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Resumo
INTRODUÇÃO
A empatia, entendida como a capacidade de perceber, compreender e compartilhar estados emocionais de outras pessoas preservando a distinção entre self e outro, constitui um dos principais alicerces das relações sociais contemporâneas. Pesquisas em psicologia social e neurociência social indicam que componentes afetivos (sentir com) e cognitivos (entender o ponto de vista do outro) operam de modo complementar na coordenação de interações cotidianas, na cooperação e na coesão de grupos (Weisz; Zaki, 2018).
Além de favorecer vínculos e confiança, níveis mais altos de empatia tendem a se associar a maiores índices de comportamento pró-social em diferentes contextos culturais e faixas etárias. Segundo Li et al. (2022), a empatia atua como um “mecanismo afiliativo” no cotidiano das interações, incentivando a cooperação e a solidariedade.
Entretanto, a literatura contemporânea distingue cuidadosamente empatia de compaixão. Estudos em neuroimagem revelam que ressoar com o sofrimento alheio ativa redes cerebrais ligadas à dor e ao afeto negativo, o que pode gerar exaustão empática quando não há regulação adequada (Klimecki; Leiberg; Lamm; Singer, 2013).
Por outro lado, a compaixão mobiliza circuitos de afiliação e recompensa, atuando como um fator protetor contra o desgaste emocional. Klimecki e Singer (2013) demonstram que treinamentos baseados em compaixão são mais eficazes do que treinamentos focados apenas na empatia, promovendo maior resiliência e regulação emocional. Nesse sentido, Singer e Engert (2019) defendem que a compaixão deve ser priorizada como alvo de treinamento socioemocional, por apresentar efeitos mais sustentáveis na saúde mental e nas relações sociais.
O presente estudo delimita-se à análise da empatia nas relações sociais cotidianas entre adultos, com foco em: (a) sua definição conceitual e operacional, contemplando os componentes afetivo e cognitivo; (b) sua diferenciação em relação à compaixão; (c) sua associação com comportamentos pró-sociais como ajuda, cooperação e solidariedade; e (d) suas implicações práticas para a convivência social, a educação socioemocional e os ambientes organizacionais (LI et al., 2024).
Desta maneira, delimitou-se com objetivo geral analisar criticamente o papel da empatia nas relações sociais contemporâneas, destacando definições, evidências empíricas recentes e implicações práticas. Entre os objetivos específicos, destacam-se: mapear as definições atuais de empatia e diferenciá-la de compaixão; sintetizar as evidências recentes sobre a associação entre empatia e comportamento pró-social; identificar benefícios e riscos, como a exaustão empática, e discutir estratégias de regulação; sugerir aplicações em programas de educação socioemocional e no âmbito organizacional.
A relevância do estudo está no fato de mostrar que a convivência social em escolas, cidades, ambientes de trabalho e espaços virtuais depende diretamente de habilidades socioemocionais capazes de sustentar cooperação, confiança e respeito mútuo. Intervenções que fortalecem empatia e compaixão aumentam comportamentos pró-sociais e melhoram indicadores de saúde mental e bem-estar, inclusive em grupos vulneráveis (Wang, et al., 2024). Além disso, compreender os limites da empatia e os custos afetivos que ela pode gerar, bem como os efeitos protetores da compaixão, contribui para prevenir o desgaste emocional em contextos de alta demanda socioafetiva (Klimecki; Singer, 2013).
METODOLOGIA
A metodologia adotada foi uma revisão de literatura com escopo sistemático, considerando produções científicas publicadas entre 2010 e 2025. O estudo será organizado em três eixos principais: (1) definições e distinções conceituais entre empatia e compaixão; (2) vínculos entre empatia e pró-socialidade; (3) estratégias de treino e regulação socioafetiva.
