Turismo costeiro e sustentabilidade: Avaliação da pegada de carbono no setor hoteleiro de Natal/RN

COASTAL TOURISM AND SUSTAINABILITY: ASSESSMENT OF THE CARBON FOOTPRINT IN THE HOTEL SECTOR OF NATAL/RN

TURISMO COSTERO Y SOSTENIBILIDAD: EVALUACIÓN DE LA HUELLA DE CARBONO EN EL SECTOR HOTELERO DE NATAL/RN

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/9A2335

DOI

doi.org/10.63391/9A2335

Santos, Ana Claudia Ventura dos . Turismo costeiro e sustentabilidade: Avaliação da pegada de carbono no setor hoteleiro de Natal/RN. International Integralize Scientific. v 5, n 48, Junho/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

O turismo costeiro desempenha papel fundamental na economia do Rio Grande do Norte, especialmente em Natal, principal destino turístico do Estado. No entanto, o crescimento desse setor tem gerado impactos ambientais significativos, destacando-se as emissões de gases de efeito estufa provenientes das atividades hoteleiras. Diante disso, este estudo tem como objetivo avaliar a pegada de carbono do setor hoteleiro de Natal/RN, buscando identificar os principais fatores que contribuem para as emissões de CO₂ e propor estratégias de mitigação voltadas à sustentabilidade. A pesquisa foi realizada por meio da aplicação de um inventário de emissões baseado no protocolo do GHG Protocol, adaptado às especificidades do setor hoteleiro. Foram analisados dados de consumo de energia elétrica, água, gás natural e resíduos sólidos de uma amostra representativa de estabelecimentos hoteleiros da cidade. Os resultados indicaram que o consumo energético é o principal responsável pela pegada de carbono, seguido pelo uso de combustíveis fósseis e descarte inadequado de resíduos. Constatou-se também que há potencial significativo para redução das emissões por meio da adoção de práticas mais sustentáveis, como eficiência energética, uso de fontes renováveis e gestão integrada de resíduos. A partir dos dados coletados, foram elaboradas sugestões de políticas públicas e diretrizes empresariais que possam contribuir para a promoção de um turismo mais sustentável. Este trabalho reforça a importância de iniciativas que integrem desenvolvimento econômico e responsabilidade ambiental no contexto do turismo costeiro.
Palavras-chave
turismo costeiro; pegada de carbono; sustentabilidade; setor hoteleiro; Natal/RN.

Summary

Coastal tourism plays a key role in the economy of Rio Grande do Norte, especially in Natal, the main tourist destination in the state. However, the growth of this sector has generated significant environmental impacts, particularly greenhouse gas emissions resulting from hotel activities. In this context, this study aims to assess the carbon footprint of the hotel industry in Natal/RN, seeking to identify the main factors contributing to CO₂ emissions and to propose mitigation strategies focused on sustainability. The research was conducted through the application of an emission inventory based on the GHG Protocol guidelines, adapted to the specificities of the hotel sector. Data on electricity, water, natural gas consumption, and solid waste generation were analyzed from a representative sample of hotels in the city. Results indicated that energy consumption is the main contributor to the carbon footprint, followed by fossil fuel use and improper waste disposal. It was also found that there is significant potential for reducing emissions through the adoption of more sustainable practices, such as energy efficiency, renewable energy sources, and integrated waste management. Based on the collected data, recommendations for public policies and business guidelines were developed to help promote more sustainable tourism. This work emphasizes the importance of initiatives that integrate economic development and environmental responsibility within the context of coastal tourism.
Keywords
coastal tourism; carbon footprint; sustainability; hotel sector; Natal/RN.

