Tecnologias emergentes na educação musical: Experiências e práticas no ensino médio

EMERGING TECHNOLOGIES IN MUSIC EDUCATION: EXPERIENCES AND PRACTICES IN SECONDARY EDUCATION

TECNOLOGÍAS EMERGENTES EN LA EDUCACIÓN MUSICAL: EXPERIENCIAS Y PRÁCTICAS EN LA EDUCACIÓN SECUNDARIA

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/8A0FBC

DOI

doi.org/10.63391/8A0FBC

Rocha, Igor Wanderley de Oliveira. Tecnologias emergentes na educação musical: Experiências e práticas no ensino médio. International Integralize Scientific. v 5, n 49, Julho/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

Este artigo analisa o uso de tecnologias emergentes na Educação Musical no Ensino Médio, destacando experiências práticas realizadas em sala de aula. A partir de uma abordagem qualitativa e descritiva, discute-se como recursos como simulação instrumental, realidade virtual, inteligência artificial e gamificação podem potencializar o processo de ensino-aprendizagem musical. Os dados foram contextualizados a partir da pesquisa TIC Educação 2023, que evidencia tanto os avanços quanto os desafios da integração tecnológica no ambiente escolar brasileiro. As atividades desenvolvidas demonstram que, mesmo com recursos limitados, é possível promover práticas musicais inclusivas, interativas e significativas, desde que haja intencionalidade pedagógica e formação docente adequada. Conclui-se que o uso criativo e crítico das tecnologias digitais pode contribuir para a democratização do acesso ao conhecimento musical e para o desenvolvimento da educação musical para os alunos.
Palavras-chave
educação musical; tecnologias emergentes; ensino médio; inovação pedagógica; simulação instrumental;

Summary

This article analyzes the use of emerging technologies in Music Education at the high school level, highlighting practical experiences conducted in the classroom. Based on a qualitative and descriptive approach, it discusses how tools such as instrumental simulation, virtual reality, artificial intelligence, and gamification can enhance the teaching and learning process of music. The data are contextualized through the 2023 ICT in Education survey, which highlights both the advances and challenges of technological integration in Brazilian schools. The activities developed demonstrate that, even with limited resources, it is possible to promote inclusive, interactive, and meaningful musical practices, provided there is pedagogical intentionality and adequate teacher training. It is concluded that the creative and critical use of digital technologies can contribute to democratizing access to musical knowledge and to the development of students’ music education.
Keywords
music education; emerging technologies; high school; pedagogical innovation; instrument simulation;

Resumen

Este artículo analiza el uso de tecnologías emergentes en la Educación Musical en la Educación Secundaria, destacando experiencias prácticas realizadas en el aula. A partir de un enfoque cualitativo y descriptivo, se discute cómo recursos como la simulación instrumental, la realidad virtual, la inteligencia artificial y la gamificación pueden potenciar el proceso de enseñanza-aprendizaje musical. Los datos fueron contextualizados a partir de la investigación TIC Educación 2023, que evidencia tanto los avances como los desafíos de la integración tecnológica en el entorno escolar brasileño. Las actividades desarrolladas demuestran que, incluso con recursos limitados, es posible promover prácticas musicales inclusivas, interactivas y significativas, siempre que exista una intencionalidad pedagógica y una formación docente adecuada. Se concluye que el uso creativo y crítico de las tecnologías digitales puede contribuir a la democratización del acceso al conocimiento musical y al desarrollo de la educación musical de nuestros estudiantes.
Palavras-clave
educación musical; tecnologías emergentes; educación secundaria; innovación pedagógica; simulación Instrumental.

INTRODUÇÃO 

Em uma sociedade cada vez mais mediada por tecnologias digitais, presentes em praticamente todos os espaços da vida cotidiana do ambiente doméstico às instituições escolares. O acesso facilitado às mídias e ferramentas digitais amplia significativamente as possibilidades de comunicação, aprendizagem e criação, impactando diretamente os processos educacionais. Segundo Cernev (2015), a proliferação das redes digitais e das tecnologias da informação gerou um fluxo intenso e diverso de dados, transformando a forma como produzimos, acessamos e compartilhamos o conhecimento.

