Promoção da saúde e educação ambiental: Caminhos integrados para a sustentabilidade e o bem-estar coletivo

HEALTH PROMOTION AND ENVIRONMENTAL EDUCATION: INTEGRATED PATHS TOWARD SUSTAINABILITY AND COLLECTIVE WELL-BEING

PROMOCIÓN DE LA SALUD Y EDUCACIÓN AMBIENTAL: CAMINOS INTEGRADOS HACIA LA SOSTENIBILIDAD Y EL BIENESTAR COLECTIVO

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/CF4D23

DOI

doi.org/10.63391/CF4D23

Andrade, Wilker Vanderlan Alves de . Promoção da saúde e educação ambiental: Caminhos integrados para a sustentabilidade e o bem-estar coletivo. International Integralize Scientific. v 5, n 47, Maio/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

Este artigo apresenta um breve histórico do conceito de Promoção da Saúde, destacando sua evolução desde as primeiras conferências internacionais até a consolidação das políticas públicas brasileiras, como a PNPS, evidenciando a importância da articulação entre saúde, meio ambiente e educação, com ênfase na Educação Ambiental como estratégia fundamental para a promoção da saúde coletiva. São discutidas experiências intersetoriais que demonstram como práticas educativas e sustentáveis podem fortalecer a atenção primária, o controle social e a justiça socioambiental, contribuindo para a construção de comunidades mais saudáveis e resilientes frente aos desafios atuais, como as mudanças climáticas e as desigualdades sociais.
Palavras-chave
promoção da saúde; educação ambiental; políticas públicas; saúde coletiva; sustentabilidade.

Summary

This article presents a brief historical overview of the concept of Health Promotion, highlighting its development from the early international conferences to the consolidation of Brazilian public policies, such as the PNPS. The text emphasizes the importance of the integration between health, environment, and education, focusing on Environmental Education as a key strategy for promoting collective health. Intersectoral experiences are discussed, showing how educational and sustainable practices can strengthen primary care, social participation, and socio-environmental justice, contributing to the creation of healthier and more resilient communities in the face of current challenges such as climate change and social inequalities.
Keywords
health promotion; environmental education; public policies; collective health; sustainability.

Resumen

Este artículo presenta una breve reseña histórica del concepto de Promoción de la Salud, destacando su evolución desde las primeras conferencias internacionales hasta la consolidación de las políticas públicas brasileñas, como la PNPS. El texto resalta la importancia de la articulación entre salud, medio ambiente y educación, con énfasis en la Educación Ambiental como estrategia clave para la promoción de la salud colectiva. Se analizan experiencias intersectoriales que demuestran cómo las prácticas educativas y sostenibles pueden fortalecer la atención primaria, la participación social y la justicia socioambiental, contribuyendo a la construcción de comunidades más saludables y resilientes frente a desafíos actuales como el cambio climático y las desigualdades sociales.
Palavras-clave
Promoción de la salud; Educación ambiental; Políticas públicas; Salud colectiva; Sostenibilidad.

INTRODUÇÃO

No final do século XIX e nas primeiras décadas do século XX, o mundo começou a vivenciar os sinais de esgotamento do paradigma moderno, marcado pela intensificação dos impactos ambientais e pela deterioração da qualidade de vida em decorrência de um processo de industrialização desenfreado. Esse contexto motivou a comunidade científica a buscar novas abordagens para compreender o processo saúde-doença, impulsionando uma ruptura com as concepções biomédicas tradicionais.

Nesse cenário, após os traumas da Segunda Guerra Mundial, a Organização Mundial da Saúde (OMS) propôs, em 1948, uma definição inovadora de saúde, entendendo-a como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças ou enfermidades” (Who, 1948). Essa concepção ampliou o olhar sobre a saúde, incorporando uma abordagem holística voltada à promoção da qualidade de vida.

Ainda na primeira metade do século XX, a ecologia consolidou-se como ciência, contribuindo para o surgimento da teoria ecológica das doenças infecciosas. Essa teoria passou a considerar a interação entre os agentes patogênicos, os hospedeiros e os ambientes naturais, sociais e biológicos. Paralelamente, Pavlovsky (1939) formulou a teoria da nidalidade, destacando que diversos agentes infecciosos já existiam em nichos ecológicos específicos. Essas abordagens possibilitaram um entendimento mais profundo sobre as inter-relações entre os fatores ambientais e a emergência de doenças humanas (Pignatti, 2004; Morand & Lajaunie, 2021).

