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Resumo
INTRODUÇÃO
Os Sistemas Agroflorestais (SAFs) constituem práticas produtivas que conciliam agricultura e conservação ambiental, promovendo o uso sustentável da terra e a valorização dos recursos naturais (de Oliveira, Soares e da Rocha, 2023). No contexto amazônico, os SAFs representam uma alternativa viável frente aos modelos agrícolas convencionais, frequentemente associados ao desmatamento e à degradação ambiental (da
Silva, 2013). Ao integrar espécies agrícolas e florestais, esses sistemas possibilitam a diversificação econômica, o fortalecimento das comunidades locais e a preservação da biodiversidade regional (Sangali et al., 2021).
A relevância dos SAFs vai além de seus benefícios ambientais, alcançando dimensões sociais e econômicas. A implementação desses sistemas tem contribuído para a melhoria da qualidade de vida de agricultores familiares, comunidades ribeirinhas e povos tradicionais (Righi e Bernardes, 2015). Além disso, a adoção dos SAFs tem se mostrado uma estratégia de inclusão social, especialmente ao inserir mulheres e jovens em processos produtivos, gerando renda e ampliando oportunidades de trabalho em regiões historicamente marginalizadas (Vieira, Magrini e Pandonfi, 2024).
Diante desse panorama, a questão que orientou este estudo foi “Como os sistemas agroflorestais podem atuar como mecanismos de inclusão social no contexto amazônico, promovendo desenvolvimento sustentável e equidade socioeconômica?” Essa pergunta busca compreender as múltiplas dimensões dos SAFs, avaliando suas implicações tanto no fortalecimento comunitário quanto na conservação ambiental.
O objetivo geral deste trabalho foi analisar o papel dos SAFs na promoção da inclusão social na Amazônia. Como objetivos específicos, buscou-se identificar os benefícios socioeconômicos proporcionados por esses sistemas, compreender como os SAFs contribuem para a preservação ambiental e a segurança alimentar, analisar sua relevância para a integração de grupos sociais marginalizados e discutir sua viabilidade como estratégia de desenvolvimento sustentável na região amazônica.
METODOLOGIA
Este estudo foi conduzido por meio de uma revisão sistemática de literatura, seguindo as diretrizes do protocolo Prisma (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses) de Moher et al. (2015). O objetivo foi identificar, analisar e sintetizar as evidências científicas disponíveis sobre a contribuição dos Sistemas Agroflorestais (SAFs) para a inclusão social no contexto amazônico.
ESTRATÉGIA DE BUSCA
A pesquisa bibliográfica foi realizada entre maio e julho de 2025, utilizando as bases de dados SciELO, Scopus, Web of Science, ScienceDirect e Google Scholar. Foram empregados descritores em português, inglês e espanhol, combinados com operadores booleanos, tais como: “sistemas agroflorestais” AND “inclusão social” AND “Amazônia”, “agroforestry systems” AND “social inclusion” AND “Amazon”, e “sistemas agroforestales” AND “inclusión social” AND “Amazonía”.
CRITÉRIOS DE INCLUSÃO E EXCLUSÃO
Foram incluídos artigos científicos, dissertações, teses e relatórios técnicos publicados entre 2010 e 2025, disponíveis em texto completo, que abordassem os impactos sociais, econômicos e ambientais dos SAFs na região amazônica. Foram excluídos documentos repetidos, trabalhos de opinião sem embasamento científico e estudos que não contemplavam a Amazônia como região de análise.
PROCESSO DE SELEÇÃO
A triagem dos documentos foi conduzida em três etapas. Na primeira, foi feita a identificação de 323 registros recuperados a partir das bases de dados. Na segunda etapa foi feita a exclusão das duplicadas (n = 97) e leitura de títulos e resumos, de modo que 214 foram descartados por não atenderem os critérios de inclusão. Na terceira etapa, de elegibilidade, restaram 112 artigos para leitura integral, dos quais 65 foram eliminados por não apresentarem análise direta sobre a inclusão social associada às SAFs, Por fim, foi feita a quarta etapa, de inclusão, na qual, ao final, 47 estudos foram selecionados para integrarem a síntese qualitativa desta revisão.
Os artigos incluídos foram analisados qualitativamente, considerando os seguintes eixos impactos socioeconômicos dos SAFs, contribuições ambientais, estratégias de inclusão social de mulheres, jovens e comunidades tradicionais e viabilidade de expansão dos SAFs como modelo sustentável de desenvolvimento amazônico.
