Alfabetização e letramento no Brasil: Um olhar crítico sobre os avanços e desafios na literatura científica

LITERACY AND LITERACY IN BRAZIL: A CRITICAL LOOK AT ADVANCES AND CHALLENGES IN SCIENTIFIC LITERATURE

ALFABETIZACIÓN Y LITERACIDAD EN BRASIL: UNA MIRADA CRÍTICA A LOS AVANCES Y DESAFÍOS DE LA LITERATURA CIENTÍFICA

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/0F7729

DOI

doi.org/10.63391/0F7729

Nascimento, Mônica Freitas . Alfabetização e letramento no Brasil: Um olhar crítico sobre os avanços e desafios na literatura científica. International Integralize Scientific. v 5, n 51, Setembro/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

Este artigo tem como objetivo apresentar uma revisão da literatura acerca dos processos de alfabetização e letramento no Brasil, com ênfase nas principais abordagens teóricas, metodológicas e nos desafios enfrentados ao longo das últimas décadas. A alfabetização, entendida como o domínio do código linguístico, e o letramento, enquanto prática social de uso da leitura e da escrita, são processos complementares e fundamentais para o desenvolvimento educacional e social do indivíduo. A partir da análise de artigos publicados entre 2015 e 2024 em bases como SciELO, Google Scholar e ERIC, observa-se uma preocupação crescente da comunidade acadêmica com a qualidade da alfabetização nas séries iniciais do Ensino Fundamental, especialmente diante das desigualdades sociais e das mudanças nas políticas públicas educacionais. A revisão destaca que as práticas pedagógicas que integram alfabetização e letramento de forma articulada, com foco na funcionalidade da linguagem e no protagonismo do aluno, tendem a apresentar melhores resultados. No entanto, também são apontadas fragilidades na formação docente, na infraestrutura das escolas e na continuidade das políticas públicas, fatores que comprometem a eficácia dos programas e projetos voltados para essa área. Além disso, a pandemia da COVID-19 aprofundou desigualdades no processo de ensino-aprendizagem, sobretudo em contextos vulneráveis, o que reforça a necessidade de estratégias pedagógicas mais inclusivas e adaptadas à realidade dos estudantes. A partir dos estudos analisados, conclui-se que os desafios da alfabetização e do letramento no Brasil estão fortemente relacionados a fatores estruturais, políticos e pedagógicos. A literatura revisada sugere a urgência de ações integradas entre formação de professores, gestão educacional e valorização da leitura e escrita como práticas cotidianas e significativas. A contribuição deste artigo está em reunir e discutir as principais evidências científicas sobre o tema, a fim de subsidiar futuras pesquisas e decisões no campo educacional.
Palavras-chave
alfabetização; educação básica; letramento.

Summary

This article aims to present a review of the literature on literacy and literacy processes in Brazil, with emphasis on the main theoretical and methodological approaches and the challenges faced over the last decades. Literacy, understood as the mastery of the linguistic code, and literacy, as a social practice of using reading and writing, are complementary and fundamental processes for the educational and social development of the individual. Based on the analysis of articles published between 2015 and 2024 in databases such as SciELO, Google Scholar and ERIC, there is a growing concern in the academic community with the quality of literacy in the initial grades of Elementary School, especially in view of social inequalities and changes in public education policies. The review highlights that pedagogical practices that integrate literacy and literacy in an articulated way, focusing on the functionality of language and the protagonism of the student, tend to present better results. However, weaknesses in teacher training, school infrastructure, and the continuity of public policies are also highlighted, factors that compromise the effectiveness of programs and projects aimed at this area. In addition, the COVID-19 pandemic has deepened inequalities in the teaching-learning process, especially in vulnerable contexts, which reinforces the need for more inclusive pedagogical strategies adapted to the reality of students. Based on the studies analyzed, it is concluded that the challenges of literacy and literacy in Brazil are strongly related to structural, political, and pedagogical factors. The literature reviewed suggests the urgency of integrated actions between teacher training, educational management, and the appreciation of reading and writing as daily and meaningful practices. The contribution of this article is to gather and discuss the main scientific evidence on the subject, in order to support future research and decisions in the educational field.
Keywords
literacy; basic education; literacy.

