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Resumo
INTRODUÇÃO
No início dos anos 90 as instituições escolares vem sofrendo alterações tanto pedagogicamente quanto arquitetonicamente para que aconteça a inclusão de pessoas com alguma necessidade educacional especial. Sendo assim esses alunos vêm conquistando espaço dentro na rede pública de ensino regular, este tema vem sendo bastante discutido. Sabemos que a inclusão desses alunos não será somente uma implantação da sala de recurso nas escolas comuns. A inclusão deverá envolver toda uma sociedade e não somente a unidade escolar assim obtendo uma ação de todos , que os materiais disponíveis para os docentes consiga realizar as modificações na metodologia de ensino, com isso esses educandos consigam participar das aulas.
Quando nos referimos ao cidadão deficiente visual, a necessidade de uma ampliação referente às oportunidades que o mundo oferece acaba trazendo a preocupação na adoção de equipagens e auxílio que possam auxiliar no trabalho pedagógico. Tendo como foco a inserção desses educandos na escola pública de ensino este artigo irá reconhecer que a inclusão vem sendo oferecida a esta clientela deficiente visual a pesquisa deste trabalho irá buscar os seguintes objetivos:
Averiguar no acontece o suporte para os discentes com deficiência visual dentro da sala regular e dentro da sala de recurso;
Analisar os materiais e os recursos aplicados e quais poderão ser incluídos no levantamento do conhecimento dos alunos deficientes visuais.
COMPROVAÇÃO TEÓRICA
O ENSINO PARA DEFICIENTE VISUAL: EDUCAÇÃO ESPECIAL A EDUCAÇÃO INCLUSIVA
Neste presente artigo se dera seu início um resumo dentro da história ao que se refere às pessoas com deficiência visual. Conforme Bueno (2004) as pessoas com deficiência visual no século XVI e XVII não recebiam atendimento algum, muitos eram abandonados e sua vida era destinada à própria sorte ou mesmo jogados em asilos por seus próprios familiares. Eram poucos os deficientes visuais que se destacavam por conta da falta do convívio social e sua aprendizagem de conhecimentos eram limitados devido a deficiência.
Devido a progressão das escolas no continente europeu, haverá a necessidade da substituição da escrita na qual era baseado no sistema Hauy na qual as letras eram em relevo de metal na qual machucava os leitores ( Bueno, 2004).
O alfabeto era em relevo na qual acabava surgindo um novo alfabeto que era percebido através do tato do educando deficiente visual, essas letras eram gravadas em madeiras fundidas no chumbo ou mesmo recortadas como um papelão ( Jannuzzi, 2005).
Assim surgiu o método de Charles Barbier através do sistema militar em relevo utilizado na comunicação noturna muito utilizado por militares durante as guerras. Com o passar dos tempo esse método com o passar do tempo foi aperfeiçoado por Louis Braille e unificado no ano de 1950 durante a conferência internacional em Paris ( Bueno).
Já a educação inclusiva surgiu no Brasil durante o Império com a origem do Instituto dos Meninos Cegos, inaugurado no ano 1854 na cidade carioca do Rio de Janeiro, que hoje foi denominado outro nome: Benjamin Constant. Com a proclamação da República acaba ocorrendo uma expansão de três institutos no Rio de Janeiro e um em São Paulo. Com isso acaba surgindo duas tendências essenciais: a primeira é a inclusão da educação especial dentro de instituições filantrópicas- assistenciais e a outra é a sua privatização, na qual permanece durante toda sua história ( Bueno,2004).
Nos anos 30 e 40 acabam surgindo no Brasil mais nove instituições privadas, além da Fundação do Livro do Cego no Brasil, que seu trabalho se dá início na confecção de livros em braille além disso na formação de professores. Com o fim da Segunda Guerra Mundial acabam surgindo importantes serviços da educação especial, na qual oferecido pelo órgão responsáveis na qual e Secretarias Estaduais de Educação assim surgindo mais três novas entidades que tem como objetivo cunho filantrópico e os centros de reabilitação além das clínicas privadas.
Finalmente no ano de 1970 a educação especial acaba sendo incorporada nas propriedades educacionais de todo o país que forma as políticas de integração, dando a entender que os deficientes visuais podem se integrar em espaços não segregados, isso quer dizer eles poderiam estudar no mesmo ambiente escolar, porém em salas separadas (Bueno,2004).
