse recorte metodológico visa assegurar uma compreensão atualizada, crítica e fundamentada do tema, a partir da articulação entre evidências científicas e relatos empíricos de profissionais da educação e da saúde.

O artigo está estruturado em cinco seções principais. Após esta introdução, apresenta-se o referencial teórico, no qual são discutidos os principais conceitos relacionados aos Transtornos do Neurodesenvolvimento, à importância das interações escolares e aos cuidados multidisciplinares no desenvolvimento infantil. Em seguida, descreve-se a metodologia adotada para a seleção, análise e interpretação das fontes bibliográficas. Na quarta seção, são apresentados e discutidos os principais achados da pesquisa, com base nos estudos revisados. Por fim, são apresentadas as considerações finais, que sintetizam os resultados obtidos, discutem as limitações do estudo e propõem encaminhamentos para futuras investigações.

Assim, espera-se que este trabalho contribua para o avanço do debate sobre inclusão, equidade e cuidado integral na infância, especialmente no que tange às demandas específicas de crianças com Transtornos do Neurodesenvolvimento. Ao evidenciar os impactos da pandemia sobre esse público, pretende-se fortalecer a articulação entre os campos da educação, saúde e assistência social, promovendo práticas mais sensíveis, humanizadas e baseadas em evidências.

REFERENCIAL TEÓRICO 

TRANSTORNOS DO NEURODESENVOLVIMENTO: CONCEITOS E IMPLICAÇÕES NO CONTEXTO ESCOLAR

Os Transtornos do Neurodesenvolvimento (TND) compreendem condições neurológicas que afetam o desenvolvimento infantil desde os primeiros anos de vida, interferindo nas dimensões cognitivas, comportamentais, linguísticas, motoras e sociais. Entre os quadros mais comuns estão o Transtorno do Espectro Autista (TEA), o Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), as deficiências intelectuais e os transtornos específicos de aprendizagem. Conforme Figueiredo et al. (2023, p. 2), tais condições impõem desafios consideráveis ao ambiente escolar, especialmente quando este não está preparado para responder à diversidade de formas de aprender e se relacionar.

A identificação precoce desses transtornos e a criação de estratégias de intervenção individualizadas são fundamentais para a promoção da aprendizagem e da inclusão. Lima et al. (2024, p. 47) ressaltam que a presença de crianças com TND nas escolas exige uma proposta pedagógica que leve em consideração suas particularidades, articulando o trabalho do professor com o de outros profissionais especializados. Nesse processo, é essencial que haja diálogo contínuo entre escola, família e rede de saúde.

A escola, quando estruturada para atender à pluralidade de sujeitos, torna-se um espaço de desenvolvimento integral. Oliveira e Mello (2022, p. 7) observam que crianças com TND tendem a apresentar avanços significativos quando inseridas em ambientes acolhedores, nos quais o planejamento pedagógico considera os ritmos individuais. A proposta de inclusão só se efetiva quando o espaço escolar se organiza para assegurar a presença, a participação e a aprendizagem desses estudantes.

Entretanto, muitos professores ainda enfrentam dificuldades para adaptar suas práticas diante das especificidades dos TND, o que evidencia a necessidade de uma formação que contemple conhecimentos da neurociência e do desenvolvimento humano. Figueiredo et al. (2023, p. 4) destacam que a ausência de preparo para lidar com comportamentos atípicos pode gerar frustrações e ampliar a exclusão no ambiente escolar. Investir na formação docente é uma condição indispensável para que o processo educativo seja, de fato, inclusivo.

Com a pandemia da COVID-19, a situação dessas crianças agravou-se. A interrupção das aulas presenciais dificultou o acesso às interações escolares e aos atendimentos especializados, provocando perdas expressivas no processo de desenvolvimento. Segundo Lima et al. (2024, p. 49), muitas crianças com TND apresentaram regressões em áreas nas quais já haviam obtido avanços, como linguagem, comportamento adaptativo e socialização. A falta de rotina e de estímulos adequados contribuiu para o agravamento de quadros clínicos.

A ausência de articulação entre os serviços de educação e saúde durante o período pandêmico dificultou ainda mais o acompanhamento das crianças com diagnóstico. Oliveira e Mello (2022, p. 8) enfatizam que a integração entre os diferentes setores que compõem a rede de apoio à infância é imprescindível para a continuidade do cuidado. Em contextos de crise, como o vivenciado durante a pandemia, essa articulação torna-se ainda mais urgente, evitando que retrocessos se consolidem de forma permanente.

