O papel essencial da enfermagem na detecção precoce e manejo inicial da sepse em serviços de urgência e emergência

THE ESSENTIAL ROLE OF NURSING IN THE EARLY DETECTION AND INITIAL MANAGEMENT OF SEPSIS IN URGENCY AND EMERGENCY SERVICES

EL PAPEL ESENCIAL DE LA ENFERMERÍA EN LA DETECCIÓN PRECOZ Y EL MANEJO INICIAL DE LA SEPSIS EN SERVICIOS DE URGENCIA Y EMERGENCIA

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/BA3CA2

DOI

doi.org/10.63391/BA3CA2

Bongiovane, Waldinei da Silva . O papel essencial da enfermagem na detecção precoce e manejo inicial da sepse em serviços de urgência e emergência. International Integralize Scientific. v 5, n 49, Julho/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

Este estudo investiga o papel crucial da enfermagem na detecção precoce e no manejo inicial da sepse em serviços de urgência e emergência. A sepse representa um desafio global de saúde pública, com alta morbimortalidade, e sua rápida identificação e tratamento são fatores decisivos para o prognóstico dos pacientes. O artigo tem como objetivo analisar a importância do enfermeiro no reconhecimento dos sinais e sintomas de sepse, a adesão a protocolos assistenciais e a necessidade de educação continuada para aprimorar a atuação profissional. Foi realizada uma pesquisa bibliográfica com abordagem qualitativa, com base em artigos científicos publicados entre 2015 e 2025 nas principais bases de dados de saúde, como PubMed, SciELO, LILACS e Google Scholar. Os resultados demonstram que a enfermagem é um pilar fundamental na identificação ágil dos pacientes com sepse, na rápida implementação das intervenções da “hora zero” e na adesão efetiva aos bundles de sepse. No entanto, foram identificadas barreiras como a sobrecarga de trabalho e a necessidade de treinamento contínuo para garantir a adesão plena aos protocolos. Os achados indicam que a atuação qualificada do enfermeiro nesses processos é diretamente proporcional à melhoria dos desfechos clínicos e à redução da morbimortalidade, ressaltando o impacto positivo da educação continuada na prática clínica. O estudo contribui para reforçar a centralidade da enfermagem no combate à sepse, incentivando a pesquisa e a prática profissional com base em evidências para otimizar o cuidado ao paciente crítico.
Palavras-chave
sepse; enfermagem; urgência e emergência; detecção precoce; protocolos assistenciais.

Summary

This study investigates the crucial role of nursing in the early detection and initial management of sepsis in urgency and emergency services. Sepsis represents a global public health challenge with high morbidity and mortality, and its rapid identification and treatment are decisive factors for patient prognosis. The article aims to analyze the importance of nurses in recognizing the signs and symptoms of sepsis, adhering to care protocols, and the need for continuing education to enhance professional performance. A qualitative bibliographic research was conducted, based on scientific articles published between 2015 and 2025 in major health databases such as PubMed, SciELO, LILACS, and Google Scholar. The results demonstrate that nursing is a fundamental pillar in the agile identification of septic patients, the rapid implementation of “golden hour” interventions, and effective adherence to sepsis bundles. However, barriers such as workload and the need for continuous training were identified to ensure full adherence to protocols. The findings indicate that the qualified performance of nurses in these processes is directly proportional to the improvement of clinical outcomes and the reduction of morbidity and mortality, highlighting the positive impact of continuing education on clinical practice. The study contributes to reinforce the centrality of nursing in the fight against sepsis, encouraging evidence-based research and professional practice to optimize critical patient care.
Keywords
sepsis; nursing; urgency and emergency; early detection; care protocols.

Resumen

Este estudio investiga el papel crucial de la enfermería en la detección precoz y el manejo inicial de la sepsis en servicios de urgencia y emergencia. La sepsis representa un desafío global de salud pública con alta morbilidad y mortalidad, y su rápida identificación y tratamiento son factores decisivos para el pronóstico de los pacientes. El artículo tiene como objetivo analizar la importancia del enfermero en el reconocimiento de los signos y síntomas de sepsis, la adhesión a protocolos asistenciales y la necesidad de educación continua para mejorar el desempeño profesional. Se realizó una investigación bibliográfica con enfoque cualitativo, basada en artículos científicos publicados entre 2015 y 2025 en las principales bases de datos de salud, como PubMed, SciELO, LILACS y Google Scholar. Los resultados demuestran que la enfermería es un pilar fundamental en la identificación ágil de los pacientes con sepsis, en la rápida implementación de las intervenciones de la “hora cero” y en la adhesión efectiva a los paquetes de sepsis. Sin embargo, se identificaron barreras como la sobrecarga de trabajo y la necesidad de capacitación continua para garantizar la plena adhesión a los protocolos. Los hallazgos indican que el desempeño cualificado del enfermero en estos procesos es directamente proporcional a la mejora de los resultados clínicos y a la reducción de la morbilidad y mortalidad, destacando el impacto positivo de la educación continua en la práctica clínica. El estudio contribuye a reforzar la centralidad de la enfermería en la lucha contra la sepsis, fomentando la investigación y la práctica profesional basada en la evidencia para optimizar el cuidado del paciente crítico.
Palavras-clave
sepsis; enfermería; urgencia y emergencia; detección precoz; protocolos asistenciales.

