A perspectiva das famílias na inclusão escolar: desafios e contribuições na convivência com crianças neuro divergentes.

THE FAMILIES’ PERSPECTIVE ON SCHOOL INCLUSION: CHALLENGES AND CONTRIBUTIONS IN LIVING WITH NEURO DIVERGENT CHILDREN

LA PERSPECTIVA DE LAS FAMILIAS SOBRE LA INCLUSIÓN ESCOLAR: RETOS Y APORTES EN LA CONVIVENCIA CON NIÑOS NEURO DIVERGENTES

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/B8D2C7

DOI

doi.org/10.63391/B8D2C7

RAULINO, Solenir. A perspectiva das famílias na inclusão escolar: desafios e contribuições na convivência com crianças neuro divergentes.. International Integralize Scientific. v 5, n 49, Julho/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

Este artigo tem como objetivo analisar, por meio de revisão bibliográfica, a percepção das famílias no processo de inclusão escolar de crianças com múltiplas deficiências e transtornos autores neurobiológicos no contexto da escola regular brasileira. Utilizou-se uma abordagem qualitativa baseada em análise de conteúdo de estudos publicados entre 2010 e 2023. Os resultados foram organizados em quatro categorias: percepções familiares, desafios enfrentados, papel da família e propostas de parceria com a escola. Observou-se que percepções positivas favorecem o envolvimento das famílias, enquanto a ausência de suporte institucional pode gerar resistências. O estudo conclui pela necessidade de práticas educativas mais acolhedoras e de centros de apoio às famílias para uma inclusão efetiva.
Palavras-chave
inclusão escolar; família; autismo; deficiências múltiplas; percepção parental.

Summary

This article aims to analyze, through a bibliographic review, the perception of families in the process of school inclusion of children with multiple disabilities and neurobiological disorders in the context of Brazilian regular schools. A qualitative approach based on content analysis of studies published between 2010 and 2023 was used. The results were organized into four categories: family perceptions, challenges faced, role of the family, and proposals for partnership with the school. It was observed that positive perceptions favor family involvement, while the lack of institutional support can generate resistance. The study concludes that more welcoming educational practices and family support centers are necessary for effective inclusion.
Keywords
school inclusion; family; autism; multiple disabilities; parental perception.

Resumen

Este artículo busca analizar, mediante una revisión bibliográfica, la percepción de las familias en el proceso de inclusión escolar de niños con pluridiscapacidad y trastoraos autores neurobiológicos en el contexto de las escuelas regulares brasileñas. Se empleó un enfoque cualitativo basado en el análisis de contenido de estudios publicados entre 2010 y 2023. Los resultados se organizaron en cuatro categorías: percepciones familiares, desafíos enfrentados, rol de la familia y propuestas de colaboración con la escuela. Se observó que las percepciones positivas favorecen la participación familiar, mientras que la falta de apoyo institucional puede generar resistencia. El estudio concluye que prácticas educativas más acogedoras y centros de apoyo familiar son necesarios para una inclusión efectiva.
Palavras-clave
inclusión escolar; familia; autismo; pluridiscapacidad; percepción parental.

INTRODUÇÃO

A inclusão escolar de crianças com múltiplas deficiências e transtornos autores neurobiológicos configura-se como um dos maiores desafios contemporâneos para os sistemas educacionais comprometidos com a equidade e os direitos humanos. Nas últimas décadas, avanços legislativos, mudanças na consciência social e o fortalecimento de movimentos em defesa da diversidade contribuíram para consolidar a educação inclusiva como um direito fundamental. Contudo, observa-se que, embora haja um crescimento significativo de estudos voltados às práticas pedagógicas, à formação docente e às políticas públicas de inclusão, a percepção das famílias — agentes centrais no processo de escolarização — permanece pouco explorada na literatura científica.

A lacuna existente torna-se particularmente importante ao se refletir sobre o papel fundamental que os responsáveis desempenham no desenvolvimento, na adaptação e no bem-estar de crianças com deficiências e condições neurobiológicas, como o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A maneira como essas pessoas compreendem, vivenciam e interpretam a inclusão pode afetar diretamente seu nível de participação no ambiente escolar, além de influenciar o sucesso das práticas pedagógicas voltadas à inclusão. Compreender suas percepções, expectativas e dificuldades é crucial para a elaboração de propostas educativas mais sensíveis, contextualizadas e eficazes.

