Os impactos pós pandemia na educação: Os desafios e proposições

POST-PANDEMIC IMPACTS ON EDUCATION: CHALLENGES AND PREPOSITIONS

IMPACTOS POST PANDÉMICOS EN LA EDUCACIÓN: RETOS Y PROPOSICIONES

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/C68266

DOI

doi.org/10.63391/C68266

Castilho, Elisama Rocha . Os impactos pós pandemia na educação: Os desafios e proposições. International Integralize Scientific. v 5, n 49, Julho/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

A pandemia de COVID-19 trouxe muitos desafios para toda sociedade, com implicações profundas para o campo da Educação. Tratou-se um período muito diferente no qual não havia preparo, resultando em mudanças repentinas nos lares, nas instituições escolares e na sociedade como um todo. Pensando especialmente na Educação Infantil, primeira etapa na Educação Básica, a suspensão das atividades presenciais nas instituições demandou reflexões acerca do desenvolvimento infantil, das propostas pedagógicas, dos vínculos com as crianças, bem como da necessidade de um planejamento cuidadosa para um retorno seguro, acolhedor e amparo emocional adequado. Esse trabalho tem como objetivo discutir, de que forma foram preenchimento as lacunas deixadas durante o período de pandêmico, além de analisar o preparo realizado para o retorno às atividades presenciais no cenário pós-pandemia. Também busca compreender os impactos sofridos pelas crianças e os desafios enfrentados por instituições, famílias e discentes durante esse processo de retomada.
Palavras-chave
educação infantil; escola; família; marcos da educação; pós pandemia.

Summary

The COVID-19 pandemic brought many challenges to society as a whole, with profound implications for the field of education. It was a very different period, with no preparation, resulting in sudden changes in homes, schools, and society as a whole. Especially in Early Childhood Education, the first stage of Basic Education, the suspension of in-person activities in institutions demanded reflections on child development, pedagogical proposals, bonds with children, as well as the need for careful planning for a safe, welcoming return, and adequate emotional support. This paper aims to discuss how the gaps left during the pandemic were filled, in addition to analyzing the preparations made for the return to in-person activities in the post-pandemic scenario. It also seeks to understand the impacts suffered by children and the challenges faced by institutions, families, and students during this resumption process.
Keywords
early childhood education; school; family; educational milestones; post-pandemic.

Resumen

La pandemia de COVID-19 planteó numerosos desafíos a la sociedad en su conjunto, con profundas implicaciones para el ámbito educativo. Fue un período muy diferente, sin preparación, que provocó cambios repentinos en los hogares, las escuelas y la sociedad en su conjunto. Especialmente en la Educación Infantil, la primera etapa de la Educación Básica, la suspensión de las actividades presenciales en las instituciones exigió reflexiones sobre el desarrollo infantil, las propuestas pedagógicas, los vínculos con los niños y la necesidad de una planificación cuidadosa para un retorno seguro y acogedor, y un apoyo emocional adecuado. Este trabajo busca discutir cómo se subsanaron las deficiencias dejadas durante la pandemia, además de analizar los preparativos para el retorno a las actividades presenciales en el escenario pospandémico. También busca comprender los impactos sufridos por los niños y los desafíos que enfrentan las instituciones, las familias y el alumnado durante este proceso de reanudación.
Palavras-clave
educación infantil temprana; escuela; familia; hitos educativos; post pandemia.

INTRODUÇÃO 

Este trabalho tem como foco a discussão sobre a Educação Infantil no período pós-pandemia. A escolha por essa temática justifica-se pelo contexto vivenciado durante a pandemia de COVID-19, que impôs inúmeros desafios às instituições de Educação Infantil, especialmente em função da suspensão das atividades presenciais. Tal interrupção resultou em prejuízos significativos ao desenvolvimento educacional, emocional e cognitivo das crianças. De acordo com Machado (2010),

A criança compartilha a vida social com o adulto, porém com uma forma particular de ser e estar no mundo. A criança possui formas não representacionais de vivenciar suas experiências e, portanto, haveria nos/ as pequenas/ as uma aderência (corpórea) às situações que vivenciam. Existe na experiência da criança, alerta-nos Machado, “uma ‘aderência às situações’ que impede de representar o mundo: ela não o representa, ela o vive” (Machado, 2010, p. 128).     

