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Resumo
INTRODUÇÃO
O sucesso de uma nova inovação educacional não se dá pelo mero acesso a uma nova tecnologia, afinal, por isso só, ela não pode atuar de maneira direta na mente dos estudantes e não age de maneira direta no processo de aprendizagem. Assim, uma proposta pedagógica apropriada, aliada a um currículo e a um ambiente de aprendizagem adequados são alguns dos importantes fatores que precedem qualquer inovação educacional bem-sucedida (Campos, 2019).
É importante destacar que a informática está presente em vários lugares e isso não seria diferente nas escolas, porém precisa-se contextualizar o uso dela no ambiente educacional. É necessário usar o potencial das tecnologias que as instituições têm, porque não adianta ter os melhores laboratórios com os mais novos e atuais aparelhos se não é utilizado num contexto significativo (Silva; Souza, 2023).
Portanto precisa -se utilizar de estratégias eficazes para superar barreiras tecnológicas na educação pública, incluindo a capacitação de professores e o investimento em infraestrutura. Eles destacam que a colaboração entre gestores, professores e a comunidade escolar é essencial para a criação de um ambiente propício à inovação tecnológica. Além disso, a formação de parcerias com empresas de tecnologia pode ser uma solução viável para suprir a carência de recursos nas escolas públicas (Silva e Souza, 2023).
Sabe-se que a relação entre inovação tecnológica e inclusão digital em escolas públicas é possível mesmo com os desafios que se apresentam. A inovação tecnológica tem o potencial de promover a inclusão digital. No entanto, enfrentam-se barreiras como a desigualdade de acesso e a falta de recursos (Lima; Rocha, 2024).
Neste contexto, a pergunta que surgiu foi: como está o uso de novas tecnologias nas escolas públicas de Uberlândia? Assim, o objetivo geral desta pesquisa foi fazer um estudo sobre a realidade das escolas públicas municipais da educação tecnológica na cidade de Uberlândia.
No que se refere aos objetivos específicos, esta pesquisa adotou os seguintes: Mostrar como surgiu a rede municipal de educação em Uberlândia. Conhecer a função do Centro Municipal de Estudos e Projetos Educacionais Julieta Diniz (CEMEPE).Refletir sobre a realidade da educação tecnológica nas escolas públicas municipais de Uberlândia.
Nesse contexto, a realização desta pesquisa é de grande relevância pelo fato de refletir sobre a contribuição da tecnologia na educação em escolas públicas. Ressalta-se que a tecnologia na escola é uma ferramenta que pode tornar o aprendizado mais dinâmico, interativo e personalizado. Ela também pode ajudar a preparar os alunos para os desafios do futuro.
Diante disto, a metodologia utilizada se deu por meio de um estudo bibliográfico caracterizado no método qualitativo. Para o embasamento teórico buscou em fontes de dados como: Sites, google acadêmico , bibliotecas virtuais, artigos, monografias e outros. Os autores pesquisados foram aqueles que escreveram sobre a temática adotada a partir do ano de 2019.
DESENVOLVIMENTO
As tecnologias digitais transformaram radicalmente a forma como ensinamos e aprendemos. No entanto, para maximizar seu potencial, é essencial adotar uma abordagem responsável e pedagógica. O Dicionário Interativo da Educação Brasileira (Educa Brasil) conceitua tecnologia educacional, de maneira abrangente, como qualquer prática educativa transformada em uma técnica respaldada por conhecimento científico. No entanto, destaca-se que, devido à influência das denominadas “novas tecnologias”, a terminologia tem sido frequentemente associada às ferramentas tecnológicas passíveis de serem utilizadas no cotidiano docente, visando aprimorar o processo de ensino (Silva; Souza, 2023).
REDE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE UBERLÂNDIA-MG
Na Rede Municipal de Uberlândia, a integração da tecnologia educacional desempenha um papel fundamental na promoção de um ambiente de aprendizado inovador e acessível. A implementação de ferramentas tecnológicas, como plataformas educacionais online, aplicativos interativos e recursos digitais, têm revolucionado a forma como os alunos e educadores se envolvem no processo educativo (Uberlândia, 2025).
