Práticas mindfulness aplicáveis a educação infantil

MINDFULNESS PRACTICES APPLICABLE TO EARLY CHILDHOOD EDUCATION

PRÁCTICAS DE MINDFULNESS APLICABLES A LA EDUCACIÓN INFANTILE

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/16F1C2

DOI

doi.org/10.63391/16F1C2

Brisola, Amanda Andrade. Práticas mindfulness aplicáveis a educação infantil. International Integralize Scientific. v 5, n 50, Agosto/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

Neste artigo, trata-se de uma proposta científica, secular e pragmática de implementação de mindfulness para a primeira infância (2 a 6 anos), apoiada por descobertas recentes nos campos da neurociência, psicologia do desenvolvimento e educação. Uma revisão de literatura e exemplos de pesquisas sobre práticas educacionais demonstram como estratégias básicas (por exemplo, respiração consciente, escuta ativa, movimento/exercício, experiências sensoriais) apoiam a autorregulação, função executiva, comportamento pró-social, qualidade do sono e bem-estar geral. O texto também oferece orientações educativas para educadores, diretores (gestores escolares) e de que forma guiar tais práticas respeitando o desenvolvimento infantil com ética, coerência e respeito pela prática. Com base em investigações empíricas mais recentes e revisões sistemáticas, propomos aqui que o mindfulness em crianças não é nem uma prática reificada nem um pacote educacional amalgamado, mas sim se destaca como uma mudança pedagógica: fundamentada na presença, escuta e no cuidado mútuo.
Palavras-chave
educação infantil; consciência; autorregulação.

Summary

This article presents a scientific, secular, and pragmatic proposal for the implementation of mindfulness practices in early childhood (ages 2 to 6), grounded in recent findings from neuroscience, developmental psychology, and education. Based on a review of the literature and empirical research on educational practices, it highlights the benefits of simple strategies—such as mindful breathing, active listening, body movement, and sensory experiences—in supporting self-regulation, executive function, prosocial behavior, sleep quality, and overall well-being. The text also offers educational guidelines for teachers and school leaders, emphasizing how to facilitate such practices ethically and developmentally appropriately. Drawing on recent empirical investigations and systematic reviews, we argue that mindfulness in childhood is neither a reified practice nor a standardized educational package, but rather emerges as a pedagogical shift grounded in presence, attentive listening, and mutual care.
Keywords
early childhood education; awareness; self-regulation.

Resumen

Este artículo presenta una propuesta científica, laica y pragmática para la implementación de prácticas de mindfulness en la primera infancia (de 2 a 6 años), fundamentada en hallazgos recientes de la neurociencia, la psicología del desarrollo y la educación. A partir de una revisión de la literatura y del análisis de investigaciones empíricas sobre prácticas educativas, se evidencian los beneficios de estrategias simples —como la respiración consciente, la escucha atenta, el movimiento corporal y las experiencias sensoriales— en el apoyo a la autorregulación, la función ejecutiva, el comportamiento prosocial, la calidad del sueño y el bienestar general. El texto también ofrece orientaciones educativas para docentes y gestores escolares, subrayando cómo guiar dichas prácticas de manera ética y adecuada al desarrollo infantil. Con base en investigaciones empíricas recientes y revisiones sistemáticas, proponemos que el mindfulness en la infancia no debe entenderse como una práctica reificada ni como un paquete educativo estandarizado, sino como un cambio pedagógico fundamentado en la presencia, la escucha atenta y el cuidado mutuo.
Palavras-clave
educación Infantil; conciencia; autorregulación.

INTRODUÇÃO

A Educação Infantil é a primeira etapa da educação básica que, por abranger uma fase com intensas mudanças neurobiológicas e socioemocionais, mantém características únicas. Nessa fase, o cérebro das crianças está se desenvolvendo rapidamente e consolidando conexões sinápticas básicas para cognição, linguagem, afetividade, percepção e controle inibitório (Shonkoff et al., 2012). O uso de práticas baseadas em mindfulness desde esse período tem um grande potencial para melhorar a autorregulação emocional, foco de atenção e relações pessoais mais empáticas; todos, aspectos-chave do desenvolvimento infantil (Zelazo; Lyons, 2012T). 