A partir dessas concepções, Leavell e Clark (1976) desenvolveram o Modelo da História Natural da Doença, que buscava explicar os fatores envolvidos no surgimento e desenvolvimento das enfermidades (Sá et al., 2017). Contudo, esse modelo foi posteriormente criticado por negligenciar os determinantes sociais e econômicos que influenciam significativamente os níveis de saúde das populações. Em resposta a essas limitações, foram incorporadas novas perspectivas que consideram os condicionantes sociais da saúde, possibilitando a compreensão das desigualdades e das iniquidades que afetam comunidades em contextos diversos (Buss & Pellegrini Filho, 2007; Busato, 2016).

No Brasil, essas reflexões foram incorporadas ao ordenamento jurídico a partir da Constituição Federal de 1988, que, em seus artigos 196 e 225, reconhece respectivamente a saúde como direito de todos e dever do Estado, e o meio ambiente ecologicamente equilibrado como essencial à qualidade de vida (Brasil, 1988). A Lei Orgânica da Saúde, instituída em 1990 e atualizada por meio de regulamentações posteriores, reforça essa concepção ampliada de saúde, reconhecendo a necessidade de ações intersetoriais para a promoção do bem-estar coletivo (Brasil, 2013).

Simultaneamente, a Educação Ambiental (EA) também ganhou protagonismo no cenário internacional. Desde a Conferência Intergovernamental de Tbilisi, em 1977, até a Eco-92, no Rio de Janeiro, a EA passou a ser reconhecida como elemento fundamental para a construção de sociedades sustentáveis. O Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global (1992) consolidou esse entendimento ao enfatizar a EA como um processo contínuo, voltado à transformação social. No Brasil, esse marco culminou na promulgação da Lei nº 9.795/1999, que instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), definindo a EA como:

[…] os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade (Brasil, 1999, Art. 1º).

Diante dos múltiplos desafios enfrentados pelas sociedades contemporâneas — como crises sanitárias, colapsos ambientais e desigualdades socioeconômicas — torna-se imperativo refletir sobre as interfaces entre saúde, meio ambiente e educação ambiental. Nesse sentido, este artigo, de natureza teórica e reflexiva, tem como objetivo identificar as conexões existentes entre a EA e a promoção da saúde.

Para tanto, serão discutidos, inicialmente, os conceitos emergentes que articulam saúde e ambiente, tais como saúde ambiental, saúde única e saúde planetária. Em seguida, será apresentado um panorama histórico da concepção de promoção da saúde. Por fim, o estudo buscará estabelecer as intersecções entre esses campos e evidenciar experiências, projetos e práticas de educação ambiental voltadas à promoção da saúde.

SAÚDE AMBIENTAL E A INTERSETORIALIDADE

A partir da publicação do relatório Saúde para Todos no Século XXI, pela Organização das Nações Unidas em 1998, o conceito de Saúde Ambiental passou a ganhar maior visibilidade no cenário internacional. Foi então definido como “a saúde humana, incluindo a qualidade de vida, determinada por fatores físicos, químicos, biológicos, sociais e psicossociais do ambiente” (Brasil, 2005).

No Brasil, esse enfoque resultou na formulação da Política Nacional de Saúde Ambiental, publicada em 2005, a qual impulsionou a criação do Subsistema Nacional de Vigilância em Saúde Ambiental (SINVSA). Esse subsistema articula ações voltadas à identificação, prevenção e monitoramento de alterações nos fatores ambientais que influenciam direta ou indiretamente a saúde humana. Tais ações são incorporadas à Atenção Primária em Saúde Ambiental (APSA), cuja ênfase recai sobre a promoção da saúde e a prevenção de agravos, antecedendo o aparecimento de enfermidades (Pereira; Melo; Fernandes, 2012).

A Fundação Nacional de Saúde (Funasa), órgão responsável pela implementação de políticas públicas de saneamento e saúde ambiental, reconhece a importância da Educação em Saúde Ambiental como um eixo transversal essencial. Esta abordagem visa fomentar a conscientização crítica da população, promovendo o engajamento social, o controle comunitário e a sustentabilidade ambiental e sanitária (FUNASA, 2017).

