O uso de realidade aumentada e realidade virtual no ensino de matemática: Caminhos para uma aprendizagem ativa

THE USE OF AUGMENTED REALITY AND VIRTUAL REALITY IN MATHEMATICS EDUCATION: PATHWAYS TO ACTIVE LEARNING

EL USO DE LA REALIDAD AUMENTADA Y LA REALIDAD VIRTUAL EN LA ENSEÑANZA DE LAS MATEMÁTICAS: CAMINOS HACIA UN APRENDIZAJE ACTIVO

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/955CCC

DOI

doi.org/10.63391/955CCC

Felix, Vanderley Soares. O uso de realidade aumentada e realidade virtual no ensino de matemática: Caminhos para uma aprendizagem ativa. International Integralize Scientific. v 5, n 50, Agosto/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

Este artigo analisa as contribuições da Realidade Aumentada (RA) e da Realidade Virtual (RV) para o ensino de Matemática na Educação Básica, considerando suas potencialidades didáticas e os desafios de implementação nas escolas públicas brasileiras. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, com abordagem bibliográfica e exploratória, fundamentada em produções acadêmicas publicadas entre 2022 e 2025, localizadas em bases indexadas. O estudo discute os fundamentos teóricos das tecnologias imersivas, suas aplicações em sala de aula, a formação docente necessária para seu uso e as implicações avaliativas associadas. Os resultados evidenciam que, quando integradas com intencionalidade pedagógica, a RA e a RV favorecem o engajamento dos estudantes, ampliam a compreensão de conceitos abstratos e promovem a aprendizagem ativa. Conclui-se que a infraestrutura tecnológica, a qualificação docente e o suporte institucional são fatores decisivos para que essas ferramentas se consolidem como aliadas no processo de ensino-aprendizagem da Matemática.
Palavras-chave
realidade aumentada; realidade virtual; matemática; tecnologias educacionais; aprendizagem ativa.

Summary

This article analyzes the contributions of Augmented Reality (AR) and Virtual Reality (VR) to Mathematics teaching in Basic Education, considering their didactic potential and the challenges of implementation in Brazilian public schools. This is a qualitative, exploratory, and bibliographic study, based on academic publications released between 2022 and 2025 in indexed databases. The study discusses the theoretical foundations of immersive technologies, their classroom applications, the required teacher training, and the assessment implications involved. The results show that, when used with pedagogical intentionality, AR and VR foster student engagement, enhance the understanding of abstract concepts, and promote active learning. It is concluded that technological infrastructure, teacher qualification, and institutional support are key factors for these tools to become effective allies in the Mathematics teaching-learning process.
Keywords
augmented reality; virtual reality; mathematics; educational technologies; active learning.

Resumen

Este artículo analiza las contribuciones de la Realidad Aumentada (RA) y la Realidad Virtual (RV) a la enseñanza de Matemáticas en la Educación Básica, considerando su potencial didáctico y los desafíos de implementación en las escuelas públicas brasileñas. Se trata de una investigación cualitativa, con enfoque bibliográfico y exploratorio, basada en publicaciones académicas realizadas entre 2022 y 2025, localizadas en bases de datos indexadas. El estudio discute los fundamentos teóricos de las tecnologías inmersivas, sus aplicaciones en el aula, la formación docente necesaria y las implicaciones evaluativas asociadas. Los resultados evidencian que, cuando se integran con intencionalidad pedagógica, la RA y la RV favorecen el compromiso de los estudiantes, amplían la comprensión de conceptos abstractos y promueven el aprendizaje activo. Se concluye que la infraestructura tecnológica, la cualificación docente y el apoyo institucional son factores decisivos para que estas herramientas se consoliden como aliadas en el proceso de enseñanza y aprendizaje de las Matemáticas.
Palavras-clave
realidad aumentada; realidad virtual; matemáticas; tecnologías educativas; aprendizaje activo.

INTRODUÇÃO

A constante busca por estratégias pedagógicas que tornem o ensino de Matemática mais dinâmico, contextualizado e atrativo tem mobilizado educadores e pesquisadores, especialmente diante das dificuldades persistentes relacionadas ao engajamento e ao desempenho discente na Educação Básica. No cenário contemporâneo, marcado pela intensa presença de recursos digitais na vida cotidiana dos estudantes, tecnologias como a Realidade Aumentada (RA) e a Realidade Virtual (RV) emergem como ferramentas potentes para potencializar a aprendizagem ativa, proporcionando experiências imersivas, interativas e visualmente enriquecedoras.