As bases de dados consultadas serão PubMed, Web of Science, Scopus e periódicos de acesso aberto como Frontiers e Trends in Cognitive Sciences. Serão incluídos artigos de revisão, meta-análises e estudos empíricos que abordem a empatia em contextos sociais não clínicos. A análise dos resultados será feita de forma qualitativa, com extração de definições, medidas de empatia (afetiva e cognitiva), efeitos sobre a pró-socialidade e implicações práticas, a fim de sintetizar as convergências e divergências encontradas na literatura recente (Ding; Lu, 2022; Zhang et al., 2023).
REFERENCIAL TEÓRICO
EMPATIA: CONCEITO
Aguiar em seu livro conceituou a empatia como: “Empatia é uma palavra de origem grega – empatheia – «formada por “em” e “pathos”, “emoção e sentimento”, querendo significar o “estado de alma ou, em sentido literal, “entrar no sentimento”. (Aguiar, 2018, p. 110).
O termo “empatia” deriva do termo grego antigo “empatheia”, que se traduz como “sentir-se dentro”. Esta etimologia expõe a essência da empatia: a habilidade de sentir o que o outro sente, experimentar suas emoções e entender seu ponto de vista. Contudo, a empatia vai além de simplesmente sentir o que o próximo sente. Ela também inclui a habilidade de se colocar na posição alheia, de visualizar como seria estar na sua posição e de entender suas motivações e ações.
Empatia é um processo imaginativo complexo no qual um observador simula estados psicológicos situados em outra pessoa, mantendo clara diferenciação eu-outro. Dizer que a empatia é complexa, é dizer que ela é, simultaneamente, um processo cognitivo e afetivo. Dizer que a empatia é imaginativa é dizer que se trata da representação de estados de um outro que são ativados por, mas não diretamente acessíveis através da percepção do observador. E dizer que a empatia é uma simulação, é dizer que o observador replica ou reconstrói experiências do outro, mantendo um senso claro de diferenciação eu-outro (Coplan, 2011).
Esta pequena parte de texto nos convida a pensar na empatia como um processo ativo e por hora complexo que incorpora imaginação, pensamento, afeto e a habilidade de preservar a distinção entre eu e o outro. Trata-se de uma competência crucial para a comunicação, a formação de vínculos e a promoção do bem-estar social.
É de crucial importância saber que a empatia começa na visão individual de cada indivíduo, que reconhece suas próprias limitações na compreensão do outro e que não se identifica com ele. Dito de outra forma, a empatia é um esforço tanto emocional quanto cognitivo para interagir com o próximo, percebendo a situação que ele está enfrentando, sem negligenciar a sua própria condição. Trata-se de um esforço para se colocar na posição do outro, sem esquecer de si mesmo.
Como dito por Savian
Ao falar de “saber” referente à consciência alheia, Edith escolhe o termo Wissen. Com esse termo, ela dá a chave de compreensão da empatia: não se trata de uma intuição ou de uma simples emoção, mas de um saber do que se passa na consciência alheia, uma experiência da experiência alheia, um perceber aquilo que o outro vivencia, ou ainda, um sentir o que sente o outro (Saviani, 2014, p. 34).
Nesta visão, a empatia se apresenta como uma vivência que vai além da simples imitação de emoções. Ela se apresenta como uma interação entre subjetividades diferentes, na qual o reconhecimento da experiência do outro ocorre sem que haja posse ou apropriação.
Sabe-se que a capacidade de empatia é essencial para estabelecer relações saudáveis e fomentar o bem-estar social. Indivíduos empáticos têm maior habilidade para entender as necessidades e emoções alheias, tornando-os mais capacitados para auxiliar e estabelecer conexões com os demais. Ademais, a empatia auxilia na diminuição do preconceito e da discriminação, uma vez que possibilita que as pessoas enxerguem o mundo sob a ótica do outro, entendendo suas diferenças e necessidades.
Outro ponto de destaque é o papel da empatia em situações de crise. Zaki (2020) utiliza o termo “compaixão em catástrofes” para descrever como, em cenários adversos, comunidades frequentemente exibem elevados níveis de cuidado e ajuda mútua, contrariando perspectivas individualistas que preveem apenas comportamentos de autopreservação. Esse achado reforça a tese de que a empatia e a compaixão são passíveis de desenvolvimento e podem ser estimuladas por práticas e contextos sociais, resultando em impactos positivos sobre a confiança, o capital social e a saúde coletiva.
