Desafios na implementação das normas de segurança em eventos de grande porte

CHALLENGES IN IMPLEMENTING SAFETY STANDARDS IN LARGE EVENTS

RETOS EN LA IMPLEMENTACIÓN DE ESTÁNDARES DE SEGURIDAD EN GRANDES EVENTOS

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/166DAA

DOI

doi.org/10.63391/166DAA

Filho, Antonio Edilson Cavalcante. Desafios na implementação das normas de segurança em eventos de grande porte. International Integralize Scientific. v 5, n 50, Agosto/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

O presente artigo adotou como tema os desafios na implementação das normas de segurança em eventos que possuem grande porte. O objetivo foi o de demonstrar como os organizadores desses eventos, como shows, por exemplo, nem sempre se atentam a esses detalhes da segurança. A metodologia adotada foi a pesquisa de cunho bibliográfico. A fundamentação adotou fatores como os protocolos de segurança, que representam um componente fundamental e que deve ser seguido à risca em eventos dessa magnitude, assim como existem organizadores que tentam economizar recursos, deixando de contratar a quantidade de profissionais correta para esse tipo de situação. O artigo visou promover uma reflexão com relação aos cuidados que se fazem necessários, a fim de assegurar condições mínimas, a fim de que esses eventos ocorram de uma maneira minimamente qualificada. Nas considerações finais, os leitores podem observar de uma maneira clara, como a ação dos profissionais que atuam no corpo de bombeiros é absolutamente fundamental nesses eventos de grande porte.
Palavras-chave
eventos; normas; condições; ambientes.

Summary

This article has adopted as its theme the challenges in implementing safety rules in large-scale events. The objective was to demonstrate how the organizers of these events, such as concerts, for example, do not always pay attention to these safety details. The methodology adopted was bibliographic research. The justification adopted factors such as safety protocols, which represent a fundamental component and must be strictly followed in events of this magnitude, as well as there are organizers who try to save resources by failing to hire the correct number of professionals for this type of situation. The article aimed to promote reflection regarding the care that is necessary in order to ensure minimum conditions, so that these events occur in a minimally qualified manner. In the final considerations, readers can clearly observe how the action of professionals who work in the fire department is absolutely fundamental in these large-scale events.
Keywords
events; standards; conditions; environments.

Resumen

Este artículo aborda los desafíos de la implementación de las normas de seguridad en eventos de gran envergadura. El objetivo fue demostrar cómo los organizadores de estos eventos, como conciertos, no siempre prestan atención a estos detalles de seguridad. La metodología adoptada fue una investigación bibliográfica. La justificación se basó en factores como los protocolos de seguridad, que representan un componente fundamental y deben seguirse estrictamente en eventos de esta magnitud, así como en la existencia de organizadores que intentan ahorrar recursos al no contratar el número adecuado de profesionales para este tipo de situaciones. El artículo buscó promover la reflexión sobre la atención necesaria para garantizar las condiciones mínimas necesarias para que estos eventos se lleven a cabo de forma mínimamente cualificada. En las consideraciones finales, se puede observar claramente cómo la actuación de los profesionales que trabajan en el departamento de bomberos es absolutamente fundamental en estos eventos de gran envergadura.
Palavras-clave
eventos; normas; condiciones; entornos.

INTRODUÇÃO

O presente artigo adotou como tema os desafios na implementação das normas de segurança em eventos que possuem grande porte, a maneira como existem um conjunto de fatores que necessitam ser levados em consideração, para que os ambientes que serão ocupados por uma quantidade elevada de pessoas, possam apresentar segurança a todos.

O objetivo foi demonstrar como os organizadores desses eventos, como shows, por exemplo, nem sempre se atentam a esses detalhes da segurança e nesse sentido é onde acabam ocorrendo diversas tragédias, que podem ser observadas ao longo do globo terrestre, inclusive no Brasil.

A metodologia adotada foi a pesquisa de cunho bibliográfico, tendo sido realizadas diversas consultas em publicações e obras de autores renomados e que muito contribuíram com o desenvolvimento desse tema específico.

A escolha do tema se justifica pela necessidade de se prevenir graves problemas, que é algo completamente passível de acontecer em eventos de grande porte, até pela quantidade de pessoas que se encontram envolvidas, além das construções e espaços destinados a aplicação de recursos que envolvem grande potencial energético, e que verdadeiramente podem colocar em risco a integridade física das pessoas em algum momento.