Essas tecnologias têm se mostrado particularmente promissoras no ensino de conteúdos matemáticos, pois permitem a visualização tridimensional de conceitos abstratos, a manipulação de objetos geométricos em tempo real e a vivência de situações-problema em ambientes simulados. Ao integrar RA e RV aos processos educativos, rompe-se com a linearidade tradicional do ensino expositivo e favorece-se o protagonismo estudantil, promovendo uma aprendizagem mais significativa, conectada aos interesses e às linguagens da cultura digital. Além disso, essas abordagens contribuem para a superação de barreiras cognitivas e motivacionais frequentemente associadas à Matemática, ampliando as possibilidades de compreensão e aplicação prática dos saberes.

Diante desse panorama, torna-se relevante investigar de que maneira a Realidade Aumentada e a Realidade Virtual têm sido utilizadas no ensino da Matemática e quais são os seus efeitos sobre o envolvimento, a autonomia e o desempenho dos estudantes. Considerando a crescente valorização das metodologias ativas na legislação educacional brasileira e nos documentos curriculares orientadores, como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a integração dessas tecnologias representa um avanço no sentido de alinhar a prática pedagógica às demandas do século XXI.

Assim, este artigo tem como objetivo geral analisar as contribuições da Realidade Aumentada e da Realidade Virtual para a promoção de uma aprendizagem ativa em Matemática. Como objetivos específicos, propõe-se: (i) discutir os fundamentos teóricos que embasam o uso de RA e RV na educação; (ii) identificar as aplicações e recursos tecnológicos mais utilizados no ensino de Matemática com base nessas tecnologias; (iii) analisar experiências educacionais desenvolvidas em escolas públicas que utilizaram RA e RV como recurso didático; e (iv) propor recomendações para sua implementação eficaz no contexto da prática docente.

Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, com caráter bibliográfico e exploratório, fundamentada na análise de produções acadêmicas, artigos científicos e diretrizes curriculares publicados entre os anos de 2022 e 2025, localizados em bases indexadas como SciELO, Google Acadêmico, CAPES Periódicos e Web of Science. Além da revisão da literatura, o estudo contempla a análise de um estudo de caso em unidades escolares da rede pública, visando compreender, na prática, os impactos da inserção dessas tecnologias na sala de aula.

Este artigo está organizado em cinco seções. Após esta introdução, apresenta-se a fundamentação teórica, composta por seis subtópicos que discutem as tecnologias imersivas no ensino de Matemática, com destaque para a Realidade Aumentada e a Realidade Virtual, suas aplicações pedagógicas, os desafios de implementação, a formação docente e as implicações avaliativas conforme as diretrizes da BNCC. 

Na sequência, a seção de metodologia detalha os procedimentos adotados na condução da pesquisa, de natureza qualitativa, exploratória e bibliográfica, com base em produções acadêmicas publicadas entre 2022 e 2025. Em seguida, são apresentados os resultados e a discussão, com base na análise crítica das evidências extraídas da literatura, organizadas em eixos temáticos.

Por fim, as considerações finais sintetizam os principais achados, destacam as contribuições do estudo para o campo da educação matemática e indicam caminhos para futuras investigações. A pesquisa foi conduzida por meio da análise de produções acadêmicas publicadas entre os anos de 2022 e 2025, garantindo a atualização e relevância dos dados examinados. Para a seleção das obras, foram utilizadas as bases de dados SciELO, Google Acadêmico, CAPES Periódicos e Web of Science, consideradas fontes indexadas e confiáveis para investigações no campo da Educação. Os descritores aplicados nas buscas foram combinados em português e inglês, incluindo os termos: “Realidade Aumentada”, “Realidade Virtual”, “Tecnologias Imersivas”, “Ensino de Matemática”, “Aprendizagem Ativa” e “Educação Básica”. Essa escolha teve por objetivo garantir um levantamento abrangente e consistente das produções relevantes ao objeto de estudo.

REVISÃO DA LITERATURA

TECNOLOGIAS IMERSIVAS E A TRANSFORMAÇÃO DO ENSINO NA ERA DIGITAL

As tecnologias imersivas, como a Realidade Aumentada (RA) e a Realidade Virtual (RV), vêm modificando profundamente os modos de ensinar e aprender, especialmente na disciplina de Matemática, cuja natureza conceitual demanda, muitas vezes, visualizações complexas. Essas ferramentas proporcionam a criação de ambientes virtuais interativos e dinâmicos, favorecendo uma aprendizagem mais ativa e centrada no estudante.

Martinek et al. (2024), ao analisarem experiências com RA e RV na Educação Básica, destacam que tais tecnologias contribuem para a compreensão de conteúdos tradicionalmente abstratos, como frações, sólidos geométricos e funções. A pesquisa evidenciou que, ao utilizar ambientes digitais tridimensionais desenvolvidos em plataformas como a Unity, os estudantes demonstraram maior envolvimento, engajamento e compreensão conceitual.

