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Resumo
INTRODUÇÃO
O Basquete é uma modalidade esportiva que adentrou no Brasil por um canadense chamado James Naismith em 1891 com o objetivo de ser um esporte que pudesse ser praticado por grupos rivais em ambientes fechados durante o inverno, menos agressivo que o futebol americano (Hirata, Starepravo, 2016) e aos poucos foi ganhando espaço como nos EUA, saindo das ruas e periferias e adentrando ao campo escolar e universitário e que no Brasil, chegou primeiro em clubes e espaços em que os trabalhadores usufruíam da prática.
Esse esporte é espacial e temporal, pois envolve a participação de todos que estão em quadra, em que há muito dinamismo entre as duas equipes adversárias que disputam o espaço, bola e cesta. E ao mesmo tempo, cada equipe trabalha em conjunto, buscando cooperação de todos e envolvimento para que alcance o objetivo final: vencer o jogo (Hirata, Starepravo, 2016). Todo jogo em que a competição existe, a meta é vencer e de acordo com as regras do Basquete, a equipe com mais pontos no final do jogo vence, mas se o tempo regulamentar expirar com o placar empatado, um período adicional de jogo ( prorrogação ) é obrigatório. No entanto, se o período adicional ainda resultar em um placar empatado, outro período adicional é obrigatório (Hirata, Starepravo, 2016).
Os documentos oficiais de Educação e em especial da Educação Física abordam a Educação Física como área da Linguagem e trabalham com competências e habilidades adquiridas e trabalhadas dos educandos com o objetivo de cultura corporal, do movimento, saúde, lazer e entretenimento.
O objetivo geral da pesquisa é conceituar e contextualizar o Basquete como prática desportiva nas escolas de Volta Redonda no estado do Rio de Janeiro e como objetivos específicos apresentar o currículo oficial da Educação Física no estado do Rio de Janeiro no âmbito escolar.
O problema da pesquisa se baseia na pergunta norteadora em: Qual é a dialogicidade entre currículo escolar x Basquete como modalidade esportiva nas escolas?
E como perguntas de investigação para a pesquisa baseadas em: O que é Basquete? Quais são as regras? Como o Basquete funciona nas escolas? Qual é o currículo oficial de Educação Física no estado do RJ? Qual a relação entre o Basquete e o currículo como documento orientador escolar?
Assim, a pesquisa justifica-se pela necessidade de conceituar e contextualizar o Basquete como prática desportiva em Volta Redonda, RJ e o currículo oficial do Estado do Rio de Janeiro como documento orientador.
A pesquisa de caráter qualitativo tem grande importância em relação a reflexão sobre o problema levantado e tende a beneficiar estudiosos sobre o tema, assim como a população envolvida, além de apresentar o embasamento teórico de caráter descritivo e exploratório, com análises concentradas na avaliação dos resultados obtidos relacionados aos objetivos propostos apresentados na pesquisa.
O CURRÍCULO DE EDUCAÇÃO FÍSICA
Partindo do primeiro documento orientador, a BNCC (2018), um documento orientador que trabalha com competências e habilidades, abrangendo a cultura do esporte pela disciplina da Educação Física, na área de Linguagens e tematiza as práticas corporais em suas diversas formas entendidas como manifestações das possibilidades expressivas dos sujeitos de forma a conhecer e explorar diversas práticas de linguagem corporais em diferentes campos da atividade humana para continuar aprendendo, ampliar suas possibilidades de participação na vida social e colaborar para a construção de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva.
A BNCC (2018) também utiliza de diferentes linguagens, sendo uma delas a corporal, com o objetivo de expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao diálogo, à resolução de conflitos e à cooperação. Para SME (2019), a Educação Física na perspectiva cultural compreende em sua prática pedagógica que o corpo traz as marcas históricas dos sujeitos e da cultura. Assim, o movimento expressa intencionalidades e comunica e difunde os modos de ser, de pensar e de agir das pessoas.
A Educação Física, de acordo com SME (2019), diferentemente da maioria dos outros componentes curriculares, encerra uma ambiguidade ou um caráter duplo, porque é, ao mesmo tempo, um saber que se traduz em um saber-fazer, um realizar corporal e um saber sobre esse realizar corporal. Essa particularidade permite tanto ensino e a aprendizagem do saber corporal, como do saber conceitual. Assim, poderão ser exploradas tanto as habilidades que dizem respeito ao saber-fazer, como da mesma forma poderá ser explorado o conhecimento conceitual (Brasil, 2018).
