O professor e a sala de aula: Os desafios para se adaptar as demandas do contexto escolar.

THE TEACHER AND THE CLASSROOM: THE CHALLENGES OF ADAPTING TO THE DEMANDS OF THE SCHOOL CONTEXT

EL PROFESOR Y EL AULA: LOS DESAFÍOS PARA ADAPTARSE A LAS DEMANDAS DEL CONTEXTO ESCOLAR

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/83E84B

DOI

doi.org/10.63391/83E84B

Barbosa, Francine Penha de Pontes. O professor e a sala de aula: Os desafios para se adaptar as demandas do contexto escolar.. International Integralize Scientific. v 5, n 51, Setembro/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

Este artigo aborda os desafios enfrentados por professores para se adaptar as demandas do contexto escolar, considerando os aspectos pedagógicos, emocionais, sociais e estruturais que se fazem necessários no decorrer do processo. O problema de pesquisa parte da observação de dificuldades persistentes na implementação de práticas inclusivas eficazes, evidenciando lacunas entre as diretrizes legais e a realidade cotidiana das instituições de ensino. O objetivo central é analisar como o professor pode se adaptar as necessidades dos alunos dentro de suas subjetividades, além de identificar estratégias que possam favorecer a atuação docente de forma significativa no contexto da inclusão. A relevância da investigação se justifica pela necessidade de subsidiar práticas pedagógicas fundamentadas, promovendo uma educação equitativa e acessível. A metodologia adotada é de natureza qualitativa, estruturada por meio de revisão bibliográfica e análise documental de produções científicas, legislações educacionais e diretrizes sobre educação inclusiva. Os resultados indicam que, apesar de avanços normativos, ainda há entraves relacionados à formação docente, à infraestrutura escolar e à compreensão dos profissionais sobre a inclusão. Conclui-se que a superação desses desafios demanda investimento contínuo em capacitação, reorganização institucional e escuta ativa das necessidades dos sujeitos envolvidos no processo educacional.
Palavras-chave
escola; inclusão; educador; deficiente; professor;

Summary

This article addresses the challenges faced by teachers in adapting to the demands of the school context, considering the pedagogical, emotional, social, and structural aspects that are necessary throughout the process. The research problem arises from the observation of persistent difficulties in implementing effective inclusive practices, highlighting gaps between legal guidelines and the daily reality of educational institutions. The central objective is to analyze how teachers can adapt to the needs of students within their subjectivities, as well as to identify strategies that can favor a meaningful teaching performance in the context of inclusion. The relevance of the investigation is justified by the need to support evidence-based pedagogical practices, promoting equitable and accessible education. The adopted methodology is qualitative in nature, structured through bibliographic review and documentary analysis of scientific productions, educational legislations, and guidelines on inclusive education. The results indicate that, despite normative advancements, there are still obstacles related to teacher training, school infrastructure, and professionals’ understanding of inclusion. It is concluded that overcoming these challenges requires continuous investment in training, institutional reorganization, and active listening to the needs of those involved in the educational process.
Keywords
school; inclusion; educator; disabled; teacher;

Resumen

Este artículo aborda los desafíos que enfrentan los profesores para adaptarse a las demandas del contexto escolar, considerando los aspectos pedagógicos, emocionales, sociales y estructurales que son necesarios a lo largo del proceso. El problema de investigación parte de la observación de dificultades persistentes en la implementación de prácticas inclusivas efectivas, evidenciando brechas entre las directrices legales y la realidad cotidiana de las instituciones educativas. El objetivo central es analizar cómo el profesor puede adaptarse a las necesidades de los alumnos dentro de sus subjetividades, además de identificar estrategias que puedan favorecer la actuación docente de manera significativa en el contexto de la inclusión. La relevancia de la investigación se justifica por la necesidad de fundamentar prácticas pedagógicas basadas, promoviendo una educación equitativa y accesible. La metodología adoptada es de naturaleza cualitativa, estructurada a través de una revisión bibliográfica y análisis documental de producciones científicas, legislaciones educativas y directrices sobre educación inclusiva. Los resultados indican que, a pesar de los avances normativos, aún existen obstáculos relacionados con la formación docente, la infraestructura escolar y la comprensión de los profesionales sobre la inclusión. Se concluye que superar estos desafíos requiere una inversión continua en capacitación, reorganización institucional y escucha activa de las necesidades de los sujetos involucrados en el proceso educativo.
Palavras-clave
escuela; inclusión; educador; deficiente; profesor;

