Autor
URL do Artigo
DOI
Resumo
INTRODUÇÃO
O meio ambiente apresenta alterações climáticas diversas devido a vários fatores e que muitas vezes causados pelo próprio homem trazendo consequências gravíssimas para a todos, um deles é o aumento do Efeito Estufa produzido por gases na Atmosfera. Muitas mudanças no clima acontecem no mundo inteiro e em especial o Efeito estufa no Rio de Janeiro (Ribeiro, 2012).
A cidade do Rio de Janeiro vem apresentando muitas mudanças que vão desde aumento do nível do mar até mesmo enchentes, deslizamentos e outros causados pela própria população, ao consumo exacerbado e capitalista.
Para Ribeiro (2012), é importante ter a resiliência de que um sistema pode ser compreendido com a sua capacidade de se manter e/ou retornar ao seu estado de equilíbrio, para o autor, os impactos gerados sobre essas mudanças climáticas atreladas ao social, ao econômico e ao cultural. Assim, os países em desenvolvimento podem ser caracterizados como sistemas propícios e mais vulneráveis aos impactos da MC (IPCC, 2007; UNFCCC, 2013).
Assim, a Educação ambiental de acordo com SME (2019) deve ser trabalhada a transversalidade abordando todos os aspectos sociais, de conhecimento, de resiliência, em atuar, transformar e dissociar padrões.
O problema da pesquisa está baseado em como a Educação Ambiental pode formar cidadãos conscientes para que auxilie na diminuição ou erradicação dos problemas ambientais causados pela população ao combate das alterações climáticas no estado do Rio de Janeiro? E como perguntas de investigação para a pesquisa baseadas em: O que é a Educação Ambiental? Como formar cidadãos conscientes por meio da Educação Ambiental? O que é Efeito Estufa e o que causa no meio ambiente?
O objetivo geral da pesquisa é evidenciar o papel da Educação Ambiental na vida dos cidadãos e como objetivo específico apresentar formas de conscientização e estratégias críticas para que diminuam ou erradiquem os impactos e as consequências como as alterações climáticas no estado do Rio de Janeiro.
A pesquisa é qualitativa, descritiva e exploratória abordando o tema mencionado e trazendo reflexão sobre os problemas ambientais e a educação como ferramenta para erradicação, assim como os resultados correspondem aos objetivos apresentados.
A EDUCAÇÃO AMBIENTAL
De acordo com SME (2019), existem três concepções de Educação Ambiental Conservadora que destaca a valorização e a proteção do ambiente natural sem o ser humano, que pode apresentar faces de destruidor e geralmente atreladas as questões sociais e políticas.
Como já visto, não existe uma única concepção de Educação Ambiental, há algumas concepções em que abordam com viés pragmático, conservadora e crítica. Nessa pesquisa, o foco estará destinado a concepção pragmática que apresenta o foco em atuar diretamente no problema, na busca de soluções para os problemas ambientais com o objetivo de buscar mecanismos que atuem diretamente no desenvolvimento econômico com a preservação do ambiente (SME, 2019).
Embora haja o discurso da cidadania e sejam apresentadas questões sociais como parte do debate ambiental, os conflitos oriundos dessa relação ainda não aparecem ou aparecem de forma consensual (SME, 2019).
A Educação Ambiental prioriza o antropocentrismo; o ser humano capaz de usar sem destruir; o ser humano como biológico e social; a lei de ação e reação (natureza vingativa); precisa proteger o ambiente para poder sobreviver; o meio ambiente – bem para servir o ser humano, trabalha a relação entre ciência e sociedade de uma forma utilitária; o conhecimento científico ocorre de forma linear; a ênfase nos resultados; a resolução dos problemas ambientais pela ciência e tecnologia; a supremacia do saber científico sobre o popular, o conflito apresentado como um “falso consenso”; a solução depende do querer fazer; a ênfase nos comportamentos individuais – normativo; a relação direta entre informação e mudança de comportamento, a participação do Estado como projetos e normas; a oposição entre o social e natural; o cidadão é o consumidor; as propostas de atuação individual (SME, 2019).
E por fim, as atividades “técnicas/ instrumentais” sem propostas de reflexão (ex.: separar materiais para reciclagem); a resolução de problemas ambientais como atividade-fim; e atividades que apresentem resultados rápidos (SME, 2019).