A complexidade que envolve o trabalho com crianças com TND requer uma abordagem que vá além do campo pedagógico. São necessárias ações institucionais que promovam ambientes acessíveis, favoreçam a comunicação e estimulem o desenvolvimento das habilidades sociais e cognitivas. Figueiredo et al. (2023, p. 6) reforçam que não se trata apenas de adaptar conteúdos, mas de criar experiências educativas significativas para esses sujeitos, respeitando suas singularidades.

Além da dimensão pedagógica, a avaliação precisa ser vista como parte do processo de inclusão. Avaliar não é apenas mensurar resultados, mas compreender o percurso e os modos de aprender. Para Lima et al. (2024, p. 51), a construção de planos educacionais individualizados, com base em avaliações multidimensionais, favorece a personalização das práticas e a definição de objetivos realistas e alcançáveis, considerando o contexto de cada criança.

A presença de estudantes com TND na escola exige também que os projetos políticos pedagógicos incorporem a diversidade como princípio estruturante. Oliveira e Mello (2022, p. 10) defendem que a inclusão só se realiza plenamente quando a escola se reorganiza para acolher todas as infâncias, eliminando barreiras físicas, atitudinais e metodológicas. Para isso, é indispensável o compromisso institucional com a equidade e com a valorização das diferenças como parte da experiência educativa.

Diante disso, compreender os TND no ambiente escolar implica reconhecer que cada criança traz consigo um modo próprio de ser e de aprender. A promoção de uma educação verdadeiramente inclusiva exige rupturas com modelos padronizados e o fortalecimento de redes de apoio que respeitem os direitos, os tempos e as necessidades de cada estudante. Esse compromisso ético e político com a inclusão é o que sustenta práticas pedagógicas mais justas e humanizadas.

A IMPORTÂNCIA DAS INTERAÇÕES ESCOLARES NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL

As interações estabelecidas no ambiente escolar desempenham papel determinante no desenvolvimento global da criança, contribuindo para a formação da identidade, das habilidades comunicativas e da capacidade de se relacionar com o outro. No caso de crianças com Transtornos do Neurodesenvolvimento, esses vínculos são ainda mais relevantes, pois proporcionam experiências que favorecem a construção de habilidades sociais, emocionais e cognitivas fundamentais para sua autonomia e inclusão. Para Carvalho et al. (2023, p. 346), a escola deve ser entendida não apenas como espaço de aprendizagem formal, mas também como território relacional, no qual se constroem vínculos afetivos essenciais ao processo educativo.

Durante o período pandêmico, a ausência das interações escolares presenciais representou um retrocesso significativo para muitas crianças, especialmente para aquelas com necessidades educacionais específicas. A interrupção abrupta da convivência com professores e colegas gerou impactos expressivos na socialização, na organização da rotina e na motivação para aprender. Segundo Gomes et al. (2022, p. 5), o ensino remoto, embora emergencialmente necessário, não conseguiu substituir a riqueza dos encontros físicos no espaço escolar, especialmente para estudantes que dependem de mediação direta e suporte constante.

Em contextos de vulnerabilidade social e escolar, o afastamento das crianças do convívio escolar acentuou desigualdades já existentes, expondo fragilidades das políticas públicas voltadas à educação inclusiva. As crianças com TND, que já enfrentavam barreiras para se inserir plenamente no cotidiano escolar, viram-se privadas de interações fundamentais para seu progresso. Para Silva e Araújo (2023, p. 11), os vínculos afetivos estabelecidos no ambiente escolar são mediadores essenciais da aprendizagem, sobretudo quando o processo pedagógico é orientado pelo acolhimento, pela escuta e pela construção conjunta do conhecimento.

A presença do outro, a rotina compartilhada e o reconhecimento no coletivo são elementos estruturantes do desenvolvimento infantil. Crianças que convivem em espaços de interação regular tendem a apresentar maior segurança emocional, maior capacidade de autorregulação e maior engajamento nas atividades de aprendizagem. Carvalho et al. (2023, p. 350) ressaltam que o afastamento prolongado do ambiente escolar contribuiu para o aumento de quadros de ansiedade, irritabilidade e isolamento em crianças neuroatípicas, comprometendo processos anteriormente consolidados.

Outro aspecto relevante diz respeito à mediação pedagógica que ocorre no cotidiano da sala de aula. Para estudantes com TND, a mediação feita por professores capacitados, em tempo real, é essencial para que consigam acompanhar o ritmo das atividades, compreender instruções e interagir com os pares. Gomes et al. (2022, p. 6) apontam que a mediação virtual, em muitos casos, foi insuficiente para garantir a permanência ativa desses alunos no processo educativo, tornando-os ainda mais dependentes do suporte familiar, nem sempre disponível ou qualificado para exercer tal função.