Nesse sentido, a presente pesquisa propõe-se a analisar, por meio de revisão bibliográfica, como as famílias percebem o processo de inclusão escolar de crianças com múltiplas deficiências e transtornos autores neurobiológicos no contexto da escola regular brasileira. A investigação parte do pressuposto de que essas percepções estão estreitamente associadas ao suporte recebido por parte das instituições de ensino, às experiências prévias de escolarização e às expectativas quanto ao desenvolvimento dos filhos.

A metodologia escolhida fundamenta-se em uma abordagem qualitativa, centrando-se na análise de conteúdo temática de estudos publicados entre 2010 e 2023, provenientes de bases acadêmicas reconhecidas. A seleção criteriosa dessas fontes busca assegurar a representatividade e a atualidade das evidências teóricas, facilitando a identificação de categorias analíticas que evidenciem as vozes familiares no contexto do debate sobre inclusão.

Este estudo é fundamentado na necessidade de promover práticas educacionais verdadeiramente dialógicas, nas quais a escola reconheça a família como parceira estratégica e corresponsável no processo de inclusão. Ao explorar os significados que as famílias atribuem à inclusão escolar, busca-se contribuir para o desenvolvimento de estratégias que favoreçam uma educação mais acolhedora, equitativa e humanizada, capaz de valorizar as singularidades e potencialidades de cada criança.

Compreender o ponto de vista das famílias é como lançar uma ponte sólida entre dois pilares essenciais: a escola e os responsáveis. Essa conexão é fundamental para fortalecer vínculos, orientar práticas pedagógicas mais sensíveis e fomentar políticas públicas e ações de apoio que respeitem as realidades vividas por cada núcleo familiar. Quando as famílias expressam suas emoções, compartilham seus desafios e revelam suas expectativas, oferecem ao sistema educacional subsídios valiosos para que este se torne mais adaptável, empático e eficaz. Por essa razão, investigar com profundidade esse universo é indispensável — não apenas para reconhecer os obstáculos que limitam a participação das famílias na vida escolar, mas também para ampliar as possibilidades de construção de uma parceria verdadeira, baseada no diálogo, no respeito mútuo e na corresponsabilidade pela inclusão.

Diante dessa realidade, este estudo se propõe a realizar uma revisão de literatura com o objetivo de compreender de que forma os responsáveis percebem o processo de inclusão escolar de crianças com múltiplas deficiências e transtornos autores neurobiológicos. Trata-se de uma tentativa de captar o que os mobiliza, as esperanças que os sustentam, os desafios que enfrentam e as estratégias que constroem para lidar com as exigências do cotidiano escolar. Parte-se da hipótese de que essas percepções estão intimamente ligadas ao apoio oferecido pela escola, às expectativas quanto ao desenvolvimento de seus filhos e às experiências prévias — que podem tanto fortalecer quanto fragilizar a confiança no processo inclusivo.

Para isso, planeja-se consultar estudos publicados entre 2010 e 2023, em português, espanhol ou inglês, acessando plataformas como SciELO, Google Scholar, Periódicos CAPES, Dialnet e PubMed. A análise será feita por meio de uma abordagem qualitativa, focada na identificação de categorias relacionadas às percepções, emoções e obstáculos que envolvem essas famílias. Assim, deseja-se contribuir para que as práticas de acolhimento sejam mais inclusivas, sensíveis às necessidades do contexto familiar, possam emergir, promovendo uma educação que seja, ao mesmo tempo, mais humana, participativa e verdadeira.

Assim, ao aprofundar a compreensão sobre esse universo, torna-se possível fortalecer a relação entre escola e família, promovendo uma inclusão que vá além do cumprimento formal e que realmente reflita as vivências, necessidades e direitos de cada criança e de seus responsáveis. Dessa forma, abre-se caminho para uma construção conjunta, pautada no respeito mútuo, capaz de conduzir todos os envolvidos rumo a uma educação mais justa, acolhedora e verdadeiramente inclusiva.

