Autor
URL do Artigo
DOI
Resumo
INTRODUÇÃO
Os primeiros acordes musicais já se apresentavam enquanto elemento identitário na humanidade. Desde os primórdios, a musicalização já era produzida ainda que sem a objetivação de se constituir elemento a favor do processo educativo. Não se sabe, se existem relatos científicos que comprovem quando a música surgiu. O que se sabe é que os sons emitidos pela natureza, deram inspiração aos homens das cavernas para produzirem as primeiras combinações harmoniosas. Para Schafer (2009), a educação sonora é um processo que visa desenvolver a percepção auditiva, promovendo a consciência dos sons cotidianos, naturais e artificiais, e reconhecendo o seu impacto no comportamento humano e na cultura. Assim sendo, com a evolução das sociedades a música passa a se constituir uma referência no processo de construção da identidade social e cultural dos povos, servindo inclusive de referencial a serviço de levantamentos e análise antropológica.
Na Educação Infantil a musicalização é uma ferramenta pedagógica amplamente utilizada na educação infantil por sua capacidade de estimular o desenvolvimento integral da criança. Segundo Brito (2003), a musicalização não se limita ao ensino técnico da música, mas envolve vivências e experiências musicais que promovem o desenvolvimento da sensibilidade, criatividade e cognição da criança.
A música contribui para o desenvolvimento de habilidades motoras, sociais, cognitivas e emocionais. Como afirma Penna (2012), “(…) a música é um elemento essencial para a formação do indivíduo, pois integra as dimensões afetivas e cognitivas em processos significativos de aprendizagem”. Por meio de atividades lúdicas e interativas, como jogos musicais, cantos e danças, a musicalização possibilita à criança explorar e expressar suas emoções, além de facilitar o aprendizado de outros conteúdos curriculares.
Além disso, a musicalização fortalece o vínculo entre educadores e crianças, criando um ambiente acolhedor e propício para o aprendizado. De acordo com Hentschke e Del Ben (2006), a utilização da música no cotidiano escolar auxilia na construção de uma educação mais humanizada, ao promover a interação e a cooperação entre as crianças. Essa abordagem interdisciplinar também favorece o desenvolvimento da linguagem, da concentração e do raciocínio lógico, contribuindo para a formação global da criança.
Portanto, a musicalização na educação infantil é um recurso que vai além do simples ensino da música, desempenhando um papel essencial no desenvolvimento integral das crianças. Este trabalho busca investigar como as práticas de musicalização podem ser integradas ao cotidiano escolar e quais são os seus impactos no aprendizado e no desenvolvimento das crianças.
A MÚSICA NA PRIMEIRA INFÂNCIA
A música é reconhecida como uma linguagem universal, capaz de promover experiências significativas em diferentes contextos sociais e culturais. Segundo Brito (2003), a musicalização na infância deve ser compreendida como um processo que estimula a criança a interagir com sons, ritmos e melodias de forma lúdica e criativa. Para a autora, “a música na educação infantil é um meio poderoso de comunicação e expressão, que contribui para o desenvolvimento integral da criança”. Sendo assim, existem várias maneiras de usar a música como um meio de ensinamento na educação.
De acordo com Hentschke e Del Ben (2006), a musicalização na escola também desempenha um papel socializador, ao possibilitar a convivência e a cooperação entre os alunos. Atividades como canto coral, brincadeiras rítmicas e jogos musicais promovem a interação entre as crianças, desenvolvendo habilidades sociais importantes, como o respeito e o trabalho em equipe.
Enquanto professores necessitamos estar atentos e cuidadosos pois a criança não entra na escola zerada, sem conhecimentos musicais.
Cada aluno traz consigo um domínio de compreensão musical para as nossas instituições de ensino. Nós não os introduzimos à música, eles já a conhecem bem, embora possam não a terem submetido às várias formas de análise que consideramos importantes para o seu desenvolvimento posterior. Temos de estar atentos ao desempenho e à autonomia dos alunos, para respeitar o que o psicólogo Jerome Bruner, chamou de “as energias naturais que sustentam a aprendizagem espontânea”: curiosidade; desejo de ser competente; desejo de imitar os outros; necessidade de interação social. Não podemos estar isentos de compreender o que está envolvido aqui (Swanwick, 1999. Pág. 53 e 54).
Isso nos faz entender que o estudante já traz uma bagagem musical do seu dia a dia e do ser viver em sociedade com aqueles que o rodeiam.
