Fatores de riscos perinatais no desenvolvimento da linguagem infantil: Estudo bibliográfico

PERINATAL RISK FACTORS IN THE DEVELOPMENT OF CHILDREN'S LANGUAGE: BIBLIOGRAPHICAL STUDY

FACTORES DE RIESGO PERINATAL EN EL DESARROLLO DE LENGUA INFANTIL: ESTUDIO BIBLIOGRAFICO

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/8A8BBB

DOI

doi.org/10.63391/8A8BBB

Emérito, Tatyana Meneses . Fatores de riscos perinatais no desenvolvimento da linguagem infantil: Estudo bibliográfico. International Integralize Scientific. v 5, n 46, Abril/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

Durante o processo de aquisição da linguagem a criança deve ser exposta ao meio no que diz respeito a fatores ambientais, socioeconômicos e em alguns casos a riscos biológicos que podem causar riscos para aquisição de linguagem. Dentre os principais fatores de riscos temos os fatores biológicos e os ambientais. Objetivo: Evidenciar os fatores de riscos que possam interferir no desenvolvimento da linguagem infantil. Metodologia: O estudo é embasado sobre uma revisão de literatura com abordagem qualitativa. A coleta de dados será realizada através dos estudos admitidos nas plataformas de dados Scielo, Lilacs e Pubmed e uso dos descritores: fatores de riscos biológicos e ambientais, desenvolvimento infantil, linguagem, e intervenção fonoaudiológica. A partir dos achados os dados serão expostos através do título do artigo, ano, autor, objetivo e resultado. Resultados: Mediante a aplicação do método de busca foi encontrado 266 artigos no total, sendo 213 artigos na plataforma Scielo, 42 no Lilacs e 11 no Pudmed, após aplicar os critérios de inclusão e exclusão foi feito a seleção de 28 artigos para leitura completa, após a finalização foi utilizado 10 artigos para a execução do presente estudo. Conclusão: Conclui-se que os fatores de risco perinatais como: o baixo peso associado à prematuridade, escore do APGAR, infecções perinatais e complicações no parto apresentação influências sobre o desenvolvimento infantil e consequentemente no processo de aquisição de linguagem.
Palavras-chave
Fatores de riscos. Desenvolvimento infantil. Linguagem e intervenção fonoaudiológica.

Summary

During the language acquisition process, the child must be exposed to the environment with regard to environmental, socioeconomic factors and in some cases biological risks that can cause risks for language acquisition. Among the main risk factors are biological and environmental factors. Objective: To highlight risk factors that may interfere with children’s language development. Methodology: The study is based on a literature review with a qualitative approach. Data collection will be carried out through studies admitted to the Scielo, Lilacs and Pubmed data platforms and use of the descriptors: biological and environmental risk factors, child development, language, and speech therapy intervention. From the findings, the data will be exposed through the title of the article, year, author, objective and result. RESULTS: By applying the search method, 266 articles were found in total, 213 articles on the Scielo platform, 42 on Lilacs and 11 on Pudmed, after applying the inclusion and exclusion criteria, 28 articles were selected for complete reading, after completion, 10 articles were used to carry out the present study. Conclusion: It is concluded that perinatal risk factors such as: low weight associated with prematurity, Apgar score, perinatal infection and birth complications have influences on child development and consequently on the language acquisition process.
Keywords
Risk factors. Child development. Language and speech therapy intervention.

Resumen

Durante el proceso de adquisición de la lengua a la infancia debe ser expuesto a mi meio no que diz respecto a los factores ambientales, socioeconómicos y en algunos casos de riesgos biológicos que pueden causar riesgos para la adquisición de la lengua. Entre los principales factores de riesgo están los factores biológicos y ambientales. Objetivo: Evidenciar os factores de riesgo que pueden interferir o desenvolvimento da linguagem infantil. Metodología: El estudio es envasado sobre una revisión de la literatura con abordagem cualitativa. A coleta de dados se realizará através de dos estudios admitidos nas plataformas de dados Scielo, Lilacs e PUBMED e uso dos descriptores: factores se riscos biológicos y ambientales, desenvolvimento infantil, linguagem, e intervenção Fonoaudiológica. A partir de dos achados os dados serán expuestos através del título del artículo, año, autor, objetivo y resultado. Resultados: Al aplicar el método de búsqueda se encontraron 266 artículos no totales, siendo 213 artículos en la plataforma Scielo, 42 no Lilacs y 11 no Pudmed, luego de aplicar los criterios de inclusión y exclusión se seleccionaron 28 artículos para lectura completa, y luego de su finalización se utilizaron 10. artículos para la ejecución de este estudio. Conclusión: Se concluye que factores de riesgo perinatales como: bajo peso asociado a prematuridad, puntajes Apgar, infecciones perinatales y complicaciones del parto influyen en el desarrollo infantil y en consecuencia en el proceso de adquisición del lenguaje.
Palavras-clave
Factores de acantilado. Desarrollo infantil. Lingüagem e intervenção phonoaudiológica.