Ao contrário do que se imagina, a empatia é uma competência que se aprimora com o passar do tempo, baseada em nossas vivências e interações com o mundo. Geralmente, as primeiras vivências de empatia acontecem na infância, quando iniciamos nossas interações com nossos pais, irmãos e amigos.
Ao observar e replicar as ações alheias, desenvolvemos a habilidade de identificar e entender suas emoções.
Os comportamentos de vinculação tornam-se menos frequentes e menos intensamente ativados, devido ao aumento da competência cognitiva […]. Isto significa que a criança atinge uma maturação em que é capaz, por períodos de tempo cada vez mais longos, de se sentir segura, mesmo na ausência da figura de vinculação, porque sabe onde ela está e quando regressa, ou que estará disponível se precisar dela. Fica assim patente que essas alterações se devem, em grande parte, às novas competências cognitivas e emocionais a que o adolescente tem acesso e que lhe permitem, a partir dos diferentes modelos de vinculação que vivenciou enquanto criança, criar uma noção de vinculação singular e integrada (Cox, Owen, Handerson & Margand, 19922, citados por Jongenelen et al., 2007; Machado & Oliveira, 2007).
Vimos que o texto ressalta o papel crucial do crescimento cognitivo e emocional na mudança dos comportamentos de ligação. Os jovens se tornam mais autônomos e confiantes, estabelecendo um novo modo de interação com os demais, fundamentado em suas vivências e necessidades pessoais.
Vemos que a empatia é uma competência que engloba três elementos interconectados: o emocional, o cognitivo e a gestão das emoções. O elemento emocional se refere à habilidade de compartilhar e entender as emoções alheias, isto é, de sentir o que o outro está experimentando.
Por outro lado, o elemento cognitivo diz respeito à habilidade de entender os estados mentais alheios, ou seja, de compreender o que o outro está pensando ou sentindo. Por outro lado, a regulação emocional trata do controle das reações empáticas, prevenindo que o indivíduo se deixe envolver pelas emoções alheias a ponto de se distanciar de si próprio.
ELEMENTOS DA EMPATIA
Vemos que do ponto de vista cognitivo, a empatia nos possibilita entender a visão do outro, compreender suas ideias, suas convicções e seus princípios. Essa percepção nos habilita a ir além das aparências e dos estereótipos, percebendo o outro em sua singularidade e complexidade. A empatia cognitiva, também chamada de “perspectiva”, nos possibilita ir além da mera observação do comportamento alheio e deduzir os estados de espírito que o impulsionam. Essa habilidade de “entender a mente alheia” é crucial para uma comunicação efetiva, solução de conflitos e estabelecimento de relações de confiança.
Destacamos a relevância da empatia como instrumento fundamental para o entendimento recíproco, mesmo em face de discordâncias ideológicas. Ela nos recorda que, além das discrepâncias, a habilidade de se colocar na posição do outro é crucial para estabelecer pontes e fomentar o diálogo. Como dito por Falcone:
Em situações de conflito, quanto maior é a divergência de opiniões, mais importante é reconhecer o que a outra pessoa diz, antes de apresentar o próprio ponto de vista. Ouvir sensivelmente, demonstrar compreensão e aceitação a uma pessoa que está furiosa, tem o poder de reduzir a raiva dessa pessoa, tornando-a mais disponível para ouvir também. Da mesma maneira, procurar compreender as razões do comportamento de alguém que provocou mágoa e raiva, pode reduzir esses sentimentos e facilitar um diálogo de entendimento (Falcone, 1999, p. 25).
Falcone destaca a relevância da escuta empática em contextos de conflito. Em vez de defender imediatamente o próprio ponto de vista, é fundamental primeiramente identificar e confirmar a visão do outro. Esta estratégia, que implica escutar com atenção e expressar entendimento, tem a capacidade de acalmar a ira e proporcionar um diálogo mais produtivo. Igualmente, tentar compreender as causas de um comportamento que provocou dor ou ira pode amenizar tais sentimentos e simplificar a resolução do conflito.
