A aproximação da literatura hispano-americana até a aventura do descobrimento

THE APPROACH OF SPANISH-AMERICAN LITERATURE TO THE ADVENTURE OF DISCOVERY

LA APROXIMACIÓN DE LA LITERATURA HISPANOAMERICANA A LA AVENTURA DEL DESCUBRIMIENTO

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/B806BE

DOI

doi.org/10.63391/B806BE

Brito , Raimundo Rodrigues de. A aproximação da literatura hispano-americana até a aventura do descobrimento. International Integralize Scientific. v 5, n 51, Setembro/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

Neste trabalho, é apresentado de forma sucinta uma análise histórica sobre a Literatura Hispano Americana: A Aproximação da Literatura Hispano-Americana até a Aventura do Descobrimento. Tendo em vista as Origens dos Povos das Antigas Civilizações, tais como: Os Astecas, Os Maias, Os Incas e Os Guaranis. A investigação foi desenvolvida através de uma pesquisa qualitativa onde a mesma forneceu os dados mais relevantes para a realização do trabalho de pesquisa. Estudar e compreender sobre a literatura espanhola, sem dúvida alguma, podemos afirmar que é o caminho por onde podemos percorrer para aprender novos conhecimentos e com certeza, novas culturas. É através da leitura e compreensão que se consegue ter a oportunidade de conhecer não só os fatos históricos, como também conhecer mais de perto os autores e obras de cada período. Conhecer as escrituras dos povos pré-colombianos é fazer uma grande referência a sociedade indígenas que habitavam as Américas antes da chegada de Cristóvão Colombo, em 1492. Estudar a Literatura espanhola é compreender sobre os costumes dos povos do período, ou seja, é saber da cultura e suas contribuições para a Literatura.
Palavras-chave
américa; civilizações; literatura; origens; período.

Summary

In this work, a historical analysis of Spanish-American Literature is succintly presented: The Approximation of Spanish-American Literature to the Adventure of Discovery.Taking into account the origins of the people of ancient civilization such as: The Aztecs, Mayans, Incas and Guaranis. The investigation was developed through qualitative research which provided the most relevant data for carrying out the research work. Studying and understanding Spanish Literature Without a doubt we can say that it is the path we can take to learn new knowledge and certainly new cultures. It is through reading and understanding that we have the opportunity to learn not only historical, facts but also get to know the authors and works of each period more closely. Knowing the writings of pre-Columbian people means that we are making great reference to the indigenous society that inhabited the Americas before the arrival of Christopher Columbus, in 1492. Studing Spanish Literature means understanding the customs of the people of the period, in other words, knowing about the culture and its contribution to Literature.
Keywords
america; civilization; literature; origins; period.

Resumen

En este trabajo, se presenta de manera sucinta un análisis histórico de la Literatura Hispanoamenricana: El Acercamiento de la Literatura Hispanoamericana hasta la Avertura del Descobrimento. Teniendo en cuenta los orígenes de los pueblos de cicilizaciones antiguas, como: Loa Aztecas, Los Mayas, Los Incas e Los Guaraníes. La investigación se desarrolló a través de una investigación cualitativa la cual apartó los datos más relevantes para la realización del trabajo de investigación. Estudiar y comprender la Literatura Española, sin duda podemos decir que es el camino que podemos tomar para aprender nuevos conocimientos y ciertamente nuevas culturas. Es através de la lectura y comprensión que tenemos la oportunidad de conocer no sólo hechos históricos, sino también conocer más de cerca a los autores y obras de cada época. Conocer los escritos de los pueblos precolombianos es decir que estamos haciendo gran referencia a la sociedad indígena que habitaba América antes de la llegada de Cristóbal Colón, en 1492. Estudiar la Literatura Española significa comprender las costumbres de la gente de la época, es decir, conocer la cultura y sus aportaciones a la Literatura.
Palavras-clave
américa; civilizaciones; literatura; orígenes; periodo.

INTRODUÇÃO

A pesquisa apresentada consiste em apresentar uma análise histórica sobre a aproximação da literatura Pré-colombiana até a Aventura do Descobrimento.

A Literatura é um importante veículo de comunicação desde os primórdios até os dias atuais. Os textos literários refletem sobre os costumes, culturas, características e as contribuições dos autores do período. 

É através da leitura são apresentados para a atualidade algo que já se passou, mas que continua vivo nas escrituras. E por essas e outras razões faz-se necessário uma investigação sobre os povos das antigas civilizações, tendo em vista a grande importância de conhecer os autores e obras do período.

A Literatura Pré-colombiana é marcada pela presença do mito cosmogônico e as duas fontes principais indígena são os códices e as crônicas.

A civilização Maya foi uma das mais desenvolvidas em relação aos aspectos econômicos, sociais e culturais, sendo a sua literatura registrada nos livros de Chilam-Balam; os Incas estabeleceram um vasto império nos Andes, sendo conquistados por Francisco Pizzaro; os Guaranis se estabeleceram desde a região Amazônica até o Rio da Prata.

Espanha e Portugal eram os países europeus que mais se desenvolveram em relação a viagens marítimas e empreendimentos para descobrir novos mundo; o diário de bordo de Cristóvão Colombo e a Lei das Índias, de Frei Bartolomeu das Casas foram os primeiros escritos literários realizados em Latino-americano.

O presente trabalho foi baseado em uma pesquisa bibliográfica contatando com o apoio de livros e artigos impressos, sites de internet, entre outros.

Pesquisar é aprender e ensinar o que se aprende para as gerações da atualidade, além de enriquecer o vocabulário.