Historicamente, a tecnologia sempre esteve presente nas práticas humanas, mesmo antes da era digital, como no uso dos arreios para tração animal na agricultura medieval, a tecnologia na construção dos próprios instrumentos musicais no início da história da música. O que muda, na contemporaneidade, é a velocidade e a complexidade com que as inovações tecnológicas se integram aos espaços formativos, exigindo da educação não apenas adaptação, mas uma reestruturação pedagógica.

No contexto brasileiro, o uso de tecnologias em sala de aula ainda enfrenta desafios estruturais, conforme aponta a pesquisa TIC Educação (Cetic.br, 2023–2024): embora a maioria das escolas tenha acesso à internet, muitas carecem de computadores conectados, rede estável e formação docente adequada. Além disso, leis recentes, como a Lei nº 15.100/2025, regulamentam o uso de celulares e dispositivos eletrônicos em ambientes escolares, permitindo seu uso apenas quando houver intencionalidade pedagógica.

Diante desse cenário, é importante refletir sobre o papel das tecnologias emergentes na educação, especialmente em áreas como a Educação Musical, que vêm se transformando por meio de metodologias ativas, simulação instrumental, realidade virtual/aumentada e inteligência artificial. O presente artigo discute como essas ferramentas podem ser aplicadas de maneira criativa e pedagógica em aulas de música no Ensino Médio, promovendo um aprendizado mais inclusivo, dinâmico e conectado com a realidade dos estudantes.

JUSTIFICATIVA

O uso de tecnologias emergentes no contexto educacional tem promovido mudanças significativas nos processos de ensino-aprendizagem, especialmente no que se refere à personalização e à ampliação do acesso ao conhecimento. Na Educação Musical, essas transformações têm possibilitado novas formas de prática, composição e apreciação sonora, mesmo para estudantes que não possuem instrumentos musicais em casa. Diante das desigualdades tecnológicas ainda presentes na realidade das escolas públicas brasileiras, é fundamental explorar ferramentas acessíveis como aplicativos, jogos, realidade virtual e inteligência artificial, de modo a garantir o direito à aprendizagem significativa e criativa para todos os alunos. Justifica-se, portanto, a investigação e aplicação dessas tecnologias como meio de tornar o ensino da música mais interativo, inclusivo e alinhado às demandas da contemporaneidade.

TECNOLOGIA NA CONTEMPORANEIDADE E A EDUCAÇÃO MUSICAL 

A tecnologia tem sido bastante presente na atualidade, seja no espaço acadêmico. Tal acontecimento é devido a grande facilidade de ter contato com as mídias digitais que nos atribui a uma gama de possibilidades de capacidades humanas, interagindo diretamente ou indiretamente. Segundo Cernev (2015), a proliferação das redes de comunicação digitais assim como a existência das tecnologias de informações proporcionam um fluxo de informações de todos os tipos. Em todas as áreas existentes do saber e da formação humana existe uma tecnologia por trás, desde a idade média até hoje. Apesar de não ser uma tecnologia eletrônica, naquela época tínhamos o arreio ou arnês, que era uma estrutura vestida no cavalo, que permitia montar nesse cavalo e atrelar carroças, e apetrechos que dependessem da tração deste animal, e também o charrua de ferro, que servia para arar a terra, ou seja, deixá-la pronta para cultivo. 

Em algumas realidades existe a necessidade do ser humano de se adaptar às mídias tecnológicas. O uso da tecnologia na sala de aula no Brasil, segundo a pesquisa TIC Educação 2023 do Cetic.br (coleta: agosto/2023–abril/2024, 3.001 escolas), apresenta um cenário de avanços, desafios e desigualdades. Os principais indicadores na utilização são: 62% das escolas usam plataformas como Zoom, Google Sala de Aula ou Microsoft Teams em atividades com estudantes chegando a 86% no Ensino Médio, 81% em escolas estaduais e 73% no setor privado. 81% adotam diário eletrônico e 68% usam nuvem para gestão, embora apenas 59% das escolas municipais o façam. 40% das escolas utilizam esses ambientes, com destaque para 58% das privadas e 54% das estaduais. 94% das escolas têm acesso — mas apenas 55% das públicas têm computadores conectados, e 62% oferecem conexão em sala de aula. Diante destes dados, existem algumas barreiras a enfrentar, como: falta de acesso à internet local (63%), infraestrutura escolar deficiente (66%) e energia instável (31%). 

