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Resumo
INTRODUÇÃO
A Educação Ambiental (EA) tem se consolidado como um campo fundamental para a compreensão e transformação das complexas relações entre sociedade e meio ambiente. Em um contexto marcado por profundas crises socioambientais decorrentes do modo de produção capitalista, torna-se imprescindível a adoção de perspectivas educativas que transcendam a simples transmissão de informações e propiciem a formação crítica e emancipatória dos indivíduos (Teixeira; Tozoni-Reis, 2017).
Nesse cenário, destaca-se a Educação Ambiental Crítica como um paradigma que busca articular dimensões políticas, sociais e econômicas, enfrentando as desigualdades e injustiças ambientais que afetam a sociedade contemporânea (Layrargues; Lima, 2018).
Essa abordagem propõe um processo educativo reflexivo e político, que valoriza a construção de conhecimentos, atitudes e valores voltados para a transformação social e ambiental, e não apenas para mudanças comportamentais pontuais (Silva; Oliveira, 2023). A partir dessa perspectiva, a Educação Ambiental assume um papel estratégico na formação de sujeitos capazes de problematizar a realidade, questionando as estruturas de produção e consumo que sustentam os problemas ambientais atuais.
Assim, o presente artigo tem como objetivo analisar os aspectos conceituais e as tendências políticas pedagógicas da Educação Ambiental Crítica, ressaltando sua relevância para o enfrentamento das crises socioambientais e para a construção de uma sociedade sustentável.
Para tanto, serão discutidas as principais macrotendências da Educação Ambiental, destacando-se a crítica como aquela que mais efetivamente contribui para a transformação social, à luz dos contextos históricos, políticos e epistemológicos que influenciam sua consolidação no Brasil e no mundo contemporâneo.
ASPECTOS E CONCEITOS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
A Educação Ambiental (EA) tem se consolidado, nas últimas décadas, como um campo de prática e de reflexão essencial para a promoção de sociedades sustentáveis. Conforme apontam Carvalho e Machado (2021), a EA deve ser compreendida como um conjunto estruturado de ações pedagógicas e sociais voltadas à formação de sujeitos críticos e atuantes, capazes de analisar, compreender e intervir de forma consciente sobre as questões ambientais.
Esses autores enfatizam que a EA não se restringe a conteúdos pontuais ou a ações isoladas, mas se configura como um processo permanente, dinâmico e transformador, cujo objetivo central é fomentar a mudança de atitudes e a adoção de práticas sustentáveis por parte de indivíduos e coletividades.
Nesse sentido, a dimensão educativa da EA não se limita ao ambiente escolar formal, mas também se estende a contextos não formais e informais, atingindo diferentes segmentos da sociedade. Trata-se, portanto, de um processo que busca ir além da transmissão de conhecimentos técnicos, promovendo a construção de valores, atitudes e competências que permitam enfrentar os desafios ambientais contemporâneos.
Essa perspectiva se alinha ao entendimento de Santos (2022), para quem a Educação Ambiental é um instrumento estratégico para a reorganização das relações entre seres humanos e natureza, favorecendo a criação de novos paradigmas de desenvolvimento baseados na justiça social, na equidade e na preservação ambiental.
Ao longo de sua consolidação como campo de conhecimento e ação, diferentes organismos e eventos internacionais contribuíram para delinear os princípios e objetivos da Educação Ambiental. A UNESCO (2018) define a EA como um processo contínuo e permanente, no qual indivíduos e comunidades adquirem consciência crítica sobre o ambiente em que vivem, desenvolvendo conhecimentos, habilidades, valores e atitudes que os capacitam a agir de forma individual e coletiva na resolução de problemas ambientais e na prevenção de novos desafios. Essa definição reforça o caráter transformador e emancipatório da EA, compreendida como um processo que articula teoria e prática de maneira indissociável.
A Conferência de Estocolmo, realizada em 1972, marcou um ponto de inflexão na agenda internacional ao reconhecer a crise ambiental como um problema global que exigia respostas integradas e urgentes. Nesse encontro, a Educação Ambiental foi destacada como uma ferramenta indispensável para a formação de uma população consciente, informada e comprometida com a preservação ambiental, com competências técnicas, valores éticos e disposição para atuar de forma colaborativa na resolução de problemas ambientais (ONU, 2021).
Poucos anos depois, o Congresso de Belgrado, promovido pela UNESCO em 1975, ampliou essa perspectiva ao enfatizar a importância de uma educação voltada não apenas para o conhecimento, mas também para o desenvolvimento de atitudes e comportamentos que promovam a participação ativa dos cidadãos na solução das questões ambientais (UNESCO, 2018). Esse evento reforçou a necessidade de ações educativas integradas às políticas públicas e às iniciativas da sociedade civil, ressaltando que a EA não pode ser um esforço isolado, mas sim parte de um movimento global coordenado.
