O ensino da matemática na educação inclusiva

TEACHING MATHEMATICS IN INCLUSIVE EDUCATION

ENSEÑANZA DE LAS MATEMÁTICAS EN LA EDUCACIÓN INCLUSIVA

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/9E8BF3

DOI

doi.org/10.63391/9E8BF3

Macedo, Leandro Brandão. O ensino da matemática na educação inclusiva. International Integralize Scientific. v 5, n 50, Agosto/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

O objetivo primordial desta pesquisa foi expor como se encontra a relação alunos deficientes e o aprendizado da matemática na atualidade. O estudo foi elaborado a partir de uma pesquisa bibliográfica. Em uma escola há divergências na convivência e se tratando de crianças e adolescentes da geração Alpha, com todas as suas características somadas as singularidades dos alunos com deficiência, apresenta-se, também, as dificuldades de aprender matemática em um sistema de ensino disciplinar que fragmenta a compreensão globalizada dos conteúdos, a qual é equivalente a forma de pensar dos alunos da atualidade. A maneira como o ensino da matemática está sendo disponibilizado para os alunos da Educação Inclusiva, denota a necessidade de transformar e reconstruir a escola existente.
Palavras-chave
educação inclusiva; matemática; alunos deficientes; transformação.

Summary

The primary objective of this research was to explore the relationship between students with disabilities and mathematics learning today. The study was developed based on bibliographical research. In one school, there are differences in coexistence, and considering children and adolescents from Generation Alpha, with all their characteristics, combined with the unique characteristics of students with disabilities, the difficulties of learning mathematics are also presented in a disciplinary education system that fragments the globalized understanding of content, which is equivalent to the way students think today. The way mathematics instruction is being provided to students in Inclusive Education demonstrates the need to transform and rebuild the existing school system.
Keywords
inclusive education; mathematics; students with disabilities; transformation.

Resumen

El objetivo principal de esta investigación fue explorar la relación entre el alumnado con discapacidad y el aprendizaje de las matemáticas en la actualidad. El estudio se basó en una investigación bibliográfica. En una escuela, existen diferencias de convivencia, y considerando a los niños y adolescentes de la Generación Alfa, con todas sus características, sumada a las particularidades del alumnado con discapacidad, las dificultades para aprender matemáticas también se presentan en un sistema educativo disciplinario que fragmenta la comprensión globalizada del contenido, equivalente a la forma de pensar del alumnado actual. La forma en que se imparte la enseñanza de las matemáticas al alumnado en la Educación Inclusiva demuestra la necesidad de transformar y reconstruir el sistema escolar existente.
Palavras-clave
educación inclusiva; matemáticas; estudiantes con discapacidad; transformación.

INTRODUÇÃO

A Educação Inclusiva abarca todos os alunos, valorizando as diferenças existentes, preocupando-se com o aprendizado escolar e a interação social.  Trata-se de uma política pública para combater a exclusão, daqueles que apresentam deficiências e transtornos, visando incluir a todos em um mesmo ambiente escolar, respeitando as singularidades. 

Segundo consta na meta 4 do Plano Nacional de Educação/PNE/decênio 2014- 2014, a Educação Inclusiva pretende:

Universalizar, para a população de 4 (quatro) a 17 (dezessete) anos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, o acesso à educação básica e ao atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino, com a garantia de sistema educacional inclusivo, de salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços especializados, públicos ou conveniados (Brasil 2014)

A Educação Inclusiva além de garantir, de forma humanística e democrática, que cada aluno seja inserido em um processo educativo regular, é um método que estimula uma mudança cultural através da convivência entre todos, atendendo as diversidades existentes (Silva Neto et al 2018).

A Educação Inclusiva questiona a normalidade dos alunos das escolas regulares. É uma educação que defende o direito à diferença. Ropoli, Mantoan, Santos e Machado (2010) explicam que:

 

A inclusão rompe com os paradigmas que sustentam o conservadorismo das escolas, contestando os sistemas educacionais em seus fundamentos. Ela questiona a fixação de modelos ideais, a normalização de perfis específicos de alunos e a seleção dos eleitos para freqüentar as escolas, produzindo, com isso, identidades e diferenças, inserção e/ou exclusão (Ropoli et al 2010, p 7)

Para Sassaki (1998) a inclusão é um paradigma que necessita ser compreendido como uma forma de reconstruir as escolas e transformá-las em ambientes acolhedores da diversidade humana, plasmada nos alunos com deficiências mentais, sensoriais, múltiplas e outras características atípicas. É uma ideia de sistema educacional que se adapta as necessidades dos alunos.        