INTRODUÇÃO

A inclusão escolar é um tema que tem sido amplamente discutida na literatura científica contemporânea, especialmente diante dos desafios que os professores enfrentam para se adaptar entre as necessidades dos alunos com deficiência e os alunos considerados dentro da normalidade. Mantoan (2015) argumenta que a inclusão escolar é um processo complexo que requer uma transformação profunda nas práticas pedagógicas e na cultura escolar como um todo. Embora haja avanços normativos, políticas de inclusão e uma vasta oferta de especializações em universidades para formação de professores, ainda assim, persistem barreiras estruturais, pedagógicas e relacionais no cotidiano escolar. A escola, enquanto espaço de socialização, construção de vínculos e ensino-aprendizagem pode se torna um ambiente que estimula insegurança, desencadeando processos ansiosos na atuação do professor em sala de aula.

Esta pesquisa surge da necessidade de compreender como o professor é impactado em sua prática ao lidar com duas realidades em sala de aula; o aluno com TEA em suas especificidades e os demais alunos com suas subjetividades, especialmente quando não há preparo adequado dos profissionais ou recursos disponíveis para a atuação em seu cotidiano. Diante disso, a presente investigação busca responder à seguinte pergunta-problema: quais são os principais desafios enfrentados pelos professores para se adaptarem as demandas de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e a diversidade de alunos considerados normais na sala de aula e como esses desafios impactam em sua pratica pedagógica e socioemocial?

O objetivo geral deste estudo é analisar o processo de adaptação dos professores para atender as demandas de alunos com TEA e alunos com outras subjetividades ao ambiente escolar, considerando também a formação, preparação, disponibilidade de recursos e o acolhimento aos profissionais da educação dentro do contexto escolar. Como objetivos específicos, pretende-se: identificar os impactos psicológicos e emocionais que dificultam a atuação do professor na sala de aula; compreender as dinâmicas de adoecimento do profissional de educação; e propor estratégias pedagógicas, boas práticas, qualidade de vida e institucionais que favoreçam uma prática docente saudável.

A relevância da pesquisa se estende a diversos campos: no âmbito educacional, contribui para o aprimoramento das práticas pedagógicas inclusivas; na psicologia, oferece subsídios para compreender os efeitos emocionais na prática docente; e no campo das políticas públicas, reforça a necessidade de investimentos em formação docente e estrutura escolar adequada. A metodologia adotada é de natureza qualitativa, com abordagem descritiva e exploratória, fundamentada em pesquisa bibliográfica e documental. As fontes primárias incluem artigos científicos, legislações educacionais e obras especializadas que tratam das condições de trabalho do professor no âmbito educacional, permitindo uma análise crítica e contextualizada dos dados.

REVISÃO DA LITERATURA

A construção teórica deste estudo fundamenta-se em duas dimensões complementares e indispensáveis à compreensão do papel do professor no processo de inclusão: Os marcos na história sobre a aplicação da didática e da metodologia do ensino-aprendizagem, os desafios pedagógicos para atender a inclusão do aluno com (TEA). Nesse sentido, o primeiro subitem se dedica a entender como se dá o adoecimento dos professores em seu local de trabalho, observando os indicadores e estatísticas crescentes de docentes afastados por problemas de saúde física e mental decorrentes do stress em sala de aula.  Ambos os eixos oferecem suporte teórico e analítico à interpretação crítica dos dados apresentados, permitindo uma leitura ampliada sobre os obstáculos e possibilidades vivenciados pelos professores no contexto escolar contemporâneo.

 

O ADOECIMENTO DO PROFESSOR NO SEU CONTEXTO DE TRABALHO

Neste começo de um novo milênio, a educação apresenta-se numa dupla encruzilhada:  de um lado, o desempenho do sistema escolar não tem dado conta da universalização da educação básica de qualidade; de outro, as novas matrizes teóricas não apresentam ainda a consistência global necessária para indicar caminhos realmente seguros numa época de profundas e rápidas transformações. (Gadotti, 2000 p. 6)

Esta afirmação de Gadotti prevê o resultado de vários processos que ao longo de vinte anos iriam impactar na educação e seus atores, observa-se que a dupla encruzilhada permanece o desempenho do sistema escolar continua buscando dar conta da educação básica com a qualidade necessária e as rápidas transformações deixou rastros de desânimos, desgastes e cansaço naqueles que estão envolvidos na luta diária pela melhoria da educação, os professores.