Além do prejuízo no desenvolvimento das habilidades sociais, a ausência das interações escolares afetou também a construção da linguagem e o desenvolvimento simbólico das crianças. Segundo Silva e Araújo (2023, p. 13), a linguagem se desenvolve prioritariamente em contextos de interação significativa, nos quais o sujeito tem oportunidade de expressar, negociar sentidos e ser compreendido. A suspensão dessas trocas comprometeu não apenas o desempenho escolar, mas o próprio desenvolvimento da identidade infantil.

A função da escola, nesse sentido, vai muito além da transmissão de conteúdos. Ela se constitui como espaço de pertencimento, onde a criança é reconhecida como sujeito de direitos, com voz, desejos e necessidades. Para Carvalho et al. (2023, p. 352), o retorno às aulas presenciais exigiu não apenas a retomada dos conteúdos, mas, sobretudo, a reconstrução de vínculos, o reestabelecimento da confiança e o acolhimento das experiências vividas pelas crianças durante o isolamento.

A superação dos efeitos da pandemia no campo da educação infantil, especialmente para crianças com TND, requer o fortalecimento das relações entre escola, família e rede de apoio. Gomes et al. (2022, p. 7) defendem que é necessário reconstruir os laços afetivos e pedagógicos por meio de práticas que valorizem o diálogo, o cuidado e a escuta. As interações escolares devem ser entendidas como parte constitutiva do processo de aprendizagem, e não como mero complemento à instrução formal.

Além disso, é preciso reconhecer que as consequências do afastamento escolar não serão superadas apenas com reforço de conteúdo ou ampliação da carga horária. Como afirmam Silva e Araújo (2023, p. 15), o acolhimento, a ludicidade e a reconstrução dos vínculos afetivos devem orientar as práticas pedagógicas no contexto pós-pandêmico, especialmente quando se trata de crianças em condição de vulnerabilidade neuropsicossocial.

Em síntese, as interações escolares ocupam lugar central na constituição da subjetividade e no percurso de aprendizagem das crianças com Transtornos do Neurodesenvolvimento. A interrupção dessas vivências impôs perdas significativas, cujos efeitos ainda demandam compreensão e resposta por parte das instituições educacionais. Valorizar as relações humanas no ambiente escolar é, portanto, condição essencial para uma educação inclusiva, sensível às necessidades de cada sujeito e comprometida com o desenvolvimento pleno de todas as infâncias.

A RELEVÂNCIA DOS CUIDADOS MULTIDISCIPLINARES NO DESENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS COM TND

O desenvolvimento de crianças com Transtornos do Neurodesenvolvimento (TND) exige um acompanhamento contínuo e integrado entre diferentes áreas do conhecimento, de modo a responder às múltiplas dimensões de suas necessidades. A atuação conjunta de profissionais da saúde, educação e assistência social é indispensável para a construção de trajetórias mais equitativas, que respeitem o ritmo de cada criança e garantam seu direito ao desenvolvimento integral. Para Rocha et al. (2023, p. 58), os atendimentos interdisciplinares não são um complemento, mas parte constitutiva do processo educativo de sujeitos com demandas específicas.

O acompanhamento multiprofissional abrange diferentes especialidades, como psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, neurologia, pedagogia especializada e psicopedagogia. Esses profissionais, ao atuarem de forma articulada, favorecem a identificação precoce de dificuldades e a definição de estratégias personalizadas de intervenção. Ribeiro et al. (2022, p. 21) destacam que, em casos de TEA e TDAH, por exemplo, a presença constante desses profissionais é determinante para o avanço nas áreas da linguagem, da autorregulação e da socialização.

A interrupção desses atendimentos durante a pandemia resultou em prejuízos significativos. Muitas crianças apresentaram regressão em habilidades que vinham sendo desenvolvidas há anos. Além disso, a sobrecarga das famílias, que assumiram de maneira improvisada a mediação terapêutica e pedagógica, evidenciou o quanto os atendimentos presenciais eram essenciais para o equilíbrio das rotinas. Moura e Santos (2024, p. 34) apontam que a pandemia escancarou as fragilidades das políticas públicas voltadas à atenção integral de crianças neurodivergentes, sobretudo em regiões onde os serviços especializados já eram insuficientes antes da crise sanitária.

A ausência de um protocolo emergencial que garantisse, ainda que de forma remota, a continuidade dos cuidados multidisciplinares deixou lacunas profundas no acompanhamento clínico e educacional das crianças com TND. Rocha et al. (2023, p. 61) enfatizam que a falta de planejamento para situações de crise expôs a precariedade da rede de proteção infantil, revelando a desarticulação entre os sistemas de saúde e educação, que deveriam operar de forma complementar.

