Os desafios da gestão de pessoas no ambiente empresarial

THE CHALLENGES OF PEOPLE MANAGEMENT IN THE BUSINESS ENVIRONMENT

LOS RETOS DE LA GESTIÓN DE PERSONAS EN EL ENTORNO EMPRESARIAL

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/504F10

DOI

doi.org/10.63391/504F10

Mendes, Andelmo Queiroz. Os desafios da gestão de pessoas no ambiente empresarial. International Integralize Scientific. v 5, n 49, Julho/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

O artigo aborda alguns dos principais desafios a serem enfrentados pelos profissionais que gerenciam as organizações na atualidade. O objetivo geral é identificar os principais valores que essa classe profissional deve possuir para o bem da organização, principalmente quanto à resolução dos conflitos que vem sendo uma grande barreira a ser transposta no processo de gestão, quanto aos específicos apresenta a dificuldade dos colaboradores em compreender a filosofia de trabalho das organizações, bem como a competitividade no mercado como sendo uma barreira a ser superada diariamente. O problema encontrado na pesquisa e que mereceu amplo destaque, foi sobre a dificuldade que os gestores empresariais possuem de encontrar profissionais que se adaptem ao seu estilo de trabalho. A metodologia usada para a escolha do presente tema foi à pesquisa de caráter bibliográfico. O artigo visou contribuir para a realização de uma análise mais abrangente em relação aos gestores empresariais da atualidade. Nas considerações finais, os leitores podem visualizar como os desafios em ser gestor na atualidade são cada vez maiores, exigindo uma variedade mais elevada de competências, possibilitam que os resultados sejam os que a organização espera para o seu desenvolvimento.
Palavras-chave
desafios; conflitos; organização; competências.

Summary

This article addresses some of the main challenges faced by professionals who manage organizations today. The general objective is to identify the main values ​​that this professional class must possess for the good of the organization, especially regarding conflict resolution, which has been a major barrier to be overcome in the management process. Regarding specific issues, it presents the difficulty of employees in understanding the work philosophy of organizations, as well as competitiveness in the market as a barrier to be overcome daily. The problem found in the research and which deserved wide attention was the difficulty that business managers have in finding professionals who adapt to their work style. The methodology used to choose this topic was bibliographic research. The article aimed to contribute to the realization of a more comprehensive analysis in relation to business managers today. In the final considerations, readers can see how the challenges of being a manager today are increasingly greater, requiring a greater variety of skills, enabling the results to be those that the organization expects for its development.
Keywords
challenges; conflicts; organization; skills.

Resumen

Este artículo aborda algunos de los principales retos que enfrentan los profesionales que gestionan organizaciones hoy en día. El objetivo general es identificar los valores fundamentales que estos profesionales deben poseer para el bienestar de la organización, especialmente en lo que respecta a la resolución de conflictos, que ha sido un importante obstáculo a superar en el proceso de gestión. En cuanto a temas específicos, se presenta la dificultad de los empleados para comprender la filosofía de trabajo de las organizaciones, así como la competitividad en el mercado como un obstáculo a superar a diario. El problema detectado en la investigación, y que mereció amplia atención, fue la dificultad que tienen los directivos para encontrar profesionales que se adapten a su estilo de trabajo. La metodología utilizada para seleccionar este tema fue la investigación bibliográfica. El artículo pretendía contribuir a la realización de un análisis más exhaustivo sobre los directivos actuales. En las consideraciones finales, los lectores pueden observar cómo los retos de ser directivo hoy en día son cada vez mayores, requiriendo una mayor variedad de habilidades, lo que permite obtener los resultados que la organización espera para su desarrollo.
Palavras-clave
desafíos; conflictos; organización; habilidades.

INTRODUÇÃO

A presente pesquisa aborda alguns dos principais desafios a serem enfrentados pelos profissionais que gerenciam as organizações na atualidade, sempre com a meta de se promover resultados mais expressivos que mantém a organização estável e crescente, tendo como relevância a formação de um ambiente mais harmonioso e produtivo nas organizações. 

O problema encontrado na pesquisa, diz respeito às dificuldades que os gestores empresariais vêm apresentando para conseguir colaboradores que entendam as políticas da organização, ou seja, que se adaptem ao modelo de gestão da mesma.