Essas iniciativas visam aprimorar a qualidade do ensino, proporcionando métodos de aprendizagem mais dinâmicos e adaptáveis às diferentes necessidades dos estudantes. Além disso, a infraestrutura tecnológica contribui para a democratização do acesso à educação, eliminando barreiras geográficas e oferecendo oportunidades de aprendizado mais inclusivas. A Rede Municipal de Uberlândia destaca-se como um exemplo de como a tecnologia educacional pode potencializar o desenvolvimento acadêmico, preparando os alunos para os desafios do século XXI (Uberlândia, 2025).
Diante deste desse desenvolvimento será importante para o enriquecimento das equipes de gestão e docentes em relação a inserção transversal dos conteúdos previsto no complemento da BNCC da Computação nos currículos do Ensino Fundamental I e II, já trabalhados nas escolas e cumprimento da Lei no 14.533, de 11 de janeiro de 2023, que institui a Política Nacional de Educação Digital e altera as Leis nos 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), 9.448, de 14 de março de 1997, 10.260, de 12 de julho de 2001, e 10.753, de 30 de outubro de 2003 (Uberlândia, 2025).
Portanto, após um estudo das diversas possibilidades tecnológicas que podem ser inseridas no contexto pedagógico e no processo de ensino aprendizagem, a SME compreendeu que desenvolvê-las isoladamente não seria vantajoso para o desenvolvimento integral dos alunos. Desta forma, se optou por uma abordagem ampla, trabalhando diversos temas como: Pensamento computacional, Linguagem de programação, Cultura Maker, Gamificação, Robótica, Realidade virtual, Demótica, Inteligência Artificial, Desenvolvimento de Aplicativos, Internet das Coisas – IoT, etc. (Uberlândia, 2025).
CENTRO MUNICIPAL DE ESTUDOS E PROJETOS EDUCACIONAIS JULIETA DINIZ – CEMEPE
O Centro Municipal de Estudos e Projetos Educacionais Julieta Diniz (CEMEPE) é uma instituição vinculada à Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura de Uberlândia responsável pela formação continuada dos servidores da educação. Este centro de estudos foi oficializado pelo Decreto Nº 5.338 de 15/01/1992 e Lei Complementar Nº 151 de 02 de setembro de 1996 que, efetivamente, criou o Cemepe com a nomenclatura e sede atual inaugurada em 28 de outubro de 1996 (Uberlândia, 2025).
É preciso ressaltar que a criação deste centro contribui para o processo evolutivo ocorrido com o advento das TIC’s no ensino. Pois ao longo da história, possibilita equipar uma escola com o que há de ponta nesse sentido. Entretanto, para as autoras, as primeiras tecnologias presentes nas escolas, as quais permanecem até os dias de hoje, são o livro e o quadro branco, que continuam dando suporte aos professores no desenvolvimento de suas práticas (Guerra et al., 2021).
No que se refere a estrutura física deste centro de formação ressalta-se que a instituição comporta aproximadamente 400 pessoas distribuídas em seus diferentes espaços formativos: salas de aula, auditório, cozinha modelo, área de convivência, laboratórios (tecnologia e ciências) e outros. Os cursos de formação continuada do Cemepe são todos gratuitos e voltados para profissionais da educação da rede municipal de ensino que atuam em diferentes etapas e modalidades de ensino.
Percebe-se a importância da formação continuada para professores em tecnologias digitais, enfatizando que a integração tecnológica eficaz nas escolas públicas depende da preparação e atualização contínua dos docentes. Eles argumentam que programas de formação devem ser regularmente oferecidos para garantir que os professores estejam aptos a utilizar novas ferramentas tecnológicas em suas práticas pedagógicas (Ferreira e Mendes, 2023).
O USO DAS NOVAS TECNOLOGIAS EM ESCOLAS DO ENSINO FUNDAMENTAL II DO MUNÍCIPIO DE UBERLANDIA-MG
Na busca de inovações tecnológicas na rede municipal de educação o ano de 2020, consolidou-se uma parceria entre a rede municipal de ensino de Uberlândia e o Google for Education. O Google Works pace for Education, (Figura 1) um conjunto de ferramentas e serviços do Google direcionados para ambientes educacionais, foi implementado, proporcionando uma experiência colaborativa, simplificando os métodos de ensino e garantindo um ambiente seguro para a aprendizagem dos alunos (Uberlândia, 2025).