As disparidades regionais: no Norte, apenas 31% das escolas públicas têm conexão em sala de aula, comparado a 87% no Sul. Capacitação insuficiente: 75% dos professores apontam a falta de cursos específicos como obstáculo ao uso de tecnologias. 64% dizem que os professores não usam internet em atividades; 61% afirmam que a proibição de celulares impacta seu uso. Segundo Cetic, a Internet é encarada mais como um recurso administrativo do que pedagógico: ainda é pouco usada para inovar o aprendizado. 

É certo que existe um caminho pela frente, de busca e aprendizagem, de entender as diversas variedades de campo de conhecimento que pode-se extrair da tecnologia. Segundo Cetic, mais de 80% dos professores acreditam que a tecnologia torna as aulas mais atraentes . O uso dos celulares são os dispositivos mais comuns em sala, mas seu uso também gera distração e há escolas que optam por restrições rígidas. Segundo a lei 15.100/2025 estabelece a proibição total do uso de celulares e outros dispositivos eletrônicos portáteis (como tablets e smartwatches) por alunos da educação básica (creche, ensino infantil, fundamental e médio), durante aulas, recreios e intervalos, Os dispositivos devem permanecer desligados e guardados, por exemplo na mochila, em armários ou caixas coletivas. O professor tem autonomia para solicitar e autorizar o uso de celulares ou dispositivos eletrônicos pelos alunos em sala de aula quando o uso tiver finalidade pedagógica.

METODOLOGIAS EMERGENTES

Na área da Educação Musical, esse movimento se concretiza com a adoção de recursos tecnológicos, como plataformas digitais e aplicativos voltados à simulação instrumental, permitindo que os alunos pratiquem em casa mesmo na ausência de instrumentos físicos, treinos de realidade virtual e aumentada e inteligência artificial. Tais recursos visam promover uma aprendizagem mais interativa, personalizada e conectada com os interesses e realidades dos estudantes contemporâneos. Segundo Merchán Sánchez-Jara et al. (2024), a IA permite o acompanhamento automatizado e inteligente da aprendizagem musical, com análise contínua da execução do aluno. Já Arici (2023) destaca que a realidade aumentada aplicada ao ensino musical amplia a imersão e o engajamento, especialmente em fases iniciais da aprendizagem instrumental. Wang (2024) enfatiza que plataformas digitais com simulação de instrumentos são eficazes para democratizar o acesso à prática musical, oferecendo feedback automático e aprendizado escalonado. Para Crogman et al. (2025), a integração entre realidade virtual, plataformas digitais e IA representa uma transição para um modelo educacional centrado no aluno e baseado em dados.
No contexto contemporâneo da Educação Musical, tecnologias emergentes têm desempenhado um papel crucial na ampliação do acesso à aprendizagem prática e personalizada, especialmente para estudantes que não dispõem de instrumentos musicais em casa. Plataformas digitais e aplicativos de simulação instrumental surgem como alternativas eficazes para a prática remota, oferecendo interfaces interativas que imitam sons, técnicas e respostas táteis de diversos instrumentos. O aluno da rede pública no Brasil tendo acesso à informação e formação. Aplicativos como Yousician, Simply Piano e Flowkey, por exemplo, permitem que alunos iniciantes desenvolvam habilidades auditivas, motoras e rítmicas por meio de exercícios gamificados e feedback em tempo real.

Contamos também com recursos de Realidade Virtual (VR) e Realidade Aumentada (AR) que têm sido integrados ao ensino musical para criar experiências imersivas e multissensoriais. Com o uso de óculos VR ou câmeras AR, os estudantes podem “entrar” em ambientes de orquestras, assistir a performances em 360 graus ou manipular partituras e instrumentos em ambientes simulados. Essas tecnologias contribuem para o engajamento emocional e cognitivo, além de favorecer a visualização espacial da música, beneficiando especialmente alunos com estilos de aprendizagem visuais e cinestésicos. Vale salientar que as escolas ainda não têm essas tecnologias disponíveis para professor e aluno desfrutarem, mas que muitas delas são realizadas utilizando apenas o celulares e computadores já existentes nas escolas. Tais mecanismos aos poucos serão adquiridos e estarão disponíveis para o uso coletivo escolar. 

