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Resumo
INTRODUÇÃO
O presente artigo tem como objetivo expor de forma clara e concisa a relevância da saúde e qualidade de vida dos estudantes do ensino médio da rede pública na cidade de Pedro II – Piauí. A compreensão dos múltiplos fatores que influenciam essa qualidade de vida revela-se essencial para o delineamento de políticas públicas eficazes. A pandemia da COVID-19 intensificou problemas de saúde mental, sono e alimentação entre adolescentes em situação de vulnerabilidade, ressaltando a necessidade de estratégias de enfrentamento em muitos setores (UNICEF, 2023).
Conforme ressalta a UNICEF (2023), demonstra que a saúde mental e os comportamentos relacionados ao estilo de vida dos jovens foram profundamente afetados, tornando-se urgente a elaboração de estratégias de enfrentamento que envolvam não apenas o setor da saúde, mas também a educação, a assistência social e políticas públicas integradas. Dessa forma, a instituição conclui que a promoção da saúde dos adolescentes exige uma resposta articulada e multidimensional, capaz de minimizar os efeitos da crise sanitária e fortalecer a resiliência da juventude em diversos ambientes.
Dessa perspectiva, o ambiente social, familiar e escolar ganha relevância como elementos interligados que influenciam diretamente a vida dos estudantes.
Assim, este estudo busca compreender como esses fatores se relacionam no contexto educacional e social de Pedro II, oferecendo subsídios para práticas pedagógicas e políticas de saúde voltadas à juventude.
O percurso investigativo é estruturado em seções que apresentam conceitos, metodologia, análise de dados e discussões. Tal organização objetiva permitir ao leitor acompanhar de maneira lógica a evolução das ideias e dos resultados (Fernandes; Lemos, 2021).
Segundo Fernandes e Lemos (2021), a estruturação do percurso investigativo em seções bem definidas é fundamental para assegurar clareza e objetividade no desenvolvimento de um trabalho científico. Ao organizar o texto em etapas que contemplam conceitos teóricos, descrição da metodologia, análise de dados e discussões, o pesquisador oferece ao leitor um caminho lógico e sequencial, permitindo que acompanhe de forma ordenada a evolução das ideias apresentadas.
Essa organização, conforme ressaltam os autores, garante não apenas a coerência interna da pesquisa, mas também a transparência necessária para que outros estudiosos possam compreender, avaliar criticamente e, se necessário, reproduzir os procedimentos adotados. Portanto, a disposição sistemática dos conteúdos é compreendida como um recurso indispensável para a qualidade acadêmica e a credibilidade científica do estudo.
DEFINIÇÃO E CONCEITOS DE QUALIDADE DE VIDA E BEM-ESTAR
A saúde do estudante do ensino médio tem uma importância social e educacional, porque uma vida com qualidade é fundamental para um bom rendimento escolar. A saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, não significando apenas a ausência da doença. Está diretamente relacionada ao cotidiano e às condições ambientais da família, da escola, do grupo social, da comunidade e da sociedade.
Os aspectos que envolvem o estudante vão além da preocupação em ajudá-lo a desenvolver as habilidades cognitivas. Visam também auxiliar no enfrentamento das dificuldades sociais, econômicas e, sobretudo, a serem ajudados a lidar com as angústias e os medos desta fase da vida. É importante atentar para o desenvolvimento do indivíduo como um todo, pois o corpo está sujeito às demandas da mente e da alma.
A qualidade de vida é um conceito multidimensional que engloba aspectos físicos, mentais, emocionais e sociais. Já o bem-estar envolve a capacidade de lidar com demandas cotidianas, alcançar objetivos e manter uma sensação de realização pessoal (Silva; Soares; Oliveira, 2022).
No contexto dos estudantes do ensino médio, a qualidade de vida relaciona-se diretamente à satisfação em áreas como educação, saúde e lazer. O bem-estar, por sua vez, está intimamente ligado à autoestima e motivação, sendo decisivo para a formação pessoal dos jovens (Fernandes; Lemos, 2021).