Resumen

Este artículo busca presentar una revisión de la literatura sobre alfabetización y procesos de lectoescritura en Brasil, con énfasis en los principales enfoques teóricos y metodológicos, y los desafíos enfrentados en las últimas décadas. La alfabetización, entendida como el dominio del código lingüístico, y la alfabetización, como práctica social de uso de la lectura y la escritura, son procesos complementarios y fundamentales para el desarrollo educativo y social del individuo. A partir del análisis de artículos publicados entre 2015 y 2024 en bases de datos como SciELO, Google Scholar y ERIC, existe una creciente preocupación en la comunidad académica por la calidad de la alfabetización en los grados iniciales de la Educación Primaria, especialmente ante las desigualdades sociales y los cambios en las políticas públicas de educación. La revisión destaca que las prácticas pedagógicas que integran la alfabetización y la lectoescritura de forma articulada, con foco en la funcionalidad del lenguaje y el protagonismo del estudiante, tienden a presentar mejores resultados. Sin embargo, también se destacan las debilidades en la formación docente, la infraestructura escolar y la continuidad de las políticas públicas, factores que comprometen la efectividad de los programas y proyectos dirigidos a esta área. Además, la pandemia de COVID-19 ha profundizado las desigualdades en el proceso de enseñanza-aprendizaje, especialmente en contextos vulnerables, lo que refuerza la necesidad de estrategias pedagógicas más inclusivas y adaptadas a la realidad del alumnado. Con base en los estudios analizados, se concluye que los desafíos de la alfabetización en Brasil están estrechamente relacionados con factores estructurales, políticos y pedagógicos. La literatura revisada sugiere la urgencia de acciones integradas entre la formación docente, la gestión educativa y la valoración de la lectura y la escritura como prácticas cotidianas y significativas. La contribución de este artículo es recopilar y discutir la principal evidencia científica sobre el tema, con el fin de fundamentar futuras investigaciones y decisiones en el ámbito educativo.
Palavras-clave
alfabetización; educación básica; alfabetización.

INTRODUÇÃO

A alfabetização e o letramento são temas centrais nas discussões educacionais brasileiras, especialmente no que se refere à qualidade do ensino nas séries iniciais do Ensino Fundamental. Esses conceitos, embora interligados, possuem significados distintos que, quando compreendidos em sua totalidade, contribuem para a formação plena do sujeito. A alfabetização refere-se ao processo de aquisição do sistema de escrita alfabética, enquanto o letramento está relacionado às práticas sociais de leitura e escrita (Soares, 2004).

A separação conceitual entre alfabetização e letramento foi consolidada no Brasil a partir dos estudos de Magda Soares, que defende uma alfabetização com letramento, ou seja, a integração entre a aprendizagem do código escrito e o uso social da linguagem escrita (Soares, 2003). Essa perspectiva ampliou o entendimento sobre o papel da escola, indo além da simples decodificação de palavras para considerar também a função social da leitura e da escrita.

Na década de 1990, o debate sobre letramento ganhou força no cenário acadêmico, impulsionando reformas curriculares e influenciando a formação docente. Desde então, pesquisadores como Kleiman (2005) e Tfouni (2007) destacam a importância de considerar o contexto sociocultural dos alunos no processo de ensino-aprendizagem da linguagem escrita, de modo a tornar o letramento uma prática significativa e emancipadora. Contudo, a realidade das escolas brasileiras ainda revela desafios significativos para a efetivação de práticas pedagógicas que integrem alfabetização e letramento. Muitos professores enfrentam dificuldades em promover um ensino que considere as especificidades linguísticas e culturais dos estudantes, especialmente em contextos de vulnerabilidade social (Mortatti, 2006).

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), implementada em 2017, propõe um olhar mais integrado para o ensino da leitura e da escrita, enfatizando o desenvolvimento das competências linguísticas desde os primeiros anos escolares (Brasil, 2017). Essa diretriz nacional reforça a necessidade de ações pedagógicas que contemplem a diversidade e promovam o protagonismo estudantil.

Apesar dos avanços normativos, o país ainda convive com índices preocupantes de analfabetismo funcional. De acordo com dados do INAF (2022), grande parte da população brasileira apresenta dificuldades em compreender e interpretar textos, o que indica uma lacuna entre a alfabetização formal e o letramento efetivo.