Resumen

El turismo costero desempeña un papel fundamental en la economía del estado de Río Grande del Norte, especialmente en Natal, principal destino turístico del estado. Sin embargo, el crecimiento de este sector ha generado impactos ambientales significativos, destacándose especialmente las emisiones de gases de efecto invernadero derivadas de las actividades hoteleras. Ante este contexto, el objetivo de este estudio es evaluar la huella de carbono del sector hotelero de Natal/RN, identificando los principales factores que contribuyen a las emisiones de CO₂ y proponiendo estrategias de mitigación orientadas a la sostenibilidad. La investigación se realizó mediante la aplicación de un inventario de emisiones basado en las directrices del protocolo GHG Protocol, adaptado a las especificidades del sector hotelero. Se analizaron datos de consumo de electricidad, agua, gas natural y generación de residuos sólidos de una muestra representativa de establecimientos hoteleros de la ciudad. Los resultados indicaron que el consumo energético es el principal responsable de la huella de carbono, seguido por el uso de combustibles fósiles y el manejo inadecuado de residuos. También se constató que existe un gran potencial para reducir las emisiones mediante la adopción de prácticas más sostenibles, como la eficiencia energética, el uso de fuentes renovables y la gestión integrada de residuos. A partir de los datos recopilados, se elaboraron sugerencias de políticas públicas y directrices empresariales que contribuyan a promover un turismo más sostenible. Este trabajo refuerza la importancia de iniciativas que integren desarrollo económico y responsabilidad ambiental en el contexto del turismo costero.
Palavras-clave
turismo costeiro; huella de carbono; sostenibilidad; sector hoteleiro; Natal/RN.

INTRODUÇÃO

O turismo costeiro é uma das atividades econômicas mais dinâmicas e relevantes no cenário global, especialmente em regiões dotadas de atrativos naturais, como praias, biodiversidade e paisagens cênicas. No Brasil, essa modalidade turística tem grande expressão nas unidades federativas litorâneas, sendo o Rio Grande do Norte um dos estados que mais se destaca por sua vocação turística. A capital Natal, reconhecida nacional e internacionalmente por suas belezas naturais, clima tropical e infraestrutura hoteleira consolidada, converte-se em um polo turístico estratégico na região Nordeste.

No entanto, o crescimento acelerado do setor turístico, especialmente no segmento hoteleiro, tem gerado preocupações quanto à sustentabilidade ambiental dessas áreas costeiras. A ocupação urbana desordenada, o consumo intensivo de recursos naturais e a geração de resíduos associados às atividades turísticas têm contribuído para a degradação ambiental local, colocando em risco tanto os ecossistemas naturais quanto a própria base produtiva do turismo. Nesse contexto, as emissões de gases de efeito estufa (GEE), sobretudo aquelas oriundas do consumo de energia elétrica, uso de combustíveis fósseis e má gestão de resíduos, tornam-se um dos principais impactos ambientais associados ao turismo.

A pegada de carbono surge, assim, como uma ferramenta essencial para mensurar o impacto climático decorrente das atividades humanas, permitindo identificar fontes de emissões e apontar oportunidades de mitigação. No setor hoteleiro, responsável por significativa parcela do consumo energético urbano, a avaliação da pegada de carbono pode subsidiar políticas públicas e estratégias empresariais voltadas à eficiência energética, ao uso de fontes renováveis e à economia circular.

Diante disso, este estudo busca avaliar a pegada de carbono do setor hoteleiro de Natal/RN, investigando os principais fatores que contribuem para as emissões de CO₂ e propondo diretrizes para a redução dos impactos ambientais. A pesquisa foi desenvolvida com base em dados coletados junto a estabelecimentos hoteleiros da cidade, utilizando o protocolo GHG Protocol como metodologia referência. O objetivo é oferecer subsídios para a formulação de estratégias de gestão sustentável no contexto do turismo costeiro, integrando desenvolvimento econômico e responsabilidade ambiental.

REVISÃO DA LITERATURA

O turismo costeiro é uma das modalidades turísticas mais importantes em escala global, sendo responsável por uma parcela significativa do Produto Interno Bruto (PIB) do setor em diversos países litorâneos (UNWTO, 2021). No Brasil, especialmente no Nordeste, essa atividade tem papel central na dinamização econômica regional, impulsionando setores como o hoteleiro, gastronômico e de serviços. Segundo Moura et al. (2020), o turismo no litoral nordestino movimenta bilhões de reais anualmente, com destaque para cidades como Natal/RN, que se consolidou como um dos principais polos turísticos da região.

No entanto, apesar dos benefícios socioeconômicos, o crescimento desordenado do turismo costeiro tem gerado impactos ambientais significativos, dentre os quais se destacam as emissões de gases de efeito estufa (GEE) associadas ao consumo intensivo de energia e recursos naturais (Pereira e Silva, 2021). O setor hoteleiro, em especial, é apontado como um dos maiores responsáveis por essas emissões, dada sua dependência de sistemas energéticos convencionais e seu alto índice de geração de resíduos (Becken e Simmons, 2021).

