Parasitas esofágicos e gastrointestinais em cães e gatos: Avanços no diagnóstico e implicações clínicas

ESOPHAGEAL AND GASTROINTESTINAL PARASITES IN DOGS AND CATS: ADVANCES IN DIAGNOSIS AND CLINICAL IMPLICATIONS

PARÁSITOS ESOFÁGICOS Y GASTROINTESTINALES EN PERROS Y GATOS: AVANCES EN EL DIAGNÓSTICO E IMPLICACIONES CLÍNICAS

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/D4A615

DOI

doi.org/10.63391/D4A615

Sabadini, Irwing Acioli . Parasitas esofágicos e gastrointestinais em cães e gatos: Avanços no diagnóstico e implicações clínicas. International Integralize Scientific. v 5, n 50, Agosto/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

Este estudo teve como objetivo analisar os avanços nos métodos diagnósticos de parasitas esofágicos e gastrointestinais em cães e gatos, bem como compreender suas principais repercussões clínicas. A relevância do tema decorre da elevada prevalência dessas infecções na medicina veterinária e de seu potencial zoonótico, o que implica riscos à saúde animal e pública. A análise evidenciou a diversidade de agentes patogênicos, como Toxocara spp., Giardia intestinalis e Echinococcus multilocularis, e destacou o papel das técnicas moleculares, coproparasitológicas e de imagem na detecção precoce. O relato de caso reforçou a eficácia do tratamento precoce e da conduta sistemática. Conclui-se que os objetivos foram plenamente atingidos, e que o avanço tecnológico tem contribuído para diagnósticos mais precisos e intervenções terapêuticas mais eficientes. Recomenda-se que futuras pesquisas abordem a resistência a antiparasitários e o uso de inteligência artificial no apoio ao diagnóstico clínico.
Palavras-chave
diagnóstico veterinário; parasitas gastrointestinais; cães e gatos.

Summary

This study aimed to analyze advances in diagnostic methods for esophageal and gastrointestinal parasites in dogs and cats, as well as to understand their main clinical implications. The relevance of the topic lies in the high prevalence of these infections in veterinary medicine and their zoonotic potential, which poses risks to both animal and public health. The analysis highlighted a wide variety of pathogens, such as Toxocara spp., Giardia intestinalis, and Echinococcus multilocularis, and emphasized the role of molecular, coproparasitological, and imaging techniques in early detection. The case report reinforced the effectiveness of early treatment and systematic clinical conduct. It is concluded that the objectives were fully achieved, and that technological advances have contributed to more accurate diagnoses and more effective therapeutic interventions. Future studies should address antiparasitic resistance and the application of artificial intelligence to support clinical diagnostics.
Keywords
veterinary diagnosis; gastrointestinal parasites; dogs and cats.

Resumen

Este estudio tuvo como objetivo analizar los avances en los métodos diagnósticos de parásitos esofágicos y gastrointestinales en perros y gatos, así como comprender sus principales implicaciones clínicas. La relevancia del tema se justifica por la alta prevalencia de estas infecciones en la medicina veterinaria y su potencial zoonótico, lo que representa riesgos para la salud animal y pública. El análisis destacó la diversidad de agentes patógenos, como Toxocara spp., Giardia intestinalis y Echinococcus multilocularis, y subrayó el papel de las técnicas moleculares, coproparasitológicas y de imagen en la detección temprana. El caso clínico reforzó la eficacia del tratamiento precoz y del abordaje sistemático. Se concluye que los objetivos fueron plenamente alcanzados y que los avances tecnológicos han contribuido a diagnósticos más precisos e intervenciones terapéuticas más eficaces. Se recomienda que futuras investigaciones aborden la resistencia a antiparasitarios y el uso de inteligencia artificial como apoyo en el diagnóstico clínico.
Palavras-clave
diagnóstico veterinario; parásitos gastrointestinales; perros y gatos.

INTRODUÇÃO

As enfermidades causadas por parasitas que acometem o esôfago e o sistema gastrointestinal de cães e gatos configuram uma ocorrência frequente na medicina veterinária e envolvem implicações relevantes para a saúde pública, principalmente em razão de seu caráter zoonótico. A permanência desses organismos no trato digestivo de pequenos animais compromete seu estado geral e contribui para a dispersão de agentes infecciosos, sobretudo em áreas urbanas com limitações sanitárias. 