INTRODUÇÃO

O desenvolvimento infantil é um processo dinâmico que se inicia na fase intrauterina e que engloba o crescimento físico, a maturação neurológica, o desenvolvimento comportamental, sensorial, e cognitivo da linguagem (Organização Pan-Americana Da Saúde, 2005). A linguagem segundo Hall (1968) é uma instituição pela qual os humanos se comunicam e interagem entre si por meio de símbolos arbitrários, orais e auditivos habitualmente utilizados, por tanto o desenvolvimento adequado da linguagem é um dos fatores fundamentais para ocorrer um desenvolvimento infantil de forma harmônica.  

Diante do desenvolvimento infantil são evidenciados na literatura de forma científica os marcos do desenvolvimento infantil como o desenvolvimento visual, auditivo, motor e cognitivo, vistos como uma fonte norteadora para observar e comparar o desenvolvimento infantil (Brasil,2016).  

Ao nascer, o recém-nascido (RN) tem uma atenção privilegiada da equipe multidisciplinar dentro do âmbito hospitalar de modo a realizar testes e avaliações para analisar sua integridade física (Brasil, 2014). Neste contexto da interdisciplinaridade está a fonoaudiologia, uma ciência que estuda e atua com diversos distúrbios da comunicação humana e com funções neurovegetativas. A atuação fonoaudiológica é ampla, podendo atuar de forma preventiva, na habilitação e reabilitação, (Lessa, 2004; Bacha; Osório, 2004).

 Com isso cabe ao fonoaudiólogo ter conhecimentos referente aos marcos da fala e audição no desenvolvimento de uma criança típica e com crianças que apresentem alguma alteração (Northern Jl, Downs Mp, 2005). Sempre visando a observação de forma científica por meio de protocolos como o protocolo de observação comportamental (PROC) a aplicação deste protocolo tem objetivo de detectar de forma precoce alterações no desenvolvimento da linguagem, mesmo antes do aparecimento formal da oralidade (Zorzi, J. L, 2004). 

Diante da importância da detecção precoce do atraso de desenvolvimento infantil, e a necessidade de um acompanhamento especializado a fim de estimular a neuroplasticidade cerebral a favor do desenvolvimento infantil, surgem os seguintes questionamentos: os fatores citados na literatura no período perinatal prejudicam o desenvolvimento normal da linguagem? É possível que a intervenção fonoaudiológica possa minimizar os prejuízos das condições no desenvolvimento infantil?  

Com isso se faz necessário discorrer sobre a temática a fim de promover o interesse aos profissionais fonoaudiólogos para aplicar seus conhecimentos técnicos e científicos com propósito de promover uma melhor qualidade de vida aos pacientes. 

OBJETIVOS

OBJETIVO GERAL

Evidenciar os fatores de riscos que possam interferir no desenvolvimento típico da linguagem no período perinatal.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

° Identificar quais as alterações de linguagem são apresentadas na literatura com recém-nascidos que tiveram intercorrências no período perinatal.

° Identificar o papel do fonoaudiólogo na assistência da estimulação precoce no desenvolvimento da linguagem infantil.

° Discorrer sobre os principais fatores de risco que acometem as crianças no período perinatal.

METODOLOGIA

O presente trabalho trata-se sobre uma revisão da literatura com abordagem qualitativa. Para a pesquisa foram utilizados estudos de relação com o tema admitidos nas plataformas de dados SciELO (Scientific Electronic Library Online), LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) e PUBMED ( National Library of Medicine), utilizando o Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): Fatores de riscos, Linguagem, desenvolvimento infantil e Fonoaudiologia usando o boleando AND.