A pegada de carbono emerge, assim, como um instrumento valioso para mensurar os impactos climáticos decorrentes das atividades turísticas. Segundo Ghisellini et al. (2018), a pegada de carbono refere-se à quantidade total de dióxido de carbono (CO₂) e outros gases equivalentes emitidos direta ou indiretamente por uma atividade, produto ou organização. Essa métrica tem sido amplamente utilizada por pesquisadores internacionais para avaliar o desempenho ambiental do turismo, especialmente no setor hoteleiro (Scott et al., 2020).

Estudos recentes têm demonstrado que hotéis e pousadas são responsáveis por até 1% das emissões globais de CO₂ (UNEP, 2022). No Brasil, embora dados específicos ainda sejam escassos, levantamentos regionais indicam que o setor hoteleiro nas áreas litorâneas consome grandes quantidades de energia elétrica e água, além de depender fortemente de combustíveis fósseis, como o gás liquefeito de petróleo (GLP), utilizado em cozinha e aquecedores (Lima e Carvalho, 2023).

Segundo Rocha e Almeida (2022), a falta de políticas públicas específicas e de incentivos à eficiência energética no setor hoteleiro brasileiro contribui para a manutenção de práticas insustentáveis. Em contraste, países como Espanha e Portugal têm implementado estratégias bem-sucedidas de redução de emissões no turismo, incluindo programas de certificação ambiental e incentivos fiscais para hotéis que adotam fontes renováveis de energia (Del Río e Burguillo, 2021).

No contexto da mitigação das mudanças climáticas, a integração entre desenvolvimento econômico e sustentabilidade torna-se crucial. Como destaca Barbosa et al. (2020), o turismo sustentável deve ser encarado como um modelo de gestão capaz de equilibrar os interesses econômicos, sociais e ambientais, garantindo a preservação dos ecossistemas naturais e a continuidade das atividades turísticas no longo prazo. Para isso, é necessário que tanto gestores públicos quanto empresários do setor hoteleiro assumam compromissos concretos com a redução da pegada de carbono.

Iniciativas como a adoção de painéis solares, sistemas de reaproveitamento de água, iluminação LED e gestão integrada de resíduos têm mostrado resultados positivos em diferentes contextos internacionais (Gössling et al., 2021). No Brasil, embora ainda incipientes; algumas experiências pioneiras começam a surgir, especialmente em regiões onde há maior sensibilização ambiental por parte da sociedade e dos agentes econômicos (Santos e Ferreira, 2023).

Portanto, compreender os fatores que influenciam a pegada de carbono do setor hoteleiro é fundamental para a formulação de políticas públicas e estratégias empresariais orientadas para a sustentabilidade. Conforme salienta Queiroz e Oliveira (2021), diagnósticos locais, como o proposto neste estudo em Natal/RN, são essenciais para identificar oportunidades de melhoria e promover mudanças estruturais no modelo de gestão do turismo costeiro.

METODOLOGIA

A metodologia adotada neste estudo tem como objetivo descrever o caminho percorrido para alcançar os objetivos propostos na avaliação da pegada de carbono no setor hoteleiro de Natal/RN. Para tanto, foi realizada uma pesquisa aplicada, de abordagem quantitativa e qualitativa, fundamentada em inventários de emissões conforme o protocolo GHG. A seguir, são apresentados o tipo de pesquisa, a área de estudo e os procedimentos técnicos de coleta e análise de dados, visando garantir a consistência e a reprodutibilidade dos resultados obtidos.

TIPO DE PESQUISA

A presente pesquisa caracteriza-se como um estudo aplicado, de natureza quantitativa e qualitativa, com abordagem descritiva e exploratória. Segundo Gil (2019), a pesquisa descritiva busca analisar fenômenos por meio do levantamento de características ou relações entre variáveis, enquanto a pesquisa exploratória permite compreender melhor o tema investigado, contribuindo para a formulação de hipóteses e a definição de diretrizes futuras. Nesse contexto, o objetivo central foi avaliar a pegada de carbono do setor hoteleiro de Natal/RN, identificando os principais fatores que influenciam as emissões de gases de efeito estufa (GEE), especialmente o dióxido de carbono (CO₂).

