Mulheres vítimas de violência em Itarana (ES): o papel do assistente social no enfrentamento e acolhimento

WOMEN VICTIMS OF VIOLENCE IN ITARANA (ES): THE ROLE OF THE SOCIAL WORKER IN CONFRONTING AND SUPPORTING THEM

MUJERES VÍCTIMAS DE VIOLENCIA EN ITARANA (ES): EL PAPEL DEL TRABAJADOR SOCIAL EN SU ENFRENTAMIENTO Y APOYO

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/29EB1D

DOI

doi.org/10.63391/29EB1D

Lauvers, Sueli. Mulheres vítimas de violência em Itarana (ES): o papel do assistente social no enfrentamento e acolhimento. International Integralize Scientific. v 5, n 49, Julho/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

O presente artigo tem como objetivo analisar a atuação do assistente social no enfrentamento à violência contra a mulher no município de Itarana, Espírito Santo. A pesquisa foi desenvolvida por meio de revisão bibliográfica qualitativa, com abordagem descritiva, considerando documentos acadêmicos, legais e institucionais publicados entre 2019 e 2025. Os resultados apontam que, apesar das limitações estruturais e da escassez de recursos nos municípios do interior, o assistente social desempenha papel estratégico na mediação entre as vítimas e a rede de proteção, promovendo acolhimento, orientação e articulação intersetorial. Constatou-se que o fortalecimento das políticas públicas e a capacitação profissional contínua são essenciais para garantir o atendimento humanizado e efetivo às mulheres em situação de violência. A atuação crítica, ética e comprometida do serviço social em Itarana evidencia seu potencial transformador na defesa dos direitos humanos e na construção de relações sociais mais justas e equitativas.
Palavras-chave
violência contra a mulher; serviço social; políticas públicas; direitos humanos; Itarana.

Summary

This article aims to analyze the role of the social worker in addressing violence against women in the municipality of Itarana, Espírito Santo, Brazil. The research was conducted through a qualitative bibliographic review with a descriptive approach, based on academic, legal, and institutional documents published between 2019 and 2025. The results show that, despite structural limitations and scarce resources in small towns, the social worker plays a strategic role in mediating between victims and the protection network, promoting support, guidance, and intersectoral articulation. It was found that strengthening public policies and continuous professional training are essential to ensure humane and effective assistance to women in situations of violence. The critical, ethical, and committed performance of social work in Itarana highlights its transformative potential in the defense of human rights and in building more just and equitable social relations. Keywords: violence against women; social work; public policies; human rights; itarana.
Keywords
violence against women; social work; public policies; human rights; Itarana.

Resumen

Este artículo busca analizar el rol de los trabajadores sociales en la lucha contra la violencia contra las mujeres en el municipio de Itarana, Espírito Santo. La investigación se realizó mediante una revisión bibliográfica cualitativa con un enfoque descriptivo, considerando documentos académicos, legales e institucionales publicados entre 2019 y 2025. Los resultados indican que, a pesar de las limitaciones estructurales y la escasez de recursos en los municipios del interior, los trabajadores sociales desempeñan un papel estratégico en la mediación entre las víctimas y la red de protección, promoviendo el apoyo, la orientación y la coordinación intersectorial. Se constató que el fortalecimiento de las políticas públicas y la formación profesional continua son esenciales para garantizar una atención humana y eficaz a las mujeres en situación de violencia. La labor crítica, ética y comprometida de los servicios sociales en Itarana destaca su potencial transformador en la defensa de los derechos humanos y la construcción de relaciones sociales más justas y equitativas.
Palavras-clave
violencia contra las mujeres; servicios sociales; políticas públicas; derechos humanos; Itarana.

 INTRODUÇÃO

A violência contra a mulher é uma problemática que atravessa todas as regiões do Brasil, manifestando-se de diferentes formas e atingindo mulheres de diversas idades, classes sociais e etnias. No interior do Espírito Santo, o município de Itarana também enfrenta essa realidade, muitas vezes invisibilizada pela distância dos grandes centros e pela escassez de dados específicos. Apesar do pequeno porte da cidade, os relatos de violência doméstica e familiar demonstram a necessidade urgente de políticas públicas eficazes e de uma rede de apoio estruturada que garanta proteção e acolhimento às vítimas.

