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Resumo
INTRODUÇÃO
A participação dos pais no âmbito escolar dos filhos é algo essencial para o desempenho da aprendizagem da vida escolar do aluno, assim a instituição família assume papel importante no processo ensino-aprendizagem.
A parceria dos pais com escola não está somente ligada ao processo escolar, mas também na melhoria no ambiente familiar, gerando assim uma ampla concepção do processo de crescimento e aprimoramento das reações.
O sucesso escolar depende, em grande parte, do apoio direto e sistemático da família, que investe nos filhos, compensando tanto dificuldades individuais quanto deficiências escolares. Portanto as escolas necessitam buscar meios de realizar parcerias com as famílias de seus alunos, para que unidos possam desenvolver uma educação benéfica e de qualidade.
A presente pesquisa tem como objetivo geral analisar o papel da família no que diz respeito à educação dos filhos, detectando formas de auxiliar a escola na construção de valores fundamentais do cidadão na sociedade atual.
Conforme Rubinstein (2003), a aprendizagem transmitida pela escola não se resume somente em conhecimento social, e sim como valores e ideais. O ambiente escolar é o ambiente que proporciona ao indivíduo a sequência dos princípios familiares. Portanto, cabe à escola receber e nortear o educando em complementação à educação familiar, onde está possa se adaptar ao meio, com êxito.
Desse modo, é de grande importância dispor de teoria que darão respaldo sobre as contribuições que a parceria entre a escola e família pode proporcionar para o processo ensino-aprendizagem do indivíduo, diante do desafio de se lidar com a relação aprendizagem humana.
Para melhor compreensão a pesquisa foi estruturada da seguinte maneira: Introdução, Fundamentação Teórica e Conclusão.
REVISÃO DE LITERATURA
A analogia e/ou identidade que o estudante adquire com a família, sobrevém com o preparo que foi dado ao mesmo na primeira infância. Podendo assim ser vista como o “alvo decisivo da identidade”.
Efetivamente é no ambiente familiar que o indivíduo busca encontrar a estabilidade ou a instabilidade, a motivo da sua vivência, ou a angústia constante se o ambiente no qual está inserido não lhe for adequado. Portanto a integração e a coerência pessoal, que se ponderava ser a fundamental concretização do jovem, dependem grande parte do desenvolvimento social, intelectual e emocional que é promovido com relações entre os familiares (Anastácio, 2009).
É juntamente com a família que o jovem passa pelo processo de amadurecimento. Portanto é neste meio social em que o adolescente passa por várias influências, pois tem a família ao seu lado desde o nascimento até ao longo do seu processo de crescimento, onde foi criado e desenvolvido várias interações e onde conheceu as suas primeiras modificações á nível físico, cognitivo e social.
Portanto, é na Família que o adolescente afirma a sua Identidade e o seu Eu, sofrendo as influências desta no seu processo de desenvolvimento. E é na Família que o jovem adolescente se revê, à medida que afirma o seu psíquico e o seu corpo, ficando mais adulto, criando uma desidealização cada vez mais progressiva. Desidealização esta, que não será o afastar-se e romper os laços com a Família, mas será e tão só, a criação de uma independência própria, uma afirmação do seu Eu. Processo este que não será tanto ou mais prolongado, quanto os pais exerceram a sua função, leia-se autoridade, durante toda a vida e, principalmente durante a infância, em parâmetros ligados ao social e emocional (Osório, 2019, p. 65).
Evidentemente é no conchego familiar que o indivíduo/educando encontra possibilidades únicas de manifestar-se como realmente é, demonstrando de forma espontânea seu conceito de caráter, suas emoções e ambições.
Salienta Osório (2019) que a criança por ter passado por um processo sofrido de socialização específico quanto às atitudes dos pais, vai ser pensada no seu futuro global e com uma clareza notável. Será por meio dos exemplos dos pais que o jovem educando encontra a sua própria “paz”, onde encontra um “ambiente” promissor à sua auto expressão.