A ampla variedade de espécies parasitárias, associada à apresentação clínica frequentemente inespecífica, dificulta a detecção e requer métodos cada vez mais eficazes de identificação e intervenção terapêutica. Nesse contexto, os avanços tecnológicos aplicados ao diagnóstico, tanto laboratoriais quanto por imagem, têm desempenhado papel essencial no enfrentamento dessas infecções, exigindo constante atualização dos profissionais da área.

A presente investigação parte da seguinte pergunta-problema: quais são os principais avanços nos métodos diagnósticos de parasitas esofágicos e gastrointestinais em cães e gatos, e de que forma essas inovações impactam as práticas clínicas na medicina veterinária?

A relevância deste estudo reside na crescente incidência das infecções parasitárias do trato digestivo em pequenos animais, marcada por etiologias diversas e manifestações clínicas que dificultam tanto o diagnóstico quanto o tratamento adequado. Apesar da evolução significativa das ferramentas diagnósticas nos últimos anos, persistem dificuldades no reconhecimento preciso desses patógenos, o que pode comprometer o bem-estar dos pacientes e reduzir a efetividade das terapias. Diante disso, torna-se fundamental examinar os progressos científicos recentes, especialmente os relacionados às técnicas de detecção e suas implicações clínicas, com vistas a contribuir para a melhoria das práticas veterinárias e para o fortalecimento de ações preventivas.

A metodologia empregada nesta pesquisa será de natureza bibliográfica e qualitativa, com base na análise crítica de produções científicas publicadas entre 2015 e 2024. Serão consultadas bases como Scielo, PubMed, Google Scholar e Periódicos da CAPES, priorizando artigos científicos, dissertações, teses e documentos técnicos que abordem infecções por parasitas esofágicos e gastrointestinais em cães e gatos. A análise dos dados será conduzida de forma sistematizada, com o intuito de reunir as contribuições mais relevantes sobre os avanços diagnósticos e suas repercussões na prática clínica atual.

O objetivo geral deste trabalho é examinar os progressos recentes nos métodos de diagnóstico de parasitas que acometem o esôfago e o sistema gastrointestinal de cães e gatos, além de compreender suas implicações clínicas mais significativas. Como desdobramentos desse propósito, estabelecem-se três objetivos específicos: identificar os principais agentes parasitários que afetam esses sistemas, analisar as técnicas mais recentes utilizadas em sua detecção e avaliar os efeitos clínicos e terapêuticos das infecções parasitárias em pequenos animais.

PRINCIPAIS PARASITAS ESOFÁGICOS E GASTRINTESTINAIS QUE ACOMETEM CÃES E GATOS

Entre os parasitas comumente encontrados em cães e gatos, os nematoides do gênero Toxocara destacam-se pela ampla distribuição e pelo potencial patogênico. Toxocara canis e Toxocara cati são responsáveis por manifestações entéricas variadas, como vômitos, diarreia e desconforto abdominal, sendo mais frequentes em filhotes, que podem se infectar por via transplacentária ou pela ingestão de ovos embrionados presentes no ambiente (Symeonidou et al., 2018).

As infecções causadas por Toxocara cati ocorrem predominantemente em felinos e estão associadas à ingestão de roedores contaminados ou ao contato com solo infestado. A elevada resistência dos ovos no ambiente urbano e a convivência com hospedeiros paratênicos favorecem a disseminação do parasito, principalmente entre gatos com livre acesso à rua (Ursache et al., 2021).

A giardíase, provocada pelo protozoário Giardia intestinalis, constitui outra enteroparasitose de grande relevância clínica e epidemiológica. A transmissão ocorre por via fecal-oral, sendo frequente em ambientes com deficiente higienização. Os sinais clínicos mais recorrentes incluem diarreia intermitente, perda de peso e desconforto abdominal, sobretudo em animais jovens ou imunodeprimidos (Andres et al., 2018).

