A Influência dos aspectos socioemocionais no processo de alfabetização.

THE INFLUENCE OF SOCIO-EMOTIONAL ASPECTS ON THE LITERACY PROCESS

LA INFLUENCIA DE LOS ASPECTOS SOCIOEMOCIONALES EN EL PROCESO DE ALFABETIZACIÓN

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/39DA32

DOI

doi.org/10.63391/39DA32

Muniz, Antonio Sergio . A Influência dos aspectos socioemocionais no processo de alfabetização.. International Integralize Scientific. v 5, n 51, Setembro/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

Aspectos socioemocionais é um tema recorrente no meio educacional e visto como um dos fatores principais no processo de alfabetização, pois é por meio das emoções que a aprendizagem é construída. As emoções constituem o homem, de modo que não podem ser negligenciadas, mas sim desenvolvidas, portanto, os aspectos socioemocionais têm grande importância no processo de aprendizagem. O presente artigo tem como objetivo analisar e discutir a influência dos aspectos socioemocionais no processo de alfabetização. Os referenciais estudados mostram que as emoções podem dificultar ou auxiliar no processo de aprendizagem, portanto, conclui-se que aprendizagem se relaciona com os métodos articuladores externos e internos de cada indivíduo, sendo, as emoções um fator relevante diante da postura escolar no trabalho de alfabetização das crianças, sendo este um dos principais pontos de interferência na questão do aprendizado.
Palavras-chave
neurociência; aprendizagem; alfabetização; emoções.

Summary

Socio-emotional aspects are a recurring theme in the educational environment and seen as one of the main factors in the literacy process, as it is through emotions that learning is constructed. Emotions constitute man, so they cannot be neglected, but rather developed, therefore, socio-emotional aspects have great importance in the learning process. This article aims to analyze and discuss the influence of socio-emotional aspects in the literacy process. The references studied show that emotions can hinder or assist in the learning process, therefore, it is concluded that learning is related to the external and internal articulating methods of each individual, with emotions being a relevant factor in relation to the school attitude in the work of children’s literacy, which is one of the main points of interference in the issue of learning.
Keywords
neuroscience; learning; literacy; emotions.

Resumen

Los aspectos socioemocionales son un tema recurrente en el ámbito educativo y visto como uno de los principales factores en el proceso de alfabetización, ya que es a través de las emociones como se construye el aprendizaje. Las emociones constituyen al hombre, por lo que no pueden ser descuidadas, sino desarrolladas, por ello, los aspectos socioemocionales tienen gran importancia en el proceso de aprendizaje. Este artículo tiene como objetivo analizar y discutir la influencia de los aspectos socioemocionales en el proceso de alfabetización. Las referencias estudiadas muestran que las emociones pueden dificultar o ayudar en el proceso de aprendizaje, por lo que se concluye que el aprendizaje está relacionado con los métodos articuladores externos e internos de cada individuo, siendo las emociones un factor relevante en relación a la actitud escolar en el trabajo. de la alfabetización infantil, que es uno de los principales puntos de injerencia en la cuestión del aprendizaje.
Palavras-clave
neurociencia; aprendiendo; alfabetismo; emociones.

INTRODUÇÃO 

Tradicionalmente, as escolas concentram-se desde cedo no desenvolvimento das competências cognitivas dos alunos, como memória e raciocínio. No entanto, diversas pesquisas demonstram que o desenvolvimento intencional das competências socioemocionais nas práticas escolares — ajudando os estudantes a se relacionarem melhor consigo mesmos, a reconhecer e a dialogar com suas emoções — pode trazer benefícios significativos para o processo de aprendizagem e para várias áreas da vida, incluindo trabalho, saúde e relações sociais.

Os aspectos socioemocionais estão intimamente ligados ao processo de aprendizagem, não se desenvolvendo de modo separado dos aspectos cognitivos, mas sim de maneira completamente integrada, ambos sendo igualmente valorosos para a formação dos seres humanos. O processo de aprendizagem, principalmente na alfabetização, é essencialmente interativo, e por esse motivo, nas escolas, os alunos são levados constantemente a colocar em prática várias competências, seja no decorrer da autoavaliação sobre seu desempenho, seja nos momentos de interações com professores, colegas e outros membros da equipe acadêmica. 