A faceta no ponto de vista emocional da empatia, também chamada de “empatia afetiva”, nos possibilita vivenciar as emoções alheias como se fossem nossas próprias. Trata-se de um processo de ressonância emocional, onde nosso estado emocional é afetado pelo estado emocional do outro. Nesta ao qual devemos reconhecer as emoções do outro interpretando as expressões faciais, a linguagem corporal, o tom de voz as quais são indicadores de seu estado emocional; devemos também compartilhas as emoções tentando reconhecer as mesmas ou semelhantes emoções; e responder as emoções dos outros oferecendo apoio, consolo ou ajuda.
E na administração das emoções na empatia não é inerente, mas se aprimora ao longo da vida, através das nossas vivências e interações com o mundo. As primeiras vivências na administração das emoções geralmente acontecem na infância, período em que aprendemos a gerir nossas emoções e as emoções alheias. Esta se refere a regulação das próprias emoções para que não interfiram na capacidade de compreender e ajudar ao outro; e influenciar as emoções do outro de forma positiva oferecendo apoio, esperança e consolo.
Outro aspecto relevante a ser ressaltado é o impacto que as pistas informativas, sejam elas faciais, vocais, posturais ou situacionais, exercem sobre a ativação das diversas respostas empáticas. Mesmo que a vítima (a outra pessoa) não esteja presente no instante da observação, várias pistas podem ser evocadas e se tornar mais evidentes durante o processo de geração das respostas empáticas. Ademais, a empatia pode ser auto incentivada, pois a conexão entre as reações empáticas e os indícios da angústia alheia pode potencializar a chance de que, no futuro, o sofrimento alheio desencadeie reações empáticas nos indivíduos que experimentam essa associação.
Como afirmado por Rogers:
Com isso quero dizer que quando o que estou vivenciando num determinado momento está presente na minha consciência está presente em minha comunicação, então cada um desses três níveis está emparelhado ou é congruente. A autenticidade é fundamental para que a comunicação atinja o seu máximo (Rogers, 2020, p. 9).
Com isto vimos que a autenticidade na comunicação é um estado de harmonia entre nossas emoções, pensamentos e ações. Esta harmonia nos habilita a estabelecer relações mais profundas e significativas, fundamentadas na confiança e na clareza.
DISCUSSÃO E RESULTADO
A habilidade de empatia é intrincada e abrange tanto elementos emocionais quanto cognitivos. Em termos emocionais, a empatia nos possibilita sentir os sentimentos alheios, seja alegria, tristeza, raiva ou medo. Esta ligação emocional nos possibilita estabelecer vínculos de carinho e solidariedade, estimulando-nos a auxiliar e apoiar o próximo em momentos de necessidade. Como dito por Muniroh (2021):
Aumentar a empatia na educação dos alunos é muito importante. Empatia faz com que os alunos, não só se encontrem, socializem e interajam, mas também possam sentir os sentimentos de cada um, de modo a suscitar preocupação uns pelos outros. O sentimento de empatia que surge, pode também aumentar o sentimento de pertencer dos alunos, na alma mater da escola, mesmo depois de terem saído da escola (Muniroh, 2021, p. 645).
Vimos que a empatia na educação transcende a mera competência social. Ela é essencial para estabelecer um ambiente escolar saudável e receptivo, onde os estudantes se sintam confortáveis para expressar seus sentimentos e explorar seu potencial. A capacidade de empatia pode ser aprimorada ao longo da vida, e a escola tem um papel crucial nesse processo. A escola, ao estabelecer um ambiente que promove a empatia, auxilia na construção de cidadãos mais conscientes, solidários e responsáveis.