As causas de stress ocupacional são numerosas e variadas. E a docência configura-se como uma das profissões mais estressantes na atualidade, devido a presença de vários estressores no ambiente de trabalho (Carvalho; Roazzi ,2011).

Segundo Abacar; Aliante (2018), citam em sua pesquisa que são vários indicadores que afetam as condições de saúde dos professores no seu local de trabalho: Fatores intrínsecos ao trabalho: condições de trabalho (barulho, calor, ritmo de produção, configuração do trabalho em turnos, riscos e perigos); sobrecarga quantitativa e qualitativa, modificações de tecnologia (Marras;Veloso, 2012); Papel da organização: ambiguidade e conflito de papéis, responsabilidades envolvidas; Relacionamento interpessoal: com chefes, entre colegas. No âmbito educacional podem se dizer que, as relações interpessoais ruins entre professor-gestores escolares, professor-aluno, professor-pais e encarregados de educação e entre professores podem constituir uma fonte de stress. Carreira e realização: a falta de segurança profissional, o medo da obsolescência ou da aposentadoria, divergência de capacidade individuais e tarefa, impossibilidade de desenvolvimento de carreira, o medo de perder emprego, avaliação de desempenho podem constituir agentes estressores nos indivíduos; Clima e estrutura organizacional: falta de autonomia, de iniciativa e liberdade, falta de participação no processo decisório. Conflito trabalho-família: Interferência negativa do trabalho na vida familiar e vice-versa.

Em uma pesquisa bibliográfica abordando a cultura de três países, aos autores Abacar;Aliante (2018) chegam a conclusão dos fatores que mais se apresentam de forma única em cada país e aqueles que se assemelham como fonte de descontentamento citado pelos educadores.

Quadro 1 –   Fontes de stress ocupacional em professores 

(Moçambique, Brasil e Portugal).

Autor (es) País de estudo Resultados
Comité de Conselheiros (2003) Moçambique • Insuficiente qualificação pedagógica dos professores; • Condições difíceis e precárias em que trabalham os professores; • Pouco apoio em termos pedagógicos; • Baixos salários e atrasos no pagamento de salários; • Falta de motivação por parte dos professores que abraçaram a carreira como um emprego de recurso à espera de um outro melhor; • Falta de reconhecimento e incentivos aos professores mais dedicados; • Falta de reciclagem periódica
Abacar (2011) Moçambique • Salário, • Benefícios, • Relacionamento com os pais e encarregados de educação, 

• Desenvolvimento de carreira, • Sobrecarga de trabalho, • Pressão de tempo e, • Recursos materiais e físicos.

Abacar (2015) Moçambique • Baixos Salário e falta de benefícios, • Condições de trabalho, • Comportamento dos alunos, 

• Aprendizagem dos alunos, • Desvalorização docente, • Sobrecarga de trabalho, • Relações interpessoais, • Desenvolvimento de carreira, • Participação de pais e encarregados de educação.

Abacar e Amade (2016) Moçambique • Condições de trabalho, • Clima organizacional, • Características do trabalho, • Desenvolvimento na carreira.
Abacar e Aliante (2016) Moçambique • Baixo salário, • Fraco rendimento acadêmico dos alunos, • Falta dos alunos às aulas, 

• Falta de concentração dos alunos às orientações para as tarefas, • mau comportamento dos alunos, ou seja, ter alunos que conversam e/ou brincam o tempo todo.

Naujorks (2002) Brasil • A falta de preparo dos professores para o processo de inclusão, • Inexistência de projetos de educação continuada que os capacite para enfrentar a “nova” demanda educacional, 

• Elevado número de alunos por turmas, • Infraestrutura física inadequada; • Falta de trabalhos pedagógicos em equipe, • Desinteresse da família em acompanhar a trajetória escolar de seus filhos, • Indisciplina cada vez maior, • Desvalorização profissional, • Baixos salários.

Benevides‐Pe

reira et al. (2003)

Brasil • Baixos salários, • escassos recursos materiais e didáticos, • Classes superlotadas, 

• Tensão na relação com alunos, • Excesso de carga horária, • inexpressiva participação nas políticas e no planejamento institucional.