Recentemente, a Inteligência Artificial (IA) tem ampliado as possibilidades de personalização no ensino musical. Sistemas de IA são capazes de analisar a performance do aluno em tempo real, identificar erros de afinação, ritmo ou articulação, e oferecer sugestões personalizadas de estudo. Algumas plataformas utilizam aprendizado de máquina para adaptar os exercícios conforme o progresso individual, tornando o processo de aprendizagem mais responsivo e eficaz. Dentro desse parâmetro, até que ponto a IA será benéfica nesse no conhecimento musical para o aluno? Deixo esta pergunta para refletirmos. Essas tecnologias, quando utilizadas de forma integrada e intencional, promovem não apenas a democratização do acesso ao ensino de música, mas também uma abordagem mais centrada no aluno, oferecendo autonomia, flexibilidade e feedback contínuo. Elas representam uma importante evolução rumo a uma Educação Musical compatível com as demandas pedagógicas e tecnológicas do século XXI.

Portanto, observa-se que as tecnologias emergentes não apenas ampliam o repertório de recursos pedagógicos disponíveis, como também ressignificam o papel do professor e do estudante no processo de ensino-aprendizagem. Segundo Moran, 2015, p.12.

A incorporação das tecnologias digitais no ambiente escolar transforma significativamente os papéis tradicionais do professor e do aluno, promovendo uma aprendizagem mais ativa, colaborativa e personalizada. Para que essas tecnologias resultem em práticas pedagógicas eficazes, é fundamental o investimento em formação docente contínua e no planejamento pedagógico alinhado aos objetivos educacionais. (Moran, 2015, p. 12)

Constata-se que o uso de recursos multimídia nas aulas de Música pode potencializar a participação ativa dos estudantes, promover práticas mais inclusivas e contribuir para o seu desenvolvimento integral. No entanto, esses benefícios só se concretizam quando há preparo adequado dos professores e quando as tecnologias são aplicadas com intencionalidade pedagógica, alinhadas aos objetivos educacionais.

PRÁTICAS MUSICAIS NO ENSINO MÉDIO: ATIVIDADES DESENVOLVIDAS EM SALA DE AULA

SIMULAÇÃO INSTRUMENTAL COM APLICATIVOS

Objetivo: Desenvolver habilidades musicais básicas (ritmo, melodia e coordenação motora) por meio de tecnologia acessível.

Atividade: Os alunos utilizam aplicativos como Yousician, Simply Piano ou Walk Band para simular a execução de instrumentos (teclado, violão, bateria) em tablets ou smartphones. A tarefa envolve tocar uma música simples e, posteriormente, compartilhar o progresso com a turma e gravar áudios de 2 à 3 minutos. 

Recurso necessário: celular/tablet com app instalado.
Habilidade trabalhada: autonomia, coordenação motora, escuta crítica.

GAMIFICAÇÃO COM MÚSICA

Objetivo: Estimular o interesse e o engajamento por meio de desafios musicais gamificados.

Atividade: Utilize jogos como Rhythm Trainer, Blob Chorus ou Groove Pizza para praticar percepção rítmica e melódica. Os alunos competem em pequenos grupos para completar desafios musicais com pontuação.

Recurso necessário: computador com acesso à internet.
Habilidade trabalhada: percepção auditiva, cooperação, ritmo.

COMPOSIÇÃO CRIATIVA COM IA

Objetivo: Explorar a criatividade e a composição musical com auxílio de inteligência artificial.

Atividade: Os alunos usam ferramentas como AIVA, Soundraw ou Google Magenta para criar composições automáticas com base em suas preferências. Depois, apresentam suas músicas e explicam as escolhas feitas.

Recurso necessário: computador/notebook com acesso à internet.
Habilidade trabalhada: criação musical, apreciação estética, pensamento computacional.

EXPLORAÇÃO DE AMBIENTES MUSICAIS COM REALIDADE VIRTUAL

Objetivo: Proporcionar vivência imersiva em contextos musicais diversos.

Atividade: Poderíamos realizar também com óculos VR, mas não se tem acesso, então realizamos esta atividade com os vídeos 360° no YouTube. Os alunos “visitam” uma orquestra sinfônica, sala de estúdio ou show interativo e relatam o que observaram: instrumentos, dinâmica, organização espacial do som etc.

Recurso necessário: óculos VR ou celular com giroscópio.