Já nos anos 90, os inúmeros discursos referentes à educação inclusiva acabam sendo reiterados aos sistema de ensino, principalmente com as contribuições oferecidas com a Declaração de Salamanca na Espanha em 1996, as unidades escolares regular acaba sendo identificada como um locus prioritário para o atendimento educacional às pessoas com necessidade educacional( Bueno,2004).
Vale lembrar citar um artigo da referida declaração de Salamanca que afirma
que:
As crianças têm o direito essencial a uma educação e deve ser oferecida a oportunidade que possa atingir e manter seu nível adequado na aprendizagem;
As crianças em geral possuem características diferentes, interesses, habilidade e necessidade e suas aprendizagens são únicas (UNESCO,1994).
Além disso, o artigo 2º da resolução CNE/CEB nº 2 de 2001:
Os sistemas de ensino devem matricular todos os educandos, nas escolas na qual deverá se organizar para que possam atender esses educandos com necessidade educacional especial, assegurando as condições necessárias para uma educação de qualidade para todos e todas.
Karagiannis (1999) relata, por sua vez, que o ensino inclusivo será a prática da inclusão de todos os alunos, não importando o seu talento, deficiência, status e classe social ou mesmo a origem, seu aprendizado deverá ocorrer em salas comuns na qual suas necessidades deverão ser sanadas.
ALGUMAS CARACTERÍSTICAS DA DEFICIÊNCIA VISUAL
É comum, ao se referir à deficiência visual, o uso de expressões que indicam a impossibilidade total de enxergar. No entanto, segundo Conde (2005), embora o termo “cegueira” seja frequentemente utilizado, ele não está incorreto, pois abrange uma variedade de deficiências visuais que podem comprometer significativamente a realização de atividades cotidianas — inclusive levando à perda total da autonomia em algumas delas.
De acordo com as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), a deficiência visual pode ser classificada da seguinte forma, com base na orientação médica:
Cegueira por acuidade: Nesse caso significa que a visão do indivíduo é de 20/200 pés ou inferior, neste caso existe a correção através da utilização do uso de óculos. O indivíduo terá a habilidade de ver 20 pés ou 6.096 metros a olho normal em 200 pés ou 60,96 metros, isso quer dizer 1/10 ou menos a visão normal onde 1 pé é igual 30,48cm.
Cegueira por campo visual – nesse caso a pessoa terá um campo visual menor do que 10º da sua visão central, na qual terá a visão de um túnel.
Cegueira total ou “ sem percepção de luz”– será a ausência da percepção visual ou mesmo não consegue reconhecer a luz exposta diretamente nos olhos.
As pessoas com deficiência visual, conforme Masini (1993), estão divididas em dois grupos: o primeiro sãos os cegos não conseguem enxergar nada, mas e o segundo os indivíduos que têm visão subnormal tem que utilizar de métodos que aumenta as letras, neste caso não precisa utilizar o método Braille. Os dois grupos relatados acabam sendo separados pelo grau de acuidade visual, o deficiente visual irá possuir 20/200 de visão no melhor olho após uma correção e o portador de visão subnormal irá possuir 20/70 de visão.
Dentro do contexto escolar será muito importante reintegrar o caso da deficiência visual, isso porque muitos canais de contatos com estímulos ambientais e sociais está quase perdido, as consequências poderão causar atraso em seu desenvolvimento no esquema corporal na organização, identificar tais instrumentos, de pessoas, linguagem e de sua percepção de espaço tudo irá acabar influenciando no processo no ensino e aprendizagem (Bernardi ,2008).
A educação especial para pessoas com deficiência visual deve ser desenvolvida de forma transversal, utilizando os sentidos remanescentes que estejam preservados. Um exemplo é o tato, que pode ser explorado na leitura por meio do sistema Braille (Lazaro, 2005).
Sob esse viés, Caiado ( 2002) afirma que:
O aprendizado dos alunos com deficiência visual terá seu foco desenvolvido caso de um indivíduo embora que biologicamente esteja enredado nele a ausência da visão poderá ter sua limitação superada ao decorrer de sua prática pedagógica poderá atuar em seus sentidos remanescentes.