Oiticica e Gomes (2004) Brasil • Salário não digno, • Precariedade das condições de trabalho, • alto volume de atribuições burocráticas, • Elevado número de turmas assumidas e de alunos por sala, • mau comportamento dos alunos, • Treinamento inadequado do professor diante das novas situações e emergências da época.
Gasparini; Barreto e Assunção (2005) Brasil • Violência, • piores condições ambientais, • Ambiente físico e conforto no trabalho, 

• Margem de autonomia, de criatividade e • Tempo no preparo das aulas.

Carlotto e Palazzo (2006) Brasil • Carga horária, • Quantidade de alunos atendidos, • mau comportamento dos alunos, 

• Expectativas familiares e • pouca participação nas decisões institucionais.

Bastos (2009) Brasil • Sobrecarga de trabalho, Condições de trabalho existentes na escola: • Dupla jornada, 

• Baixos salários, • Intensificação das funções e das atividades docentes, • Novas formas de regulação do trabalho escolar, • Avaliação sistêmica do desempenho dos alunos. • Mudanças no processo ensino-aprendizagem causadas pelo fim da seriação e a introdução dos ciclos de aprendizagem, • Aumento do número de alunos por sala e • O novo perfil sociocultural dos alunos, • Ausência de efetiva participação da família na escolaridade dos filhos, • Dificuldades de relacionamento interpessoal na escola, • Problemas na gestão escolar.

Branquinho (2010) Brasil • Relações socioprofissionais com alunos e pais dos alunos, • Falta de reconhecimento no trabalho, • Cobranças no trabalho, • Insuficiência de recursos e apoio institucional, 

• Indisciplina dos alunos, • Falta de compromisso dos pais.

Cruz (2011) Brasil • Muitas responsabilidades, • Baixa remuneração, • Ambiguidades de papéis, • Infraestrutura precária, • Falta de materiais pedagógicos, • Falta de qualificação profissional.
Santos e Sobrinho (2011) Brasil • Carga horária em sala de aula, • Número de alunos por sala.
Monteiro e Dalagasperina (2012) Brasil • Excesso de atividades, • Falta de interesse ou desmotivação dos alunos, • Falta de educação ou limites dos alunos, • Baixa remuneração e os prazos estabelecidos para executar as atividades, • Atividades extraclasse: a preparação de aulas e de provas, as correções de provas, a elaboração de pareceres e relatórios os atendimentos on-line e o preenchimento de cadernos de chamada.
Zille e Cremonezi (2013) Brasil • Conviver com a indisciplina dos alunos, • Baixo nível de remuneração percebida, • levar a vida muito corrida em função do trabalho, • trabalhar aos sábados, • ter pouco tempo livre para as questões pessoais e • realizar várias atividades ao mesmo tempo com alto nível de cobrança.
Costa & Rocha (2013) Brasil • Falta de interesse e a indisciplina dos alunos; • Falta de estrutura; • Falta de diálogo e o autoritarismo tanto da coordenação quanto da direção da escola; • Individualismo por parte de alguns professores e • Baixos salários.
Silveira; Enumo e Batista (2014) Brasil • Pouco acompanhamento familiar • Problemas motivacionais e comportamentais dos alunos
Diehl & Carlotto (2014) Brasil • Indisciplina dos alunos, • Falta de apoio dos pais e da direção da escola, • Sobrecarga de trabalho e • Cobrança social. • políticas educacionais ineficazes.
Ribeiro (2015) Brasil • Indisciplina dos alunos, • Falta de atenção aos alunos disciplinados.
Stachiw, Ferreira e Batista (2015) Brasil • Levar a vida muito corrida em função do trabalho, ter pouco tempo livre para as questões pessoais e realizar várias atividades ao mesmo tempo.
Weber et al. (2015) Brasil • Disciplina e motivação dos alunos.
Koga et al. (2015) Brasil • Ajustes e relacionamento ruim com alunos, • Tempo insuficiente para família/lazer, 

• Relacionamento ruim com pais, • Violência física, • Quantidade de alunos, • Infraestrutura ruim da escola, • Oportunidade ruim para expressar opiniões no trabalho.