Chegados a este período da reflexão, pode-se considerar que a conduta quase patológica de vários jovens se deverá, efetivamente, a situações de conflito quase institucional no seio da família, e principalmente, desde a idade em que começou a problematizar, onde a insatisfação ou desequilíbrios conjugais constitui uma fonte de tensão, com os quadros inerentes a esta situação, como brigas, alcoolismo, dependência de químicos, etc. (Cardoso, 2009).
É preciso considerar as experiências que marcou seu passado, pois contribui de grande forma, para que venha adquirir autonomia de valores, de forma que cultive a sua independência e que vá crescendo sucessivamente sua “dependência” dos colegas e das figuras de autoridade.
Assim transpassando uma clareza percepcional e já adquirindo os componentes cognitivos e emocionais. Nesta ocasião, o jovem já se encontra emancipado de todo o processo de identificação com os pais e/ou com familiares, construindo sua própria independência, atendendo suas necessidades primárias (Ferreira, 2010).
De tal modo, pode-se descrever que as mudanças intensas que o jovem passa no período da adolescência, não significará, tão apenas, um processo pausado, mas também intrigante, em saber destingir a sua própria identificação, desatando a identidade que tinha com os pais.
Com base nesta reflexão, deduz-se que um dos essenciais papéis da Família versa em auxiliar e constituir certo prosseguimento entre as aprendizagens da infância e as novas exigências da adolescência e da vida adulta. Assim, esperam-se dos pais e da escola que, estes, compreendam juntos os aspectos de mudança pelos quais passa o educando (Rocha; Macêdo, 2002).
A instituição escolar necessita estar sempre preparada para lidar com os diversos desafios que a sociedade está trazendo para o ambiente familiar e essa situação acaba acarretando vários sentimentos contraditórios, não apenas com relação aos pais e filhos, e assim entre os próprios pais.
Em virtude disso destaca-se a precisão da parceria entre família/escola, ainda que, cada uma mostrar-se valores e objetivos próprios no que diz à educação de uma criança, necessita uma da outra e quanto maior for à diferença maior será a necessidade de relaciona-se.
A família deve estar sempre em harmonia com a escola ou vice-versa, pois são peças essenciais para o bom desenvolvimento da criança e consequentemente são pilares indispensáveis no processo escolar. Contudo, para conhecer a família é preciso que a escola esteja com suas portas abertas e garanta sua permanência (Tiba, 2006).
As reflexões atualmente avançam, para identificação de características que influenciam as distintas práticas de cidadania por vários cantos do mundo. A estratégia para a edificação de uma sociedade democrática não é singular.
Desse modo, a escola necessita constantemente envolvida com a família dos seus alunos em atividades escolares. Não apenas para tratar de problemas que abrangem a família, mas para escutá-los e tentar engajá-los em alguma atividade que a escola realiza como projetos, festas, atividades extraclasses etc.
Em outras palavras, podem-se notar grandes transformações em pequeno tempo, onde muitas dessas são complexas de serem aceitas ou compreendidas. E com está situação a família e a escola, precisam se fortalecer e estar junto em todas as ocasiões da vida de seus filhos e alunos, presença que provoca envolvimento, empenho e cooperação, não devendo apenas estar atentos para as dificuldades cognitivas, porém também as comportamentais (Tiba, 2006).
Devendo estar sempre preparada para interferir da melhor forma possível, considerando sempre o bem de seus filhos, ainda que denote consecutivos “não” as suas reivindicações. Em outras palavras, a família precisa ser um ambiente imprescindível para garantir a sobrevivência e o amparo absoluto dos filhos e as demais partes, independente dos arranjos familiares ou da forma como se vêm estruturando (Kaloustian, 2022, p. 59).