INCLUSÃO ESCOLAR DE CRIANÇAS COM MÚLTIPLAS DEFICIÊNCIAS E TRANSTORNOS NEUROBIOLÓGICOS

Hoje, vive-se um momento em que a educação inclusiva emerge como um símbolo de sociedade mais justa, acolhedora e consciente de seus direitos. A inclusão de crianças com múltiplas deficiências e transtornos autores neurobiológicos, como o autismo, representa um grande desafio, mas também uma oportunidade de transformar o modo como percebe-se e vivencia-se a diversidade. Mais do que uma obrigação legal, essa prática é uma demonstração de respeito à singularidade de cada criança, ao seu potencial de aprender, crescer e ocupar seu espaço no mundo. Segundo Santos (2018, p. 45):

A inclusão escolar busca garantir o direito à educação de todos, independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sensoriais ou emocionais, promovendo a participação plena no ambiente escolar. A autora destaca que a inclusão é um processo que demanda mudanças na estrutura e na prática pedagógica, bem como na postura de toda a comunidade escolar (Santos, 2018, p. 45).

No cenário atual, a inclusão vai além de simplesmente permitir que essas crianças estejam na escola; ela exige uma reorganização de práticas pedagógicas, formação contínua dos profissionais e um ambiente que seja verdadeiramente acolhedor. Segundo Santos et al. (2018), o sucesso dessa inclusão depende de ações integradas, que envolvam a escola, os professores, os familiares e a comunidade, construindo pontes de diálogo e compreensão. Afinal, cada criança traz suas próprias histórias, sonhos e dificuldades, e é preciso que o espaço escolar seja capaz de oferecer não apenas recursos, mas também afeto, respeito e esperança.

Apesar dos avanços, o percurso rumo à inclusão escolar plena ainda se mostra repleto de desafios. Em muitas realidades, as escolas lidam com a escassez de recursos, a ausência de formação continuada voltada para a diversidade e a necessidade urgente de adaptações aos autores, espaços físicos e nas práticas pedagógicas. A presença de crianças com transtornos neurobiológicos no ambiente escolar exige um olhar atento e sensível às suas singularidades, bem como o desenvolvimento de estratégias que favoreçam vínculos afetivos e o fortalecimento das habilidades de cada uma. Teles e colaboradores (2013) ressaltam que barreiras de ordem funcional, emocional e estrutural ainda limitam a efetivação da inclusão, sobretudo em contextos marcados por rápidas transformações sociais e tecnológicas que demandam respostas cada vez mais integradas e humanas.

É imprescindível que o processo de inclusão ocorra de forma sensível e contextualizada. Crianças que apresentam múltiplas dificuldades demandam atenção individualizada, com práticas pedagógicas adaptadas às suas necessidades e uma escuta ativa que reconheça suas singularidades. A sociedade, por sua vez, precisa aprofundar sua compreensão sobre o tema e assumir um compromisso real com a promoção da igualdade de direitos, por meio de ações que valorizem a diversidade e enfrentem, de maneira concreta, os preconceitos e estigmas ainda presentes. Nesse cenário, as políticas públicas desempenham papel central ao viabilizar recursos adequados, capacitação contínua dos profissionais da educação e ambientes que sejam, de fato, acessíveis. Somente assim a escola poderá consolidar-se como um espaço genuinamente democrático e inclusivo.

A inclusão de crianças com deficiências múltiplas e transtornos autores neurobiológicos representa, em essência, o compromisso concreto com uma visão de mundo que reconhece o potencial de cada indivíduo, independentemente de suas limitações. Trata-se de um chamado à consciência coletiva, que convida à construção de uma sociedade mais empática, acolhedora e equitativa — um ambiente onde todas as crianças tenham a oportunidade de aprender, crescer, serem respeitadas em sua singularidade e experimentarem a felicidade de pertencer.