No ambiente escolar, de forma geral, os alunos com deficiência visual utilizam recursos específicos para realizar atividades de leitura e escrita. Um dos principais meios é o sistema Braille. Além disso, muitas vezes contam com o apoio de colegas que realizam a leitura de determinados conteúdos para eles.
É importante destacar o papel fundamental da sala de recursos e da presença de um profissional especializado em educação especial. Os estudantes com deficiência visual frequentam essa sala em horário oposto ao das aulas regulares, onde desenvolvem atividades específicas voltadas às suas necessidades, como a transcrição de textos e a adaptação de trabalhos solicitados pelos professores da sala regular (Montilha, 2006).
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Este artigo científico adota uma abordagem qualitativa, conforme destacam Lüdke e André (1986), com o objetivo de contribuir a partir das interpretações e significados dos dados coletados. A pesquisa parte da descrição dos fenômenos observados e segue um processo indutivo, com foco na observação direta do ambiente estudado e na análise das entrevistas realizadas com os estudantes.
A coleta de dados foi realizada em uma escola estadual localizada em um bairro de classe média alta da cidade de Campinas, no estado de São Paulo. A unidade escolar atende alunos do Ensino Fundamental II e da EJA (Educação de Jovens e Adultos). A escola possui uma sala de recursos multifuncional, destinada ao atendimento de alunos com necessidades educacionais especiais, oferecendo apoio educacional especializado no contraturno das aulas regulares.
Para alcançar os objetivos propostos, optou-se por realizar observações em sala de aula regular, bem como entrevistas estruturadas com cinco estudantes com deficiência visual. As entrevistas permitiram que os alunos se expressassem de forma espontânea, proporcionando uma compreensão mais profunda de suas experiências no ambiente escolar.
ANÁLISE DOS DADOS E DISCUSSÃO
Com base nos dados obtidos por meio das entrevistas com os estudantes, bem como nas observações realizadas tanto na sala de aula regular quanto na sala de recursos, a análise será organizada em dois temas principais: as características de cada um desses ambientes de ensino.
CARACTERIZAÇÃO DA SALA DE AULA
Ao observar o dia a dia na rotina da sala de aula regular, durante a aula de ciências, pode-se observar o desempenho dos cinco estudantes deficientes visuais. Pode-se notar que dos cincos estudantes pesquisados três deles utilizavam óculos, três educandos utilizam do sistema Braille e outros dois alunos utilizam do sistema de ampliação de letras. Uma das estudantes é considerada cega pedagogicamente, isso porque ela depende do sistema braille para se comunicar alfabeticamente. (Conde, 2005).
Os estudantes com deficiência visual participaram ativamente das aulas, juntamente com a colaboração dos demais colegas, pois quando o professor escreve a lição na lousa sempre tem algum aluno que acabam ditando a matéria que está sendo realizada.
Baseado na citação de Lázaro (2005), a educação inclusiva ao aluno deficiente visual terá a possibilidade por meio de seus sentidos remanescentes que no caso do aluno deficiente visual constituirá no tato. Com os discentes com baixa visão será apenas três, não utilizam óculos eles fazem da utilização de um caderno ampliado, na qual irá descrever com uma cedilha ou mesmo um lápis 6B, os demais utilizam do caderno comum, mas quando utilizam a leitura eles acabam se aproximando o caderno bem próximo aos olhos como relata um estudante diagnosticado com visão subnormal:
Bom! Eu tenho visão subnormal, porém eu consigo escrever num caderno normal. O acervo tradicional que os demais alunos utilizam? Eu consigo ele nesse caderno porém acabo colocando o caderno aí consigo ler, é a mesma coisa que acontece com os livros.( J.R.C)
Através da convivência com os educandos em sala de aula podemos observar alguns relatos que aconteceram dentro do ambiente comum da sala. Os formadores da sala de aula regular, pediram auxílio ao professor deste artigo científico, pois soube que frequentava a sala de recurso durante a realização do artigo científico.