Mindfulness, introduzido pela primeira vez por Kabat-Zinn (2003), é o ato de prestar atenção intencionalmente ao momento presente e fazê-lo sem julgamento. Reinterpretada em pedagogias laicas e científicas para crianças e professores, essa tradição encontra sua transposição para o campo educacional. 

As práticas contemplativas na Educação Infantil estão ganhando popularidade como uma nova dimensão, mesmo levando em consideração as pequenas doses diárias de exercícios de mindfulness e ludicidade — apresentam grandes efeitos positivos no comportamento, aspectos do sono e atenção, e até mesmo no funcionamento executivo — a literatura internacional indica como influência as crianças pequenas como podemos notar estudo conduzido por Li et al. (2019). Assim, este artigo visa reunir e sistematizar práticas de mindfulness cientificamente baseadas que podem ser adaptadas para o ambiente educacional brasileiro, considerando os aspectos muito importantes de laicidade, adequação etária e consistência com a intencionalidade pedagógica.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA E CIENTÍFICA

O desenvolvimento da função executiva — incluindo habilidades precursoras como atenção sustentada, controle inibitório e flexibilidade cognitiva que começam a ser observadas na primeira infância — é extremamente sensível ao ambiente (Diamond, 2013). Intervenções de mindfulness realizadas regularmente e mediadas didaticamente mostraram uma forte melhoria nessas funções, especialmente aquelas realizadas com crianças entre 4–6 anos (Napoli et al., 2005; Zelazo; Lyons, 2012). Os efeitos parecem estar relacionados a mudanças nos sistemas neurais centrados no córtex pré-frontal dorsolateral, que servem ao planejamento, tomada de decisão e inibição de impulsos. Além disso, práticas contemplativas estimulam a ativação do sistema parassimpático, promovendo estados de bem-estar e serenidade (Goldin et al., 2013).

Um programa de cinco dias com sessões diárias de mindfulness (30 minutos cada) também aumentou as habilidades motoras finas e comportamentos pró-sociais quando comparado à programação regular, conforme observado por professores e cuidadores de crianças de 4 a 5 anos, embora não tenha mostrado impacto significativo na resiliência a curto prazo (Razza, R. A., Bergen‑Cico, D., & Raymond, K. 2015)

Foi possível identificar um maior número de revisões sistemáticas em inglês sobre a prática de mindfulness e yoga em pré-escolas; essas revisões sugerem que há uma melhoria na atenção, comportamento social, autorregulação emocional e flexibilidade cognitiva quando os programas têm duração igual ou superior a seis semanas (Embong et al., 2021). Além disso, práticas como movimentos meditativos e consciência da respiração mostraram-se benéficas para a qualidade do sono. Um estudo longitudinal com crianças em risco mostrou um aumento no tempo de sono em média de 74 minutos por noite ao longo de oito semanas a partir da prática padrão em sala de aula (Stanford et al., 2022).

A implementação de práticas de mindfulness nas escolas impacta adicionalmente o clima escolar, incentivando dinâmicas mais empáticas e autorreguladas entre educadores e alunos. No artigo, os resultados de um estudo realizado com professores de educação infantil confirmam esses aspectos positivos. Jennings ilustrou que manter essa prática ativa de fato reduziu os níveis de estresse, tornando o professor mais emocionalmente disponível para a criança, garantindo maior bem-estar na interação. 

A introdução de práticas de mindfulness também afeta o clima escolar, promovendo interações mais empáticas e reguladas entre educadores e alunos. Jennings (2015), em estudo com professores da educação infantil, demonstrou que a prática regular de mindfulness por docentes reduziu níveis de estresse e aumentou a responsividade emocional com as crianças, contribuindo para um ambiente mais seguro e afetivo.