O objetivo geral é identificar os principais valores que essa classe profissional deve possuir para o bem da organização, principalmente sobre a articulação que se faz necessária entre o corpo diretivo e outros funcionários da organização, que nem sempre conseguem se entender. Os específicos denotam como existem dificuldades para se encontrar profissionais que se adaptem ao modelo de gestão de trabalho nas organizações, e também, como essa barreira acaba ocasionando em alguns momentos certos conflitos, que em nada contribuem com o desenvolvimento empresarial. 

A metodologia usada para a escolha do presente tema foi à pesquisa de caráter bibliográfico, sendo que diversas pesquisas foram realizadas em publicações e obras de autores renomados e que muito contribuíram com o referido tema. 

A justificativa usada para a escolha no presente tema é a oportunidade de se demonstrar como o gerenciamento das organizações vem sendo vista como modernas e desenvolvidas, exigindo cada vez mais dos profissionais em matéria de competências.

A fundamentação teórica foi dividida em duas partes: sendo que a primeira aborda os obstáculos a serem enfrentados pelos gestores empresariais na atualidade, principalmente a parte humanística de lidar com os colaboradores, enquanto que a segunda parte denota algumas qualidades profissionais que agregam valores a função de um gestor empresarial, acrescentando informações e posicionamento que o profissional necessita realizar, visando contribuir para uma análise mais abrangente em relação aos gestores empresariais da atualidade, a relevância em haver nível de conhecimento cada vez maior, principalmente expondo a filosofia que a organização possui, como a gestão de pessoas representa uma ferramenta de extrema importância para o crescimento das organizações. 

Os resultados apontam como a gestão empresarial tem sido desafiadora pela falta de tempo para que os profissionais possam conhecer melhor as políticas das organizações, respectivamente, principalmente pela falta de tempo e a necessidade de se obter níveis de produção cada vez mais elevados, ou seja, apresentando resultados mais específicos.

Para que as organizações possam apresentar um modelo de gestão mais compreensível, ou seja, que os colaboradores possam ter a oportunidade de se adaptarem, é preciso que se realize um plano de ação, com planejamento, oferta de capacitações e treinamentos, e também, com a possibilidade de haver um diálogo sucinto, qualificado, que possa assegurar uma maior compreensão entre os valores existentes.

DESENVOLVIMENTO

O termo gestão empresarial, significa primeiramente que a organização consiga selecionar pessoas que aprendam a trabalhar segundo a filosofia da mesma, ou seja, que consigam atuar de um modo que siga a política que a organização apresenta.

Trata-se de uma característica que os novos profissionais que atuam na administração empresarial precisam desenvolver, ou seja, uma adaptação forte a uma política que destaca a organização das demais, que contribuiu para a consolidação da mesma no mercado, que atualmente é cada vez mais competitivo e exigente.

O lado que ninguém observa é que a área de gestão empresarial representa o início do processo de gestão e não o fim. É na área de gerir profissionais que se avalia, desenvolve o colaborador para que assim se torne mais qualificado para desempenhar com qualidade suas atribuições, trazendo maior produtividade para a empresa e posicionando cada colaborador para desempenhar as funções de acordo com suas habilidades. A parte mais importante da empresa é a qualidade dos serviços prestados por seus colaboradores (Rui, 2009, p. 65). 

As organizações assim passaram a buscar profissionais pelas suas qualificações e o cliente interno ou colaborador era desenvolvido, avaliado e recrutado. Buscando sempre a motivação dos mesmos. Nesse processo que se tem a necessidade e o desejo de se recrutar sempre os melhores profissionais (Melo, 2012). 

Assim como as organizações têm colocado em prática, o ato de extrair ao máximo o potencial que seus colaboradores possuem, descobrindo e valorizando as competências existentes, tudo convergindo para que a organização continue com a sua aresta de desenvolvimento, uma característica que vem sendo absolutamente nítida nas gestões modernas.