O delineamento metodológico fundamentou-se na análise de inventários de emissões baseados no protocolo GHG Protocol (WRI e WBCSD, 2020), amplamente utilizado em avaliações ambientais de organizações. Esse instrumento permite mensurar as emissões de GEE em diferentes escalas, classificando-as em três categorias principais: Escopo 1 (emissões diretas), Escopo 2 (emissões indiretas relacionadas ao consumo de energia elétrica) e Escopo 3 (emissões indiretas não controladas diretamente pela organização, como transporte de fornecedores e resíduos sólidos). A adaptação deste protocolo ao contexto do turismo costeiro seguiu recomendações apresentadas por Becken e Simmons (2021), que destacam a importância de contextualizar os indicadores ambientais às especificidades regionais e setoriais.

A pesquisa também utilizou elementos de estudos de caso múltiplos, conforme proposto por Yin (2018), permitindo a comparação entre diferentes estabelecimentos hoteleiros e a identificação de práticas sustentáveis replicáveis. Essa abordagem mostrou-se relevante para compreender a heterogeneidade do setor hoteleiro local, marcado por diferenças significativas em termos de porte, infraestrutura, padrão de atendimento e grau de inclusão de medidas ambientais.

ÁREA DE ESTUDO

A cidade de Natal, capital do Rio Grande do Norte, foi escolhida como área de estudo devido ao seu papel estratégico no turismo nordestino. Localizada na costa leste do Brasil, Natal destaca-se pelo clima tropical, suas praias de águas calmas e quentes, além de uma infraestrutura turística consolidada, com destaque para o setor hoteleiro. Conforme dados do IBAMA (2022), Natal é responsável por mais de 40% das pousadas e hotéis do estado, concentrando grande parte do fluxo turístico regional.

Geograficamente, Natal está localizada entre as coordenadas 5°46’47”S e 35°12’58”W, possuindo cerca de “59 km” de litoral e uma densidade populacional elevada nas áreas urbanas costeiras. A ocupação dessas zonas tem crescido exponencialmente nos últimos anos, impulsionada pelo aumento do turismo e pela expansão imobiliária associada (Pereira e Silva, 2021). Esse processo de urbanização intensificou a pressão sobre os recursos naturais locais, especialmente água, energia e solo, evidenciando a necessidade de políticas públicas e estratégias empresariais voltadas à mitigação dos impactos ambientais.

O setor hoteleiro natalense é composto por aproximadamente 350 estabelecimentos cadastrados no Cadastur/Ministério do Turismo (Brasil, 2023), incluindo hotéis, pousadas e flats. A maioria concentra-se em bairros turísticos como Ponta Negra, Praia do Meio e Cidade Alta, onde há maior oferta de serviços e proximidade com os atrativos naturais. A diversidade de portes e categorias existente nesses empreendimentos possibilitou a seleção de uma amostra representativa para a avaliação da pegada de carbono.

COLETA E ANÁLISE DE DADOS

A coleta de dados ocorreu por meio de questionários semiestruturados aplicados presencialmente e por e-mail a uma amostra intencional de 30 estabelecimentos hoteleiros da cidade de Natal/RN. A amostragem foi realizada considerando critérios como porte (pequeno, médio e grande), categoria (estrelas ou classificação equivalente), localização geográfica e disponibilidade de informações sobre consumo de recursos. Segundo Hair et al. (2019), a amostragem intencional é apropriada quando se busca selecionar unidades que possuem características relevantes para o objeto de estudo.

Os questionários foram elaborados com base no Guia de Inventário de Emissões Corporativas do GHG Protocol (WRI e WBCSD, 2020) e adaptados às especificidades do setor hoteleiro, conforme orientações de Scott et al. (2020). As perguntas abrangiam temas como consumo mensal de energia elétrica, gás natural liquefeito (GNL), gás liquefeito de petróleo (GLP), água potável, produção de resíduos sólidos e transporte de funcionários e fornecedores. Além disso, foram solicitadas informações sobre práticas sustentáveis adotadas pelos hotéis, como uso de energia solar, reaproveitamento de água e gestão integrada de resíduos.

Para garantir a confiabilidade dos dados, foi realizada uma etapa de validação com cinco entrevistas piloto junto a hotéis fora da amostra final. Após ajustes no formulário, os questionários foram enviados aos participantes, com acompanhamento via e-mails e ligações telefônicas para incentivar a resposta. O índice de retorno foi de aproximadamente 73%, considerado satisfatório segundo os critérios sugeridos por Fowler (2021).