A Educação Inclusiva está conectada a ideia de não exclusão dos alunos que apresentam necessidades educativas especiais, garantindo a matrícula destes nas escolas regulares.  Tal iniciativa depende dos investimentos e das políticas públicas para que viabilizem toda a estrutura necessária para o acolhimento dos estudantes. Professores preparados, profissionais de apoio qualificados, materiais adequados, estrutura física que apresente acessibilidade, recursos didáticos e livros adaptados, são aspectos fundamentais para que exista inclusão nas instituições públicas. É uma nova cultura e uma nova forma de pensar educação, que transforma positivamente a visão de toda a comunidade escolar. É na convivência que um aluno observa o outro e começa a entender o conceito de igualdade, valorizando a presença do colega nas atividades e nas interações diárias (Glat;  Pletsch; Fontes 2007).

A transformação do ambiente escolar é favorável para a implantação da Educação Especial e Atendimentos Educacionais Especializados (AEE), tais serviços se complementam e fazem parte do paradigma da Educação Inclusiva, valorizando na escola regular os alunos com as diversas deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades, superdotação, síndromes e paralisia cerebral.

É neste cenário de inclusão que o ensino da matemática é abordado, sabe-se que em toda convivência existem divergências e se tratando de crianças, adolescentes da geração Alpha, com todas as suas características somadas as singularidades daqueles que necessitam se sentir incluídos, temos, também, as dificuldades de aprender matemática em um sistema de ensino disciplinar, o qual apresenta fragmentações que obstaculizam a compreensão globalizada dos conteúdos que vai de encontro a forma de pensar dos alunos da atualidade.

O objetivo primordial desta pesquisa foi expor como se encontra a relação alunos de inclusão e o aprendizado da matemática na atualidade, através de uma pesquisa bibliográfica que permitiu a utilização das informações encontradas em documentos, pesquisas, artigos e livros para dá início a um estudo analítico de conteúdos já publicados (Severino 2007).  

O intuito da realização da pesquisa foi compreender as dificuldades no ensino da matemática dos alunos de inclusão, da geração Alpha, a qual apresenta uma grande influência do uso das telas onde a informação é transmitida de forma integrada, sem compartimentalizar os temas abordados.

DESENVOLVIMENTO

Os desafios relacionados com o ensino da matemática são complexos, tanto pela falta de compreensão dos alunos que não conseguem associar os conteúdos escolares com o que acontece na realidade, como na visão limitada sobre a matemática, em si, dentro dos currículos escolares. 

Nogueira, Bellini e Pavanello (2013) ressaltam que o ensino da matemática se reduz a regras que devem ser memorizadas, afastando-se do raciocínio de compreender o melhor caminho para resolver um problema. No entanto, o ensino da matemática apresenta evolução no que tange as diferentes abordagens curriculares, as quais englobam a educação inclusiva. 

Posteriormente, Nogueira (2016) explica que a matemática da inclusão apresenta desafios para atender as necessidades específicas e proporcionar uma melhor assimilação dos conteúdos trabalhados. 

A maioria das escolas inclusivas brasileiras não apresentam um ambiente acolhedor para os portadores de deficiências. Este aspecto causa constrangimento para o aluno no ensino regular, o qual ainda funciona de acordo com um modelo que já não cabe mais na atualidade, gerando um cenário excludente e bloqueios na adaptação e na aprendizagem.

Sem dúvida, incluir significa romper barreiras para transformar e desconstruir um sistema educacional marcado por práticas que discriminam e excluem pessoas, consideradas diferentes, que se destacam na convivência com alunos que não apresentam nenhum tipo de deficiência ou transtorno. 

Sobre esta questão, Mazzota (1996) indica três características presentes na história da Educação Inclusiva: marginalização, assistencialismo e educação/reabilitação.

No início do século XVII, as pessoas portadoras de deficiências e transtornos eram segregadas e marginalizadas em manicômios estatais. Posteriormente, no século XIX estas pessoas passaram a ser olhados como seres humanos úteis para a sociedade por alimentarem ações assistencialistas e filantrópicas em instituições organizadas como asilos militarizados, porém ainda estavam afastadas do convívio com as pessoas que se encaixavam no padrão normalizado para a convivência em sociedade. No século XX a luta pelo direito a educação das pessoas deficientes ganha um novo rumo, contemplando uma integração que defendia a mudança destas pessoas em um sistema de ensino organizado com atendimentos e serviços educacionais especializados.