INTRODUÇÃO

A sepse continua sendo um grave problema de saúde pública mundial, caracterizando-se como uma resposta desregulada do organismo a uma infecção, levando à disfunção orgânica com risco de vida (Singer et al., 2016). Apesar dos avanços no reconhecimento e no tratamento, a sepse ainda representa uma das principais causas de mortalidade nos serviços de urgência e emergência, especialmente em países de baixa e média renda (Rudd et al., 2020). Estima-se que mais de 48,9 milhões de casos de sepse ocorram anualmente no mundo, resultando em cerca de 11 milhões de mortes, o que corresponde a quase 20% de todas as mortes globais (WHO, 2020).

A rápida identificação e o tratamento imediato são fatores decisivos para o prognóstico desses pacientes. A chamada “hora de ouro” — conceito que destaca a importância do início precoce das intervenções — é amplamente defendida por diretrizes internacionais como a Surviving Sepsis Campaign, as quais recomendam que antibióticos de amplo espectro e fluidoterapia venosa sejam administrados nas primeiras horas após o reconhecimento da sepse (Evans et al., 2021).

Nesse cenário, a atuação do enfermeiro é central e estratégica. O profissional de enfermagem frequentemente é o primeiro a ter contato com o paciente, sendo o responsável pela triagem inicial, monitoramento de sinais vitais e reconhecimento de alterações clínicas que podem indicar sepse. Seu olhar clínico treinado e a capacidade de julgamento rápido tornam-se diferenciais cruciais para iniciar precocemente os protocolos assistenciais (Silva et al., 2022; Almeida et al., 2023).

Além do papel na detecção precoce, o enfermeiro participa ativamente da implementação das intervenções da “hora zero”, que incluem a coleta de exames laboratoriais, administração de fluidos e antibióticos, monitoramento contínuo e comunicação efetiva com a equipe multiprofissional. A aderência aos bundles de sepse e o cumprimento sistemático dos protocolos são etapas fundamentais, muitas vezes coordenadas e executadas pela equipe de enfermagem (Cecconi et al., 2018).

Este estudo tem como objetivo analisar o papel fundamental da enfermagem na detecção precoce e no manejo inicial da sepse em serviços de urgência e emergência, com foco no reconhecimento clínico, na adesão a protocolos assistenciais e na importância da educação continuada. A proposta é reunir evidências científicas recentes para destacar as contribuições da enfermagem nesse processo crítico e potencialmente salvador de vidas.

REFERENCIAL TEÓRICO

O ENFERMEIRO NA DETECÇÃO PRECOCE DA SEPSE

A sepse é uma condição médica grave que requer identificação e intervenção imediatas para reduzir a mortalidade. Nesse contexto, os enfermeiros desempenham um papel crucial na detecção precoce da sepse, especialmente em ambientes de urgência e emergência, onde são frequentemente os primeiros profissionais a avaliar os pacientes. Sua capacidade de reconhecer sinais clínicos sutis e iniciar protocolos de tratamento é vital para melhorar os desfechos dos pacientes.

A implementação de ferramentas de triagem, como o National Early Warning Score 2 (NEWS2) e o quick Sequential Organ Failure Assessment (qSOFA), tem sido essencial para auxiliar os enfermeiros na identificação de pacientes com risco de sepse. Estudos demonstram que a utilização dessas ferramentas permite uma avaliação mais precisa e rápida, facilitando a tomada de decisões clínicas e a ativação de protocolos de tratamento adequados (Bleakley & Cole, 2020).

A educação contínua e o treinamento específico em sepse são fundamentais para aprimorar o conhecimento e a confiança dos enfermeiros na identificação e manejo da condição. Programas de capacitação têm mostrado melhorias significativas na adesão aos protocolos de sepse e na redução do tempo para a administração de antibióticos, o que está diretamente associado à diminuição da mortalidade (Moser, 2014).

Além disso, a comunicação eficaz entre os membros da equipe de saúde é essencial para o manejo adequado da sepse. Os enfermeiros atuam como elo entre o paciente e os demais profissionais, garantindo que informações cruciais sejam compartilhadas rapidamente, facilitando decisões clínicas informadas e coordenadas (Tse, 2021).

Por fim, é importante destacar que a detecção precoce da sepse não depende apenas de protocolos e ferramentas, mas também da experiência clínica e do julgamento profissional dos enfermeiros. A capacidade de identificar alterações sutis no estado do paciente, muitas vezes antes que os sinais vitais indiquem deterioração, é uma habilidade desenvolvida com a prática e a educação contínua, reforçando a importância do papel do enfermeiro na linha de frente do combate à sepse.