A Conferência de Tbilisi, realizada em 1977, aprofundou os princípios da EA, defendendo que ela deve integrar conteúdos e práticas orientados à resolução de problemas concretos do meio ambiente, adotando abordagens interdisciplinares e promovendo a participação ativa e responsável de todos os cidadãos (ONU, 2021). Nesse encontro, foram estabelecidas diretrizes que permanecem relevantes até hoje, como a necessidade de articulação entre conhecimento científico e saberes tradicionais, a promoção da consciência crítica e a ênfase na ação coletiva.
Por sua vez, a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em 1992, resultou na Agenda 21, documento que consolidou a Educação Ambiental como um processo essencial para o desenvolvimento sustentável. Segundo a ONU (2015), a Agenda 21 reforçou a ideia de que a EA deve desenvolver uma população capaz de compreender a complexidade das questões ambientais, dotada de habilidades e motivações para atuar de forma proativa na resolução de problemas e na prevenção de impactos futuros. Essa visão amplia o escopo da EA, vinculando-a diretamente aos processos de planejamento e gestão ambiental em nível local, nacional e global.
Assim, compreende-se que a Educação Ambiental, em sua trajetória histórica e conceitual, transcende a mera transmissão de informações sobre ecossistemas ou preservação de recursos naturais. Ela se configura como um processo político-pedagógico que busca transformar valores, atitudes e práticas sociais, promovendo a participação cidadã e a corresponsabilidade pelo cuidado com o planeta.
Ao integrar dimensões cognitivas, afetivas, éticas e práticas, a EA contribui para a formação de sujeitos capazes de intervir de forma consciente e responsável nas questões socioambientais, colaborando para a construção de sociedades mais equilibradas e resilientes. Portanto, ao considerar a Educação Ambiental sob a ótica das definições e diretrizes apresentadas por organismos internacionais e pela literatura acadêmica recente, percebe-se que ela deve ser entendida como um processo contínuo, crítico e transformador.
Seu objetivo central é a formação de cidadãos comprometidos com a preservação do meio ambiente e com a promoção de uma sociedade justa, solidária e sustentável. Essa compreensão reforça a urgência de que a EA seja incorporada de maneira efetiva às políticas públicas, aos currículos escolares e às práticas comunitárias, de forma articulada e integrada, para enfrentar os desafios ambientais do presente e do futuro.
Por outro lado, conforme ressalta Souza (2020), é fundamental compreender que a Educação Ambiental (EA) é, antes de tudo, um processo educativo. Dessa forma, assim como a educação em geral apresenta múltiplos aspectos e abordagens, a EA também manifesta diversas vertentes, diferenciando-se principalmente pelos variados meios e contextos em que se desenvolve.
Nesse sentido, Silva e Oliveira (2023) destacam que o campo social da Educação Ambiental é constituído por um conjunto heterogêneo de atores que, embora compartilhem um núcleo comum de princípios, divergem em suas concepções acerca da problemática ambiental, bem como nas propostas políticas, pedagógicas e epistemológicas apresentadas.
De acordo com Pereira e Costa (2019), diversos estudiosos reconhecem que a EA possibilita a melhoria da qualidade de vida por meio de ações educativas que promovem mudanças nas relações entre os seres humanos e o meio socioambiental em que estão inseridos. Assim, refletir sobre a Educação Ambiental implica considerá-la dentro de um horizonte educativo mais amplo, que ultrapassa a mera transmissão de informações.
Nesse contexto, Silva e Oliveira (2023) identificam três macrotendências predominantes nos modelos político-pedagógicos da Educação Ambiental no Brasil: a conservacionista, a pragmática e a crítica. A macrotendência conservacionista manifesta-se por meio de correntes voltadas para a conservação ambiental, comportamentalismo, alfabetização ecológica, termo que deriva da proposta pedagógica desenvolvida por Capra (1999), a qual enfatiza o desenvolvimento de princípios ecológicos e sua transposição para uma ética social aplicável, além de atividades que valorizam o autoconhecimento e a percepção sensorial em contato direto com a natureza.
Essa vertente destaca a importância da dimensão afetiva nas relações com o meio natural e busca mudanças comportamentais individuais orientadas pela valorização dos princípios ecológicos e pela relativização do antropocentrismo (Cardoso-Costa; Lima, 2018). Conforme apontam Silva e Oliveira (2023, p. 58), a tendência conservacionista:
É uma vertente historicamente consolidada entre seus defensores, atualizada sob discursos vinculados à ‘agenda verde’, tais como biodiversidade, unidades de conservação, biomas específicos, ecoturismo e práticas agroecológicas. Apesar de sua relevância, esta não representa a tendência hegemônica no campo da EA na atualidade, possuindo potencial limitado para se articular às forças que buscam a transformação social, uma vez que está dissociada das dinâmicas políticas e sociais e seus respectivos conflitos.
