Caminhos para inclusão: Práticas de leitura e letramentos de alunos autistas

PATHS TO INCLUSION: READING AND LITERACY PRACTICES OF AUTISTIC STUDENTS

CAMINOS HACIA LA INCLUSIÓN: PRÁCTICAS DE LECTURA Y ALFABETIZACIÓN DE ESTUDIANTES AUTISTAS

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/381E8A

DOI

doi.org/10.63391/381E8A

Junior, Ivan de Souza. Caminhos para inclusão: Práticas de leitura e letramentos de alunos autistas. International Integralize Scientific. v 5, n 51, Setembro/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

O presente artigo tem por finalidade levantar questões a ser alvo de reflexões sobre a inclusão do aluno autista, busca-se estratégias eficazes para a inclusão deste aluno, tendo por foco a cultura da leitura e letramento, devido ao transtorno espectro autista seu cérebro apresenta uma maneira peculiar de processar as informações advindas do meio externo, devido a tal necessidade específica são necessários adaptações considerando as particularidades cognitivas e emocionais para que não ocorra uma exclusão da construção de conhecimento que acontece na sala de aula gerando um prejuízo na aprendizagem. Aborda-se questões de interação social com recursos visuais e atividades lúdicas, além do papel do educador promover um ambiente acolhedor e inclusivo onde a potencialidade de tal aluno seja uma caminho a seguir, além do relevante conceito de construção de conhecimento que compreende escola e família em sintonia, entende-se a necessidade de reforçar que a inclusão está além da presença física do aluno em sala de aula é necessário garantir que ele seja ativo como protagonista na construção de conhecimento.
Palavras-chave
inclusão; leitura; letramento; autismo.

Summary

The purpose of this article is to raise questions that should be the subject of reflection on the inclusion of autistic students, seeking effective strategies for the inclusion of these students, focusing on the culture of reading and literacy. Due to autism spectrum disorder, the student’s brain has a peculiar way of processing information from the external environment. Due to this specific need, adaptations are necessary considering the cognitive and emotional particularities so that there is no exclusion from the construction of knowledge that takes place in the classroom, generating a loss in learning. Issues of social interaction are addressed with visual resources and playful activities, in addition to the role of the educator in promoting a welcoming and inclusive environment where the potential of such a student is a path to follow. In addition to the relevant concept of knowledge construction that includes school and family in harmony, it is understood that there is a need to reinforce that inclusion goes beyond the physical presence of the student in the classroom; it is necessary to ensure that he or she is an active protagonist in the construction of knowledge.
Keywords
inclusion; reading and literacy; autism.

Resumen

Este artículo busca generar preguntas para la reflexión sobre la inclusión del alumnado autista, buscando estrategias efectivas para su inclusión. Se centra en la cultura de la lectura y la lectoescritura. Debido al trastorno del espectro autista, el cerebro procesa la información del entorno externo de forma única. Debido a esta necesidad específica, se requieren adaptaciones, considerando las particularidades cognitivas y emocionales, para evitar la exclusión de la construcción de conocimiento que se produce en el aula, lo que resulta en un aprendizaje deficiente. Se abordan cuestiones de interacción social con recursos visuales y actividades lúdicas, así como el rol del educador en el fomento de un entorno acogedor e inclusivo donde el potencial del alumnado sea un camino a seguir. Además del importante concepto de construcción de conocimiento, que abarca la armonía entre la escuela y la familia, es necesario enfatizar que la inclusión va más allá de la presencia física del alumnado en el aula; es necesario asegurar que sea un protagonista activo en la construcción de conocimiento.
Palavras-clave
inclusión; lectura y lectoescritura, autismo.

INTRODUÇÃO

O transtorno espectro autista é algo atribuído a condição do desenvolvimento neuro motor segundo Fontenele; Lourinho (2020, p.84542), dificultando a comunicação, a aprendizagem, a interação social e consequentemente a sua aquisição da alfabetização e habilidade de leitura e letramento. Houve um aumento significativo desse transtorno segundo CDC (2020) gerando uma necessidade ainda maior de compreender o transtorno e estratégias para alfabetização desse aluno, de maneira que ele não possa sofrer exclusão por conta de seu estado, assim como o papel do educador na vida desse tipo de aluno. 