REVISÃO DE LITERATURA
INCLUSÃO SOCIAL E SAFS
Os Sistemas Agroflorestais (SAFs) desempenham um papel essencial na promoção da inclusão social, especialmente em áreas rurais como a Amazônia (Camargo et al., 2019). Esses sistemas oferecem uma alternativa sustentável para os agricultores familiares, promovendo a geração de renda e a segurança alimentar, além de contribuir para a preservação ambiental (da Silva, 2024). A implementação de SAFs não só melhora as condições de vida das comunidades locais, como também promove a integração social de grupos historicamente marginalizados, como jovens e mulheres, ao capacitá-los tecnicamente e incluir suas atividades no mercado de trabalho (Schembergue, 2017).
INCLUSÃO SOCIAL NO CONTEXTO AMAZÔNICO
No contexto amazônico, a inclusão social está diretamente ligada à promoção de práticas sustentáveis como os SAFs (Shembergue et al., 2017). A agricultura familiar é uma das principais bases econômicas da região, e os SAFs surgem como uma estratégia eficaz para melhorar as condições de vida dos pequenos produtores, que enfrentam desafios como o isolamento geográfico e a falta de infraestrutura adequada (Souza et al., 2017). Segundo Alves et al. (2019), os SAFs contribuem significativamente para a preservação da biodiversidade, ao mesmo tempo que oferecem uma diversificação na produção agrícola, gerando renda e segurança alimentar para as famílias envolvidas .
A prática dos SAFs no Amazonas permite que as comunidades utilizem suas terras de maneira eficiente, cultivando alimentos, madeiras e outros produtos agrícolas, enquanto preservam a biodiversidade local (Duarte et al., 2016). Além disso, os SAFs promovem a coesão social, ao permitir que os pequenos agricultores troquem experiências e conhecimentos, formando redes de apoio mútuo que fortalecem as comunidades locais (Petersen e Dias, 2007).
Além de proporcionar uma solução econômica e ambientalmente sustentável, os SAFs também têm o potencial de incluir populações marginalizadas, como jovens e mulheres, no mercado de trabalho (Vahdat, 2024). A capacitação técnica fornecida por projetos de SAFs nas áreas rurais oferece uma oportunidade para essas populações adquirirem novas habilidades e ingressarem em atividades produtivas que anteriormente lhes eram inacessíveis (Miranda e Tiburcio, 2013).
Os resultados práticos da implementação dos SAFs podem ser observados em diversas áreas da Amazônia (Relva et al., 2025). Como pontua Ehringhaus (2012), projetos de SAFs no Amazonas têm ajudado a combater a pobreza e a melhorar a qualidade de vida de muitas famílias, principalmente em áreas onde a agricultura tradicional se tornou inviável devido à degradação do solo
PROJETOS DE INCLUSÃO SOCIAL COM SAFS
Os Sistemas Agroflorestais (SAFs) têm sido adotados em diversas iniciativas de inclusão social no Amazonas, integrando agricultores familiares, comunidades indígenas e assentamentos rurais, uma vez que esses projetos promovem o desenvolvimento sustentável, criando sistemas de produção que não apenas geram renda, mas também protegem o meio ambiente e melhoram as condições de vida das populações locais (Antoniazzi, 2022). Segundo esta autora, essas iniciativas ajudam a combater a pobreza e a exclusão social, ao integrar grupos marginalizados na economia formal por meio da produção agrícola diversificada.
Um exemplo claro de projetos de inclusão social com SAFs no Amazonas envolve o plantio de espécies nativas, como o açaí, a pupunha e o cupuaçu, combinadas com culturas agrícolas de interesse comercial. Esses projetos não apenas geram empregos diretos, como também criam oportunidades para o desenvolvimento de cadeias produtivas locais, como o beneficiamento de frutas e a produção de cosméticos naturais. De acordo com Freire (2024), essas cadeias produtivas oferecem uma maneira eficaz de agregar valor aos produtos florestais, contribuindo para a geração de emprego e renda.
Além dos benefícios econômicos, os SAFs também promovem a coesão social ao proporcionar a troca de conhecimentos e experiências entre os pequenos agricultores, esses projetos criam redes de apoio mútuo que fortalecem as comunidades (Souza Júnior et al., 2023). Segundo da Schembergue et al. (2017), os SAFs se destacam por promover a integração de diferentes grupos sociais, inclusive jovens e mulheres, no mercado de trabalho, através de programas de capacitação técnica. Isso é especialmente importante em regiões remotas da Amazônia, onde o isolamento geográfico e a falta de infraestrutura agravam a exclusão social.