Outro aspecto relevante é o impacto da música no desenvolvimento cognitivo. Gardner (1994), em sua teoria das inteligências múltiplas, destaca a inteligência musical como uma das capacidades fundamentais do ser humano, que deve ser estimulada desde a infância. Para ele, “a exposição à música e a participação em experiências musicais enriquecem o desenvolvimento das habilidades cognitivas, como memória, atenção e criatividade”. Ampliando assim, a atenção no ensino.
Em acréscimo, Delalande (1995), enfatiza que as experiências musicais infantis não devem ser encaradas como meras atividades recreativas, mas como parte de um processo de formação que promove autonomia e criatividade. Para o autor, “a improvisação musical, ao permitir que a criança experimente diferentes sons e ritmos, é uma forma poderosa de aprendizado e expressão”, no dia a dia, motivando a criança a se expressar com naturalidade.
A musicalização representa um recurso pedagógico valioso na educação infantil, promovendo o desenvolvimento integral das crianças e enriquecendo as práticas educativas. Este estudo pretende contribuir para a compreensão mais aprofundada dos benefícios da música no ambiente escolar e oferecer subsídios para que educadores possam integrar a musicalização ao seu cotidiano de maneira eficaz e criativa.
A música é um recurso lúdico e expressivo que, muitas vezes, nos acompanha em momentos emocionais diversos, preenchendo vazios que surgem em situações do dia a dia. Quando nos sentimos tristes, por exemplo, é comum interrompermos nossas tarefas rotineiras para ouvir uma música que nos traga paz, serenidade, alegria ou alívio. Ela ajuda a dissipar o stress, renovando nossas energias tanto físicas quanto emocionais, além de despertar sentimentos profundos, como o amor. Assim, “o caráter emotivo da música sempre foi reconhecido. Os povos nunca buscaram outra coisa nela do que a emoção […]” (Howard, 1984, p. 84).
A música motiva a expressão, assim é quando ouvimos a música do time amado, vibramos de emoção, quando ouvimos a vinheta do candidato predileto cantarolamos também, enfim onde quer que vamos encontramos ela sendo transmitida, através de um rádio, CD. Disco vinil, entre outros. Através dessas transmissões, percebemos que a música é uma expressão altamente expandida, observamos que em qualquer lugar do mundo a encontramos visto que ela é transmitida em “uma linguagem universal, mas com muitos dialetos, que variam de cultura em cultura, envolvendo a maneira de tocar, de cantar, de organizar os sons e de definir as notas básicas e seus intervalos.” (Jeandot, 2001, p. 12).
Assim, uma mesma música pode ser tocada em vários países, mas cada um adapta a seu idioma, o toque será diferente, com outros instrumentos, os intervalos e notas serão diferentes também. E mesmo sendo iguais os instrumentos, os resultados nunca serão os mesmos, pois a música expressa algo que transcende o material, ela é adaptada conforme o estilo musical de cada autor e compositor. Sabendo que a cada época este estilo musical pode ser aperfeiçoado.
Desde a antiguidade,
… a música sempre esteve associada às tradições e as culturas de cada época atualmente, o desenvolvimento tecnológico aplicado às comunicações vêm modificando consideravelmente as referências musicais das sociedades, pela possibilidade de uma escuta simultânea de toda produção mundial por meio de discos, fitas, rádios, televisão, computador, jogos eletrônicos, cinema, publicidade, etc. (PCNs, 2000, p. 75).
As mudanças sociais são refletidas nas inovações tecnológicas que facilitam o acesso à música, seja ela ao vivo, gravada ou por outros meios de comunicação. Afinal,
(…)todos sabemos do poder que a música exerce sobre o coração humano. Ela descobre pontos vulneráveis, altera sentimentos, modifica comportamentos e incute mensagens de teor comercial, político, religioso e ideológico nas pessoas. A música produz efeitos psicológicos extraordinários… tem o poder de propiciar o relaxamento, o entusiasmo… (Brunelli, 1994, pág 15).
Levando em conta os aspectos acima citados, percebemos que qualquer composição musical com qualquer assunto, até mal estruturado, ou seja, que não tenha concordância na composição e nas várias repetições sem sentido, fazem esse tipo de música para retornar com algum lucro financeiro ou benefício próprio (fama), sem levar em conta que atinge o emocional de todas as pessoas que ouvem essas músicas.