O tema inclusão é algo de uma dimensão grande por conta de seus desafios e compreensão por todos que estão envolvidos nesse contexto, fechando o foco aqui em alunos com transtorno espectro autista a questão da dificuldade da interação gera de forma natural ao transtorno o distanciamento do convívio social um fator a ser superado, além desse mesmo transtorno ocasionar uma dificuldade de aprender, essa pesquisa busca apontar caminhos para superar barreias da inclusão de alunos com transtorno espectro autista a aquisição da leitura e letramento, de maneira que esse aluno não esteja presente só de forma física em uma sala de aula, mas explorando distintos de suas potencialidades e ofertando adaptações coerentes e eficazes para buscar na mediada do que é possível caminhos que leve esse aluno a estar em igualdade de condições de se desenvolver da mesma forma que os demais na classe, o que torna esse processo de inclusão em si desafiador assim como demasiadamente necessário. 

Em vista desta proposta de inclusão imerge algumas situações problemas, como: É possível que esse aluno aprenda a ler e escrever? Poderá esse aluno acompanhar o mesmo conteúdo ensinado na sala? Ele pode ser um agente ativo e protagonista na construção de conhecimento? Pode-se à medida que surgem esses questionamentos formular algumas hipóteses sobre tema. Por exemplo; como se há um conhecimento suficiente para lidar com tal situação, a uma pesquisa continuada para entender as mudanças que são naturais do tempo com a evolução da ciência, a questão da adaptação como estratégia e a ludicidade como maneira de transpor limites que por vezes são mascarados por conta de uma falta de entendimento mais profunda de uma real compreensão da dimensão e magnitude do tema pode ajudar.

Mediante a isso a leitura e letramento como mecanismos vitais dentro de uma condição humana para a imersão no mundo social, de maneira a ser protagonista em sua vida modificando sua realidade e a realidade de seu entorno, a leitura e o letramento são indispensáveis para tal proposta e é um direito legal desse público ter condições plenas de adquirir tais habilidades tanto para a vivência plena de um aluno ativo na condição de construtor de conhecimento, assim como no seu uso para seu benefício,  medida em que esta questão da leitura e do letramento ampliar sua visão de mundo aponta caminho para superar suas dificuldades, amplia seu leque de possibilidades em uma vida futura, assim como a questão subjetiva de um crescimento pessoal. Mediante a isso a proposta dessa pesquisa e fazer valer o que legalmente é direito desses alunos que eles estejam incluídos em reais condições de aprender assim como os demais colegas participando e construindo conhecimento tendo como pilar o mesmo conteúdo que está sendo ministrado a todos.

METODOLOGIA

A presente pesquisa foi orquestrada com a imersão no acervo literário daquilo que historicamente foi deixado por pesquisadores registrado em livros, revistas, sites, artigos científicos, de maneira que numa revisão das várias bibliografias ove a tentativa de buscar um entendimento sobre o tema em questão para contribuir com a inclusão e construção de conhecimento do aluno autista, dialogando com a literatura já existente.

A pesquisa foi feita em um período de quatro meses.

Critérios de inclusão: toda publicação relacionada ou correlacionada diretamente com o estudo em questão, nacional ou internacional onde ouve a possibilidade de tradução.

Critérios de exclusão: Sites não traduzidos e bibliografia não relacionada com o tema.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

O TRANSTORNO ESPECTRO AUTISTA

O transtorno espectro autismo é uma forma de funcionamento do cérebro incomum, segundo Fontenele; Lourinho (2020, p.84542) de forma que a parte neuropsiquiátrica envolvida com a comunicação, interação e comportamental se distância de “padrões estipulados como aceitáveis”. Esse termo utilizado para esse tipo de transtorno “o espectro” se correlaciona com a manifestação de sintomas e habilidade que pode haver uma variação de indivíduo para indivíduo. Algumas pessoas acometidas pelo transtorno espectro autistas podem apresentar a manifestação do transtorno de forma mais severa que outras, assim como outras podem surpreender com algumas habilidades específicas em determinada área, para (Fontenele; Lourinho, 2020, p.84542) segundo esse autor a alguns graus que o transtorno espectro autista se apresenta de forma que a manifestação de determinadas faculdades varia de indivíduo para indivíduo.