Nesse contexto, um relatório publicado pela The Lancet Commission on Pollution and Health (Landrigan et al., 2018) alertou que a poluição representa a principal causa ambiental de doenças e mortes no planeta. O estudo apontou que, em 2015, aproximadamente 9 milhões de mortes — cerca de 16% do total global — estavam relacionadas a fatores poluentes, com maior incidência em países em desenvolvimento e de baixa renda.

O paradigma da Saúde Única foi formalizado em 2008 por meio da iniciativa One World, One Health, articulada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Essa abordagem integra a saúde humana, animal e ambiental de maneira indissociável, promovendo a cooperação multissetorial, transdisciplinar e científica frente aos desafios sanitários contemporâneos (OMS, 2018).

De acordo com Carneiro e Pettan-Brewer (2021), trata-se de uma estratégia voltada ao desenvolvimento de políticas públicas, normativas, programas e pesquisas colaborativas com o objetivo de alcançar o equilíbrio entre os ecossistemas, os seres humanos e os animais. Essa concepção se relaciona diretamente com os fundamentos da Educação Ambiental, sendo, de certo modo, uma retomada de visões clássicas sobre a interdependência entre os seres vivos e o meio, presentes desde Hipócrates até as teorias ecológicas contemporâneas.

Diante do aumento das zoonoses, como o surgimento da COVID-19 e da influenza aviária (H5N1), e dos impactos das mudanças climáticas globais, a implementação do modelo da Saúde Única tem se tornado cada vez mais urgente. A intensificação da ocupação humana em ambientes naturais, aliada à expansão do comércio e das viagens internacionais, favorece a circulação de agentes patogênicos e eleva os riscos de surtos e pandemias (Fiack; Straff; Walther, 2023).

Em 2015, estudos realizados pela Fundação Rockefeller, The Lancet, a Organização Mundial da Saúde e o Secretariado da Convenção sobre Diversidade Biológica alertaram para os impactos significativos das atividades humanas nos sistemas naturais e para os riscos à sobrevivência da civilização no contexto do Antropoceno — época geológica caracterizada pela interferência humana nos processos naturais da Terra (Whitmee et al., 2015).

A partir desses estudos emergiu o campo da Saúde Planetária, voltado à análise e mitigação das consequências do crescimento populacional, da degradação ambiental e da intensificação das atividades humanas. Mudanças climáticas, poluição atmosférica e hídrica, escassez de recursos naturais e perda da biodiversidade são fatores que comprometem a saúde global, gerando novas doenças, comprometendo a segurança alimentar e agravando enfermidades preexistentes.

Essa abordagem adota uma perspectiva sistêmica, transdisciplinar e de escala global, reconhecendo a interdependência entre o bem-estar de todos os seres vivos e a manutenção dos ecossistemas em equilíbrio (Myers & Frumkin, 2020). Além disso, está alinhada com a concepção ecológica de Terra como Oikos — nossa “Casa Comum” — conforme expressa na Encíclica Laudato Si’, do Papa Francisco (2015), que conclama à responsabilidade compartilhada pelo cuidado ambiental e pela justiça social.

O conceito de Promoção da Saúde começou a ganhar relevância nas discussões internacionais a partir da década de 1970. A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, realizada em Estocolmo em 1972, destacou a estreita relação entre saúde e meio ambiente. Dois anos depois, no Canadá, estudos pioneiros passaram a considerar os fatores ambientais e sociais como determinantes dos indicadores de saúde, o que representou um avanço significativo na compreensão da saúde como fenômeno multidimensional (Pelicioni, 2014).

Essas ideias influenciaram diretamente a Conferência de Alma-Ata, realizada em 1978, a qual lançou a meta ambiciosa de “Saúde para Todos no Ano 2000”. O evento consolidou a importância da Atenção Primária à Saúde (APS), da participação social e da equidade no acesso aos serviços como pilares para o alcance de melhores condições de saúde (Pelicioni, 2014). Na década de 1980, diversas conferências internacionais reforçaram o conceito de Promoção da Saúde. Entre elas, destaca-se a I Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde, realizada em Ottawa, Canadá, em 1986. 