A partir da situação vivenciada durante a pandemia, diversas reflexões foram suscitadas: o convívio familiar dentro de casa, as restrições de mobilidade impostas pelo isolamento social, limitando idas e vindas, os desafios enfrentados pelas famílias diante das mudanças de rotina e hábitos, bem como a necessidade de os professores ressignificarem suas práticas pedagógicas. Uma reflexão relevante emergiu no sentido de compreender o papel das instituições de ensino na minimização dos impactos causados às crianças e às suas famílias durante aquele período tão delicado. No que se refere à Educação Infantil, exigiu-se dos profissionais um olhar mais atento e sensível, considerando as especificidades próprias da faixa etária atendida.

Dessa forma, este artigo apresenta reflexões que permeiam o universo da Educação Infantil diante da crise sanitária, econômica e social desencadeada pela pandemia, cujos efeitos ainda se fazem presentes na atualidade. Os questionamentos abordados têm como objetivo promover uma análise crítica e a busca por caminhos contínuos que assegurem os direitos das crianças, das famílias e dos profissionais da educação.

Pensando nisso, esse trabalho tem por objetivo discutir a Educação Infantil pós pandemia, considerando os desafios e as proposições nesse contexto. Para essa finalidade foi realizado pesquisas bibliográficas, consultando documentos e artigos que apoiam a discussão.  

MARCOS DA EDUCAÇÃO 

Sabendo que a educação é um tema bastante abrangente, faz-se necessário, neste trabalho, ater-se aos Impactos na Educação Infantil, especificamente com crianças pequenas, com idades entre 0 e 5 anos. Essa fase constitui a primeira etapa da educação básica, sendo oferecida em creches e pré-escolas, espaços institucionais não domésticos, públicos ou privados, que funcionam em período diurno, em tempo integral ou parcial, e são fiscalizados pelos órgãos competentes do sistema de ensino. Segundo Machado:

A criança é um ser-no-mundo permeado de limitações, dadas pela imaturidade de seu corpo e pela moldura oferecida na convivência com a cultura ao seu redor, sobre o que é permitido ou não para uma criança por ali, mas é uma pessoa desde a mais tenra idade apta a dizer algo sobre tudo isso: diz algo em seu corpo, gestualidade, gritos, choro, expressões de alegria e consternação, espanto e submissão. Esses dizeres em ação, essas atuações no corpo, mostram-se repletas de teatralidade: pequenas, médias e grandes performances, ações de suas vidas cotidianas que encarnam formas culturais no seu total da criança; ações visíveis e também invisíveis aos olhos do adulto (Machado, 2010, p. 126).       

Segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Infantil (DCNEI), em seu artigo 4º, a criança é definida como:

Sujeito histórico de direitos que, nas interações e práticas cotidianas que vivencia, constrói sua   identidade pessoal e coletiva, brinca, imagina, fantasia, deseja, aprende, observa, experimenta, narra questiona e constrói sentidos sobre a natureza e a sociedade, produzindo cultura (Brasil 2009).

Ainda de acordo com as DCNEI, em seu artigo 9º, os eixos estruturantes das práticas pedagógicas dessa etapa da Educação Básica são as interações e as brincadeiras. Essas experiências são únicas, vivenciadas apenas uma vez por cada criança, e constituem etapas fundamentais em seu processo de aprendizagem. Por meio delas, a criança pode explorar o meio em que vive, compartilhar e vivenciar momentos com os outros, tornando o processo educativo mais significativo e de qualidade. Além disso, pode expressar-se afetivamente e aprender a lidar com frustrações, por meio de suas ações e interações com os pares e com os adultos, desenvolvendo, assim, diversas habilidades ao longo desse processo.

Tendo em vista os eixos estruturantes das práticas pedagógicas e as competências gerais da Educação, seis direitos asseguram a Educação Infantil: conviver, brincar, participar, explorar, expressar e conhecer-se. A organização curricular da Educação Infantil, conforme a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), está estruturada em cinco Campos de Experiências, nos quais são definidos os desenvolvimentos e os aprendizados das crianças pequenas. Considerando esses saberes e conhecimentos, os Campos de Experiências são: 

O eu, o outro e o nós: O campo de experiência a interação da criança com os pares e com adultos, possibilita a construção de saberes e vínculos afetivos. Ao interagir, cada criança manifesta sua forma singular de ser, agir e reagir, desenvolvendo sua identidade e aprendendo a conviver de maneira respeitosa e solidária.