O uso pedagógico dessas ferramentas imersivas potencializa o protagonismo estudantil, uma vez que permite ao aluno explorar conteúdos de forma autônoma, interativa e situada. Moura e Reis (2024), ao investigarem o impacto das metodologias imersivas no processo de aprendizagem matemática, observaram que a interação com objetos virtuais promove maior retenção e assimilação dos conteúdos, além de estimular o raciocínio lógico e a resolução de problemas.

A inserção dessas tecnologias também implica uma mudança significativa no papel do professor, que passa a atuar como mediador e designer de experiências de aprendizagem. Segundo Santos e Carneiro (2024), cabe ao docente planejar atividades que articulem intencionalmente os recursos imersivos aos objetivos de ensino, de modo a evitar seu uso meramente ilustrativo ou recreativo.

Para além das transformações metodológicas, o uso de RA e RV também exige uma reestruturação curricular e formativa. Moura e Reis (2024) apontam que a efetividade dessas ferramentas está condicionada ao preparo do professor, sendo indispensável uma formação continuada que contemple tanto os aspectos técnicos quanto os didáticos e éticos do uso dessas tecnologias.

Ainda segundo Santos e Carneiro (2024), um dos benefícios mais relevantes dessas metodologias é a sua contribuição para a inclusão digital e pedagógica de estudantes. Ao permitir múltiplas representações e formas de interação, a RA e a RV atendem a diferentes estilos de aprendizagem e favorecem a acessibilidade de alunos com dificuldades na aprendizagem tradicional.

Contudo, a adoção dessas tecnologias ainda enfrenta obstáculos importantes. Entre os principais desafios estão a falta de infraestrutura tecnológica nas escolas públicas, a carência de dispositivos compatíveis e a limitação do acesso à internet. Martinek et al. (2024) sugerem que esses entraves podem ser mitigados por meio de parcerias entre universidades, empresas de tecnologia e redes de ensino.

A Base Nacional Comum Curricular (BRASIL, 2018) já prevê, entre suas competências gerais, a utilização das tecnologias digitais de forma crítica, significativa e ética. A incorporação de RA e RV ao ensino da Matemática, nesse sentido, representa um avanço no cumprimento dessas diretrizes, promovendo uma formação alinhada às exigências contemporâneas.

As evidências apresentadas nas pesquisas analisadas indicam que as tecnologias imersivas têm potencial para transformar a prática pedagógica e qualificar o processo de aprendizagem em Matemática. No entanto, esse processo demanda planejamento pedagógico, infraestrutura adequada e investimentos em políticas públicas de formação docente.

Assim, é possível concluir que a transformação promovida pelas tecnologias imersivas no ensino da Matemática não se limita ao uso de ferramentas inovadoras, mas representa uma reconfiguração da cultura escolar e dos modos de ensinar, exigindo a construção de práticas pedagógicas reflexivas, críticas e socialmente comprometidas.

REALIDADE AUMENTADA NO ENSINO DE MATEMÁTICA: RECURSOS E APLICAÇÕES

A Realidade Aumentada (RA) tem se consolidado como uma ferramenta promissora no ensino de Matemática, especialmente no que tange à visualização de conceitos abstratos. Ao integrar elementos virtuais ao ambiente real, a RA proporciona experiências de aprendizagem mais interativas e significativas para os estudantes.Souza e Jucá (2024), em uma revisão sistemática de literatura, destacam que a maioria dos estudos sobre RA no ensino de Matemática concentra-se na Geometria Espacial. Os autores ressaltam que a utilização da RA favorece a motivação, o interesse e a satisfação dos alunos, aspectos fundamentais para a aprendizagem efetiva.

No contexto da Educação Básica, Vieira e Sales (2025) demonstraram, por meio de uma oficina pedagógica com alunos do 7º ano, que a RA pode melhorar a compreensão de conteúdos matemáticos. A pesquisa evidenciou que a plataforma Itreal, utilizada na atividade, contribuiu para o aumento do engajamento e protagonismo estudantil. Santiago, Araújo e Santana (2024) investigaram o uso da RA no ensino de poliedros, integrando a História da Matemática às atividades. Os resultados indicaram que a aplicação de QR Codes e dispositivos móveis facilitou a visualização e compreensão das formas geométricas, além de promover uma conexão entre o conteúdo matemático e seu contexto histórico.

Silva e Oliveira (2024) analisaram a percepção de alunos do 6º ano sobre o uso da RA no aprendizado de poliedros. Os estudantes relataram que a tecnologia auxiliou na visualização e interpretação das formas geométricas, tornando o processo de aprendizagem mais dinâmico e envolvente.