A motivação para escolha do tema deste trabalho é dada mediante a inquietação na busca por respostas que permeiam as questões do cérebro frente às reações causadas pela influência das emoções no processo de alfabetização. Assim, a intenção é tecer e elaborar reflexões esclarecendo comparativos entre a alfabetização, emoção, cérebro e interferências, realizando uma revisão bibliográfica sobre tema com base teóricos e pesquisadores que já discutiram o tema abordado.

O controle das emoções é essencial para o desenvolvimento e a evolução de uma pessoa, contribuindo de forma direta para a construção de um espaço social formado por indivíduos mais confiantes, menos ansiosos, mais equilibrados e com uma autoimagem positiva. Esse assunto é importante ser discutido, pois não existe um único caminho para a promoção do desenvolvimento integral nas escolas. O Brasil é um país plural que reúne várias experiências, portanto, é fundamental garantir que as diferentes realidades e específicos contextos sejam observados e discutidos localmente. 

Com base no conhecimento contextualizado da pedagogia, este trabalho visa investigar como as influências emocionais afetam o processo de ensino-aprendizagem quando são aplicadas estratégias pedagógicas. Visa ainda entender o processo de aprendizagem desde o planejamento educativo até a mediação, considerando os atuais parâmetros que embasam o contexto social e a grade curricular. Seguindo essa linha de reflexão, o objetivo deste artigo é proporcionar uma visão detalhada sobre como os sentimentos, emoções e reações dos educandos são influenciados por esse conceito tão abstrato.

O trabalho buscou, por meio de pesquisas bibliográficas, ampliar o conhecimento sobre as emoções e contribuir para a compreensão de sua relação com o ensino e a aprendizagem.

NEUROCIÊNCIA – COMO FUNCIONA O CÉREBRO

De forma descontraída o estudo realizado por Chopra e Tanzi (2013) explica que estudar o cérebro humano é como encostar um estetoscópio em um estádio de futebol para aprender as regras do jogo. O corpo humano é dotado de cinco capacidades que possibilitam ações e interações com o mundo exterior e, por meio de vários órgãos do corpo humano são enviados ao cérebro as sensações, este envio é dado por uma rede de neurônios ativos do sistema nervoso.

Nosso cérebro contém cerca de 100 bilhões de células nervosas, que formam de um trilhão a talvez um quatrilhão de conexões chamadas “sinapses”. As sinapses estão em constante e dinâmico estado de reorganização em resposta ao mundo que nos cercam. São uma minúscula e, no entanto, estupenda maravilha da natureza. (Chopra; Tanzi, 2013, p. 29).

O cérebro não atua da mesma forma que um músculo, pelo menos não em um sentido literal ou tradicional. Conforme apontado por Carey (2015, p. 11), ele se comporta de maneira única, influenciado por fatores como o humor, o tempo, os ciclos circadianos, além do ambiente e da localização. Sua capacidade vai além da consciência imediata, registrando e, posteriormente, resgatando informações com detalhes que muitas vezes passaram despercebidos no momento original da experiência. Mesmo durante o sono, o cérebro segue ativo, conectando ideias e atribuindo significados mais profundos aos acontecimentos vividos em vigília. Ele tende a rejeitar o acaso e valoriza o sentido nas experiências, demonstrando um funcionamento peculiar que se potencializa quando suas características específicas são levadas em consideração. Por isso, compreender o cérebro demanda a contribuição de diversos especialistas — desde cientistas, médicos e biólogos até pedagogos, psicopedagogos, fisiologistas, farmacologistas e profissionais das artes (Carey, 2015).