A Carta de Ottawa definiu a promoção da saúde como um processo que capacita os indivíduos e comunidades a exercerem maior controle sobre os determinantes da saúde, buscando o bem-estar integral. Para tanto, é necessário atender aos requisitos básicos como paz, educação, moradia, alimentação adequada, justiça social e equidade (Pelicioni, 2014). Atualmente, a promoção da saúde é entendida como uma abordagem holística, intersetorial e sustentável. Elementos como saneamento ambiental, educação ambiental (EA) e alfabetização em saúde (health literacy) são reconhecidos como fundamentais para a tomada de decisões conscientes que impactam positivamente a saúde individual e coletiva.

No contexto brasileiro, ações voltadas à promoção da saúde precedem a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), mas foram oficialmente regulamentadas pela primeira vez com a publicação da Portaria nº 687/2006, que instituiu a Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS) (Brasil, 2006). Posteriormente, a Portaria nº 2.446/2014 redefiniu essa política, estabelecendo a promoção da saúde como:

Um conjunto de estratégias e formas de produzir saúde, no âmbito individual e coletivo, caracterizando-se pela articulação e cooperação intra e intersetorial, pela formação da Rede de Atenção à Saúde (RAS), buscando articular suas ações com as demais redes de proteção social, com ampla participação e controle social (Brasil, 2014).

Diante dos desafios impostos por um futuro incerto e marcado por crises sanitárias e ambientais, torna-se cada vez mais urgente a articulação entre saúde, educação e meio ambiente. É nesse contexto que a Educação Ambiental (EA) assume papel de destaque. A Educação Ambiental, conforme previsto na Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), instituída pela Lei nº 9.795/1999, é compreendida como um processo voltado à construção de valores, conhecimentos, habilidades e atitudes voltadas à conservação ambiental e à melhoria da qualidade de vida (Brasil, 1999). Miller Júnior (2008) complementa que a EA promove uma revisão da forma como a sociedade se relaciona com a natureza, indo além da conservação ambiental, ao incluir também temas relacionados à saúde ambiental e às condições socioeconômicas.

Para cumprir seu papel transformador, a EA deve abarcar a complexidade das interações entre sociedade e natureza, incluindo os fatores ambientais relacionados à saúde e à prevenção de doenças (Pereira; Melo; Fernandes, 2012). Assim, a EA torna-se uma estratégia potente para a promoção da saúde, ao articular redes de atenção e proteção social, fomentando a cidadania e a justiça socioambiental. Andrade e Scandola (2021) destacam que a PNPS e a PNEA compartilham princípios como a participação popular, o controle social, a intersetorialidade e a valorização dos determinantes sociais da saúde e da sustentabilidade ambiental. Isso mostra a sinergia entre as políticas de saúde e educação ambiental, especialmente na promoção da saúde em comunidades vulneráveis.

A EA pode, portanto, ser aplicada não apenas em ambientes escolares, mas também em espaços comunitários, aproveitando o conhecimento local para enfrentar problemas ambientais, sanitários e sociais (Pereira; Melo; Fernandes, 2012). Essa abordagem reforça a visão de que a crise ecológica atual também é uma crise humanitária, com impactos diretos sobre a saúde humana e planetária. O Caderno de Saúde e Educação Ambiental do Programa Saúde na Escola (PSE) é uma das principais estratégias intersetoriais entre saúde e educação no Brasil. A publicação oferece fundamentos conceituais e práticos para abordar temas como poluição do ar e da água, gerenciamento de resíduos, qualidade do ambiente escolar, entre outros (Ministério da Saúde, 2015).

Outro exemplo relevante é a abordagem Ecossaúde para o controle de doenças infecciosas, como a dengue. Essa estratégia integra práticas participativas, diálogo comunitário e ações sustentáveis, estimulando o engajamento da população na preservação da saúde ambiental e humana (Peixoto, 2015; FLÔR et al., 2017). A relação entre EA, a abordagem da Saúde Única e as mudanças climáticas tem sido objeto de pesquisas recentes, que visam construir diagnósticos e planos de ação para enfrentar os impactos ambientais sobre a saúde. Autores como Seixas et al. (2017), Gonçalves e Kölling (2018), Silva e Guimarães (2018), Nascimento (2021), Pereira e Mello-Silva (2021), Cruz-Silva et al. (2023) e Brito et al. (2022) têm contribuído para aprofundar esse debate e propor soluções integradas.