Foram empregados para o critério de inclusão, artigos originais com texto completo, na língua portuguesa, no período de 2017 a 2022, disponibilizados de forma gratuita. Para os critérios de exclusão foram trabalhados que não se encaixam na escolha do tema, que não estão disponíveis de forma gratuita, trabalhos duplicados, teses, dissertações, resenhas, anais de congressos e artigos de opinião.

Os dados extraídos dos artigos, onde será feita a identificação dos mesmo por meio do título, autor, ano de publicação, metodologia, objetivos e resultados sendo apresentados através de quadros para assim ser discorrido os resultados dos dados colhidos.

DESENVOLVIMENTO

Com o objetivo de prevenir doenças, promover o crescimento e o desenvolvimento da criança, uma das prioridades do atual modelo de saúde são o cuidado e a atenção integral à criança, com um acompanhamento longitudinal. Um diagnóstico precoce dos riscos ao desenvolvimento pode aumentar as chances das crianças com atraso a ter um melhor desempenho, possibilita acesso e atenção adequada, proporcionando uma melhor qualidade de vida (Figueiras ACM,2003). Segundo o Ministério da Saúde (2014) o cuidado à saúde da criança, por meio do acompanhamento do desenvolvimento infantil nos primeiros anos de vida, é tarefa essencial para a promoção à saúde, prevenção de agravos e a identificação de atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor. 

Por tanto o recém-nascido logo ao nascer recebe uma atenção privilegiada dentro do âmbito hospitalar, pois, são vulneráveis aos riscos biológicos, sociais, ambientais e culturais que o cercam (Brasil, 2014). No entanto, devido a essa vulnerabilidade o ministério da saúde com as políticas públicas de atenção à saúde da criança tem como objetivo a proteção e a prevenção da mortalidade infantil e neonatal pautada na integralidade do cuidado e na busca da equidade social (Pinheiro et al, 2016). Essas ações são direcionadas à gestante como ao RN com objetivo de influenciar uma melhor condição de saúde dos indivíduos, desde o período neonatal até a vida adulta (Brasil, 2014). 

A mortalidade neonatal se define pelos óbitos entre zero e 27° dias de vida sendo precoce quando ocorrem na primeira semana de vida, e tardia quando ocorre entre o 7° e o 27° dia de vida (Filho et al, 2017). A taxa de mortalidade infantil é um indicador sensível para avaliar a qualidade de vida, o desenvolvimento socioeconômico e o acesso da população aos serviços de saúde. O principal componente da mortalidade infantil atualmente é a mortalidade neonatal que ocorre nas primeiras 24 horas (Liu et al, 2002). As causas dos óbitos mais presentes na literatura são a prematuridade, a malformação congênita, a asfixia intra-parto, as infecções perinatais e os fatores maternos (França, 2009).

A aquisição da linguagem depende de um aparato neurológico e social, ou seja, necessita da integridade de todas as estruturas encefálicas, de um adequado funcionamento cognitivo, da interação social e da qualidade de estímulos recebidos no ambiente em que a criança está inserida. Os prejuízos em qualquer um desses aspectos pode afetar as habilidades linguísticas, que se desenvolvem juntamente, com as habilidades cognitivas (Mousinho R et al 2008). A literatura apresenta inúmeros fatores que podem prejudicar o desenvolvimento infantil podendo levar até mesmo ao óbito, muitos desses riscos estão associado a riscos biológicos que acontece nas fases gestacional, podendo ocorrer no período da formação fetal, durante o  parto definido como peri-natal e o pós natal ocorrendo após o nascimento como: prematuridade, anomalias congênitas, asfixia perinatal, índice do APGAR – Explique o significa essa sigla, baixo peso ao nascer e complicações no parto (Ribeirão Preto,2007;Custódio,Crepaldi,Cruz,2011; Carniel,et al.,2017)

Os recém-nascidos pré-termo (RNPT) são classificados pela idade gestacional (ID) inferior a 37 semanas, (Brasil, 2011). O parto pré-termo pode ocorrer por inúmeros fatores, sendo assim se torna mais vulnerável ao risco de morte devido a imaturidade orgânica no processo de formação do feto que é interrompido (Fonseca e Scochi, 2005).  