Nesse cenário, o assistente social assume um papel essencial no enfrentamento à violência de gênero, atuando como elo entre as vítimas e os serviços de proteção social. Sua atuação está voltada à escuta qualificada, ao acolhimento humanizado, ao fortalecimento da autonomia das mulheres e à articulação com a rede intersetorial, como saúde, segurança, educação e justiça. Além disso, o profissional contribui para a sensibilização da comunidade, promovendo ações educativas e estratégias de prevenção que visam desconstruir padrões culturais que naturalizam a violência.

Os desafios enfrentados no enfrentamento à violência contra a mulher em municípios de pequeno porte, como Itarana (ES), são múltiplos e complexos. A escassez de recursos materiais e humanos, a ausência de serviços especializados e a dificuldade de articulação entre as políticas públicas tornam o trabalho do assistente social ainda mais desafiador. Além disso, fatores socioculturais próprios de territórios interioranos, como o silêncio e a naturalização da violência doméstica, dificultam a denúncia e o acesso das vítimas à rede de proteção. O assistente social, diante desse cenário, precisa desenvolver estratégias criativas e articuladas para garantir o acolhimento humanizado e a efetivação dos direitos das mulheres em situação de violência.

As primeiras pessoas assistidas no município de Itarana eram, em sua maioria, mulheres em situação de violência doméstica e familiar que buscavam, no serviço social, uma escuta qualificada e apoio para romper o ciclo da violência. Essas mulheres, marcadas pelo sofrimento e pela invisibilidade social, encontraram no assistente social o primeiro elo com a rede de proteção e os serviços de garantia de direitos. O atendimento inicial, pautado pela ética e pelo respeito à singularidade de cada história, foi fundamental para o fortalecimento da autonomia dessas mulheres e para o encaminhamento às políticas públicas disponíveis, como os serviços do CREAS-PAEFI e as articulações com os Núcleos de Atendimento às Mulheres em Situação de Violência do estado.

Itarana, município de pequeno porte localizado no interior do Espírito Santo, destaca-se como exemplo de território que, mesmo diante das limitações estruturais e geográficas, tem buscado consolidar práticas de enfrentamento à violência de gênero. A realidade local evidencia a importância da atuação integrada do serviço social com as demais políticas públicas, como saúde, segurança e educação, para superar as barreiras que dificultam o acesso das mulheres aos seus direitos. Em contextos semelhantes, como Santa Maria de Jetibá (porte 2), os desafios se repetem, reforçando a necessidade de políticas públicas da valorização dos profissionais que atuam na linha de frente do enfrentamento à violência contra a mulher.

Em Itarana, o trabalho do assistente social enfrenta desafios relacionados à limitação de recursos, à falta de estrutura de alguns equipamentos públicos e à resistência sociocultural que muitas vezes impede a denúncia e a busca por ajuda. No entanto, mesmo diante das dificuldades, observa-se o empenho de profissionais que atuam de forma ética e comprometida, buscando garantir os direitos das mulheres e romper com os ciclos de violência. A atuação em rede e o desenvolvimento de ações integradas são fundamentais para fortalecer os mecanismos locais de proteção.

Este artigo propõe-se a analisar a atuação do assistente social no acolhimento e enfrentamento da violência contra mulheres no município de Itarana. A partir da compreensão da realidade local, busca-se refletir sobre as práticas desenvolvidas, os desafios enfrentados e as possibilidades de aprimoramento das ações já existentes. O estudo pretende ainda contribuir com a valorização do trabalho do assistente social e com o fortalecimento de políticas públicas voltadas à equidade de gênero e à promoção da justiça social.

AVANÇOS E CONTRIBUIÇÕES

COMO FORAM OS PRIMEIROS TRABALHOS DAS ASSISTENTES SOCIAIS NO BRASIL E OS AVANÇOS ATUAIS

Os primeiros trabalhos das assistentes sociais no Brasil remontam ao início do século XX, em um contexto marcado por fortes influências da Igreja Católica e por um modelo de assistência pautado na caridade e no atendimento às populações mais vulneráveis, sobretudo pobres e marginalizados. O serviço social surge, inicialmente, como prática ligada às ações filantrópicas, desenvolvidas em entidades confessionais e instituições privadas, que visavam suprir as carências das camadas populares sem, no entanto, questionar as causas estruturais das desigualdades. Com o passar das décadas e, especialmente, a partir das transformações sociais e políticas do país, como o processo de redemocratização e a promulgação da Constituição Federal de 1988, o Serviço Social brasileiro passa a se afirmar como profissão comprometida com os direitos sociais, com a justiça e com a equidade, distanciando-se de uma prática meramente assistencialista.