Para SME (2019), a Educação Ambiental trabalha o pensamento relacionado as ações individuais e coletivas no sentido da transformação e da construção de uma sociedade melhor. É refletir nas relações que os seres humanos estabelecem com a sociedade, assim valorizando os princípios nas relações sociais.
Educação Ambiental é definida como um processo de aprendizagem permanente, baseado no respeito a todas as formas de vida. Tal educação afirma valores e ações que contribuem para a transformação humana e social e para a preservação ecológica. Ela estimula a formação de sociedades socialmente justas e ecologicamente equilibradas, que conservam entre si relações de interdependência e diversidade. (trecho do Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e de Responsabilidade Global, 1992, apud SME, 2019).
Para Jacobi (2023), a realidade atual do mundo exige uma reflexão cada vez menos linear, e isto se produz na interrelação dos saberes e das práticas coletivas que criam identidades e valores comuns e ações solidárias diante da reapropriação da natureza, numa perspectiva que privilegia o diálogo entre saberes, assim a preocupação com o desenvolvimento sustentável representa a possibilidade de garantir mudanças sociopolíticas que não comprometam os sistemas ecológicos e sociais que sustentam as comunidades.
Para o autor, Jacobi (2023), a complexidade desse processo de transformação de um planeta por meio de conscientização, não apenas crescentemente ameaçado, mas também diretamente afetado pelos riscos socioambientais e seus danos, é cada vez mais notória. A concepção “sociedade de risco”, de Beck (1992, apud Jacobi, 2023), amplia a compreensão de um cenário marcado por nova lógica de distribuição dos riscos.
Existe uma necessidade de incrementar os meios de informação e o acesso à Educação Ambiental, bem como o papel indutivo do poder público nos conteúdos educacionais, como caminhos possíveis para alterar o quadro atual de degradação socioambiental (Jacobi, 2023). Trata-se de promover o crescimento da consciência ambiental, expandindo a possibilidade de a população participar em um nível mais alto no processo decisório, como uma forma de fortalecer sua corresponsabilidade na fiscalização e no controle dos agentes de degradação ambiental.
Para Jacobi (2023), nestes tempos em que a informação assume um papel cada vez mais relevante, ciberespaço, multimídia, internet, a educação para a cidadania representa a possibilidade de motivar e sensibilizar as pessoas para transformar as diversas formas de participação na defesa da qualidade de vida, assim a educação ambiental assume cada vez mais uma função transformadora, na qual a corresponsabilização dos indivíduos torna-se um objetivo essencial para promover um novo tipo de desenvolvimento, o desenvolvimento sustentável. Entende-se, portanto, que a educação ambiental é condição necessária para modificar um quadro de crescente degradação socioambiental, mas ela ainda não é suficiente.
Para Tamaio (2000, apud Jacobi, 2023), se converte em mais uma ferramenta de mediação necessária entre culturas, comportamentos diferenciados e interesses de grupos sociais para a construção das transformações desejadas. O educador tem a função de mediador na construção de referenciais ambientais e deve saber usá-los como instrumentos para o desenvolvimento de uma prática social centrada no conceito da natureza (Jacobi, 2023).
O contexto de Educação Ambiental Crítica e emancipatória, o que se espera dos envolvidos é: a construção de espaços coletivos para a aprendizagem socioambiental e o exercício da cidadania; a autonomia dos sujeitos; o aprendizado da capacidade de gerenciamento participativo; a busca de fontes de informação e novos conhecimentos; o diálogo de saberes; a leitura crítica de mundo; valores éticos de solidariedade; a partilha de experiências; o respeito à vida, a si, ao outro e à diversidade de culturas (SME, 2019).
Para Wals et al. (2014, apud SME, 2019), focar apenas em regras e mudanças de comportamento, como as atuais propostas de Educação Ambiental devem focar também nas condições e processos de aprendizagem que permitam ao cidadão como pensar de forma crítica, ética e criativa na avaliação de situações ambientais; tomar decisões informadas sobre essas situações; desenvolver o compromisso de agir individual e coletivamente de forma a sustentar e aprimorar a resolução de problemas socioecológicos complexos.
ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS CAUSADAS PELO EFEITO ESTUFA NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
O clima, num sentido restrito, pode ser considerado como o “tempo médio”, ou de uma forma mais cientificamente correta, pode ser definido como a descrição estatística em termos de média e variabilidade das quantidades relevantes ao longo de um período. O “Clima” é geralmente descrito em termos da média e variação da temperatura, precipitação, vento ao longo de um período, parâmetros esses referenciados num período que pode variar de meses a milhões de anos (o período clássico é de 30 anos) (OMM, 2013, INMET, 2013, IPCC, 2007).