EDUCAÇÃO INFANTIL NA ATENÇÃO PLENA SECULAR

RESPIRAÇÃO CONSCIENTE

Uma linguagem adaptada para crianças a diferentes práticas de respiração tem se mostrado útil para a autorregulação emocional. Entre elas:

Respiração de balão: a criança coloca as mãos no abdômen e sente como o ar sobe ao inspirar e desce ao expirar. Perfeito para relaxar após eventos particularmente emocionantes.

Respiração de Dragão: inspire profundamente pelo nariz e expire lentamente pela boca com um som “ahhh”. Promove a liberação de tensão. Apesar de simples, são comprovadas neurofisiologicamente com suporte na ativação do nervo vago, diminuindo a frequência cardíaca e induzindo estados de calma (Porges, 2011).

ESCUTA ATENTA E CONDUÇÃO AO SILÊNCIO

Quanto mais cedo se começa a desenvolver habilidades de escuta ativa, mais provável é que essa pessoa construa:

Caça ao som: brincar com um objeto ou encontrar algo que faça barulho e conduzir o som para longe das crianças, pedir às crianças que adivinhem o que ouviram sem olhar para ele.

Sino em silêncio: tocar um sino e convidar as crianças a levantarem as mãos quando não puderem mais ouvir nenhum som. Ele ajuda a ouvir ativamente, a aumentar a concentração e a apreciar o silêncio como um componente da comunicação — Não apenas esperando a horanos de falar.

ATENÇÃO PLENA EM MOVIMENTO/IOGA SUAVE

Posturas de ioga adicionadas são integradas para promover equilíbrio entre corpo e mente, concentração também:

Posturas de Árvore, Borboleta e Estrela: feitas enquanto equilibrando; com respiração.

Caminhada consciente: caminhar mais devagar, com consciência de cada um de seus passos na terra; perceber quaisquer sons ou cheiros ao seu redor. Com base em revisões analíticas de estudos de Embong et al. (2021), apenas a mediação lúdica de tais práticas é boa o suficiente para ser eficaz, mesmo com crianças de três anos.

ATIVIDADES SENSORIAIS

Ferramentas de mindfulness, que oferecem à criança experiências táteis e visuais para trazer seu foco de volta ao momento presente;

Pote de relaxamento (pote de glitter): líquido de uma cor, de acordo com os sentimentos que são associados a essa cor e glitter dentro de um pote transparente, que é simplesmente agitado, respiração de balanço de cama.

Desenho Zen: Isso pode ser feito desenhando ou pintando com os olhos fechados, de preferência com música tranquila que seja experimental e muitas vezes envolve esfregar texturas fantasiosas nas cores.

NARRATIVAS E CÍRCULO DE GRATIDÃO

Contação de histórias com pausas deliberadas: Enquanto lê uma história, você para por algum tempo para respirar e pensar sobre como os personagens estão se sentindo.

Círculo de gratidão: Cada criança diz algo bom ou positivo sobre seu dia, construindo empatia e linguagem para emoções.

DIRETRIZES PARA IMPLEMENTAÇÃO PEDAGÓGICA

DURAÇÃO E FREQUÊNCIA

As práticas devem ser curtas e frequentes — começando com sessões de 3–5 minutos, e talvez progredindo para 10–15 minutos diários. Os resultados mostram que as intervenções para ter impacto precisam de 6 semanas de dose completa (Culotta et al., 2024; Embong et al., 2021).

TREINAMENTO DE PROFESSORES

A capacitação dos educadores é essencial para garantir a intencionalidade e a laicidade da prática. Programas como o “Zero to Three Toolkit” fornecem modelos de formação baseados em ciência, sem conotação religiosa (Zero to three, 2021).