Pode-se dizer que o mercado atual apresenta mais exigências por parte daqueles que ainda não apresentam nenhum tipo de experiência, isto é, a qualificação representa um fator que consiste em um grande diferencial, até para se alinharem a essas imposições denotadas pelas empresas, os futuros profissionais gastam uma grande quantidade de tempo obtendo o maior número possível de qualificações.

Sem dúvida, os principais desafios enfrentados pelos gestores é produzir mais, com um custo menor, para que as organizações possam apresentar seus produtos com um preço mais baixo aos consumidores, e assim, assegurar o seu lugar no mercado.

No entanto, existem alguns desafios quanto a essa produção cada vez maior, principalmente quando se está atrelado ao capital humano, essa é a base principal para que as organizações realmente façam a economia que acreditam serem fundamentais para o seu sucesso (Erthal, 2015).

Fazer com que um produto tenha um valor menos custoso ao bolso dos consumidores, representa uma conquista pessoal do gestor, e ao mesmo tempo de toda a empresa em si, uma vez que, uma série de ações são necessárias para se chegar a esse objetivo.

O maior agravante, é que muitas organizações mundo afora, simplesmente não conseguem chegar a esse objetivo, ou seja, elevam seus custos justamente devido a influência dos seres humanos em relação aos meios de produção, que encarecem definitivamente o produto (Erthal, 2015).

Nesse sentido, vale destacar como as organizações têm lidado com um número cada vez menor de profissionais trabalhando de maneira manual, essa é a estratégia preliminar para que as empresas do mundo todo consigam produzir a um custo menor, e assim, despejarem no mercado produtos com um valor menor, agraciando os produtores.

Entretanto, mesmo uma organização que apresenta uma quantidade de trabalhadores braçais reduzida, ainda enfrenta diversos desafios, que apenas um gestor de comprovada competência é capaz de realizar, mantendo a produtividade que a mesma necessita.

Já não basta que as organizações tenham um quadro de funcionários mais simplório que o esperado, ainda é preciso que esses trabalhadores tenham uma remuneração escassa, e ao mesmo tempo, tenham que trabalhar motivados para que o processo de produção seja satisfatório (Machado, 2007).

As pessoas atualmente estão mais lúdicas, ou seja, entendem dos direitos que possuem, e no caso dos profissionais que atuam no setor de produção, sabem como a falta de profissionais para a realização de um trabalho mais qualificado é preponderante, e como necessitam se desgastar ainda mais para obterem os índices que a organização deseja (Chiavenato, 2003).

Fundamental que seja um profissional que saiba ser um mediador, entre o que a empresa deseja, e as possibilidades de realizações por parte dos seus profissionais, que se encontram atuando nas mesmas (Martinelli; Almeida, 2008).

Muitas vezes, é preciso que o trabalhador seja ouvido, tenha suas reivindicações atendidas, uma vez que, se trata de um profissional que realmente possui o conhecimento daquilo que está sendo realizado, essa é uma questão absolutamente motivacional.

No entanto, em muitos casos os gestores das organizações concordam com os trabalhadores, contudo, o desafio é convencer o dono da mesma a realizar uma ou mais contratações, uma vez que, é necessário comprovar com dados que o quadro de funcionários precisa ser ampliado.

Esse é um trabalho que os profissionais inseridos na função de gestor necessitam realizar de maneira extremamente qualificada, isso porque se trata de um argumento que necessita ser comprovado de maneira apoteótica, caso contrário, não será aprovada.

É fato que os empresários desejam ter um vínculo com funcionários cada vez menor, ou seja, quanto menos pessoas estiverem trabalhando, menor será a folha de pagamentos, que é realmente o que interessa para esse público alvo (Coelho, 2013).

Entretanto, a questão se torna um problema grave quando começa a ocorrer o atraso na produção, algo que em uma sociedade que se apresenta como mais consumista como a atual é praticamente inadmissível, ou seja, foi-se o tempo em que os empresários possuíam um prazo amplo para a entrega das mercadorias.

Hoje isso já inexiste, uma vez que, são poucos os clientes que toleram esse tipo de situação, alguns mais irritados até mesmo vão à justiça pelos atrasos existentes, tudo é uma questão contratual e que deve ser obedecida de maneira absolutamente régia (Coelho, 2013).