No mundo contemporâneo, os desafios das assistentes sociais ampliaram-se diante do aumento das expressões da questão social e da complexificação das demandas impostas pelas desigualdades e pelas múltiplas formas de violência. A violência contra a mulher, em especial, tornou-se um tema central para a intervenção profissional, exigindo práticas cada vez mais articuladas e fundamentadas em princípios éticos e em políticas públicas efetivas. O crescimento do campo do serviço social e sua inserção em redes intersetoriais de proteção refletem a necessidade de ações mais integradas e do fortalecimento da educação permanente como estratégia para qualificar a prática e ampliar o alcance das respostas institucionais às demandas da população.

No presente estudo, o foco recai sobre o município de Itarana (ES), um território de pequeno porte no interior do Espírito Santo, onde se observa a necessidade premente da consolidação do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e da articulação com políticas estaduais de proteção às mulheres em situação de violência. Em Itarana, o SUAS representa um instrumento fundamental para a organização das ações socioassistenciais, mas enfrenta desafios relacionados à limitação de recursos, à interiorização dos serviços e à carência de equipamentos especializados. Nesse cenário, a educação permanente surge como um eixo estruturante para o fortalecimento da rede de proteção social e para a qualificação da intervenção dos assistentes sociais.

A educação permanente, enquanto conceito e prática, pode ser entendida como um processo educativo contínuo e integrado à realidade de trabalho, que visa ao aperfeiçoamento crítico e ético dos profissionais. Segundo Ceccim e Feuerwerker (2004), a educação permanente se caracteriza por ser uma estratégia pedagógica que articula ensino, trabalho e prática social, tendo como foco a reflexão sobre o cotidiano e a transformação das práticas institucionais. Para Haddad e Di Pierro (2000), trata-se de um processo formativo que reconhece os sujeitos como protagonistas do seu aprendizado e valoriza o saber construído na prática, potencializando o desenvolvimento de competências para o enfrentamento dos desafios do mundo do trabalho. Já em perspectiva alinhada ao Serviço Social, Netto (2011) afirma que a educação permanente deve estar comprometida com o projeto ético-político da profissão, estimulando a análise crítica da realidade e o fortalecimento da luta por direitos.

No âmbito da assistência social e do SUAS, a educação permanente cumpre papel estratégico ao garantir que os profissionais estejam preparados para lidar com as múltiplas expressões da questão social e com as complexas demandas das populações atendidas. Em municípios como Itarana, essa estratégia é ainda mais necessária diante das fragilidades estruturais e das barreiras culturais que dificultam a efetivação dos direitos. A formação continuada, portanto, além de qualificar as práticas profissionais, contribui para a consolidação de uma rede de proteção mais justa, humanizada e efetiva.

VIOLÊNCIA CONTRA MULHER E A EDUCAÇÃO PERMANENTE COMO ESTRATÉGIA DE ENFRENTAMENTO 

A violência contra a mulher, em suas múltiplas formas, configura-se como uma grave violação dos direitos humanos e um problema social estruturado em relações desiguais de poder. Essa violência pode se manifestar física, psicológica, sexual, moral ou patrimonialmente, e atinge mulheres de todas as idades, raças e classes sociais. No Brasil, a criação da Lei nº 11.340/2006, conhecida como Lei Maria da Penha, representou um marco legal importante ao definir as diversas formas de violência doméstica e familiar e ao estabelecer mecanismos para coibi-la e preveni-la (BRASIL, 2006).

Estudos indicam que a violência doméstica está fortemente associada à dependência emocional, econômica e à reprodução de padrões patriarcais nas relações familiares. A análise feita por Azevedo et al. (2022) aponta que a permanência da mulher na situação de violência muitas vezes decorre de uma combinação de fatores emocionais, sociais e econômicos, que geram sentimento de impotência e desvalorização pessoal. A atuação de profissionais, especialmente assistentes sociais, tem se mostrado fundamental para romper esse ciclo, promovendo o fortalecimento de vínculos protetivos e a reconstrução da autonomia da mulher.