É dentro de casa na socialização familiar, que um filho adquire, aprende e absorve a disciplina para um futuro próximo, ter saúde social […] A educação familiar é um fator bastante importante na formação da personalidade da criança, desenvolvendo sua criatividade ética e cidadania refletindo diretamente no processo escolar (Tiba, 2006, p.178).
Os pais não podem atrapalhar-se com as atribuições de responsabilidade com a ausência da supervisão escolar necessária a todo indivíduo. A responsabilidade é de grande importância para o desenvolvimento da criança, mas como toda etapa da vida do indivíduo precisa de uma pessoa mais experiente, no caso a família, para orientar a postura a ser adotada pelo mesmo.
Contudo, mesmo reconhecendo as dificuldades e as características das famílias e por decorrência os educandos, se não houver um empenho recíproco em resolvê-las, o esforço de encontrar tais problemas tornam-se negativos, atalhando que a instituição escolar juntamente com o professor possa interferir para o bom desempenho do educando
O interesse e a participação familiar são fundamentais. A escola necessita saber que é uma instituição que completa a família, e que ambos precisam ser uns lugares agradáveis e afetivos para os alunos/filhos. Os pais e a escola devem ter princípios muitos próximos para o benefício do filho/aluno (Bastos, 2001, pág.140).
Conforme o autor cita acima, tanto a entidade escolar como a família precisa compreender que juntas desempenham papel importante na vida do educando e que uma complementa a outra, assim trabalhando com os mesmos princípios para poder beneficiar o educando.
A educação que a família transmite é o alicerce para a formação e desenvolvimento da criança e do adolescente. A Educação familiar é base na formação e desenvolvimento da criança e do adolescente. É onde começa a se vivenciar os princípios fundamentais para viver em sociedade.
Compreendemos que tudo que reproduzimos vem de uma composição educacional adquirido em família, escola e sociedade. Para que realmente haja uma parceria é indispensável o conhecimento que ambos os lados conheça precisamente suas atribuições (Zagury, 2003).
Para o desenvolvimento da aprendizagem das crianças é essencial à parceira da família/escola. A família tem uma grande influência no desenvolvimento da personalidade e na lapidação da consciência da criança. Portanto, nesse sentido pode-se perceber a necessidade de sentir-se parte de uma família.
[…] a importância da primeira educação é tão grande na formação da pessoa que podemos compará-la ao alicerce da construção de uma casa. Depois, ao longo de sua vida, virão novas experiências que continuarão a construir a casa/individuo, relativizando o poder da família. (Zagury, 2003, p. 44).
Tendo como ponto de partida a ideia de que para todas as pessoas de forma específica na infância a família é a base, nela a criança não constrói apenas laços afetivos, mas é por meio dela que a criança se depara a um ambiente natural para a sua formação.
As crianças precisam ser educadas e é na família que elas encontram meios para o cultivo e o desenvolvimento dos valores humanos. Assim, ao mesmo tempo em que a criança também se é filho também é aluno, aí a necessidade da família e escola permaneçam interligadas; entretanto, sendo fundamental que ambas percebam suas funções e responsabilidade (Carvalho, 2004).
O que ocorre é que se torna difícil caracterizar os papéis dessas instituições. As funções da família e da escola encontram-se muito difusas numa sociedade tão complexa como a atual. Há uma confusão de papéis, sendo que tanto os pais quanto os professores sentem dificuldades em definir suas funções. (Valadão; Santos, 1997, p. 47).
Família e escola precisam trabalhar juntas, para ultrapassarem suas dificuldades, para isto, é essencial que ambas se vejam como parceiras na caminhada, pois ambas têm influência uma da outra. Fica clara a necessidade da família e escola atuarem juntas como agentes transmissores do desenvolvimento pleno do educando, sendo por meio da educação que se constrói cidadãos aptos a desempenhar seu papel para a mudança social.
O envolvimento da família e/ou responsáveis com relação a prática escolar de seus filhos é vista por muitos professores e profissionais da educação algo de grande relevância para obter-se sucesso no desenvolvimento do aluno no ambiente escolar, tendo forte influência no desempenho das atividades educativas.