A música é um recurso lúdico e expressivo que, muitas vezes, nos acompanha em momentos emocionais diversos, preenchendo vazios que surgem em situações do dia a dia. Quando nos sentimos tristes, por exemplo, é comum interrompermos nossas tarefas rotineiras para ouvir uma música que nos traga paz, serenidade, alegria ou alívio. Em outros casos, as pessoas colocam uma música super animada para levantar o astral. Ela ajuda a dissipar o stress, renovando nossas energias tanto físicas quanto emocionais, além de despertar sentimentos profundos, como o amor. Assim, “(…) o caráter emotivo da música sempre foi reconhecido. Os povos nunca buscaram outra coisa nela do que a emoção […]” (Howard, 1984, p. 84).
A música também desperta expressão e entusiasmo. Isso é evidente quando ouvimos, por exemplo, o hino do nosso clube de futebol preferido e somos tomados por fortes emoções, ou quando repetimos a melodia da propaganda de um candidato político. Ou quando ouvimos um Jingle que é um termo em inglês que se refere a uma espécie de mensagem publicitária musicada, próprio para ser lembrado e cantarolado com facilidade em todos os momentos. A presença da música é constante no nosso cotidiano, seja por meio do rádio, CD, disco de vinil, internet ou outras formas de reprodução.
Essas diferentes formas de transmissão mostram como a música é uma expressão artística amplamente difundida. Ela está em todas as culturas e locais do mundo, sendo considerada uma “linguagem universal, mas com muitos dialetos, que variam de cultura em cultura, envolvendo a maneira de tocar, de cantar, de organizar os sons e de definir as notas básicas e seus intervalos.” (Jeandot, 2001, p. 12). Assim, uma mesma composição pode ser reproduzida em diversos países, mas cada local adapta-a à sua língua, estilo e instrumentos típicos. Mesmo utilizando os mesmos instrumentos, os resultados sonoros são únicos, pois a música vai além do material, ela é moldada pela sensibilidade e pelo estilo do compositor, que também muda com o tempo e as transformações culturais.
Com base em tudo isto, percebemos que qualquer composição musical, mesmo que mal estruturada, com falta de coerência e repetições sem sentido, pode ser criada com o objetivo de obter vantagens financeiras ou conquistar fama. Contudo, muitas vezes, ignora-se o fato de que essas músicas afetam o emocional das pessoas que as escutam.
A musicalização infantil é um processo educativo que visa desenvolver a sensibilidade musical das crianças, promovendo assim, o aprendizado através da música. Este estudo tem como objetivo explorar a importância da musicalização na infância, suas metodologias, benefícios e práticas pedagógicas. Sabemos que desde os primórdios, a musicalização já era produzida pelos povos antigos. Não sabemos se existem relatos científicos que comprovem quando a música surgiu. O que se sabe é que os sons emitidos pela natureza, deram inspiração aos homens das cavernas e habitantes do universo.
Na Educação Infantil a musicalização é uma ferramenta pedagógica amplamente utilizada na educação infantil por sua capacidade de estimular o desenvolvimento integral da criança. Segundo Brito (2003), a musicalização não se limita ao ensino técnico da música, mas envolve vivências e experiências musicais que promovem o desenvolvimento da sensibilidade, criatividade e cognição da criança.
Na educação infantil, a música contribui para o desenvolvimento de habilidades motoras, sociais, cognitivas e emocionais. Como afirma Penna (2012), “a música é um elemento essencial para a formação do indivíduo, pois integra as dimensões afetivas e cognitivas em processos significativos de aprendizagem”. Por meio de atividades lúdicas e interativas, como jogos musicais, cantos e danças, a musicalização possibilita à criança explorar e expressar suas emoções, além de facilitar o aprendizado de outros conteúdos curriculares.
Além disso, a musicalização fortalece o vínculo entre educadores e alunos, criando um ambiente acolhedor e propício para o aprendizado. De acordo com Hentschke e Del Ben (2006), a utilização da música no cotidiano escolar auxilia na construção de uma educação mais humanizada, ao promover a interação e a cooperação entre as crianças. Essa abordagem interdisciplinar também favorece o desenvolvimento da linguagem, da concentração e do raciocínio lógico, contribuindo para a formação global da criança.
Portanto, a musicalização na educação infantil é um recurso que vai além do simples ensino da música, desempenhando um papel essencial no desenvolvimento integral das crianças. Este trabalho busca investigar como as práticas de musicalização podem ser integradas ao cotidiano escolar e quais são os seus impactos no aprendizado e no desenvolvimento das crianças.