Outro ponto relevante é o impacto ambiental desses projetos, uma vez que SAFs promovem a recuperação de áreas degradadas e a preservação da biodiversidade, permitindo que as populações locais explorem de maneira sustentável os recursos naturais (Martins e Ranieri, 2014). De acordo com esses autores, essa abordagem ecológica é fundamental para garantir a sustentabilidade a longo prazo, evitando a degradação do solo e mantendo a produtividade agrícola.
Esses projetos de inclusão social com SAFs funcionam como motores de desenvolvimento inclusivo, garantindo que os benefícios gerados sejam amplamente distribuídos entre as diferentes camadas da população. Além de fornecerem uma fonte de renda sustentável, eles também capacitam os agricultores a serem mais resilientes diante das mudanças climáticas e econômicas, promovendo um modelo de agricultura que combina eficiência econômica com responsabilidade ambiental e social.
GERAÇÃO DE EMPREGOS
IMPACTO ECONÔMICO DOS SAFS NA REGIÃO
Os Sistemas Agroflorestais (SAFs) têm desempenhado um papel fundamental no desenvolvimento econômico das regiões onde são implementados, especialmente no estado do Amazonas, onde a agricultura familiar é predominante (Souza et al, 2025). A adoção dos SAFs tem proporcionado um aumento significativo na geração de empregos, tanto diretos quanto indiretos, contribuindo para a melhoria das condições socioeconômicas das comunidades rurais (Maia, 2023).
Esses sistemas de produção diversificada permitem que pequenos produtores aumentem sua produtividade e, consequentemente, sua renda, ao mesmo tempo em que promovem a conservação ambiental (Delgado e Bergamasco, 2017). Ao integrar culturas agrícolas com espécies florestais e, em alguns casos, com a criação de animais, os SAFs otimizam o uso da terra e dos recursos naturais. Isso resulta em uma produção mais sustentável e rentável, fortalecendo a economia local (Sousa e Coronel, 2025).
Os SAFs geram empregos em várias etapas da cadeia produtiva, desde o preparo do solo e o plantio das culturas, passando pela manutenção e manejo das áreas, até a colheita e comercialização dos produtos, há uma demanda crescente por mão de obra local (Leite, 2025). Além disso, atividades relacionadas, como o processamento de frutas, a extração sustentável de madeira e a produção de artesanatos a partir de produtos florestais não madeireiros, contribuem para a diversificação da economia rural (Brasil, 2019).
A inclusão de diferentes perfis de trabalhadores é uma das vantagens notáveis dos SAFs já que jovens e mulheres, que muitas vezes enfrentam dificuldades para ingressar no mercado de trabalho tradicional, encontram nesses sistemas oportunidades de emprego e capacitação técnica (Neves-Silva, Prais e Silveira, 2015). A participação desses grupos não apenas promove a igualdade de oportunidades, mas também fortalece as comunidades locais, ao valorizar a diversidade de habilidades e conhecimentos.
Os impactos econômicos dos SAFs também se refletem na melhoria da infraestrutura local, aumentando a atividade econômica, o que estimula investimentos em estradas, energia elétrica e comunicação, beneficiando não apenas os produtores, mas toda a comunidade (Micollis, 2016). A comercialização dos produtos agroflorestais incentiva o desenvolvimento de mercados locais e regionais, ampliando as oportunidades de negócio e contribuindo para o crescimento econômico sustentável (Alves, Laura e de Almeida, 2015).
Além disso, os SAFs favorecem o desenvolvimento de cadeias produtivas integradas tal como o cultivo de espécies como açaí, cupuaçu e castanha-do-pará, em sistemas agroflorestais, que não só gera empregos diretos no campo, mas também estimula a instalação de pequenas indústrias de beneficiamento. Isso agrega valor aos produtos, aumenta a renda dos produtores e cria postos de trabalho em áreas como processamento, embalagem e distribuição (SENAR, 2017).
A diversificação de produtos proporcionados pelos SAFs reduz a vulnerabilidade econômica dos agricultores, visto que, ao não depender de uma única cultura, os produtores estão mais protegidos contra flutuações de preços e perdas de safras devido a pragas ou condições climáticas adversas (Parron et al., 2025). Segundo esses autores, essa segurança econômica é crucial para a estabilidade financeira das famílias rurais e para a segurança alimentar das comunidades.