De acordo com a BNCC (2018), a Educação Física é o componente curricular que tematiza as práticas corporais em suas diversas formas de codificação e significação social, entendidas como manifestações das possibilidades expressivas dos sujeitos. E nas aulas práticas, que deve ter um dos focos, as práticas corporais devem ser abordadas como fenômeno cultural dinâmico, diversificado, pluridimensional, singular e contraditório.
E adentrando as essas práticas, há três elementos fundamentais comuns às práticas corporais: movimento corporal como elemento essencial; organização interna (de maior ou menor grau), pautada por uma lógica específica; e produto cultural vinculado com o lazer/entretenimento e/ ou o cuidado com o corpo e a saúde (Brasil, 2018). E a vivência da prática é uma forma de gerar um tipo de conhecimento muito particular e insubstituível e, para que ela seja significativa, é preciso problematizar, desnaturalizar e evidenciar a multiplicidade de sentidos e significados que os grupos sociais conferem às diferentes manifestações da cultura corporal de movimento (Brasil, 2018).
Quando os educandos estão praticando qualquer esporte, todos estão envolvidos e muitos fatores como cooperação, por exemplo, abrange o sentido de trabalhar em busca do mesmo objetivo e com a mesma prática promovendo bem-estar, saúde, lazer e entretenimento pela cultura do movimento e do esporte (Brasil, 2018).
É nesse movimento e cultura do movimento, que o Basquete surge como modalidade na temática Esportes que reúne tanto as manifestações mais formais quanto as derivadas. O esporte contemporâneo caracteriza-se por ser orientado pela comparação de um determinado desempenho entre indivíduos ou grupos (adversários), regido por um conjunto de regras formais, institucionalizadas por organizações (associações, federações e confederações esportivas), as quais definem as normas de disputa e promovem o desenvolvimento das modalidades em todos os níveis de competição, realizado em um contexto de lazer, da educação e da saúde. Como toda prática social, o esporte é passível de recriação por quem se envolve com ele (Brasil, 2018).
De acordo com a BNCC (2018), o esporte também é uma prática social como visto e envolve a todos que estão participando, e além dos benefícios que são diversos para a saúde, o lazer, o bem-estar, promove também interação social em um espaço de formação social, que é a escola.
De acordo com a BNCC (2018), as práticas derivadas dos esportes, como por exemplo o Basquete mantém, essencialmente, suas características formais de regulação das ações, mas adaptam as demais normas institucionais aos interesses dos participantes, às características do espaço, ao número de jogadores, ao material disponível etc. Isso permite afirmar, por exemplo, que, em um jogo de dois contra dois em uma cesta de Basquetebol, os participantes estão jogando Basquetebol, mesmo não sendo obedecidos os 50 artigos que integram o regulamento oficial da modalidade (Brasil, 2018). Dentro de um espaço escolar, por mais que existam as regras iniciais, o educador pode fazer algumas adaptações adequando a sua realidade e território escolar.
O currículo da Educação Física do Rio de Janeiro tem por objetivo considerar o aluno como um sujeito que se encontra situado em um determinado contexto cultural, localizado em uma dada estrutura social e portador de inúmeras marcas advindas de sua própria história de vida. E ao considerar o princípio da inclusão social e do respeito à diversidade cultural e social dos alunos, a proposta pedagógica do município compreende o ensino como um valor fundamental para o crescimento humano em sua integralidade (Secretaria Municipal de Educação do Estado do Rio de Janeiro, 2010). O currículo de Educação Física pode auxiliar todos os docentes e educandos com a proposta baseada em princípios que envolvem o desenvolvimento integral do ser humano.
De acordo com Secretaria Municipal de Educação do Estado do Rio de Janeiro (2010), a Educação Física deve ser compreendida como um plano de intervenção que atua na área da educação, na fomentação do lazer humanizado, na orientação preventiva à saúde, na valorização do conhecimento do movimento contextualizado, com o objetivo maior de formação social do indivíduo, manifestado através dos jogos, dos esportes, das danças, dos movimentos gímnicos e das lutas, busca, em última instância, oportunizar aos alunos se apropriarem de seus corpos como possibilidade de comunicação e expressão.