Uma experiência concreta nesse sentido é o projeto de EA como estratégia da Atenção Primária à Saúde (APS), implementado em um núcleo urbano isolado na cidade de Uberaba/MG. O estudo realizado por Pereira, Melo e Fernandes (2012) identificou, por meio de diagnóstico socioambiental, os principais fatores que impactavam negativamente a saúde da população e do ecossistema local, resultando em ações educativas e intervenções práticas para reverter esse quadro. As experiências descritas demonstram que a promoção da saúde, quando articulada à Educação Ambiental, amplia sua potência transformadora. 

Essa abordagem holística é essencial para lidar com os desafios contemporâneos relacionados à saúde pública, à sustentabilidade ambiental e à justiça social. Além de promover melhorias concretas nas condições de vida, tais práticas fortalecem o protagonismo comunitário e a busca por soluções sustentáveis que beneficiem as presentes e futuras gerações.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A trajetória histórica da promoção da saúde evidencia sua constante evolução como uma prática intersetorial, pautada por valores como equidade, participação social e justiça ambiental. Desde os primeiros marcos internacionais, como a Conferência de Alma-Ata e a Carta de Ottawa, observa-se um esforço contínuo para integrar aspectos sociais, ambientais e educacionais às estratégias de saúde pública. No contexto brasileiro, a consolidação da Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS) e sua articulação com a Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA) reafirmam a importância da intersetorialidade como base para ações eficazes e sustentáveis.

A Educação Ambiental, nesse cenário, emerge como ferramenta estratégica para enfrentar os desafios contemporâneos relacionados à saúde coletiva, sobretudo diante das crises ecológicas e das mudanças climáticas que comprometem o bem-estar humano e planetário. Através de experiências práticas, como os projetos do Programa Saúde na Escola e as ações de controle de endemias com base na Ecossaúde, torna-se evidente o potencial transformador da EA na construção de comunidades mais saudáveis, conscientes e resilientes.

Dessa forma, é urgente reconhecer que a promoção da saúde vai além da dimensão biomédica, exigindo o engajamento coletivo e o fortalecimento de políticas públicas que integrem saúde, educação e meio ambiente. Ao alinhar ações de base territorial e comunitária com o desenvolvimento de práticas educativas emancipatórias, é possível avançar na construção de sociedades mais justas, sustentáveis e saudáveis para as atuais e futuras gerações.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 

BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Saúde Ambiental. Brasília: MS, 2005.

CARNEIRO, C. A.; PETTAN-BREWER, C. One Health: Interdisciplinary Approaches for Global Health. Brasília: Fiocruz, 2021.

FIACK, D.; STRAFF, W.; WALTHER, B. One Health: Challenges and Implementation in Europe and Beyond. Frontiers in Public Health, v. 11, 2023. Disponível em: https://www.frontiersin.org. Acesso em: 14 maio 2025.

FUNASA. Educação em Saúde Ambiental: Diretrizes e Estratégias. Brasília: FUNASA, 2017.

LANDRIGAN, P. J. et al. The Lancet Commission on Pollution and Health. The Lancet, v. 391, p. 462–512, 2018.

MYERS, S. S.; FRUMKIN, H. Planetary Health: Protecting Nature to Protect Ourselves. Washington, DC: Island Press, 2020.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). One Health. Geneva: WHO, 2018.

PEREIRA, J. S.; MELO, A. V.; FERNANDES, J. C. Saúde Ambiental: Princípios e Práticas no Brasil. São Paulo: Hucitec, 2012.

USP. Universidade de São Paulo. Saúde Planetária e o Antropoceno: Estudos e Reflexões. Instituto de Estudos Avançados da USP, 2023.

WHITMEE, S. et al. Safeguarding Human Health in the Anthropocene Epoch: Report of The Rockefeller Foundation–Lancet Commission on Planetary Health. The Lancet, v. 386, n. 10007, p. 1973-2028, 2015

Andrade, Wilker Vanderlan Alves de . Promoção da saúde e educação ambiental: Caminhos integrados para a sustentabilidade e o bem-estar coletivo.International Integralize Scientific. v 5, n 47, Maio/2025 ISSN/3085-654X

Referencias

Vivian Caroline Coraucci.
BAILEY, C. J.; LEE, J. H.
Management of chlamydial infections: A comprehensive review.
Clinical infectious diseases.
v. 67
n. 7
p. 1208-1216,
2021.
Disponível em: https://academic.oup.com/cid/article/67/7/1208/6141108.
Acesso em: 2024-09-03.

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n. 47
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