OBJETIVO

De acordo com a estrutura do trabalho, pode-se verificar, portanto, que os objetivos estão distribuídos em geral e específicos, como se elenca a seguir.

 

OBJETIVO GERAL

Conhecer conceitos e características das principais obras dos autores desde a Literatura Pré-colombiana até a Aventura do Descobrimento.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Falar sobre as origens das antigas civilizações.

Nomear os mitos cosmogônicos para os aztecas, mayas e incas.

Falar como foi dado o descobrimento da América

Analisar a carta e o diário de viagem de Cristóvão Colombo.

Falar sobre a construção da identidade do povo asteca e a perda dessa identidade.

JUSTIFICATIVA

Este trabalho teve como justificativa, a sua parte literária, pois a mesma contribui com grande importância para o desenvolvimento da língua espanhola e para a cultura espanhola, contribuindo assim, para o processo da educação, socialização e aprendizado, tornando o ensino de língua espanhola mais efetivo.

REVISÃO DE LITERATURA

Antes da chagada de Cristóvão Colombo a América, nos fins do século XV, existiam nela culturas de diversos graus de desenvolvimento. As mais rudimentares, habitavam as planícies patagônica em tanto que as mais avançadas se encontravam em Perú e México. Três corresponderam a grupos étnicos de grande desenvolvimento sócio-político e cultural.

Os Astecas, que ocupavam o centro e sul do México atual; os Maias, que se estendiam por parte do México, Guatemala, Honduras e Salvador; e os Incas, que correspondia os territórios do Perú, Equador, Bolívia e parte da República Argentina. Estas três grandes civilizações apresentaram alguns traços comuns, tais como: desenvolvimento de conhecimento científicos e manifestações artísticas; existência do tipo de organização social avançadas; grande desenvolvimento no cultivo de plantações agrícolas, especialmente o milho, base da economia indígena; teatro ritual e conhecimento da poesia (épica e lírica) e da prosa narrativa.

OS ASTECAS

No âmbito literário, A América indígena desenvolve uma literatura coletiva, transmitida de geração em geração; durante o século XIX duas civilizações indígenas americanas se encontraram em seu apogeu: a azteca e a inca. Neste sentido Oseguera de Chávez (2000) reflexiona:

Imagina por quantos minutos que vives em um mundo primitivo, sem luz nem água corrente, sem televisão, carro nem gás, onde tu, ao igual que teu povo, precisa de instrução. Neste ambiente, uma noite presencias uma chuva de estrelas: uma tarde ao terminar a grande tempestade vês o arco-íris, depois uma vizinha tua pare um menino com uma deformidade craniana tão tremenda e om um só olho na metade da frente. Como explicaria tudo o anterior? Seguramente tu e teu povo inventariam uma lenda para cada sucesso. Ao começo das civilizações, a literatura brotou o sentimento de multidões ignorantes, que oralmente através de conselhos transmitidos de pais e filhos, responderam questões vitais que desassossegavam seu ânimo. Estes homens rudos, com candoroso janeiro poliram suas expressões a fim de ajudar ao ou vinte para que se ingresse ao mundo misterioso valendo-se de uma singular inspiração onde a lenda que interpretava ao espírito humano desempenhou um papel importantíssimo. (Oseguera de Chávez, 2000, p. 3-4).

As origens da literatura pré-hispânica são imprecisas e o pouco que se conhece se deve a recopilação de colonizadores e de indígenas evangelizados. A literatura pré-colombiana é marcada pela presença do mito cosmogônico e segundo Mircea Eliade (1977, p. 10) “a função mestra do mito é a de fixar os modelos exemplares de todos os ritos e de todas as ações humanas significativas”. As duas fontes principais da literatura indígena são os códices e as crônicas.

No âmbito literário da América pré-hispânica desenvolve uma literatura coletiva, transmitida de geração em geração através da literatura oral. A esse respeito apresenta-se um leque de considerações e exemplo de como esta literatura pré-colombiana foi se formando e de como os aztecas, um povo sem rosto e sem voz, construíram sua identidade do nada. 

Para formar um quadro de como se formou a primeira imagem dos aztecas antes dos olhos dos europeus sigamos a León-Portilla:

Chegando os espanhóis, quinta-feira santa de 1519 a Calcium-Cuecano, que chamaram de San Juan de Ulúa, nas costas de Vera Cruz, a realidade cultural que foi saindo a seu passo despertou desde logo sua curiosidade e admiração.  Em 8 de novembro de 1519 contemplaram Hernán Cortés e/ou gente por vez primeira o coração do México Antigo: O vale com seus lagos e a grande cidade do México-Tenochtitlán: O estupor que se via sem produto os fez conceber a primeira imagem, visão assombrada, do México Antigo. (León-Portilla, (1999, p. 10).

Os antigos mexicanos eram um povo politeísta porém se deixava conduzir pelo que lhes ensinavam seus mitos, se tinham que narrar a seus filhos o modo como surgiu a terra, a criação dos homens ou de que forma seu Deus os levou ao lugar onde eles tinham que construir sua cidade eram guiados pelo poder do mito que lhes explicava tudo.

… dessa maneira, a cosmogonia oferece o modelo, sempre que se trata de fazer alguma coisa, muitas vezes alguma coisa de forma viva de animada em ordem biológica, psicológica ou espiritual-[…] o modelo cosmogônico da construção das casas, dos pacios, das cidades” (Eliade, 1977, p. 10).                         

Tinham o costume de oferecer ouro e pedras preciosas em sacrifícios. O pitoresco (em oferta ouro, pedras preciosas, sementes e sangue) porque acreditavam que dessa forma apaziguariam o Deus e sua vida continuaria cheia de saúde, força e sem doenças. Havia um Deus para todos. O Deus da chuva, da colheita, do sol e da guerra entre outros. 