O esporte é um jogo institucionalizado possuindo na sua forma de organização, distribuição e produção, uma sustentação por parte de Federações, Confederações, Ligas e Associações que garantem uma unidade, um modelo a ser universalizado, e por conta de sua institucionalização no plano da cultura, o esporte é uma prática cujas regras são altamente rigorosas e o cumprimento delas de maneira integral e irrevogável garante a identidade de uma determinada modalidade (Secretaria Municipal de Educação do Estado do Rio de Janeiro, 2010).
Diferentemente do jogo, em que o espírito lúdico impera, no esporte vigora a competição, o sentimento de luta e de embate como afirmação, que é condição básica para que este se desenvolva e, consequentemente, crie um ambiente de disputa, de revanche e de motivação que é sempre externa ao próprio esporte. Daí as premiações e os ganhos sociais diversos em função dos resultados alcançados nas competições (Secretaria Municipal de Educação do Estado do Rio de Janeiro, 2010). No esporte, a competição acontece com mais propriedade e objetivo de disputa para alcançar um resultado, enquanto no lúdico, a brincadeira permanece mais do que a realidade.
O BASQUETE COMO MODALIDADE ESPORTIVA DE COOPERAÇÃO X COMPETIÇÃO NO ÂMBITO ESCOLAR
Na Educação Física, os objetivos e propostas tiveram modificações ao longo dos anos e após as guerras, implantaram um modelo americano chamado Escola Nova, que tinha como base o respeito a personalidade da criança, o desenvolvimento democrático e igualitária das escolas (Teixeira, 2002 apud Darido, 2008).
Para romper um modelo mecanicista na área da Educação Física, criou-se atualmente várias concepções e que na Educação, todas são articuladas em busca da formação social do ser humano. Na abordagem do desenvolvimento integral do ser humano, a proposta torna-se caracterizar a progressão do crescimento físico com desenvolvimento fisiológico, motor, afetivo, cognitivo, social na aprendizagem motora (Darido, 2008). A Educação Física atua como disciplina na área de Linguagens e aborda o desenvolvimento total do ser humano pela educação do corpo, movimento, social.
Na abordagem construtiva interacionista, a proposta da Educação Física é trazer a interação como construção do conhecimento que propõe gradativamente tarefas mais complexa e desafios, visando à construção do conhecimento, de forma que a criança pense, interagindo, resolva os problemas (Darido, 2008), enquanto na abordagem psicomotricista, a proposta da disciplina ocorre por meio do desenvolvimento da criança, garantindo sua formação integral (Darido, 2008). E por fim, na abordagem cultural, a proposta retrata que todo movimento corporal está ligado a cultura do indivíduo atrelada a sociedade ou momento histórico (Darido, 2008). No ambiente escolar que possui o cunho social e formativo, é impossível dissociar as abordagens, pois a formação social é integral do ser humano, assim nas escolas, todas as abordagens são importantes e atuam juntamente na formação do educando.
Segundo a lógica interna de funcionamento que consta na composição do currículo do Estado do Rio de Janeiro, foram utilizadas em algumas práticas corporais as categorias apontadas pela BNCC (2018) que no cotidiano da escola, em cada plano de ensino e de acordo com a proposta integrada das abordagens da Educação Física e de acordo com a realidade territorial podem-se construir outras relações e outras compreensões que ampliem o entendimento do fenômeno da cultura corporal e do esporte.
Uma das modalidades consideradas no eixo do Esporte, o Basquete se enquadra como modalidade de invasão ou territorial caracterizadas pela progressão ao campo adversário atacando/defendendo uma meta ou território (SME, 2019).
Para SME (2019), é importante salientar que a organização das unidades temáticas se baseia na compreensão de que o caráter lúdico está presente em todas as práticas corporais, ainda que essa não seja a finalidade da Educação Física na escola. Ao praticar esportes, para além da ludicidade, os estudantes se apropriam das lógicas intrínsecas (regras, códigos, rituais, sistemáticas de funcionamento, organização, táticas etc.) a essas manifestações, assim como trocam entre si e com a sociedade as representações e os significados que lhes são atribuídos (SME, 2019). Quando um educando internaliza regras pelo esporte, por exemplo, passa a entender as demais de forma natural e aplica em sua rotina.