Segundo Halpern et al. (2000) a condição de prematuridade aumenta na criança a ocorrência de problemas motores, pois ocorre a imaturidade do feto podendo levar à disfunção em qualquer órgão ou sistema corporal ocasionado assim um comprometimento no desenvolvimento.  Verificou-se que a prematuridade é um fator de risco para alterações de linguagem com efeito negativo apresentando prejuízos significativos nas áreas auditivas expressiva e receptiva assim como no processamento fonológico e cognitivo da linguagem (Lamônica; Carlino; Alvarenga, 2010). Estudos concluíram que o desempenho linguístico dos RNPT apresenta um desempenho inferior relacionado aos recém-nascidos a termo (Bruce B,2003). Na literatura destaque-se evidências que a prematuridade pode estar associada com a morbidade neuropsicológica a longo prazo, não somente durante a fase infantil, mas se perpetuando para a adolescência e vida adulta (Caravale, Tozzi E Albino 2005). 

Assim como a prematuridade, o baixo peso ao nascer é considerado um fator de risco para o desenvolvimento da fala e linguagem (Caravale, Tozzi E Albino 2005). O ministério da saúde (2011) define o RN com baixo peso, como aquele indivíduo que nasce com o peso < 2.500g sem considerar a idade gestacional (IG). A literatura apresenta a prematuridade como um dos principais fatores para o RN com baixo peso como a IG inferior a 37 semanas, por tanto devido a esse crescimento fetal restrito, o indivíduo é afetado ao longo da vida e está associado com o fraco crescimento na infância e uma maior incidência de doenças na vida adulta ( Moraes Ab,2007). 

O baixo peso do bebê ao nascer pode influenciar de forma negativa o desenvolvimento infantil, com reflexos desde o início do desenvolvimento da linguagem até problemas de aprendizagem mais adiante (Ribeirão Preto, 2007).

 As infecções são indicadores para que ocorra alterações no desenvolvimento infantil. Segundo o Ministério da Saúde (2005), a transmissão de infecção da mãe para o filho pode ocorrer ainda no útero sendo classificada como uma infecção congênita e infecções perinatais que são adquiridas durante o parto ou durante o seu desenvolvimento. As principais infecções são: toxoplasmose, sífilis, rubéola, HIV, herpes, Zika vírus (Resegue; Puccini; Silva, 2007). 

Por tanto a estimulação precoce de bebês nascidos com alterações do desenvolvimento neuropsicomotor decorrentes da síndrome congênita, assim como em outras condições, objetiva o desenvolvimento dos vários sistemas orgânicos funcionais (áreas: motora, sensorial, perceptiva, proprioceptiva, linguística, cognitiva, emocional e social) dependentes ou não da maturação do Sistema Nervoso Central (Brasil,2016)

A asfixia perinatal é outro fator que pode implicar no desenvolvimento infantil sendo definida quando ocorre a interrupção na troca gasosa ou um fluxo sanguíneo inadequado levando à hipoxemia e hipercapnia ocorrendo no período que antecede o parto ou intraparto (Cunha,2006). 

 Durante essa avaliação é observado a coloração da pele, pulso, irritabilidade reflexa, esforço respiratório, tônus muscular, cada aspecto avaliado soma-se uma pontuação de dois pontos com a somatória final de dez pontos e por tanto o RN vai ser avaliado em cada critério e assim é determinado seu status de saúde (Casey BM et al, 2001). Razaz et al. (2016) apresenta que o índice do APGAR entre 7-10 o RN não terá problemas futuros, o resultado inferior a 7 é um sinal de alerta e necessita de uma maior atenção, os APGAR abaixo de 3 é um indicador de asfixia mesmo que esse índice isoladamente não seja aceito para definir a asfixia sendo necessário exames laborais para ser definido.

Segundo o Ministério da saúde (2016) a estimulação precoce pode ser definida como um programa de acompanhamento e intervenção clínico-terapêutica multiprofissional com bebês de alto risco e com crianças pequenas acometidas por patologias orgânicas.  Para que ocorra o desenvolvimento da criança com a relação familiar, é necessária uma constância de mútua participação e intercâmbio de experiências são definidos com a equipe interdisciplinar (Peréz Ramos, 1990). 