Souza e Rendeiro (2024) propuseram a metodologia de rotação por estações combinada com o aplicativo Sólidos RA no ensino de Geometria Espacial. A pesquisa concluiu que essa abordagem metodológica contribuiu para minimizar as dificuldades dos alunos na compreensão dos conteúdos, promovendo uma aprendizagem mais significativa.

Fujii e Oliveira (2024) desenvolveram o jogo “Detetive Geométrico”, que utiliza a RA para o estudo de sólidos geométricos. A atividade foi considerada interessante e empolgante pelos participantes, que destacaram a contribuição da RA para o reconhecimento das formas e nomes dos sólidos.

As pesquisas mencionadas evidenciam que a RA pode ser uma aliada no processo de ensino-aprendizagem da Matemática, proporcionando aos alunos experiências mais concretas e interativas. No entanto, é fundamental que os professores recebam formação adequada para integrar essa tecnologia de forma eficaz em suas práticas pedagógicas.

Além disso, é necessário considerar a infraestrutura das escolas, garantindo o acesso a dispositivos móveis e à internet de qualidade. A implementação bem-sucedida da RA no ensino de Matemática depende de investimentos em recursos tecnológicos e na capacitação docente.

Em síntese, a Realidade Aumentada apresenta-se como uma ferramenta inovadora que pode transformar o ensino de Matemática, tornando-o mais atrativo e eficaz. A continuidade das pesquisas e o desenvolvimento de novas aplicações pedagógicas são essenciais para explorar todo o potencial dessa tecnologia no contexto educacional brasileiro.

REALIDADE VIRTUAL NO ENSINO DE MATEMÁTICA: EXPERIÊNCIAS E IMPACTOS

A Realidade Virtual (RV) tem se destacado como uma ferramenta inovadora no ensino de Matemática, proporcionando ambientes imersivos que favorecem a compreensão de conceitos abstratos. Ao permitir a interação com modelos tridimensionais, a RV oferece aos estudantes experiências de aprendizagem mais significativas e envolventes.

Santos e Carneiro (2024) analisaram diversas ferramentas tecnológicas integradas ao ensino de Matemática, destacando a RV como um recurso que catalisa metodologias pedagógicas interativas. Os autores ressaltam que a utilização da RV contribui para a personalização do ensino, atendendo às necessidades individuais dos alunos e promovendo maior engajamento.

No contexto da Educação a Distância (EaD), Oliveira, Silva e Soares (2021) exploraram a aplicação da RV como estratégia para tornar o processo de ensino-aprendizagem mais interativo. Os resultados indicaram que a RV, aliada à gamificação, pode reduzir a evasão escolar e aumentar a motivação dos estudantes, mesmo em ambientes virtuais.

A implementação da RV no ensino de Matemática também requer a formação adequada dos docentes. Silva e Oliveira (2024) enfatizam a importância de capacitar os professores para o uso eficaz desta tecnologia, garantindo que sua aplicação esteja alinhada aos objetivos pedagógicos e às necessidades dos alunos.

Além disso, a infraestrutura das instituições de ensino é um fator determinante para o sucesso da integração da RV. Martinek et al. (2024) apontam que a falta de dispositivos compatíveis e de acesso à internet de qualidade pode limitar o uso da RV, especialmente em escolas públicas. Os autores sugerem parcerias entre universidades, empresas de tecnologia e redes de ensino para superar essas barreiras.

A RV também tem se mostrado eficaz no ensino de Geometria, permitindo que os alunos visualizem e manipulem objetos tridimensionais. Souza e Rendeiro (2024) propuseram a utilização do aplicativo Sólidos RA em atividades de rotação por estações, promovendo uma aprendizagem mais significativa dos conceitos geométricos.

No ensino de poliedros, Fujii e Oliveira (2024) desenvolveram o jogo “Detetive Geométrico”, que utiliza a RV para facilitar o reconhecimento das formas e nomes dos sólidos. A atividade foi considerada interessante e empolgante pelos participantes, evidenciando o potencial da RV para tornar o aprendizado mais dinâmico.

A integração da RV ao ensino de Matemática também contribui para a inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais. Oliveira, Lopes e Oliveira (2025) analisaram tecnologias assistivas aplicadas à educação matemática inclusiva, destacando que a RV pode ser adaptada para atender às demandas de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Apesar dos benefícios, é fundamental que a implementação da RV seja acompanhada de políticas públicas que garantam o acesso equitativo à tecnologia. A promoção de ambientes educacionais inclusivos e inovadores depende do comprometimento das autoridades educacionais em investir em infraestrutura e formação docente.