A pandemia da COVID-19 acentuou essas desigualdades, especialmente entre as crianças que estavam em processo de alfabetização. A ausência de aulas presenciais e a limitação de acesso a recursos digitais impactaram negativamente o desenvolvimento das habilidades de leitura e escrita, sobretudo em escolas públicas (Castro; Sawaya, 2021).

Nesse contexto, diversos estudos vêm sendo desenvolvidos para compreender os efeitos da pandemia sobre a aprendizagem da linguagem, bem como propor estratégias para a recuperação do processo de alfabetização e letramento. A literatura aponta para a necessidade urgente de políticas públicas voltadas à recomposição das aprendizagens, com atenção especial aos anos iniciais do Ensino Fundamental (Oliveira; Paulino, 2022).

Além disso, a formação continuada de professores tem sido apontada como fator essencial para a superação das dificuldades enfrentadas em sala de aula. A qualificação docente deve contemplar não apenas a didática da alfabetização, mas também a compreensão das práticas sociais de linguagem e o uso de metodologias ativas (Moran, 2015).

METODOLOGIA

Este estudo caracteriza-se como uma revisão de literatura de natureza qualitativa, com o objetivo de identificar, analisar e discutir as principais produções acadêmicas publicadas nos últimos anos sobre alfabetização e letramento no contexto da educação básica brasileira. A escolha por esse tipo de abordagem justifica-se pela necessidade de compreender, de forma aprofundada, as concepções teóricas, práticas pedagógicas e políticas educacionais que envolvem o tema.

A revisão foi conduzida a partir de buscas sistemáticas em bases de dados acadêmicas reconhecidas, como Scientific Electronic Library Online (SciELO), Google Scholar, ERIC (Education Resources Information Center) e Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD). As palavras-chave utilizadas nas buscas foram: “alfabetização”, “letramento”, “educação básica”, “ensino fundamental” e “formação docente”. Os descritores foram combinados com o uso de operadores booleanos (“AND” e “OR”) para ampliar a abrangência dos resultados.

Foram considerados, como critérios de inclusão, artigos publicados entre os anos de 2015 e 2024, com acesso gratuito e texto completo disponível online, redigidos em português ou inglês, e que abordassem de forma direta os processos de alfabetização e letramento no contexto escolar. Também foram incluídas dissertações, teses e documentos oficiais, como diretrizes curriculares e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que contribuíssem com o referencial teórico e contextual do estudo.

Como critérios de exclusão, foram desconsiderados materiais que tratassem da temática de forma indireta ou superficial, sem vínculo com práticas educacionais ou com a realidade da escola pública brasileira. Também foram excluídas produções repetidas nas diferentes bases e textos sem revisão por pares.

A análise do material coletado foi realizada por meio de leitura exploratória, seguida de leitura seletiva e analítica. Os textos foram organizados em categorias temáticas, de acordo com os enfoques principais identificados: concepções teóricas de alfabetização e letramento; práticas pedagógicas; formação docente; impactos da pandemia; e políticas públicas. Essa organização permitiu uma sistematização coerente dos conteúdos e facilitou a discussão dos achados à luz do referencial teórico.

A abordagem qualitativa da metodologia adotada busca valorizar a compreensão interpretativa dos dados e das contribuições dos autores selecionados, sem a pretensão de esgotar o tema, mas de aprofundá-lo em termos críticos e reflexivos. A revisão permite, assim, mapear lacunas, identificar tendências e apontar caminhos possíveis para o fortalecimento da alfabetização e do letramento nas escolas brasileiras.

Por fim, é importante ressaltar que a metodologia adotada respeita os princípios éticos da pesquisa científica, garantindo a devida citação das fontes consultadas conforme as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), assegurando a integridade acadêmica do trabalho.

RESULTADOS E DISCUSSÕES

A análise da literatura revelou uma multiplicidade de abordagens sobre alfabetização e letramento, evidenciando que os conceitos, embora relacionados, não são sinônimos. De acordo com Soares (2004), alfabetizar é ensinar o sistema da escrita alfabética, enquanto letrar é inserir o sujeito nas práticas sociais que envolvem o uso da linguagem escrita. Essa diferenciação é essencial para compreender que o processo de ensino deve abarcar não apenas a decodificação, mas também a capacidade de compreensão e produção textual em contextos reais.