Habilidade trabalhada: percepção espacial do som, apreciação crítica.

CRIAÇÃO DE PODCAST MUSICAL OU VÍDEO DIDÁTICO

Objetivo: Trabalhar linguagem multimodal, expressão oral e musicalidade.

Atividade: Em grupos, os alunos criam um pequeno podcast ou vídeo sobre um tema musical (ritmos regionais, instrumentos, artistas). Eles usam ferramentas de edição de áudio e vídeo simples, como CapCut ou Anchor.

Recurso necessário: celular/computador com app de gravação.
Habilidade trabalhada: expressão oral, pesquisa, criatividade.

Para a realização das atividades mencionadas, foi necessário um conhecimento prévio tanto teórico quanto prático sobre teoria musical e seus elementos fundamentais, como ritmo, melodia, harmonia, tonalidade, notação e estrutura musical. Esse embasamento possibilitou o planejamento e a execução de propostas pedagógicas coerentes e significativas para os estudantes.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A análise do cenário atual revela que a tecnologia, mais do que um recurso adicional, tornou-se um elemento estruturante na vida social, cultural e educacional. Sua presença nas escolas, especialmente no campo da Educação Musical, abre novas possibilidades de ensino-aprendizagem, ao mesmo tempo que impõe desafios relacionados à formação docente, ao acesso equitativo e ao uso pedagógico consciente.

As atividades desenvolvidas com alunos do Ensino Médio mostraram que mesmo com recursos limitados, como celulares e computadores simples, é possível aplicar metodologias inovadoras baseadas em simulação instrumental, gamificação, realidade virtual e inteligência artificial. Essas práticas potencializam a criatividade, o engajamento e o protagonismo dos estudantes, promovendo uma educação mais interativa, inclusiva e alinhada com as competências do século XXI.

Contudo, para que a tecnologia cumpra seu papel transformador, é essencial que haja investimentos contínuos em infraestrutura escolar e capacitação docente. Além disso, políticas públicas como a Lei nº 15.100/2025 devem ser interpretadas de forma pedagógica e contextualizada, permitindo o uso responsável dos dispositivos em benefício do processo educacional. A inserção das tecnologias emergentes na escola, especialmente nas aulas de música, representa um caminho promissor para integrar conhecimento, criatividade e cultura digital, contribuindo para uma educação mais significativa, acessível e humanizada.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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CETIC.BR. TIC Educação 2023: pesquisa sobre o uso das tecnologias de informação e comunicação nas escolas brasileiras. São Paulo: Comitê Gestor da Internet no Brasil, 2024. Disponível em: https://cetic.br/pesquisa/educacao/indicadores. Acesso em: 18 jun. 2025.

CROGMAN, H. et al. Extended reality (XR) in education: a systematic review of immersive technologies and pedagogy. Computers & Education, v. 198, p. 104707, 2025.

LIMA, Mônica; OLIVEIRA, Carla. Tecnologias digitais na educação básica: possibilidades e desafios. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, v. 28, 2023. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbedu/a/. Acesso em: 18 jun. 2025.

MERCHÁN SÁNCHEZ-JARA, J. et al. Artificial intelligence in music education: a review of pedagogical applications. Journal of Music Technology & Education, v. 17, n. 1, p. 10–24, 2024.

MORAN, José Manuel. O uso das tecnologias na educação e os desafios para os professores. In: BACICH, Lilian; MORAN, José Manuel; TREVISANI, Fernando (orgs.). Metodologias ativas para uma educação inovadora. Porto Alegre: Penso, 2015. p. 11–28.

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WANG, Ge. Artful design: technology in music education. Stanford University Press, 2024.

Rocha, Igor Wanderley de Oliveira. Tecnologias emergentes na educação musical: Experiências e práticas no ensino médio.International Integralize Scientific. v 5, n 49, Julho/2025 ISSN/3085-654X

Referencias

Vivian Caroline Coraucci.
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Management of chlamydial infections: A comprehensive review.
Clinical infectious diseases.
v. 67
n. 7
p. 1208-1216,
2021.
Disponível em: https://academic.oup.com/cid/article/67/7/1208/6141108.
Acesso em: 2024-09-03.

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Edição

v. 5
n. 49
Tecnologias emergentes na educação musical: Experiências e práticas no ensino médio

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