OS MAIAS

A civilização maia foi uma das civilizações Pré-colombianas mais desenvolvida no que se refere aos aspectos econômicos, sociais e culturais. Para que se possa construir a identidade de um povo, é necessário que este povo tenha domínio de uma primeira língua, para posteriormente pode comunicar-se e comunicando-se de geração em geração suas crenças, sua organização social e política e seus costumes. Nesse sentido a civilização maya marcou sua diferença com o resto da Mesoamérica ao ter alcançado um desenvolvimento de perfeição nos aspectos científico e artístico e a exemplo dos que faziam os mayas pode-se adicionar:

Construção de centros cerimoniais e de bases  piramidais,  lindamente adornados com máscaras de estuque moldado: elaboração de estelas e altares com  personagens  e  inscrições  hieroglíficas; avançados conhecimentos astronômicos,  matemáticos,  calendáricos; oferenda em ricos túmulos que revelam  notáveis avanços técnicos da cerâmica e lapidaria; o uso da chamada “cofre falso”, que se generalizou e permitiu a substituição dos telhados de  palmeiras pelo de alvenaria, tanto nos edifícios destinados  ao  culto como nas residências  das   classes  privilegiadas,  e  um  notável avanço na escultura, o modelado de  estuque  e  a  pintura  mural. (Oseguera de Chávez, 2000, p. 16).

Os maias, grupo de povos indígenas mesoamericanos, segundo as fontes históricas, foram basicamente agricultores e como sistema de cultivo tinham seus campos bem avançados por conta de seu bom desenvolvimento de sistema de canais de irrigação e o saneamento de zonas pantanosas, praticavam como os demais povos pré-colombianos na coleta de plantas e caçavam na selva, montes litorais e margens de estuários. O povo mais conhecido e que dá nome a todos os demais, ocupava a península Yucatán. 

Não tinham bom desenvolvimento a domesticação de animais e quando faziam era para comerem, como: cachorro americano, algumas aves como, por exemplo, os patos, os pombos, perdizes e faisões. E quanto à agricultura, a economia maia consistia basicamente do cultivo do milho, feijão (feijão-carioca, feijão-verde), batata-doce, aipim (mandioca) e cacau, cujas sementes eram utilizadas como unidade de troca.

O comércio dentro da área e um pouco no exterior era praticado com povos maias e não maias, por via terrestre, fluvial e marítima (ao redor da península de Yucatán, desde Tabasco até América Central). O sistema de comércio era por meio de troca e os mesmos produtores saiam trocando suas mercadorias. Usavam alguns artigos como moedas, tais como: grãos de cacau, pouco depois revolucionou para conta de jade, conchas marítimas de cor vermelha e muito depois para sinos ou objetos planos de cobre. E quanto a divisão social, a sociedade se dividiu em três classes bem definidas; a cúspide foi ocupada pelo rei ou Halach Uinic que era o chefe do Estado, tanto religioso como civil e militar; à nobreza é algo que vem do nascimento e as pessoas são ligadas por linhagens. Os principais postos civis e religiosos estavam reservados aos membros da família principal. Por último, a classe plebeia se agrupava a toda à aprovação. Era a única que produzia, era formada por agricultores, pescadores, caçadores e artesãos. Trabalhavam para manter-se a si mesmos, a suas famílias, porém também aos nobres, guerreiros, funcionários civis e religiosos ademais realeza. A região dos maias esteve dividida segundo Oseguera de Chávez:

Em estados independentes. Cada um deles estaria dirigido por um governo central com sua sede na cidade mais importante, que era o centro político e religioso.  Nelas residia o Halach Uinic junto com a classe nobre e os sacerdotes que concentravam o poder civil e religioso. As cidades maias se agruparam em diversos âmbitos regionais. A área mais importante foi a do Petén, com os centros de Uaxactún, Tikal, Nakun, Homul e Yaxha, vale de Motagua destacaram Copán (Honduras) e Quirigua (Guatemala) e no de Usumacinta, Tonica e Yaxchilán, aí como Palenque, Comalcalco e Boanampak. (Oseguera de Chávez, 2000, p. 17).

O período clássico da cultura maia chegou a seu fim no século X. Os maias registravam seus conhecimentos em folhas de papel elaboradas com a casca de árvores em posição de telas, e que hoje se conhece como códices. Os mais conhecidos são: o Códice de Dresde – importante tratado de astronomia; o Códice de Madrid – registro de dados para prever a sorte e o Códice de París que reúne cerimônias e profecias relacionadas com certo períodos e assuntos adivinhos.

Em relação a literatura maia, literatura oral, segundo os estudiosos da literatura pré-colombiana já nomeado neste livro, ele ficou registrado nos livros de Chilam-Balam em antigos códices por volta de 1859, em língua maia o que fez pensar que o mesmo (o livro de Chilam-Balam) foi escrito ao longo de quatro séculos – do XVI ao XIX – isto leva a confirmar de que esses fatos ocorreram depois da conquista e com o objetivo de preservar a cultura antiga com seus costumes e lendas que eram transmitida por meio oral de geração para geração.