Corpo, Gestos e Movimentos: Por meio de diferentes formas de expressão, as crianças aprendem, imitam e criam caminhos para se comunicar, utilizando o corpo, os gestos e os movimentos como meios de expressão de emoções, ideias e sentimentos. Esse campo valoriza experiências com múltiplas linguagens e instrumentos motivadores, como a música, a dança, o teatro, o faz de conta, entre outros, promovendo o desenvolvimento da coordenação motora, da percepção corporal e da expressão criativa.

Traços, Sons, Cores e Formas: Esse campo de experiência incentiva as crianças a explorarem e experimentarem diferentes linguagens. Conviver com diversas manifestações culturais, artísticas e científicas amplia o repertório das crianças e favorece a construção de sentidos sobre o mundo que as cerca.

Escutas, Fala, Pensamentos e Imaginação: Neste campo desde muito pequenas as crianças interagem com o mundo ao seu redor, de forma a perceber a si mesma, o outro e o ambiente em que vivem, propiciando a ampliação por meio da exploração do espaço, da noção do tempo, das relações entre objetos e pessoas, bem como das transformações que ocorrem no meio. É nesse processo que as crianças realizam suas primeiras descobertas, construindo conhecimentos sobre o mundo físico e social de forma significativa.

Espaços, Tempos, Quantidades, Relações e Transformações: As crianças pequenas já são situadas em diversos espaços, apropriando-se de experiências no meio onde vivem, nos locais por onde passam, nos lugares onde visitam, observando a natureza, podendo acompanhar mudanças climáticas, tendo contato com animais, plantas e diferenciando dia e noite.

Sendo assim, a Educação Infantil deve promover momentos em que as crianças possam observar, manipular, explorar e investigar, a fim de buscar respostas para suas múltiplas curiosidades. Essas experiências contribuem para a construção do conhecimento sobre o mundo e valorizam a infância como uma fase rica em descobertas, reconhecendo a criança como sujeito de direitos e participante ativa da sociedade.

De acordo com a Resolução nº 5, de 17 de dezembro de 2009, as propostas pedagógicas ou projeto pedagógico, o plano orientador das ações da instituição define as metas que se pretende para a aprendizagem e o desenvolvimento das crianças que nela são educadas e cuidados. É elaborado num processo coletivo, com a participação da direção, dos professores e da comunidade escolar (Brasil 2009).

O MOMENTO DELICADO E UM POSSÍVEL RETORNO

Segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (DCNEI), a proposta da Educação Infantil tem como objetivo garantir às crianças o acesso a processos de apropriação, renovação e articulação de conhecimentos e aprendizagens em diferentes linguagens, bem, assim como assegurar seus direitos à saúde, à liberdade, à confiança, ao respeito, à dignidade, à brincadeira, à convivência e à interação com outras crianças (Brasil, 2009).

Sabendo que é por meio das interações e das brincadeiras que as crianças se desenvolvem, um retorno seguro tornava-se necessário nessa etapa significativa do seu processo de aprendizagem. Diante disso, foi preciso refletir sobre como a suspensão das atividades presenciais nas instituições, ocorrida de forma tão repentina e sem tempo de preparo, impactou os profissionais, as crianças e as famílias.

Essa situação nos faz pensar em como o isolamento social foi prejudicial para as crianças, causando fragilidades físicas e emocionais, pois, muitas vezes, elas não compreendiam o que estava acontecendo naquele momento.