A IMPLEMENTAÇÃO DE PROTOCOLOS DE SEPSE PELA ENFERMAGEM

A adoção de protocolos clínicos específicos para sepse é considerada uma das estratégias mais eficazes para reduzir a morbimortalidade associada à condição. A enfermagem, como força atuante na linha de frente do atendimento, exerce papel decisivo na ativação e cumprimento desses protocolos, principalmente nas primeiras horas após a admissão do paciente. Segundo Tromp et al. (2010), a capacitação da equipe de enfermagem para reconhecer sinais precoces e aplicar as etapas dos bundles de sepse aumenta significativamente as taxas de sobrevida e reduz o tempo de internação hospitalar.

A implementação bem-sucedida desses protocolos depende, em grande parte, da formação contínua dos profissionais. Moser (2014) destaca que treinamentos periódicos sobre sepse melhoram a precisão na avaliação clínica, promovem maior adesão às diretrizes e reduzem falhas no processo assistencial. O empoderamento do enfermeiro, ao compreender seu papel nos fluxos institucionais e na identificação precoce de casos suspeitos, é um fator-chave para que os protocolos não fiquem apenas no papel, mas se tornem prática rotineira.

Além do treinamento, o uso de ferramentas padronizadas e checklists institucionais ajuda a sistematizar as condutas, proporcionando agilidade e padronização no cuidado. Bleakley e Cole (2020) observam que protocolos claros e integrados aos sistemas eletrônicos de prontuário contribuem para que enfermeiros administrem antibióticos, coletem culturas e iniciem ressuscitação volêmica de forma oportuna. Esses recursos minimizam omissões e facilitam auditorias que identificam pontos críticos no atendimento.

A liderança da enfermagem também é essencial no estímulo à adesão institucional aos protocolos. Tse (2021) ressalta que enfermeiros em posições de liderança clínica contribuem significativamente para criar uma cultura de responsabilidade compartilhada, engajando médicos, técnicos e outros profissionais no cumprimento das diretrizes da Surviving Sepsis Campaign. A articulação entre os diferentes setores da unidade — triagem, medicação, laboratório e internação — é frequentemente coordenada pela equipe de enfermagem, dada sua posição estratégica no fluxo assistencial.

Por fim, a retroalimentação baseada em indicadores assistenciais é um dos mecanismos mais importantes para aprimorar continuamente a aplicação dos protocolos. Dados como o tempo médio para administração do primeiro antibiótico ou a taxa de adesão ao bundle completo ajudam a nortear treinamentos e ajustes de processo. Um estudo recente publicado na Critical Care Clinics (2022) mostra que enfermeiros envolvidos em programas de melhoria contínua com base em dados clínicos obtêm melhores resultados e maior adesão institucional, consolidando a atuação da enfermagem como eixo central do cuidado de qualidade em sepse.

PROTOCOLOS ASSISTENCIAIS NA SEPSE E A ADESÃO DA ENFERMAGEM

A aplicação de protocolos assistenciais voltados ao manejo da sepse tem se consolidado como uma prática indispensável na urgência e emergência. Esses protocolos, baseados nas diretrizes da Surviving Sepsis Campaign, visam padronizar e agilizar condutas para reduzir a mortalidade. A enfermagem, como linha de frente no atendimento inicial, possui responsabilidade direta em garantir que os procedimentos ocorram com rapidez e precisão. De acordo com Santana et al. (2020), a atuação da equipe de enfermagem na adesão aos protocolos está associada a uma significativa redução do tempo para administração de antibióticos e melhora no prognóstico do paciente séptico.

A adesão aos protocolos, no entanto, pode ser dificultada por diversos fatores. Barreiras como sobrecarga de trabalho, desconhecimento das diretrizes e falta de suporte institucional são comumente relatadas pelos profissionais. Um estudo brasileiro conduzido por Silva et al. (2023) apontou que a ausência de treinamento contínuo é uma das principais causas da baixa adesão aos bundles de sepse. Por outro lado, quando o enfermeiro é capacitado e inserido ativamente na cultura institucional de segurança, a aderência às condutas recomendadas tende a aumentar substancialmente.

Para auxiliar na implementação desses protocolos, diversas instituições têm adotado ferramentas como checklists e fluxogramas clínicos. Esses instrumentos facilitam o seguimento das etapas do tratamento inicial da sepse, permitindo que o enfermeiro conduza rapidamente ações como coleta de lactato, hemoculturas, administração de fluidos e antibióticos. Segundo Oliveira et al. (2023), a incorporação desses dispositivos ao prontuário eletrônico eleva a taxa de cumprimento das condutas e minimiza falhas relacionadas ao esquecimento ou à omissão.

Além disso, o fortalecimento da comunicação entre os membros da equipe multiprofissional tem sido apontado como fator decisivo para o sucesso da implementação dos protocolos. Quando o enfermeiro participa ativamente da construção e da gestão dos fluxos clínicos, há maior coesão entre as ações da equipe e melhor monitoramento dos resultados. De acordo com Mendes et al. (2024), a liderança da enfermagem nesse processo favorece a integração entre os setores e reduz os tempos de resposta diante de quadros clínicos agudos.