O panorama nacional revela desigualdades na oferta de políticas públicas e nos serviços de acolhimento. Segundo o Instituto Jones dos Santos Neves (2019), apesar dos avanços, muitas regiões do Espírito Santo ainda enfrentam limitações estruturais, o que dificulta a efetividade das ações de enfrentamento à violência. Em municípios como Itarana, o desafio se intensifica pela interiorização dos serviços e pela escassez de núcleos especializados. Nesse sentido, a pesquisa de Oliveira (2022) sobre o CREAS-PAEFI de Itarana evidencia a importância da atuação integrada e da capacitação contínua da rede de proteção.

A atuação do serviço social é estratégica, sobretudo quando integrada a serviços de saúde e assistência social. A pesquisa da ABEPSS (2022) sobre o atendimento às mulheres vítimas de violência nas UPAs de Mossoró demonstra como a escuta qualificada e a sensibilidade dos profissionais são elementos centrais na abordagem inicial da vítima. Essa postura contribui para que a mulher reconheça a situação de violência e, a partir disso, aceite os encaminhamentos necessários. A receptividade inicial pode ser decisiva para o sucesso das medidas protetivas e para o restabelecimento do bem-estar psicológico da vítima.

O serviço social também desempenha um papel relevante nos Centros de Referência Especializados, como aponta Gomes (2022), ao relatar experiências no CREAS de Colatina/ES. A atuação desses profissionais inclui desde o acolhimento humanizado até o acompanhamento sistemático, mediando relações com a rede intersetorial e promovendo o acesso a direitos. Essa mediação é fundamental para a ruptura com o ciclo da violência, principalmente quando articulada com programas estaduais como os Núcleos de Atendimento às Mulheres em Situação de Violência (Espírito Santo, 2022).

O impacto da violência doméstica na saúde mental das mulheres é amplamente documentado. De acordo com estudo realizado por Sousa (2023), o sofrimento emocional decorrente dessas experiências compromete significativamente o bem-estar psicológico e a autoestima das vítimas, podendo evoluir para quadros graves de depressão e ansiedade. A atuação dos assistentes sociais, ao lado de equipes multidisciplinares, contribui para o resgate da dignidade e para a reconstrução dos projetos de vida dessas mulheres.

Em ambientes como os Centros de Atenção Psicossocial, a articulação entre saúde mental e enfrentamento à violência tem se mostrado eficaz. O estudo realizado pela Escola Pública de Saúde do Ceará (2020) enfatiza a importância de estratégias que integrem ações de acolhimento, escuta terapêutica e fortalecimento dos laços comunitários. Essas estratégias visam não apenas à recuperação emocional da vítima, mas também à sua reinserção social de forma segura e sustentável.

É importante destacar que a violência contra a mulher não é um problema individual, mas estrutural, que demanda políticas públicas intersetoriais, investimentos continuados e ações educativas. Conforme afirmam Guerreiro et al. (2020), é fundamental que as intervenções profissionais considerem as especificidades de cada contexto e promovam o empoderamento feminino como ferramenta de prevenção e transformação social. A atuação ética, crítica e comprometida dos assistentes sociais tem papel decisivo nesse processo, especialmente em territórios vulneráveis como Itarana.

A violência contra a mulher, em suas múltiplas formas, configura-se como uma grave violação dos direitos humanos e um problema social estruturado em relações desiguais de poder. Essa violência pode se manifestar de maneira física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial e atinge mulheres de todas as idades, raças e classes sociais. No Brasil, a criação da Lei nº 11.340/2006, conhecida como Lei Maria da Penha, representou um marco legal importante ao definir as diversas formas de violência doméstica e familiar e ao estabelecer mecanismos para coibi-la e preveni-la. No entanto, a efetividade dessa legislação depende de um conjunto de ações articuladas no âmbito das políticas públicas e da atuação crítica e qualificada dos profissionais da rede de proteção.