Os sinais do transtorno espectro autista de forma geral aparecem na primeira infância e há a possibilidade de ser identificado no primeiro ao terceiro ano de vida Neuroinfo, (2021). Entre os primeiros sinais sintomas estão a dificuldade de comunicação tanto a verbal como a não verbal, assim como aceitar certos padrões sócias. É importante saber que existe um princípio o da individualidade biológica tornando o ser humano único, pois antes do transtorno a uma pessoa dotado de todos os atributos da condição humana, dessa forma poderá haver uma diversidade de combinações de sintomas,

O diagnóstico no início dos primeiros sinais de sintomas é fundamental para o suporte necessário para o desenvolvimento dessa criança com intervenções propícias a tal transtorno. A questão da identificação do transtorno espectro autista é feita por um profissional qualificado para isso, que levam em consideração fatores empíricos e lançam mão de escalas de avaliação para um veredito. Quanto mais cedo o diagnóstico, maior será a chance de implementar uma de uma estratégia para uma intervenção bem sucedida.

Quando se leva o supracitado à cima para dentro da sala de aula e se depara-se com a realidade pratica da situação, ou seja, o auto gral de complexidade de alfabetizar um aluno com o transtorno espectro autista e ainda a questão da inclusão a nível de conteúdo para construção de conhecimento, na tentativa de incluir a todos na mesma condição de aprendizagem sem exclusão de nenhum aluno.

O objetivo dessa pesquisa é direcionar o aluno em questão para que ele possa ser incluído na cultura da leitura e letramento em condições de igualdade equiparando-se ao restante da classe, não pode se esquecer da questão do transtorno, mas sempre lembrar que antes desse transtorna a uma pessoa dentro da condição humana, e explorar a suas possibilidades antes de focar no transtorno é com certeza um caminho a ser explorado para a inclusão desse público. 

A INCLUSÃO

A inclusão é um tema de complexo entendimento assim como sua aplicação pratica, segundo Ferreira e Orlandi (2014) Incluir no sentido de dar acesso, acesso à escola, não é o suficiente para lidar com os sentidos, que historicamente construídos, continuam ecoando na atualidade, constituindo os sujeitos, dividindo aqueles que têm e não têm lugar nas relações socias. Uma possibilidade de romper com essa relação, de instalar outra rede de sentidos seria derivar de iguais na diferença para diferentes na diferença ou diferentes na sociedade. Esse autor exorta a necessidade de entender o diferente além da sua aceitação no meio social como pessoa numa condição humana.

Mediante ao supracitado pelo autor pode-se ter o entendimento que é necessário um redirecionamento no olhar da sociedade como todo para praticar a inclusão e romper com estigmas historicamente construídos.

A inclusão dentro do contexto como o do espectro autismo e sua aplicabilidade requer conhecimento e é um tema cabal para uma garantia de sua funcionalidade independente da diferença que há tem todos os seres humanos, o ideal e de suma importância levando em conta o transtorno espectro autista dentro de um contexto da leitura e do letramento que esses alunos tenham oportunidades iguais usufruindo dos mesmos conteúdos na sala de aula, e dentro dessa temática, a inclusão, pode-se ampliar para toda a sociedade, mercado, saúde, vida profissional, para a plenitude de uma vida em sociedade.

Dentro do exposto cabe aqui ressaltar que a inclusão não se limita apenas a presença física do aluno espectro autista na sala de aula, mas um ambiente acolhedor e seguro para que possa se beneficiar das mesmas oportunidades, que com as devidas adaptações em conteúdos possa construir uma aprendizagem em igualdade de condições de acesso com os outros alunos levando em conta a diferença de cada um.

Mediante a isso a um entendimento que a educação é essencial como um agente libertador e transformado social, dessa forma na sua grandeza a educação formal tem que promover um ambiente de respeito e a acolhimento ao diferente dentro da diversidade cultural do Brasil explorando a potencialidade e entendo as necessidade de cada ser humano, isso como já citado aqui requer um empenho em conjunto equipe pedagógica, os demais atores escolares, família  e sociedade, reconhece que o entrelaçamento de todos em benefício do aluno espectro autista é um desafio devido à complexidade da inclusão, mas é de suma importância.

Ademais o rever o currículo dentro da proposta inclusiva para o diferente é necessário pontuar-se aqui o transtorno espectro autista e suas necessidades, ainda se cita o documento de identidade colégio o PPP, salienta-se que esse processo de inclusão do aluno espectro autista requer compromisso.