Chopra e Tanzi (2013) acrescentam que o cérebro vai além da interpretação: ele participa ativamente na construção da realidade. Tudo o que é percebido — visão, audição, tato, olfato ou paladar — só se torna real por meio da ação cerebral. Cada experiência, sentimento ou ideia é moldada de forma singular para cada indivíduo. Diante disso, surge uma reflexão inevitável: se minha realidade é única e feita sob medida, será que sou eu o responsável por essa criação ou seria obra do meu cérebro? Caso a resposta seja “eu”, abre-se um horizonte de criatividade e possibilidade. Se for “meu cérebro”, então talvez existam limitações físicas e mentais que condicionam meu potencial — desde heranças genéticas até memórias dolorosas ou uma autoestima fragilizada. Pode ser que essas barreiras estejam restringindo minha percepção e minhas ambições, mesmo sem que eu tenha plena consciência disso (Chopra; Tanzi, 2013, p. 29).

O cérebro é o principal centro regulador do corpo humano, sendo responsável por coordenar funções vitais como o sono, a fome, a sede, entre outras necessidades fundamentais à sobrevivência e ao desenvolvimento do indivíduo. Além das funções fisiológicas, ele também é o responsável por processar e equilibrar emoções como medo, amor, raiva, tristeza, alegria e autoestima (Ramos, 2014).

Constituído por milhões de células, o cérebro ocupa uma área organizada em diversas estruturas especializadas, conhecidas como áreas funcionais. Essas regiões contêm neurônios interligados, que se comunicam constantemente por meio de impulsos elétricos e reações químicas. Essa complexa rede permite ao cérebro perceber o mundo ao redor, sentir emoções e dor, além de controlar nossos movimentos, inclusive os mais complexos (Carey, 2015).

De acordo com Carey (2015), o cérebro opera de maneira modular, com componentes especializados que desempenham tarefas distintas. Por exemplo, o córtex entorrinal é responsável por uma função específica, enquanto o hipocampo exerce outra. Os hemisférios cerebrais também possuem atribuições diferentes entre si. Há ainda áreas sensoriais encarregadas de interpretar estímulos visuais, sonoros e táteis. Apesar da divisão de tarefas, essas áreas trabalham em conjunto, formando um sistema integrado que gera uma percepção contínua e organizada do passado, do presente e até de possíveis cenários futuros (Carey 2015, p. 17),

Bem mais do que um simples comando ao corpo o cérebro molda a personalidade, portanto, cada um dos comportamentos é resultado da atividade cerebral ao longo da vida. Além disso, o cérebro humano é infinitamente adaptável e pode então desempenhar um quádruplo papel transmitindo a ele ações como: líder, inventor, professor e usuário (Chopra; Tanzi, 2013). 

Como líder, transmito ordens diárias a meu cérebro. Como inventor, crio dentro dele caminhos e conexões que não existiam. Como professor, ensino meu cérebro a aprender novas habilidades. Como usuário, sou responsável por mantê-lo em boas condições de funcionamento (Chopra; Tanzi, 2013, p. 30).

Neste sentido, Carey (2015) defende em sua pesquisa que, sendo o órgão mais importante do corpo humano, o cérebro é responsável pelas suas ações diretas e indiretas. Pois, de modo direto está relacionado com aquilo que está ao controle do corpo humano, como o que se come, o que se fala, o brincar, o andar, entre outros aspectos. E de maneira indireta é responsável por todas aquelas ações que independem da vontade humana como a respiração, o bater do coração etc.

Carey (2015) também enfatiza em seu trabalho de pesquisa que um cérebro é um cérebro, e todos os cérebros saudáveis funcionam do mesmo modo. Com muita preparação e dedicação, cada cérebro é capaz de façanhas de memória que podem ser ditas como mágicas.

No caso das neurociências que tiveram grandes avanços em termos de conhecimentos nos últimos anos e que tem se popularizado de modo crescente, é inevitável que os cientistas, leigos e jornalistas utilizem de metáforas para descrever o cérebro. Sendo assim, embora as pesquisas em relação ao cérebro tenham se destacado, o próprio fato de que as alegações da neurociência demostram que este tema ainda é um campo em processo (Lisboa; Zorzanelli, 2014). 