Uma das principais causas apontadas para a Mudança Climática foi a alta concentração de GEE (Gases Efeito Estufa) na atmosfera. Os níveis de emissões globais têm variado em 2005 de 280 ppm para 379 ppm, atingindo o valor de 391 ppm em 2011 (IPCC, 2007; IPCC, 2013). Os níveis de emissões de GEE eram significativamente menores ao longo de todo o período denominado de pré-revolução industrial.
De acordo com Centro Clima Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (2025), as emissões de gases de efeito estufa, ou gás carbônico (CO2) equivalente, no estado do Rio de Janeiro cresceram 40% entre 2005 e 2015 (Coppe-UFRJ). O aumento foi superior ao do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no estado) e ao crescimento da população no Rio no mesmo período.
Com um aumento significativo de 40% , as emissões totais de gases de efeito estufa no estado, em 2005, atingiram 66 milhões de toneladas de CO2 equivalente. Esse número evoluiu para 75 milhões, em 2010, passando para 93 milhões de toneladas de CO2 equivalente em 2015, mostra o estudo, divulgado também pela Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) e pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) (Coppe-UFRJ, 2025).
O efeito estufa é um fenômeno natural, que mantém a temperatura média da Terra. O aquecimento natural do planeta mantém uma temperatura ideal para o desenvolvimento da vida. Na ausência desse aquecimento global, o planeta seria coberto de gelo e estaria sujeito a variações bruscas de temperatura (Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência da República –NAE, 2005). No entanto, a intensificação das atividades antropogênicas com as emissões de gases de efeito estufa no século passado proporcionou um acúmulo na atmosfera impedindo grande parte da reflexão solar (IPCC, 2007). A esse fenômeno atribuiu-se o nome Aquecimento Global.
As atividades humanas resultam em emissões de quatro gases de efeito estufa: dióxido de carbono (CO2), metano (CH4), óxido nitroso (N2O) e hidrocarbonetos halogenados (um grupo de gases que contêm flúor, cloro e bromo). Estes gases se acumulam na atmosfera, causando concentrações cujas taxas aumentam com o tempo. Aumentos significativos em todos estes gases têm ocorrido na era industrial. Todos esses aumentos são atribuídos às atividades humanas (IPCC, 2007). A Figura 4 ilustra Emissões Globais Antropogênicas de GEE.
A maior contribuição para o aquecimento global é a queima de combustíveis fósseis, o que liberta gás de dióxido de carbono para a atmosfera. Foi na era industrial, com o aumento da demanda de energia, que as concentrações de CO2 na atmosfera elevaram-se exponencialmente. O impacto humano sobre o clima durante este período era muito superior às mudanças conhecidas em processos naturais, tais como alterações solares e erupções vulcânicas (IPCC, 2007).
Os impactos e consequências que resultam das mudanças climáticas impõem desafios para gestores, líderes governamentais e organizações podendo ameaçar o seu ambiente de negócios, alterar os modos de vida, valores e práticas sociais e gerar conflitos ambientais de difícil superação diante das novas realidades (Michaelowa e Michaelowa, 2011; IPEA, 2011; CDP, 2012a). Dentre as muitas causas indutoras da mudança climática, destacam-se o estilo consumista de vida urbano, a fragmentação dos recursos e serviços ecossistêmicos, o uso intensivo de energia e a alta emissão de GEE (Santos, 2012; IPCC, 2013).
Com o aumento da temperatura global acima de 2°C, as mudanças climáticas irão proporcionar uma maior frequência das ondas de calor, alta pluviosidade em algumas áreas, enchentes mais frequentes, disponibilidade de água reduzida, perturbações florestais (devido a incêndios e pragas), extinção de animais e plantas, desaparecimento de recifes de corais, baixa produtividade na agricultura, diminuição de alimentos pesqueiros e aspectos da saúde humana (mortalidade e aumento de vetores de doenças infectocontagiosa) (IPCC, 2007, Marengo, 2006; Webster et al., 2005; Allison et al., 2005). Os efeitos físicos terão impactos diferentes em cada região do mundo.
Cabe aos líderes governamentais e não governamentais ter a perspicácia de compreender com cientificidade a complexidade desses processos e superar esses desafios, evitando danos colaterais de medidas remediadoras emergenciais (Hoffmann and Woody, 2008; EEA, 2013; IPCC, 2013). Se adequadamente tratados, a superação desses desafios, nem sempre previsíveis, poderão gerar benefícios para as organizações ao induzir à adoção de novas estratégias de adaptação e mitigação voltadas ao crescimento e desenvolvimento.