Por fim, o monitoramento contínuo dos indicadores assistenciais é essencial para garantir a sustentabilidade das ações. Métricas como tempo até a administração da primeira dose de antibiótico, taxas de mortalidade por sepse e adesão ao protocolo devem ser avaliadas rotineiramente. Ferreira et al. (2023) reforçam que o enfermeiro tem papel estratégico na análise desses dados e na proposição de melhorias contínuas, consolidando-se como agente de transformação nos cuidados em saúde.

EDUCAÇÃO CONTINUADA E CAPACITAÇÃO PARA O MANEJO DA SEPSE 

A sepse é uma condição clínica dinâmica, com evolução rápida e muitas vezes silenciosa. Nesse cenário, a educação continuada torna-se um instrumento indispensável para manter os enfermeiros atualizados quanto às diretrizes clínicas e habilidades necessárias para um cuidado eficiente. Segundo Costa et al. (2023), a formação contínua contribui significativamente para a acurácia no reconhecimento dos sinais precoces de sepse, além de promover uma atuação mais segura e proativa da enfermagem nas primeiras horas do atendimento.

Programas de capacitação voltados especificamente para o manejo da sepse têm demonstrado impactos positivos na prática clínica. Simulações realísticas, treinamentos presenciais e plataformas digitais de ensino são estratégias eficazes para consolidar o conhecimento e preparar os profissionais para tomadas de decisão rápidas. Mendes et al. (2024) destacam que enfermeiros treinados com cenários clínicos simulados conseguem reduzir significativamente o tempo para iniciar os bundles de sepse, o que está diretamente associado à melhora dos desfechos.

Além do domínio técnico, a capacitação deve contemplar também aspectos éticos e interprofissionais, pois o manejo da sepse exige articulação entre diferentes áreas do cuidado. Oliveira et al. (2023) defendem que a formação do enfermeiro para lidar com sepse deve incluir habilidades de liderança, comunicação assertiva e pensamento crítico, elementos essenciais para uma atuação efetiva na urgência e emergência. O preparo adequado permite que o enfermeiro atue não apenas como executor, mas também como articulador do cuidado.

As instituições de saúde, por sua vez, têm responsabilidade direta na oferta e no incentivo à educação continuada. Estabelecer políticas institucionais de capacitação e promover a cultura de aprendizagem permanente são medidas que fortalecem a qualidade da assistência. De acordo com Ferreira et al. (2023), hospitais que investem regularmente em treinamentos obtêm maior adesão aos protocolos de sepse e desenvolvem equipes mais autônomas, preparadas para atuar em situações críticas com maior precisão.

Por fim, vale ressaltar o papel das organizações científicas e sociedades especializadas, como o Instituto Latino-Americano da Sepse (ILAS), que têm desenvolvido diretrizes, materiais educativos e cursos específicos sobre o tema. Segundo o próprio ILAS (2024), o envolvimento dos enfermeiros em programas de certificação e capacitação contínua tem ampliado significativamente o impacto da enfermagem na prevenção e no tratamento da sepse, especialmente em unidades de pronto atendimento e terapia intensiva.

METODOLOGIA 

Este estudo foi conduzido por meio de uma abordagem qualitativa, com delineamento exploratório e descritivo, visando compreender, a partir da literatura científica recente, o papel essencial da enfermagem na detecção precoce e no manejo inicial da sepse em serviços de urgência e emergência. A opção por uma revisão bibliográfica se justifica pelo objetivo de reunir, sistematizar e analisar criticamente o conhecimento acumulado na área, possibilitando o aprofundamento das discussões teóricas e práticas sobre o tema, sem interferência direta no campo.

A seleção das fontes foi realizada em bases de dados científicas reconhecidas na área da saúde, como PubMed, SciELO, LILACS e Google Scholar. Para garantir a atualidade e relevância das informações, foram considerados apenas artigos publicados nos últimos dez anos (2015–2025). Os critérios de inclusão abrangeram estudos em português, inglês e espanhol, disponíveis na íntegra, revisados por pares e que abordassem diretamente a atuação da enfermagem em contextos de urgência e emergência relacionados à sepse.

Os descritores utilizados para a busca foram selecionados conforme os termos padronizados da BIREME e do MeSH: “Sepse”, “Enfermagem”, “Urgência e Emergência”, “Detecção Precoce”, “Manejo Inicial da Sepse”, “Bundles de Sepse” e “Educação Continuada”. Para otimização dos resultados, foram utilizados operadores booleanos como AND e OR em diferentes combinações. A triagem inicial dos artigos foi feita por meio da leitura dos títulos e resumos, sendo os textos completos avaliados posteriormente para confirmar sua pertinência à temática central da pesquisa.

A análise dos dados seguiu os princípios da Análise de Conteúdo, conforme proposto por Bardin (2022), permitindo a identificação e categorização de núcleos de sentido em torno das principais questões investigadas. Essa técnica possibilitou uma leitura crítica das abordagens adotadas pelos autores, facilitando a identificação de convergências, divergências e lacunas no conhecimento atual sobre o papel da enfermagem na sepse. Os dados foram organizados em categorias temáticas previamente definidas a partir dos objetivos específicos do estudo.