Nesse contexto, a educação permanente surge como estratégia essencial para o fortalecimento da intervenção dos assistentes sociais e demais profissionais que atuam no enfrentamento da violência de gênero. A educação permanente consiste em um processo formativo contínuo, integrado ao cotidiano de trabalho, que visa promover reflexão crítica, atualização técnica e o desenvolvimento de novas competências. Ela valoriza a prática como espaço de aprendizado e busca transformar o fazer profissional a partir da análise das demandas concretas, do diálogo coletivo e da articulação intersetorial. A educação permanente, assim, não se restringe a cursos ou treinamentos isolados, mas implica a construção de processos educativos que envolvam toda a equipe e contribuam para a consolidação de respostas institucionais mais eficazes e humanizadas.

Entre as principais estratégias da educação permanente destacam-se a realização de rodas de conversa, oficinas, grupos de estudo, supervisões compartilhadas, encontros intersetoriais e momentos de planejamento participativo. Essas práticas permitem que os profissionais analisem criticamente os desafios do território, troquem experiências e construam, de forma colaborativa, soluções para os problemas enfrentados. No enfrentamento da violência contra a mulher, a educação permanente tem o foco de fortalecer a capacidade técnica, ética e política das equipes, de modo a assegurar um atendimento que respeite os direitos humanos, promova a autonomia das mulheres e contribua para a ruptura dos ciclos de violência. Essa estratégia é ainda mais relevante em municípios do interior, como Itarana (ES), onde a escassez de recursos e a interiorização dos serviços exigem dos profissionais uma postura proativa e criativa diante das limitações estruturais.

A educação permanente cumpre papel estratégico ao qualificar as práticas profissionais e ao potencializar o impacto das políticas públicas de proteção às mulheres. Ela se consolida como ferramenta indispensável para a construção de uma rede de atendimento mais articulada, sensível e comprometida com a efetivação dos direitos das mulheres em situação de violência. Em Itarana, esse enfoque representa um caminho para superar os limites locais e fortalecer as ações do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) no enfrentamento da violência de gênero.

A ATUAÇÃO DO ASSISTENTE SOCIAL NO ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER NO MUNICÍPIO DE ITARANA (ES) 

No município de Itarana, no Espírito Santo, a atuação do assistente social frente à violência contra a mulher é marcada por desafios estruturais, mas também por práticas profissionais comprometidas com a defesa dos direitos humanos e com a promoção da equidade de gênero. O contexto local, caracterizado por limitações de recursos e pela interiorização dos serviços públicos, exige do profissional uma postura proativa, sensível e articuladora junto à rede de proteção social. Conforme destaca Oliveira (2022), o CREAS-PAEFI de Itarana atua como referência para situações de violação de direitos, incluindo casos de violência doméstica, sendo o assistente social o principal agente de mediação entre a vítima e os serviços especializados.

Cabe destacar que o trabalho do assistente social em Itarana, embora enfrente desafios como escassez de recursos e sobrecarga institucional, representa um elemento fundamental na consolidação das políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher. A atuação ética, crítica e comprometida desses profissionais contribui para a efetivação da Lei Maria da Penha no território e para a reconstrução da dignidade e da cidadania das mulheres atendidas (Brasil, 2006; ABEPSS, 2022).

A escuta qualificada, o acolhimento humanizado e a elaboração de estratégias de enfrentamento são pilares da intervenção do assistente social. Essa atuação se desenvolve tanto no atendimento direto à mulher quanto na articulação com os demais setores da rede intersetorial, como saúde, segurança pública, educação e justiça. Gomes (2022) ressalta que a intervenção exige compreensão crítica da realidade social e capacidade de desenvolver ações que promovam a autonomia e o empoderamento das mulheres, especialmente em contextos nos quais a violência é naturalizada ou silenciada.

Em Itarana, a atuação do assistente social também envolve a realização de visitas domiciliares, orientações sociojurídicas, acompanhamento psicossocial e encaminhamentos para serviços de proteção, como casas de acolhimento e delegacias especializadas. A articulação com os Núcleos de Atendimento às Mulheres, mesmo que não estejam fisicamente instalados no município, é fundamental para garantir acesso a atendimentos especializados. Segundo o Governo do Estado do Espírito Santo (2022), esses núcleos oferecem suporte técnico e institucional a municípios vizinhos, ampliando a capacidade de resposta da rede estadual de proteção.