Considerado um parasita zoonótico de alta relevância, Giardia intestinalis pode também representar risco à saúde humana, uma vez que os cistos eliminados nas fezes permanecem viáveis por longos períodos e são resistentes a condições ambientais adversas. A persistência da infecção nos animais, mesmo após tratamento, reforça a necessidade de medidas preventivas contínuas (Lima et al., 2021).

Outro agente significativo é Echinococcus multilocularis, cuja infecção em cães pode resultar na eliminação de ovos viáveis no ambiente. O parasito apresenta um ciclo de vida complexo, envolvendo roedores como hospedeiros intermediários e podendo causar alveolococose humana, caracterizada pela formação de lesões císticas invasivas, com elevada morbidade (Kida et al., 2024).

Em ambientes onde há convivência com roedores, cães infectados por E. multilocularis podem não apresentar sintomas aparentes, o que dificulta o diagnóstico precoce. Em casos sintomáticos, são observadas alterações gastrointestinais, como diarreia e desconforto abdominal, o que exige atenção especial quanto à vigilância epidemiológica (Remesar et al., 2022).

No grupo dos cestódeos, Dipylidium caninum é frequentemente relatado em gatos, principalmente em situações de infestação por pulgas. A transmissão ocorre quando o animal ingere acidentalmente a pulga infectada durante o processo de lambedura. Os sintomas mais comuns são prurido anal e emagrecimento progressivo (Ridwan et al., 2023).

Além do desconforto causado pela presença do parasito, a infecção por D. caninum pode estar associada a distúrbios gastrointestinais leves e à presença de proglotes nas fezes ou região perianal, o que contribui para o diagnóstico clínico. A associação entre controle de ectoparasitas e tratamento antiparasitário é fundamental para o manejo efetivo (Handoko et al., 2022).

As infecções por Cryptosporidium em cães têm despertado atenção crescente devido ao seu potencial zoonótico e à facilidade de disseminação em locais com manejo sanitário deficiente. Os sinais clínicos variam de diarreia leve a quadros de desidratação severa, dependendo da carga parasitária e do estado imunológico do animal (Regidor‐Cerrillo et al., 2020).

Estudos regionais evidenciam a alta prevalência de parasitas intestinais em cães e gatos, como demonstrado por levantamento conduzido na cidade de Santos, SP, onde mais de 30% dos animais avaliados apresentaram algum tipo de infecção parasitária. Esses dados reforçam a importância da vigilância e da educação voltada à saúde animal e humana (Faraguna et al., 2023).

As condições fisiológicas e comportamentais de cães e gatos influenciam diretamente sua susceptibilidade a infecções parasitárias. Fatores como acesso a ambientes externos, contato com outros animais e hábitos alimentares inadequados contribuem para o aumento da exposição a agentes patogênicos do ambiente urbano (Ursache et al., 2021).

Infestações por parasitas gastrointestinais podem ser assintomáticas em fases iniciais, dificultando o diagnóstico clínico. Quando sintomáticas, as manifestações incluem apatia, febre, anorexia, vômitos e diarreia crônica, sendo necessária atenção veterinária especializada para o reconhecimento precoce e intervenção eficaz (Alves et al., 2021). Além dos prejuízos à saúde animal, as zoonoses parasitárias representam uma ameaça à saúde pública, especialmente em áreas com baixa cobertura sanitária. A presença de parasitas em cães e gatos reforça a importância de práticas preventivas, como vermifugação periódica e orientação aos tutores sobre cuidados higiênico-sanitários (Hopkins et al., 2022).

TÉCNICAS DIAGNÓSTICAS MAIS RECENTES UTILIZADAS NA DETECÇÃO DESSES PARASITAS

As coproparasitológicas continuam sendo fundamentais para o diagnóstico de enteroparasitas, com destaque para a Técnica de Ovos por Grama (OPG) e a Técnica de Centrífugo Flutuação em Açúcar (CFA), que apresentam eficiência na detecção de ovos, cistos e larvas presentes nas fezes de cães e gatos. Esses métodos são amplamente empregados em triagens de rotina por sua praticidade e baixo custo, sendo eficazes especialmente em áreas com alta prevalência de infecções parasitárias (Carvalho et al., 2022).