Em síntese, a Realidade Virtual representa uma ferramenta poderosa para transformar o ensino de Matemática, tornando-o mais interativo, inclusivo e alinhado às demandas do século XXI. A continuidade das pesquisas e o desenvolvimento de novas aplicações pedagógicas são essenciais para explorar todo o potencial dessa tecnologia no contexto educacional brasileiro.

DESAFIOS E LIMITES DA IMPLEMENTAÇÃO DE TECNOLOGIAS IMERSIVAS NO ENSINO DE MATEMÁTICA

A promessa de inovação trazida pelas tecnologias imersivas, como a Realidade Aumentada (RA) e a Realidade Virtual (RV), ainda esbarra em desafios que limitam sua ampla aplicação nas escolas brasileiras. Embora esses recursos tenham demonstrado potencial para enriquecer o ensino de Matemática, seu uso efetivo demanda condições técnicas, pedagógicas e institucionais que nem sempre estão presentes.

Entre os principais entraves destaca-se a precariedade da infraestrutura tecnológica em muitas escolas, especialmente nas redes públicas. A falta de dispositivos móveis, conexão à internet estável e ambientes adequados compromete a aplicação dessas tecnologias. Gonçalves e De Marco (2020) observam que, mesmo diante de políticas de incentivo à inovação, a ausência de investimentos estruturais impede que a cultura digital se consolide no cotidiano escolar.

Além da limitação material, a formação docente se apresenta como uma barreira crítica. Muitos professores não foram preparados para lidar com recursos como RA e RV, o que gera insegurança e resistência à adoção dessas ferramentas. De acordo com Divieso (2017), a capacitação continuada voltada ao uso de tecnologias digitais na Matemática ainda é insuficiente, e isso compromete a autonomia pedagógica necessária para que os professores integrem esses recursos de forma significativa.

O desafio não reside apenas no domínio técnico, mas também na reorganização curricular. O uso de tecnologias imersivas exige uma reconfiguração das práticas didáticas e dos objetivos de aprendizagem. Kaminski, Ribeiro e Lübeck (2019) argumentam que essa adaptação requer tempo, planejamento e apoio institucional, fatores que nem sempre estão acessíveis no cotidiano dos docentes.

Outro ponto relevante refere-se à avaliação da aprendizagem. Os instrumentos convencionais muitas vezes não conseguem captar os avanços obtidos em experiências com tecnologias imersivas. Como destaca Gimenes (2019), é necessário desenvolver métodos avaliativos mais compatíveis com o tipo de aprendizagem promovida por essas ferramentas, valorizando processos como exploração, experimentação e resolução de problemas em contextos digitais.

A sustentabilidade financeira também se coloca como uma preocupação legítima. Para manter projetos que envolvem RA e RV, é preciso garantir atualizações constantes, suporte técnico e renovação de equipamentos. Gonçalves e De Marco (2020) ressaltam que, sem parcerias ou políticas públicas robustas, iniciativas pontuais tendem a se tornar insustentáveis.

Além disso, a acessibilidade digital deve ser uma prioridade. É fundamental que as tecnologias adotadas atendam à diversidade dos estudantes, considerando suas condições físicas, cognitivas e socioculturais. Conforme destaca Divieso (2017), a efetiva inclusão tecnológica depende de práticas pedagógicas intencionais e do desenvolvimento de recursos adaptáveis.

A privacidade e a segurança de dados são temas ainda pouco discutidos, mas que se tornam cada vez mais urgentes. O uso de plataformas digitais com coleta de dados sensíveis exige conformidade com legislações como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Kaminski, Ribeiro e Lübeck (2019) alertam que o desconhecimento sobre essas exigências pode expor alunos e professores a riscos éticos e legais.

Vale observar que, apesar dos obstáculos, experiências bem-sucedidas mostram que é possível integrar tecnologias imersivas de forma eficaz quando há planejamento, apoio institucional e intencionalidade pedagógica. O desafio é garantir que essas experiências deixem de ser exceção e se tornem parte estruturante das políticas educacionais.

Portanto, superar os limites da implementação de RA e RV no ensino de Matemática demanda mais do que a presença de equipamentos. É preciso promover uma mudança cultural na escola, pautada por formação docente crítica, gestão democrática e políticas públicas de valorização da inovação com equidade e responsabilidade.

FORMAÇÃO DOCENTE PARA O USO DE TECNOLOGIAS IMERSIVAS NO ENSINO DE MATEMÁTICA

A inserção efetiva das tecnologias imersivas no contexto educacional, particularmente no ensino de Matemática, está diretamente condicionada à formação continuada e qualificada dos professores. Embora as ferramentas de Realidade Aumentada (RA) e Realidade Virtual (RV) ofereçam inúmeras possibilidades pedagógicas, seu uso significativo depende da competência docente para integrar essas tecnologias às práticas didáticas de forma crítica, criativa e intencional.