Não foi realizada coleta de dados primários, uma vez que a proposta metodológica se restringe à revisão da literatura existente. A amostragem foi do tipo intencional, voltada à seleção criteriosa de fontes com alto rigor metodológico e relevância científica. Esta metodologia, portanto, permite não apenas mapear os principais achados sobre o tema, mas também subsidiar futuras pesquisas empíricas, políticas públicas e estratégias de formação continuada em enfermagem com foco na identificação e manejo precoce da sepse.

RESULTADOS E DISCUSSÃO 

A análise bibliográfica realizada, abrangendo publicações entre 2015 e 2025, revelou uma vasta e crescente produção científica que corrobora o papel central e insubstituível da enfermagem na detecção precoce e no manejo inicial da sepse em serviços de urgência e emergência. Os estudos revisados consistentemente apontam a capacidade do enfermeiro em triar e identificar precocemente pacientes com suspeita de sepse, frequentemente utilizando escores de alerta e avaliações clínicas aprofundadas que são determinantes para a agilidade da resposta terapêutica.

A atuação do enfermeiro na linha de frente dos serviços de urgência e emergência é crucial para a detecção precoce da sepse, onde a capacidade de reconhecimento dos sinais clínicos sutis e a prontidão para iniciar protocolos de tratamento são vitais para melhorar os desfechos dos pacientes. 

A implementação de ferramentas de triagem, como o National Early Warning Score 2 (NEWS2) e o quick Sequential Organ Failure Assessment (qSOFA), tem sido essencial para auxiliar os enfermeiros na identificação de pacientes com risco de sepse. Estudos demonstram que a utilização dessas ferramentas permite uma avaliação mais precisa e rápida, facilitando a tomada de decisões clínicas e a ativação de protocolos de tratamento adequados. 

A importância da experiência clínica e do julgamento profissional dos enfermeiros é reforçada, destacando a capacidade de identificar alterações sutis no estado do paciente antes que os sinais vitais indiquem deterioração, uma habilidade aprimorada com a prática e a educação contínua, reforçando a importância do papel do enfermeiro na linha de frente do combate à sepse.

Uma vez estabelecida a suspeita de sepse, a “hora zero” representa uma janela de tempo crítica para a implementação de intervenções que podem reverter o quadro e impactar significativamente os desfechos do paciente. Os bundles de sepse, que são pacotes de cuidados baseados em evidências, devem ser iniciados imediatamente, e o enfermeiro é o pilar central na execução e coordenação dessas ações. 

As diretrizes internacionais, como as da Surviving Sepsis Campaign, recomendam que antibióticos de amplo espectro e fluidoterapia venosa sejam administrados nas primeiras horas após o reconhecimento da sepse. Nesse sentido, o enfermeiro participa ativamente da implementação das intervenções da “hora zero”, que incluem a coleta de exames laboratoriais, administração de fluidos e antibióticos, monitoramento contínuo e comunicação efetiva com a equipe multiprofissional. 

A capacitação da equipe de enfermagem para reconhecer sinais precoces e aplicar as etapas dos bundles de sepse aumenta significativamente as taxas de sobrevida e reduz o tempo de internação hospitalar. Além disso, protocolos claros e integrados aos sistemas eletrônicos de prontuário contribuem para que enfermeiros administrem antibióticos, coletem culturas e iniciem ressuscitação volêmica de forma oportuna. Esses recursos minimizam omissões e facilitam auditorias que identificam pontos críticos no atendimento.

A aplicação de protocolos assistenciais voltados ao manejo da sepse tem se consolidado como uma prática indispensável na urgência e emergência. Esses protocolos, baseados nas diretrizes da Surviving Sepsis Campaign, visam padronizar e agilizar condutas para reduzir a mortalidade. A enfermagem, como linha de frente no atendimento inicial, possui responsabilidade direta em garantir que os procedimentos ocorram com rapidez e precisão. De acordo com Santana et al. (2020), a atuação da equipe de enfermagem na adesão aos protocolos está associada a uma significativa redução do tempo para administração de antibióticos e melhora no prognóstico do paciente séptico. 

A adesão aos protocolos, no entanto, pode ser dificultada por diversos fatores. Barreiras como sobrecarga de trabalho, desconhecimento das diretrizes e falta de suporte institucional são comumente relatadas pelos profissionais. Um estudo brasileiro conduzido por Silva et al. (2023) apontou que a ausência de treinamento contínuo é uma das principais causas da baixa adesão aos bundles de sepse. 

Por outro lado, quando o enfermeiro é capacitado e inserido ativamente na cultura institucional de segurança, a aderência às condutas recomendadas tende a aumentar substancialmente. Para auxiliar na implementação desses protocolos, diversas instituições têm adotado ferramentas como checklists e fluxogramas clínicos. Esses instrumentos facilitam o seguimento das etapas do tratamento inicial da sepse, permitindo que o enfermeiro conduza rapidamente ações como coleta de lactato, hemoculturas, administração de fluidos e antibióticos. 