A PERSPECTIVA DA FAMÍLIA NA INCLUSÃO ESCOLAR

A atuação efetiva da família no ambiente escolar é amplamente reconhecida como um elemento crucial para o sucesso das práticas voltadas à inclusão. Quando se trata de crianças com deficiências ou transtornos autores do neurodesenvolvimento, este envolvimento torna-se ainda mais significativo e complexo. A maneira como os familiares compreendem o processo inclusivo tem impacto direto tanto em seu nível de participação quanto no apoio oferecido ao desenvolvimento da criança, contribuindo para a criação de um espaço educacional mais atento às necessidades particulares de cada estudante. Nesse sentido, Silva (2020, p. 78) ressalta que “a visão que os familiares têm sobre a inclusão, seus sentimentos e expectativas influenciam diretamente sua participação nas ações escolares”, reforçando que a percepção da família é determinante para uma convivência escolar exitosa.

Essa compreensão evidencia que, além das diretrizes estabelecidas por políticas públicas e das práticas pedagógicas formalizadas, é imprescindível considerar as vivências subjetivas e afetivas das famílias. Emoções como confiança, insegurança, esperança ou frustração influenciam diretamente a forma como os responsáveis se relacionam com a escola, participam das decisões educacionais e acompanham o percurso de aprendizagem dos filhos. Valorizar essa dimensão é fundamental para que a inclusão escolar não se limite ao campo das normativas, mas se materialize em práticas efetivas e acolhedoras, capazes de responder às singularidades de cada trajetória familiar.

A percepção da família acerca do processo de inclusão escolar é um dos aspectos mais relevantes para compreender o sucesso ou os obstáculos na convivência escolar de crianças com múltiplas deficiências e transtornos autores neurobiológicos. De acordo com Silva (2020, p. 78):

A visão que os familiares têm sobre a inclusão, bem como seus sentimentos e expectativas, exercem uma influência direta na sua participação e no engajamento nas ações escolares”. A autora destaca que “a visão que os familiares têm sobre a inclusão, seus sentimentos e expectativas influenciam diretamente sua participação nas ações escolares” (Silva, 2020, p. 78), evidenciando que a maneira como os responsáveis percebem o processo pode favorecer ou dificultar essa parceria.

Diversos estudos corroboram com essa ideia, apontando que a perspectiva das famílias muitas vezes é marcada por sentimentos de insegurança, medo e dúvidas relacionadas às capacidades da escola de atender às necessidades específicas de seus filhos (Cruz, 2023; Carissimi et al., 2024). Essas emoções podem estar relacionadas às experiências anteriores, às dificuldades enfrentadas no cotidiano e às expectativas de desenvolvimento e inclusão social de suas crianças. Quando as famílias percebem a escola como um espaço acolhedor, capaz de promover avanços reais na aprendizagem e no bem-estar de seus filhos, tendem a se envolver mais ativamente nas ações pedagógicas e nas decisões referentes à escolarização (Garcia et al., 2006; Santos et al., 2018).

Entretanto, muitas famílias relatam sentir-se excluídas do processo de decisão, especialmente em contextos onde há dificuldades de comunicação entre escola e responsável, ou onde há uma insuficiente compreensão sobre os transtornos autores do desenvolvimento, como o autismo (Araújo et al., 2020; Cruz, 2023). Essas lacunas na compreensão podem gerar expectativas desalinhadas, frustrações e resistência à inclusão, dificultando a formação de uma parceria efetiva (Grifo meu). Nesse sentido, a formação de profissionais para atuarem como mediadores dessas percepções e a promoção de espaços de diálogo são estratégias que podem contribuir para uma mudança de perspectiva, favorecendo uma relação mais colaborativa e positiva (Abreu, 2012; Da Costa et al., 2019).

Além disso, é importante destacar que a perspectiva da família não é fixa, mas pode evoluir ao longo do tempo, conforme as experiências vivenciadas na escola e o suporte recebido por parte da equipe escolar. Como apontam Maia e colaboradores (2011), o envolvimento dos responsáveis no cotidiano de cuidados e na rotina escolar, aliado a uma comunicação clara e contínua, potencializa a construção de uma visão mais positiva e confiante acerca do processo de inclusão. Assim, compreender e valorizar as percepções familiares é fundamental para promover uma inclusão realmente efetiva e humanizada, capaz de atender às demandas e expectativas de cada contexto particular.