 

A PRÁTICA DA LEITURA É DO LETRAMENTO:

Esse tema é um fator preponderante para o desenvolvimento cognitivo e social do aluno autista, habilidades de comunicação e uma mudança subjetiva que amplie a visão de mundo do aluno espectro autista são alguns de vários benefícios advindos da imersão desse aluno a cultura da leitura de do letramento, o entendimento é que a leitura pra além do acesso à informação contribui para a socialização e a construção da identidade do aluno, para isso tudo se mova em direção ao aluno espectro autista é necessário uma estratégia que respeite a particularidade de aluno em especial, a questão da adaptação que também será abordar dado nessa pesquisa, e  é um caminho a ser explorado.

Mediante a proposta dessa pesquisa tende-se a compreensão da importância da leitura e letramento para o pleno desenvolvimento total de uma pessoa. O que está em questão é algo que vai muito além de uma decodificação ou uma codificação de palavras. É o estimulo de um pensamento próprio o exerci-o crítico de determinadas situações que são comuns no dia a dia e também encontrado no mundo por intermédio da leitura, aspectos como a criatividade a capacidade de interpretar que são habilidades essências para ampliar a visão de mundo, além de promover uma transformação social segundo a revista Brasileira de educação (1995).

Assim por intermédio da leitura alunos tem acesso a diferentes culturas e ideias, gerando perspectivas, sonho, superando limites e barreiras, desenvolvendo seu poderio cognitivo, de forma a contribuir com a aprendizagem em várias áreas Freire (1997).

De forma que se pode correlacionar o desenvolvimento da prática da leitura e do letramento com sucesso para o aluno em sua vida, uma vida plena em sociedade, sendo o aluno protagonista de sua vida dentro de uma condição humana, de sonho perspectivas, transformação de si e do meio onde vive e contribuição para sociedade formando um indivíduo pronto para o exercício da cidadania.

A PROBLEMATIZAÇÃO

De acordo com que já foi explanado nessa pesquisa pode-se ter o entendimento do desafio que é a inclusão do aluno com transtorno espectro autista na cultura da leitura e letramento assim também como é necessário tal inclusão, diante disso pode-se contemplar com enriquecedor é a inclusão desse aluno, para escola o corpo docente assim como ele o aluno em sua condição humana.

Na percepção de Ferreira & Orlandi (2014) o processo de inclusão é fazer parte é ter acesso em igualdade de condições, o que vai muito além de uma simples presença física, ou o mundo pensado para uma pequena parcela da sociedade, mas pertencer intervir olhar para o diferente sem um estigma histórico que o acompanha e enxergar valores de uma condição humana, antes de um transtorno e nessa condição se debruçar como um amparo legal para inserção do aluno espectro autista ao mundo da cultura da leitura e letramento em igualdade de condições ou o mais perto possível disso.

Dentro do acima exposto há o amparo legal da lei n. 12.764. de 27 de dezembro de 2012, que é uma política nacional com uma diretriz legal do direito do aluno com transtorno espectro autista que propõe esse aluno acesso legal a uma educação de qualidade. 

Com a garantia de tais direitos e a complexidade da situação pode-se no ambiente escolar encontrar algumas barreiras para uma inclusão satisfatória com o a falta de matérias adaptados que supram sua necessidade sensorial e cognitivas desse aluno pode ser um fator para a exclusão desse aluno em sala de aula, isso somado a falta de estratégias pedagógicas que considerem as particularidades do aluno com transtorno espectro autista, ainda há a contribuição desse raciocínio de dificuldade, quando coloca-se a formação pedagógica adequada ou até mesmo a falta dela ou sua continuidade. (Ferreira & Fonseca 2024).

Para Ledur e Nobre (2021) o professor tem que estar embasado da teoria para aplicação prática como entender da importância de recursos visuais e de manipulação assim como matérias adaptados para melhor lidar com o transtorno espectro autista, ainda segundo esse autor a de se superar prejuízos na questão de se comunicar, o isolamento social que portanto para a superação dessas barreiras o ideal é pesquisar para construir uma metodologia adequada onde o aluno com transtorno espectro autista possa usufruir do mesmo conteúdo dos alunos no ambiente escolar com adaptações e outras possíveis estratégias.

Ainda nessa questão de dificuldade Santos e Araújo (2021) exortam sobre o grau de dificuldade para a criança em questão fazer a decodificação das palavras associado ao contexto de fonética por conta da dificuldade oriunda desse tipo de transtorno, e ainda a codificação mais uma vez levando em conta a fonética e a difícil associação de silabas, palavras a sons, promovendo assim dentro da cultura e do letramento uma barreira a ser transposta por educadores, com intuito de não contribuir para exclusão desses alunos nas aulas de português.