No entanto, a introdução de tecnologias moleculares, como a Reação em Cadeia da Polimerase (PCR), tem ampliado significativamente a capacidade diagnóstica ao permitir a detecção de material genético parasitário mesmo em estágios iniciais da infecção. Estudos apontam que a PCR apresenta maior sensibilidade e especificidade quando comparada a métodos convencionais, sendo uma ferramenta indispensável em diagnósticos de precisão (Lima, 2024).

A avaliação comparativa entre diferentes abordagens diagnósticas demonstrou que técnicas como Elisa e PCR oferecem desempenho superior em relação à microscopia fecal tradicional, sobretudo em casos de baixa carga parasitária. A incorporação de métodos imunológicos e moleculares no diagnóstico veterinário tem favorecido a identificação precoce e a adoção de medidas terapêuticas mais eficazes (Sousa et al., 2023).

Com o avanço das técnicas de imagem, recursos como a tomografia computadorizada passaram a complementar os exames laboratoriais em casos específicos, fornecendo visualização detalhada de lesões internas causadas por parasitas. Essa integração entre diagnóstico por imagem e análises laboratoriais amplia a acurácia na detecção de agentes parasitários em pequenos animais (Pena et al., 2022).

Além das técnicas laboratoriais tradicionais e moleculares, estudos destacam a importância de estratégias diagnósticas integradas para áreas endêmicas, onde a prevalência de parasitas é elevada. O uso combinado de diferentes métodos potencializa a identificação de infecções múltiplas e contribui para o controle sanitário eficaz em populações de risco (Blankenheim et al., 2021).

Pesquisas realizadas em comunidades rurais indicam altas taxas de infecção em animais domésticos, o que reforça a necessidade de protocolos diagnósticos sensíveis e acessíveis. Em determinados contextos, as infecções podem ultrapassar 50% de prevalência, o que justifica o investimento contínuo em ferramentas laboratoriais atualizadas e adaptadas à realidade local (Barros et al., 2024).

Mais recentemente, tecnologias baseadas em inteligência artificial têm sido incorporadas ao diagnóstico veterinário, com resultados promissores. A utilização de redes neurais convolucionais na análise de imagens clínicas tem demonstrado eficácia em identificar alterações associadas a infecções e outras patologias, promovendo maior precisão e agilidade nos laudos diagnósticos (Korkmaz et al., 2024).

IMPACTOS CLÍNICOS E TERAPÊUTICOS DECORRENTES DAS INFECÇÕES PARASITÁRIAS EM PEQUENOS ANIMAIS

As infecções parasitárias em cães e gatos podem desencadear alterações bioquímicas e fisiológicas complexas, como demonstrado em estudos sobre Toxoplasma gondii e Trypanosoma cruzi, que evidenciaram modificações na atividade de enzimas purinérgicas. Essas alterações impactam diretamente o metabolismo celular e os processos inflamatórios do hospedeiro, o que exige uma abordagem clínica mais aprofundada para o manejo dos casos (Doleski & Friedrichs, 2024).

A gravidade dos sintomas clínicos varia conforme o parasita envolvido e o estado imunológico do animal, sendo que infecções por Ancylostoma spp. e Toxocara spp. frequentemente resultam em quadros entéricos severos, com potencial zoonótico. Diante disso, reforça-se a necessidade de estratégias integradas de controle, considerando o impacto direto na saúde dos animais e as implicações sanitárias para populações humanas expostas (Oliveira et al., 2024).

O desenvolvimento de resistência parasitária a medicamentos convencionais é uma preocupação crescente na prática clínica veterinária. A busca por novos fármacos e a revisão periódica dos protocolos terapêuticos têm sido medidas indispensáveis para conter a redução da eficácia de anti-helmínticos, dentro de uma perspectiva que articule a saúde animal com a saúde pública, em consonância com o conceito de saúde única (Oliveira et al., 2024).

As condições ambientais e os fatores de estresse a que os animais estão submetidos influenciam diretamente a suscetibilidade às infecções parasitárias. Pesquisas realizadas com cães e gatos semidomiciliados apontam uma relação direta entre precariedade sanitária e maior prevalência de doenças infecciosas, o que evidencia a importância de políticas de bem-estar animal associadas ao controle epidemiológico (Pereira et al., 2018).