DESAFIOS E EMOÇÕES DAS FAMÍLIAS

A vivência familiar diante do diagnóstico de transtornos autores neurobiológicos, como o Transtorno do Espectro Autista (TEA), envolve uma série de desafios emocionais que se intensificam quando a criança ingressa no ambiente escolar. A escola, que deveria representar um espaço de acolhimento, aprendizagem e socialização, muitas vezes se torna um ambiente de tensão, dúvidas e expectativas frustradas. Isso ocorre especialmente quando não há preparação adequada dos profissionais ou políticas educacionais efetivas que assegurem o direito à inclusão com qualidade. De acordo com Souza et al. (2019, p. 102):

As famílias enfrentam uma série de desafios emocionais ao lidar com transtornos autores neurobiológicos, como o autismo, especialmente no contexto escolar. Eles afirmam que a ansiedade, o medo e a insegurança frequentemente acompanham os pais na busca por uma educação inclusiva de qualidade (Souza et al., 2019, p. 102).

Entre os principais desafios emocionais vivenciados pelas famílias no contexto da inclusão escolar de crianças com transtornos autores como o autismo, destacam-se: Ansiedade antecipatória, medo da rejeição e da exclusão, insegurança quanto à competência da escola, sentimento de solidão e isolamento, culpa e autocrítica constante, diante das dificuldades enfrentadas no processo de inclusão, além disso, é comum que os pais internalizem as falhas do sistema como responsabilidades pessoais. Sentem-se culpados por não conseguirem garantir uma educação de qualidade para seus filhos, mesmo quando as falhas são institucionais e políticas.

Esses desafios emocionais não apenas afetam a saúde mental dos cuidadores, como também interferem diretamente na qualidade da relação com a escola. Por isso, políticas de apoio psicossocial e acolhimento contínuo são fundamentais para que a inclusão escolar se torne uma experiência verdadeiramente positiva e transformadora para todos os envolvidos.

Pais e responsáveis por crianças com necessidades específicas frequentemente enfrentam emoções intensas, como ansiedade, medo e insegurança, ao buscar uma educação inclusiva de qualidade para seus filhos. Tais sentimentos são, em grande medida, reflexo das incertezas quanto à capacidade da instituição escolar em atender adequadamente às particularidades da criança, especialmente no que se refere à criação de um ambiente que seja, ao mesmo tempo, acolhedor e sensível às exigências do transtorno do espectro autista. Conforme apontam Souza et al. (2019, p. 102), essas emoções expressam não apenas vivências individuais, mas também desafios estruturais que impactam o processo de inclusão de forma significativa.

O medo de que a criança não seja compreendida, acolhida ou que não receba o suporte necessário para seu desenvolvimento é um dos principais obstáculos emocionais enfrentados pelas famílias. Além disso, a insegurança quanto à adaptação da criança no ambiente escolar e a expectativa de que ela possa ser excluída ou sofrer discriminação aumentam o grau de ansiedade dos responsáveis (Cruz, 2023; Carissimi et al., 2024). Essas emoções, muitas vezes, tornam-se um peso emocional que influencia não apenas o relacionamento com a escola, mas também o bem-estar psicológico dos familiares.

Outro aspecto relevante apontado por Souza et al. (2019) refere-se à natureza dinâmica dessas emoções, que não permanecem fixas, podendo oscilar ao longo do tempo e variar conforme as diferentes circunstâncias enfrentadas pelos sujeitos envolvidos. Por exemplo, períodos de transição no ambiente escolar, como a chegada de um novo ano letivo ou alterações na equipe pedagógica, tendem a intensificar sentimentos de ansiedade e insegurança. Em contrapartida, experiências positivas — como o reconhecimento de progressos na aprendizagem ou o fortalecimento de vínculos mais estreitos com os profissionais escolares — atuam na redução dessas emoções adversas, promovendo uma maior autoconfiança e uma percepção mais favorável acerca do processo de inclusão.