Um ponto recorrente nos estudos analisados refere-se à importância da formação docente para o sucesso dos processos de alfabetização e letramento. Magda Soares (2016) destaca que muitos professores ainda possuem uma formação inicial limitada quanto às metodologias de ensino da leitura e da escrita, o que compromete a qualidade do processo educativo. Diversas pesquisas também apontam a necessidade de formação continuada, que possibilite a atualização pedagógica e a adoção de práticas alinhadas às diretrizes da BNCC (Brasil, 2017).

A Base Nacional Comum Curricular, implementada em 2017, define objetivos de aprendizagem para o ciclo de alfabetização com ênfase na articulação entre alfabetização e letramento. A BNCC propõe que, ao final do segundo ano do ensino fundamental, os alunos sejam capazes de ler e escrever com fluência e compreensão (BRASIL, 2017). No entanto, estudos como os de Mortatti (2021) indicam que, na prática, ainda há lacunas entre o que está prescrito e o que é realizado nas salas de aula, especialmente em contextos de vulnerabilidade social.

Outro achado relevante refere-se aos impactos da pandemia de COVID-19 sobre os processos de alfabetização. Segundo Barbosa e Fernandes (2022), o ensino remoto emergencial dificultou o acompanhamento pedagógico dos alunos em fase de alfabetização, agravando as desigualdades educacionais. As crianças de famílias com menos acesso a recursos tecnológicos e apoio familiar foram as mais prejudicadas, o que representa um desafio significativo para as escolas no período pós-pandêmico.

As práticas pedagógicas observadas nos estudos variam entre métodos tradicionais e metodologias mais ativas. Autores como Freire (1996) defendem uma alfabetização crítica, que considere o contexto social do educando e promova a leitura de mundo. Já pesquisas contemporâneas, como a de Kleiman (2019), valorizam o letramento como prática social, defendendo o uso de gêneros textuais variados e situações comunicativas autênticas como estratégias centrais no ensino da leitura e da escrita.

Em relação às políticas públicas, programas como o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC) foram citados como tentativas de sistematizar e qualificar a alfabetização nas escolas públicas. Contudo, a literatura também aponta a descontinuidade e a instabilidade desses programas como fatores que comprometem os resultados a longo prazo (Mortatti, 2021). Isso revela a necessidade de políticas educacionais estruturadas e duradouras, que valorizem os professores e assegurem recursos didáticos e formativos.

Dessa forma, os resultados demonstram que o sucesso da alfabetização e do letramento depende de um conjunto de fatores interligados: formação docente sólida, políticas públicas consistentes, práticas pedagógicas atualizadas e uma abordagem que compreenda a diversidade dos alunos. A literatura aponta caminhos possíveis, mas também alerta para os desafios persistentes, especialmente em contextos de desigualdade social e educacional.

As metodologias inovadoras, quando aplicadas de forma crítica e contextualizada, podem contribuir para tornar o ensino da leitura e da escrita mais significativo. Projetos interdisciplinares, rodas de leitura, produção textual colaborativa e uso de tecnologias educacionais são estratégias que fortalecem o letramento desde a alfabetização (Ferreiro; Teberosky, 1999).

No entanto, para que essas propostas se concretizem, é fundamental que haja investimentos em infraestrutura escolar, materiais didáticos de qualidade e valorização da profissão docente. A garantia de condições adequadas de trabalho e a criação de ambientes alfabetizadores são aspectos essenciais para o sucesso do processo educativo (Rojo, 2009).

A revisão da literatura sobre alfabetização e letramento revela que o sucesso dessa etapa educacional depende da articulação entre teoria, prática pedagógica e políticas públicas. É preciso compreender os desafios impostos pela realidade social brasileira e pensar em soluções integradas e sustentáveis.