Neste sentido Pinheiro (2007) enfatiza em seu estudo que o cérebro humano se mostra cada vez mais inusitado e surpreendente até mesmo para o mais ardoroso neurocientista, as capacidades da mente são únicas e fazem dos indivíduos meros humanos especiais. Entretanto, o pensamento, a consciência, a experiência intangível, a emoção de existir sempre intrigou os filósofos, os cientistas, os educadores, os artistas em todo o percurso histórico da humanidade, pois a mente humana é imaterial, uma ampliação vital e transcendental do homem, ou seja, um produto do exercício cerebral é material.

EMOÇÕES E O DESENVOLVIMENTO HUMANO

De acordo com estudo realizado por Casanova, Sequeira e Silva (2009) é possível saber quando se está emocionado devido as invariáveis sensações que o corpo produz, como frio no estômago, uma dor de barriga, rir sem parar, tremedeiras, até mesmo desmaiar, perder a voz, chorar, ficar vermelho etc. Logo, a pesquisa de Damásio (2000, p. 159) complementa este pensar e enfatiza que “um sentimento depende da justaposição de uma imagem do corpo propriamente dito com uma imagem de alguma outra coisa, tal como a imagem visual de um rosto ou a imagem auditiva de uma melodia”.

A emoção é uma experiência subjetiva que envolve o indivíduo de modo integral, corpo e mente. É uma reação complexa excitada por estímulo, provocação ou pensamento que abrange as emoções orgânicas e pessoais. Entretanto, emoção é uma resposta que está entre os diferentes componentes de uma reação observável, uma interpretação cógnita, ou ainda por uma experiência subjetiva e fisiológica (Damásio, 2000). 

De acordo com a pesquisa realizada por Pinto (2001, p. 246), a emoção, é um “sentir consciente, uma impressão, uma experiência, às vezes com uma dimensão mais sensorial como dor ou bem-estar, outras vezes com uma dimensão mais afetiva como tristeza, melancolia, agrado”. É a combinação de um processo de avaliação mental complexo ou simples, com respostas dirigidas ao corpo e ou ao próprio cérebro resultado em um estado emocional. 

A emoção é uma área centralizada da vida humana e integra as conversas correntes não havendo necessidade de definir conceitos para que os indivíduos se entendam. Embora seja tema de pesquisa de vários teóricos nem sempre a emoção é definida com clareza, e sua definição varia de acordo com a ênfase dada pelas diferentes teorias e a especificidade dos componentes embasados ou fatores influenciadores como a genética, o ambiental, o social e o cultural, que por sua vez interferem no desenvolvimento humano (Damásio, 2000). 

O cérebro se adapta e a emoção se entrelaça com o desenvolvimento, logo as capacidades emocionais dos sujeitos de se emocionarem os fazem diferentes, podendo reconstruir conhecimentos a partir das emoções e da afetividade que impulsiona a vida, não se restringindo apenas ao ensino mecanizado da vida. Nesse sentido, Vigotski (2003, p. 121) afirma que “as reações emocionais exercem influência essencial e absoluta em todas as formas de nosso comportamento e em todos os momentos do processo educativo.”

As emoções influenciam o desenvolvimento de modo graduado e seguro, uma vez que as emoções e o bem estão correlacionados a ambientes e aspectos positivos e fazem dele um espaço de convívio. Entretanto, o desenvolvimento emocional exige um trabalho em conjunto acerca do espaço familiar, escolar, da sociedade. A família é onde situam os primeiros aportes emocionais, psicológicos, sociais e morais, e, enquanto seguimento ao primeiro aporte emocional, além de promover alegria e prazer no desenvolvimento em sua totalidade. E por fim o meio social, o pilar e alicerce do bem estar emocional, das oportunidades, do reconhecimento das capacidades individuais diante da diversidade social. As emoções, portanto, ultrapassam os limites conceituais e culminam esferas profundas de responsabilidade e comprometimento (Santos, 2010).

