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Resumo
INTRODUÇÃO
A pandemia da Covid-19 vem trazendo imensos desafios para todos os setores, no Brasil e no mundo. Com intuito de reduzir a ampla disseminação do novo Coronavírus, medidas de distanciamento social tem sido adotado pelos países, e ainda não se sabe exatamente quando deixarão de ser necessárias.
Na Educação, tais medidas significam, em linhas gerais, o fechamento de escolas públicas e particulares, com interrupção de aulas presenciais. Já são 91% do total de alunos do mundo e mais de 95% da América Latina que estão temporariamente fora da escola devido à Covid-19.
Além disso, conforme elucidado em O novo perfil do executivo (11 nov. 2010), o gestor deve ter um perfil mais aberto, com alta sensibilidade social e em suas relações interpessoais, além de ter uma postura inovadora, com contribuição efetiva em processos de decisão. Esse perfil arrojado é decisivo para o enfrentamento da crise atual, pois aliam por atividade, eficiência com foco em resultados, considerando a individualidade da equipe. Sabendo-se que os professores são atores fundamentais nesse processo, deve-se considerar sua participação efetiva no desenvolvimento de um planejamento eficaz, que gere os resultados esperados das instituições de ensino: A Educação.
A inovação não consiste somente na criação de novos mercados, mas também nas novas formas de servir aos mercados já formados e maduros, nesse contexto, oportunizar diversos olhares frente a crise educacional imposta é totalmente relevante, considerando a necessidade célere pela manutenção da prestação dos serviços educacionais (Tidd, & Bessant, 2015).
É primordial considerarmos também que a atuação do professor ultrapassou os limites da escola, adentrando sua rotina e vida pessoais, essa quebra de limites pessoais – profissional, deve ser considerada pelo Gestor educacional.
Este trabalho foi baseado em pesquisas e estudos bibliográficos, disponibilizados pela Must University na disciplina Organizações Eficazes: Teoria e prática, com ênfase no eixo temático Fundamento Motivacional e websites correlacionados ao tema abordado e à educação. Toda pesquisa levou em consideração os conceitos explorados correlacionando as práticas de mercado e adaptando-as à educação.
DESENVOLVIMENTO
GESTÃO ESTRATÉGICA E O GESTOR EDUCACIONAL
O momento atual desafia o Gestor Educacional a lançar mão de tecnologias de gestão outrora utilizadas quase que exclusivamente por grandes corporações, sabe-se atualmente que essas tecnologias são ferramentas eficazes e podem ser implementadas em todos nichos Organizacionais, pois seu foco é atingir resultados em determinado período, por meio de um planejamento estruturado, cujo a visão e missão são os balizadores das ações subsequentes. “Dentre as características necessárias de um gestor eficiente, pode-se destacar a habilidade em transformar um momento de crise em oportunidade e aproveitar os pontos fortes da equipe com foco nos resultados” (Mastella, 2018). A escola se depara com o desafio de dar continuidade aos seus serviços educacionais e diante do inédito, as Instituições, precisam se reinventar, ajustar rotas e redefinir metas. Para as Instituições Públicas, o desafio é ainda maior, pois tem de enfrentar escassez de recursos materiais. Segundo a publicação da Agência Brasil (2020), no Brasil, 4,8 milhões de crianças e adolescentes, na faixa de 9 a 17 anos, não têm acesso à internet em casa. Eles correspondem a 17% de todos os brasileiros nessa faixa etária, os dados foram divulgados em junho pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Já na rede privada, observa que praticamente todos os estudantes têm acesso a Internet, desde 2018.
Tabela 1 – Desigualdade e os diferentes desafios a serem enfrentados

Fonte: PNAD Contínua Anual 2018 (IBGE). Elaboração: IDados.
Apesar de diferentes, tanto essa como aquela, tem um longo caminho no desenvolvimento de estratégias para resultados efetivos.
INTERVENÇÃO SISTÊMICA COM ÊNFASE NO SUBSISTEMA SOCIAL
Embora os subsistemas façam parte do conjunto indissociável da Intervenção Sistêmica, esse trabalho tem como objetivo evidenciar o Subsistema social, entretanto sem desconsiderar suas correlações.
Cada membro da empresa contribui com algo diferente, mas todos devem contribuir para um objetivo comum. Todos os seus esforços devem ‘puxar’ na mesma direção e suas contribuições devem se ajustar para produzir um todo, sem hiatos, sem fricção, sem necessária duplicação de esforços. Na visão sistêmica, passa-se a entender que os subsistemas técnico e social se inter-relacionam e se influenciam mutuamente (Drucker, 1993).