Conforme Bastos (2001), a instituição escolar exibe a ansiedade de transmitir ao educando o conhecimento científico, prosseguindo e complementando a educação familiar. Portanto, assim surgiu a preocupação para a realização de parcerias com a famílias nas atividades escolares.
Salienta Patto (2006), várias são as tomadas de decisões dentro do ambiente escolar, que podem ter de influenciar e penetrar as dificuldades enfrentadas pelas crianças. Contudo, são diversas crianças que mostram ter alguma dificuldade que tão-somente a escola poderia advertir e informar aos pais.
Para Anastácio (2009), a educação necessita por parte da família conhecimento, disponibilidade, e empenho em ter ciência do que está ocorrendo na escola, conhecendo e instigando a aprendizagem da criança, assim, estará contribuindo para o desenvolvimento da mesma.
Entretanto, sabe-se que várias famílias não têm participação ativa na vida escolar de seus filhos e, por consequência, estão de certa forma influenciando de modo negativo no desenvolvimento da aprendizagem do aluno no decorrer das aulas.
Os profissionais da área e professores estão cada vez mais a procura de métodos e estratégias que tragam os pais para estar cada vez mais envolvidos de forma ativa no processo de aprendizagem pelo meio de reuniões, atividades extraclasse entre outras, onde possa a ser utilizadas para relatar e transmitir o que ocorre na escola e com o aluno. Promovendo atividades de integração entre pais e filhos. Mas mesmo com muito os esforços, nem sempre os pais comparecem nestes eventos, deixando a escola com o sentimento de fracassando (Libâneo, 2000).
Para haver a participação dos pais no ambiente escolar é necessário também que a escola adote a iniciativa de convidá-los, pois alguns pais muitas vezes acabam nem tendo conhecimento de como se dá o processo de aprendizagem ou até mesmo, de que forma podem colaborar para sanar as dificuldades deparadas pela instituição de ensino.
Um dos modos mais empregados pelas instituições é que os pais participem do aprendizado dos filhos, auxiliando na tarefa de casa, que torna uma forma para que consigam perceber as dificuldades e o rendimento do filho.
Conforme Carvalho (2004), planejado como parte complementar do processo ensino-aprendizagem, a tarefa de casa não influência apenas na atuação do professor em sala de aula, e sim na vida dos estudantes num todo, dentro e fora da escola e até mesmo em sua rotina no dia a dia familiar, a partir do momento que se cria um vínculo entre as atividades da escola e as de casa, acabam assim gerando a aproximação familiar, em apoio às atividades escolares.
Deste modo, o essencial elemento da interação família–escola, o dever de casa acontece por meio de uma política simples, transformada pela família e escola, em uma política formal que diz os esforços educativos destas instituições.
O autor acima ainda coloca que o sucesso escolar depende em grande parte, do apoio direto e sistemático da família, que investe nos filhos, compensando tanto dificuldades individuais quanto deficiências escolares (Carvalho, 2004).
Pode-se compreender que o comportamento do indivíduo no âmbito escolar depende, muitas vezes, não exclusivamente do mesmo, e sim da participação e do auxílio dos pais. Assim as escolas necessitam procurar meios de parcerias com as famílias de seus educandos, onde juntas possam promover uma educação benéfica e de qualidade.
Discorre Ribeiro e Lomônaco (2002), um dos meios mais eficazes de se conquistar a confiança dos pais, é abordar temas voltados ao cotidiano escolar de seus filhos, ouvir e tratar de propostas que tendam explicar assuntos conflituosos para ambas às partes.
Logo, a parceria família e escola são responsáveis pela educação e integração do indivíduo na sociedade na qual está inserido, devendo ser extremamente colaborativa, onde juntas, possam estabelecer técnicas e estratégias para uma educação de qualidade.