Diante dos desafios emocionais enfrentados, torna-se imprescindível que as instituições escolares estejam atentas à necessidade de proporcionar um suporte emocional efetivo às famílias, cultivando uma comunicação que seja clara, acolhedora e de abordagem contínua. Investir na capacitação de profissionais capazes de atuar como facilitadores e mediadores nesse vínculo apresenta-se como uma estratégia fundamental para mitigar os efeitos dessas emoções, fortalecer a parceria entre escola e família e promover a construção de um ambiente mais humanizado, marcado pela confiança mútua (Abreu, 2012; Da Costa et al., 2019).

Assim, entender e acolher as emoções das famílias é uma etapa essencial para construir uma inclusão escolar mais efetiva, capaz de atender às demandas afetivas e emocionais de todos os envolvidos, promovendo o bem-estar e o desenvolvimento integral das crianças com transtornos autores neurobiológicos aos autores ambientes escolares.

PAPEL DA ESCOLA E DOS PROFISSIONAIS DO APOIO ÀS FAMÍLIAS COM FILHOS AUTISTAS, DI, TOD, TDAH, SÍNDROME DE DOWN 

No cenário da educação inclusiva, a escola desempenha um papel central não apenas na aprendizagem acadêmica dos estudantes com deficiências e transtornos autores do desenvolvimento, mas também no acolhimento e no suporte às suas famílias. O processo de inclusão só se torna efetivo quando há uma aliança sólida entre escola, profissionais da educação e os responsáveis, fundamentada na escuta ativa, no respeito às singularidades e na corresponsabilidade pelo desenvolvimento integral da criança.

Muitas famílias de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Deficiência Intelectual (DI), Transtorno Opositivo Desafiador (TOD), Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou Síndrome de Down enfrentam desafios diários que vão além das questões pedagógicas, envolvendo aspectos emocionais, sociais e de saúde. Nessa perspectiva, é essencial que os profissionais da educação estejam capacitados não apenas em termos técnicos, mas também humanos, desenvolvendo uma postura empática e colaborativa. Segundo Costa (2017, p. 63):

A formação de profissionais e a oferta de suporte emocional às famílias são essenciais para promover uma inclusão efetiva. Costa destaca que a parceria entre escola e família deve ser construída com diálogo aberto e respeito mútuo, garantindo o bem-estar da criança (Costa, 2017, p. 63). 

Essa parceria, quando bem estruturada, cria um ambiente favorável ao fortalecimento do vínculo entre família e escola, contribuindo para a construção de práticas pedagógicas mais coerentes com as necessidades específicas de cada criança e mais sensíveis às vivências familiares. A cooperação entre a escola e a família desempenha um papel fundamental no processo de inclusão escolar, especialmente quando se trata de crianças com múltiplas deficiências e transtornos autores neurobiológicos. Conforme Abreu (2012):

A colaboração efetiva entre esses dois agentes é determinante para a construção de uma parceria que favoreça o desenvolvimento integral da criança, promovendo maior compreensão de suas necessidades e potencialidades. O autor destaca que a estreita cooperação entre escola e família contribui para o alinhamento de objetivos e estratégias, fortalecendo o suporte emocional e pedagógico necessários ao sucesso da inclusão (Abreu, 2012).

Essa relação deve ser pautada no diálogo aberto, na troca de informações e no respeito mútuo, aspectos que facilitam a compreensão das demandas específicas de cada criança e possibilitam ações conjuntas mais eficazes. Nesse sentido, Costa (2019) enfatiza que “a parceria entre escola e família deve ser construída com diálogo aberto e respeito mútuo, garantindo o bem-estar da criança” (Costa, 2019, p. 63). Essa interação favorece o fortalecimento do vínculo afetivo, promove a participação ativa dos familiares na vida escolar e contribui para a redução de conflitos e incertezas que podem surgir durante o processo de inclusão (Costa et al., 2019).

No entanto, diversos estudos apontam que essa cooperação muitas vezes encontra obstáculos, como a falta de compreensão mútua, diferenças de expectativas e dificuldades na comunicação. Araújo et al. (2020) destacam que as narrativas de mães de crianças com transtornos autores do desenvolvimento revelam que, apesar do desejo de colaborar, muitos familiares se sentem excluídos do processo decisório, o que compromete a efetividade da parceria. Para esses autores, fortalecer essa relação requer ações de sensibilização, formação e apoio às famílias, de modo a promover um ambiente de confiança e colaboração (Araújo et al., 2020).