No âmbito da saúde coletiva, as zoonoses parasitárias representam um desafio relevante, especialmente quando há falhas na prevenção e no tratamento adequado. A toxocarose humana, causada por Toxocara canis, exemplifica esse risco, tornando imprescindível o fortalecimento de ações preventivas voltadas à desparasitação sistemática dos animais e ao controle ambiental eficaz (Silva et al., 2022).

DESCRIÇÃO DOS CASOS UTILIZADOS

No dia 10 de agosto de 2022, um cão sem raça definida, macho, com cerca de seis meses de idade, foi atendido na clínica-escola IVET apresentando diarreia intermitente, perda de peso e letargia. O tutor relatou que o animal havia sido resgatado recentemente de um abrigo com condições sanitárias precárias e que não havia histórico de desparasitação prévia. Durante a avaliação clínica, observou-se pelagem opaca, leve desidratação e abdome levemente distendido. O exame físico revelou sons intestinais aumentados e discreto desconforto à palpação abdominal. Foi realizado hemograma completo, que indicou anemia leve e eosinofilia, sugerindo possível parasitismo intestinal ativo. A análise fecal pelo método de centrífugo-flutuação identificou ovos de Toxocara canis e cistos de Giardia intestinalis. Considerando a coinfecção, foram instituídos protocolos terapêuticos específicos, com retorno progressivo da vitalidade do animal. O tutor foi orientado quanto à vermifugação periódica e cuidados ambientais.

Outro caso relevante ocorreu em 22 de novembro de 2023, quando uma gata da raça Persa, com três anos de idade, foi levada à clínica com diarreia crônica e emagrecimento. A proprietária relatou que a felina tinha acesso ao quintal, onde caçava pequenos roedores. O exame físico indicou pelagem rala e fezes pastosas com odor fétido. O coproparasitológico revelou proglotes de Dipylidium caninum, possivelmente adquiridos pela ingestão de pulgas. Foi prescrito antiparasitário específico e realizado controle ambiental. Em março de 2023, um cão Poodle com histórico de estadia em hotel para animais apresentou vômitos e dor abdominal. A análise fecal revelou oocistos de Cryptosporidium spp., sendo tratado com antiparasitário e fluidoterapia, com recuperação clínica em sete dias.

Em julho de 2024, um gato resgatado da rua, com cerca de oito meses, foi atendido com apatia, emagrecimento e fezes mucosas. O coproparasitológico confirmou infecção por Toxocara cati, sendo iniciado tratamento imediato. Já um cão da raça Beagle, com livre acesso a terrenos baldios, foi diagnosticado com Ancylostoma caninum, o que demandou terapia específica e orientações sobre medidas sanitárias e prevenção da larva migrans cutânea em humanos. Em setembro de 2023, uma cadela sem raça definida apresentou aumento abdominal e foi diagnosticada com Echinococcus spp. após exames laboratoriais e de imagem. A paciente foi submetida a cirurgia e tratamento antiparasitário, com notificação sanitária e recomendações de higiene rigorosa.

Outro caso envolveu um cão filhote de oito semanas, trazido com cólicas, diarreia e distensão abdominal. O coproparasitológico indicou coinfecção por Giardia intestinalis e Isospora spp., sendo tratado com antiparasitários, hidratação e dieta específica. O tutor foi orientado sobre vacinação e vermifugação preventiva. Em todos os casos, observou-se que os sinais clínicos iniciais eram, em geral, inespecíficos, reforçando a importância do diagnóstico coproparasitológico na rotina clínica.

A presença de parasitas mostrou-se frequentemente associada a fatores ambientais e comportamentais, como acesso livre à rua, contato com animais infectados e falhas em práticas de higiene. A correta identificação do agente etiológico, associada ao tratamento adequado e à educação do tutor, foi determinante para o sucesso clínico. Os casos apresentados ressaltam a importância de estratégias preventivas integradas, combinando controle ambiental, diagnóstico precoce e vigilância contínua, de modo a promover a saúde animal e prevenir zoonoses.