Figura 1- Google for Education

Fonte: Google for education (2025).
Logo no início do ano letivo de 2020, foram estabelecidos o domínio para a secretaria e contas de e-mail individualizadas para cada escola, utilizando a plataforma Gmail. Um total de aproximadamente 71.000 contas institucionais foram criadas para atender a todos os segmentos da Secretaria de Educação (Uberlândia, 2025).
Cabe ressaltar que para que a educação então não ocorra de forma desconexa às diferentes realidade dos sujeitos sociais, é necessário que sejam inseridos no contexto escolar, estratégias que possam mediar os processos de ensino e aprendizagem no sentido de promover a construção do conhecimento levando em consideração os meios dos quais os jovens estão inseridos, visto que, os modelos tradicionais somente com quadro e giz desprovidos de um objetivo e metodologia pedagógica podem não promover o interesse e curiosidade na busca pelo novo por parte do educando (Machado, 2019).
Um dos projetos em benefício dos alunos da Rede Municipal de Ensino envolve a reformulação dos laboratórios do “Digitando o Futuro”. Para essa proposta, a Secretaria Municipal de Educação adquiriu 2.750 Chromebook, voltados para a área educacional. Com as estações de carregamento, os laboratórios, que eram fixos, se tornaram móveis e há um equipamento por estudante. O “Digitando o Futuro” foi implantado pelo prefeito Odelmo Leão, durante o seu primeiro mandato, no ano de 2007 (Uberlândia, 2025).
Cabe ressaltar que a partir da metade do século XX, os recursos tecnológicos têm crescido de forma acelerada, tornando-se a cada dia mais sofisticados e úteis na vida das pessoas, seja para fins comunicativos, trabalho, estudos e entretenimento. Logo, é notória a importância das TICs na vida dessa geração de pessoas, uma vez que, o uso dos recursos tecnológicos é indissociável do conjunto que integra as pessoas dessa época (Silva, 2020).
Portanto é um recurso que pode ser usado na educação para o desenvolvimento de projetos que visem: ‘à aprendizagem de robótica propriamente dita (computação, engenharia, tecnologia); à aprendizagem de saberes e conteúdo (matemática, ciência, física, etc.); à integração das duas categorias anteriores’ (Campos, 2019).
Inicialmente, o Digitando o Futuro promovia a inclusão social, via inclusão digital, através da implantação de laboratórios de informática nas escolas municipais de ensino fundamental, no Centro Municipal de Estudos e Projetos Educacionais Julieta Diniz (CEMEPE) e na Biblioteca Pública Municipal Juscelino Kubitscheck. A implantação dos Chromebooks nas escolas de ensino fundamental também está em consonância com a BNCC da Computação, um complemento à Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O documento normatiza e define a utilização e o ensino da computação na educação básica nacional (Uberlândia, 2025).
Nesse sentido a contribuição das novas tecnologias são indiscutíveis pois a disponibilidade instantânea de meios auditivos e visuais permitem ao professor expandir suas possibilidades metodológicas para além do espaço escolar e isso é fundamental para o fortalecimento da cultura digital (Romagna et al., 2020),
Ressalta-se, que os Chromebooks (Figura 2), foram desenvolvidos para serem os dispositivos mais seguros, com ferramentas que atendem aos principais padrões de responsabilidade digital. Com configurações de privacidade e segurança fáceis de usar, você tem certeza de que suas informações estão seguras, protegidas e são particulares. O Chromebook é bom, eficiente e vantajoso para realizar tarefas básicas e essenciais, seja para estudantes, profissionais ou até mesmo para o entretenimento (Ferreira; Silva; Gomes, 2023).
Figura 2- Chromebook,

Fonte: Google (2025).