Figura 1 – Características da História da Educação Inclusiva

Fonte: Mazzota (1996)

Tratando do ensino da matemática, Carvalho e Lima (2022) afirmam que vem apresentando preocupações para que se torne mais inclusivo, favorecendo a uma transformação social a favor de uma convivência mais harmônica, promovendo autonomia, criticidade e reflexão para os alunos com deficiências. Desafios e possibilidades marcam esta trajetória, na tentativa de adequação com o ritmo e a forma de pensar da geração atual, contemplando a aprendizagem dos alunos com deficiência.

Para Bruno (2007) as regras no ambiente escolar devem ser flexibilizadas para favorecer o processo de inclusão na sala de aula, amenizando os impactos negativos daqueles que necessitam se sentir inseridos na escola. 

Mesmo diante a uma legislação que outorga a inclusão na educação, há uma tendência autoritária e tradicionalista pré estabelecida que discrimina os alunos que não se encaixam no modelo idealizado, refletindo indiferença, ou incômodo, nas atitudes dos outros alunos e professores em ter que conviver com pessoas diferentes, as quais exigem cuidados especiais, que vão desde as adaptações metodológicas das diferentes disciplinas e, até mesmo, nas palavras e gestos que se deve admitir nos pátios escolares.   

Dialogando com Ropoli, Mantoan, Santos e Machado (2010, p 8), há uma concordância que:

O poder institucional que preside a produção das identidades e das diferenças define como normais e especiais não apenas os alunos, como também as suas escolas. Os alunos das escolas comuns são normais e positivamente valorados. Os alunos das escolas especiais são os negativamente concebidos e diferenciados.

Mantoan (2011) ressalta que os alunos portadores de deficiências, transtornos ou necessidades especiais representam desafios para que os objetivos curriculares sejam alcançados, considerando que tais alunos aprendem de forma diferente, exigindo da instituição escolar profissionais preparados, estratégias e ferramentas didáticas que viabilize o processo de ensino e aprendizagem.

Torna-se difícil considerar que as condições existentes, nas escolas brasileiras, são as ideais. Para que haja uma verdadeira inclusão é necessário prédios adaptados, materiais diversificados referentes a diferentes temáticas de estudo, profissionais capacitados, projetos interdisciplinares e transdisciplinares, orientações específicas para a convivência com alunos de diferentes deficiências e transtornos que fazem parte da comunidade escolar e uma mudança de consciência priorizando uma maior humanização na comunicação e nas relações entre todos os envolvidos. Além de mudanças curriculares e nos Planos Políticos e Pedagógicos (PPP) das escolas.

Se tratando das diferentes deficiências e transtornos que se incluem no atendimento educacional regular, destaca-se:

Quadro 1 – Deficiências e Transtornos que se incluem no atendimento educacional

Deficiência Física
Deficiência Visual
Deficiência Intelectual
Deficiência Auditiva
Deficiências Múltiplas
Surdo-Cegueira
Transtorno de Espectro Autista (TEA)
Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)
Altas Habilidades e Superdotação
Dislexia e Discalculia
Paralisia Cerebral

Síndromes Diversas

        Fonte: Elaborado pelo autor

 

A falta de informação é uma barreira para que haja uma verdadeira inclusão nas escolas, sendo que conhecer as deficiências e transtornos é um suporte fundamental para que os alunos de necessidades educativas especiais sejam incluídos no ensino regular.  A desinformação aumenta o preconceito e a disseminação de ideias equivocadas sobre as diferentes deficiências, induzindo a ideia de que o aluno deve se manter em casa sob os cuidados das famílias e de responsáveis, ficando fora da escola.

Com mais informação, professores, alunos e funcionários da escola passam a compreender a situação de cada aluno, que necessita ser incluído, de uma forma mais consciente, com isso as pessoas podem rever suas estratégias de convivência. Neste sentido, os professores passam a ter maiores possibilidades para reformularem as suas práticas e incluir estes alunos de forma mais dinâmica e criativa.

A informação é uma ferramenta fundamental para que haja uma educação de qualidade com igualdade. Ropoli, Mantoan, Santos e Machado (2010) destacam:

A educação inclusiva concebe a escola como um espaço de todos, no qual os alunos constroem o conhecimento segundo suas capacidades, expressam suas idéias livremente, participam ativamente das tarefas de ensino e se desenvolvem como cidadãos, nas suas diferenças. Nas escolas inclusivas, ninguém se conforma a padrões que identificam os alunos como especiais e normais, comuns. Todos se igualam pelas suas diferenças! A inclusão escolar impõe uma escola em que todos os alunos estão inseridos sem quaisquer condições pelas quais possam ser limitados em seu direito de participar ativamente do processo escolar, segundo suas capacidades, e sem que nenhuma delas possa ser motivo para uma diferenciação que os excluirá das suas turmas (Ropoli et al 2010, p 9-10)

Para Souza e Romero (2008) em uma escola inclusiva não é o aluno que necessita se adaptar ao ambiente escolar, é o ambiente escolar que necessita está adaptado para receber o aluno com necessidades educativas especiais.