De acordo com Maria Malta Campos et al.:

Nessa perspectiva, o presente documento pretende ser apenas um passo, ao lado de muitos outros, na direção de um planejamento compartilhado, consciente e baseado nos direitos humanos de todas as pessoas envolvidas. Em primeiro lugar, deve fundamentar-se nos direitos das crianças, atingidas que foram e continuam sendo por uma crise cuja dimensão ainda não conseguimos avaliar; em segundo, nos direitos de seus familiares, surpreendidos por uma situação sem precedentes de mudança de suas rotinas, condições de sobrevivência, impactos na saúde e, em muitos casos, perdas de parentes e amigos pela doença; e em terceiro, nos direitos dos profissionais da Educação, professoras, educadores, funcionários e gestores das creches e das escolas, tanto públicas como privadas (com ou sem fins lucrativos), que terão de enfrentar uma situação para a qual nenhum de nós foi preparado em sua formação profissional (Brasil, 2020, p. 2)

COMO FOI PREPARADO O RETORNO NAS INSTITUIÇÕES

O retorno às instituições de Educação Infantil tornava-se mais do que necessário. Apesar de parecer pouco tempo, o isolamento prolongado foi especialmente difícil para as crianças pequenas e suas famílias. Diante disso, as instituições se viram desafiadas a refletir sobre como receber crianças tão pequenas e frágeis em um ambiente considerado problemático por incentivar interações e contatos.

Já era esperado que esse desafio não seria simples, especialmente diante da ausência de apoio efetivo dos órgãos públicos. O que se sabia, naquele momento, era que o retorno precisava ser seguro, orientado por diretrizes gerais — muitas vezes sem recursos adequados, baseando-se apenas em prescrições pouco detalhadas. Tudo era incerto: as práticas, as respostas, os resultados. A única certeza possível naquele contexto dizia respeito ao impacto emocional nas crianças, como será abordado a seguir.

De acordo com o documento produzido pelo Comitê Científico do Núcleo Ciência Pela Infância (2020), a criança é um ser que filtra as informações do seu contexto, construindo sua trajetória psicológica por meio da interação com os ambientes físico e social. Diante de um cenário de tensão, é esperado que apresente comportamentos diferentes dos habituais e formule muitas perguntas, buscando respostas para o colapso vivido — muitas vezes sem ter recebido explicações ou acolhimento emocional.

Por isso, naquele momento, sua capacidade de concentração, realização de tarefas e manejo dos sentimentos encontrava-se alterada. Tal situação ampliava ainda mais os desafios enfrentados pelas instituições, pelas famílias e pelos profissionais da educação, que precisavam acompanhar o retorno às atividades presenciais, considerando as condições de saúde física e mental tanto das crianças quanto da equipe escolar.

Sendo assim, conforme destacam Casemiro et al. (2014), a escola configura-se como um espaço de encontro entre saúde e educação, possibilitando o desenvolvimento de atividades voltadas à educação em saúde e à promoção do bem-estar integral dos indivíduos.

Diante de todo esse agravante, não se pode deixar de mencionar as crianças com distúrbios emocionais, que, com o isolamento social, sofreram grandes rupturas em suas interações cotidianas. Esse afastamento do convívio social agravou suas condições psíquicas, aumentando as preocupações das famílias.

Se a situação já era delicada para crianças com desenvolvimento típico, ainda mais desafiador foi pensar no retorno à escola para as crianças com desenvolvimento atípico naquele contexto.

Segundo a convenção sobre o Direito da Pessoa com Deficiência,

O Estatuto da Pessoa com Deficiência define: “considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo, de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas” (Brasil, 2015).

Não se pode deixar de destacar que a pandemia de COVID-19 impactou significativamente o cotidiano e a vida da população em geral, afetando de maneira ainda mais intensa alguns grupos sociais em situação de maior vulnerabilidade, como pessoas com deficiência, idosos, povos indígenas, crianças e adolescentes.

Diante desse cenário, apesar das dificuldades enfrentadas, autores destacam a importância de continuar promovendo a solidariedade, a resiliência e as relações sociais entre educadores e alunos durante e após a pandemia, uma vez que essas ações contribuem para a redução dos impactos emocionais negativos causados por esse período (Dias & Pinto, 2020).

É factível constatar que, apesar do tempo disponível para estudos, análises e o planejamento de estratégias seguras para o acolhimento das crianças nas instituições de ensino, pouco — ou quase nada — foi efetivamente realizado para garantir um retorno presencial seguro. Essa falta de preparo contribuiu para agravar ainda mais a fragilidade emocional dos estudantes, professores e equipes pedagógicas.

Com isso, surgem questionamentos urgentes: como tem se configurado o ensino no período pós-pandemia? De que forma as instituições estão lidando com as múltiplas fragilidades trazidas pelas crianças, pelas famílias e pelos próprios profissionais da educação?