Por tanto a equipe multidisciplinar objetiva o bem-estar do paciente, assim cada profissional realiza uma abordagem que esteja dentro do seu conhecimento referente a cada especialidade visando um melhor desempenho desse paciente (Mec, UNESCO, 1995). A literatura ressalta que quanto mais precoce os problemas puderem ser detectados e tratados maiores serão as possibilidades de superação dos mesmos pois beneficia a questão intelectual, físico e afetivo proporcionando assim uma melhor qualidade de vida ao paciente (Perin, 2010)

O fonoaudiólogo é um profissional que está inserido dentro da equipe multidisciplinar promovendo as ações com estimulação precoce objetiva (Marra, 2019). Segundo Rosa (1999) a fonoaudiologia apresenta relevância na estimulação precoce, o profissional deve ter uma visão global do paciente e assim estabelecer o seu limite de atuação, por tanto o fonoaudiólogo atua na área da motricidade orofacial, quanto na área da linguagem, e auditiva pois está vinculado ao desenvolvimento da comunicação humana. A atuação fonoaudiologia é ampla com o objetivo de realizar habilitação e reabilitação de indivíduos que apresentam alguma anormalidade nas funções estomatognáticas como sucção, respiração, mastigação, fonoarticulação e deglutição. 

A intervenção fonoaudiológica no desenvolvimento da linguagem é de grande relevância e quando ocorre no início do seu desempenho melhor o resultado, pois a criança está no período do desenvolvimento da plasticidade cerebral esse fenômeno contempla uma capacidade/habilidade adaptativa para modificar a organização estrutural e funcional do sistema nervoso central, que é influenciada pela qualidade, duração e forma de estimulação que o indivíduo recebe para que possa se desenvolver (Silva, M et al.2006). Quebra de parágrafo.

O objetivo do fonoaudiólogo quanto ao desenvolvimento da linguagem é diminuir os prejuízos no desempenho social, leitura e escrita, proporcionando uma melhor qualidade de vida, aumentando sua interação com o ambiente, além de estimular sua aprendizagem, proporcionar uma maior independência, dentro de suas limitações (Regis et al., 2016).

RESULTADOS 

Mediante a aplicação do método de busca foram encontrados 266 artigos nas plataformas de pesquisa. Sendo encontrados 213 artigos na plataforma sciELO, 42 artigos no LILACS e 11 artigos na plataforma PUDMED. Foi realizada a inclusão dos artigos, que estejam entre os anos de 2010 a 2022, que abordasse a temática da área de desenvolvimento da linguagem, fatores de risco no período perinatais e que estavam disponibilizados de forma gratuitas.

Foram feitas a exclusão de 9 artigos devido ser duplicados, 229 foram excluídos por não abordar uma temática diante as perguntas norteadoras, sendo selecionados 28 artigos para leitura completa, após a finalização de análise foram selecionados 10 artigos para a execução do presente estudo. Para possibilitar o entendimento, o processo de busca foi exposto na figura 1 .

Figura 1 – Fluxograma da seleção de artigos 

Fonte: Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA)

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente estudo buscou discorrer sobre os fatores de riscos perinatais que podem impactar o desenvolvimento da linguagem infantil através da literatura e apresentar a contribuição da intervenção fonoaudiológica precoce diante desses fatores. 

A análise dos dados colhidos apresenta como resultado a identificação dos fatores de riscos como o baixo peso ao nascer associado à prematuridade, o escore do APGAR abaixo do esperado, as infecções perinatais, e complicações no parto, por tanto esses fenômenos que pode ocorrer durante o período do parto influenciam negativamente para o desenvolvimento da linguagem.

Diante do exposto se faz necessário o acompanhamento dessas crianças afim de observar o desenvolvimento desse processo de aquisição de linguagem e que ocorra uma intervenção de forma precoce, e preventiva sendo desenvolvido  estratégias pelo profissional fonoaudiólogo sendo o responsável por auxiliar o processo de aquisição de linguagem, visando minimizar os prejuízos na comunicação e durante o processo de leitura e escrita, podendo assim proporcionar autonomia e uma melhor qualidade de vida para a criança.

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Fatores de riscos perinatais no desenvolvimento da linguagem infantil: Estudo bibliográfico

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Os gêneros textuais no ensino fundamental e o ensino e aprendizagem
ensino; fundamental; gêneros; textuais.

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