Além das ações diretas, o assistente social desempenha importante papel na promoção de campanhas educativas, rodas de conversa e ações de prevenção nas comunidades. Tais estratégias visam sensibilizar a população sobre os direitos das mulheres e desconstruir padrões culturais que sustentam a violência de gênero. Azevedo et al. (2022) reforçam que a prática do serviço social, pautada nos princípios ético-políticos da profissão, contribui significativamente para transformar a realidade de mulheres em situação de violência, sobretudo em territórios socialmente vulnerabilizados como o interior capixaba.

POLÍTICAS PÚBLICAS DE ENFRENTAMENTO

No Espírito Santo, os programas “Homem que é Homem” e “Patrulha Maria da Penha” integram a política estadual de enfrentamento à violência de gênero, com foco na reeducação dos agressores e na proteção das vítimas. Segundo o Instituto Jones dos Santos Neves (2019), esses programas têm sido importantes para a prevenção da reincidência e a ampliação da rede de apoio, mas demandam expansão e fortalecimento, especialmente em municípios como Itarana, onde os recursos humanos e logísticos ainda são limitados. A descentralização das políticas e o fortalecimento das redes municipais são estratégias fundamentais para ampliar o acesso das vítimas aos serviços de proteção.

A atuação dos Núcleos de Atendimento às Mulheres em Situação de Violência, implantados em algumas regiões do estado, também constitui uma iniciativa relevante. Esses núcleos oferecem atendimento jurídico, psicológico e social às mulheres vítimas de violência e buscam articular os diferentes setores da política pública de forma integrada. De acordo com o Governo do Estado do Espírito Santo (2022), seis núcleos estavam em funcionamento até o ano de 2022, com foco na interiorização do atendimento e na garantia do acolhimento qualificado. No entanto, a cobertura ainda é insuficiente para a totalidade dos municípios, o que fragiliza a efetividade das políticas públicas de proteção.

As políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher no Brasil foram impulsionadas pela promulgação da Lei nº 11.340/2006, conhecida como Lei Maria da Penha, que representa um marco legal no combate à violência doméstica e familiar. Essa legislação estabelece medidas protetivas de urgência, cria mecanismos para a responsabilização dos agressores e institui diretrizes para ações preventivas e educativas. No entanto, apesar de seu avanço normativo, a efetivação da lei ainda encontra entraves, sobretudo nos municípios de pequeno porte e nas regiões interioranas (Brasil, 2006).

A literatura especializada resalta que o enfrentamento da violência exige a atuação conjunta de diferentes políticas públicas, como assistência social, saúde, educação, segurança e justiça. Azevedo et al. (2022) destacam que essa articulação é essencial para garantir uma resposta integral às demandas das mulheres em situação de violência. A integração de serviços evita a fragmentação dos atendimentos, proporciona continuidade nos acompanhamentos e reforça a responsabilização institucional. Além disso, programas de formação continuada para os profissionais que atuam na rede de enfrentamento são indispensáveis para assegurar práticas qualificadas e humanizadas.

No campo do serviço social, a compreensão crítica das políticas públicas e a capacidade de articulação intersetorial são competências fundamentais. ABEPSS (2022) ressalta que a atuação do assistente social contribui para a implementação efetiva das políticas públicas de enfrentamento, especialmente quando pautada na defesa de direitos e na construção de estratégias que envolvam a comunidade. Nesse contexto, políticas que assegurem recursos financeiros, capacitação técnica e fortalecimento institucional são fundamentais para garantir que os direitos das mulheres sejam efetivados em sua totalidade.

DESAFIOS E POSSIBILIDADES NA INTERVENÇÃO DO ASSISTENTE SOCIAL EM ITARANA (ES) 

A atuação do assistente social em municípios de pequeno porte como Itarana (ES) está fortemente condicionada à estrutura local da rede de proteção social e às limitações dos recursos públicos disponíveis. Um dos principais desafios enfrentados refere-se à escassez de equipamentos especializados, como casas-abrigo, delegacias da mulher e serviços psicológicos continuados, o que exige do profissional uma articulação intensa com serviços externos e com a rede estadual. Conforme observa Oliveira (2022), a ausência de serviços especializados no próprio município leva o CREAS-PAEFI a desempenhar funções que extrapolam seu escopo inicial, o que sobrecarrega a equipe técnica e compromete a qualidade do atendimento.