OS INCAS

Os incas foram uma das civilizações pré-colombiana mais desenvolvidas, cujo império estava centralizado na cidade de Cuzco e que corresponde ao que hoje é: Peru, Bolívia, Equador, parte do Chile e norte da Argentina. Os incas (de quechua, “rei” ou “príncipe”) estabeleceram um vasto império nos Andes. O império incaico foi conquistado por Francisco Pizarro em 1532. Os textos que existem sobre os incas têm chegado até os dias atuais por transmissão oral e são basicamente hinos religiosos que manifestam a crença em um Deus único, mitos e lendas. A respeito dos incas se diz:

Os americanos pré-colombianos não eram um   povo   pastores. Eles nem sequer tinham vacas domesticadas, nem ovelhas nem cavalos. No entanto, os animais selvagens representaram um papel importante em sua vida religiosa, da mesma maneira que o   fizeram os répteis e insetos. Abelhas, escorpiões, peixes, sapos, cobras, lagartos, crocodilos, tartarugas, garças, perus, abutres, águias, corujas, papagaios, antas, tatus, veados, lebres, onças, pumas, coiotes, ursos, cães, morcegos, macacos, etc. América nos figuram em seu simbolismo  religioso.  (Marckenzie, 2000, p. 39).

Os incas ou quechuas precisaram de um sistema ideográfico ou fonético. Nenhum vestígio ou fonte é preservado do idioma imperial dos incas. A poesia incaica se caracteriza pelo panteísmo ou adesão à terra, própria de uma civilização agrícola. Eles acreditavam em vários deuses, porém o principal era Viracocha. Adoravam os deuses em templos ou lugares sagrados chamados uacas.

Além do panteísmo, é perceptível na poesia incáica uma tristeza típica do indígena, que, no entanto, não tem o mesmo sentido que dá ao homem moderno. Por outro lado, quase não existe diferença para a alma indígena entre os conceitos de tempo e   espaço. Outra característica é um certo franciscanismo designou Luis Alberto Sánchez que consiste no amor especial que o índio sente pelos animais, que compartem o lugar quase em qualidade de irmãos […] Assim mesmo, a poesia quechua é uma arte de massas, e não exalta mas por exceção aos grandes homens do império ou Tahauntisuyo. (Loprete, 1978, p. 26).

Os incas tinham uma crença na sucessão do mundo através de idades que somavam um total de cinco: Huari Viracocha Runa – a primeira que durou oitocentos anos e por ser a primeira idade e por tanto a primeira geração, os colonos não morriam nem se matavam entre si. A segunda idade foi Huari Runa – gente autóctonas – e teve a duração de mil e trezentos anos. Foi nessa idade que começaram os trabalhos de cultivo da terra. A terceira idade se chamou Purun Runa e durou cento e trinta e dois anos e seus moradores se multiplicaram como grãos de areia e como já quase não cabiam na terra. Estes desenvolveram a técnica da construção de casas e melhoraram as técnicas da agricultura. A quarta idade – Auka Runa durou dois mil e cem anos. E se caracterizou por lutas de expansão e conquista; o império inca – Tahantiuyo se expandiu divido a guerras para aumentar ou consolidar o domínio territorial, e os incas e os seus sucessores além de dominar aos derrotados estenderam o cultivo de diferentes variedades de milho e batata. Na última das idades o império caiu nas mãos dos espanhóis.

Com a caída do império incaico foi possível porque havia uma disputa entre os irmãos Atahuaipa e Huáscar pelo trono Atahualpa foi preso e seu irmão Huáscar o mandou matar. Pouco tempo depois entram em Cajamarca os homens brancos liderados por Francisco Pizarro que pede um encontro de forma diplomática que Atahualpa aceita e entra na praça numa liteira cercado por sua comitiva, porque como os aztecas, pensava que estes homens eram deuses. Os espanhóis se mostram tranquilos para não espantar os índios e fazem Atahualpa prisioneiro. O Tahuantinsuyo o Império inca se dividia em quatro partes a partir da cidade capital O Cruzco que era considerada o centro do mundo.

OS GUARANIS

Os índios guaranis descendem do grupo tupi – guarani e se agruparam na região da Amazônia brasileira desde os tempos pré-históricos. Nas figuras de arte rupestres foram descobertas figuras de quatis, urubus, avestruzes, veados e tatus em tons de ocre e vermelho. Possuíam máscaras de cerâmica para armazenamento, além de grandes casas comunitárias em um esquema de distribuição que refletia sua concepção de universo.

Depois da conquista, muito tempo depois, os descendentes dos índios guaranis se estendiam desde o Amazonas, pelo Norte, até o Rio da Prata, pelo Sul e desde o litoral atlântico do Brasil pelo Leste até os Andes bolivianos pelo Oeste. Sabe-se que foi na bacia Amazônica o berço do grupo tupi – guarani. A esse respeito explica Saguier:

Antes da chegada dos europeus, os guaranis integravam a grande família, ou a nação conhecida como o nome de guaraní – tupí.  A mesma ocupava vasta região que, de maneira descontínua barrava pelas costas do oceano Atlântico desde mais acima da desembocadura do Amazonas até mais abaixo do estuário do Prata, extendendo-se para o interior até os contra fortes andinos, especialmente ao longo dos rios. A família Guaraní – Tupí habitava, pois, grande parte dos atuais territórios do Brasil, Paraguay, Argentina, Uruguay, Guiana, Bolívia, Perú e Equador. (Saguier, S/D; p. 02).                                                       

Os guaranis se estenderam desde o Amazonas, pelo Norte, até o Rio da Prata pelo Sul e a partir daí até o litoral atlântico do Brasil inclusive eles se espalharam até os Andes bolivianos. Conta a lenda que a dispersão dos índios guaranis se deu por conta do carácter insuportável das esposas dos irmãos guaranis Tupi e Guarani. O que de fato afirmam os historiadores é: 

O núcleo guaraní propriamente dito se centrava entre os rios Paaná e Paraguay com certas prolongações; vale dizer, os guaranis habitavam na atual região oriental do Paraguay, o estado de Mato Grosso e parte da costa atlântica, no Brasil, e a província de Missões na Argentina, com algumas fixações e território bolivianao pelo noroeste e Uruguay pelo sudoeste. (Saguier, s/d, p. 02).