ADAPTAÇÃO AO CONTEXTO

O repertório e o tempo das crianças devem ser respeitados em cada prática. O educador deve se certificar de mantê-lo descontraído e acolhedor podendo, por exemplo, Construir um espaço físico dentro da sua sala — como o “canto do relax” com almofadas e táteis, e diminuindo a luz.

Os registros devem ser observacionais e avaliações validadas como o SDQ (Strengths and Difficulties Questionnaire), para medir mudanças em atenção, regulação emocional e comportamento (Goodman, 1997).

A DISCUSSÃO: MINDFULNESS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

A implementação de ações de mindfulness na rotina da Educação Infantil não se reduz necessariamente a exercícios isolados, mas sim a uma forma de viver o tempo, o corpo e os outros. Elas aparecem como um caminho ético e compassivo que inclui escuta, atenção e querer o melhor para as crianças em sua totalidade. Este sistema é realmente importante hoje, quando a sociedade e certamente as infâncias também são muito rápidas. A superestimulação dessas crianças começou muito antes da escola, quando muitos recorriam a telas ou horários rigorosos, o que leva à agitação, ansiedade e baixos níveis de concentração. O mindfulness é uma forma de equilibrar isso e dar à criança espaço para pausar, reequilibrar no corpo e na emoção. Além disso, a inserção dessas práticas induz uma mudança postural nos professores, que passam a olhar para outras realidades com mais intencionalidade, paciência e presença nos dias acadêmicos. O mindfulness pode sustentar laços, agregar valor às trocas e ajudar a cultivar um ambiente escolar mais gentil e convidativo. Deve ficar claro, no entanto, que isso não deve ser interpretado como um método para controlar o comportamento ou impor disciplina. Deve enfatizar o cuidado, a escuta e o reconhecimento da subjetividade das crianças, respeitando seus tempos e modos de ser.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

As práticas laicas de mindfulness na Educação Infantil não devem ser vistas como qualquer dispositivo de estratégia pedagógica, mas sim baseadas em evidências no desenvolvimento abrangente de uma criança. Evidências de múltiplos estudos em diferentes culturas sugerem que elas provavelmente serão úteis no contexto brasileiro, mediando autorregulação, atenção, comportamento e bem-estar. Para isso, é muito importante que o treinamento de professores seja realizado e que espaços seguros sejam construídos, onde as crianças ouçam. Quando considerado como uma pedagogia em vez de uma mera técnica, o mindfulness tem grande potencial de transformação na vida de professores e alunos. O mindfulness ensina a sentir, ser e viver juntos com presença e empatia. No entanto, é uma maneira de as crianças conduzirem adultos cansados e relutantes a uma compreensão mais consciente, moral e em relação à educação ligada às necessidades da infância.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

DIAMOND, A. Executive functions. Annual Review of Psychology, v. 64, p. 135–168, 2013.

EMBONG, A. M.; SHAARI, A. S.; RAMLI, N. H.; SHAARI, H. Yoga and mindfulness among preschool children: A systematic review. Children and Youth Services Review, v. 131, p. 106295, 2021.

GOLDIN, P. R. et al. Mindfulness-based stress reduction (MBSR) and emotion regulation in social anxiety disorder. Emotion, v. 13, n. 1, p. 88–97, 2013.

GOODMAN, R. The Strengths and Difficulties Questionnaire: a research note. Journal of Child Psychology and Psychiatry, v. 38, n. 5, p. 581–586, 1997.

JENNINGS, P. A. Mindfulness for teachers: Simple skills for peace and productivity in the classroom. New York: W. W. Norton & Company, 2015.

KABAT-ZINN, J. Mindfulness-based interventions in context: Past, present, and future. Clinical Psychology: Science and Practice, v. 10, n. 2, p. 144–156, 2003.