No período pós-pandêmico, os efeitos dessa interrupção ainda são visíveis em diferentes contextos. Crianças que haviam conquistado autonomia em determinadas tarefas retornaram a padrões de dependência, e muitas perderam vínculos importantes estabelecidos com seus terapeutas e professores. Ribeiro et al. (2022, p. 24) ressaltam que a reabilitação desses prejuízos não ocorre de maneira imediata e demanda tempo, continuidade e sensibilidade por parte dos profissionais envolvidos.

Para além do aspecto técnico, os cuidados interdisciplinares também são espaços de escuta e acolhimento das famílias. Moura e Santos (2024, p. 36) defendem que uma equipe integrada deve considerar o sofrimento emocional das mães, pais e responsáveis, que frequentemente enfrentam jornadas exaustivas de cuidado, marcadas por incertezas e falta de apoio institucional. A escuta qualificada, nesse sentido, fortalece o vínculo entre os cuidadores e os profissionais, criando uma rede de suporte que beneficia a criança em sua totalidade.

É importante compreender que o cuidado não se restringe aos espaços clínicos. A escola, como ambiente social e pedagógico, também integra essa rede e deve dialogar com os demais setores envolvidos no atendimento da criança. Rocha et al. (2023, p. 62) observam que, quando há troca sistemática de informações entre escola e serviços de saúde, as estratégias de intervenção tornam-se mais eficazes e coerentes com a realidade do estudante.

O olhar multidisciplinar permite ainda compreender que o desenvolvimento não ocorre de forma linear e que cada criança apresenta singularidades que precisam ser respeitadas. Ribeiro et al. (2022, p. 26) defendem que a atuação conjunta deve considerar os aspectos biopsicossociais do desenvolvimento, evitando rótulos e intervenções padronizadas, que muitas vezes ignoram o contexto cultural e familiar em que a criança está inserida.

A formação dos profissionais envolvidos nesse processo também merece atenção. Moura e Santos (2024, p. 38) alertam para a necessidade de investir em processos formativos contínuos, que estimulem a escuta interdisciplinar e o planejamento colaborativo. A qualificação técnica deve vir acompanhada de uma postura ética e comprometida com os direitos humanos, com ênfase no respeito à diversidade e à construção de práticas não excludentes.

Dessa forma, reconhecer a relevância dos cuidados multidisciplinares no acompanhamento de crianças com TND implica repensar a organização dos serviços públicos, fortalecendo o diálogo entre educação, saúde e assistência. A experiência vivida durante a pandemia reforça a necessidade de políticas mais integradas, que garantam a continuidade dos atendimentos, mesmo em situações adversas. O desenvolvimento infantil não pode ser interrompido por falhas institucionais, pois ele se constroi todos os dias, nas pequenas interações, nos estímulos adequados e no cuidado compartilhado entre os diferentes agentes sociais.

A ATUAÇÃO DA FAMÍLIA E OS DESAFIOS DA MEDIAÇÃO PEDAGÓGICA NO ISOLAMENTO

Durante a pandemia da COVID-19, a suspensão das aulas presenciais e dos atendimentos especializados transferiu para o espaço doméstico uma série de responsabilidades antes compartilhadas entre a escola e os serviços de saúde. Para as famílias de crianças com Transtornos do Neurodesenvolvimento (TND), esse deslocamento de funções gerou um cenário de sobrecarga física, emocional e cognitiva. Segundo Lima et al. (2024, p. 50), muitos responsáveis relataram insegurança ao assumir tarefas de mediação pedagógica e terapêutica, agravadas pela ausência de apoio técnico e pela escassez de recursos adaptados à realidade de seus filhos.

A experiência de mediar a aprendizagem em casa, sem preparo prévio, exigiu das famílias não apenas disponibilidade de tempo, mas também a capacidade de compreender e aplicar estratégias pedagógicas específicas. Em muitos casos, os responsáveis não possuíam formação adequada para conduzir práticas direcionadas às necessidades da criança. Santos e Fernandes (2023, p. 72) observam que a desigualdade no acesso à internet, aos materiais pedagógicos e à orientação profissional acentuou as barreiras já enfrentadas pelas famílias, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade social.

Para além das dificuldades técnicas, o isolamento comprometeu o bem-estar emocional dos cuidadores, muitos dos quais precisaram conciliar atividades profissionais remotas com o acompanhamento intenso dos filhos. A ausência de rede de apoio, somada à incerteza do contexto pandêmico, gerou sentimentos de exaustão, angústia e solidão. Conforme Lima et al. (2024, p. 53), esses fatores contribuíram para o aumento de conflitos familiares e para a desorganização das rotinas de cuidado e aprendizagem.