A IMPORTÂNCIA DA SAÚDE EMOCIONAL PARA O PROCESSO DE APRENDIZAGEM

O mundo tem atravessado grandes transformações que afastam o homem em sua essência interferindo nas relações interpessoais no contexto ensino- aprendizagem-emoções e a relação professor-aluno. A escola, enquanto campo de vivência e cidadania precisa trazer em sua base o ideal de proporcionar aos alunos momentos lúdicos e prazerosos de aprendizagem, portanto, esta é a razão da grande importância das emoções positivas entre alunos e professores dentro da escola (Ribeiro, 2010).

Dentre todas as funções a serem desempenhadas pelos professores, a mais importante é, sem dúvida, zelar pela aprendizagem dos alunos e, consequentemente, criar diferentes estratégias de recuperação para aqueles alunos que não atingir a aprendizagem com eficácia. Portanto, “a relação professor/aluno não deve ser uma relação de imposição, mas sim de cooperação, respeito e crescimento” (Vigotski, 1996, p. 78).

Por essa razão cabe ao professor considerar o que o aluno traz consigo conhecimentos e que sua bagagem cultural é muito importante para a construção da aprendizagem, sobretudo no processo de alfabetização. O professor é o mediador da aprendizagem facilitando-lhe o domínio e a apropriação dos diferentes instrumentos culturais. A construção do conhecimento se dá coletivamente, portanto, sem ignorar a ação intrapsíquica do sujeito (Vigotski,  1996). 

De acordo com dados da pesquisa de Arantes (2002, p. 120) não existe uma ação afetiva do indivíduo utilizar a cognição, ou seja, “o indivíduo precisa por meio de sua inteligência entender a situação pela qual ele passa, para poder agir afetivamente em acordo com o estímulo que sofrer”. Portanto, para que haja assimilação de algum conteúdo, seja teórico ou prático, em uma instituição de ensino ou não, deve haver interação das emoções, sobretudo o afeto, entre quem explica e o conteúdo e quem recebe as informações e, isso se dá, porque é pelo das interações positivas que surgem o interesse pelo objeto. 

As emoções, portanto, seriam como o combustível que, ativa o motor de um automóvel, porém não transforma sua estrutura. E isso é comprovado ao Analisar o ponto de vista de Wallon (1979), pois em sua pesquisa ele afirma que a construção do sujeito e do objeto com a qual o aluno construirá seu conhecimento depende da alternância entre o modo como o indivíduo vai relacionar o objeto de estudo com o seu cotidiano, discutindo ativamente com o professor, estabelecendo relações mais íntimas e de afeto com o professor.

Wallon (2008) enfatiza a questão do meio na formação do ser humano. O modo como o ser humano reagirá a determinadas situações de afeto ou quaisquer que sejam as situações pela qual passar, dependerá muito do espaço social, pois o meio molda a personalidade humana. Portanto, papel das emoções é fundamental na inteligência, sendo, a fonte de energia de que a cognição se utiliza para seu funcionamento. 

Logo a escola na figura do professor precisa compreender o aluno e seu universo sociocultural, pois, conhecer esse universo é de grande eficácia para o trabalho do professor que atua no plano universal, cultural e pessoal. O professor tem que colocar, acima de tudo, emoções positivas na sua relação com o aluno. A escola, por sua vez, deve e precisa se ocupar com o saber, com a seriedade e com o conhecimento. Assim, se um professor for competente, ele, por meio “de seu compromisso de educar para o conhecimento, contribuirá com a formação da pessoa, podendo inclusive contribuir para a superação de desajustes emocionais” (Dantas, 1992: p. 72).

A prática educativa na escola deve primar pelas relações de afeto e solidariedade, proporcionando situações que dê prazer ao aluno de construir conhecimentos e de crescer junto com o outro (Leite; Tagliaferro, 2005). As emoções, a princípio centrada nos complexos familiares, amplia sua escala na proporção da multiplicação das relações sociais (Rosa; Castro, 2017).