Quando o educando ingressa na escola, ele (ela) já possui conhecimentos sobre o corpo, uma bagagem pessoal cheia de experiências e cabe a escola trabalhar essas experiências e outras utilizando de todas as abordagens que a disciplina da Educação Física pode ofertar com a mediação do docente (Darido, 2008, SME, 2019). Ao adentrar a escola, o educando leva consigo o currículo oculto, toda a formação que ele (ela) possui que vem de casa, de família, das ruas, e considerando as experiências que fazem parte das vivências, são levadas para a sala de aula, por exemplo, uma simples brincadeira de bola, queimada etc.
Para Beneli (2006), o Basquetebol é uma modalidade que surgiu para satisfazer as necessidades de uma burguesia emergente. Nos EUA essa modalidade foi fundamentada e desenvolvida nas escolas e universidades, dada a sua precoce inserção nos programas de Educação Física e principalmente pela organização dessas instituições. Essa modalidade se disseminou pelo mundo devido principalmente a dois fatores, as missões das ACMs percorridas nas “colônias”, difundindo novos programas de Educação Física e novos conteúdos esportivos, e pela introdução dessa modalidade nas Forças Armadas Americanas, que contribuíram de forma significante para a dissipação do basquetebol para outros países.
Para Batista (2014), o Basquetebol é um dos mais emocionantes esportes da atualidade e observa-se um crescente aumento no número de participantes ao longo dos anos em todo o mundo. E a constante atualização de suas regras torna o Basquetebol atraente não só como prática de competição, mas também de lazer nas horas de folga (Guarizi, 2007, p.19 apud Batista, 2014).
Para o autor, apesar de ser um jogo de competição, num âmbito escolar, pode ser utilizado de uma forma lúdica também, em uma base de educação voltada à realidade, nos quais o aluno coloca seus sentimentos a prova como a honestidade ou desonestidade, fortaleza ou debilidade, respeito ou desrespeito, aceitação ou rejeição a derrota, a agressividade ou a moderação (Batista, 2014).
O Basquete como esporte é uma atividade de grupo organizada, centrada no confronto de pelo menos duas partes. Exige um certo tipo específico de esforço físico. Realiza-se de acordo com regras conhecidas, que definem os limites da violência que são autorizados, incluindo aquelas que definem se a força física pode ser totalmente aplicada. As regras determinam a configuração inicial dos jogadores e dos seus padrões dinâmicos de acordo com o desenrolar da prova (Elias, Dunning, 1992, p. 230).
O Basquete como esporte ainda tem a função de produzir excitação prazerosa e socialmente construtiva, e que ele serve também para criar oportunidades de sociabilidade e movimento em uma variedade de formas complexas e controladas, como dança e ginástica, por exemplo, além de permitir formar identidades de e pô-las a prova. (Gastaldo, 2008)
Segundo Jobim, Pureza e Loureiro (2008, apud Batista, 2014), praticar o Basquetebol como modalidade nas escolas pode auxiliar no desenvolvimento físico, técnico, tático, psicológico, moral e social, e auxilia também no desenvolvimento das capacidades físicas como coordenação, ritmo, equilíbrio, agilidade, força, velocidade, flexibilidade e resistência. Santos e Loureiro (2008, apud Batista, 2014) também ressaltam a importância de iniciar o Basquetebol em idade escolar, nas aulas de Educação Física para ter esse contato com o esporte, que pode auxiliar em seu futuro.
Para Batista (2014), o Basquete é considerado um jogo pedagógico e competitivo como expressão ou modalidade esportiva, que pode ser compreendido e interpretado deste o início, com sua evolução através do tempo. (Guarizi, 2007, apud Batista, 2014). Para contribuir no melhor entendimento do jogo tanto competitivo e como pedagógico, o Basquete como visto anteriormente, é um jogo em que dois times se enfrentam disputando a bola com o objetivo final de fazer cestas em campos rivais, sendo competição ao extremo, porém pedagógico, pois ensina ao mesmo tempos as regras, dribles com o espírito de cooperação entre os participantes do mesmo time.
De acordo com a CBB, Confederação Brasileira de Basketball (2025), o Basquete é um esporte de cooperação e competição em que o objetivo principal é marcar mais pontos que o adversário, com arremessos de bola através do cesto dentro e fora da área, e suas regras incluem fundamentos básicos que envolvem o drible, passe e arremesso, além de regras sobre faltas e violações, praticado por duas equipes rivais com 5 jogadores cada, utilizando uma quadra retangular com linhas demarcando áreas como a linha dos três pontos e o garrafão como pode ser visto.