Segundo Gomes e Almeida (2023), a formação docente voltada para o uso de tecnologias imersivas deve contemplar não apenas o domínio técnico-operacional das ferramentas, mas, sobretudo, a reflexão sobre suas implicações pedagógicas, éticas e metodológicas. A compreensão do potencial transformador da RA e da RV exige que os professores sejam também sujeitos epistêmicos capazes de reconfigurar suas práticas com base nas demandas da cultura digital.

Nesse sentido, cursos de formação continuada que promovem oficinas práticas, análise de casos e desenvolvimento de projetos colaborativos têm se mostrado eficazes para ampliar a apropriação das tecnologias imersivas por parte dos docentes. Um estudo conduzido por Silva e Torres (2024), envolvendo professores da rede pública de ensino médio em São Paulo, demonstrou que formações baseadas em metodologias ativas, como a aprendizagem por projetos e o design thinking, contribuíram significativamente para o desenvolvimento de competências digitais aplicadas à prática pedagógica com RA e RV.

Além disso, é fundamental que a formação docente envolva o estudo de referenciais curriculares e políticas educacionais, como a Base Nacional Comum Curricular (BRASIL, 2018), a qual preconiza o uso das tecnologias digitais de forma crítica e inovadora. A articulação entre teoria e prática, entre conteúdos matemáticos e recursos tecnológicos, é um dos desafios centrais da formação, conforme destacam Pereira e Ramos (2023), ao analisarem programas de desenvolvimento profissional voltados ao ensino de Matemática com tecnologias digitais.

Outro aspecto relevante é a criação de comunidades de aprendizagem entre os professores, que favoreçam a troca de experiências, a reflexão coletiva e a construção de saberes práticos sobre o uso das tecnologias imersivas. Moura e Lima (2022) enfatizam que o trabalho colaborativo entre docentes amplia a criatividade na elaboração de atividades e fortalece o sentimento de pertencimento e autonomia profissional.

Contudo, a formação docente não pode ser compreendida como ação pontual, desvinculada do contexto escolar. Ela precisa estar integrada às práticas pedagógicas cotidianas, articulada ao projeto político-pedagógico da escola e apoiada por gestores educacionais. Como defendem Rocha e Nascimento (2022), a institucionalização de políticas de formação continuada é essencial para que os professores não apenas utilizem as tecnologias, mas as ressignifique como ferramentas de inclusão, inovação e justiça social.

Por fim, é necessário reconhecer que o processo de formação docente para o uso de tecnologias imersivas é contínuo, dinâmico e contextualizado. A eficácia da RA e da RV na sala de aula não depende exclusivamente das tecnologias em si, mas do modo como os professores as mobilizam pedagogicamente para promover aprendizagens significativas, dialógicas e contextualizadas.

AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM E A BNCC NA INTEGRAÇÃO DE TECNOLOGIAS IMERSIVAS NA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA

A consolidação do uso de tecnologias imersivas no ensino de Matemática requer não apenas formação docente e infraestrutura, mas também um redirecionamento das estratégias avaliativas que tradicionalmente embasam a verificação da aprendizagem. O advento de metodologias baseadas em Realidade Aumentada (RA) e Realidade Virtual (RV) desafia os modelos tradicionais de avaliação, demandando abordagens mais dinâmicas, processuais e compatíveis com o protagonismo estudantil incentivado pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Conforme destacado por Fernandes e Andrade (2023), a avaliação em ambientes imersivos deve priorizar o desenvolvimento de competências cognitivas superiores, como o pensamento crítico, a resolução de problemas e a colaboração. Nessas condições, as provas convencionais perdem eficácia ao passo que ganham relevância instrumentos como portfólios digitais, diários reflexivos, mapas conceituais e rubricas analíticas baseadas em critérios de desempenho.

A BNCC (Brasil, 2018) orienta, em sua competência geral 5, que os estudantes sejam capazes de “compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de forma crítica, significativa, reflexiva e ética”. A integração de RA e RV nesse processo responde diretamente a essa diretriz, pois promove situações de aprendizagem em que o estudante é estimulado a explorar, construir e aplicar conhecimentos matemáticos em contextos simulados, tridimensionais e interativos. A avaliação, nesse sentido, deve ser alinhada a essas experiências, valorizando os percursos de aprendizagem tanto quanto os produtos finais.

Gimenes (2022) enfatiza que, em contextos digitais imersivos, a avaliação precisa incorporar a observação contínua das interações do estudante com o ambiente virtual, destacando o processo investigativo, a tomada de decisões e a aplicação prática dos conteúdos matemáticos. Isso implica uma ruptura com a lógica da mensuração e uma aproximação com a perspectiva formativa, em que o erro é visto como parte do processo de construção do conhecimento.