Dessa maneira o professor tem que se reinventar para suprir essa questão da inclusão para esse determinado aluno embora não dependa só dele, Junior (2024) Exorta que a inclusão extrapola os limites físicos do colégio, envolvendo a sociedade como todo logo então vem a questão de conscientizar sobre a importância de outro olhar para o aluno com transtorno espectro autista, que vem descontruir aquilo que por vezes está enraizado na sociedade na forma de preconceito mesmo que implícito caracterizado pelo conceito de um distúrbio que vem na frente da pessoa humana 

Dessa forma, estando atento para do transtorno e da importância da conscientização, ainda respeitando o princípio da individualidade biológica pode-se traçar um caminho para uma inclusão que surta efeito. Mas ainda conhecendo esse transtorno é notória a dificuldade de comunicação por vezes por uma falta de verbalização ou uma verbalização precária, tem ainda a tendência desse aluno se isolar, constituindo mais um de muitos desafios para a inclusão desse aluno a leitura e letramento, Vygotsky (1984) faz-se menção da troca com o meio, a socialização para a formação e desenvolvimento de processos superiores, como memória, atenção e cognição tão importantes para alunos com transtorno espectro autistas. Entende-se que há uma necessidade de o educador trabalhar em grupo assim como apresentar o aluno matérias adaptados que lhe aguce o interesse para o desenvolvimento de tais processos citados pelo autor.

Pode-se contemplar no decorrer dessa pesquisa a extrema dificuldade de fazer uma inclusão de maneira ativa aos alunos com transtorno espectro autista na cultura da leitura e letramento, Barreto (2021) fala também dessa dificuldade de alfabetizar é fazer com que o aluno espectro autista acompanhe os demais alunos na sala de aula, usufruindo dos mesmos conteúdos evitando assim a exclusão, desse aluno dentro da sala de aula, essa autor discorre sobre uma gama de dificuldades encontrada nesse específico transtorno impedindo que o aluno em situações da sala de aula consiga acompanhar a turma, necessitando de um olhar pedagógico com embasamento teórico para uma prática bem sucedida.

Barreto (2021) também deixa claro o aspecto da legalidade, ou seja, o direito que aluno espectro autista tem de aprender como qualquer outra criança, direito de ser inserido a cultura da leitura e letramento, direito de ser considerado um humano em sua condição, de ser concebido como tal antes de um transtorno que o faz diferente de outra criança assim como ninguém é igual a ninguém são garantias que já foram citadas aqui nesse trabalho, mas por intermédio desse autor traz-se aqui esse reforço desse direito com respaldo legal para o desenvolvimento dessas crianças sem nenhum prejuízo.

 

A INTERVENÇÃO

Até aqui tende-se a ter noção do grau de dificuldade de inserir o aluno com transtorno espectro autista a cultura da leitura e do letramento por extremas particularidades e que geram complexidades para que esse aluno possa realmente aprender, mas com essa pesquisa que se debruçou em cima do acervo literário aquilo que historicamente foi produzido por outros pesquisadores, dessa maneira pode-se deixar aqui uma contribuição para ampliar o entendimento dessa temática.

Mediante isso pontua-se aqui uma primeira questão que é a formação que abranja esse tema e o processo de formação continuada, onde  encontra-se na literatura autores que tenham esse mesmo entendimento aqui o exposto por (Ledur e Nobre 2021) que deixa claro que o professor tem que ter um embasamento teórico para uma prática de qualidade o autor deixa claro esse entendimento, por conta que dentre alguns pontos conhecerem o aluno na condição humana, conhecer o transtorno pesquisar sobre o tem traçar estratégias ter um olhar apurado sobre esse aluno mediante a uma investigação científica educacional, e assim achar o melhor caminha para que essa criança se desenvolva na medida do possível em uma tentativa de incluir o aluno a cultura da leitura e do letramento em igualdade de desenvolvimento e condições com os demais alunos da classe. Contribuindo para esse mesmo pensamento (Freire 2014) com seu dito “não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino” o autor deixa claro a necessidade de pesquisar para ensinar de maneira que um não existe sem o outro.