No que diz respeito a vida religiosa dos índios Guaranis, eles praticavam o xamanismo em algumas regiões e seu líder espiritual era o pajé que por sua vez levavam uma vida de castidade e pureza e faziam um regime rigoroso para estar sempre em estado de pureza. Os Guaranis acreditavam na existência de um ser supremo. Tupã criador de tudo que existe. A Tupã se pensa em Anã ou Añanga, o demônio. Acreditavam em fantasmas – a Porã que flutuava nos lagos e rios e vagava em volta das tumbas. O Urupira era outro fantasma que tinha a forma de um pé. Acreditava na existência da alma e asseguravam que os homens tinham duas almas; uma que permitia o uso da fala, da inteligência e a outra que provinha dos animais. E quanto a sua forma de viver se pode dizer que: 

A organização das aldeias se fazia em uma aglomeração de 5 a 8 casas dispostas em quadrângulo – cada uma submetida a uma autoridade patriarcal – que se alojavam em maloca, por volta de 50 membros da família ampla.  Frequentemente várias aldeias “amigas” estavam rodeadas por até 3 paliçadas defensivas. (Saguier, s/d, p. 06).                   

E quanto a economia e o transporte, os guaranis praticavam a agricultura e se dedicavam a caça e a pesca. Sobre os transportes eles construíam canoas de tronco de árvores usando fogo para escavá-los e o machado. As provisões eram transportadas em balsas. Tinham conhecimento de astronomia porque diferenciavam o sol da lua. Os líderes religiosos dos guaranis eram chamados de feiticeiros ou pajés e levavam uma vida de castidade obedecendo um regime de comidas especiais para estar sempre em estado de pureza. Adoravam a Tupã que se pensava a Añanga (o demônio). Acreditam na existência de fantasma e na existência da alma, porém também que todo ser humano tinha duas almas; uma que permitia o uso da fala e da inteligência e outra que provinha dos animais, dessa forma uma pessoa valente e tinha alma de um jaguarité e uma pessoa astuta da alma da raposa.

Os índios guaranis construíam suas casas com os materiais que encontravam na natureza e as aldeias eram fortificadas com estacas afiadíssimas com elementos cortantes. Geralmente as casas eram poucas e se chamavam malocas uma vez que duas ou até cinco famílias compartiam o mesmo teto. As malocas não tinham janelas e a ventilação era produzida pela corrente de ar que entrava por duas portas situadas em cada extremo da casa.

Para descansar os índios guaranis utilizavam as redes feitas de algodão e para sentar-se nas banquetas muito pequenas. O fogão era feito no chão e o fogo era feito por meio de dois pauzinhos por confronto.

OS COSTUMES GUARANIS

Os homens têm um pequeno orifício no lábio, no qual é inserido um cristal, tão grosso quanto uma pena de cor amarela.

Na adolescência, os meninos eram submetidos à cirurgia de piercing no lábio.

O feiticeiro realizava essa tarefa com um furador. A criança não podia chorar e tinha que suportar a dor. Por fim, o tembeta ou tubo era colocado nele, com a finalidade de impedir que o mal entrasse em seu corpo e indicar que ele agora era um homem preparado para a luta.

A transição para a adolescência das meninas foi feita com um longo período de solidão, elas só precisavam conversar com a mãe, que lhes contava tudo o que um adulto deveria saber.

As festas eram comuns e aconteciam todos os dias após a conclusão das tarefas. Havia dança e muita bebida, eles também praticavam canibalismo ritual (ou seja, não comiam carne humana por fome, mas para incorporar as virtudes do inimigo). Eles geralmente alimentavam e cuidavam de um prisioneiro corajoso e então, depois de alguns meses, matá-lo com um golpe de porrete em uma cerimônia pública durante a qual os pedaços eram distribuídos e depois assados.

Eles se adornam com penas marrons, aparam os cílios e dançam ao redor deles. Recebem uma mulher para cuidar e até mesmo para relação sexual. Se ela engravidar, eles criam a criança até que ficar mais velha, depois a matam e a devoram, bebem, comem seus intestinos, eles são amarrados à vara com a qual são mortos e levados aos selvagens das outras aldeias. Eles enchem os recipientes com bebidas e conduzem o prisioneiro uma ou duas vezes, ao redor da praça e dançam ao redor dele. Então as mulheres chegam, pegam os pedaços e os cortes, e dançam ao redor das cabanas com grandes gritos. Depois eles abrem as laterais da frente e dividem entre si, mas as mulheres, ficam apenas com os intestinos, fervem-nos e fazem uma sopa chamada Mingau. Quando tudo está terminado, eles levam sua parte consigo.     

A AVENTURA DO DESCOBRIMENTO: ABORDAGEM HISTÓRICA

Dentre os países do Velho Mundo, Espanha e Portugal possuíam os conhecimentos técnicos necessários para sair em busca de aventura porque o mar era temido e empreende aventuras na tentativa de fazer descobertas, navegar para o desconhecido não era uma tarefa fácil e também exigia, muito conhecimento, coragem e espírito aventureiro e também de pensar nas riquezas e honras. Portugal e Castela desde finais do século XV, eram os países que desenvolviam muitos negócios em busca de oportunidades para comercializar com o Oriente Médio. No ano de 1492 fechou o ciclo caracterizado pelo domínio muçulmano. Como consequência, conquistou a unidade territorial, política e religiosa, e se iniciou o processo de expansão, coroado pela descoberta de um novo continente.