A escola como agência de transformações sociais tem o compromisso de atender as expectativas que desperta pelo seu grandioso poder de atração e sedução. O saber é uma poderosa arma de segurança e autonomia, portanto, a escola deve buscar junto da comunidade escolar recursos para trabalhar pelo fortalecimento das emoções e condições básicas para melhorias no processo de aprendizagem de seus alunos (Freire, 1999).

O professor deve atuar junto ao aluno de forma significativa para que ambos possam construir os resultados necessários à aprendizagem, assim, ele aferirá com seriedade a aprendizagem do aluno. Para Macedo e Silva (2009) a aprendizagem é um processo contínuo, constante, permanente, aberto e inseparável do processo de desenvolvimento. Ambos possuem a mesma dinâmica e, apesar de predominâncias e direções, neles encontram-se sempre presentes todas as dimensões que constituem a pessoa. 

Os aspectos socioemocionais estão diretamente relacionados ao desempenho escolar, em especial no processo de alfabetização, pois a criança que se sente valorizada, amada e respeitada adquire confiança e autonomia, desenvolvendo uma autoestima positiva sobre si mesma, o que significa que também terá meios e condições de aprender e desenvolver sua personalidade. Nessa perspectiva é importante que cada vez mais sejam realizadas pesquisas e reflexões sobre a relação estabelecida entre as emoções e o processo de aprendizagem do aluno, como também sua importância no processo educacional (Souza; Santos; Valverde, 2016).

As emoções positivas são essenciais no processo de alfabetização, pois essa ferramenta é a energia que impulsiona e conduz a aprendizagem humana, sem este recurso, se torna extremamente difícil impulsionar e motivar o aluno no desenvolvimento da construção do seu conhecimento. Além disso, o indivíduo que não estiver bem consigo mesmo não conseguirá desenvolver a sua aprendizagem, portanto, conforme apresentado na pesquisa de Lopes et al., (2016), as emoções estão relacionadas intrinsicamente à aprendizagem. 

As emoções têm o poder de influenciar positivamente e de modo significativo o modo pelo qual os seres humanos aprendem. E, é por meio da vivência afetiva que a criança produz e edifica de maneira qualitativa a sua aprendizagem (Ribeiro, 2010). É a emoção que proporciona a força necessária para superar as barreiras e obstáculos impostos pela vida. Portanto, é importante que o aluno se sinta seguro para resolver os conflitos que são colocados pelo meio em que está inserido e, isso só será possível se a criança tiver saúde emocional (Leite; Tagliaferro, 2005). 

De acordo com Rosa e Castro (2017) todo e qualquer projeto pedagógico, por inovador e complexo que seja, dependerá das emoções positivas para que se atinja os índices satisfatórios de uma boa aprendizagem no contexto escolar. Portanto, as emoções estão diretamente envolvidas e interagindo em benefício de uma aprendizagem positiva para a criança. 

De acordo com a pesquisa de Lopes et al. (2016) só a emoção é capaz de romper com as algemas que impedem a conquista da felicidade e da realização pessoal das pessoas, seja esta criança ou adulta. Dessa maneira, é inconcebível um sistema educacional que não promova emoções positivas, pois sem este recurso nenhuma educação sobrevive. 

A INFLUÊNCIA DAS EMOÇÕES NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO

O controle das emoções é essencial para o desenvolvimento e a evolução de uma pessoa, contribuindo de maneira direta para a construção de um meio social formado por indivíduos menos ansiosos, mais equilibrados, confiantes e com autoimagem positiva. Além disso, segundo Vygotski (2003, p. 121) “as reações emocionais exercem influência essencial absoluta em todas as formas de nosso comportamento e em todos os momentos do processo educativo”. 