DESENVOLVIMENTO
A música é reconhecida como uma linguagem universal, capaz de promover experiências significativas em diferentes contextos sociais e culturais. Segundo Brito (2003), a musicalização na infância deve ser compreendida como um processo que estimula a criança a interagir com sons, ritmos e melodias de forma lúdica e criativa. Para a autora, “a música na educação infantil é um meio poderoso de comunicação e expressão, que contribui para o desenvolvimento integral da criança”.
De acordo com Hentschke e Del Ben (2006), a musicalização na escola também desempenha um papel socializador, ao possibilitar a convivência e a cooperação entre os alunos. Atividades como canto coral, brincadeiras rítmicas e jogos musicais promovem a interação entre as crianças, desenvolvendo habilidades sociais importantes, como o respeito e o trabalho em equipe.
Outro aspecto relevante é o impacto da música no desenvolvimento cognitivo. Gardner (1994), em sua teoria das inteligências múltiplas, destaca a inteligência musical como uma das capacidades fundamentais do ser humano, que deve ser estimulada desde a infância. Para ele, “a exposição à música e a participação em experiências musicais enriquecem o desenvolvimento das habilidades cognitivas, como memória, atenção e criatividade”.
Em acréscimo, Delalande (1995), enfatiza que as experiências musicais infantis não devem ser encaradas como meras atividades recreativas, mas como parte de um processo de formação que promove autonomia e criatividade. Para o autor, “a improvisação musical, ao permitir que a criança experimente diferentes sons e ritmos, é uma forma poderosa de aprendizado e expressão”.
Assim sendo, a Lei nº 11.769/2008, tornou a música um conteúdo obrigatório na Educação Básica, o que inclui a Educação Infantil. Essa legislação representa um marco importante para a valorização da música no currículo escolar, reconhecendo seu papel fundamental no desenvolvimento integral das crianças. Importância da Música na Educação Infantil. Na Educação Infantil, a música desempenha um papel crucial no desenvolvimento cognitivo, emocional, social e motor das crianças.
Através da música, as crianças podem: Desenvolver a Linguagem: As canções e rimas ajudam a expandir o vocabulário e aprimorar a pronúncia. Estimular a Coordenação Motora: Dançar e tocar instrumentos musicais desenvolvem a coordenação motora fina e grossa. Expressar Emoções: A música oferece um meio para as crianças expressarem seus sentimentos e emoções de forma criativa. Aprimorar a Memória: Aprender letras de músicas e melodias exercita a memória e a capacidade de concentração. Promover a Socialização: Atividades musicais em grupo incentivam a cooperação, o respeito e a interação social. Desenvolver o Pensamento Criativo: A música estimula a imaginação e a capacidade de criar e improvisar.
Para implementar a Lei nº 11.769/2008 na Educação Infantil, é importante que os educadores: Incorporem a Música no Currículo: A música deve ser integrada de forma transversal em diversas atividades e projetos pedagógicos. Utilizem Recursos Musicais Diversificados: Explorar diferentes gêneros musicais, instrumentos e materiais sonoros para enriquecer as experiências das crianças.
Promovam a Participação Ativa das Crianças: Incentivar as crianças a cantar, dançar, tocar instrumentos e criar suas próprias músicas.
Valorizem a Cultura Musical Local: Incluir músicas e ritmos da cultura local e regional para promover a identidade cultural das crianças.
Formem Parcerias com Músicos e Artistas: Convidar músicos e artistas para realizar oficinas e apresentações na escola, enriquecendo o aprendizado das crianças.
A implementação da Lei nº 11.769/2008 na Educação Infantil pode enfrentar alguns desafios, como a falta de formação musical dos educadores e a escassez de recursos materiais.
No entanto, esses desafios também representam oportunidades para:
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A musicalização representa um recurso pedagógico valioso na educação infantil, promovendo o desenvolvimento integral das crianças e adultos, enriquecendo assim, as práticas educativas. Este estudo pretende contribuir para a compreensão mais aprofundada dos benefícios da música no ambiente escolar e oferecer subsídios para que educadores possam integrar a musicalização ao seu cotidiano de maneira eficaz e criativa.