Os SAFs também contribuem para a atração de investimentos e acesso a mercados diferenciados uma vez que os produtos oriundos de sistemas sustentáveis têm maior aceitação em mercados que valorizam práticas ambientalmente responsáveis, podendo alcançar preços mais elevados (Ewert e Tararan, 2024). A certificação de produtos agroflorestais abre portas para a exportação e para parcerias comerciais, ampliando o impacto econômico positivo na região (Macedo, Monteiro e de Almeida, 2023).
Para maximizar os benefícios econômicos dos SAFs, é fundamental o apoio de políticas públicas que incentivem sua implementação e expansão uma vez que investimentos em pesquisa e extensão rural, facilitação de acesso a crédito e programas de capacitação são essenciais para que os produtores possam adotar e manter sistemas agroflorestais eficientes e rentáveis (Alves e Alencar, 2020). Segundo esses autores, o reconhecimento do valor econômico dos SAFs pelas autoridades e instituições financeiras é um passo importante para a sua consolidação como modelo produtivo sustentável.
Em resumo, os SAFs têm um impacto econômico multifacetado na região amazônica. Eles promovem a geração de empregos, a inclusão social, o desenvolvimento de cadeias produtivas, a estabilidade financeira dos produtores e o crescimento econômico sustentável das comunidades rurais. Ao aliar a produção agrícola com a conservação ambiental, os SAFs representam uma estratégia eficaz para o desenvolvimento integrado da região, beneficiando tanto a economia quanto o meio ambiente.
EXEMPLOS DE EMPREGOS GERADOS
No contexto amazônico, os Sistemas Agroflorestais (SAFs) têm sido responsáveis pela geração de empregos em diversos setores, desde a produção agrícola até a indústria de transformação (SENAR, 2017). A combinação de atividades agrícolas com o manejo sustentável de florestas cria uma demanda por mão de obra variada, promovendo o desenvolvimento econômico em regiões que tradicionalmente enfrentam desafios relacionados à falta de infraestrutura e ao isolamento geográfico (Sambuichi et al., 2014).
Um exemplo claro desse impacto é o cultivo e a comercialização de produtos como o açaí, a castanha-do-pará e o cacau, tendo em visata que, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção de açaí na região amazônica movimentou cerca de R$ 5 bilhões em 2021, gerando mais de 200 mil empregos diretos e indiretos (Organização Internacional do Trabalho, Diagnóstico rápido setorial da produção de açaí na Amazônia Brasileira, Genebra: Organização Internacional do Trabalho, 2024). Segundo este autor, a colheita do açaí, por exemplo, envolve não apenas os agricultores, mas também uma cadeia de trabalhadores responsáveis pelo transporte, processamento e comercialização do fruto, tanto no mercado interno quanto externo. O processamento do açaí em polpa e sua exportação para mercados internacionais têm sido uma importante fonte de renda para milhares de famílias da região.
Além disso, a castanha-do-pará, um dos principais produtos agroflorestais da Amazônia, é outra cultura que emprega milhares de trabalhadores tendo em vista que, segundo o IBGE, em 2022, a produção de castanha-do-pará na Amazônia gerou mais de 50 mil empregos diretos, principalmente em áreas rurais (Wadt, et al., 2024). De acordo com esses autores, esses empregos estão concentrados nas atividades de coleta, beneficiamento e comercialização do produto. A coleta da castanha, que ocorre de forma extrativa, emprega comunidades inteiras, que dependem da manutenção da floresta para sua subsistência e sua extração da castanha é feita de maneira sustentável, de modo que muitos produtores têm buscado a certificação para aumentar o valor agregado do produto no mercado internacional (Fundo Amazônia, 2023).
No setor da agroindústria, o cacau também se destaca como uma fonte significativa de emprego e renda, visto que na região de Belém e seu entorno, diversos projetos de SAFs têm sido implementados, integrando o cultivo de cacau com outras culturas como banana e seringueira (Ewert e Tararan, 2024). Segundo esses autores, esse tipo de manejo agroflorestal não só melhora a produtividade das áreas cultivadas, como também gera empregos estáveis para os agricultores. A produção de cacau na Amazônia responde por cerca de 20% da produção nacional, e, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (ABICAB), a demanda global por cacau tem crescido cerca de 3% ao ano, criando oportunidades para a expansão dos SAFs e a consequente geração de empregos (Coslovsky, 2023).