Dentre elas, a manutenção e o crescimento da organização com redução de emissões de GEE; a reavaliação de valores, políticas e modelos de gestão; o desenvolvimento de novos produtos, serviços e mercados; a adoção de novos modos de produtividade, competitividade e relacionamentos; o diagnóstico de riscos e oportunidades emergentes; a formulação de normas e políticas mais conscientes; a antecipação e adaptação a novas realidades em tempo hábil, permitindo medidas de prevenção e controle sobre os cenários futuros (Hoffmann et al., 2006; Shardul, 2008; Mills, 2009; CDP, 2012a; 2012b; EEA, 2013).
Nesse contexto, o Brasil instituiu a Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC), por meio do Lei n° 12.187/2009. Com a introdução dessa Lei assumiu o compromisso (nacional voluntário) de adoção de ações de mitigação com vistas a reduzir os níveis de emissões de GEE (entre 36,1% e 38,9%) para atender os níveis de emissões acordados em âmbito internacional projetadas para 2020 (Art. 12 da Lei n° 12.187/2009 (PNMC, 2013).
Com a finalidade de monitorar a eficácia dos planos setoriais de redução de emissões de GEE estabelecidos pelo governo brasileiro, até o ano de 2020, foi lançado o Decreto no 7.390/2010, cujo Art. 11 institui, a partir do ano de 2012, a publicação de relatórios anuais de emissões de GEE. Tais relatórios devem ser elaborados de acordo com critérios e princípios internacionais vigentes (CDP, 2013; GRI, 2013; GHG, 2013), permitindo assim o entendimento entre os segmentos interessados da sociedade.
O Brasil possuiu mais de 60% de sua matriz energética composta por fontes renováveis, em especial, por energia hidroelétrica. Contudo, o país tem apresentado um crescimento contínuo nas emissões de GEE do setor energético (Relatório de emissões de GEE Brasil, 2013; MCT&I, 2013). O setor energético é responsável por 16% das emissões totais de GEE em 2005, passando para 32% em 2010. Por outro lado, o país tem apresentado um crescimento contínuo nas emissões de GEE do setor industrial. É atribuído ao setor industrial a parcela de 4% das emissões totais de GEE em 2005, que cresceu para 7% em 2010 (Relatório de emissões de GEE Brasil, 2013; MCT&I, 2013).
Emissões do Brasil têm maior queda em 15 anos com derrubada da taxa de desmatamento na Amazônia em 2023 causou redução de 12% na poluição climática, a maior desde 2009, mas outros setores tiveram alta preocupante. O Brasil emitiu 2,3 bilhões de toneladas de gás carbônico equivalente (GtCO2e) em 2023. Isso representa uma redução de 12% em relação a 2022, quando o país emitiu 2,6 bilhões de toneladas. É a maior queda percentual nas emissões desde 2009, quando o país registrou a menor emissão da série histórica iniciada em 1990 Relatório de emissões de GEE Brasil, 2013; MCT&I, 2023).
As mudanças climáticas têm emergido como uma externalidade de grande risco para as economias e ciclo dos negócios (Bruntdland, 1987; Jacobs, 1993; Shardul and Fankhauser, 2008). Por outro lado, o desenvolvimento de marcos regulatório, o engajamento da opinião pública nas questões da sustentabilidade, o consumo ético e consciente, o conhecimento das técnicas em gestão sustentável e os incentivos financeiros têm pressionado as organizações a incorporarem as mudanças climáticas em sua visão estratégica (Dyllick e Hockerts, 2002; Hoffmann e Woody, 2008; Weinhofer e Hoffmann, 2010). Isso ocorre à medida que o mundo, ao sinalizar a transição para um modelo de desenvolvimento baseado em uma economia de baixo carbono, vem buscando soluções e mecanismos para reduzir as emissões de GEE que sejam técnica e financeiramente viáveis e cuja implementação contribua para o desenvolvimento sustentável (Jacobs, 1993; Hoffmann e Woody, 2008; Davies e Mullin, 2011).