Sabe-se que a capacidade de empatia não é inerente, mas sim uma competência que pode ser aperfeiçoada e melhorada ao longo da vida. Para cultivar a empatia, é necessário estar pronto para se colocar na posição do outro, prestar atenção em suas palavras e buscar entender seus sentimentos e pontos de vista.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A análise da literatura contemporânea demonstra que a empatia ocupa um papel central nas relações sociais, atuando como um elo entre cognição e emoção, capaz de favorecer comportamentos pró-sociais, fortalecer vínculos interpessoais e ampliar a coesão comunitária. Entretanto, os estudos também indicam que a empatia, quando vivenciada de forma intensa e sem regulação adequada, pode gerar desgaste emocional, reforçando a necessidade de distingui-la da compaixão e de investir em estratégias de treinamento socioemocional que priorizem a regulação afetiva. Nesse sentido, a empatia deve ser compreendida não apenas como uma habilidade individual, mas como um fenômeno relacional que emerge e se transforma no contato com o outro.
Diante disso, conclui-se que a promoção da empatia e da compaixão em contextos sociais, educacionais e organizacionais configura uma estratégia essencial para o fortalecimento da convivência, da cooperação e da saúde coletiva. Evidências recentes apontam que tais habilidades podem ser treinadas e desenvolvidas, contribuindo para prevenir conflitos, reduzir desgastes emocionais e ampliar a solidariedade em tempos de crise. Assim, ao mesmo tempo em que a empatia sustenta interações humanas mais justas e colaborativas, sua integração com práticas de compaixão possibilita não apenas relações mais saudáveis, mas também sociedades mais resilientes e humanizadas.
Verificou-se que em sua essência, a empatia vai além da simples compreensão intelectual do próximo; ela se apresenta como uma habilidade diversificada de sentir, entender e responder às emoções e vivências alheias. Em termos gerais, a empatia se apresenta como um alicerce essencial para estabelecer relações interpessoais saudáveis, fomentar a justiça social e edificar um mundo mais empático.
No contexto das relações interpessoais, a empatia se apresenta como a habilidade de se colocar na posição do outro, entender suas emoções e pontos de vista, e reagir com compaixão e solidariedade. Ela possibilita que as pessoas se liguem de maneira mais intensa, estabelecendo vínculos de confiança, respeito e entendimento recíproco. Em uma sociedade cada vez mais centrada no indivíduo e fragmentada, a empatia se apresenta como um poderoso remédio contra o isolamento e o isolamento. Ela nos habilita a identificar a humanidade comum, a fragilidade intrínseca à condição humana, e a demanda por suporte e ligação.
Na sociedade, a empatia surge como um impulso para a justiça e a igualdade. Ela nos habilita a identificar e nos revoltarmos com as injustiças e disparidades que atormentam o mundo, e nos motiva a atuar na direção de uma sociedade mais equitativa e inclusiva. A empatia nos habilita a ultrapassar os obstáculos do preconceito e da discriminação, valorizando a dignidade e o valor inerente de cada indivíduo, sem levar em conta sua procedência, raça, gênero, orientação sexual ou status social.
Em um contexto mais abrangente, a empatia se apresenta como uma via para a criação de um mundo mais compassivo e solidário. Ela nos capacita a identificar a dor e o padecimento dos outros, e nos motiva a atuar em favor do bem-estar de todas as criaturas vivas. A empatia nos estimula a cultivar a compaixão, a bondade e a solidariedade, princípios fundamentais para a edificação de um mundo mais humano e fraterno.
Em um mundo caracterizado pela violência, pelo ódio e pela intolerância, a empatia se apresenta como um instrumento crucial para a edificação da paz e da harmonia. Ela possibilita a criação de pontes de diálogo e entendimento, a resolução de conflitos e a construção de um futuro mais promissor para todas as pessoas. Promover a empatia é um processo constante que requer empenho, comprometimento e autoconhecimento.
Portanto, precisamos estar prontos para abandonar nossa zona de conforto, escutar e entender o próximo, e agir em favor do bem coletivo. Assim, a empatia vai além de um simples sentimento, é uma decisão consciente de estabelecer conexão com o próximo, reconhecer sua humanidade e agir em favor do seu próprio bem-estar.
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