Gomes (2003) Portugal • Classes cheias, • Indisciplina dos alunos, • Desinteresse dos educandos pelas matérias.
Capelo e Pocinho (2009) Portugal • Comportamentos inadequados e a indisciplina dos alunos, • Pressões de tempo, • Excesso de trabalho.
Correia, Gomes e Moreira (2010) Portugal • Problemas de disciplina dos alunos, • Percepção de ineficácia das sanções disciplinares.
Gomes et al (2010) Portugal • Vínculos profissionais mais precários, • Maior carga horária de trabalho, • mais alunos em sala de aula.
Gomes, Peixoto, Pacheco e Silva (2012) Portugal • Pressões de tempo, • Excesso de trabalho, • Trabalho burocrático e administrativo.

Fonte: Revista Internacional em Língua Portuguesa 2018-versão On-line ISSN 2184-2043.

Embora sejam países em uma localização geográfica diferente, com cultura diversificada é possível verificar que a indicadores semelhantes que promovem impactos negativos de ordem emocional e física na atuação do professor. Assim, fica claro que este problema já alcança um âmbito mundial e necessita de intervenções urgentes para que a educação como o todo possa ser resgatada.  Na tabela abaixo os autores Abacar;Aliante (2018), apresentam a categorização dessas fontes e sua distribuição, em termos percentuais, por cada país (Moçambique, Brasil e Portugal). Assim, o fator condições de trabalho inclui escassez de recursos e materiais físicos, instalações precárias. Enquanto a categoria de relacionamento com pais foi resultado de fusão dos fatores falta de participação dos pais na educação dos educandos, relações ruins com pais e exigência dos mesmos. A categoria má comportamento inclui os fatores indisciplina dos alunos, relacionamento ruim com alunos, ajuste de contas, agressões dos mesmos, conversar na aula. 

Quadro 2 – Estressores mais regulares na atividade docente em cada país (n – número de estudos em cada país % – frequência percentual de cada fator estressor).

Factor estressor Moçambique Brasil Portugal Total
N % N % N % %
Sobrecarga de trabalho 5 80 18 66.7 5 60 68.9
Mau comportamento de alunos 5 20 18 80 5 60 53.3
Salários e remunerações baixos 5 80 18 50 5 43.3
Condições precárias e inadequadas de trabalho 5 80 18 50 5 —- 43.3
Maior número de alunos/sala 5 40 18 27.8 5 40 35.8
Desinteresse pela aprendizagem e desmotivação de alunos 5 40 18 18 22.5 5 20 27.4
Relacionamento com os pais e família dos alunos 5 40 18 18 50 5 —- 30

Fonte: Revista Internacional em Língua Portuguesa-2018 -versão On-line ISSN 2184-2043.

Identifica-se nesses dados uma repetição de ações geradas por comportamentos disruptivos em diferentes partes do mundo que geram os mesmos resultados, uma educação em estado de emergência necessitando de novas politicas públicas, novas formações, e até mesmo um novo modelo de instituição escolar e este for o caso para que este colapso educacional seja impedido.

 

METODOLOGIA 

A elaboração do presente estudo seguiu uma abordagem qualitativa, com caráter descritivo e exploratório, fundamentada em análise documental e revisão bibliográfica. O corpus da investigação foi composto por fontes oficiais, publicações institucionais e obras científicas que tratam do adoecimento do professor e seus desafios em sala de aula. A metodologia adotada buscou identificar e interpretar os dados disponíveis por meio da leitura crítica de documentos técnicos e produções acadêmicas, estabelecendo conexões entre os conteúdos empíricos divulgados e os referenciais teóricos que fundamentam a prática docente.

As fontes foram selecionadas com base em critérios de atualidade, relevância científica e adequação temática, priorizando materiais que apresentassem dados estruturados. A análise foi conduzida de forma interpretativa, considerando os pressupostos teóricos biopsicossociais, técnicas de ensino aprendizagem e metodologias ativas.

 

RESULTADOS DA PESQUISA

A saúde do trabalhador é um campo constituído no paradigma da saúde coletiva, e sua referência é o trabalho: baseia-se na expressão dos elementos nele existentes para estabelecer condições que produzam saúde ou produzam doença e dor. (Araújo; Pinho; Masson, 2019). Fundamentado nesse contexto o professor está em sala de aula sujeito a muitos agravantes que podem afetar sua saúde, um ambiente estressante, com um nível de cobrança elevado, horas excessivas de trabalho para compor carga que atenda às necessidades financeiras da sua família e auto cobrança de conseguir entregar uma educação de qualidade que contemplem os alunos em seu desenvolvimento.