Empatia, respeito a diferença, ética e cuidado com o outro devem fazer parte do ambiente escolar inclusivo de forma prática, abarcando os mínimos detalhes. Porém o que se apresenta nas escolas é o bullying entre os alunos, professores perdidos sem saber como abordar conteúdos que exigem um maior foco e atenção já que não existe interesse por parte dos estudantes que estão distraídos com os seus celulares e tablets, os quais transmitem informações variadas, integradas em instantes que influenciam na forma de pensar da geração Alpha que, por sua vez, recusa a disciplinaridade e a fragmentação de como os conteúdos são apresentados na escola.

É neste contexto de dificuldades que situa-se o ensino da matemática, que além de enfrentar os desafios da Educação Inclusiva, ainda enfrenta a invasão tecnológica que dispersa todos os alunos e acentua as características marcantes da geração atual: distração, vício por jogos e telas, desinteresse pelos conteúdos curriculares, falta de sociabilidade entre pares, ansiedade, bullying e depressão.

Não se trata apenas de modificar as metodologias na sala de aula e dos professores de matemática, trata-se, sobretudo, de transforma a escola desde o PPP, abraçando as tendências curriculares críticas, interdisciplinares e transdisciplinares. E essa transformação deve ser realizada, minuciosamente, por cada escola de Educação Inclusiva, é um trabalho coletivo da comunidade participante em prol de um bem comum: uma educação democrática com qualidade e igualdade.

Todas as regras, normas, atividades, diretrizes, orientações curriculares e metodológicas que acontecem em uma escola, obedecem a um arcabouço administrativo, político e burocrático, o qual registra-se no PPP da escola e que está relacionado com o sistema educacional do país. Para que todas estas instâncias estejam alinhadas, favorecendo a uma Educação Inclusiva, existe um período para que as decisões da comunidade escolar sejam concretizadas, refletindo nas práticas pedagógicas da instituição os aspectos transformados.

Neste processo o ensino da matemática espera possíveis decisões para que se efetive mudanças metodológicas na abordagem dos conteúdos. 

             

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O ensino da Matemática na Educação Inclusiva é um desafio, considerando a complexidade de questões que envolvem a escola e os aspectos referentes as condições políticas, pedagógicas e estruturais para que haja uma adaptação, atualizada, envolvendo alunos portadores de deficiências e/ou transtornos.

Neste contexto, professores e alunos se encontram com obstáculos que não permitem que a amplitude da matemática seja experimentada no cotidiano escolar. Os currículos exigem a decodificação de regras que não condiz com os interesses dos alunos da atualidade, nem para aqueles das matrículas regulares e nem aqueles das matrículas de inclusão. Sabe-se que existe diversas ferramentas capazes de tornar o ensino da matemática mais atrativo, porém não se trata apenas de saber ou não utilizar os recursos tecnológicos na sala de aula, o problema está é que toda a escola deve esta imbuída em um compromisso de transformação a favor da inclusão.

A tendência disciplinar não colabora para a criação de projetos educativos que estimulem a convivência entre todos e a criatividade em resolver problemas e, ainda, esbarra-se com a fragmentação dos conteúdos carregados de tradicionalismo, mesmo que a instituição seja classificada como inclusiva.

Por outro lado, as organizações curriculares pautadas nos projetos interdisciplinares e transdisciplinares ainda não são totalmente efetivas. Realiza-se periodicamente nas escolas públicas projetos desta natureza, porém estes nem sempre são organizados e conduzidos a ponto de favorecer a um aprendizado significativo. A base interdisciplinar e transdisciplinar ainda não é sólida nas escolas brasileiras, deixando os alunos portadores de deficiências perdidos no processo e esquecidos no meio dos demais alunos.

Os recursos tecnológicos podem ser uma importante contribuição no ensino da matemática, os quais são utilizadas de forma equivocada nos cotidianos escolares, sem muita fundamentação com o compromisso de transformar e incluir diferentes alunos em objetivos pedagógicos. As telas são utilizadas a todo momento para distrair e para suprir a falta de companheirismo existente nas escolas, deixando a margem os alunos com deficiências. Com isso, observa-se que a segregação e a discriminação ainda existem e separam os alunos nos ambientes escolares.