A importância dessa cooperação é corroborada por estudos que evidenciam que a participação das famílias, aliada ao suporte da escola, impacta positivamente na adaptação da criança ao ambiente escolar, no seu desenvolvimento socioemocional e na consolidação de uma inclusão de qualidade (Santos et al., 2018; Garcia et al., 2006). Além disso, a construção de uma relação colaborativa contribui para que os pais e responsáveis se sintam mais confiantes e apoiados diante dos desafios diários, especialmente na convivência com crianças com transtornos autores do espectro autista, cujas demandas de cuidados muitas vezes demandam suporte emocional contínuo (Carissimi et al., 2024; Cruz, 2023).

Assim, investir na formação de profissionais capacitados para estabelecer essa parceria, promover espaços de diálogo, elabora políticas públicas que garantam o direito da família de ter o acompanhamento por um psicólogo, psiquiatra e centros de suporte emocional às famílias são estratégias essenciais para consolidar uma inclusão mais efetiva e humanizada. Como ressaltam Teles e colegas (2013), “habilidades funcionais e a compreensão mútua entre escola e família são barreiras que precisam ser enfrentadas para se garantir uma inclusão escolar bem-sucedida”.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Após analisar vinte trabalhos acadêmicos, percebe-se que muitos deles abordam aspectos importantes relacionados à inclusão escolar a partir da perspectiva das famílias. Esses estudos mostram que as famílias estão constantemente buscando compreender e dialogar com as escolas, muitas vezes com esperança de um espaço acolhedor, mas também com frustrações diante de práticas que ainda podem ser excludentes ou superficiais. As mães, em especial, aparecem como figuras centrais nessa narrativa, tanto nas avaliações quanto nas expectativas relacionadas à preparação das escolas para atender às suas crianças com transtornos autores do desenvolvimento. Esses relatos revelam, muitas vezes, a falta de diálogo efetivo e a necessidade de sensibilização maior por parte dos profissionais de educação para compreender melhor as especificidades dessas famílias.

Outro ponto importante é que os desafios enfrentados por essas famílias vão além da matrícula escolar, alcançando o cotidiano escolar, a dificuldade de conseguir laudos e especialistas na rede pública de saúde. Barreiras atitudinais dos professores, o pouco entendimento sobre transtornos autores neurobiológicos e a falta de recursos adequados dificultam uma inclusão de verdade. Isso reforça a necessidade de políticas públicas integradas, que envolvam escola, saúde e assistência social, para oferecer suporte real às famílias e às crianças.

No que diz respeito ao papel da família, ela é fundamental como agente ativo nesse processo de inclusão. As famílias fornecem informações valiosas sobre as particularidades de cada criança, ajudam a criar pontes entre a escola e os serviços de apoio, e colaboram na elaboração de práticas pedagógicas mais sensíveis às necessidades específicas. Contudo, há uma cobrança excessiva, especialmente sobre as mães, que muitas vezes se sentem sobrecarregadas por demandas que deveriam ser compartilhadas por toda a equipe escolar. Essa sobrecarga pode levar ao desgaste emocional e dificultar uma participação mais efetiva no dia a dia escolar. 

Apesar de reconhecer a importância dessa parceria, os estudos mostram que ainda há uma lacuna na proposição de estratégias concretas para fortalecê-la. Algumas ações que podem ajudar incluem ampliar o diálogo institucional, investir na formação continuada dos professores em práticas de comunicação empática e promover a participação das famílias nas decisões pedagógicas e aos autores plaaos autores de intervenção, cessão dos psicólogos escolares para escuta dos desafios enfrentados pelas mães e famílias dessas crianças. Além disso, acredita-se que ações de mediação institucional, que escutem realmente as experiências, os medos, os desafios e os anseios das famílias valorizem o protagonismo familiar, contribuam para transformar as escolas em ambientes mais acolhedores, colaborativos e afetivos.