Ademais, é fundamental que os instrumentos avaliativos considerem a diversidade de estilos de aprendizagem e as condições de acessibilidade. Silva e Lopes (2024), ao analisarem práticas de avaliação em turmas com estudantes com deficiência, ressaltam que ambientes virtuais adaptáveis e recursos imersivos podem ampliar as possibilidades de participação e expressão dos alunos, desde que as estratégias de avaliação sejam igualmente flexíveis e inclusivas.

Outro aspecto relevante refere-se ao planejamento docente. Segundo Moura e Lima (2022), a avaliação em contextos imersivos exige intencionalidade desde a elaboração das atividades, com critérios de observação claros e alinhamento entre objetivos, estratégias e indicadores de aprendizagem. Essa coerência didático-pedagógica é essencial para garantir que a RA e a RV não sejam utilizadas apenas como ferramentas de motivação, mas como meios efetivos de construção e avaliação do conhecimento matemático.

A formação docente, portanto, deve contemplar também o desenvolvimento de competências avaliativas no uso de tecnologias digitais. Pereira e Ramos (2023) argumentam que a avaliação em ambientes imersivos precisa ser compreendida como um campo de inovação e pesquisa pedagógica, exigindo do professor domínio conceitual e metodológico para construir experiências avaliativas significativas, alinhadas às competências da BNCC.

Por fim, a integração das tecnologias imersivas com a avaliação formativa fortalece a construção de uma cultura digital crítica e ética na escola. Quando planejadas de forma intencional, essas práticas ampliam a compreensão dos estudantes sobre seu próprio processo de aprendizagem, promovem autonomia e favorecem a equidade, ao permitir múltiplas formas de expressão e participação.

Dessa forma, ao articular as diretrizes da BNCC com metodologias avaliativas compatíveis com a lógica imersiva, o ensino de Matemática pode alcançar níveis mais profundos de aprendizagem, preparando os estudantes para os desafios cognitivos, sociais e tecnológicos do século XXI.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A análise das produções acadêmicas selecionadas revelou um crescimento significativo no interesse por tecnologias imersivas aplicadas ao ensino de Matemática, especialmente no período pós-pandemia, em que a busca por metodologias mais engajadoras se intensificou. As publicações revisadas apontam que a Realidade Aumentada (RA) e a Realidade Virtual (RV) vêm sendo incorporadas, ainda que de forma inicial, como alternativas para tornar as aulas mais dinâmicas, visuais e conectadas com o cotidiano digital dos estudantes.

O primeiro eixo identificado diz respeito às potencialidades pedagógicas da RA e da RV. Muitos dos estudos analisados destacaram que essas tecnologias contribuem para a superação de dificuldades históricas no ensino de conceitos abstratos, como geometria espacial, funções e raciocínio lógico. A possibilidade de manipular objetos em três dimensões, de simular situações-problema e de vivenciar o conteúdo matemático em cenários digitais contribui para ampliar a compreensão dos estudantes. Isso se alinha ao que Martinek et al. (2024) e Moura e Reis (2024) apontaram sobre o fortalecimento da aprendizagem ativa e significativa com o uso dessas ferramentas.

No segundo eixo, observou-se que as estratégias didáticas variam conforme o perfil das escolas e dos docentes. Professores que receberam formação específica ou que atuam em redes com mais recursos tendem a desenvolver propostas mais estruturadas e integradas ao currículo. Atividades como jogos interativos, simulações, uso de QR Codes e aplicativos educativos foram os recursos mais mencionados nas experiências relatadas por autores como Vieira e Sales (2025) e Fujii e Oliveira (2024). Já em contextos com menos suporte, o uso de RA e RV aparece mais como um experimento pontual, com foco na motivação dos alunos.

Um terceiro resultado relevante refere-se aos desafios enfrentados na implementação dessas tecnologias, especialmente em escolas públicas. Os principais obstáculos relatados foram: falta de equipamentos adequados, limitação no acesso à internet, ausência de formação docente específica e carência de materiais didáticos compatíveis. Esses entraves foram amplamente discutidos por autores como Gonçalves e De Marco (2020) e Kaminski, Ribeiro e Lübeck (2019), que chamam a atenção para a necessidade de políticas públicas estruturadas, que considerem a equidade tecnológica no ambiente escolar.

Outro ponto importante identificado foi a relação entre o uso das tecnologias imersivas e a avaliação da aprendizagem. Os estudos destacaram que os métodos avaliativos tradicionais nem sempre conseguem captar os avanços obtidos com o uso de RA e RV. Nesse sentido, surgem propostas como portfólios digitais, autoavaliações, observação de desempenho em tempo real e uso de rubricas. Fernandes e Andrade (2023) e Gimenes (2022) propõem uma avaliação mais processual, voltada para a análise do percurso de aprendizagem e não apenas do produto final.