A fundamentação adotou fatores que podem ser considerados como fundamentais para a segurança de todos os presentes, como, por exemplo, os protocolos de segurança, que representam um componente fundamental e que deve ser seguido a risca em eventos dessa magnitude, assegurando condições de segurança para todos os presentes, minimizando a possibilidade de ocorrer algum problema que leve a alguma situação caótica, do mesmo modo existe o outro viés,  uma vez que, existem organizadores que tentam economizar recursos, deixando de contratar a quantidade de profissionais correta para esse tipo de situação. 

O artigo visou promover uma reflexão com relação aos cuidados que se fazem necessários e que exigem profissionais qualificados em prol da sua execução, a fim de assegurar condições mínimas, a fim de que esses eventos ocorram de uma maneira minimamente qualificada. 

Nas considerações finais, os leitores podem observar de uma maneira clara, como a ação dos profissionais que atuam no corpo de bombeiros é absolutamente fundamental nesses eventos de grande porte, uma vez que, são os trabalhadores especialistas nesses ambientes e que detém todo o conhecimento técnico, para que possíveis problemas possam ser evitados e possibilitando uma maior segurança a todo o grande público.

 

DESENVOLVIMENTO

Quando se trata de eventos de grande porte, passa a haver uma possibilidade muito maior, para que problemas de elevada complexidade possam existir, uma vez que, riscos são muito maiores.

E justamente pensando nisso, é que existem normas de segurança, protocolos que devem ser obedecidos de uma maneira régia, a fim de que se minimize as possibilidades de algum grande problema possa ocorrer.

Algo que pode ser mensurado a partir do momento em que existe a necessidade de um profissional que atua no corpo de bombeiros necessita emitir um laudo técnico, a fim de que essa práxis possa ser desenvolvida, um trabalho de extrema importância e que necessita de um período de tempo considerável a fim de que possa ser colocado em prática (Zanella, 2006).

Em um primeiro momento, é preciso dizer que deve haver todo um planejamento, a fim de que um evento de grande porte possa ser realizado, não se trata de algo que possa ser colocado em prática em curto período de tempo, dependendo de muitos fatores a fim de que possa ser ofertado um veredito, de que o ambiente se encontra adequado e em condições de abrigar atividade.

O profissional que irá emitir o laudo técnico possui uma grande responsabilidade e essa é uma questão que necessita ser levada em consideração, uma vez que, a partir do momento em que algo saia errado nesse ambiente, a responsabilidade recairá sobre quem emitiu esse documento.

Justamente por essa razão, é fundamental que seja um profissional que detenha vasto conhecimento e experiência, afinal de contas, se trata de um momento de alto risco, pelo elevado número de pessoas, nessa tocante, o bombeiro responsável pela emissão desse laudo, verdadeiramente necessita levar em consideração uma série de detalhes (Zanella, 2006).

Com amplo destaque para o aparato estrutural, essa é uma questão de extrema importância, o profissional deverá observar de uma maneira clara principalmente com relação a capacidade de público desse ambiente, e essa questão pode ser considerada como uma das mais complexas.

Acima de tudo, quando se trata de ambientes fechados, essa é uma questão que necessita ser explicada de uma maneira mais coesa, uma vez que, trata-se de um ambiente que possui as suas limitações físicas, no entanto, o principal fator que dificulta a elaboração do laudo técnico por parte dos bombeiros é justamente os responsáveis pela organização do evento.

Por se tratar de pessoas que realizam investimentos de grande valor, esses desejam que os espaços onde os eventos de grande porte ocorrerão, contem com o maior público possível, justamente para que a sua lucratividade seja maior, ou seja, certamente que existe a questão econômica fortemente envolvida.

O responsável pelo evento, em diversos momentos, argumenta com o profissional que está realizando as inspeções, antes de emitir o laudo técnico, a possibilidade de haver mais pessoas, por mais que seja um número um pouco maior do que a capacidade atestada do local (Costa, 2016).

Não é à toa que se pode observar de uma maneira tão clara, casas de shows com pessoas que não tem nem sequer espaço para se locomoverem, o que representa um erro crasso e que pode colocar em risco a integridade física de todas as pessoas que se encontram inseridas nesse ambiente.

O bombeiro observa esse detalhe, ou seja, o fato de as pessoas terem espaço para se locomoverem, principalmente em relação a saída de emergência, evitando que as pessoas se aglutinem no momento de terem que deixar esse local, sobretudo, se ocorrer algum problema grave.