Perante a educação inclusiva podemos averiguar o lado positivo nas aulas de ciências, com os educandos deficientes visuais pois foi elaborado um desenho do corpo humano e suas funções. A atividade realizada acabou chamando atenção dos alunos videntes da sala de aula regular, pois muitos queriam copiar o desenho, ficaram admirados o que os alunos deficientes visuais realizaram na sala de aula
No decorrer da entrevista realizada sobre o apoio à aprendizagem, os educandos destacaram a importância da presença do professor em sala de aula, ressaltando que ele é fundamental para esclarecer dúvidas e fornecer explicações. Quando o tema abordado passou a ser a avaliação, uma das educandas foi questionada sobre o assunto:
Os textos que o discente passa eu leio juntamente com eles, quando o professor não lê para mim, depois ele grava a leitura em áudio e me envia por WhatsApp, assim eu consigo estudar e tirar minhas dúvidas para a realização das avaliações. ( R.R.O)
No decorrer do ensino e da aprendizagem cita três formas de ensinar o educando com necessidade educacional especial especificamente a visual a ampliação de imagem na qual dois deficientes visuais citam que foi necessário a ampliação de imagem, já as três estudantes com deficiência visual relataram que precisaram de ajuda dos colegas de sala de aula regular. Por outro lado, dois desses educandos relataram que o Sistema Braille trouxe muita independência em suas vidas.
Foi uma benção ter livros para em Braille, pois tem figuras na qual possamos ter contato através do tato. E em certos casos tem até os gráficos. É muito emocionante!! Parece que aprendemos com mais facilidade. (C.C.D.T).
Existem, também, os espaços naturais para a aprendizagem, acaba citando um educando quando questionado o quero ajuda na hora de aprender:
Meus colegas, pesquisando na internet, ajudam bastante. ( N.D.G).
Quando essa em época das avaliações, todos relatam a dimensão da leitura como relata um educando.
Quando está em época de prova eu estudo lendo em braille, bem calmo ( F.C.N)
Um educando relata a utilização de cd de áudio para ajudar a estudar e outro relata da ajuda de exercícios elaborado pelo professor referente a disciplina. Mas existe a dificuldade de interpretar a matéria dentro do processos, decorar os nomes seus conceitos imagens, a dificuldade de tirar dúvidas a explicação do professor em decorar nomes, seus conceitos ,imagens , falta do conteúdo que esta ficará exposto na sala de aula. Um educando durante a entrevista dá uma opinião para sanar as dificuldades e melhorando seu desempenho na escola:
O professor deveria melhorar a forma de explicar,pois os textos são muito complexos se utilizasse coisa do nosso cotidiano seria bem mais fácil (J.R.C).
A solução que os alunos relatam sempre está focada na atuação do professor como relata uma outra aluna com deficiência visual.
Os professores poderiam utilizar mais desenhos, vídeos ou de outra forma, pois ficariam só com o texto achando que o aluno está entendendo (C.C.D.R).
Pode-se observar que, no ambiente escolar regular, os materiais e recursos disponíveis para alunos com deficiência visual subnormal são, em sua maioria, ópticos — como, por exemplo, o uso de óculos (Lazaro, 2005).
Ademais, existem, também, os alunos com deficiências visuais total, nesse sentido, será necessário a utilização de outros métodos na sala de aula regular como por exemplo a massa de modelar sendo as aulas deveriam ser mais demonstrativas que com certeza atrairia a atenção de todos os alunos e não somente do aluno com necessidade educacional especial (Castro, 2003).
Um discente deficiente visual relata o que mais gostou da aula:
O docente pegou um cabo de vassoura e colocou entre as pernas e depois pegou um preservativo e ensinou como se colocava um preservativo, foi muito legal, pois está nos ensinando como evitar filhos e demais doenças sexualmente transmissíveis” (J.R.C).
CARACTERIZAÇÃO DA SALA DE RECURSOS
Ao decorrer das aulas de educação física a sala de recurso será utilizada no horário oposto da sala regular de ensino. Na sala regular tem apenas uma professora em sala de aula na qual irá atender todos os alunos, inclusive os alunos deficientes visuais com mais deficiência da escola. Na sala de recurso a professora traduz para o Braille as atividades executadas na sala regular ensinar o Braille e até dá conselhos pessoais e ajuda nos trabalhos escolares.