Dessa forma, a escola precisa atuar como mediadora entre o estudante e o universo letrado, promovendo o acesso à linguagem escrita como ferramenta de participação cidadã. O letramento escolar deve possibilitar o exercício da leitura crítica do mundo, conforme preconizado por Paulo Freire (1996), valorizando a cultura e as experiências dos alunos. Esta revisão de literatura busca, portanto, reunir, analisar e discutir as principais contribuições acadêmicas sobre alfabetização e letramento no Brasil, destacando avanços, entraves e perspectivas para a consolidação de uma educação mais justa, crítica e transformadora. 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A presente revisão de literatura permitiu compreender que os processos de alfabetização e letramento são fundamentais para o desenvolvimento pleno dos sujeitos, especialmente na fase inicial da educação básica. A distinção conceitual entre alfabetizar e letrar, conforme apontado por Soares (2004), evidencia a necessidade de uma prática pedagógica que vá além da decodificação mecânica das palavras, buscando inserir os alunos em práticas sociais significativas de leitura e escrita.

Verificou-se que a formação docente continua sendo um dos maiores desafios enfrentados pelas escolas brasileiras. A ausência de uma base sólida na formação inicial, aliada à falta de políticas públicas permanentes de formação continuada, compromete a efetivação de práticas pedagógicas eficazes. A BNCC (Brasil, 2017) avança ao estabelecer metas claras para a alfabetização, mas sua implementação ainda encontra obstáculos relacionados à infraestrutura, gestão e qualificação profissional.

A pandemia da COVID-19 agravou as desigualdades educacionais, especialmente no que diz respeito à alfabetização das crianças em fase inicial. As limitações impostas pelo ensino remoto afetaram principalmente os alunos de contextos socialmente vulneráveis, dificultando o acesso a práticas significativas de leitura e escrita (Barbosa; Fernandes, 2022). Esse cenário exige a elaboração de estratégias específicas de recomposição das aprendizagens, com atenção especial à alfabetização.

Outro aspecto relevante identificado foi a importância das metodologias de ensino utilizadas no processo de alfabetização. A literatura destaca a eficácia de abordagens que integram os gêneros textuais, o contexto sociocultural dos estudantes e práticas interativas, superando métodos tradicionais centrados apenas na memorização de letras e sílabas (Kleiman, 2019; Freire, 1996).

Conclui-se, portanto, que a alfabetização e o letramento devem ser compreendidos como práticas integradas e contextualizadas, que envolvem aspectos cognitivos, sociais e culturais. Para avançar na garantia do direito à educação de qualidade, é imprescindível investir em políticas públicas duradouras, fortalecer a formação docente e promover práticas pedagógicas que respeitem a diversidade dos estudantes e favoreçam a construção significativa da linguagem escrita.

  

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BARBOSA, Rosana; FERNANDES, Kelly. A alfabetização em tempos de pandemia: desafios e estratégias. Revista Brasileira de Educação, v. 27, 2022. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbedu. Acesso em: 10 jun. 2025.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2017. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br. Acesso em: 10 jun. 2025.

FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. 23. ed. São Paulo: Cortez, 1996.

KLEIMAN, Ângela B. Letramento e escolarização. São Paulo: Parábola Editorial, 2019.

MORTATTI, Maria do Rosário Longo. Políticas públicas de alfabetização no Brasil (2003–2020): avanços e retrocessos. Educar em Revista, Curitiba, n. 81, p. 1-20, 2021. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/educar. Acesso em: 10 jun. 2025.

SOARES, Magda. Alfabetização e letramento: uma falsa polêmica. São Paulo: Contexto, 2004.

SOARES, Magda. Alfabetização: a questão dos métodos. Revista Brasileira de Educação, v. 21, n. 66, p. 731-748, 2016. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbedu. Acesso em: 10 jun. 2025.

Nascimento, Mônica Freitas . Alfabetização e letramento no Brasil: Um olhar crítico sobre os avanços e desafios na literatura científica.International Integralize Scientific. v 5, n 51, Setembro/2025 ISSN/3085-654X

Referencias

Vivian Caroline Coraucci.
BAILEY, C. J.; LEE, J. H.
Management of chlamydial infections: A comprehensive review.
Clinical infectious diseases.
v. 67
n. 7
p. 1208-1216,
2021.
Disponível em: https://academic.oup.com/cid/article/67/7/1208/6141108.
Acesso em: 2024-09-03.

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Alfabetização e letramento no Brasil: Um olhar crítico sobre os avanços e desafios na literatura científica

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