Outro obstáculo relevante é a resistência sociocultural existente em contextos interioranos, onde a violência doméstica ainda é frequentemente tratada como um assunto privado, dificultando a denúncia e o acesso das vítimas aos serviços públicos. Gomes (2022) destaca que muitas mulheres permanecem no ciclo de violência por medo, dependência financeira ou por pressões familiares e comunitárias. Nesse cenário, o trabalho do assistente social demanda sensibilidade e estratégias de intervenção que respeitem a singularidade de cada caso, ao mesmo tempo em que promovem o empoderamento da mulher e a conscientização coletiva.

Apesar das dificuldades, existem possibilidades concretas de fortalecimento da intervenção do serviço social em Itarana. A articulação com os Núcleos de Atendimento às Mulheres em Situação de Violência, implementados pelo Governo do Estado, representa uma alternativa para suprir parcialmente a carência de serviços no município. Esses núcleos têm oferecido suporte técnico, encaminhamentos e capacitação profissional, além de atuar na disseminação de práticas educativas e na formação de redes de apoio (ESPÍRITO SANTO, 2022). O fortalecimento dessas parcerias pode potencializar a efetividade do trabalho local.

O investimento na formação continuada dos profissionais e a valorização do serviço social nas políticas públicas municipais são fundamentais para ampliar as possibilidades de ação. De acordo com ABEPSS (2022), a qualificação dos assistentes sociais permite intervenções mais críticas e efetivas, pautadas em princípios éticos e na promoção da justiça social. Iniciativas de educação permanente e espaços de escuta coletiva têm se mostrado eficazes para a prevenção da violência e para o fortalecimento dos vínculos institucionais com a comunidade.

Os desafios enfrentados pelos assistentes sociais em Itarana refletem tanto as fragilidades estruturais do município quanto os entraves históricos da luta por igualdade de gênero. Entretanto, as possibilidades de superação desses limites estão presentes na articulação intersetorial, na construção de redes de apoio locais e na atuação ética e crítica dos profissionais envolvidos. Como ressaltam Azevedo et al. (2022), o serviço social tem o potencial de promover transformações significativas quando amparado por políticas públicas consistentes e por um projeto profissional comprometido com os direitos humanos.

METODOLOGIA

A presente pesquisa caracteriza-se como um estudo de natureza qualitativa, com abordagem descritiva e exploratória, fundamentada em revisão bibliográfica. A escolha por esse tipo de pesquisa se justifica pela necessidade de compreender, por meio da literatura acadêmica e de documentos institucionais, a atuação do assistente social no enfrentamento à violência contra a mulher, com ênfase no contexto do município de Itarana (ES). A metodologia adotada permitiu reunir, interpretar e discutir diferentes concepções, práticas e políticas públicas relacionadas ao tema.

A pesquisa bibliográfica foi realizada com base em materiais publicados entre os anos de 2019 e 2025, contemplando artigos científicos, legislações, monografias, relatórios técnicos e documentos oficiais, disponibilizados em bases acadêmicas e sites institucionais de acesso público. As fontes selecionadas foram analisadas de forma crítica, considerando sua relevância para os objetivos do estudo e sua contribuição para a compreensão das estratégias de intervenção do serviço social frente à violência de gênero.

Foram utilizados como critérios de inclusão: publicações nacionais, com foco na atuação profissional do assistente social em situações de violência doméstica e familiar, especialmente no contexto dos serviços da assistência social, saúde e rede intersetorial. Como critérios de exclusão, desconsideraram-se materiais sem rigor científico ou que não abordavam diretamente a temática proposta. A análise dos dados coletados foi realizada por meio da leitura interpretativa, buscando identificar os principais desafios, possibilidades e impactos da atuação profissional nos territórios estudados.