Nesse contexto, a função da escola como parceira da família foi posta à prova. A ausência de interação regular entre educadores e cuidadores dificultou a troca de informações e o planejamento conjunto de estratégias pedagógicas adaptadas. Oliveira e Mello (2022, p. 13) ressaltam que o envolvimento da família no processo de inclusão é indispensável, mas precisa ser construído com base no diálogo e no reconhecimento das limitações enfrentadas pelos responsáveis.

A mediação pedagógica, antes realizada por professores preparados e inseridos em contextos escolares estruturados, passou a depender da iniciativa e do esforço das famílias. Muitas crianças com TND perderam a regularidade dos estímulos pedagógicos, o que provocou retrocessos em áreas como linguagem, autorregulação e interação social. Santos e Fernandes (2023, p. 74) destacam que, para esses estudantes, a continuidade das atividades escolares é essencial para manter o vínculo com o processo de aprendizagem e garantir a internalização dos conteúdos.

Com a retomada gradual das atividades presenciais, tornou-se evidente a necessidade de reconstruir a relação entre família e escola. Lima et al. (2024, p. 55) apontam que o retorno deve ser acompanhado por escuta ativa, acolhimento das vivências familiares e flexibilidade nas propostas pedagógicas. A valorização da experiência acumulada pelas famílias no período de isolamento pode contribuir para a construção de práticas mais dialógicas e contextualizadas.

É fundamental reconhecer que a participação familiar não pode ser imposta como obrigação unilateral. Oliveira e Mello (2022, p. 14) argumentam que o compromisso com a inclusão deve ser compartilhado entre os diferentes agentes que compõem a comunidade escolar. A escuta mútua e o respeito às realidades sociais e econômicas de cada núcleo familiar são condições essenciais para a construção de vínculos sólidos e efetivos entre escola e família.

Outro ponto relevante diz respeito à formação dos professores para lidar com a diversidade das relações familiares. Santos e Fernandes (2023, p. 76) afirmam que o educador precisa estar preparado para acolher as demandas dos cuidadores, sem julgamento ou imposição, mas com empatia, clareza e disposição para construir soluções colaborativas. Essa postura fortalece o vínculo escola-família e favorece o desenvolvimento das crianças com TND.

A pandemia evidenciou, de forma contundente, que a educação inclusiva só se efetiva quando há cooperação entre os diferentes sujeitos envolvidos no processo. Lima et al. (2024, p. 57) defendem que a corresponsabilidade entre escola e família precisa ser cultivada a partir de práticas baseadas na confiança, no apoio mútuo e na construção coletiva de estratégias pedagógicas que respeitem a singularidade de cada criança.

Diante disso, reafirma-se a importância de políticas públicas que assegurem às famílias condições concretas para exercer seu papel na educação de crianças com TND, incluindo o acesso a tecnologias, suporte emocional, orientação profissional e acompanhamento contínuo. A experiência vivida durante o isolamento social pode ser transformada em aprendizado coletivo, desde que haja o compromisso institucional com o fortalecimento da parceria entre família e escola como base de uma educação verdadeiramente inclusiva.

METODOLOGIA

Este estudo é caracterizado como uma pesquisa qualitativa, de natureza exploratória e com abordagem bibliográfica. Essa escolha se justifica por tratar-se de uma investigação voltada à análise de produções acadêmicas recentes, com o objetivo de compreender os efeitos da pandemia da COVID-19 sobre o desenvolvimento de crianças com Transtornos do Neurodesenvolvimento, especialmente diante da interrupção das interações escolares e dos cuidados multidisciplinares. Conforme Gil (2023, p. 34), a pesquisa bibliográfica é adequada quando se busca compreender fenômenos sociais por meio da revisão e interpretação de materiais já publicados.

A coleta de dados foi realizada em bases acadêmicas reconhecidas, como SciELO, Google Acadêmico e o Portal de Periódicos CAPES, considerando publicações disponíveis entre os anos de 2022 a 2025. Foram incluídos apenas textos que abordavam diretamente os temas centrais do estudo: desenvolvimento infantil, Transtornos do Neurodesenvolvimento, pandemia, inclusão escolar, atendimentos terapêuticos e papel da família na mediação pedagógica. Foram descartados materiais repetidos, superficiais ou que não apresentavam relação direta com os objetivos da pesquisa.