LI, JING; LI, HAIJING; ZHANG, XIN; XUE, YING. Effects of a mindfulness-based intervention on children’s attention and executive function: evidence from a randomized controlled trial. Acta Psychologica Sinica, Beijing, v. 51, n. 9, p. 1033–1044, 2019. Disponível em: https://journal.psych.ac.cn/acps/EN/10.3724/SP.J.1041.2019.00324. Acesso em: 04 ago. 2025.

NAPOLI, M.; KRECH, P. R.; HOLLEY, L. C. Mindfulness training for elementary school students: The attention academy. Journal of Applied School Psychology, v. 21, n. 1, p. 99–125, 2005.

PORGES, S. W. The polyvagal theory: Neurophysiological foundations of emotions, attachment, communication, and self-regulation. New York: W. W. Norton & Company, 2011.

RAZZA, R. A., BERGEN‑CICO, D., & Raymond, K. (2015). Enhancing preschoolers’ self‑regulation via mindful yoga. Journal of Child & Family Studies, 24(2), 372–385.

SHONKOFF, J. P. et al. The lifelong effects of early childhood adversity and toxic stress. Pediatrics, v. 129, n. 1, p. e232–e246, 2012.

STANFORD, M.; LEE, R. M.; MILLER, M. D. Sleep gains from school-based mindfulness training in underserved youth: A longitudinal study. Mindfulness, v. 13, p. 1103–1115, 2022.

ZELAZO, P. D.; LYONS, K. E. The potential benefits of mindfulness training in early childhood: A developmental social cognitive neuroscience perspective. Child Development Perspectives, v. 6, n. 2, p. 154–160, 2012.

ZERO TO THREE. Mindfulness Toolkit for Early Childhood Educators. Washington, DC: Zero to Three, 2021.

Brisola, Amanda Andrade. Práticas mindfulness aplicáveis a educação infantil.International Integralize Scientific. v 5, n 50, Agosto/2025 ISSN/3085-654X

Referencias

Vivian Caroline Coraucci.
BAILEY, C. J.; LEE, J. H.
Management of chlamydial infections: A comprehensive review.
Clinical infectious diseases.
v. 67
n. 7
p. 1208-1216,
2021.
Disponível em: https://academic.oup.com/cid/article/67/7/1208/6141108.
Acesso em: 2024-09-03.

Share this :

Edição

v. 5
n. 50
Práticas mindfulness aplicáveis a educação infantil

Área do Conhecimento

Educação emocional na primeira infância: O alicerce para a resiliência na vida adulta
educação emocional; primeira infância; resiliência; terapia cognitivo-comportamental; disciplina positiva.
Gestão participativa e cultura democrática: Um estudo sobre os impactos da escuta ativa na tomada de decisões escolares
gestão participativa; cultura democrática; escuta ativa; tomada de decisão escolar; comunicação dialógica
Os caminhos do cérebro na primeira infância: Contribuições da neurociência para o processo de alfabetização
neurociência; aprendizagem infantil; alfabetização; emoção; plasticidade cerebral.
Jogos como ferramenta de alfabetização: A contribuição do programa recupera mais Brasil
jogos educativos; alfabetização; programa recupera mais Brasil.
Amor patológico, dependência afetiva e ciúme patológico: Uma revisão abrangente da literatura científica
amor patológico; dependência afetiva; ciúme patológico; comportamento; psicologia.
Formação e valorização docente: Pilares da qualidade educacional
formação docente; valorização profissional; qualidade da educação; políticas educacionais; condições de trabalho.

Últimas Edições

Confira as últimas edições da International Integralize Scientific

feat-jan

Vol.

6

55

Janeiro/2026
feat-dez

Vol.

5

54

Dezembro/2025
feat-nov

Vol.

5

53

Novembro/2025
feat-out

Vol.

5

52

Outubro/2025
Setembro-F

Vol.

5

51

Setembro/2025
Agosto

Vol.

5

50

Agosto/2025
Julho

Vol.

5

49

Julho/2025
junho

Vol.

5

48

Junho/2025