Como, por exemplo, a possibilidade de haver algum incêndio, um problema extremamente grave, uma vez que, pode causar uma destruição muito alta e levar a óbito uma grande quantidade de pessoas, partindo desse pressuposto, o responsável pela elaboração do laudo técnico, já reflete sobre essa possibilidade, sobre a facilidade ou não que as pessoas que se encontram nesse ambiente de deixarem o local rapidamente (Costa, 2016).

Com efeito, quanto maior o número de pessoas, que é justamente o que acaba ocorrendo em eventos de grande porte, maiores serão as possibilidades de essas deixarem o local em caso de incêndio, é justamente por essa razão, que o profissional responsável pela elaboração do laudo técnico, estabelece um público menor.

O que em diversos casos, acaba desagradando o contratante, afinal de contas, para essas pessoas, é sempre muito improvável que algum problema de grande porte aconteça e mais do que isso, sua preocupação nem sempre é com o bem estar do seu público, por esse motivo, não se trata de algo incomum que profissionais simplesmente deixem de assinar esse laudo técnico, afinal de contas, sabem dos riscos que existem e não podem assumir tal responsabilidade (Getz, 2020).

Também existem outras preocupações que necessitam serem levadas em forte consideração, como, por exemplo, a fiação, que é extremamente exigida em locais que contarão com um público de grande porte, inclusive, com a possibilidade de as mesmas entrarem em curto.

Não são poucos os lugares que contam com uma fiação que se apresenta como extremamente velha e que necessitam serem substituídas, o que também representa uma forte preocupação, e que verdadeiramente se justifica.

Uma vez que, pode ocorrer problemas relacionados aos materiais que são usados, explicando melhor, em eventos de grande porte, sempre existe a possibilidade de se contar com uma atração internacional, o que para o público e organizador, representa um componente de suma importância (Getz, 2020).

No entanto, é bem possível que esses materiais trazidos por atrações internacionais, e que podem ser considerados como mais modernos, passem a ter problemas na adaptação com a fiação local, e por esse motivo, o bombeiro responsável pela elaboração do laudo técnico, pode exigir a sua substituição.

Algo que também não é bem visto por aqueles que gerenciam a organização, uma vez que, se trata de uma carga de investimentos a mais que necessitam serem idealizados, reduzindo os lucros do contratante, o grande problema, é que no Brasil, não existe um número elevado de locais especializados no recebimento de grandes atrações, o que acaba limitando muito as escolhas desses contratantes.

Nesse sentido, é muito comum que os locais escolhidos para a realização desses show ou eventos de grande porte, sejam os locais a céu aberto, que verdadeiramente apresentam um nível de segurança muito maior para o público, com amplo destaque para os estádios de futebol (Morgan, 2024).

Espaço que necessita ser contemplado como positivo, não somente ao profissional responsável pela elaboração do laudo técnico, como também para o grande público, uma vez que, o êxodo do local quando ocorre algum tipo de problema, pode ocorrer em um período de tempo menor, fator responsável por salvar muitas vidas.

Organizar eventos de grande porte, como shows, festivais, jogos esportivos ou manifestações públicas, exige muito mais do que cuidar da estrutura física e da programação, é fundamental que haja todo um suporte estrutural para que isso aconteça (Santos Filho, 2012). 

Um dos maiores desafios está justamente na implementação das normas de segurança, que muitas vezes esbarram em fatores práticos, burocráticos e até culturais. A começar pela necessidade de cumprir uma série de exigências legais que variam entre os níveis municipal, estadual e federal, o que exige uma articulação constante com órgãos públicos, como bombeiros, polícias, vigilância sanitária e defesa civil. 

Esse processo nem sempre é simples: os prazos são apertados, a comunicação entre os órgãos pode ser falha e, em muitos casos, o promotor do evento ainda enfrenta interpretações diferentes das normas, o que gera confusão e atraso.

Outro obstáculo significativo está na logística. Quando se fala em segurança, muita gente pensa apenas na presença de seguranças privados ou da polícia, mas a verdade é que isso vai muito além (Mellow, 2012). 

É preciso prever rotas de fuga eficientes, garantir acessibilidade, planejar entradas e saídas para evitar aglomerações perigosas, organizar o controle de multidões e ainda pensar em situações de emergência, como incêndios, brigas ou desmaios. 

Tudo isso exige profissionais bem treinados, equipamentos adequados e um sistema de comunicação interna eficaz – e nem sempre os organizadores conseguem reunir tudo isso com o orçamento disponível. Muitas vezes, cortam-se custos em áreas cruciais da segurança para priorizar outras demandas do evento, o que coloca em risco a integridade do público e da equipe envolvida.