A análise dos textos foi feita com base na leitura crítica e reflexiva do conteúdo, considerando as contribuições de cada estudo para a compreensão do tema. A organização das informações seguiu três eixos principais: os prejuízos causados pela ausência das interações escolares, as consequências da interrupção dos atendimentos especializados e os desafios enfrentados pelas famílias no cuidado e acompanhamento das crianças durante o isolamento. Conforme Bardin (2022, p. 38), esse tipo de análise permite identificar temas recorrentes e compreender como os autores vêm abordando a problemática em questão.

A pesquisa não envolveu entrevistas, questionários ou contato direto com participantes humanos, por isso não foi necessário submeter o trabalho a um Comitê de Ética em Pesquisa. Ainda assim, todas as fontes utilizadas foram devidamente citadas conforme as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), garantindo o respeito à autoria e à integridade acadêmica.

Por ser um estudo baseado apenas em materiais secundários, reconhece-se como limitação o fato de não trazer relatos diretos de famílias, professores ou profissionais da saúde. Mesmo assim, o levantamento bibliográfico oferece subsídios importantes para ampliar a compreensão sobre os efeitos da pandemia nesse público específico e pode contribuir com futuras pesquisas de campo ou estudos de caso mais aprofundados.

APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

A análise da produção acadêmica revisada permitiu identificar três eixos centrais que se repetem nos estudos analisados: a ausência de interações escolares durante a pandemia e seus impactos no desenvolvimento social das crianças com Transtornos do Neurodesenvolvimento (TND), a interrupção dos cuidados clínicos e terapêuticos, e os desafios enfrentados pelas famílias no acompanhamento pedagógico dentro de casa.

O primeiro achado relevante diz respeito à perda das interações escolares. Estudos como os de Carvalho et al. (2023) e Gomes et al. (2022) mostram que o afastamento do ambiente escolar prejudicou o desenvolvimento da linguagem, a convivência com os colegas e a relação com os professores. Crianças com TND sentiram fortemente essa mudança, apresentando sinais de regressão em comportamentos já trabalhados antes da pandemia. A falta de rotina e de contato com os pares dificultou ainda mais a adaptação dessas crianças ao ensino remoto.

Outro ponto recorrente nos estudos foi a interrupção dos atendimentos multidisciplinares, como sessões de fonoaudiologia, psicologia, terapia ocupacional e acompanhamento médico. Conforme apontado por Rocha et al. (2023) e Ribeiro et al. (2022), a paralisação desses cuidados trouxe prejuízos diretos para o desenvolvimento das crianças, principalmente na aquisição de habilidades sociais, motoras e cognitivas. Muitos responsáveis relataram que os avanços obtidos ao longo de anos foram perdidos em poucos meses sem atendimento adequado.

O terceiro eixo identificado refere-se às dificuldades das famílias em assumir o papel de mediadoras do processo educativo. Os estudos de Lima et al. (2024) e Santos e Fernandes (2023) mostram que, mesmo com esforço, a maioria dos responsáveis não se sentia preparada para lidar com as atividades escolares em casa, especialmente diante da falta de orientações claras e da sobrecarga de outras tarefas. Além disso, a falta de acesso a recursos tecnológicos agravou ainda mais a exclusão educacional em muitos lares.

Esses três pontos confirmam que as consequências da pandemia foram amplificadas no caso das crianças com TND. A literatura revisada indica que os prejuízos foram mais severos nesse grupo, tanto pela interrupção de rotinas terapêuticas quanto pela ausência do espaço escolar como ambiente de apoio e socialização. Como destacam Oliveira e Mello (2022), a escola tem papel essencial na vida dessas crianças, não apenas como local de ensino, mas como espaço de vínculos e cuidados.

Em relação às implicações para a prática pedagógica, os estudos reforçam a importância de que o retorno às atividades presenciais seja acompanhado de estratégias de acolhimento, escuta ativa e recomposição das habilidades perdidas. Para isso, é necessário fortalecer a formação dos professores para lidar com a diversidade e garantir o apoio de equipes multidisciplinares dentro das escolas. A reestruturação das redes de atendimento e a retomada dos serviços especializados devem ser tratadas como prioridade pelas políticas públicas.

Quanto às limitações da pesquisa, destaca-se o fato de a análise ter se baseado exclusivamente em dados secundários, ou seja, artigos científicos e estudos já publicados. Por esse motivo, não foi possível acessar relatos diretos de famílias, crianças ou profissionais envolvidos. No entanto, a revisão bibliográfica permitiu uma visão ampla e atualizada do tema, reunindo diferentes perspectivas e resultados de pesquisas recentes.