A partir da implementação do Protocolo de Quioto em 1997 (que entrou em vigência em 2005), muitas organizações passaram a incorporar em suas estratégias corporativas um conjunto atividades específicas voltadas à redução de GEE (Hoffmann e Woody, 2008; MCT&I, 2012). Tal conjunto de atividades, denominado de Estratégia Corporativa de Carbono (ECC), incorporam ações de sensibilização sobre a problemática da MC na compatibilização da sua agenda da sustentabilidade com as estratégias de geração de novos negócios e novos canais de comunicação com os stakeholders (Hoffmann e Woody, 2008; Mills, 2009; Weinhofer e Hoffmann, 2010; Lee, 2012).
METODOLOGIA
Essa pesquisa foi necessária para a utilização de artigos, obras existentes já na literatura com o tema em aprofundamento. Após a leitura e fichamento dessas obras, os dados foram levantados para a construção do referencial teórico, assim a pesquisa foi escrita e estruturada permitindo embasamento qualitativo exploratório e descritivo sobre as mudanças climáticas e educação ambiental.
Todas as obras mencionadas no referencial teórico foram lidas na íntegra e examinadas que auxiliaram na construção da pesquisa e que corroboram para os resultados e a discussão dos dados levantados e auxiliaram na obtenção dos objetivos planejados deste estudo sem inferência e interpretação errônea.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os dados coletados para a pesquisa apresentam futuras discussões por não ser um tema acabado e passivo de muitas trocas e outras pesquisa científicas. Há um número muito grande de pontos a serem abordados.
Diante dos resultados, é possível relacionar os impactos e alterações climáticas que hoje estão presentes no meio ambiente e muitos deles causados pelo próprio homem no estado do Rio de Janeiro. Assim, a Educação Ambiental pode favorecer a conscientização e ou erradicação dos problemas.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O meio ambiente como visto anteriormente vem apresentando alterações climáticas causadas pelo próprio homem trazendo consequências gravíssimas para o planeta, e um dessas alterações climáticas é o aumento do Efeito Estufa produzido por gases na Atmosfera.
No Rio de Janeiro, os setores de energia (incluindo a produção industrial e o uso de combustíveis fósseis) e resíduos sólidos foram os maiores emissores de gases de efeito estufa, segundo um inventário de 2005, com o transporte rodoviário também contribuindo significativamente. Há esforços para mitigar o problema, com medidas como a expansão de ciclovias, reflorestamento e um plano de ação para o saneamento.
A cidade do Rio de Janeiro vem apresentando muitas alterações climáticas que vão desde aumento do nível do mar até mesmo enchentes, deslizamentos e outros causados pela própria população, ao consumo exacerbado e capitalista como apresentado anteriormente e como consequência e foco dessa pesquisa foi o Efeito Estufa, provocado pela quantidade exacerbada de CO2 na Atmosfera.
A Educação ambiental de acordo com SME (2019) e de forma pragmática, crítica e emancipadora pode contribuir trazendo consciência para todos com reflexão e práticas sobre como diminuir ou erradicar as alterações climáticas produzidas pelo próprio homem.
O problema da pesquisa se baseou na pergunta norteadora em: Como a Educação Ambiental pode formar cidadãos conscientes para que auxilie na diminuição ou erradicação dos impactos causados pela população ao combate das alterações climáticas no estado do Rio de Janeiro? E como perguntas de investigação para a pesquisa baseadas em: O que é a Educação Ambiental? Como formar cidadãos conscientes por meio da Educação Ambiental? O que é Efeito Estufa e o que causa no meio ambiente?
O objetivo geral da pesquisa foi evidenciar o papel da Educação Ambiental na vida dos cidadãos e como objetivo específico apresentar formas de conscientização sobre a Educação Ambiental de forma reflexiva, pragmática e crítica para que diminuam ou erradiquem os impactos e as consequências como as alterações climáticas no estado do Rio de Janeiro.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL. Lei n° 9.795, de 27 de abril de 1999. Dispõe sobre a Educação. Ambiental, institui a Política da Educação Ambiental e dá outras providências. Brasília, DF, 1999. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9795.htm. Acesso em: 11 set, 2025.
BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/ CP nº 1, de 30 de maio de 2012. Estabelece Diretrizes Nacionais para a Educação em Direitos Humanos. Brasília, DF, 2012ª. Disponível em: https://portal.mec.gov.br/dmdocuments/rcp001_12.pdf. Acesso em: 11 set, 2025.
CARVALHO, I. C. M. O ambiental como valor substantivo: uma reflexão sobre a identidade da Educação Ambiental. In: SAUVÉ, L.; ORELLANA, I.; SATO, M. (org.). Sujets choisis en éducation relative à l’environment. Montréal: Les publications ERE-UQAM, 2002. v. 2. p. 85-90.