Segundo Oliveira et al. (2023), a incorporação desses dispositivos ao prontuário eletrônico eleva a taxa de cumprimento das condutas e minimiza falhas relacionadas ao esquecimento ou à omissão. Além disso, o fortalecimento da comunicação entre os membros da equipe multiprofissional tem sido apontado como fator decisivo para o sucesso da implementação dos protocolos. Quando o enfermeiro participa ativamente da construção e da gestão dos fluxos clínicos, há maior coesão entre as ações da equipe e melhor monitoramento dos resultados. 

De acordo com Mendes et al. (2024), a liderança da enfermagem nesse processo favorece a integração entre os setores e reduz os tempos de resposta diante de quadros clínicos agudos. Por fim, o monitoramento contínuo dos indicadores assistenciais é essencial para garantir a sustentabilidade das ações. Métricas como tempo até a administração da primeira dose de antibiótico ou a taxa de adesão ao bundle completo devem ser avaliadas rotineiramente. Ferreira et al. (2023) reforçam que o enfermeiro tem papel estratégico na análise desses dados e na proposição de melhorias contínuas, consolidando-se como agente de transformação nos cuidados em saúde.

A sepse é uma condição clínica dinâmica, com evolução rápida e muitas vezes silenciosa. Nesse cenário, a educação continuada torna-se um instrumento indispensável para manter os enfermeiros atualizados quanto às diretrizes clínicas e habilidades necessárias para um cuidado eficiente. Segundo Costa et al. (2023), a formação contínua contribui significativamente para a acurácia no reconhecimento dos sinais precoces de sepse, além de promover uma atuação mais segura e proativa da enfermagem nas primeiras horas do atendimento. 

Programas de capacitação voltados especificamente para o manejo da sepse têm demonstrado impactos positivos na prática clínica. Simulações realísticas, treinamentos presenciais e plataformas digitais de ensino são estratégias eficazes para consolidar o conhecimento e preparar os profissionais para tomadas de decisão rápidas. Mendes et al. (2024) destacam que enfermeiros treinados com cenários clínicos simulados conseguem reduzir significativamente o tempo para iniciar os bundles de sepse, o que está diretamente associado à melhora dos desfechos. 

Além do domínio técnico, a capacitação deve contemplar também aspectos éticos e interprofissionais, pois o manejo da sepse exige articulação entre diferentes áreas do cuidado. Oliveira et al. (2023) defendem que a formação do enfermeiro para lidar com sepse deve incluir habilidades de liderança, comunicação assertiva e pensamento crítico, elementos essenciais para uma atuação efetiva na urgência e emergência. 

O preparo adequado permite que o enfermeiro atue não apenas como executor, mas também como articulador do cuidado. As instituições de saúde, por sua vez, têm responsabilidade direta na oferta e no incentivo à educação continuada. Estabelecer políticas institucionais de capacitação e promover a cultura de aprendizagem permanente são medidas que fortalecem a qualidade da assistência.

 De acordo com Ferreira et al. (2023), hospitais que investem regularmente em treinamentos obtêm maior adesão aos protocolos de sepse e desenvolvem equipes mais autônomas, preparadas para atuar em situações críticas com maior precisão. Por fim, vale ressaltar o papel das organizações científicas e sociedades especializadas, como o Instituto Latino-Americano da Sepse (ILAS), que têm desenvolvido diretrizes, materiais educativos e cursos específicos sobre o tema. 

Segundo o próprio ILAS (2024), o envolvimento dos enfermeiros em programas de certificação e capacitação contínua tem ampliado significativamente o impacto da enfermagem na prevenção e no tratamento da sepse, especialmente em unidades de pronto atendimento e terapia intensiva.

CONSIDERAÇÕES FINAIS 

Este estudo teve como objetivo analisar o papel essencial da enfermagem na detecção precoce e no manejo inicial da sepse em serviços de urgência e emergência. A partir de uma revisão bibliográfica abrangente, foi possível observar que a enfermagem é um pilar fundamental no reconhecimento ágil dos sinais e sintomas de sepse, na rápida implementação das intervenções cruciais da “hora zero”, na adesão efetiva aos protocolos assistenciais e na busca contínua por educação e capacitação.

Os resultados indicaram que a atuação qualificada do enfermeiro nesses processos é diretamente proporcional à melhoria dos desfechos clínicos e à redução da morbimortalidade em pacientes com sepse. Tecnologias como ferramentas de triagem (NEWS2, qSOFA) e a aplicação sistemática de escores de alerta precoce mostraram-se eficazes na melhoria da eficiência e da segurança nos serviços de saúde. Além disso, observou-se que a capacitação contínua dos profissionais é fundamental para a adoção ética e eficaz dessas ferramentas, reforçando a importância da formação técnica e humana no contexto do manejo da sepse.