A musicalização infantil é uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento das crianças nos aspectos cognitivos e emocionais. Ao promover a música na educação, estamos contribuindo para a formação de indivíduos mais críticos, criativos, sensíveis e socialmente responsáveis. É fundamental que educadores, pais, familiares, responsáveis e instituições de ensino se unam para valorizar e implementar a musicalização nas escolas, garantindo que todas as crianças e estudantes tenham acesso a essa experiência enriquecedora no seu dia a dia nas escolas e Cmeis (Centros Municipais de Educação Infantil – Creche).
A presente pesquisa teve como objetivo investigar a importância da musicalização infantil no desenvolvimento cognitivo, afetivo, psicomotor e social das crianças, destacando seus benefícios no ambiente educacional e na formação integral do indivíduo. Ao longo do trabalho, buscou-se compreender como as atividades musicais, quando inseridas de forma sistemática e planejada na educação infantil, contribuem significativamente para a ampliação das capacidades expressivas, comunicativas e criativas das crianças, além de favorecer a construção de valores e a interação social.
A musicalização proporciona não apenas o desenvolvimento da percepção auditiva e da sensibilidade estética, mas também estimula funções cognitivas essenciais, como memória, atenção, raciocínio lógico e coordenação motora. Além disso, a prática musical coletiva favorece a socialização, o respeito às diferenças e a cooperação, aspectos indispensáveis à formação cidadã presentes no universo.
Para um trabalho de excelência, existe a necessidade de formação adequada para os profissionais da educação infantil, a fim de que possam planejar e executar atividades musicais de forma eficaz, considerando as particularidades de cada faixa etária e respeitando os interesses e repertórios culturais dos alunos. A ausência de preparo específico ou de políticas institucionais voltadas à musicalização infantil ainda constitui um desafio a ser superado em muitas instituições educacionais brasileiras.
Dessa forma, conclui-se que a musicalização infantil deve ser compreendida como prática pedagógica indispensável no contexto escolar, capaz de contribuir para o desenvolvimento integral da criança e para a promoção de uma educação mais humanizada, sensível e inclusiva. Recomenda-se, portanto, a ampliação de programas de formação docente, bem como a implementação de projetos de musicalização nas instituições de ensino, de modo a assegurar o acesso de todas as crianças aos benefícios proporcionados pela vivência musical desde os primeiros anos de vida. Assim, a música se reafirma não apenas como expressão artística, mas como ferramenta essencial no processo educativo e na construção de uma sociedade mais sensível, criativa e solidária.
A música para mim sempre foi algo encantadora, como diz Snyders (1997) “a música frequentemente toma conta de mim como se fosse o mar”. E, através da construção desta monografia verifiquei o quanto a música pode estar auxiliando o trabalho do professor. Pois ela oferece muitos caminhos metodológicos tais como, o ouvir, o memorizar, o movimento, o cantar, o dançar, para serem trabalhados com as crianças da educação infantil, proporcionando o enriquecimento da aprendizagem.
E, ao estar desenvolvendo este trabalho, foram muitos conhecimentos adquiridos sobre a música, os quais ainda não sabia. A cada dia que pesquisava sobre este tema, descobria que ela oferecia muitos recursos para o professor no que tange a comunicação, expressão e melhor interação com os alunos, e ainda, estar desenvolvendo em sala de aula junto com os conteúdos o aprimoramento das metodologias.
Este tema A Música Na Primeira Infância, foi escolhido porque exerce uma grande influência sobre a criança dando-lhe maior motivação e imaginação para novas conquistas, descobertas e possibilidades de aprender a aprender, facilitando suas atividades professor-aluno e aluno-professor.
Enfim, o educador que procura inovar seu trabalho, a música é uma mina rica a ser explorada, proporcionando qualidade e prazer em transmitir os saberes. Então dependerá de cada educador estar adquirindo novos conhecimentos que possam auxiliá-lo no seu cotidiano de sala de aula, tornando-a mais prazerosa. Como educadora, posso estar explorando a área musical que é tão esplêndida, pois tenho consciência de que é muito importante na vida das crianças e até mesmo de nós adultos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ADOLESCENTE, Estatuto da Criança e do. Governo do Estado do Paraná, Secretaria da Criança e Assuntos da Família, 1990.
ARIÉS, Philippe. História Social da Criança e da Família, Rio de Janeiro: LTC Livros Técnicos e Científicos Editora S. A., 1978.
ARRIBAS, Tereza L. Leixa. Educação Infantil: Desenvolvimento, Currículo e Organização Escolar, São Paulo, Artmed, 2001.
ATLAS, Manuais de Legislação. Constituição da República Federativa do Brasil, Brasil: Atlas, 1099.