Talvez as respostas para essas questões ainda não estejam ao alcance neste momento, mas fica claro que é fundamental continuar lutando para superar os prejuízos causados pela COVID-19. Considerando que a escola, enquanto instituição social, possui objetivos e metas, empregando e reelaborando os conhecimentos socialmente produzidos e atua como espaço de desenvolvimento e aprendizagem, é necessário que ela mantenha a busca por um retorno eficaz.

Esse retorno deve contemplar todas as experiências presentes no processo de educar, levando em conta os aspectos culturais, cognitivos, afetivos, sociais e históricos nos quais crianças, famílias e profissionais estão inseridos, bem como as interações e relações que se estabelecem nos diversos segmentos escolares.

Segundo Libânio (2007), a escola possui três objetivos principais: “a preparação para o processo produtivo e para a vida em sociedade”; a “formação para a cidadania crítica e participativa”; e a “formação ética”.

Sendo assim, conclui-se este artigo com a certeza de que ainda há muito a ser feito, pensado e colocado em prática, a fim de garantir um ensino de qualidade. Os efeitos causados e deixados pela pandemia em toda a sociedade, especialmente na educação, evidenciam a necessidade de acompanhar de perto as lacunas que foram e continuam sendo abertas no meio educacional.

Diante disso, torna-se essencial a busca constante por recursos e estudos que possibilitem avaliar e aplicar ferramentas eficazes no enfrentamento desses danos. Essa tarefa deve ser compartilhada entre a educação, a família e os órgãos competentes, por meio de pesquisas e mecanismos que contribuam para soluções reais, ainda que não definitivas, pois a educação é, por natureza, dinâmica e repleta de surpresas. 

Em uma sociedade tão diversa em conhecimento e cultura, é preciso estar aberto ao novo. Por isso, esta pesquisa representa apenas o início de muitas descobertas que poderão surgir ao longo dessa longa e contínua trajetória.

Segundo a Constituição Federal, “a constituição, portanto, fixa em seu art. 205 o direito de todos à educação, estabelece no art. 206 os princípios do ensino dentre os quais o de igualdade de condições para o acesso e permanência na escola” (Brasil, 1988).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao ser vivenciado o período de pandemia, momento tão delicado para a sociedade e que afetou praticamente todo o mundo, levando as pessoas a terem que criar novas formas de viver para se adaptar às situações, grandes prejuízos foram trazidos para a educação. A educação se viu frente a mais um desafio como tantos outros presentes no meio pedagógico, passando por um período de muitas incertezas, medos e novas descobertas para educação.

Frente a isso, esse trabalho buscou trazer os aspectos relacionados à Educação Infantil, que se viu diante a uma situação inédita para todo Campo Educacional, com as suspensões das atividades presenciais, aderindo a um ensino remoto. Sendo assim foi buscado abordagens para as concepções e fundamentos que abrange a Educação Infantil, previstas nos documentos oficiais que embasam o trabalho pedagógico em todas as esferas da educação tendo em vista as diferentes áreas e níveis de gestão do sistema educacional.  

No entanto os desafios enfrentados no campo Educação Infantil são inúmeros, mas o que precisa é unir forças na luta e na defesa das crianças, buscando caminhos para que de fato elas tenham um ensino de qualidade e significado no seu desenvolvimento psíquico emocional e cognitivo, trazendo para as crianças um suporte estudantil; família uma base segura e profissionais, um amparo de qualificações pedagógicas.

“A certeza que permanece é a de que se está diante da construção de uma nova história para a educação.”

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 23 dez. 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acesso em: 24 de maio de 2025.

BRASIL. Conselho Nacional de educação/ Câmara de Educação Básica. Resolução nº 05, de 17 de dezembro de 2009. Fixa as Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil. Acesso em: 24 de maio de 2025.

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional: Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Brasília: MEC/SEB, 2017. Acesso em: 24 de maio de 2025.