O Gestor, sua equipe diretiva e seus subordinados precisam trabalhar em sinergia com intuito comum.
Mesmo demandando certo aumento de recursos técnicos, impulsionados pelo ambiente, a estrutura orgânica é bem definida e decisiva para traçar seus objetivos.
Ainda segundo Caravantes, a participação é o mecanismo mais simples e menos oneroso para se obter o maior grau de compatibilidade entre os objetivos pessoais e organizacionais, essa afirmação torna-se ainda mais atual se considerar o fato da própria escola e a sala de aula estarem imersas na casa e vida pessoal do professor em isolamento.
Contudo, essa relação tornou-se um ponto sensível na interação profissional – pessoal e deve ser ponderada e debatida em nível estratégico, o quanto este misto de relações/funções, têm afetado o desempenho desse colaborador? Quais são os limites aceitáveis?
VALORAÇÃO DO INDIVÍDUO HOMO NOVUS
Caravantes (2000), em O Ser Total, também afirma que “Precisamos buscar novas formas de agir, de encarar nosso mundo, nossa vida pessoal, nossa forma de fazer negócios, de condizermos organizações; as formas tradicionais não mais funcionam a contento”. A atualidade desse tópico nos propõe várias outras questões, que não serão respondidas neste trabalho, são provocações imprescindíveis diante da incerteza de opções, e muitas, pertinentes.
Diante do Homo Novus (novo homem), um ser total, consciente de suas potencialidades e ávido para utilizá-las, essa autonomia gera um nível de comprometimento e traz clareza ao indivíduo, fazendo com que seja responsável pelo seu desempenho, consequentemente seus resultados.
Nesse sentido, pode-se sanar o problema da heteroavaliação que, segundo Macgregor é um dos problemas mais complexos das organizações, pois essa é substituída pela autoavaliação, que dispensa pouca interferência externa, e se dá por meio da análise do próprio desempenho do colaborador.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nesse trabalho pode-se perceber a importância da reflexão e ressignificação dos papéis do Gestor e sua equipe para enfrentamento da crise gerada pelo isolamento social devido à Covid -19.
As variáveis do setor, discrepâncias no acesso aos recursos básicos para manutenção das atividades escolares, apresentam ao gestor um grande desafio que deve ser encarado como oportunidade para reinvenção da escola, lançando mão das tecnologias da Gestão Estratégica de resultados, com metas e objetivos claros, compartilhados e definidos em conjunto com as equipes.
Finalmente, o gestor deve atentar as particularidades do momento, em que o professor, agente indispensável para atingir a metas institucionais, tem sua vida profissional – pessoal em um mesmo ambiente, sem limites pré-definidos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AGÊNCIA BRASIL. Brasil tem 4,8 milhões de crianças e adolescentes sem internet em casa. Brasília: EBC, 2020. Disponível em: <https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2020-05/brasil-tem-48-milhoes-de-criancas-e-adolescentes-sem-internet-em-casa>. Acesso em: 31 ago. 2020.
AHN, J.; McEACHIN, A. Student enrollment patterns and achievement in Ohio’s online charter schools. Educational Researcher, v. 46, n. 1, p. xx-xx, 2017. DOI: [inserir se disponível].
BANCO MUNDIAL. Políticas educacionais na pandemia da COVID-19: o que o Brasil pode aprender com o resto do mundo? Washington, DC: Banco Mundial, 2020. Versão de 25 de março de 2020.
CARAVANTES, G.; KLOECKNER, M. Gestão estratégica de resultados: construindo o futuro. Porto Alegre, RS: [Editora], 2004.
DADOS.ID. Desigualdade no acesso à internet entre estudantes do ensino básico das redes pública e privada. 2020. Disponível em: <https://idados.id/blog/desigualdade-acesso-a-internet-entre-estudantes-do-ensino-basico-das-redes-publica-e-privada>. Acesso em: 31 ago. 2020.
MASTELLA, A. Aspectos conceituais na gestão estratégica de resultados. Material de apoio do Mestrado em Tecnologias Emergentes em Educação – Must University, 2018.
REDAÇÃO ADMINISTRADORES. O novo perfil do executivo. Administradores, 11 nov. 2010. Disponível em: <http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/o-novo-perfil-do-executivo/40034/>. Acesso em: 26 set. 2017.
TIDD, J.; BESSANT, J. Gestão da inovação. 5. ed. Porto Alegre: Bookman, 2015.
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