BRASIL, LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Brasília-DF, 1996.
BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto Secretaria de Educação Fundamental, Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, Vol III – Brasília, MEC, 1998.
BRASÍLIA, Secretaria de Educação Fundamental, Parâmetros Curriculares Nacionais: Arte, Rio de Janeiro, DPSA, 2000.
BRITO, Teca Alencar de. Educação musical: bases psicológicas e ação preventiva, São Paulo: Peirópolis, 2003.
CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetizando Sem o Ba-Bé-Bi-Bo-Bu, São Paulo: Scipione, 1999.
CASCAVEL (PR), Secretaria Municipal de Educação. Currículo Para Rede Pública Municipal de Ensino de Cascavel: Volume I: Educação Infantil / Cascavel (PR), Secretaria Municipal de Educação; [Coordenação Geral: Cleonice Rodrigues de Souza, Rosane Aparecida Brandalise Corrêa; Assessoria Geral: Lucineia Maria Lazaretti, Silvana Lazzarotto Schimitt.] – Cascavel: SEMED, 2020.
CECCON, Claudius. Et al. A Vida na Escola e a Escola na Vida, Rio de Janeiro, 1982.
COLETIVO DE AUTORES: Revista Pedagógica Brasileira – Técnicas de Ensino, São Paulo: Órgão da EPB, Editora Pedagógica Brasileira, nºs 19-20 Ano III.
COLETIVO DE AUTORES: O Bom Depósito, Butantã, São Paulo, Árvore da Vida, 2004.
COLETIVO DE AUTORES: Sugestões de Atividades Para Professores de 1 a 4ª séries, Manual do Professor – Período Preparatório, MEC/Paraná. CETEPAR, 1979.
DELALANDE, François. A iniciação musical das crianças, Lisboa: Calouste Gulbenkian, 1995.
DELORS, Jacques. Educação: Um Tesouro a Descobrir, São Paulo: Cortez, 2001.
FERREIRA, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes à Prática Educativa, São Paulo: Paz e Terra, 1996.
GARCIA, Regina Leite. Revisitando a Pré-Escola, São Paulo: Cortez, 2001.
GARDNER, Howard. Estruturas da mente: a teoria das inteligências múltiplas, Porto Alegre: Artes Médicas, 1994.
GORINA, Manuel Walls. O que é a Música? Lisboa: Editorial Verbo, 1971.
HENTSCHKE, Liane; DEL BEN, Luciana, Educação musical: reflexões e práticas, São Paulo: Moderna, 2006.
HOWARD, Walter. A Música e a Criança, São Paulo: Summus, 1984.
JEANDOT, Nicole. Explorando o Universo da Música, São Paulo: Scipione, 2001.
KRAMER. Sonia PEREIRA, Ana Beatriz Carvalho OSWALD, Maria Luiza Magalhães Bastos ASSIS, Regina de. Com a Pré-Escola nas Mãos. Uma alternativa Curricular para a Educação Infantil, São Paulo: Ática, 1999.
KRAMER, Sonia. A Política da Pré-Escolar no Brasil: A arte do disfarce. Rio de Janeiro: Dois Pontos, 1987.
LOVELOCK, William. História Concisa da Música, São Paulo: Martins Fontes, 2001.
MACHADO, Maria Lúcia. Pré-Escola é não é escola: A busca de um caminho, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1991.
MOYSES, Lucia. O Desafio de Saber Ensinar, São Paulo: Papirus, 1994.
PENNA, Maura. Música na escola: um olhar sobre o ensino de música no Brasil, São Paulo: Contexto, 2012.
PERRENOUD, Philippe. Ensinar: Agir na Urgência, Decidir na Incerteza, São Paulo: Artmed, 2001.
SILVA, Eurides Brito da. A Educação Básica Pós-LDB, São Paulo: Pioneira, 1998.
SNYDERS, Georges. A Escola Pode Ensinar As Alegrias Da Música? São Paulo: Cortez, 1997.
SOUZA, Paulo Nathanael de. SILVA. Eurides Brito da. Lei nº 9.394/96 – Como Entender E Aplicar A Nova LDB, São Paulo: Pioneira, 1998.
SWANWICK, Keith. Teaching Music Musically, Londres: Routledge, 1999. Disponível em: https://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?data=19/08/2008&jornal=1&pagina=3&totalArquivos=72.Disponível em: https://legis.senado.leg.br/norma/582191/publicacao/15814854.Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm
Área do Conhecimento