Nesse sentido, quando o indivíduo se encontra em condições adequadas de bem-estar, tende a apresentar uma autoimagem mais positiva, o que fortalece sua confiança diante dos desafios cotidianos e escolares. Do mesmo modo, a motivação, que se alimenta de sentimentos de valorização pessoal e de pertencimento, impulsiona o engajamento em atividades acadêmicas, sociais e emocionais.
Assim, conforme apontam os autores, o bem-estar atua como fator decisivo não apenas para o desempenho escolar, mas também para a formação pessoal, contribuindo para que os jovens desenvolvam autonomia, resiliência e projetos de vida consistentes.
Portanto, o fortalecimento do bem-estar deve ser compreendido como um pilar indispensável na construção da identidade e do futuro dos adolescentes
A literatura aponta que a percepção de saúde e de qualidade de vida não apenas afeta o desempenho escolar, mas também influencia as interações sociais e as expectativas de futuro dos adolescentes (UNICEF, 2023).
FATORES QUE INFLUENCIAM A QUALIDADE DE VIDA E BEM-ESTAR DOS ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO
O bem-estar dos alunos é influenciado por variáveis como o contexto familiar, a estrutura escolar, o acesso a serviços de saúde, a prática de atividades físicas, a alimentação equilibrada e a qualidade do sono. Esses fatores, quando negligenciados, repercutem negativamente no rendimento acadêmico e nas relações interpessoais (Fernandes et al., 2024).
Estudos mostram que a autopercepção positiva de saúde mental está associada a até 11 vezes mais chances de os adolescentes relatarem boa qualidade de vida (Fernandes; Lemos, 2021). Além disso, a presença de suporte emocional — familiar ou profissional — fortalece a resiliência e ajuda os estudantes a lidar com as pressões escolares (Silva; Soares; Oliveira, 2022).
IMPORTÂNCIA DA SAÚDE NA QUALIDADE DE VIDA E BEM-ESTAR
A saúde, entendida como equilíbrio entre aspectos físicos, mentais e emocionais, é um pilar essencial para o desenvolvimento integral dos adolescentes. Uma saúde sólida contribui para maior concentração, autocontrole e motivação, influenciando diretamente o desempenho escolar (Fernandes et al., 2024).
Segundo Fernandes et al. (2024), a saúde deve ser compreendida como um estado de equilíbrio que integra dimensões físicas, mentais e emocionais, constituindo-se como um pilar fundamental para o desenvolvimento integral dos adolescentes. Nesse sentido, a manutenção de uma saúde sólida possibilita melhores condições de concentração, favorecendo o processo de aprendizagem e a assimilação de conteúdos escolares, ao mesmo tempo em que fortalece o autocontrole e a motivação frente aos desafios cotidianos.
Tais aspectos não se restringem apenas ao âmbito individual, mas refletem diretamente no desempenho acadêmico, visto que estudantes em condições adequadas de saúde apresentam maior engajamento, disposição e capacidade de enfrentar situações de estresse no ambiente escolar.
Portanto, a relação entre saúde integral e rendimento escolar evidencia-se como um fator determinante para a formação global dos jovens.
Sobre a qualidade de vida a pesquisa, realizada com 451 estudantes do Ensino Médio da rede pública, revelou que 57% (n = 257) avaliam sua qualidade de vida como boa, enquanto 21,1% (n = 95) consideram-na muito boa. Por outro lado, 19,7% (n = 89) classificaram como nem ruim nem boa, e apenas uma minoria, 1,3% (n = 6) e 0,9% (n = 4), relataram qualidade de vida ruim e muito ruim, respectivamente.
Esse resultado demonstra uma percepção predominantemente positiva, indicando que a maioria dos estudantes se encontra satisfeita com aspectos fundamentais de sua saúde e bem-estar. Pesquisas recentes apontam que a percepção de qualidade de vida está diretamente relacionada a fatores como saúde física, relações sociais, segurança, acesso a serviços públicos e perspectiva de futuro (Silva et al., 2022; Lima; Soares, 2023).
Os autores (Silva et al., 2022; Lima; Soares, 2023) enfatizam que a percepção de qualidade de vida entre os estudantes não depende apenas da ausência de doenças ou de boas condições físicas, mas envolve um conjunto de fatores interligados que influenciam diretamente o bem-estar.