Outro setor que se beneficia diretamente dos SAFs é o da extração de madeira certificada, pois diferente dos métodos convencionais de exploração florestal, que muitas vezes resultam em desmatamento, a extração de madeira em SAFs segue práticas sustentáveis que garantem a regeneração da floresta e a manutenção da biodiversidade (Miccolis et al., 2016). Esse tipo de manejo florestal gera empregos em áreas como planejamento e manejo florestal, corte seletivo e transporte, tendo em vista que, de acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Certificação Florestal (ABECF), cerca de 30 mil empregos são gerados anualmente na Amazônia através da exploração sustentável de madeira em sistemas agroflorestais (Ribeiro, Fonseca e Pereira, 2020).
Além das atividades de cultivo e extração, os SAFs também têm impulsionado a criação de pequenos negócios voltados para a comercialização de produtos derivados de sistemas agroflorestais (Oliveira, de Souza e Oliveira Junior, 2008). Segundo o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (2009), um exemplo concreto é a produção de cosméticos naturais, que utiliza insumos como óleos extraídos de plantas nativas da floresta, como o andiroba, o buriti e a castanha. Segundo esse autor, esses pequenos negócios são uma fonte crescente de emprego para mulheres e jovens em comunidades isoladas. Organizações como a Cooperativa de Mulheres Agroextrativistas do Amazonas (COMEXAM) têm liderado a produção e comercialização de cosméticos naturais, gerando emprego e empoderamento econômico para dezenas de mulheres da região (Lima et al., 2024).
A produção de artesanatos utilizando materiais provenientes de SAFs também é uma fonte importante de geração de renda, já que nas comunidades ribeirinhas e indígenas, a utilização de sementes, fibras e madeira para a confecção de artesanatos tem sido incentivada por projetos que visam promover a cultura local e ao mesmo tempo garantir uma fonte de renda sustentável. Segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), a produção de artesanatos na região amazônica emprega diretamente cerca de 10 mil pessoas, a maioria delas mulheres (Silva, 2017). Segundo esta autora, esses produtos são comercializados tanto em mercados locais quanto em feiras e eventos internacionais, gerando visibilidade para a cultura amazônica e fomentando o turismo na região.
Além dos exemplos mencionados, os SAFs também têm gerado empregos em áreas como turismo ecológico e educação ambiental, tendo em vista que os projetos voltados para a recuperação de áreas degradadas, como o Programa de Reflorestamento Comunitário da Amazônia, guias locais e educadores ambientais são contratados para conduzir visitantes e pesquisadores pelas áreas de SAFs, explicando os benefícios do sistema e promovendo a conscientização ambiental (Hammes, 2012). Segundo este autor, esse tipo de atividade turística gera emprego direto para os moradores da região e, ao mesmo tempo, incentiva práticas de conservação ambiental.
Outro dado relevante é o impacto dos SAFs na cadeia produtiva de alimentos orgânicos, pois de acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (FETRAF), a demanda por alimentos orgânicos produzidos em sistemas agroflorestais tem crescido substancialmente no Brasil e no exterior, gerando oportunidades de emprego em toda a cadeia, desde o cultivo até a distribuição (Delgado e Bergamasco, 2017). Segundo esses autores, em 2021, cerca de 15 mil famílias estavam diretamente envolvidas na produção de alimentos orgânicos em SAFs na Amazônia, criando mercados e oportunidades para os pequenos produtores.
Esses exemplos ilustram como os SAFs podem transformar a realidade econômica de regiões onde o acesso a empregos formais é limitado, criando um ciclo virtuoso de desenvolvimento sustentável. Ao gerar empregos em diversas áreas – desde o plantio e colheita até a comercialização e beneficiamento – os SAFs contribuem para a melhoria da qualidade de vida das comunidades amazônicas e para a preservação do meio ambiente.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A análise evidencia que os Sistemas Agroflorestais se configuram como importantes instrumentos de transformação social e ambiental no contexto amazônico. Eles não apenas ampliam as possibilidades econômicas de agricultores familiares, mas também fortalecem a coesão comunitária e promovem práticas agrícolas sustentáveis. Ao integrar preservação ambiental, geração de renda e inclusão social, os SAFs tornam-se pilares fundamentais para um modelo de desenvolvimento compatível com a realidade amazônica.
Além disso, os SAFs demonstram potencial para reduzir desigualdades ao oferecer oportunidades a grupos frequentemente excluídos, como jovens e mulheres. Sua adoção, aliada a políticas públicas de incentivo, pode consolidar um caminho promissor para o equilíbrio entre sustentabilidade, justiça social e crescimento econômico, reafirmando sua relevância como alternativa estratégica para a Amazônia.
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