Os processos de desgaste físico e mental dos professores representam consequências negativas que impactam desde o profissional docente, atingindo o aluno e o sistema de ensino. Os custos sociais e econômicos podem ter múltiplos desfechos: absentismo, acidentes e enfermidades de ordem; físicas, comportamentais e psíquicas. (Landini, 2006, p.5 Apud Ferreira, 2013). Segundo Esteves (2021), o professor estabelece uma comparação contínua entre a prática docente cotidiana e os ideais que deseja alcançar, desencadeando processos ansiosos, reagindo de forma hiperativa e procurando compensar com o seu esforço individual os déficits encontrados no sistema de ensino, podendo surgir eventos depressivos quando o educador se culpa da falta de capacidade ou se menospreza por não atingir as expectativas impostas.

Dentro da sala de aula muitas questões afloram as emoções do docente, dificuldade em lidar com a superlotação de sala, com a inclusão, alunos deficientes, de diversas culturas, com dificuldade de aprendizagem, comportamentos disruptivos, migrante de outros países, indígenas e afro descente, a cobrança dos pais para desenvolvimento dos filhos, a cobrança administrativa, que demanda o preenchimento de muitos formulários.  Lima; Filho (2009, p.73), relatam os sintomas com maior prevalência para desencadear possíveis transtornos: cansaço mental (53,9%), estresse (52,4%), ansiedade (42,9%), esquecimento (42,9%), frustração (37,8%), nervosismo (31,1%), angústia (29,3%), insônia (29,1%) e depressão (16,8%). Nascimento e Seixas (2020) em um artigo sobre adoecimento do professor destacam quais os principais indicadores de adoecimento que acometem profissionais que atuam na educação básica e quais os níveis da educação são mais atingidos:

Gráfico 1 – Principais indicadores de adoecimento que acometem profissionais que atuam na educação básica e níveis da educação são mais atingidos.

Fonte: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/20/36/o-adoecimento-do-professor-da-educacao-basica-no-brasil-apontamentos-da-ultima-decada-de-pesquisas.

Nos estudos realizados em 47 artigos por Nascimento; Seixas (2020), descreve que a população mais impactada pelo adoecimento com 68% são professores do Ensino Fundamental I que atuam em salas de 1 ao 5 anos com alunos na faixa etária de 6 a 10 anos, em segundo com 20% docentes que atuam no Ensino Fundamental II do 6 aos 9 anos com idades entre 11 e 14 anos e o Ensino Médio entre 15 e 17 anos.

Foi apontado em nove estudos dos 47 artigos, a relação do professor com os alunos como indicadores de adoecimento em (36%), trazendo questões como dificuldades com alunos especiais (4%), o desrespeito dos alunos com o professor (4%), número excessivo de alunos por turma (8%), falta de motivação e problemas comportamentais dos alunos (12%), agressividade dos alunos (4%), e a perda de autoridade do professor em sala de aula (4%). (Nascimento; Seixas 2020).

Gráfico 2 – Níveis de ensino.

Fonte: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/20/36/o-adoecimento-do-professor-da-educacao-basica-no-brasil-apontamentos-da-ultima-decada-de-pesquisas

Todos esses sintomas são os motivadores para desencadear futuros transtornos, advindo das pressões dessa profissão, nos dias atuais é muito comum observa professores com aspecto cansado, impactando em sua aparência, estética, afetando o convívio familiar, e gerando transtornos e síndromes, que podem perdurar ao longo da vida, dentre elas tem-se a síndrome de Burnout.

Segundo a Rede D’or (2024), em seu artigo descreve a síndrome de burnout como um distúrbio psíquico causado pela exaustão extrema, sempre relacionada ao trabalho de um indivíduo. Essa condição também é chamada de “síndrome do esgotamento profissional” e afeta quase todas as facetas da vida de um indivíduo. Ela é o resultado direto do acúmulo excessivo de estresse, de tensão emocional e de trabalho e é bastante comum em profissionais que trabalham sob pressão constante, como médicos, publicitários e professores.

Burnout em professores é um fenômeno complexo e multidimensional resultante da interação entre aspectos individuais e o ambiente de trabalho. Este ambiente não diz respeito somente à sala de aula ou ao contexto institucional, mas sim a todos os fatores envolvidos nesta relação, incluindo os fatores macrossociais, como políticas educacionais e fatores sócio-históricos (Ferreira, 2013, p. 38).