No entanto, o estudo foi limitado pela natureza exclusivamente bibliográfica da metodologia, o que restringe a análise à produção teórica existente e não permite observar diretamente a aplicação prática das tecnologias nos diferentes contextos de cuidado. A falta de dados empíricos também impediu a mensuração quantitativa dos efeitos da atuação da enfermagem sobre indicadores como tempo de atendimento, taxa de erros ou satisfação dos pacientes. Outro fator limitante foi a concentração de estudos em instituições de maior porte e regiões mais desenvolvidas, o que pode não refletir a realidade de locais com recursos escassos.

Com base nas lacunas identificadas, recomenda-se que pesquisas futuras explorem abordagens metodológicas mistas, envolvendo tanto análises documentais quanto investigação empírica em campo. Estudos qualitativos com enfermeiros em atividade e pesquisas quantitativas sobre os efeitos da atuação da enfermagem nos indicadores assistenciais poderão oferecer um panorama mais completo da realidade. Além disso, será importante investigar estratégias de inclusão da enfermagem em unidades de atenção básica, ambientes rurais e regiões com menor acesso à tecnologia, promovendo assim maior equidade no uso dessas inovações no sistema de saúde.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALMEIDA, Roberta da Silva; FONSECA, Ana Carolina. Protocolo de sepse e o papel da enfermagem na sua execução em unidade de emergência. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, DF, v. 76, n. 1, p. 124-130, 2023. 

BLEAKLEY, Georgia; COLE, Melanie. Recognition and management of sepsis: the nurse’s role. British Journal of Nursing, London, v. 29, n. 21, p. 1324-1329, 2020. Disponível em: https://www.britishjournalofnursing.com/content/clinical/recognition-and-management-of-sepsis-the-nurses-role. Acesso em: 27 maio 2025. 

CECCONI, Mervyn; EVANS, Laura; SINGER, Mervyn; CHEN, Jean. Sepsis and septic shock. The Lancet, London, v. 392, n. 10141, p. 75–87, 2018. 

COSTA, Isabelle Cristinne Pinto; SILVA, Alice; MENDES, Karina Dal Sasso. Educação permanente em enfermagem e o manejo da sepse: uma revisão integrativa. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, DF, v. 76, n. 1, p. 112–118, 2023. 

EVANS, Laura; SINGER, Mervyn; CECCOLINI, Massimo; WALSH, Terence. Surviving Sepsis Campaign: International Guidelines for Management of Sepsis and Septic Shock 2021. Intensive Care Medicine, Berlin, v. 47, p. 1181–1247, 2021. 

FERREIRA, Ana Paula; SANTOS, João Pedro; OLIVEIRA, Maria Clara. Acompanhamento de indicadores de qualidade na sepse: o papel da enfermagem. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, DF, v. 76, n. 4, p. 221–230, 2023. 

FERREIRA, Ana Paula; SILVA, Alice; SANTOS, João Pedro. Impacto da capacitação em sepse na adesão aos protocolos assistenciais. Revista Brasileira de Terapia Intensiva, São Paulo, v. 35, n. 2, p. 139–146, 2023. 

INSTITUTO LATINO-AMERICANO DA SEPSE (ILAS). Educação e Certificação em Sepse. São Paulo: ILAS, 2024. Disponível em: https://ilas.org.br. Acesso em: 27 maio 2025. 

MENDES, Karina Dal Sasso; OLIVEIRA, Maria Clara; COSTA, Isabelle Cristinne Pinto. Simulação clínica no treinamento de enfermagem para reconhecimento precoce da sepse. Journal of Nursing Education and Practice, Ontario, v. 14, n. 2, p. 58–66, 2024. 

MENDES, Karina Dal Sasso; SILVA, Alice; COSTA, Isabelle Cristinne Pinto. Liderança de enfermagem na gestão de protocolos assistenciais: um estudo em unidades de urgência. Revista de Gestão em Saúde, Porto Alegre, v. 15, n. 1, p. 14–23, 2024. 

MOSER, Heather. Early recognition and rapid intervention of sepsis: Implementation of a focused educational initiative emphasizing early goal-directed therapy in the emergency department. Journal of Nursing Education and Practice, Ontario, v. 4, n. 6, p. 56-62, 2014. Disponível em: https://www.sciedupress.com/journal/index.php/jnep/article/view/4174. Acesso em: 27 maio 2025. 

OLIVEIRA, Maria Clara; FERREIRA, Ana Paula; SANTOS, João Pedro. Competências interprofissionais no manejo da sepse: desafios para a formação em enfermagem. Revista de Enfermagem e Saúde Coletiva, Natal, v. 9, n. 4, p. 221–229, 2023. 

OLIVEIRA, Maria Clara; SANTOS, João Pedro; FERREIRA, Ana Paula. Ferramentas de suporte à implementação dos protocolos de sepse em unidades críticas. Revista Brasileira de Terapia Intensiva, São Paulo, v. 35, n. 1, p. 85–92, 2023. 