Os fundamentos do basquetebol são considerados como aspectos técnicos e caracterizam-se por passes, dribles, arremessos, rebotes, marcação e deslocamento (manejo de corpo com ou sem a bola). Sua correta execução proporciona ao atleta um melhor rendimento, obtendo destaque frente aos outros, e praticando o esporte de forma mais natural (Guarizi, 2007; Ferreira e Rose Jr, 1987, apud Batista, 2014).
Para Batista (2014), ao praticar o Basquetebol nas escolas, os educandos possuem a oportunidade de obter a aprendizagem motora, além de experimentar o esporte, que muitas vezes não são aprofundados por diversos motivos como falta de formação, material e espaço adequado e conhecimento profundo sobre as fases de desenvolvimento do seu humano. E o basquete, junto com o lúdico, utilizado na educação básica de forma planejada, organizada e sistematizada, torna-se um instrumento pedagógico com grande importância no processo de aprendizagem dentro da Educação Física Escolar (Andrade; Santana, 2013, apud Batista, 2014).
A ludicidade nos jogos prioriza estimular a curiosidade dos educandos, a busca por estimulação cognitiva dos educandos está relacionada a maneira que a interação entre os times.
Para Severino et al. (2014), a pensar no basquetebol como conteúdo presente nas aulas de Educação Física e quanto ao papel desempenhado pela escola no contexto da prática esportiva, Kanters et al. (2012, apud Severino et al., 2014) afirmam que esta é vista como a principal instituição para promover o contato dos jovens com o esporte, já que se faz presente em praticamente todas as comunidades, a frequência é obrigatória e, além disso, há quase sempre a assistência de professores especializados. No mesmo contexto, Dudley et al. (2012, apud Severino et al., 2014) lembram que as escolas são reconhecidas como as instituições mais utilizadas e com o menor custo para a promoção de atividades físicas.
Marques (2004, apud Severino et al., 2014) observa que a prática esportiva nas aulas de Educação Física em Volta Redonda representa uma possibilidade de renovação da educação, a partir do instante em que a quebra de rotina concede à escola o dinamismo e o prazer indispensáveis à atividade. Sobre isso, Booth (2009, apud Severino et al., 2014) afirma que, ao se perceber, principalmente, a complexidade do prazer, é na prática do movimento que a prática esportiva se torna mais evidente.
Para Severino et al. (2014), a escolha da modalidade basquetebol deve-se também ao seu importante papel na sociedade mundial e brasileira, onde a relação dessa modalidade com as vivências do esporte na saúde e no lazer alcança tantos seus praticantes como apreciadores. Além disso, o conhecimento sobre o esporte permite a ampliação do olhar sobre diferentes aspectos e práticas do cotidiano, como, por exemplo, o basquetebol de rua, o basquetebol em cadeira de roda.
A Educação Física, a partir das ações do professor, pode oportunizar um primeiro contato com o basquetebol e, talvez, iniciar naquele momento uma grande identificação do aluno com a modalidade. Não o fazer, segundo Vianna e Lovisolo (2009, apud Severino, et al., 2014), torna-se um equívoco, mesmo a considerar as incoerências e inadequações presentes no esporte em geral.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O Basquete como visto anteriormente é uma modalidade esportiva que adentrou no Brasil em 1891 com o objetivo de ser um esporte competitivo por grupos rivais em ambientes fechados e aos poucos foi ganhando espaço como nos EUA, saindo das ruas e periferias e adentrando a Educação, além de ser uma das modalidades esportivas, que envolve participação simultânea de todos os participantes. O Basquete é um esporte que envolve a todos que estão em ação, um jogo em equipe e busca vencer o jogo ao final de forma competitiva.
Os documentos oficiais de Educação como apresentados abordam a Educação Física como área da Linguagem e trabalha com competências e habilidades adquiridas e trabalhadas dos educandos sempre em busca de bem-estar, lazer, disciplina e saúde.
O objetivo geral da pesquisa era conceituar e contextualizar o Basquete como prática desportiva nas escolas de Volta Redonda no estado do Rio de Janeiro e como objetivos específicos apresentar o currículo oficial da Educação Física no estado do Rio de Janeiro no âmbito escolar como documento orientador normativo na Educação nas escolas de Volta Redonda, evidenciando a dialogicidade entre documentos e a prática.
A pesquisa de caráter qualitativo teve grande importância em relação a reflexão sobre o problema levantado e tende a beneficiar estudiosos sobre o tema, assim como a população envolvida, sempre em busca de novos estudos.
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