Os Chromebooks são notebooks que executam o sistema operacional Chrome OS, desenvolvido pelo Google. Eles têm algumas vantagens distintas em comparação com notebooks tradicionais que usam sistemas operacionais como Windows ou MacOS. Aqui estão algumas das vantagens dos Chromebooks: Os professores podem aproveitar bem o Chromebook, pois ajuda a otimizar o tempo e o trabalho, antes, durante e depois das aulas. Além disso, ele apresenta a possibilidade de tornar o estudante produtor de conhecimento e não apenas um consumidor (Ferreira; Silva; Gomes, 2023).
Uma das vantagens do Chromebook é otimizar a experiência de ensino, os professores podem fazer apresentações, distribuir atividades online, dar nota para cada estudante, tudo pelo computador. Essa dinâmica de trabalho ajuda a aumentar a produtividade, além de facilitar o planejamento (Ferreira; Silva; Gomes, 2023).
É importante ressaltar que a Lei de Acesso à Informação é um instrumento que busca aproximar a sociedade dos atos da administração pública, tendo como finalidade alcançar uma legítima atuação da gestão pública, bem como do próprio cidadão. Sua aplicação, seja na esfera Federal, Estadual, Distrital ou Municipal, busca fiscalizar a gestão pública e concomitante a isso, combater a ocorrência da utilização indevida dos recursos públicos (Almeida, 2020).
Portanto o uso dos Chromebooks proporciona ao aluno uma aprendizagem de modo mais direcionado, uma vez que seu acesso é direito ao aplicativo utilizado pelo professor em sala de aula. É uma ferramenta que pode se contrapor ao uso do celular em sala de aula. Assim não deixa o aluno disperso no objetivo do conteúdo e do que o professor propõe sobre o mesmo (Ferreira; Silva; Gomes, 2023).
Com o Chromebook, o professor pode compartilhar as apresentações durante a aula com a turma, incluir jogos eletrônicos para reforçar a explicação e elaborar propostas de atividades para manter os estudantes conectados ao conteúdo em casa. Também pode criar tarefas personalizadas para cada estudante, afinal eles têm ritmos de aprendizado diferentes; criar atividades e provas no Google Formas; guardar arquivos e editá-los rapidamente para ajudar aquele estudante, conforme a Figura 3 (Ferreira, Silva, Gomes 2023).
Figura 3 -Vantagens do Chromebook,

Fonte: Uberlândia (2025).
Nesse contexto, é importante afirmar que os nativos digitais, os jovens que cresceram em um ambiente permeado por tecnologia, representam a maioria dos alunos atualmente. Para eles, a familiaridade com dispositivos eletrônicos é uma característica intrínseca, e as escolas precisam acompanhar essa realidade em constante evolução. Os Chromebooks, com seu sistema operacional simples e ambiente on-line colaborativo, têm se destacado como uma ferramenta educacional versátil, capaz de envolver os alunos de maneira mais eficaz (Ferreira; Silva, 2023, p. 3).
Em 2022, foi oficialmente iniciado o programa de Robótica Educacional, oferecendo oficinas gratuitas aos alunos do sistema municipal de ensino. O projeto resultou de um contrato celebrado entre o Município, representado pela Secretaria Municipal de Educação (SME), e o Serviço Social da Indústria (SESI). Inicialmente, o programa atendeu 420 alunos municipais matriculados nas séries finais do ensino fundamental, proporcionando 48 horas/aula ministradas na Escola SESI Uberlândia, situada no bairro Presidente Roosevelt (Uberlândia, 2025).
No ano seguinte, em 2023, a parceria entre a Secretaria Municipal de Educação e o SESI possibilitou uma expansão de 70% das vagas, beneficiando agora 700 alunos do 4º e 5º ano do ensino fundamental. As oficinas visam o desenvolvimento de habilidades essenciais, como resolução de problemas, trabalho em equipe, inovação, cooperação, programação, criatividade, empreendedorismo, inteligência emocional, protagonismo, entre outras, proporcionando uma preparação abrangente para o mercado de trabalho e para a vida. A experiência educacional interdisciplinar, centrada no acesso às aulas de robótica, teve como objetivo transformar os estudantes em produtores, indo além do papel de consumidores de tecnologia digital (Uberlândia, 2025).