RUDD, K. E.; JOHNSON, S. C.; AGOSA, R. R.; et al. Global, regional, and national sepsis incidence and mortality, 1990–2017: analysis for the Global Burden of Disease Study. Lancet, London, v. 395, n. 10219, p. 200–211, 2020. 

SANTANA, S. P.; BEREZIN, E. N.; ARNONI, M. V.; MASSAIA, I. D. F. S.; SPROVIERI, S. R. S. Avaliação da aderência ao protocolo de tratamento de sepse em um hospital universitário brasileiro. Arquivos Médicos dos Hospitais e da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, São Paulo, v. 65, e43, 2020. Disponível em: https://arquivosmedicos.fcmsantacasasp.edu.br/index.php/AMSCSP/article/view/692. Acesso em: 27 maio 2025. 

Sepsis Performance Improvement Programs: From Evidence Toward Clinical Implementation. Critical Care Clinics, Philadelphia, v. 38, n. 1, p. 1–14, 2022. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8951662/. Acesso em: 27 maio 2025. 

SILVA, Alice; COSTA, Isabelle Cristinne Pinto; MENDES, Karina Dal Sasso. A importância da enfermagem na adesão a protocolos de sepse. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, DF, v. 76, n. 2, p. 123–130, 2023. 

SILVA, Ana Paula; SOUZA, Karine Moreira; MENDES, Fernanda Rezende. O enfermeiro frente à detecção precoce da sepse: desafios e competências. Revista Enfermagem Atual In Derme, Rio de Janeiro, v. 96, p. e021223, 2022. 

SINGER, Mervyn; DEUTSCHMAN, Clifford; SEYMOUR, Christopher; et al. The Third International Consensus Definitions for Sepsis and Septic Shock (Sepsis-3). JAMA, Chicago, v. 315, n. 8, p. 801–810, 2016. DOI: 10.1001/jama.2016.0287. 

TROMP, Mieke; KLAARWATER, Mirjam; VAN DER WERF, Tjeerd; et al. The role of nurses in the recognition and treatment of patients with sepsis in the emergency department: a prospective before-and-after intervention study. International Journal of Nursing Studies, Oxford, v. 47, n. 12, p. 1464–1473, 2010. DOI: 10.1016/j.ijnurstu.2010.04.007. 

TSE, Carrie Che-Lin. Sepsis identification: A race against time. American Nurse, Silver Spring, v. 16, n. 1, p. 25-28, 2021. Disponível em: https://www.myamericannurse.com/sepsis-identification-a-race-against-time/. Acesso em: 27 maio 2025. 

WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Sepsis. Genebra: WHO, 2020. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/sepsis. Acesso em: 27 maio 2025.

Bongiovane, Waldinei da Silva . O papel essencial da enfermagem na detecção precoce e manejo inicial da sepse em serviços de urgência e emergência.International Integralize Scientific. v 5, n 49, Julho/2025 ISSN/3085-654X

Referencias

Vivian Caroline Coraucci.
BAILEY, C. J.; LEE, J. H.
Management of chlamydial infections: A comprehensive review.
Clinical infectious diseases.
v. 67
n. 7
p. 1208-1216,
2021.
Disponível em: https://academic.oup.com/cid/article/67/7/1208/6141108.
Acesso em: 2024-09-03.

Share this :

Edição

v. 5
n. 49
O papel essencial da enfermagem na detecção precoce e manejo inicial da sepse em serviços de urgência e emergência

Área do Conhecimento

Análise do comportamento aplicada – ABA
autismo; crianças; intervenções; habilidades sociais; comportamentais.
A psicologia das pessoas da melhor idade no contexto da ansiedade, depressão e tristeza: Uma perspectiva psicanalítica
psicologia; ansiedade; depressão; tristeza; saúde mental.
Abordagem da leishmaniose tegumentar americana em Laranjal do Jari/Amapá: Uma análise por faixa etária de 2009 a 2015
leishmaniose; região Amazônica; Amapá.
Levantamento de metabólitos secundários com alguma aplicabilidade produzidos por fungos
metabólitos bioativos; bioprospecção fúngica; aplicações farmacológicas; diversidade química; produção sustentável.
Acessibilidade à saúde bucal em comunidades ribeirinhas: Obstáculos e soluções
comunidades ribeirinhas; saúde bucal; pesquisa-ação; acessibilidade; políticas públicas.
Edentulismo no Brasil: Determinantes socioculturais, informacionais e perspectivas futuras
edentulismo; saúde bucal; políticas públicas; prevenção; cultura e saúde.

Últimas Edições

Confira as últimas edições da International Integralize Scientific

feat-jan

Vol.

6

55

Janeiro/2026
feat-dez

Vol.

5

54

Dezembro/2025
feat-nov

Vol.

5

53

Novembro/2025
feat-out

Vol.

5

52

Outubro/2025
Setembro-F

Vol.

5

51

Setembro/2025
Agosto

Vol.

5

50

Agosto/2025
Julho

Vol.

5

49

Julho/2025
junho

Vol.

5

48

Junho/2025