Essa abordagem metodológica permitiu identificar diferentes perspectivas teóricas e experiências práticas que contribuem para o debate sobre o enfrentamento à violência contra a mulher. Além disso, possibilitou contextualizar a realidade do município de Itarana (ES) à luz das políticas públicas em vigor, evidenciando o papel estratégico do assistente social na promoção dos direitos das mulheres e na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

TIPO DE PESQUISA, CAMPO E REFERENCIAIS TEÓRICOS

Este estudo caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa, com abordagem descritiva e exploratória, voltada para a compreensão da atuação do assistente social no enfrentamento à violência contra a mulher e do papel da educação permanente como estratégia para o aprimoramento da prática profissional. A escolha pela abordagem qualitativa deve-se ao seu potencial em captar, analisar e interpretar fenômenos sociais em profundidade, considerando os significados atribuídos pelos sujeitos envolvidos. O estudo será realizado por meio de pesquisa de campo, contemplando dois municípios do interior do Espírito Santo: Itarana, de pequeno porte, e Santa Maria de Jetibá, classificado como porte 2. Esses locais foram escolhidos por apresentarem desafios específicos na organização da rede socioassistencial e na implementação de estratégias de educação permanente no contexto do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

A investigação envolverá dois locais principais de coleta de dados: o CREAS-PAEFI de Itarana e os serviços de proteção social especializados de Santa Maria de Jetibá, onde serão realizadas entrevistas semiestruturadas com assistentes sociais e outros profissionais da rede de atendimento, além da análise de documentos institucionais e registros das práticas de educação permanente adotadas. Essa estratégia busca oferecer uma visão ampliada das condições locais, das articulações intersetoriais e das possibilidades de fortalecimento da rede de proteção às mulheres em situação de violência.

A fundamentação teórica da pesquisa terá como principais referenciais os trabalhos de Ceccim e Feuerwerker (2004), que discutem a educação permanente como prática vinculada ao cotidiano profissional e ao compromisso ético com a transformação social; Haddad e Di Pierro (2000), ao abordar os processos formativos no campo das políticas públicas; Netto (2011), no que se refere ao projeto ético-político do Serviço Social; e Guerreiro et al. (2020), no estudo do enfrentamento à violência de gênero e suas interfaces com a prática do serviço social. Além desses autores, a pesquisa se apoiará em legislações e diretrizes que norteiam as políticas públicas, como a Lei Maria da Penha (BRASIL, 2006), as normativas do SUAS, e os documentos do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A análise da atuação do assistente social no enfrentamento à violência contra a mulher no município de Itarana (ES) evidenciou a centralidade desse profissional na construção de estratégias de acolhimento, proteção e garantia de direitos. Em um contexto marcado por limitações estruturais e socioculturais, o serviço social assume papel estratégico ao articular a rede de atendimento, promover a escuta qualificada e oferecer suporte técnico às mulheres em situação de vulnerabilidade. A pesquisa demonstrou que, mesmo diante de desafios como a escassez de recursos e a naturalização da violência em territórios interioranos, a intervenção crítica e ética do assistente social contribui significativamente para a ruptura dos ciclos de violência e o fortalecimento da autonomia feminina.

A revisão bibliográfica permitiu compreender que políticas públicas como a Lei Maria da Penha e os Núcleos de Atendimento às Mulheres têm avançado na institucionalização de mecanismos de enfrentamento à violência de gênero. No entanto, a efetividade dessas políticas em municípios como Itarana depende do comprometimento das gestões locais, do investimento em capacitação profissional e da articulação intersetorial entre saúde, assistência, educação e justiça. O trabalho do assistente social, nesse cenário, vai além do atendimento técnico, assumindo também uma função educativa e mobilizadora junto à comunidade.

Destaca-se ainda a importância de ações de prevenção e sensibilização que envolvam toda a sociedade, visando à desconstrução de padrões culturais que legitimam a violência. O fortalecimento da rede de proteção e a valorização do serviço social como parte essencial das políticas públicas são caminhos fundamentais para a construção de uma resposta eficaz às demandas das mulheres vítimas de violência. Itarana, como exemplo de município de pequeno porte, apresenta potencial para consolidar essas práticas a partir da atuação qualificada de seus profissionais e da ampliação das estruturas de apoio.

Diante disso, conclui-se que o enfrentamento à violência contra a mulher exige não apenas políticas públicas consistentes, mas também profissionais preparados e comprometidos com os princípios da justiça social. O assistente social, nesse contexto, reafirma seu papel como agente de transformação social, contribuindo para a efetivação dos direitos humanos e para a construção de relações sociais mais igualitárias, seguras e respeitosas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 

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Mulheres vítimas de violência em Itarana (ES): o papel do assistente social no enfrentamento e acolhimento

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