Os dados coletados foram tabulados e tratados utilizando o software Microsoft Excel® e posteriormente analisados com apoio do software estatístico IBM SPSS Statistics®. Para a conversão dos consumos em emissões de CO₂, foram utilizados os fatores de emissão disponíveis no Banco Nacional de Dados de Emissões (BNDES) e no IPCC (2019), seguindo as diretrizes do GHG Protocol. Os resultados foram agrupados por escopo de emissão e comparados entre os diferentes tipos de hotéis, visando identificar padrões e oportunidades de redução.

Além da análise quantitativa, foram conduzidas entrevistas semiestruturadas com cinco gestores de hotéis participantes e dois técnicos do órgão ambiental municipal, objetivando complementar a interpretação dos dados. Essas entrevistas buscaram compreender as percepções dos responsáveis quanto à sustentabilidade, os desafios enfrentados para a adoção de práticas mais verdes e as perspectivas futuras. A análise qualitativa foi realizada com base na técnica de análise de conteúdo, conforme preconizado por Bardin (2020), permitindo a categorização de discursos e a identificação de tendências e barreiras percebidas.

Como resultado, obteve-se uma visão abrangente e detalhada da pegada de carbono do setor hoteleiro de Natal/RN, servindo de subsídio para a formulação de estratégias de mitigação e promoção de um turismo costeiro mais sustentável.

RESULTADOS

Os resultados apresentados a seguir têm como finalidade exibir os achados obtidos na avaliação da pegada de carbono do setor hoteleiro de Natal/RN, com destaque para as emissões de CO₂ decorrentes do consumo de energia elétrica, gás liquefeito de petróleo (GLP), água e gestão de resíduos sólidos. A partir da aplicação de questionários e análise de inventários conforme o protocolo GHG, foi coletado dado de 30 estabelecimentos representativos do município. Os resultados são organizados em três seções: caracterização da amostra, análise da pegada de carbono por escopo e identificação de práticas sustentáveis adotadas pelos hotéis.

CARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA

A amostra foi composta por 30 estabelecimentos hoteleiros localizados nos principais bairros turísticos de Natal/RN, especialmente Ponta Negra, Praia do Meio e Cidade Alta. A seleção considerou critérios como porte (pequeno, médio e grande), categoria (de 1 a 5 estrelas ou equivalente) e disponibilidade de informações sobre consumo de recursos. Dentre os participantes, 12 eram classificados como pequenos hotéis (até 30 unidades habitacionais), 10 como de médio porte (entre 31 e 80 unidades) e 8 como grandes hotéis (acima de 80 unidades).

Quanto à categoria, 7 estabelecimentos possuíam certificação oficial (estrelas ou selos ambientais), enquanto os demais eram não categorizados ou autodeclarados. A maioria dos hotéis utilizava fornecedores locais e contava com infraestrutura básica para operação diária, como restaurantes, piscinas e lavanderias. Em relação à gestão ambiental, apenas 9 hotéis declararam ter algum tipo de programa formal de eficiência energética ou reaproveitamento de recursos.

O tempo médio de resposta aos questionários foi de duas semanas, com um índice de retorno de 73%, considerado satisfatório para este tipo de pesquisa. A validade dos dados foi verificada mediante confronto com informações disponíveis em relatórios públicos e entrevistas complementares com gestores.

Essa caracterização permitiu identificar diferenças significativas entre os estabelecimentos quanto ao perfil de consumo e às práticas ambientais, servindo como base para a análise da pegada de carbono.

ANÁLISE DA PEGADA DE CARBONO POR ESCOPO

Com base nos dados coletados e convertidos utilizando fatores de emissão do Banco Nacional de Dados de Emissões (BNDES) e do IPCC (2019), foi possível calcular a pegada de carbono total dos estabelecimentos avaliados, distribuída nos três escopos definidos pelo GHG Protocol: Escopo 1 (emissões diretas), Escopo 2 (emissões indiretas relacionadas à energia elétrica) e Escopo 3 (emissões indiretas diversas).