Por fim, os dados analisados indicam que a pandemia escancarou a fragilidade das redes de apoio a crianças com necessidades especiais no Brasil. A ausência de planejamento emergencial, a desigualdade de acesso aos serviços e a dificuldade de articulação entre escola, saúde e família contribuíram para o agravamento das condições dessas crianças. A literatura indica que é preciso avançar na construção de políticas integradas, que garantam o atendimento contínuo e de qualidade a esse público, mesmo em situações adversas.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este estudo teve como objetivo principal compreender as consequências da interrupção escolar e dos cuidados multidisciplinares, durante a pandemia da COVID-19, para crianças com Transtornos do Neurodesenvolvimento. A partir da análise de produções acadêmicas recentes, foi possível identificar que os impactos dessa interrupção foram profundos e multifacetados, atingindo não apenas o processo de aprendizagem, mas também o desenvolvimento social, emocional e comportamental dessas crianças.

Os resultados evidenciaram que a ausência das interações escolares e dos vínculos estabelecidos no ambiente escolar afetou diretamente a construção da linguagem, a socialização e a participação ativa das crianças com TND. Além disso, a interrupção dos atendimentos terapêuticos comprometeu a continuidade de estímulos essenciais para o desenvolvimento global, resultando em retrocessos significativos. As famílias, por sua vez, enfrentaram desafios complexos ao assumir, sozinhas, o cuidado e a mediação pedagógica em casa, muitas vezes sem recursos adequados ou orientação especializada.

A análise realizada também mostrou que o contexto pandêmico revelou fragilidades já existentes na estrutura de apoio às crianças com necessidades educacionais específicas. A falta de articulação entre as áreas da educação, saúde e assistência social dificultou a construção de respostas eficientes, especialmente em situações de emergência. Com isso, a pandemia agravou desigualdades e expôs a necessidade urgente de fortalecer políticas públicas integradas e sustentáveis.

Como contribuição para a sociedade, o presente trabalho chama atenção para a importância da inclusão escolar como um direito que deve ser garantido em todas as circunstâncias, inclusive em momentos de crise. Para a ciência, o estudo reforça a necessidade de pesquisas futuras que abordem, com maior profundidade, as vivências de crianças, famílias e profissionais envolvidos nesse processo, considerando tanto os desafios enfrentados quanto às estratégias de superação.

Por fim, reafirma-se que a construção de uma educação verdadeiramente inclusiva requer compromisso coletivo, planejamento, formação adequada e políticas efetivas que assegurem o cuidado, a escuta e o respeito à diversidade. As experiências vividas durante a pandemia devem servir de aprendizado e de base para a criação de práticas mais humanas, integradas e sensíveis às necessidades das crianças com Transtornos do Neurodesenvolvimento.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2022.

CARVALHO, Bianca Alves de; MARTINS, Rodrigo Silva; LIMA, Jéssica Oliveira. Desigualdades educacionais no Brasil em tempos de pandemia: uma análise das políticas de inclusão. Retratos da Escola, Brasília, v. 17, n. 41, p. 342–359, jan./abr. 2023. Disponível em: https://retratosdaescola.emnuvens.com.br/retratos/article/view/1710. Acesso em: 19 maio 2025.

FIGUEIREDO, Letícia Rodrigues; SANTOS, Milena da Costa; TEIXEIRA, Juliana Martins. Impactos da pandemia da COVID-19 no desenvolvimento infantil: ênfase em crianças com transtornos do neurodesenvolvimento. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, v. 53, n. 186, p. 1–20, 2023. Disponível em: https://publicacoes.fcc.org.br/cp/article/view/5479. Acesso em: 19 maio 2025.

GIL, Antônio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2023.

LIMA, Tainara Silva; ALMEIDA, Priscila Cristina; GONÇALVES, Rebeca Lima. A sobrecarga familiar e os desafios do cuidado a crianças com TEA durante a pandemia. Revista Brasileira de Educação Especial, Marília, v. 30, n. 1, p. 45–63, jan./abr. 2024. Disponível em: https://periodicos.capes.gov.br/index.php/rbee/article/view/8234. Acesso em: 19 maio 2025.

OLIVEIRA, Adriana de; MELLO, Cláudia Pereira de. Acompanhamento multidisciplinar e desafios da inclusão escolar no pós-pandemia. Revista Educação e Contemporaneidade, Aracaju, v. 31, n. 67, p. 1–18, 2022. Disponível em: https://periodicos.ufs.br/index.php/educacao/article/view/10324. Acesso em: 19 maio 2025.

GOMES, Camila Soares; FERREIRA, Lívia Mariana; SANTOS, Rebeca Andrade. Experiências escolares de crianças com transtornos do neurodesenvolvimento durante o ensino remoto: desafios e possibilidades. Revista Educação Especial, Santa Maria, v. 35, e92, p. 1–20, 2022. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/educacaoespecial/article/view/69285. Acesso em: 19 maio 2025.