Para que haja uma verdadeira inclusão, necessita-se repensar e reconstruir a escola conscientizando a todos sobre o direito humano de ser diferente, de acordo com condições que possibilite uma educação igualitária e de qualidade. 

Sem dúvida, o avanço das novas tecnologias no ensino da matemática traz transformações para as escolas inclusivas. Com ferramentas adequadas para cada deficiência, o aluno terá uma maior rede de apoio para aprender, facilitando a sua interação na comunidade através do fortalecimento de sua participação nas atividades. Tais recursos irão contribuir para a diminuição dos obstáculos existentes para aqueles que apresentam dificuldades motoras, auditivas, visuais, comunicacionais, neurodivergentes e todas aquelas que sejam possíveis de serem amenizadas. Quanto mais recursos sejam bem aproveitados, melhor será o aprendizado e uma interação social inclusiva, pois o essencial é que as diferenças façam com que todos os alunos se sintam presentes no ambiente escolar.

Porém, antes de tudo, é necessário saber utilizar as ferramentas tecnológicas, conscientizar os professores e profissionais da educação sobre a importância de uma formação continuada, ajustar horários, rever conteúdos, rever a forma de avaliar, rever as organizações das salas de aula compostas por alunos com deficiência e alunos sem nenhuma deficiência, estabelecer campanhas informativas para que cada deficiência e/ou transtorno que se apresenta no ambiente escolar seja compreendida por todos de uma forma aprofundada para que as características da criança ou adolescente portador não se torne motivo de bullying, adequar a estrutura física da escola tornando-a mais acessível, realização de projetos interdisciplinares e transdisciplinares que valorize a convivência entre todos e as diferenças dos alunos.

Antes de fortalecer o uso das novas tecnologias em uma escola inclusiva, é necessário transformar aspectos estruturantes que diz respeito a toda comunidade escolar e não apenas ao aluno com deficiência. Ressalta-se, que na Educação Inclusiva é a escola que se adapta ao aluno e não o aluno que se adapta a escola. 

Transformar o ensino da matemática é uma evidência diante das características da geração Alpha e, em especial, em uma escola inclusiva onde desenvolver as habilidades entorno do raciocínio matemático é um aspecto básico que deve englobar todos os alunos. Com isso, a discussão sobre como promover esta transformação necessita ser ampliada para que ações sejam concretizadas nas escolas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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NOGUEIRA, C. M. I.; BELLINI, L.; PAVANELLO, R. M. O ensino de Matemática e das ciências naturais nos anos iniciais de escolarização na perspectiva da epistemologia genética. Curitiba: CRV, 2013. Disponível em: 22 https://www.redalyc.org/journal. Acesso jul 2025.

ROPOLI, E; MANTOAN, M; SANTOS, M; MACHADO, R. A educação especial na perspectiva da inclusão escolar. A escola comum inclusiva. Brasília: Ministério da Educação; Secretaria de Educação Especial, 2010

SASSAKI, R. Entrevista especial à Revista Integração. Revista Integração. MEC: Brasília, v.8, n. 20, 1998 (p. 09-17)

SILVA NETO, A de O; ÁVILA, E. G; SALES, T. R. R; AMORIM, S. S; NUNES, A. K; SANTOS, V. M. Educação inclusiva: uma escola para todos. Santa Maria.  Revista Educação Especial v. 31 | n. 60, 2018 (p. 81-92) | jan./mar. 2018. 

SOUZA, Sirlene Brandão de; ROMERO, Rosana Aparecida Silva. Educação Inclusiva: alguns marcos históricos que produziram a educação atual. In: VIII Congresso Nacional de Educação: formação de professores e III Congresso Ibero-Americano sobre Violência nas Escolas (recurso eletrônico), 2008. Disponível em:  http://www.uniedu.sed.sc.gov.br. Acesso em: jul. de 2025. SEVERINO, A. J. Metodologia do Trabalho Científico. São Paulo, SP: Cortez, 2007.

Macedo, Leandro Brandão. O ensino da matemática na educação inclusiva.International Integralize Scientific. v 5, n 50, Agosto/2025 ISSN/3085-654X

Referencias

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Disponível em: https://academic.oup.com/cid/article/67/7/1208/6141108.
Acesso em: 2024-09-03.

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v. 5
n. 50
O ensino da matemática na educação inclusiva

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