A relação entre família e escola é fundamental para o desenvolvimento do educando, já que essas duas instituições estão diretamente ligadas e são responsáveis pela formação do sujeito para agir em sociedade. Desse modo essa seção discorre sobre a participação dos pais no que diz respeito ao ambiente escolar.
Conforme Rocha e Macedo (2002), quando a um envolvimento dos pais juntamente com a escola provoca consequências positivas, tanto no ambiente escolar, familiar, e para com a sociedade. Os pais que estão diretamente ligados com a instituição escolar ficam são mais determinados para se envolverem nos processos de modernização profissionais portando, aprimoram a sua autoconfiança como pais.
A família tem a função fundamental na formação da conduta dos filhos no ambiente social. Também é por meio da mesma que adquire conhecimentos para se aperfeiçoar em diferentes meios, independente da cultura e das regras atribuídas, assim também é responsabilidade da família educar os sujeitos para a vivência em sociedade.
Para haver um bom desempenho do aluno faz se indispensável que estas duas instituições trabalhem sempre interligadas, de modo que ambas ofereçam pontos positivos e negativos na formação do sujeito.
A educação é o conjunto de ações, processos, influências, estruturas que intervêm no desenvolvimento humano de indivíduos e grupo na relação ativa com o ambiente natural e social, num determinado contexto de relações entre grupos e classes sociais. (Libâneo, 2000, p. 22).
Através dessa afirmativa, é de suma importância realizar uma pesquisa do ambiente familiar, procurando entender como as famílias se portam diante sua função no que diz a vida escolar dos seus filhos, assim é impossível haver um debate entre família escola sem ambos compreender a respeito na participação no desenvolvimento do aprendizado das crianças.
Salienta Tiba (2006) os pais têm uma grande força para transmitir a seus filhos o que é aceitável ou não, adequado ou não, e se a escola não tiver essa parceria para serem adquiridos esses valores em casa, dificulta o trabalho, assim não tendo esse apoio no que se refere limite.
A família representa um ambiente extremamente importante para o desenvolvimento da criança, porque é o primeiro sistema em que o ser humano se insere na sociedade, por meio do qual começa a estabelecer seu vínculo com o mundo (Guzzo; Tizei, 2007, p. 42).
A aprendizagem oferecida pela escola vai além de conhecimentos sociais, sendo também ideais e valores. É a escola que dá prosseguimento aos princípios familiares, portanto a mesma fica incumbida de dirigir o educando em parceria com a educação da família, acomodando-a no meio, da melhor forma possível (Rubinstein, 2003).
Desse modo, família e escola necessitam educar como grupo para propiciar à criança desenvolvimento máximo de fiança para encarar as dificuldades que lhe são atribuídas pela vivência em coletividade.
Indaga Cardoso (2009), a função da escola está fundamentada em assuntos relacionais, sociais, nas aptidões cognitivas, e na desenvoltura de agir com o novo, assim cabe à escola tornar o sujeito um cidadão apto a desempenhar a sua cidadania, sabendo identificar seus direitos e deveres. Percebe-se que o acompanhamento da família tem forte influência no desempenho da criança no âmbito escolar e vice-versa.
Ao se referir sobre gestão democrática dentro das escolas públicas em âmbito legal, as instituições de ensino passaram a ter a possibilidade de ser auxiliada pela comunidade, assim estabelecendo parcerias com instâncias que não são da equipe pedagógica da escola. Claro que está parceria deve ser planejada e estruturada para não ocorrer deformidades do processo democrático.
Isso significa dizer que quando falamos em gestão participativa no âmbito da escola pública estamos nos referindo a uma relação entre desiguais onde vamos encontrar uma escola sabidamente desaparelhada do ponto de vista financeiro para enfrentar os crescentes desafios que se apresentam e, também, uma comunidade não muito preparada para a prática da gestão participativa da escola, assim como do próprio exercício da cidadania em sua expressão mais prosaica (Ferreira, 2010, p. 69).