Além disso, um desafio que poucos mencionam, mas que faz muita diferença, é a própria colaboração do público. De nada adianta investir em toda a infraestrutura necessária se as pessoas não respeitam orientações básicas, como seguir sinalizações, manter a calma em situações críticas ou evitar o consumo excessivo de álcool (Mellow, 2012). 

A conscientização coletiva é uma peça-chave que nem sempre recebe a atenção devida. Faltam campanhas educativas específicas para grandes eventos, e muitas vezes o comportamento de parte do público acaba sobrecarregando os profissionais de segurança, que precisam agir mais como mediadores de conflitos do que como agentes de proteção (Morgan, 2024).

Por fim, há o fator imprevisibilidade, que sempre deve ser considerado. Por mais que se planeje, eventos dessa natureza envolvem milhares – às vezes centenas de milhares – de pessoas, e basta uma falha de comunicação, um problema técnico ou uma reação em cadeia para transformar um ambiente seguro em uma situação de alto risco. 

Por isso, mais do que cumprir protocolos, é fundamental criar uma cultura de segurança integrada entre organização, autoridades e público. Isso requer tempo, investimento e, principalmente, a consciência de que segurança não é um detalhe burocrático, mas o coração do sucesso de qualquer grande evento.

Outro ponto que merece atenção é o treinamento das equipes envolvidas. Em eventos de grande porte, a segurança não é responsabilidade apenas dos seguranças contratados. Os próprios atendentes, produtores, recepcionistas, equipes de limpeza e até fornecedores precisam estar minimamente preparados para identificar riscos, saber como agir em situações de emergência e comunicar problemas de forma rápida e eficiente (Goldblatt, 2020). 

No entanto, o que se vê com frequência é a contratação de mão de obra temporária, sem o devido preparo. Muitas dessas pessoas acabam sendo jogadas em meio ao evento sem saber como proceder diante de uma evacuação, de um tumulto ou mesmo de uma emergência médica. Esse despreparo, por menor que pareça, pode ser determinante em uma situação crítica, onde cada segundo conta e cada atitude pode fazer a diferença entre o controle e o caos.

Um desafio invisível, mas muito real, é a pressão econômica e política que costuma rondar os bastidores desses grandes eventos. Organizadores muitas vezes se veem pressionados por patrocinadores, autoridades locais ou pelo próprio calendário de execução para reduzir custos, acelerar prazos ou simplificar processos. 

E, infelizmente, a segurança é um dos primeiros setores a sentir esses cortes. Em vez de contratar equipes experientes, opta-se por terceirizações mal planejadas; em vez de realizar simulações e testes práticos, confia-se apenas no papel. Quando tudo corre bem, ninguém nota – mas quando algo dá errado, os prejuízos são enormes, tanto em termos de imagem quanto de vidas humanas. Essa cultura de apagar incêndios, em vez de preveni-los, ainda está muito presente no Brasil, o que revela uma falta de maturidade institucional na forma como lidamos com o tema da segurança em eventos (Benett, 2011, p. 77).

Também é importante lembrar que, com o avanço da tecnologia, surgem novas possibilidades e também novas exigências. Hoje, sistemas de reconhecimento facial, drones de monitoramento, câmeras de alta definição e softwares de gestão de público são recursos que podem – e deveriam – ser utilizados para melhorar a segurança. 

No entanto, a aplicação prática dessas tecnologias ainda é limitada, seja por falta de conhecimento técnico, de investimento ou mesmo de regulamentação adequada. Muitos organizadores têm receio de adotar tecnologias novas por não saberem como isso pode impactar juridicamente ou porque temem reações negativas do público em relação à privacidade. É um campo cheio de potencial, mas que ainda precisa ser desbravado com cuidado e responsabilidade.

Por fim, não se pode esquecer que segurança também é inclusão, o que representa uma questão de extrema importância e que necessita ser levado em consideração por parte dos organizadores, ainda que eventos de grande porte, as pessoas que possuem necessidades especiais geralmente optam por não irem a esses ambientes, justamente pelas dificuldades que existem (Bennett, 2011).

Um evento seguro é aquele que garante condições dignas para todos, o que representa um componente de extrema importância, principalmente voltada a permanência de pessoas com deficiência, idosos, crianças, gestantes, pessoas em situação de vulnerabilidade social ou emocional. 

Muitas vezes, os protocolos de segurança são pensados de forma padronizada, sem levar em conta a diversidade do público, o que acaba se tornando uma dificuldade a mais para a aplicação de normas de segurança que devem ser consideradas como fundamentais para todo o grande público. 