Por essa razão, embora produza mudanças culturais significativas, essa tendência é considerada conservadora, pois não questiona a estrutura socioeconômica vigente, limitando-se a pleitear reformas setoriais. Para que essas transformações culturais se concretizem, seria necessário incluir reflexões e mudanças nos âmbitos político e econômico, algo que essa corrente não contempla de forma efetiva.
MACROTENDÊNCIA PRAGMÁTICA E CRÍTICA NA EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Já a macrotendência pragmática engloba sobretudo as correntes relacionadas à Educação para o Desenvolvimento Sustentável e ao Consumo Sustentável. Trata-se de uma expressão do ambientalismo orientado para resultados práticos e imediatos, alinhado ao pragmatismo e às lógicas do mercado ambientalista surgidas a partir da hegemonia neoliberal global consolidada desde a década de 1980, processo que, no Brasil, ganhou força no contexto do governo Collor de Mello nos anos 1990 (Silva; Oliveira, 2023).
Segundo Souza (2015), essa vertente pragmática está profundamente vinculada ao modelo de produção e consumo predominante no pós-guerra e poderia assumir um caráter crítico ao articular as dimensões sociais, culturais, econômicas, políticas e ambientais na reflexão sobre os impactos e resíduos gerados pelo atual padrão produtivo. No entanto, tal potencial foi desviado para uma abordagem predominantemente pragmática e adaptativa.
A macrotendência pragmática, no âmbito da Educação Ambiental, busca adequar-se ao contexto neoliberal de redução da intervenção estatal, o que impacta diretamente o conjunto das políticas públicas, incluindo aquelas voltadas para a proteção ambiental.
Layrargues (2015) destaca que o pragmatismo ambiental apresenta duas características principais. A primeira é a carência de uma reflexão profunda que permita compreender o contexto mais amplo e a inter-relação entre as causas e consequências dos problemas ambientais. Essa limitação advém de uma confiança acrítica na neutralidade da ciência, o que gera uma visão superficial e despolitizada tanto da sociedade quanto do meio ambiente.
A segunda característica é a busca constante por ações que entreguem resultados tangíveis rumo a um futuro sustentável, desde que estas permaneçam dentro dos limites do realismo político, da viabilidade econômica e da manutenção do status quo. No âmbito da Educação Ambiental, essa orientação corresponde à perspectiva da “atividade-fim”, que privilegia intervenções pragmáticas em detrimento de transformações estruturais.
Ao analisar as tendências conservacionista e pragmática, Layrargues e Lima (2018) evidenciam que ambas constituem momentos sucessivos de uma mesma linhagem de pensamento, adaptada às demandas econômicas e políticas vigentes. Assim, a macrotendência pragmática representa uma atualização neoliberal e modernizada da tendência conservacionista, ajustando-se ao novo contexto social, econômico e tecnológico, mas compartilhando com ela a omissão diante das questões de desigualdade e injustiça social.
Em contraposição, a macrotendência crítica, conforme definem Layrargues e Lima (2018), reúne correntes como a Educação Ambiental Popular, Emancipatória e Transformadora. Fundamenta-se em uma perspectiva crítica dos processos que perpetuam a dominação social e os mecanismos de acumulação de capital, visando o enfrentamento das desigualdades e das injustiças ambientais e sociais.
As abordagens críticas da Educação Ambiental posicionam-se contra as correntes hegemônicas e conservadoras ao incorporar as dimensões sociais, políticas e econômicas nos debates, problematizando as contradições inerentes aos modelos de desenvolvimento vigentes. No Brasil, a consolidação da Educação Ambiental crítica foi impulsionada por um contexto histórico marcado pela redemocratização após duas décadas de regime militar, pelo surgimento de novos movimentos sociais que expressavam conflitos e demandas ambientais, pelo ambiente favorável proporcionado pela Conferência do Rio de 1992, e pelo amadurecimento de uma consciência socioambiental articulada entre desenvolvimento, saberes disciplinares e lutas sociais (Layrargues; Lima, 2018).
Assim como no ambientalismo em geral, a macrotendência crítica da Educação Ambiental possui um viés eminentemente sociológico e político, incorporando temas como cidadania, democracia, participação, emancipação, conflito, justiça ambiental e transformação social. Essa perspectiva também favoreceu o surgimento e a consolidação da Ecologia Política como uma abordagem interpretativa dos fenômenos ambientais (Layrargues; Lima, 2018).
Além da dimensão política, a Educação Ambiental crítica reconhece a complexidade das questões sociais atuais, entendendo que problemas ambientais não podem ser reduzidos a soluções simplistas ou fragmentadas. Essa abordagem promove a ressignificação de dualismos estabelecidos pelo paradigma cartesiano, tais como indivíduo e sociedade, sujeito e conhecimento, saber e poder, natureza e cultura, ética e técnica.