A aprendizagem, o cérebro e a neurociência estão ligados de maneira intrínseca no se refere ao processo de aprendizagem e o modo como o cérebro responde aos estímulos por meio do encaminhamento de saberes e ações pelo professor, utilizando a neurociência pedagógica e trazendo informações sobre a neurobiologia e multidisciplinaridade sobre a complexidade do cérebro em sala de aula. Logo, o cérebro é um importante mediador entre professores, alunos e pais no processo de alfabetização em um reconhecimento das dificuldades e potencialidades em aprender (Goulart; Marona, 2014). 

As emoções, entretanto, não se encontram sozinha em uma criança no processo de alfabetização, pelo contrário o conhecimento de seus sentimentos e de suas emoções requer a ação da cognição, assim como a cognição requer a ação e a presença da ação afetiva. Assim, quando a emoção de uma criança está bem estruturada ela poderá influenciar de forma positiva no processo de aprendizagem (Vygotski, 2003). 

A criança que tem as emoções bem desenvolvida aprende mais e com alegria e facilidade do que outra criança que não possui essa autoestima e auto imagem elevada, que não tem esse mesmo desempenho. A emoção é a dimensão que constitui o ser humano, exercendo um importante papel na vida psíquica, pois as emoções são os combustíveis que alimentam o psiquismo e estão presentes em todas as expressões da vida diária. E, é a mais complexa e profunda dinâmica da qual o homem faz parte (Goulart; Marona, 2014).

Dessa maneira, tem influência direta com o processo de alfabetização, pois a sua presença ou a sua ausência é capaz de influenciar de modo definitivo esse desenvolvimento, visto que se trata de uma substância que nutre as ações humanas e consequentemente potencializa a vida. Além disso, é a mola propulsora da existência humana, capaz de influenciar de modo decisivo a percepção, a memória, o pensamento, a vontade e as ações, de ser um importante componente para a formação e para o processo de aprendizagem (Goulart; Marona,  2014). 

A emoção, portanto, é um importante elemento capaz de conduzir os comportamentos, estimular e energizar o processo de alfabetização. E, além disso assumem um importante papel na compreensão do aprendente de modo integral e em suas diferentes dimensões e também é responsável pela contribuição e fortalecimento do desenvolvimento de outras características formadoras da estrutura humana, portanto, os aspectos socioemocionais são elementos que conduzem os comportamentos, estimulam e energizam o processo de alfabetização. Nesta perspectiva, o estudo realizado por Oliveira (2017, p. 349) afirmou que “toda aprendizagem está impregnada de afetividade, especialmente no processo de alfabetização”.

A escola, portanto, tem que tratar de modo adequado as emoções das crianças, não aumentando as soluções de ansiedade e frustração, porque isso pode prejudicar o funcionamento cognitivo do aluno e o seu processo de alfabetização. É preciso que o professor tenha cautela com as reações emocionais colocadas ao aluno e, além disso, é importante que a criança compreenda que o desenvolvimento humano transita por períodos de conflitos de manifestações emocionais intensas, devendo agir sem deixar se levar por situação de conflitos, sempre buscando manter o equilíbrio e fazendo uso da razão, pois o bom relacionamento entre professor e aluno é uma questão fundamental para o processo de alfabetização (Leite, 2012).

A relação entre aluno e professor deve ser considerada como um ponto essencial para o desenvolvimento da criança no processo de alfabetização. O comportamento do professor serve de base para a criança, certas virtudes como: amizade, carinho, dedicação, paciência e companheirismo contribuem para uma boa aprendizagem (Goulart; Marona, 2014). 

Os professores, apesar das dificuldades, são profissionais insubstituíveis, porque a solidariedade, a gentileza, os sentimentos altruístas, a tolerância, a inclusão, enfim todos os campos da sensibilidade não podem ser ensinados por máquinas, mas sim por seres humanos. Entretanto, é preciso que os professores entendam que o ato de ensinar requer afeto, pois quando há carinho e amor, certamente se aprende melhor (Ribeiro, 2010). 