A saúde física garante energia e disposição para as atividades diárias, enquanto as relações sociais fortalecem o sentimento de pertencimento e apoio mútuo. A segurança, por sua vez, proporciona estabilidade emocional e confiança no ambiente em que se vive, e o acesso a serviços públicos, como saúde e educação, assegura condições básicas de desenvolvimento.
Além disso, observa-se que uma parcela significativa (cerca de 20%) demonstra neutralidade, sugerindo vulnerabilidade a oscilações contextuais como sobrecarga escolar, condições socioeconômicas ou ausência de políticas públicas de apoio à juventude. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (Who, 2021), indicadores de qualidade de vida em adolescentes estão fortemente associados à implementação de programas de saúde escolar e práticas de promoção do bem-estar.
Observa-se na tabela a seguir.
Tabela 1 – Avaliação da qualidade de vida (N = 451)
| Categoria | Percentual | Nº de Alunos |
| Muito ruim | 0,9% | 4 |
| Ruim | 1,3% | 6 |
| Nem ruim nem boa | 19,7% | 89 |
| Boa | 57,0% | 257 |
| Muito boa | 21,1% | 95 |
Fonte: Elaborada pelo autor (2025)
Além disso, práticas de promoção da saúde e qualidade de vida no ambiente escolar — como projetos de conscientização e incentivo à atividade física — ampliam o engajamento em atividades extracurriculares, fomentando competências socioemocionais e de liderança (Unicef, 2023).
Portanto, a integração entre escola, família e comunidade é fundamental para garantir a saúde integral e o bem-estar dos estudantes, criando um ambiente favorável ao aprendizado e à formação cidadã (Silva; Soares; Oliveira, 2022).
SAÚDE E BEM-ESTAR DOS ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO
Os dados disponíveis revelam que estudantes da rede pública enfrentam problemas recorrentes como obesidade, sedentarismo, ansiedade e depressão. Tais condições impactam diretamente o bem-estar e o desempenho escolar, configurando-se como barreiras significativas para o desenvolvimento educacional (Unicef, 2023).
Para a UNICEF (2023), as condições de vulnerabilidade vivenciadas por muitos estudantes exercem influência direta sobre o bem-estar e o desempenho escolar, afetando tanto a dimensão acadêmica quanto a pessoal dos adolescentes. Essas circunstâncias adversas, que envolvem desde a ausência de recursos básicos até a insegurança alimentar e a dificuldade de acesso a serviços públicos essenciais, configuram-se como barreiras estruturais que comprometem o processo de ensino e aprendizagem, bem como o desenvolvimento integral do jovem.
Nesse sentido, a instituição destaca que tais barreiras não se limitam ao indivíduo, mas refletem desigualdades sociais mais amplas, exigindo a formulação de políticas públicas capazes de reduzir os impactos negativos e promover condições equitativas de acesso à educação e saúde.
Pesquisas destacam a necessidade de implementar intervenções abrangentes voltadas tanto à saúde física quanto mental dos adolescentes. Essas iniciativas devem envolver a escola, os profissionais de saúde e a família, assegurando um ambiente protetivo e de promoção de hábitos saudáveis (Fernandes; Lemos, 2021).
Os autores relatam que a escola, ao oferecer um ambiente seguro e estimulante, contribui para a formação de hábitos saudáveis e para o desenvolvimento socioemocional dos alunos. Os profissionais de saúde, por sua vez, fornecem orientação, acompanhamento e intervenções preventivas que fortalecem o cuidado integral do adolescente. Já a família desempenha papel central ao oferecer suporte emocional, reforço de comportamentos positivos e atenção às necessidades básicas.
Dessa forma, conforme destacam os autores, a articulação entre esses agentes cria um ambiente protetivo capaz de promover hábitos saudáveis, favorecer o bem-estar e potencializar o desenvolvimento físico, emocional e acadêmico dos jovens.
Portanto, a integração entre escola, saúde e família é essencial para garantir que os adolescentes cresçam em condições de maior equilíbrio e qualidade de vida
HÁBITOS E ESTILOS DE VIDA RELACIONADOS À SAÚDE
Os estilos de vida adotados pelos adolescentes refletem diretamente em sua saúde. Padrões alimentares baseados em alimentos ultraprocessados, sedentarismo e uso excessivo de dispositivos digitais são apontados como fatores de risco para doenças crônicas precoces, como obesidade e diabetes (Santos; Araújo; Lima, 2021).