Ao considerar a realidade escolar nos dias atuais nota-se que ainda há uma distorção grande do que verdadeiramente é uma gestão democrática, bem como do ponto de vista da escola, o envolvimento ou participação dos pais na educação dos filhos pode ser vista por muitos como apenas estar presente em reuniões de pais e mestres, mas essa parceria tem que ser direta com relação escola/casa em especial, acompanhamento dos deveres de casa e das notas.
Neste sentido, compete examinar em que ocasiões os educadores precisam da colaboração dos pais. O que se entende nos dias atuais é que se os professores têm qualidades de trabalho suficiente e se os educandos estão se apoderando do aprender, não se vê a necessidade de procurar os pais. Buscam os pais quando se sentem frustrados e impotentes, bem como quando o indivíduo se encontra com dificuldades de aprendizagem e/ou de comportamento, com as quais não alcançam solução.
Deste modo, a parceria família/escola primeiramente depende de uma concordância sobre filosofia e currículo (adesão dos pais ao projeto político-pedagógico da escola), e de coincidência entre, de um lado, concepções e probabilidades educacionais da família e, de outro, alvos e aprendizados escolares.
A relação família/escola também será diferentemente comprometida pelo contentamento ou descontentamento de professores e de pais, e pelo levado desempenho ou pelo baixo desempenho do estudante (Bastos, 2001).
METODOLOGIA
Trata-se de um estudo com base na pesquisa bibliográfica, com uma abordagem qualitativa. A pesquisa bibliográfica é desenvolvida a partir de material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos acerca de autores colaboradores ao entendimento da aprendizagem e suas dificuldades na aquisição (Gil, 1999).
Principalmente com pesquisas voltadas sobre a gestão participativa como proposta democrática, diante mente à realidade do dia-a-dia da escola, propondo escolhas às considerações emergentes que podem ser canalizadas pela procura de acertos aos problemas relacionados ao cotidiano escolar, já que, entende-se que são as práticas coletivas realizadas na escola que darão a possibilidade para que a comunidade possa participar e questionar sobre as decisões a fim de melhorar, tanto sua estrutura, como sua função social de educar.
Dessa maneira, é bom advertir que é necessário colocar espaço e tempo para a realização de discussões da política pedagógica, na escola, objetivando o fortalecimento e a influência mútua dos profissionais, pais e alunos com o intuito de desenvolver um projeto político pedagógico e um planejamento participativo.
Assim como esses em conjunto devem atuar determinado no calendário escolar ou definido pela comunidade, democraticamente, garantindo o acesso aos seus direitos, conhecimento e exercício de seus deveres, fazendo com que todos tenham a participação no processo educacional.
Compete ressaltar que a proposta de democratizar a escola vem a contribuir para a formação de cidadãos críticos, e atuantes em seu papel de modificar e transformar a sua realidade na sociedade na qual está inserido.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao concluir está pesquisa pode-se mostrar o quanto é relevante tratar a participação dos pais na escola e a função que a família exerce na formação dos filhos. Apenas com um compromisso, onde os pais assumam suas devidas responsabilidades, não impondo a instituição escolar em realizar suas funções e assim havendo um diálogo duradouro entre a família-escola. A educação escolar é exclusivamente parte do processo, não o todo, não havendo a participação dos pais disciplinando, orientando, acompanhando o andamento de seus filhos todo este processo torna-se ineficaz.
Assim, nota-se a grande importância entre a família e a escola para que haja a construção da identidade e autonomia da criança, havendo o acompanhamento da mesma no que diz respeito ao processo educacional, levando a conquista da segurança de seus filhos, assim sentindo-se protegidos por seus professores enquanto escola e pelos pais enquanto família, o que irá favorecer para o bom desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem.
A escola está perante de um amplo desafio que precisa da interação da família para o benefício do desempenho escolar de suas crianças e apenas assim poderá realizar uma educação de qualidade podendo promover o bem estar de todos.
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