Os distúrbios na voz, como a disfonia que segundo Amorim, (2006) define como qualquer dificuldade ou alteração na emissão vocal que impede a produção natural da voz. Pode manifestar-se por meio de sintomas, como rouquidão, garganta raspando e ardendo, sensação de corpo estranho, tensão no pescoço, cansaço na voz.

Grande parte dos docentes é ou já foi afetado pela disfonia, afinal a linguagem está diretamente ligada as emoções, no tom da voz, na intensidade e no volume é possível perceber o nível de satisfação do emissor em determinada situação, e o professor se utiliza com grande frequência da linguagem, e extravasa suas ansiedades e frustrações dentro e fora da sala de aula pela voz.

Segundo Amorim, (2006, p34), demonstramos sentimentos como alegria, tristeza, euforia e nervosismo, assim a voz sofre grande influência do estado emocional do indivíduo.

O professor pode apresentar prejuízos em seu planejamento de aula, tornando-se este menos frequente e cuidadoso. Apresenta perda de entusiasmo e criatividade, sentindo menos simpatia pelos alunos e menos otimismo quanto à avaliação de seu futuro (Costa, 2013)

Na sala de aula além da voz o professor também requer habilidades intelectuais domínio de novas tecnologias e inovações, habilidades físicas; atividades extraclasse, intraclasse, exigem dos professores preparo físico e psicológico, a necessidade de força e resistência muscular, transporte de livros, confecção de materiais, painéis, preparação em ensaios para festas comemorativas, ficar sentado ou pé, escrevendo e desenhando, tudo isso envolve gastos energético e a resistência física.

Segundo Lameu et al. (2019), os distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT) ou lesões por movimentos repetitivos (LER), são doenças caracterizadas pelo desgaste de estruturas do sistema músculo esquelético que atingem várias categorias profissionais.

Em relação aos professores, as lesões e/ou alterações osteomusculares mais comuns são a protrusão da cabeça e dos ombros, a hiperlordose cervical e lombar, a cervicobraquialgia, a lombociatalgia, as algias vertebrais, a bursite do ombro, a escoliose, as tendinopatias do punho e as síndromes compressivas do complexo punho-antebraço (Lameu, 2019, p. 04)

Em 2023 dados foram obtidos pela Televisão Globo, via Lei de Acesso à informação, que levanta questões sobre a atual condição dos professores com relação à saúde mental.

A rede estadual de ensino de São Paulo registrou, nos seis primeiros meses de 2023, um total de 20.173 professores afastados por questões relacionadas à saúde mental, um aumento de 15% em comparação ao mesmo período de 2022 (Mello; Jesus, 2023)

De acordo com o levantamento, foram, em média, 112 profissionais da Educação afastados por dias das escolas do estado devido a transtornos e doenças psiquiátricas, como depressão, ansiedade e crise do pânico (Mello; Jesus, 2023)

Além dos docentes, outro grupo de profissionais também tem sido cada vez mais afetado por transtornos comportamentais e doenças psiquiátricas. Os números indicam que houve um crescimento de 34,5% no afastamento de diretores da rede estadual no primeiro semestre de 2023, em relação ao mesmo período do último ano (Mello; Jesus, 2023)

A gente pisa na escola e a gente vê que é real o grau de estresse, o grau de descrédito aos educadores. Houve um tempo onde ser professor da educação pública, era um motivo de grande orgulho. Hoje, não é verdade isso. O que fizemos como sociedade? Que lugar é esse que onde a gente tá colocando os professores e que acaba causando isso?, reflete Roseli Caldas, membro da Associação Brasileira da Psicologia Escolar e Educacional.