O gestor em muitos casos fica em uma situação extremamente difícil, principalmente quando a organização passa a perder clientes por conta desses atrasos recorrentes, para o empresário, não importa que haja desfalque de funcionários, o mesmo apenas deseja que a produção seja realizada no período estabelecido, e irá cobrar justamente de quem gerencia esse processo (Fernandes, 2020).

Muitas vezes, nem adianta muito por parte do gestor argumentar que avisou de maneira prévia sobre a contratação de um número mais elevado de funcionários, geralmente os empresários simplesmente não aceitam o fato de terem falhado, acreditando no que por terem o capital, podem cometer o luxo de não obedecer há um planejamento já pré-estabelecido.

Isso sem falar que sempre existem alguns problemas de última hora e que necessitam ser resolvidos em um prazo de tempo curto, por exemplo, um funcionário que falta ao trabalho por algum motivo, algo que já faz muita diferença quanto ao processo de produção.

Justamente devido às organizações contarem com uma quantidade limitada de profissionais, e isso se torna um problema muito grave quando algum colaborador se ausenta do trabalho, isso pelo fato de as demais que permanecem na jornada da organização necessita suprir essa falta (Xavier, 2006).

Nesse momento, o gestor necessita sanar o problema de uma maneira rápida, e isso quer dizer que precisa contratar mais profissionais para a realização dessa função, ou seja, passar a contar com um quadro de funcionários muito maior.

Além de investigar o número de ausências que esses profissionais possuem, essa também é uma questão absolutamente fidagal, tanto que as organizações têm se mostrado mais seletivas com a contratação de novos colaboradores (Avancini, 2014).

Principalmente evitando a contratação de pessoas que já possuem um histórico de doenças, e acima de tudo, de tabagistas, que é também um problema grave, uma vez que, a população de fumantes ainda é muito elevada, pelo menos no Brasil.

Pessoas tabagistas, tendem realmente a terem um número mais elevado de problemas de saúde, e por essa razão, necessitam se ausentar do trabalho por um número mais elevado de vezes, ou seja, não se trata de algo que esses indivíduos realmente desejam, e sim, por uma necessidade extrema (Avancini, 2014).

Além disso, quando as organizações em geral, passam a cobrar um estado de saúde melhor de seus profissionais, apresenta-se como um fator positivo para a sociedade, uma vez que, o mercado de trabalho e seu ingresso fazem com que as pessoas realizem as mudanças que se fazem necessárias para fazer parte do mesmo.

Contudo, esse é mais um diferencial que o administrador organizacional moderno possui, ele não pode simplesmente se prender há funcionário algum, ou seja, deixar os vínculos de amizade influenciarem em suas decisões, devendo sempre se preocupar com os dados que possui a sua disposição, principalmente quanto à produção que cada profissional apresenta (Knapik, 2012).

Se o funcionário não estiver produzindo os números que a organização realmente necessita, ele precisa ser substituído, para o capitalismo, representa mais uma peça que necessita ser mudada para que a engrenagem que é a empresa continue funcionando.

Outro obstáculo muito sobressalente em relação aos profissionais que trabalham com o processo de gestão empresarial, é o fator tempo, ou seja, mais comum é visualizar os consumidores têm se tornado mais exigentes, e isso quer dizer que não é mais apenas o suficiente que o produto seja de qualidade, este também necessita ser entregue de maneira rápida (Knapik, 2012).

O gestor empresarial atual necessita possuir algumas características para que possa ser capaz de realizar um trabalho eficiente, desse modo, beneficiar o local onde o mesmo trabalha da melhor forma possível, principalmente manter a equipe unida, ou seja, com o mesmo enfoque e que todos possam atuar segundo um denominador comum, livrando as empresas de sofrerem com problemas crônicos, como é o caso da resolução dos conflitos, dentre outros.

Uma das principais, é sem dúvida saber motivar os colaboradores, e que os mesmos aprendam a entender o planejamento que a organização possui, inclusive, apresentando as metas que a mesma adota para o seu funcionamento, ou seja, o que necessita ser alcançado.

Muitas organizações não contam com essa sensibilidade, ou seja, de ampliar o leque de informações que os funcionários realmente desejam, fazendo apenas os mesmos buscarem uma produção maior a cada dia (Drucker, 2002).