CLEVELAND M, KALAMAS M, LAROCHE M. Shades of green: linking environmental locus of control and pro-environmental behaviors. 2005.
COOPEE- UFRJ. Centro Clima Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Emissões de gases de efeito estufa no estado do Rio crescem 40% em dez anos. 2025. Disponível em: https://www.centroclima.coppe.ufrj.br/index.php/br/destaque/noticias/131-emissoes-de-gases-de-efeito-estufa-no-estado-do-rio-crescem-40-em-dez-anos. Acesso em: 09 set, 2025.
DAHRL, R. Green Washing: Do you know what you’re buying? Environmental Health Perspectives. 2010.
FIRST I., KHETRIWAL D. S. Exploring the relationship between environmental orientation and brand value: is there fire or only smoke? Business Strategy and the Environment. 2010.
IPCC. Climate change: synthesis report. Fourth assessment report. An Assessment of the intergovernmental panel on the climate change, Intergovernmental Panel on Climate Change, Geneva. 2007
JACOBI, P. Open-access Educação ambiental, cidadania e sustentabilidade. 2023. Disponível em: https://www.scielo.br/j/cp/a/kJbkFbyJtmCrfTmfHxktgnt/?lang=pt. Acesso em: 08 set, 2025.
JUNQUERA B, ÁNGEL J B, FERNÁNDEZ E. Clients’ involvement in environmental issues and organizational performance in businesses: an empirical analysis. Journal of Cleaner Production. 2012.
MEADOWS D, RANDERS J, MEADOWS D. Limits to growth: the 30-year update. Chelsea Green Publishing Company, United States. 2004.
MICHAELOWA A, MICHAELOWA K. Climate business for poverty reduction? The role of the World Bank. Review of International Organizations. 2011.
PAULA, D. S., AVELAR, K. E. S. BILOTTA, P. Impacto das Mudanças Climáticas e da Pandemia na Ocorrência de Casos de Leptospirose no Estado do Rio de Janeiro. V, Fronteiras, v. 13, n.1, 2024.
PNMC. Política Nacional de Mudança do Clima. 2013. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/lei/l12187.htm. Acesso em: 4 ago. 2025.
RIBEIRO, W. C. Mudanças Climáticas, Realismo e Multilateralismo. Terra Livre, v. 1, n. 18, 2015. Disponível em: https://publicacoes.agb.org.br/terralivre/article/view/144. Acesso em: 04 ago. 2025.
SECRETARIA MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO. Vulnerabilidades das Megacidades Brasileiras às Mudanças Climáticas: Região Metropolitana do Rio Janeiro. 2024. Disponível em: file:///C:/Users/MARIACAROLINATONONDA/Desktop/prof%20vagner%20integralize/mapa_vulnerabilidade_inpe_smac.pdf. Acesso em: 04 set. 2025.
SANTOS F. D. e MIRANDA P. Alterações Climáticas em Portugal. Cenários, impactos e medidas de adaptação. Projecto SIAM II. Ed. Gradiva Publicações Ltda., Lisboa, Portugal, 2006.
SANTOS F. D. Humans on earth – from origins to possible futures, Springer, New York, pp. 2012.
SÃO PAULO (Município). Secretaria Municipal de Educação. Coordenadoria Pedagógica. Currículo da Cidade: Educação Ambiental. São Paulo: SME/COPED, 2019. Disponível em: https://acervodigital.sme.prefeitura.sp.gov.br/wp-content/uploads/2023/05/Curriculo-da-Cidade-Ed-Ambiental-Orient-pedagogicas.pdf. Acesso em: 11 set, 2025.
TRATADO de Educação Ambiental para sociedades sustentáveis e responsabilidade global. In: FÓRUM INTERNACIONAL DE ORGANIZAÇÕES NÃO-GOVERNAMENTAIS E MOVIMENTOS SOCIAIS, NO ÂMBITO DO FÓRUM GLOBAL – ECO-92. Rio de Janeiro: Fórum Global, 1992. Disponível em: http://portal.pdf/Educação Ambiental/ tratado.pdf. Acessomec.gov.br/secad/arquivos em: 04 ago. 2025.
UNFCCC. 2013. United Nations: Framework Convention on Climate Change. Disponível em: . Acesso em: 5 de ago. 2013.
Área do Conhecimento