SANTOS, Viviane Aparecida dos; FERNANDES, Luciana Ramos. Parcerias entre escola e família no processo de inclusão escolar: desafios e possibilidades no contexto pós-pandemia. Revista Educação Especial, Santa Maria, v. 36, e95, p. 1–18, 2023. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/educacaoespecial/article/view/75019. Acesso em: 19 maio 2025.

SILVA, Daniele Freitas da; ARAÚJO, Carolina Barreto de. Relações afetivas e aprendizagem no contexto da educação infantil inclusiva: reflexões pós-pandemia. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, v. 28, e286339, p. 1–17, 2023. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbedu/a/VHXQp6D9cq2rYFRZzvxyM9w. Acesso em: 19 maio 2025.

MOURA, Renata Barbosa; SANTOS, Adriana Ferreira dos. Pandemia e cuidado infantil: a sobrecarga das famílias de crianças com necessidades especiais. Revista Psicologia e Sociedade, Belo Horizonte, v. 36, e024003, p. 1–15, 2024. Disponível em: https://www.scielo.br/j/psoc/a/24rqp6V8jKJwMZLxyV9XWgM. Acesso em: 19 maio 2025.

RIBEIRO, Ana Cláudia; SOUZA, Maria Tereza; CASTRO, Fabiana Lopes de. Interrupção terapêutica e efeitos no desenvolvimento de crianças com TEA em tempos de pandemia. Revista Brasileira de Educação Especial, Marília, v. 28, n. 2, p. 19–32, 2022. Disponível em: https://periodicos.capes.gov.br/index.php/rbee/article/view/8923. Acesso em: 19 maio 2025.

ROCHA, Gabriela Moura; LIMA, Eduardo Vasconcelos; CUNHA, Janaina Torres. Rede de apoio e interdisciplinaridade no atendimento a crianças com transtornos do neurodesenvolvimento. Revista Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 28, n. 3, p. 57–66, 2023. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/x2c3k9JtRQLm8k6bF7V7Wyy. Acesso em: 19 maio 2025.

Oliveira, Joana Darc Silva. Consequências da interrupção escolar e dos cuidados multidisciplinares na pandemia para crianças com transtornos do neurodesenvolvimento..International Integralize Scientific. v 5, n 49, Julho/2025 ISSN/3085-654X

Referencias

Vivian Caroline Coraucci.
BAILEY, C. J.; LEE, J. H.
Management of chlamydial infections: A comprehensive review.
Clinical infectious diseases.
v. 67
n. 7
p. 1208-1216,
2021.
Disponível em: https://academic.oup.com/cid/article/67/7/1208/6141108.
Acesso em: 2024-09-03.

Share this :

Edição

v. 5
n. 49
Consequências da interrupção escolar e dos cuidados multidisciplinares na pandemia para crianças com transtornos do neurodesenvolvimento.

Área do Conhecimento

EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO ENSINO BÁSICO: DESAFIOS E POSSIBILIDADES
Educação inclusiva; ensino básico; diversidade; políticas públicas; metodologias pedagógicas
IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO CONTEXTO DA ALFABETIZAÇÃO
Escola; Ensino Regular; Necessidades Educacionais Especiais.
EDUCAÇÃO INCLUSIVA E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: PERSPECTIVAS E DESAFIOS
Educação Inclusiva, Inteligência Artificial, Tecnologia Assistiva, Aprendizado Personalizado, Políticas Educacionais.
Formação docente para a diversidade: Práticas pedagógicas inclusivas na atualidade
formação docente; diversidade; práticas pedagógicas; inclusão; educação contemporânea.
Plataforma digital de recursos adaptativos: Facilitando o planejamento pedagógico inclusivo para professores da educação básica
educação inclusiva; tecnologia assistiva; recursos digitais; práticas pedagógicas; planejamento.
O piano como ferramenta pedagógica inclusiva: Estratégias de ensino para crianças com necessidades especiais

Últimas Edições

Confira as últimas edições da International Integralize Scientific

feat-jan

Vol.

6

55

Janeiro/2026
feat-dez

Vol.

5

54

Dezembro/2025
feat-nov

Vol.

5

53

Novembro/2025
feat-out

Vol.

5

52

Outubro/2025
Setembro-F

Vol.

5

51

Setembro/2025
Agosto

Vol.

5

50

Agosto/2025
Julho

Vol.

5

49

Julho/2025
junho

Vol.

5

48

Junho/2025