O fato é que os funcionários possuem sim o desejo de serem um pouco mais participativos, fazendo um diferencial a mais para o sucesso da organização, contudo, poucos são os gestores que sabem valorizar esse tipo de atitude.

Valorizar o desejo que os profissionais possuem de se desenvolverem como colaboradores que acrescentam à qualidade que as empresas já possuem, representa uma característica marcante por parte de quem possui uma visão estratégica desenvolvida, isto é, com um administrador que consegue monitorar todo o ambiente que se encontra ao seu redor.

Usando uma linguagem mais coloquial, é nítido como vem surgindo um novo gerenciamento que as empresas vêm adotando, ou pelo menos deveriam, é de uma gestão mais humanística, com a troca de experiências e de informações, e onde todos os colaboradores possuem seu viés de importância e necessitam pensar no bem comum (Drucker, 2002, p. 43).

Nesse sentido, é fundamental citar o fato de o gestor não deve apenas ser mais uma pessoa que apenas dá ordens aos demais funcionários, mas uma pessoa que sabe como se articular com os demais, que busca ampliar o seu conhecimento ouvindo os demais que se encontram à sua volta (Robbins, 2009).

A necessidade de se promover uma reflexão em relação aos modos como à gestão moderna vem se acentuando, é o que faz um grande diferencial para o sucesso da organização, em outras palavras, trata-se de uma questão fundamental que se compreenda como os meios de gestão empresarial vem passando por uma constante transformação.

Da mesma maneira que é preciso que o administrador saiba como extrair ao máximo o potencial descoberto nos profissionais que se encontra lotado naquele ambiente, em outras palavras, não permitir que os funcionários caíssem em uma zona de conforto, algo que é extremamente perigoso para todos os que se encontram a sua volta (Robbins, 2009).

Com efeito, o ato de saber motivar os funcionários que estão à volta dessa organização, é uma das principais características que devem fazer parte dos gestores atuais, claro que essa nem sempre é uma das tarefas mais simples, principalmente em relação ao fator financeiro, que é muito cobrado pelos colaboradores.

Os gerentes são os profissionais que realmente necessitam fazer a diferença, e isso quer dizer que são aqueles que fazem com que as organizações mantenham sua identidade, mantendo o bom funcionamento do sistema, fazendo as coisas ocorrerem dentro do prazo certo (Bergamini, 2002).

Até pela visão estratégica que desejam possuir, colocando em prática as transformações na organização, no momento preciso, ou seja, ter o tempo correto para a realização de mudanças estruturais, adequando a empresa há uma realidade que possa ser considerada como benéfica para todos, em outras palavras, as mudanças devem servir para que haja um viés positivo no interior desse empreendimento.

Gerir pessoas representa um processo difícil, principalmente quando não se deixa claro quais os objetivos que a empresa possui, o que vem sendo uma grande complexidade na atualidade, onde o capitalismo deliberado, vem fazendo com que haja cada vez mais uma necessidade de produção em larga escala, satisfazendo as necessidades de uma densidade populacional que vem crescendo de uma maneira vertiginosa.

Todavia, existe a necessidade de se trabalhar com metas, mas, que a mesma vá além dos números apenas, e sim, com a satisfação de todas as pessoas que se encontram inseridas nesse contexto, bem como a adaptação do profissional ao ambiente em que se encontra inserido.

Colaboradores e consumidores, o gestor atual sabe muito bem como se trata de uma necessidade que ambos apresentem um índice de satisfação maior, esse é um fator que vem gerando uma preocupação maior nas organizações de grande porte.

De acordo com Avancini (2014), existe grande responsabilidade no processo de recrutamento, no entanto, existe o problema de haver falta de tempo para que se promova uma capacitação para esse novo profissional, de modo que o mesmo já ingressa na instituição sob grande pressão, e esse não deve ser considerado como um fator positivo.

Em outras palavras, a meta por sempre haver uma produção mais sistematizada, de elevados índices, e que promova apenas um viés positivista, acaba atrapalhando no momento de transição da empresa, isso porque a mesma já apresenta um modo de atuação consistente, no entanto, quando começa a haver trocas em relação ao quadro de funcionários, as dificuldades começam a aparecer de maneira gritante.