A adoção de políticas escolares que incentivem alimentação saudável e atividade física regular mostra-se fundamental para a promoção do bem-estar dos jovens. Além disso, limitar o tempo de exposição às telas digitais é uma medida eficaz para combater os impactos do sedentarismo (Unicef, 2023).
Ao estabelecer limites para o tempo de exposição a esses dispositivos, é possível incentivar a prática de atividades físicas, melhorar a qualidade do sono e reduzir riscos associados a problemas posturais, obesidade e alterações metabólicas. Nesse contexto, a instituição enfatiza que o controle do tempo de tela não se trata apenas de uma medida preventiva isolada, mas de uma estratégia integrada para promover hábitos mais saudáveis e equilibrados no cotidiano dos jovens. Portanto, limitar a exposição às telas digitais configura-se como uma intervenção eficaz no enfrentamento do sedentarismo e na promoção da saúde integral dos adolescentes
PREVALÊNCIA DE PROBLEMAS DE SAÚDE ENTRE ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO
Estudos recentes identificam prevalência significativa de ansiedade, depressão e sentimentos negativos entre estudantes do ensino médio no Brasil. Essas condições afetam não apenas o desempenho acadêmico, mas também o desenvolvimento socioemocional dos jovens (Fernandes et al., 2024).
Situações como estresse, falta de apoio familiar, problemas de saúde física ou mental podem comprometer a concentração, a motivação e a participação nas atividades acadêmicas, refletindo no rendimento escolar. Além disso, essas mesmas condições influenciam habilidades socioemocionais essenciais, como regulação emocional, empatia, resiliência e capacidade de lidar com conflitos.
Dessa forma, conforme destacam os autores, o ambiente e as condições vivenciadas pelos jovens configuram fatores determinantes para sua formação integral, abrangendo tanto a esfera cognitiva quanto a emocional. A implementação de programas preventivos e de acompanhamento contínuo é essencial para mitigar esses problemas. Ações conjuntas entre escola, família e serviços de saúde são necessárias para promover maior conscientização sobre o impacto da saúde física e mental no bem-estar escolar.
IMPLICAÇÕES PARA A PRÁTICA E POLÍTICAS PÚBLICAS
As evidências que foram apresentadas neste estudo possuem repercussões extremamente relevantes tanto para a prática pedagógica quanto para as diretrizes governamentais que têm um foco claro e evidente em educação e saúde. É fundamental e se destaca fortemente a urgência de incorporar a promoção da saúde de maneira efetiva e abrangente no ambiente educacional (Fernandes et al., 2024).
A fala de Fernandes et al. (2024) ressalta que a escola deve assumir um papel ativo na promoção da saúde, ultrapassando ações pontuais e fragmentadas. Incorporar práticas de cuidado físico, emocional e social no cotidiano educacional contribui não apenas para a prevenção de doenças e redução de comportamentos de risco, mas também para a melhoria do bem-estar geral e do rendimento acadêmico dos alunos. Dessa forma, a promoção da saúde torna-se um eixo estruturante para uma educação de qualidade e para a formação de cidadãos mais conscientes e equilibrados. Análise da pesquisa com N = 451 alunos respondente.
Tabela 2 – Com que frequência você tem sentimentos negativos tais como mau humor, desespero, ansiedade, depressão?
| Resposta | Percentual (%) | Número de Alunos |
| Nunca | 12,4% | 56 |
| Algumas vezes | 45,2% | 204 |
| Frequentemente | 18,4% | 83 |
| Muito frequentemente | 12,9% | 58 |
| Sempre | 11,1% | 50 |
Fonte: Elaborada pelo autor (2025)
Verifica-se que a maioria dos estudantes (45,2%, n=204) relatou experimentar sentimentos negativos algumas vezes, enquanto 18,4% (n=83) afirmaram sentir tais emoções frequentemente. Além disso, 12,9% (n=58) relataram sentir-se muito frequentemente e 11,1% (n=50) afirmaram sentir sempre, o que totaliza 42,4% dos alunos em um estado de recorrência elevada de sofrimento emocional. Apenas 12,4% (n=56) declararam nunca vivenciar tais experiências.