Outra forma de intervir de forma pedagógica para o desenvolvimento do aluno espectro autista na cultura da leitura e letramento é a questão de matérias adaptados onde pode-se encontrar na literatura esse caminho como estratégia para incluir esse aluno. Ferreira & Orlandi (2014) contribuem com esse pensamento na questão de adaptar o conteúdo para que o aluno mediante essa adaptação possa estar incluído na mesma temática da aula, aquilo que o professor esteja trabalhando em pode ser em forma de desenho ou letras grandes e coloridas possa chamar a atenção do aluno para a aula de português e dessa forma inserir o aluno ao mesmo conteúdo, assim ensinar com livros com amplo recursos visuais que também estejam providos de uma variedade de cores chamativas é uma estratégia de provocar o interesse pela leitura assim como começar a desenvolve-la, sendo possível que o professor possa fazer isso mesmo com xerox colorido ou o aluno colorindo mediante o que está sendo ministrado para toda a classe .

Outra citação descrita por Santos e Araújo (2021) na questão da alfabetização é levar um conteúdo que esteja próximo da realidade que o aluno está, devida ao somatório de dificuldades exposto aqui nessa pesquisa a intenção é facilitar a aprendizagem desse aluno fechando o foco aqui a leitura e letramento, dessa forma ensinar, com palavras comuns ao contexto social que a criança está inserida, assim como o contexto cultural de sua comunidade se faz uma prática pertinente ao tema. 

Sobre outro mecanismo legal seria a sala de recursos multifuncionais como recurso para inclusão de alunos espectro autista na cultura da leitura e letramento sobre isso (Barreto 2021) externa a importância desse mecanismo previsto em lei para de uma forma individualizada perante muitos estímulos especificamente dirigidos a esse aluno possa numa contribuição extraclasse ajudar a esse aluno a desenvolver seu potencial para aquisição da leitura e letramento.

Nesse contexto de várias tentativas para o desenvolvimento e inclusão do aluno com transtorno espectro autista na cultura de leitura e letramento, faz-se menção do apoio da família a escola pois segundo Sprovieri (2001) há sim uma necessidade da contribuição da família a esse aluno, por conta da proximidade com tal a confiança desse aluno o temo que eles passam juntos, sendo de suma importância a família próxima a escola, o apoio em questões pedagógicas auxiliando no lar.

O profissional de apoio segundo (Lopes 2023) pode auxiliar na questão da adaptação pode-se pontuar aqui sua importância por ser comum salas cheias esse aluno pode estar sujeito a não receber a atenção necessário, contribuindo para a exclusão, até por conta desse profissional vir a direcionar com a questão da adaptação do conteúdo promovendo a inclusão do aluno com transtorno espectro autista a totalidade do ambiente escolar fazendo que ele tenha acesso ao mesmo conteúdo que os demais alunos de forma adaptada.

Onde contemplar uma gama de frentes de apoio a esse aluno em questão, de forma que a escola cita-se aqui todos atores e documentos legais como o PPP não podem estar de fora desse esforço mútuo para incluir esse aluno a cultura da leitura e letramento de forma que o PPP deve estar alinhado com a metodologia e conter estratégias como ponto de partida para a inclusão desse aluno, o colégio com todos os profissionais que atuam ali devem estar envolvidos e cientes da  tentativa de inclusão e mecanismos para ela.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Nessa pesquisa não há a pretensão de resolver o problema de inclusão do transtorno espectro autista a cultura de leitura e do letramento, mas sim de ampliar a discussão e a visão para esse relevante tema que possivelmente uma boa parcela ou então todos os educadores se depararam com tal situação dentro de sua carreira docente no ensino básico.

Perpassa-se por aspectos legais que dão direito a esse aluno uma educação de qualidade assim como os demais da classe, a importância da leitura e do letramento para o pleno desenvolvimento do aluno com transtorno espectro autista, o grande problema de incluir esse aluno nas atividades junto com os demais alunos em uma classe e fixa-se aqui direções que podem ser seguidas.

Como já citado aqui não há uma fórmula, mas mediante a essa pesquisa e o que está no acervo literário acredita-se que o aluno com transtorno espectro autista pode sim estar sendo incluído a cultura da leitura e do letramento, de forma a participar de maneira adaptada aos mesmos conteúdos que os demais alunos da classe.