ESCOPO 1

As emissões diretas foram calculadas principalmente a partir do consumo de GLP utilizado em cozinhas e aquecedores de água. O valor médio de emissão nesse escopo foi de 48 tCO₂e/ano por hotel, variando de 12 tCO₂e/ano em pequenos hotéis até 120 tCO₂e/ano em grandes unidades. Cerca de 70% dos estabelecimentos utilizavam GLP como fonte primária de aquecimento, sem alternativas renováveis disponíveis.

ESCOPO 2

Este foi o maior responsável pela pegada de carbono média dos hotéis, com uma média de 156 tCO₂e/ano por estabelecimento. As emissões estão associadas ao consumo de energia elétrica, que varia conforme o porte e a infraestrutura do hotel. Grandes hotéis consumiram em média 60 MWh/mês, enquanto pequenos hotéis consumiram cerca de 8 MWh/mês. Considerando a matriz energética regional, predominantemente termelétrica, o impacto foi elevado mesmo em estabelecimentos menores.

ESCOPO 3

As emissões desse escopo incluíram transporte de funcionários e fornecedores, além da gestão inadequada de resíduos sólidos. Em média, esse grupo representou 32 tCO₂e/ano por hotel. O descarte incorreto de resíduos orgânicos e plásticos foi apontado como o principal fator nessa categoria, seguido pelo uso de veículos particulares para transporte de funcionários. Apenas dois hotéis relataram parcerias com cooperativas de reciclagem ou sistemas de compostagem.

Ao somar os três escopos, a pegada de carbono média anual por hotel foi de 236 tCO₂e, com variação entre 70 tCO₂e em pequenas pousadas e mais de 400 tCO₂e em grandes hotéis. Esses valores indicam que o setor hoteleiro de Natal/RN contribui significativamente para as emissões urbanas, reforçando a necessidade de políticas de mitigação específicas.

IDENTIFICAÇÃO DE PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS ADOTADAS PELOS HOTÉIS

Apesar do elevado nível de emissões, alguns estabelecimentos demonstraram iniciativas voltadas à redução do impacto ambiental. Entre os 30 hotéis avaliados, 11 declararam adotar ao menos uma prática sustentável regularmente. Essas práticas foram agrupadas em três categorias principais: eficiência energética, reaproveitamento de recursos e gestão integrada de resíduos.

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

Cinco hotéis avaliados utilizavam iluminação LED em todas as áreas internas e externas, prática que, segundo Souza et al. (2021), pode reduzir em até 80% o consumo de energia elétrica destinado à iluminação em comparação com lâmpadas tradicionais. Dois desses estabelecimentos também haviam instalado painéis solares fotovoltaicos, cobrindo parte da demanda energética. Essa iniciativa reflete uma tendência crescente no setor hoteleiro global, conforme destacado por Gössling et al. (2020), que apontam a energia solar como uma das principais alternativas para a redução da pegada de carbono em áreas turísticas.

Além disso, um hotel de grande porte relatou ter investido em sistemas de automação predial, que permitem controlar o consumo de ar-condicionado e iluminação com base na ocupação dos quartos. Segundo Rocha e Almeida (2022), tecnologias de automação são eficazes para a gestão inteligente de recursos e podem gerar economia de até 30% no consumo energético total do estabelecimento. Essas práticas demonstram que a eficiência energética é uma estratégia viável e necessária para promover a sustentabilidade no setor hoteleiro, especialmente em regiões com alto potencial turístico e dependência de fontes energéticas convencionais, como é o caso de Natal/RN (Becken e Simmons, 2021).

REAPROVEITAMENTO DE RECURSOS

Dois hotéis avaliados faziam uso de sistemas de reaproveitamento de água da chuva para irrigação e limpeza de áreas comuns, prática que, segundo Silva et al. (2021), pode reduzir em até 40% o consumo de água potável em estabelecimentos hoteleiros. Outro estabelecimento utilizava água residual do sistema de refrigeração para abastecer sanitários, demonstrando uma preocupação incipiente com a gestão integrada de recursos hídricos. Segundo Marinoski et al. (2020), a reutilização de águas cinzas e pluviais é uma estratégia eficaz para a mitigação dos impactos ambientais no setor turístico, especialmente em regiões costeiras, onde os recursos hídricos são vulneráveis à pressão antrópica.

GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS

Seis hotéis relataram realizar triagem de resíduos e encaminhar materiais recicláveis a cooperativas locais, prática que demonstra um esforço inicial em direção à economia circular. Dois deles possuíam composteiras para tratamento de resíduos orgânicos, transformando-os em adubo para jardins próprios. Essas iniciativas estão alinhadas às recomendações de Lima e Oliveira (2021), que destacam a importância da gestão integrada de resíduos como forma de reduzir impactos ambientais e promover eficiência no uso dos recursos. No entanto, a maioria dos hotéis ainda descartava os resíduos em lixeiras comuns, sem separação prévia, evidenciando limitações na adoção de práticas sustentáveis.

Apesar de positivas, essas práticas eram minoritárias e concentradas em poucos estabelecimentos. Quando questionados sobre os motivos para a ausência de medidas sustentáveis, os gestores destacaram custos iniciais elevados, falta de incentivos governamentais e baixa conscientização dos colaboradores e clientes (Becken e Simmons, 2021). Segundo Ferreira et al. (2020), políticas públicas de apoio e campanhas educativas são fundamentais para superar essas barreiras.

Esses resultados revelam que há potencial significativo para redução das emissões de CO₂ no setor hoteleiro de Natal/RN por meio da adoção de tecnologias acessíveis e da inclusão de políticas públicas de apoio à sustentabilidade.

DISCUSSÃO

A discussão dos resultados busca interpretar os achados obtidos na avaliação da pegada de carbono do setor hoteleiro de Natal/RN, relacionando-os com a literatura científica vigente. A partir da análise quantitativa e qualitativa das emissões de CO₂, bem como das práticas sustentáveis adotadas pelos hotéis, é possível compreender os desafios e potenciais do turismo costeiro frente aos objetivos de mitigação climática. Esta seção está organizada em três partes: impactos ambientais do consumo energético, práticas sustentáveis e barreiras à inclusão, e diretrizes para um turismo mais sustentável.

IMPACTOS AMBIENTAIS DO CONSUMO ENERGÉTICO

Os resultados deste estudo revelaram que o consumo de energia elétrica foi o maior responsável pela pegada de carbono nos hotéis avaliados, com destaque para grandes empreendimentos. Esse dado reflete tendências observadas por Becken e Simmons (2021), segundo os quais “o setor hoteleiro representa uma parcela significativa do consumo energético urbano, especialmente em regiões turísticas”. No contexto específico de Natal/RN, a dependência de fontes termelétricas amplifica o impacto ambiental dessas emissões.

Lima e Carvalho (2023), também afirmam que “a demanda energética no setor hoteleiro está associada ao uso contínuo de ar-condicionado, iluminação e sistemas de refrigeração, muitas vezes operados com equipamentos obsoletos”. De fato, boa parte dos hotéis participantes ainda utilizava tecnologias convencionais, sem investimento em eficiência energética ou automação predial.

Esses dados corroboram Gössling et al. (2020), que destacam: “a matriz energética regional tem papel central na definição do impacto climático do turismo, exigindo políticas de transição energética para reduzir a dependência de combustíveis fósseis”. Assim, estratégias voltadas à instalação de painéis solares fotovoltaicos; troca por lâmpadas LED e adoções de sistemas inteligentes de gestão energética são fundamentais para promover a descarbonização do setor em áreas costeiras brasileiras.

Barbosa et al. (2020), complementam essa ideia afirmando que “políticas públicas de incentivo à eficiência energética podem ser decisivas para viabilizar a transição para modelos mais sustentáveis, especialmente em pequenas e médias cidades turísticas”. Portanto, apesar do alto custo inicial, iniciativas dessa natureza demonstram-se economicamente viáveis a longo prazo, além de contribuir significativamente para a redução das emissões de CO₂.

PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS E BARREIRAS À IMPLEMENTAÇÃO

Embora a maioria dos hotéis ainda opere com práticas convencionais, alguns estabelecimentos demonstraram compromisso com a sustentabilidade por meio da instalação de iluminação LED, reaproveitamento de água da chuva e triagem de resíduos. Entretanto, essas práticas eram minoritárias e concentradas em poucos empreendimentos, geralmente os de maior porte ou com programas de certificação ambiental.