RELATOS DE CASOS CLÍNICOS

A infecção por Toxocara canis constitui uma das principais parasitoses gastrointestinais em cães jovens e representa um problema clínico e zoonótico relevante. Rakesh et al. (2023) descreveram o caso de um filhote de Labrador Retriever, macho, com três meses de idade, atendido com histórico de diarréia sanguinolenta, vômitos, perda de apetite e presença de vermes nas fezes.

O exame clínico inicial revelou mucosas pálidas, desidratação moderada e leve distensão abdominal. Apesar da gravidade dos sinais, a temperatura corporal e outros parâmetros vitais mantinham-se dentro da normalidade. A combinação desses achados reforçou a suspeita de infecção parasitária severa. Foram solicitados exames laboratoriais, incluindo hemograma completo, que evidenciou anemia discreta e eosinofilia acentuada, caracterizando resposta imunológica típica de helmintíase. O exame coproparasitológico, realizado por métodos de flutuação e esfregaço direto, confirmou a presença de ovos e espécimes adultos de T. canis.

Diante do diagnóstico, foi instituído tratamento imediato com pamoato de pirantel na dose de 5 mg/kg via oral, associado à terapia de suporte com fluidoterapia intravenosa, laxante e suplementação vitamínica. A eliminação dos vermes nas fezes ocorreu nas primeiras 24 horas após o início da medicação. O acompanhamento clínico demonstrou melhora gradual do quadro geral, com cessação dos episódios de vômito e normalização do apetite e da consistência das fezes em até cinco dias. O tutor recebeu orientações sobre a importância da desparasitação periódica e das medidas de higiene ambiental.

O caso ressaltou que, mesmo em filhotes aparentemente saudáveis, a alta carga parasitária pode evoluir rapidamente para quadros clínicos graves. A identificação precoce e o tratamento imediato foram fundamentais para o prognóstico favorável do paciente. A experiência relatada evidencia a necessidade de protocolos rotineiros de vermifugação em cães jovens e reforça a importância do exame coproparasitológico como ferramenta essencial para o diagnóstico e a prevenção de zoonoses em ambientes domiciliares e coletivos.

DISCUSSÃO

As infecções parasitárias que afetam o esôfago e o trato gastrointestinal de cães e gatos representam um desafio recorrente na rotina clínica veterinária, dada a diversidade de patógenos envolvidos e a multiplicidade de sintomas que podem manifestar-se. Dentre os helmintos, as espécies Toxocara canis e Toxocara cati se destacam pela ampla distribuição e potencial patogênico, afetando principalmente animais jovens, que podem ser infectados inclusive durante a gestação (Symeonidou et al., 2018).

A elevada resistência dos ovos de T. cati no ambiente e sua transmissão por meio de hospedeiros intermediários dificultam o controle dessa zoonose, especialmente em felinos com acesso ao ambiente externo. O comportamento predatório e a ausência de protocolos regulares de desparasitação agravam a persistência desses parasitas no meio urbano (Ursache et al., 2021). No caso de protozoários, a Giardia intestinalis merece atenção especial devido à alta incidência, principalmente em áreas com deficiências sanitárias. Essa infecção, além de causar sinais gastrointestinais como diarreia e dor abdominal, apresenta risco para humanos, dado o caráter zoonótico do agente (Andres et al., 2018).

A persistência dos cistos de G. intestinalis no ambiente e no organismo animal, mesmo após tratamento, reforça a necessidade de estratégias preventivas eficazes. Medidas como higienização adequada e protocolos de desinfecção são fundamentais para impedir novos ciclos de infecção, especialmente em abrigos e locais de alta rotatividade animal (Lima et al., 2021). Outro agente parasitário relevante é Echinococcus multilocularis, cuja presença em cães pode culminar na liberação de ovos viáveis no ambiente, representando risco direto à saúde humana. O ciclo biológico complexo da espécie, envolvendo roedores como intermediários, favorece a disseminação em áreas urbanas e rurais (Kida et al., 2024).