Pensando em soluções inovadoras, uma ideia que poderia fazer a diferença é a criação de centros de acolhimento específicos para os pais de crianças neurodivergentes, como os autistas. Esses espaços poderiam oferecer apoio emocional, troca de experiências, orientações sobre direitos e recursos, ajudando a reduzir o sentimento de isolamento que muitas famílias enfrentam. Além disso, o acompanhamento psicológico periódico para os pais também pode ser uma estratégia eficaz para promover bem-estar emocional, diminuir o estresse e fortalecer a autoestima desses responsáveis. Essas ações precisam estar integradas às escolas e aos serviços de saúde, formando uma rede de suporte que reconheça a importância de cuidar do outro com cuidado.

Outra estratégia que se apresenta como fundamental é o fortalecimento da parceria entre os setores de saúde e educação, por meio de programas conjuntos de triagem precoce e acompanhamento contínuo. Desde os primeiros aos autores de escolarização, identificar sinais de transtornos autores neurobiológicos e atuar de forma integrada pode fazer toda a diferença na vida dessas crianças, promovendo intervenções precoces e mais humanizadas. Assim, profissionais de saúde, professores e especialistas podem trabalhar juntos para criar plaaos autores mais personalizados e eficazes, facilitando uma inclusão mais verdadeira e significativa.

Por fim, acredita-se que a implementação de centros de acolhimento, aliados a ações de apoio psicológico, pode criar uma cultura escolar mais sensível, acolhedora e preparada para lidar com a diversidade. Essas iniciativas requerem investimento político e uma articulação entre diferentes setores públicos, uma vez que a inclusão é, acima de tudo, uma responsabilidade compartilhada. Nosso objetivo é contribuir para uma educação mais humanizada, justa e de qualidade para todas as crianças, independentemente de suas diferenças.

Apesar de todo o esforço acadêmico em compreender as vivências das famílias, verifica-se que há ainda uma grande necessidade de desenvolver estudos sobre intervenções práticas e ações concretas que possam fortalecer essa parceria verdadeira entre escola e família. A maioria das pesquisas até agora tem sido qualitativa e descritiva, o que é importante, mas é fundamental avançar também com estudos de intervenção que avaliem ações reais e seus impactos no dia a dia escolar. Assim, poderá avançar para uma inclusão mais efetiva, que responda às necessidades de cada criança e de suas famílias, e que promova uma educação mais acolhedora, colaborativa e humanizada. Conclui-se que a percepção familiar é um elemento-chave para o sucesso da inclusão escolar. Investir em escuta, suporte emocional e práticas colaborativas é essencial para uma educação verdadeiramente inclusiva e humanizada.

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TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA E FAMÍLIA: RELAÇÃO QUE CONTRIBUI (OU NÃO) PARA A INCLUSÃO ESCOLAR. Caderaos autores Macambira, [S. l.], v. 6, n. 1, p. 174–192, 2021. Disponível em: . Acesso em: 6 jul. 2025.

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Referencias

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Disponível em: https://academic.oup.com/cid/article/67/7/1208/6141108.
Acesso em: 2024-09-03.

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Edição

v. 5
n. 49
A perspectiva das famílias na inclusão escolar: desafios e contribuições na convivência com crianças neuro divergentes.

Área do Conhecimento

EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO ENSINO BÁSICO: DESAFIOS E POSSIBILIDADES
Educação inclusiva; ensino básico; diversidade; políticas públicas; metodologias pedagógicas
IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO CONTEXTO DA ALFABETIZAÇÃO
Escola; Ensino Regular; Necessidades Educacionais Especiais.
EDUCAÇÃO INCLUSIVA E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: PERSPECTIVAS E DESAFIOS
Educação Inclusiva, Inteligência Artificial, Tecnologia Assistiva, Aprendizado Personalizado, Políticas Educacionais.
Formação docente para a diversidade: Práticas pedagógicas inclusivas na atualidade
formação docente; diversidade; práticas pedagógicas; inclusão; educação contemporânea.
Plataforma digital de recursos adaptativos: Facilitando o planejamento pedagógico inclusivo para professores da educação básica
educação inclusiva; tecnologia assistiva; recursos digitais; práticas pedagógicas; planejamento.
O piano como ferramenta pedagógica inclusiva: Estratégias de ensino para crianças com necessidades especiais

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