Além disso, os dados analisados demonstram que a formação docente é fator determinante para o sucesso ou fracasso da integração tecnológica. Quando o professor compreende as finalidades pedagógicas das tecnologias, planeja sua aplicação com intencionalidade e articula com os objetivos curriculares, o impacto sobre a aprendizagem é muito mais positivo. Estudos como os de Gomes e Almeida (2023) e Silva e Torres (2024) reforçam que a formação continuada, colaborativa e com base em metodologias ativas é essencial para que a RA e a RV deixem de ser uma curiosidade tecnológica e se tornem instrumentos de transformação da prática pedagógica.

Por fim, observou-se que os trabalhos mais recentes vêm dialogando diretamente com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), especialmente no que se refere à competência geral 5, que trata do uso crítico e ético das tecnologias digitais. Essa conexão entre o uso da RA e RV e as competências da BNCC é considerada essencial para garantir que a inovação tecnológica esteja a serviço de uma educação mais inclusiva, significativa e conectada com a realidade dos estudantes do século XXI.

Dessa forma, os resultados apontam que, embora ainda haja limitações estruturais e formativas, a presença das tecnologias imersivas na educação matemática brasileira vem crescendo e apresenta potencial efetivo para promover aprendizagens mais ricas, participativas e relevantes. O desafio posto à escola e aos sistemas de ensino é garantir que esse processo de inovação seja planejado, acessível e pedagogicamente qualificado.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A presente pesquisa teve como objetivo analisar as contribuições da Realidade Aumentada (RA) e da Realidade Virtual (RV) para a promoção de uma aprendizagem ativa no ensino de Matemática. A partir da revisão de literatura realizada em bases confiáveis e atualizadas, foi possível compreender que essas tecnologias vêm ganhando espaço no cenário educacional brasileiro como recursos inovadores capazes de tornar o processo de ensino mais atrativo, visual e conectado com a realidade digital dos estudantes.

As evidências reunidas ao longo do estudo indicam que o uso pedagógico da RA e da RV favorece a compreensão de conteúdos abstratos, estimula o engajamento discente e contribui para a superação de dificuldades comuns no ensino da Matemática. Quando bem planejadas, essas tecnologias promovem a aprendizagem ativa, desenvolvem o raciocínio lógico, ampliam a autonomia dos estudantes e fortalecem a conexão entre teoria e prática.

No entanto, os resultados também revelaram desafios significativos. A falta de infraestrutura tecnológica, a carência de formação docente e a ausência de políticas públicas estruturantes ainda limitam a implementação sistemática dessas ferramentas em grande parte das escolas, especialmente na rede pública. Nesse contexto, torna-se urgente pensar em ações que promovam a equidade digital, assegurando que todos os estudantes tenham acesso a experiências pedagógicas inovadoras.

A análise dos estudos também evidenciou que a formação docente desempenha um papel central nesse processo. Não basta apenas disponibilizar equipamentos ou softwares: é fundamental que os professores estejam preparados para integrar esses recursos com intencionalidade pedagógica, alinhando-os aos objetivos de aprendizagem e às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A formação continuada, reflexiva e colaborativa aparece, assim, como elemento indispensável para a efetiva transformação da prática educativa.

Outro aspecto relevante diz respeito à avaliação. O uso de tecnologias imersivas exige métodos avaliativos compatíveis com sua lógica pedagógica. Avaliar apenas por meio de provas tradicionais limita a compreensão do impacto real dessas ferramentas na aprendizagem. Nesse sentido, torna-se necessário ampliar o olhar avaliativo, valorizando os processos, as interações e as produções dos estudantes em ambientes digitais.

Em síntese, a Realidade Aumentada e a Realidade Virtual representam oportunidades concretas para a renovação do ensino de Matemática. Seu potencial transformador, contudo, depende da articulação entre formação docente, infraestrutura adequada, políticas educacionais comprometidas e planejamento pedagógico criterioso. Avançar nesse sentido é fundamental para garantir uma educação matemática mais inclusiva, crítica e alinhada aos desafios contemporâneos.

Como sugestão para pesquisas futuras, recomenda-se a realização de estudos empíricos que acompanhem a implementação dessas tecnologias em diferentes contextos escolares, com foco nos efeitos sobre a aprendizagem e no desenvolvimento profissional docente. Também se sugere o aprofundamento da relação entre cultura digital e currículo, buscando compreender como essas ferramentas podem contribuir para a construção de práticas pedagógicas mais justas, acessíveis e socialmente significativas.

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