Dentro do ambiente da sala de recurso tem computadores para a ampliação de materiais de leitura em três computadores e quatro máquinas de escrever em Braille , cd de áudios dos livros didáticos, pranchetas para desenhos em Braille, gráficos, Soroban adaptado. O ambiente da educação especial é muito citado pelos educandos, pois está presente em suas vidas no pelos menos 3 anos, sempre frequentadas após seus período na sala regular. A sala de recurso acaba sendo um auxílio para todos os professores da sala comum, pois passa os conteúdos para o sistema Braille.
Aos discentes deficientes visuais terá a opção do sistema Braille e foi muito adequado por causa de suas dificuldades na qual relata seus obstáculos das duas discentes sentiram:
Lembro quando estava na primeira série do ensino fundamental a professora da sala sabia braille, neste caso ela me ensinou os alfabetos com as letras tradicionais escritas, porém não acabou ajudando muito, pois como sou cego, com isso nada adiantava eu souber as letras convencionais. Porém me ajudou a escrever na qual foi muito bom. (T.T.O)
“Quando estava no oitavo ano tudo foi se ampliando com ajuda de minha família que mais me auxiliou . Vamos dizer que minha mãe ajudou muito, pois antes de estudar nessa escola estudava em outra e era ela que pegava o material e ampliava para que eu pudesse estudar juntamente com a sala. Quando ela começou a trabalhar,acabei pedindo para aprender sistema Braille, pois não teria tempo para ampliar mais , com isso facilitou para todos” (C.C.D.T).
Para quem está aprendendo com o sistema Braille está começando a dominar este sistema existem algumas dificuldades como relata um educando entrevistado.
Tenho pouca visão, com isso vou aprender. Se você me pedir para que desenhe em braille irei ter muita dificuldade , isso porque não tenho muita habilidade desenvolvida com minhas mãos nossa parece que não tenho muita sensibilidade (N.D.G).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Logo após a realização das observações e das entrevistas será possível observar que a unidade escolar não obteve as mudanças do ensino regular como relata o autor Mantoan (2007). Somente houve um aumento na quantidade de professores e a metodologia de ensino desses educandos, podemos dizer que ainda a segregação continua nas unidades escolares.
No decorrer do artigo, não foi identificada uma interação efetiva entre a sala de recursos e a sala regular de ensino. Observa-se que os diversos recursos disponíveis na sala de atendimento especializado não são integrados ao ambiente da sala comum. Mesmo com o objetivo de favorecer o desenvolvimento educacional dos alunos com deficiência visual e apesar da qualidade do suporte oferecido, não foram percebidas mudanças significativas no currículo que promovam, de fato, a inclusão.
Como sugestão de melhoria, destaca-se a importância de um contato mais estreito entre a professora especialista em educação especial e os docentes da sala regular. Essa aproximação pode favorecer a troca de experiências e práticas pedagógicas, contribuindo para uma transformação real no processo de ensino-aprendizagem. Ressalta-se, ainda, que tais mudanças não beneficiarão apenas os alunos com deficiência visual, mas toda a comunidade escolar, incluindo os estudantes sem deficiência.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BIANCHETTI, L.; FREIRE, I. M. Um Olhar sobre a Diferença. 9. ed. Campinas: Papirus, 2008.
BRASIL. MEC/SEESP. Atendimento Educacional Especializado: Deficiência visual. Brasília: MEC/SEESP, 2007. Disponível em: .Acesso em: 25 maio 2017.
MANTOAN, MARIA TERESA EGLER. Inclusão Escolar: o que é ? por quê? Como fazer? 2. ed. São Paulo: Moderna, 2006.
MAZZOTTA, MARCOS JOSÉ DA SILVEIRA. Educação Especial no Brasil: história e políticas públicas. São Paulo: Cortez, 1996.
SMITH, DEBORAH DEUTSCH. Introdução à Educação Especial: ensinar em tempos de inclusão. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2008. p. 169-194.
SÃO PAULO (ESTADO). SECRETARIA DA EDUCAÇÃO. Leitura, escrita e surdez. Organização de Maria Cristina da Cunha Pereira. 2. ed. São Paulo: FDE, 2009. Disponível em: .Acesso em: 25 maio 2017.
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