Uma decisão da Justiça sobre as condições de trabalho dos professores obriga o Governo de São Paulo a implementar medidas de engenharia de segurança e medicina no trabalho, assim como montar uma comissão interna de prevenção de acidentes em cada unidade escolar até o início de 2024 (Mello; Jesus, 2023)

A secretária de educação e cultura do Estado de São Paulo, em resposta a reportagem da TV globo, afirma: 

Recentemente a pasta anunciou a contratação de 550 psicólogos, com pelo menos 600 mil horas de atendimento presencial nas escolas e todos alunos e professores serão beneficiados com a iniciativa. A Secretaria conta ainda com o Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva-SP) foi criado em 2019 e é um dos programas da pasta que estabelece iniciativas voltadas para a promoção de um ambiente de aprendizagem colaborativo, solidário e acolhedor, tais como: Escola Mais Segura, ERRD (Educação e Redução de Riscos e Desastres) e o Programa de Convivência e Acolhimento nas Escolas. Além disso, a Seduc-SP conta com as Ações e Monitoramentos Escolares; e as Trilhas Formativas, com foco na promoção da saúde mental para a rede escolar. (SEDUC, 2023).

Identifica-se a necessidade de intervenções diárias na ação docente, a importância de acolher o professor e ouvir suas demandas, suas queixas, a reestruturação do sistema em pró de um profissional saudável, para impactar na construção de uma aprendizagem de qualidade. Todas essas ações geram benefícios no âmbito profissional e social, na interação professor-aluno, proporcionando de forma gradativa mudanças benéficas na educação.

 

DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Os dados extraídos da publicação da Rede Estadual de Ensino de São Paulo, referentes ao afastamento de professores por questões de saúde mental, evidenciam um crescimento significativo de 15% no intervalo de apenas um ano em comparação a 2022 e 2023. Levando a uma decisão da justiça que obriga ao Governo do estado de São Paulo a implementar medidas de medicina e engenharia do trabalho, bem como montar uma comissão de prevenção de acidentes em cada unidade escolar a partir de 2024. (Mello; Jesus, 2023)

Esteves (2014), destaca que o professor estabelece uma comparação contínua entre a prática docente cotidiana e os ideais que deseja alcançar, desencadeando processos ansiosos, reagindo de forma hiperativa e procurando compensar com o seu esforço individual os déficits encontrados no sistema de ensino, há uma dissociação entre as medidas propostas para assegurar a saúde física e mental do professor e sua realidade pratica no cotidiano escolar.

Essa realidade dialoga com os apontamentos de Lima; Filho (2009, p.73) e Nascimento; Seixas (2020) ao enfatizarem os sintomas com maior prevalência para desencadear possíveis transtornos; como a ansiedade e a depressão, acompanhados de frustração, estresse que afetam aspectos cognitivos e físicos, mas sobretudo de fatores psicossociais como interação e reconhecimento. Os momentos recorrentes de stress afetam um dos principais veículos de trabalho do professor – a voz, sendo acometido pela disfonia, patologia que esta relacionada ao uso da linguagem, tom da voz, intensidade e diretamente ligada as emoções, é no volume da voz possível perceber a satisfação do emissor em determinada situação, grande parte dos docentes é ou já foi afastado por tal patologia. (Amorim, 2006)

Segundo Moran (2018), para que o aluno seja criativo são necessários ofertar inúmeras experiencias e possibilidades para que ele mostre sua iniciativa. A partir dessa afirmação confrontando com a realidade da sala de aula, com superlotação, alunos com TEA e outras deficiências, com vários níveis de aprendizagem na mesma turma, realmente é possível ofertar inúmeras experiencias e possibilidades no dia a dia, em uma prática tão distante da teoria.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente estudo permitiu refletir sobre os desafios enfrentados pelos professores no ambiente escolar, especialmente no que diz a sua adaptação frente ao cotidiano da sala de aula. A análise de documentos oficiais e relatos publicados evidenciou que, embora existam avanços normativos relevantes, as práticas institucionais ainda se mostram frágeis frente às demandas dos professores.

A ausência de recursos, escassez de profissionais especializados para garantir a pratica da educação inclusiva, embora garantido por lei, são obstáculos significativos na prática docente. As recorrências de afastamentos por saúde física e mental ilustram uma realidade que exige comprometimento em políticas públicas e institucionais para ser transformada.

É necessário reconhecer a singularidade desses sujeitos, promover ambientes acolhedores, oferecer estrutura de trabalho adequada e segurança na execução do seu trabalho. 

Dessa forma, conclui-se que todos os dias as mudanças e reflexões no contexto educacional devem ocorrer, os desafios são muitos se fazendo necessário ações intersetoriais, investimentos, formações, mas formações consistentes que atendam as necessidades do professor em sua prática docente.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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O professor e a sala de aula: Os desafios para se adaptar as demandas do contexto escolar.

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