O descobrimento da América se deu no reinado dos reis católicos Fernando V e Isabel I. Tanto Portugal quanto Espanha tinham grande interesse em descobrir uma nova rota marítima que os conduzia a Índias, até o Extremo Oriente por conta do comércio de especiarias. Os marinos portugueses eram apoiados pela coroa o que fez com que fizessem grandes descobrimentos com o fim principal de descobrir uma rota que os conduzisse às Índias.

Todo esse interesse tinha como causa principal os aspectos econômicos, principalmente porque no século XV, os ricos comerciantes, banqueiros e navegantes preocupados sobre uma política e social que era contra uma regulamentação e a rigidez feudais.

Ao finalizar o século XV, a península Ibérica se converteu no centro do mundo econômico e político. Os grandes comerciantes, banqueiros, navegantes, cosmógrafos e científicos orientaram seu interesse em direção a Espanha e Portugal, países que encaminhavam ao triunfo e à riqueza quando as explorações marítimas puseram debaixo de seu domínio os   surpreendentes   continentes americano e africano respectivamente. […] Um interesse mercantilista prevalecia os indivíduos, pois buscavam fazer grandes negócios e levar uma vida mais prática. Essa vontade de intensificar uma economia monetária e crédito toda Europa era uma das características mais marcantes do   homem renascentista. Nele havia uma nova concepção da vida, cujo centro se encontravam o homem mesmo e sua vida terrenal; lhes interessavam as coisas imediatas e preferia as riquezas deste mundo. (Oseguera de Chávez, 2000, p. 32 – 33).

Este era o espírito que movia a sociedade europeia dos séculos XV e XVI e a obra O Príncipe, de Nicolau Maquiavel, constituiu um exemplo do que ia na cabeça dos homens dessa época, na medida que junto às glórias e a ganância por riquezas, queriam o espírito livre e também o desejo de explorar todos os caminhos que o levassem até seus objetivos. Essa busca por novas rotas só foi possível graças às novas descobertas de instrumentos técnicos e científicos, como a crença na esfericidade terrestre, aos progressos na navegação, a invenção das caravelas, o uso da bússola, o astrolábio e o sextante sem falar da invenção da imprensa por Gutemberg que proporcionou a possibilidade que estes conhecimentos se movessem por todas as partes e a muitos interessados na navegação. Falar da aventura do descobrimento da América é sobretudo uma tarefa que exige falar dos cronistas da América. A História da Literatura Hispano Americana começa com o Diário de bordo da primeira viagem de Cristóvão Colombo, (1492 – 1493). A esse respeito Echevarría e Pupo-Walker afirmam:

O diário em si mesmo representa uma inovação e quanto ao gênero, já que se trata de um diário pessoal explicitamente dirigido aos Reis Católicos.  Consciente das expectativas da coroa Colombo leva a cabo a delicada tarefa de ajustar o que realmente encontrou com o que se esperava que encontrasse – o Oriente, ouro, especiais e almas às que converter à religião. (Echevarría e Pupo-Walker, 2006, p. 90).

Além do Diário de bordo, Colombo informou aos Reis Católicos sobre o Descobrimento com sua famosa carta e escreveu instruções de escrever mais sobre as terras encontradas e ainda a serem encontradas. A partir de Colombo, todos os demais marinheiros receberam instruções reais de:

Relatar pontualmente sobre as coisas das Índias: Condição de seus povos, ritos e costumes; característica da paisagem, clima, acidente geográfico; descrição da fauna e flora; recursos e riquezas; existência de minas. Todo ele obedecia a uma necessidade política da coroa. A resposta foi uma inumerável produção de relações, cartas, memoriáveis e crônicas escritos pelos mesmos protagonistas daquelas aventuras ou por cronistas a seu serviço, que supre a falta de letras de seus chefes ou a escassez de tempo de seus capitães para registrar com caligrafia lenta, os perfis de tantas novidades. (Redonnet, at all, 1993, p. 15).

Claro, que aos interesses subjetivos da crônica das Índias respondem os cronistas religiosos, cronistas que respondem a interesses e registros históricos, cronistas conquistadores, cronistas oficiais, entre outros. De acordo com os documentos históricos, o primeiro cronista da América foi Cristívão Colombo (1451-1506), genial navegante genovês e cronologicamente o primeiro escritor da língua espanhola na América, pois se conservam diversas escrituras dele em particular seu Diário de viagem – escrito durante a primeira viagem do descobrimento (1492) e a carta escrita aos reis católicos da Espanha anunciando o Descobrimento da América. A esse respeito Loprete explica:

Depois de afirmar uma capitulação com os Reis Católicos da Espanha, mediante ao qual foi concedido o título de almirante e o cargo de vice-rei e governador das terras e ilhas que descobrisse, além do dízimo dos metais e pedras preciosas que obteve. Colombo partiu de Palos, com 120 homens e três caravelas, e depois de pouco mais de dois meses de navegação descobriu a América, desembarcando em uma ilha chamada Guanahani (San Salvador), provavelmente uma das atuais Bahamas. De acordo com a capitulação, Colombo deveria contribuir com uma oitava parte dos gastos da expedição, que foram cobertos por vários amigos seus, marinheiros e armadores. (Loprete, 1978, p. 34).

Seja como for, o certo é que Colombo, apegado à tradição e um observador astuto, foi protagonista desta época de contraste entre o místico e o científico. Os reis da Espanha aceitaram a proposta do navegante e Colombo obteve títulos, honra e benefícios econômicos.