De acordo com Fernandes (2020) que defende as capacitações, e um período de aclimatação, ou seja, que o mesmo possa compreender com coesão as metodologias que são usadas na organização, esse conhecimento faria grande diferença para que esse profissional consiga se adaptar de uma maneira mais ampla e possa apresentar o rendimento que a mesma apresenta.

De maneira alguma o profissional acaba de se formar e ingressa no mercado de trabalho, com o nível de conhecimento que o mesmo necessita para o seu trabalho apresentar resultados mais específicos, mais contundentes, essa é uma questão sempre a ser valorizada, pelo menos em relação aos gestores modernos e que possuem uma concepção empresarial mais abrangente.

A concepção de gestão empresarial na atualidade, representa uma forma muito clara de como as empresas têm tido a responsabilidade de se preocuparem com um número muito maior de detalhes, como, por exemplo, o marketing interno, que é a visão que os colaboradores possuem em relação à organização, ou seja, se os mesmos se encontram satisfeitos, se acreditam que o seu potencial está sendo aproveitado, enfim, valores que em um passado não muito distante, não eram vistos como importantes.

Reconsiderar que existem novas concepções gerenciais a serem aprendidas, também deve ser considerado como uma missão importante por parte dos gestores empresariais, ou seja, que a oferta a novas informações deve sempre ser estimulada, felizmente, as empresas vem adotando um sistema de gestão democrática e descentralizada, que passam a ofertar um espaço maior para que os colaboradores possam vir a se tornarem um pouco mais participativos, o que pode ser nomeado como marketing interno (Lacerda, 2005).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A gestão empresarial moderna se configura como um conjunto de normas que prezam pelo pleno desenvolvimento dos profissionais com as metas estabelecidas, com comprometimento e aperfeiçoamento, visando sempre o processo de produção, mas, também se comprometendo com uma administração pautada também no viés humanístico.

Contudo, não há como deixar de dizer que existem problemas que inadvertidamente aparecem, e que somente gestores preparados se mostram capazes de sanar os mesmos, como é o caso dos conflitos e das tomadas de decisões precipitadas.

É preciso levar em consideração que a organização atual é muito mais suscetível às tendências que o mercado apresenta, e por essa razão, qualquer problema que não consiga ser sanado a tempo, pode ocasionar em uma série de ônus para a administração.

Nesse sentido, hoje está havendo um cuidado muito maior em relação à seleção dos profissionais, ou seja, com as escolhas que necessitam ser realizadas, esse é o ponto, que todos possam entender a filosofia que a organização adota e que caminhem em uma mesma direção, evitando que haja problemas maiores nesse sentido, como é o que ocorre quando há conflitos entre os profissionais, principalmente por parte daqueles que se encontram inseridos diretamente no processo de gestão, e que podem dificultar muito o desenvolvimento da empresa.

Com efeito, o gestor moderno, que realmente conhece como é o funcionamento de uma organização, sabe muito bem como valorizar os trabalhadores que possuem, no entanto, isso não se inicia sem antes uma análise preliminar do desempenho que os funcionários que estão a sua disposição devem ter.

Fato é que se trata de uma verdadeira ciência social moderna, o ato de administrar pessoas no ambiente empresarial, uma vez que, não é uma tarefa fácil e simples de ser executada. Justamente por essa razão, o processo de gestão de pessoas vem a cada dia buscando novas maneiras de melhorar a vida do colaborador dentro das organizações. 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Mendes, Andelmo Queiroz. Os desafios da gestão de pessoas no ambiente empresarial.International Integralize Scientific. v 5, n 49, Julho/2025 ISSN/3085-654X

Referencias

Vivian Caroline Coraucci.
BAILEY, C. J.; LEE, J. H.
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Clinical infectious diseases.
v. 67
n. 7
p. 1208-1216,
2021.
Disponível em: https://academic.oup.com/cid/article/67/7/1208/6141108.
Acesso em: 2024-09-03.

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n. 49
Os desafios da gestão de pessoas no ambiente empresarial

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