A avaliação de segurança em eventos é um processo crítico que visa identificar, analisar e mitigar os riscos associados à realização de eventos. Esse processo deve ser realizado de maneira sistemática e abrangente, levando em conta as particularidades de cada evento, bem como o ambiente em que ele será realizado. Para isso, é fundamental a implementação de ferramentas de avaliação que possibilitem medir a eficácia das estratégias de segurança adotadas, além de fornecer insights valiosos que contribuam para a melhoria contínua (Santos Filho, 2012, p. 43).

Falta sensibilidade na hora de planejar os acessos, os banheiros, os pontos de apoio médico e psicológico, e até na comunicação visual, que muitas vezes não contempla pessoas com baixa visão ou dificuldades cognitivas. Segurança, nesse sentido, não é apenas proteção contra riscos imediatos, mas também acolhimento, respeito e cuidado com cada indivíduo presente.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente artigo destacou como existem uma série de dificuldades, para que as normas de segurança, bem como os protocolos de uma maneira geral, principalmente por parte dos organizadores, que na grande maioria das vezes, se preocupam muito mais com os lucros do que com o bem estar dos frequentadores.

Quanto aos protocolos de segurança, as normas existentes são absolutamente claras e se mostram capazes de realizarem um impacto absolutamente positivo, evitando que uma série de problemas aconteça.

Eventos de grande porte, até pelo público que o mesmo abarca, tende a apresentar uma série de riscos, incêndios, problemas relacionados ao comportamento do público, ingestão de bebidas, enfim, por essa razão se justifica uma série de cuidados tão intensos nesse sentido, tanto que se faz necessário a presença de profissionais do corpo de bombeiros, para que possa ser emitido um laudo técnico que permita a práxis.

Quanto aos organizadores, é uma questão de extrema importância que os mesmos passem a se preocupar de uma maneira mais intensa com a adoção de um planejamento mais específico, e que possa haver um tempo hábil, para que possíveis ações de mudanças, possam serem colocadas em prática.

Principalmente quando se trata de shows, onde o comportamento do público é praticamente imprevisível, e mais do que isso, nunca se sabe ao certo os problemas que podem ser ocasionados por ele.

Com efeito, a implementação eficaz das normas de segurança em eventos de grande porte vai muito além do simples cumprimento de exigências legais; ela envolve planejamento integrado, investimento contínuo, capacitação de equipes, uso inteligente da tecnologia e, sobretudo, uma mudança de mentalidade por parte de organizadores, autoridades e público em geral.

É preciso entender que segurança não é um obstáculo à realização do evento, mas uma condição essencial para que ele aconteça de forma responsável e sustentável para todos os que se encontram inseridos.

Somente com esse olhar mais amplo e comprometido será possível garantir não apenas a proteção física das pessoas, mas também a qualidade da experiência que esses eventos devem proporcionar.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BENNETT, L. Risk-Based decision making for blood safety. Transfusion Medicine Reviews, v. 25, n. 4, p. 267-292, 2011.

COSTA, A. Marketing Promocional. São Paulo: Atlas, 2016.

GETZ , D. Explore Wine Tourism: Management, Development and Destinations, 2020.

GOLDBLATT, J. J. The Art and Science of Modern Event Management. Londo, Wiley & Sons, Incorporated, 2020.

MELLOU, K. Detection and management of a norovirus gastroenteritis outbreak, Special Olympics World Summer Games, Greece, June 2011. International Journal of Public Health and Epidemiology, v. 1; n. 2, p. 5, 2012.

MORGAN, D. Na outbreak of Campylobacter infection associated with the consumption of unpasteurized milk at a large festival in England. European Journal of Epidemiology, v. 10, p. 581-585, 2024.

SANTOS FILHO, E. Grandes eventos: conceitos e metodologias – Notas de Aula da Pós-graduação. Salvador, 2012.

ZANELLA, L. Manual de organização de eventos: planejamento e operacionalização.São Paulo: Atlas, 2006.

Filho, Antonio Edilson Cavalcante. Desafios na implementação das normas de segurança em eventos de grande porte.International Integralize Scientific. v 5, n 50, Agosto/2025 ISSN/3085-654X

Referencias

Vivian Caroline Coraucci.
BAILEY, C. J.; LEE, J. H.
Management of chlamydial infections: A comprehensive review.
Clinical infectious diseases.
v. 67
n. 7
p. 1208-1216,
2021.
Disponível em: https://academic.oup.com/cid/article/67/7/1208/6141108.
Acesso em: 2024-09-03.

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n. 50
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