CAMPOS, Maria Malta. Et al. Para um retorno à escola e à creche que respeite os direitos fundamentais de crianças, famílias e educadores. ANPED. Brasil, maio de 2020. Disponível em: https://ncpi.org.br/wp-content/uploads/2024/08/Para-um-retorno-a-escola-e-a-creche-que-respeite-os-direitos-fundamentais-de-criancas-familias-e-educadores.pdf. Acesso em: 22 de maio de 2025

COMITÊ CIENTIFICO NÚCLEO CIÊNCIA PELA INFÂNCIA. Repercussões da Pandemia de COVID-19 no Desenvolvimento Infantil, 2020. Disponível em: https://ncpi.org.br/publicacoes/wp-pandemia/ Acesso em: 24 de maio de 2025.

MANUAL DE ATUAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO EM DEFESA DA EDUCAÇÃO NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA. Conselho Nacional do Ministério Público. Brasília, 2024. Disponível em: https://www.cnmp.mp.br/portal/images/cije/Apresenta%C3%A7%C3%B5es/Manual_MP_Educa%C3%A7%C3%A3o_Inclusiva_-_V10_online.pdf. Acesso em: 24 de maio de 2025.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO BÁSICA DIRETORIA DE CONCEPÇÕES CURRICULARES PARA A EDUCAÇÃO DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL, BRASIL Brasília 2010. 

RETORNO ÀS CRECHES E À ESCOLA: DIREITO DAS CRIANÇAS, SUAS FAMÍLIAS E SUAS/SEUS EDUCADORES/ES– GESTORES/ES, PROFESSORES/ES E FUNCIONÁRIOS. Frente Nordeste Criança. Círculo Violência e Direitos Humanos- Subcomitê 8 – Políticas Públicas, 2020. Disponível em:  https://www.ufpi.br/arquivos_download/arquivos/Caderno_Direitos_- _EDULPI_com_ISBN20200725103619.pdf. Acesso em: 24 de maio de 2025.

TEIXEIRA, Adriana Moreira Pimentel. Et al.  Proposições para a educação infantil durante (e após) a pandemia. Por uma proposta pedagógica que respeite os direitos dos bebês e crianças. Observatório da Infância e Educação Infantil UNEB 2020.

Castilho, Elisama Rocha . Os impactos pós pandemia na educação: Os desafios e proposições.International Integralize Scientific. v 5, n 49, Julho/2025 ISSN/3085-654X

Referencias

Vivian Caroline Coraucci.
BAILEY, C. J.; LEE, J. H.
Management of chlamydial infections: A comprehensive review.
Clinical infectious diseases.
v. 67
n. 7
p. 1208-1216,
2021.
Disponível em: https://academic.oup.com/cid/article/67/7/1208/6141108.
Acesso em: 2024-09-03.

Share this :

Edição

v. 5
n. 49
Os impactos pós pandemia na educação: Os desafios e proposições

Área do Conhecimento

Educação emocional na primeira infância: O alicerce para a resiliência na vida adulta
educação emocional; primeira infância; resiliência; terapia cognitivo-comportamental; disciplina positiva.
Gestão participativa e cultura democrática: Um estudo sobre os impactos da escuta ativa na tomada de decisões escolares
gestão participativa; cultura democrática; escuta ativa; tomada de decisão escolar; comunicação dialógica
Os caminhos do cérebro na primeira infância: Contribuições da neurociência para o processo de alfabetização
neurociência; aprendizagem infantil; alfabetização; emoção; plasticidade cerebral.
Jogos como ferramenta de alfabetização: A contribuição do programa recupera mais Brasil
jogos educativos; alfabetização; programa recupera mais Brasil.
Amor patológico, dependência afetiva e ciúme patológico: Uma revisão abrangente da literatura científica
amor patológico; dependência afetiva; ciúme patológico; comportamento; psicologia.
Formação e valorização docente: Pilares da qualidade educacional
formação docente; valorização profissional; qualidade da educação; políticas educacionais; condições de trabalho.

Últimas Edições

Confira as últimas edições da International Integralize Scientific

feat-jan

Vol.

6

55

Janeiro/2026
feat-dez

Vol.

5

54

Dezembro/2025
feat-nov

Vol.

5

53

Novembro/2025
feat-out

Vol.

5

52

Outubro/2025
Setembro-F

Vol.

5

51

Setembro/2025
Agosto

Vol.

5

50

Agosto/2025
Julho

Vol.

5

49

Julho/2025
junho

Vol.

5

48

Junho/2025