É fato que as emoções exercem forte influência no processo de aprendizagem sob a ótica da neurociência, que por sua vez, se preocupa com a educação significativa, em que o professor sempre faz uso de estratégias ligadas a afetividade para estimular a autonomia e o desenvolvimento intelectual dos alunos. A prática pedagógica deve ser embasada no diálogo entre aluno e professor, assim, permitindo que a criança desenvolva seu potencial criador, a imaginação, a socialização, a espontaneidade e a afetividade (Leite, 2011). 

A pesquisa realizada por Almeida (2016) apresentou que a aprendizagem significativa depende da condição de o aluno organizar de maneira hierárquica, os conhecimentos adquiridos e consolidados, de modo prévio, para ter acesso a novas concepções. A aprendizagem, portanto, acontece mediante a várias condições: atenção, memória, desejos, interesses, atenção, etc. como também por estímulos pessoais a partir de ações do próprio corpo, assim como por informações de origem externa que causam influência nas reações do cérebro humano.

O cérebro responde aos estímulos recebidos, e dependendo do tipo de estímulo – positivo ou negativo – regiões específicas do cérebro são ativadas favorecendo ou não, a aprendizagem. Nesse caso, é necessário que o professor esteja atento às emoções dos alunos, mas também, às próprias emoções; considerando que antes do que é dito verbalmente, as expressões emocional, facial e corporal podem transmitir algo diferente do que se propõe ensinar (Almeida, 2016, p. 5).

Nesse contexto, portanto, a ação do professor assume um importante lugar, considerando que, por meio de seu trabalho o docente poderá contribuir para a transformação de algumas realidades pouco humanizadas. Ter um espaço emocional adequado, gerado pelas boas relações entre professor e aluno, revela o papel dos aspectos emocionais como importante característica para o desenvolvimento da alfabetização (Almeida, 2016). 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente artigo teve como principal foco discorrer sobre os aspectos socioemocionais no processo de alfabetização. Diante dos referenciais estudados foi possível perceber quão é importante este entender este tema para a alfabetização e para o processo de aprendizagem de um modo geral. 

O ser humano é biologicamente dotado de emoções refinadas, como solidariedade e altruísmo. No entanto, a pesquisa revela que os aspectos socioemocionais afetam diretamente a aprendizagem das crianças. Emoção refere-se a qualquer reação que uma pessoa pode manifestar, seja de forma expressiva, através de gestos ou palavras. Quando as emoções são perturbadas, elas podem afetar o cérebro e afetar sua capacidade cognitiva.

A aprendizagem só acontece em ambientes que estimulam emoções positivas, como espaços agradáveis, felizes, equilibrados e motivadores. Diante disso, é responsabilidade dos professores e pedagogos definir como implementar esses conceitos. Os processos de aprendizagem estão diretamente ligados ao sistema nervoso, que por sua vez é responsável por coordenar e controlar todos os demais sistemas do organismo humano. Portanto, por meio de boas influências emocionais o cérebro é capaz de interpretá-los e excitar respostas adequadas, o que é favorável no processo de alfabetização.

Os aspectos socioemocionais, portanto, influenciam diretamente o processo de alfabetização. Logo é essencial considerar as contribuições dadas pela neurociência durante o processo de alfabetização, pois ela é uma grande potência para nortear as práticas pedagógicas. 

As emoções envolvem o indivíduo num palco construtor de competências e ativações neurológicas possíveis. No processo de alfabetização o cérebro é um parceiro da educação, portanto, a neurociência contribui como aporte para que a aprendizagem ocorra. 

Por fim, conclui-se que uma influência emocional estável contribui e auxilia no processo de alfabetização. E uma vez que o aluno não tenha emoções positivas em seu espaço social é possível que este o tenha no espaço educativo de sua aprendizagem. E neste espaço de influências positivas conduz o professor ciente de seu compromisso e responsabilidade com o aluno. Assim, as emoções permanecem relacionadas e embasam os fundamentos cognitivos, estabelecendo relacionamentos importantes entre a emoção e aprendizagem.

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A Influência dos aspectos socioemocionais no processo de alfabetização.

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