Esse dado revela um quadro preocupante: mais de 4 em cada 10 estudantes apresentam sinais de sofrimento psicológico intenso. Essa realidade encontra respaldo em estudos recentes que apontam o aumento de ansiedade, depressão e estresse entre adolescentes no contexto escolar, sobretudo após a pandemia de COVID-19 (Santos et al., 2022; Costa; Lima, 2023). A prevalência de sentimentos negativos recorrentes impacta diretamente no desempenho acadêmico, na motivação e nas relações interpessoais (Silva; Carvalho; Souza, 2024).
Portanto, tais resultados evidenciam a urgência de políticas escolares voltadas ao cuidado em saúde mental, incluindo programas de acolhimento, acompanhamento psicológico e estratégias de promoção de bem-estar, em consonância com a Lei nº 14.819/2024, que fortalece ações intersetoriais de saúde nas escolas.
Essa incorporação envolve não apenas a capacitação dos profissionais responsáveis, mas também a formação contínua e atualizada de docentes qualificados, que devem estar aptos a lidar com questões complexas que permeiam o bem-estar e a saúde dos estudantes (Souza; Ribeiro, 2022). Além disso, é crucial o estabelecimento de estratégias de apoio estruturadas e bem definidas, que devem ser implementadas para garantir que todos os envolvidos no processo educativo sejam amparados adequadamente (Unicef, 2023).
Nesse contexto, o fomento de colaborações significativas e produtivas com especialistas da área da saúde e com profissionais da educação é essencial e deve ser uma prioridade nas políticas educacionais (Instituto Ayrton Senna, 2021). Além dos pontos já mencionados, a pesquisa igualmente aponta com clareza e determinação para a necessidade urgente de a administração pública implementar políticas efetivas e abrangentes. Essas políticas devem buscar mitigar as disparidades sociais existentes no que tange ao acesso à saúde e à qualidade de vida da população em geral, algo que é vital para o desenvolvimento equilibrado da sociedade (Who, 2022).
É imperativo que tais políticas contemplem não apenas o aumento do acesso a serviços de saúde, mas também a promoção de uma educação que seja integradora. Essa educação deve buscar, de maneira proativa, não apenas a formação de cidadãos conscientes da importância da saúde em suas vidas e comunidades, mas também a conscientização sobre a relevância de se criar um ambiente social e educacional que priorize a saúde e o bem-estar de todos, resultando em uma sociedade mais justa e saudável a longo prazo (Brasil, 2024).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
As conclusões fundamentais sublinham de maneira contundente a imensa relevância de tratar a saúde dos estudantes do ensino médio como um elemento absolutamente vital para garantir não apenas a qualidade de vida, mas também o bem-estar geral e duradouro da juventude.
Observa-se que a promoção efetiva de práticas saudáveis, juntamente com a efetiva prevenção de questões de saúde, são fatores absolutamente essenciais e indispensáveis para assegurar um ambiente escolar verdadeiramente favorável ao desenvolvimento pleno, harmonioso e integral dos alunos. Esse ambiente é primordial para permitir que eles alcancem seu máximo potencial e, consequentemente, se tornem cidadãos proativos e conscientes, atuando de maneira construtiva nas sociedades em que vivem.
Ademais, é imperativo e urgentíssimo que se dê atenção adicional a grupos mais vulneráveis dentro da comunidade escolar, com o intuito claro de mitigar as desigualdades existentes no acesso à saúde e ao bem-estar. Esse foco na equidade, que deve ser um pilar de todas as iniciativas educacionais e de saúde, não só promove um ambiente mais justo e inclusivo para todos, mas também contribui de forma significativa para a formação de uma sociedade mais consciente e comprometida com o bem-estar coletivo.
É essencial que os recursos e atenção sejam equitativamente distribuídos, garantindo que todos os estudantes tenham as oportunidades necessárias para prosperar em suas jornadas educacionais. Somente assim, eles poderão alcançar seus sonhos de maneira plena, formando, assim, um futuro melhor e mais qualidade de vida para todos.
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