O pensamento ambiental crítico contemporâneo entende que reducionismos, inclusive sociológicos e políticos, empobrecem a análise, tornando imprescindível a inclusão das dimensões culturais, individuais e subjetivas, que emergem das contínuas transformações sociais. Assim, as dimensões políticas e sociais da educação e da vida humana são fundamentais, mas inseparáveis dos valores, crenças e subjetividades dos indivíduos (Santos; Melo, 2021).
As três macrotendências da Educação Ambiental são: conservacionista, pragmática e crítica; identificadas por Layrargues e Lima (2018) apresentam correspondência conceitual e epistemológica com aquelas classificadas por Tozoni-Reis (2014) como natural, racional e histórica, respectivamente. Diante dos desafios contemporâneos da modernidade, que demandam abertura ao diálogo, inclusão e inovação, a Educação Ambiental crítica torna-se cada vez mais necessária, especialmente porque a aprendizagem e a transformação social são processos indissociáveis no campo educacional.
Acredita-se que, entre as três grandes vertentes da Educação Ambiental, a abordagem crítica é a que melhor se alinha ao enfrentamento das múltiplas crises socioambientais desencadeadas pelo modo de produção capitalista vigente. Nesse sentido, conforme apontam Teixeira e Tozoni-Reis (2017, p. 05), “os princípios da educação ambiental crítica podem proporcionar condições efetivas para a superação da crise estrutural que afeta a sociedade contemporânea”.
Essa abordagem procura articular as dimensões políticas, as desigualdades sociais e as injustiças ambientais, buscando a superação das relações de dominação que marcam a sociedade moderna. Alinhados a essa visão, compreendemos, em consonância com Tozoni-Reis (2010, p. 179):
A Educação Ambiental Crítica (EAC) consiste em um processo político de apropriação crítica e reflexiva de conhecimentos, atitudes, valores e comportamentos, cujo objetivo é a construção de uma sociedade sustentável, tanto do ponto de vista ambiental quanto social — trata-se, portanto, de uma educação ambiental emancipatória e transformadora.
De acordo com Sorrentino, Mendonça e Junior (2015), a Educação Ambiental possibilita a construção de uma ação política fundamentada na cidadania, pois, ao educar para a responsabilidade social e ambiental, promove-se a formação de coletividades conscientes e comprometidas com o mundo em que vivem.
Diante disso, percebe-se que uma Educação Ambiental que responda efetivamente aos anseios sociais é aquela que ultrapassa a mera alteração de comportamentos individuais, como exemplifica Layrargues (2016). Segundo o autor, focar apenas em mudanças comportamentais, por exemplo, o simples ato de não jogar lixo nas ruas é insuficiente para enfrentar os problemas socioambientais em sua complexidade. Ao invés disso, tais questões devem ser abordadas como temas centrais que provocam a problematização da realidade, favorecendo a construção de um pensamento crítico capaz de conscientizar e engajar os indivíduos.
Retomando o exemplo da produção de resíduos, seria fundamental questionar os motivos sociais e econômicos que levam à geração excessiva de lixo, estimulando o debate sobre os modelos de produção e consumo vigentes. Esse enfoque promove uma educação política voltada para a intervenção social, capaz de fomentar transformações estruturais nas relações sociais.
Como enfatiza Freire (2018), a educação deve ser um instrumento de esperança e luta, que construa utopias possíveis por meio do engajamento crítico e coletivo de pessoas que acreditam e trabalham na construção de um mundo mais justo, equitativo e sustentável.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A Educação Ambiental Crítica emerge como uma abordagem indispensável para a compreensão e enfrentamento dos complexos desafios socioambientais contemporâneos, especialmente aqueles originados pelo modelo capitalista de produção e consumo. Ao articular dimensões políticas, sociais e culturais, esta vertente propicia uma reflexão profunda sobre as desigualdades e injustiças ambientais, promovendo a formação de sujeitos críticos e comprometidos com a transformação social e ambiental.
O presente estudo evidenciou que, diferentemente das tendências conservacionista e pragmática, a Educação Ambiental Crítica não se limita a mudanças comportamentais superficiais, mas busca problematizar as estruturas econômicas e sociais que sustentam os problemas ambientais, integrando saberes e práticas que visam a emancipação e a construção de uma sociedade sustentável e mais justa.
Assim, reforça-se a necessidade de fortalecer esta perspectiva no âmbito educacional, valorizando processos educativos que promovam a cidadania ambiental ativa, o engajamento político e a transformação das relações sociais. Dessa forma, a Educação Ambiental Crítica se apresenta como um instrumento estratégico para a construção de futuros sustentáveis, pautados na justiça social e na responsabilidade ambiental.
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