AS CRÔNICAS DAS ÍNDIAS

O Diário – como um dos primeiros testemunhos da realidade americana não se conserva em seu texto original porque embora tenha sido escrito por Cristóvão Colombo durante sua primeira viagem, no entanto, foi resumido por Frei Bartolomeu das Casas em sua História das Índias.

Colombo nos transmite, desde que relata o dia do desembarque na ilha Guanahni – logo San Salvador – uma visão fresca e ingênua daquela região de árvores muito verdes e muitas águas e uma lagoa “que é prazer observá-la”, assim como o cheiro suave das flores e árvores “que era a coisa mais doce do mundo”. […] No meio da paisagem paradisíaca a quem Colombo elogia com sua linguagem limitada, mas emocional, aparece o homem americano, observado com acuidade e nuances do que o ambiente. O almirante aponta sua nudez – chamativa para um europeu – sua juventude, sua beleza, sua fala doce, a nobreza de suas atitudes. (Bracaccini, 1994, p. 34).

A Carta de Colombo é o primeiro texto literário da América, e pela forma como são narrados os fatos e as imagens de seres fantásticos torna este texto até mesmo capaz de desempenhar o papel de literatura mágica. Além disso, Colombo não teve oportunidade de ingressar em uma Universidade e foi uma ótima maneira de ser um autodidata.

TEXTO 1: CARTA DO DESCOBRIMENTO 

Senhor, porque sei que comprazes na grande vitória que Nosso Senhor me deu na minha jornada, escrevo-te estas coisas para que saibas como em 33 dias atravessei para as índias, com a frota que o Ilustríssimo Rei e Rainha nossos senhores me deram onde falhei, muitas ilhas povoadas por incontáveis pessoas, e tomei posse de todos eles por suas altezas com proclamação e bandeiras reais estendidas, e não fui contrariado. Nomeei o primeiro que encontrei como San Salvador, em homenagem a sua Majestade, que maravilhosamente nos deu tudo isso: os índios a chamam de Guanahani. Chamei a segunda de ilha de Santa Maria de Concepção; a terceira de Fernandina; a quarta de Isabela; a quinta de ilha Juana, e assim por diante. […]

Eu entendia bem por outros índio, que eu já havia capturado, que esta terra era continuamente uma ilha; e assim segui a costa dela para o leste cento e sete léguas até onde ela terminava; de onde vi outra ilha para o leste, dezoito léguas distantes desta, que mais tarde dei nome espanhol: e fui para lá: e segui a parte norte, bem como Juana, para o leste cento e oitenta e oito grandes léguas, por uma linha reta, que todas as outras são muito férteis em grau excessivo, e esta é extremamente: nela existem muitos portos na costa do mar semcomparação com outros que conheço em cristãos, e muitos rios bons e grandes que são maravilhosos: As terras são altas e nela há serras muito boas e montanhas muito altas, sem comparação com a ilha de Tenerife, toda linda, de mil formas e toda transitável e cheia de árvores de mil formas e alturas, e elas parecem chegar ao céu: E me disseram que elas nunca perdem as folhas, até onde eu oude entender, pois as vi tão verdes e tão bonitas quanto são maio na Espanha. 

E algumas estavam  em flores, algumas com frutos, e algumas em outra área, de acordo com sua qualidade: E o rouxinol e outros passarinhos cantavam de mil maneiras no mês de novembro onde eu estava caminhando. Há palmeiras de seis ou oito espécies, que são admiráveis de se ver, por sua bela forma, assim como outras árvores, frutas e ervas: Há maravilhosas florestas de pinheiros, paisagens exuberantes, mel, muitos tipos de pássaros e frutas muito diversas. Há muitas minas de metal nas terras, e há um número considerável de pessoas. A Espanha é maravilhosa: as montanhas, os vales e as planícies, e as terras são tão bonitas e saudáveis para plantar e semear, para criar gado de todos os tipos, para construir vilas e lugares. […]

TEXTO 2: DIÁRIO DE COLOMBO, LIVRO DA PRIMEIRA NAVEGAÇÃO 

Ao desembarcarem, avistaram árvores muito verdes, água abundante e diversos tipos de frutas. O Almirante chamou os dois capitães e os demais que desembarcaram, e a Rodrigo de Escobedo, escrivão de toda a frota, e a Rodrigo Sanchez de Segovia, e disse que deveriam dar como fé e testemunho o que ele deu diante de todos, como de fato, o Rei e Rainha, seus senhores tomaram posse da dita Ilha, fazendo os protestos que se impunham, conforme consta testemunhos que ali prestaram por escrito. Então, muitas pessoas da ilha se reuniram.

O que se segue são as palavras formais do Almirante, em seu livro sobre sua primeira viagem e descoberta destas Índias: Eu (diz ele), porque eu sabia que eram pessoas que seriam melhor libertadas e convertidas à Nossa Santa Fé com Amor do que pela força, dei alguns deles alguns gorros vermelhos e algumas contas de vidro que foram colocadas em volta do pescoço, e outras coisas de pouco valor, eles se divertiram muito e ficaram tão impressionados que foi um verdadeiro milagre. Então, vieram nadando até os botes do navio onde estávamos. E nos trouxeram papagaios, novelos de linha de algodão, dardos e muitas outras coisas. E eles trocavam conosco por outras coisas que lhes dávamos, como contas de vidro e sinos.