Dessa maneira também compreender que um novo olhar é necessário, olhar de respeito e da diversidade humana, a além de sua condição única de existência, um ser dotado de sentimentos, emoções e condições únicas particulares de um ser humano, mediante ao exposto há a necessidade do reconhecimento da totalidade humana que vem antes de qualquer transtorno e ainda o foco nesse ser humano e suas potencialidades não o foco no transtorno propriamente dito não que não seja necessário o entendimento do transtorno, pelo contrário entende-se que sim, mas focar na potencialidade da pessoa como estratégia de inclusão a cultura da leitura e do letramento.

Ainda sobre o docente é necessário um aporte teórico que sustente a prática que pode ser encontrado na formação que agregue conhecimentos sobre esse transtorno, assim como processo da formação continuada estando sempre se atualizando na forma de pesquisa para uma prática bem sucedida.

Dessa forma contemplar na conclusão nessa pesquisa a complexidade do assunto e que o envolvimento do colégio num todo da família e sociedade e cabal para o aluno com transtorno espectro autista mas é necessário se superar dar a sua contribuição forjar um olhar crítico reflexivo naquilo que pode ser sua contribuição com a causa, deixa-se para o leitor no encerramento dessa pesquisa um sugestão de reflexão de qual pode ser sua contribuição para tão relevante tema, não só na questão da cultura e do letramento mas um novo olhar para a pessoa com transtorno espectro autista, num contexto da diferença entre seres humanos e inclusão sem preconceito ou pré-juízo.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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FONTENELE, Maria Auxilene Venancio; LOURINHO, Lídia Andrade. Perspectiva da neurociência no transtorno do espectro do autismo – TEA e a formação de professores. Braz. J. of Develop., Curitiba, v. 6, n. 11, p. 84539-84551, nov. 2020.

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JUNIOR, S, I. DESAFIO DE UMA PRATICA INCLUSIVA ATIVA NA PERSPECTIVA PÓS-CRÍTICA, revista ft Adson, Educação, Volume 28 – Edição 137/AGO 2024 / 16/08/2024

LEDUR, Hélen Caroline; NOBRE, Suelen Bomfim. O Transtorno do Espectro Autista (TEA) e o ensino de Ciências: concepções e possibilidades didático-pedagógicas. Revista Acadêmica Licencia&acturas, v. 9, n. 2, p. 7-22, 2021.

LÍNGUA ESCRITA, SOCIEDADE E CULTURA: Relações, dimensões e perspectivas. Revista Brasileira de Educação, Belo Horizonte, p.5-16, set./dez. 1995.

LOPES, Mariana Moraes; MENDES, Enicéia Gonçalves. Profissionais de apoio à inclusão escolar: quem são e o que fazem esses novos atores no cenário educacional? Revista Brasileira de Educação, v. 28, p. e280081, 2023.

NEUROINFO, Desenvolvimento do cérebro. Revista de Neurociência, n º 14, agosto de 2021.

SANTOS, A. T. S. S.; ARAÚJO, D. K. P. de; COSTA, M. V. G. Possibilidades e desafios da alfabetização: relato de experiência de uma docente dos anos iniciais do ensino fundamental. Disponível em Acesso dia 14 jan.2021.

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VYGOTSKY, Lev Semenovich et al. A formação social da mente. São Paulo, v. 3, 1984.

Junior, Ivan de Souza. Caminhos para inclusão: Práticas de leitura e letramentos de alunos autistas.International Integralize Scientific. v 5, n 51, Setembro/2025 ISSN/3085-654X

Referencias

Vivian Caroline Coraucci.
BAILEY, C. J.; LEE, J. H.
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Clinical infectious diseases.
v. 67
n. 7
p. 1208-1216,
2021.
Disponível em: https://academic.oup.com/cid/article/67/7/1208/6141108.
Acesso em: 2024-09-03.

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Caminhos para inclusão: Práticas de leitura e letramentos de alunos autistas

Área do Conhecimento

EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO ENSINO BÁSICO: DESAFIOS E POSSIBILIDADES
Educação inclusiva; ensino básico; diversidade; políticas públicas; metodologias pedagógicas
IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO CONTEXTO DA ALFABETIZAÇÃO
Escola; Ensino Regular; Necessidades Educacionais Especiais.
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Educação Inclusiva, Inteligência Artificial, Tecnologia Assistiva, Aprendizado Personalizado, Políticas Educacionais.
Formação docente para a diversidade: Práticas pedagógicas inclusivas na atualidade
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