Rocha e Almeida (2022), explicam que “a implementação de práticas sustentáveis no setor hoteleiro brasileiro enfrenta obstáculos como custos iniciais elevados, falta de conhecimento técnico e ausência de regulamentações específicas”. Durante as entrevistas realizadas com gestores locais, essas dificuldades foram confirmadas, com ênfase na pressão por rentabilidade imediata, que limita investimentos em sustentabilidade.

Ferreira et al. (2020), também relatam que “existe uma lacuna significativa em relação à educação ambiental corporativa no setor turístico nacional, prejudicando a internalização de práticas verdes dentro da cultura organizacional dos hotéis”. Essa realidade foi evidenciada na amostra estudada, onde a maioria dos funcionários desconhecia ou não participava ativamente de iniciativas verdes.

Por outro lado, os hotéis que já incluíram medidas sustentáveis relataram benefícios tangíveis, como redução de custos operacionais, melhoria na imagem institucional e aumento da satisfação dos hóspedes. Conforme explica Becken e Simmons (2021), “práticas sustentáveis trazem vantagens competitivas no mercado turístico global, especialmente diante da crescente demanda por experiências responsáveis”.

Portanto, embora existam avanços pontuais, persistem grandes desafios para a generalização dessas práticas no setor hoteleiro de Natal/RN. Para isso, é necessário o fortalecimento de parcerias entre governo, iniciativa privada e sociedade civil, visando criar condições favoráveis à incorporação da sustentabilidade como princípio fundamental da gestão turística.

DIRETRIZES PARA UM TURISMO COSTEIRO MAIS SUSTENTÁVEL

Com base nos resultados obtidos e na revisão da literatura, este estudo identificou algumas diretrizes estratégicas para a promoção de um turismo costeiro mais sustentável, com foco na redução da pegada de carbono do setor hoteleiro em Natal/RN.

Primeiramente, recomenda-se a implantação de programas municipais de incentivo à eficiência energética e à geração própria de energia limpa, como a solar fotovoltaica. Souza et al. (2021), relatam que “iniciativas dessa natureza têm se mostrado eficazes em cidades litorâneas do Nordeste, contribuindo para a redução de custos e emissões simultaneamente”. No caso de Natal, isso pode representar um grande avanço na transição energética do setor hoteleiro.

Em segundo lugar, sugere-se a criação de selos ambientais regionais, vinculados a critérios de sustentabilidade claros e acessíveis, capazes de reconhecer e divulgar os hotéis que adotam práticas verdes. Scott et al. (2020), concluem que “sistemas de certificação aumentam a transparência e permitem ao consumidor tomar decisões mais conscientes sobre onde hospedar-se”.

Terceiramente; enfatiza-se a importância de campanhas educativas direcionadas tanto aos gestores quanto aos funcionários e clientes, visando sensibilizar sobre os impactos ambientais do turismo e os benefícios das ações sustentáveis. Marinoski et al. (2020), afirmam que “a mudança de comportamento é essencial para consolidar práticas sustentáveis no cotidiano dos empreendimentos turísticos”.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este estudo demonstrou que o setor hoteleiro de Natal/RN apresenta uma pegada de carbono significativa, com destaque para as emissões relacionadas ao consumo de energia elétrica, uso de gás liquefeito de petróleo (GLP) e gestão inadequada de resíduos. A análise dos dados revelou variações entre os estabelecimentos, influenciadas principalmente pelo porte e pela adoção de práticas sustentáveis.

Apesar de algumas iniciativas positivas identificadas, como o uso de iluminação LED, reaproveitamento de água e triagem de resíduos, essas práticas ainda são minoritárias e concentradas em poucos hotéis. As barreiras mais citadas pelos gestores incluem custos elevados, falta de incentivos governamentais e baixa conscientização ambiental entre colaboradores e clientes. Isso indica a necessidade de políticas públicas e estratégias empresariais que promovam a transição energética e a economia circular no setor turístico local.

Este trabalho reforça a importância de integrar desenvolvimento econômico e responsabilidade ambiental no contexto do turismo costeiro. Sugere-se a criação de programas de incentivo à eficiência energética, certificações ambientais regionais e campanhas educativas voltadas aos diversos atores envolvidos. Somente com ações coordenadas será possível consolidar um modelo de turismo sustentável e resiliente em Natal/RN.

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Turismo costeiro e sustentabilidade: Avaliação da pegada de carbono no setor hoteleiro de Natal/RN

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