Resumindo, eles pegavam e davam o que achavam ser boa vontade. Mas me parecia que eram pessoas de péssima qualidade. Todos andam nus, exatamente como suas mães os deram à luz, e as mulheres também, embora eu não tenha visto mais do que uma mulher muito jovem. E todos os que vi eram homens jovens, e não vi ninguém com mais de 30 anos. Muito bem constituídos, com corpo belíssimos e rostos muito bonitos. Seus pelos são grossos, quase como seda de cavalinha, e curtos. Seus cabelos são usados acima das sobrancelhas, exceto por alguns longos fios na parte de trás, que nunca cortam. 

Eles os tingem de preto, e são da cor de canários. Nem preto nem branco, e alguns pintam de branco, outros de vermelho, e alguns pintam o que não pintam. E alguns pintam o rosto, e alguns pintam o corpo inteiro, e deles apenas os olhos, e deles apenas o nariz. Eles não carregam armas, nem você os reconhece, porque eu lhes mostrei espadas e eles as pegaram pelo fio, e se cortaram em ignorância. Eles não têm ferro. Alguns de seus dardos são varas sem ferro, outros têm um dente de peixe na ponta e outros são feitos de outras coisas. 

Todos são de boa estatura, grandeza e bons gestos, muito bonitos. Vi alguns que tinham sinais de feridas no corpo, e eu preparei jantares para eles, que era o que era, e eles me mostraram como pessoas de outras ilhas que estavam próximas, vieram e quiseram levá-los e eles se defenderam. E eu acreditava e acredito que eles vêm do continente para cá para levá-los como cativos. Devem ser bons servos e de bom senso. Vejo que eles rapidamente dizem tudo o que lhes digo. E creio que logo se tornarão cristãos, pois me parece que não têm seita. Eu, se Nosso Senhor quiser, levarei seis daqui para Vossa Alteza na hora da minha partida, para que aprendam a falar. Não vi nenhum animal de espécie alguma, exceto papagaios, nesta ilha. Estas são todas as palavras do Almirante. (Colombo, 1492).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Espera-se que, com a análise histórica do presente trabalho, seja possível compreender melhor no que diz respeito a aproximação da Literatura Pré-colombiana até a Aventura do Descobrimento.

O objetivo da pesquisa não só busca apenas os fatos históricos ocorridos no período, como também fornecer compreensão de conceitos e características fundamentais para o aprofundamento de novas pesquisas relacionadas a Literatura espanhola.

A Literatura sempre foi um veículo de comunicação desde os primórdios até os dias atuais. Os textos literários refletem sobre os costumes, culturas, conceitos, características e contribuições dos autores do período.

É através da leitura e conhecimento que se traz para a atualidade de algo que já se passou, mas que continua vivo nas grandes escrituras literárias. 

E por essas e outras razões, faz-se necessário uma investigação sobre os povos das antigas civilizações, tendo em vista a grande importância de conhecer os autores e obras do período.

Através dos estudos sobre literatura espanhola, é que se descobre que a mesma é um elemento primordial na hora de aprender uma língua, pois é estudando a literatura que é possível conhecer os autores e suas obras e principalmente a cultura de um povo.

No entanto, uma série de conhecimentos ajudam a conhecer melhor o espírito espanhol e a cultura desse povo, além de subsídios para uma melhor aprendizagem da língua.

Portanto, o que é apresentado neste trabalho, é um resumo histórico dos principais autores e obras desde à Aproximação da Literatura Pré-colombiana até a Aventura do Descobrimento.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRACACCINI, Graciela D. at all. Literatura Argentina e Hispanoamericana: Buenos Aires; Santillana, 1994.

DIARIO DE COLÓN, Libro de la Primera Navegación; https://<www.bibliotecasvirtuales.com/biblioteca/Literaturadelaconquista/CartasdeColon.asp< accedido dia 04/05/2011.

ECHEVARRIA, Roberto González y Pupo-Walker, Henrique. Historia de la Literatura Hispanoamericana I: Del Descubrimiento Al Modernismo. Editorial Gredos, 2006.

ELIADE, Mircea. Tratado de Historia das Religiões. Lisboa – Portugal, 1977.

LOS GUARANIES. Disponible in https://www.villarrica.com.py/folkore/guaranies_costumbres.htm accedido dia 19/09/2011.

LEÓN-PORTILLA, Miguel. Los Antiguos Mexicanos: através de sus crónicas y cantares; México; Fondo de Cultura Económica, 1999.

LOPRETE, Carlos Alberto. Literatura Hispano Americana y Argentina. Buenos Aires. Plus Ultra, 1978.

MACKENZIE, Donald A. América Precolombina. Madrid – España. Edimat Libros S. A, 2000.

OSEGUERA DE CHÁVEZ, Eva Lydia. Histórias de la Literatura Latinoamericana. 1ª E. d.; México, 2000.

REDONNET, Maria Luisa O. de Serrano at all. Literatura V: Las Letras en la América Hispana. Argentina, Ed. Estrada, 1993.

SAGUIER, Rubén Bareiro. Literatura Guarani del Paraguay, Paraguay, s/d; disponiblein<https:/www.cabildoccr.gov.py/libros/literatura_guarani_py.pdf< accedido dia 11/07/2011.

Brito , Raimundo Rodrigues de. A aproximação da literatura hispano-americana até a aventura do descobrimento.International Integralize Scientific. v 5, n 51, Setembro/2025 ISSN/3085-654X

Referencias

Vivian Caroline Coraucci.
BAILEY, C. J.; LEE, J. H.
Management of chlamydial infections: A comprehensive review.
Clinical infectious diseases.
v. 67
n. 7
p. 1208-1216,
2021.
Disponível em: https://academic.oup.com/cid/article/67/7/1208/6141108.
Acesso em: 2024-09-03.

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n. 51
A aproximação da literatura hispano-americana até a aventura do descobrimento

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