Em 2024 o programa ” Digitando o Futuro”, com a implantação dos Centros de Tecnologia, realizará o ensino de tecnologias integradas aos estudantes do Ensino Fundamental, em 31 escolas da Rede Municipal de Ensino, sendo 18 de zona urbana e 13 de zona rural, com a adequação necessária a cada ano de escolaridade, em consonância com a BNCC da Computação. O serviço especializado de ensino de tecnologias integradas consiste na implementação dos três eixos da BNCC da Computação (pensamento computacional, mundo digital e cultura digital) integrados ao currículo dos componentes curriculares, a fim de proporcionar aos estudantes espaços educativos em que os mesmos atuem como protagonistas e que possam perceber a realidade que os cercam, vivenciar processos tecnológicos que nunca lhes foram oportunizados e aprender fazendo e experimentando (Uberlândia, 2025).
Embora a utilização da robótica nessa categoria tenha uma relação mais direta com as ciências exatas, os projetos desenvolvidos também integram o conhecimento das humanidades (artes, geografia, história etc.) e podem ser interdisciplinares. Nessa modalidade, as escolas trabalham com cursos ofertados no período oposto ao da aula e com projetos específicos como campeonatos e feiras dentro do período letivo e, em algumas restrições com projeto curriculares, ou seja, inserida no quadro curricular ou nas disciplinas (ciências, matemática, física etc.), em momento definido pelo docente ou pela coordenação pedagógica (Campos, 2019).
Na Figura 4 é possível observar a implantação do ensino de robótica na rede municipal de educação de Uberlândia.
Figura 4- Ensino de Robótica na Rede Municipal de Ensino

Fonte: Uberlândia (2025).
Em termos práticos, o pensamento computacional pode ser trabalhado em diversos contextos, como em atividades diárias, gamificação, jogos, jornalismo, engenharia, ciências, etc. Temos também atividades como a programação, a robótica, a produção de narrativas digitais, a criação de games, o uso de simulações e até mesmo as que não utilizam tecnologias (a chamada ciência da computação desplugada) (Campos, 2019).
O processo é organizado por horário de aula em que o professor da disciplina em questão acompanha a turma durante a aula no centro tecnológico. Assim, cada turma terá uma aula semanal. A montagem do horário deve priorizar e distribuir as aulas da semana entre duas disciplinas, conforme Figura 5.
Figura 5 – Horário das aulas de robótica no centro tecnológico

Fonte: Uberlândia (2025).
Nesse contexto que vem emergindo uma configuração do processo de ensino-aprendizagem denominada Educação Remota, isto é, práticas pedagógicas mediadas por plataformas digitais, como aplicativos com os conteúdos, tarefas, notificações e/ou plataformas síncronas e assíncronas como o Teams (Microsoft), Google Class., Google Meet, Zoom, essas últimas entrando em uma competição acirrada para ver quem consegue pegar a maior fatia do mercado. Professores e escola têm anseios muito consolidados para usar as tecnologias em sala de aula. O que faltaria são instrumentos que lhes ofereçam condições necessárias para operar essas ferramentas no processo pedagógico, fomenta (Barros et al., 2020).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A realização desta pesquisa permitiu uma reflexão muito profunda sobre a organização da rede pública de educação da cidade de Uberlândia-MG. Pois o papel da escola é efetivar ações colaborativas, a partir das especificidades e demandas dos estudantes, garantindo o trabalho com as habilidades essenciais previstas no documento curricular. Acredita-se que, coletivamente, seja possível construir caminhos capazes de se enfrentar quaisquer desafios, visando sempre o melhor desenvolvimento dos estudantes, objetivo primário da Educação.
Percebeu-se no intuito de estabelecer parcerias em prol de uma percepção mais ampla sobre o desenvolvimento dos estudantes e com o objetivo de somar esforços para favorecer o acesso e permanência desses, considerando suas especificidades, a rede conta com a participação de outras instituições para o oferecimento da educação tecnológica, no caso do ensino de robótica. Observou-se ainda que a integração de tecnologias educacionais contribui para a formação de uma cidadania digital responsável e crítica. Em um mundo onde a informação é vasta e muitas vezes descontextualizada, a escola tem o papel de ensinar os estudantes a navegar, interpretar e criar conteúdo de maneira ética e significativa. Portanto os objetivos foram alcançados de forma integral.
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