Em muitos casos, animais infectados por E. multilocularis não apresentam manifestações clínicas evidentes, dificultando o diagnóstico precoce. Quando os sintomas ocorrem, geralmente se limitam a distúrbios gastrointestinais leves, exigindo atenção epidemiológica em regiões de risco (Remesar et al., 2022). Dentre os cestódeos, Dipylidium caninum é frequentemente diagnosticado em felinos, especialmente em situações de infestação por pulgas. A principal via de infecção ocorre pela ingestão acidental do vetor durante o comportamento de lambedura, sendo comum a presença de prurido anal como sintoma (Ridwan et al., 2023).

Além do desconforto clínico, a identificação visual de segmentos do parasito nas fezes facilita o diagnóstico. A eliminação eficaz de D. caninum exige tratamento antiparasitário associado ao controle de pulgas no ambiente, evitando a reinfecção dos animais (Handoko et al., 2022). As infecções causadas por Cryptosporidium têm aumentado progressivamente, principalmente em áreas com baixa infraestrutura sanitária. A gravidade dos sinais clínicos depende do status imunológico do animal, podendo variar de episódios leves de diarréia até desidratação severa (Regidor‐Cerrillo et al., 2020).

Estudos realizados no Brasil apontam uma prevalência significativa de parasitas intestinais entre cães e gatos. Dados de pesquisa em Santos (SP) revelaram que cerca de um terço dos animais avaliados apresentavam algum tipo de infestação, o que evidencia a necessidade de ações contínuas de vigilância (Faraguna et al., 2023). A convivência com ambientes contaminados, a ingestão de resíduos e a exposição a outros animais aumentam a susceptibilidade dos pets a infecções parasitárias. Essas condições reforçam a importância de campanhas educativas voltadas aos tutores e políticas públicas de controle parasitário (Ursache et al., 2021).

Os sinais clínicos atribuídos às enteroparasitoses muitas vezes se sobrepõem aos de outras doenças, o que pode atrasar o diagnóstico. Situações como vômito frequente, perda de apetite e apatia devem ser cuidadosamente investigadas por meio de exames laboratoriais e clínicos adequados (Alves et al., 2021). Além das implicações para a saúde animal, as zoonoses parasitárias configuram riscos expressivos para a saúde pública, sobretudo em regiões socioeconomicamente vulneráveis. A implementação de medidas profiláticas como vermifugação periódica e saneamento básico é essencial (Hopkins et al., 2022).

Na identificação de enteroparasitas, os exames coproparasitológicos seguem sendo ferramentas indispensáveis. Técnicas como OPG e CFA são amplamente empregadas por sua aplicabilidade prática e baixo custo, apesar de apresentarem limitações quanto à sensibilidade diagnóstica (Carvalho et al., 2022). Com o avanço das biotecnologias, a PCR tem se consolidado como um recurso de alta precisão para a detecção de material genético parasitário. Essa metodologia é especialmente útil em infecções subclínicas ou de baixa carga, promovendo diagnósticos mais precoces e confiáveis (Lima, 2024).

Métodos como Elisa e PCR demonstraram maior eficácia em comparação à análise microscópica tradicional de fezes. A sensibilidade ampliada dessas técnicas permite o diagnóstico mesmo em fases iniciais da infecção, facilitando a adoção de condutas terapêuticas mais assertivas (Sousa et al., 2023). Nos casos em que há suspeita de complicações anatômicas, exames de imagem, como a tomografia computadorizada, são utilizados para localizar lesões provocadas por parasitas. Esses métodos complementam os exames laboratoriais, proporcionando maior segurança no diagnóstico (Pena et al., 2022).

Em locais com alta endemicidade, a associação entre diferentes técnicas diagnósticas tem se mostrado eficaz. A integração entre exames laboratoriais e recursos de imagem favorece o controle sanitário em populações animais expostas a múltiplos agentes (Blankenheim et al., 2021). Estudos de campo revelam que, em áreas rurais, a taxa de infecção parasitária em animais domésticos pode superar 50%. Tal cenário ressalta a urgência da adoção de métodos diagnósticos acessíveis, eficientes e adaptados à realidade local (Barros et al., 2024).

Novas tecnologias, como o uso de inteligência artificial na análise de imagens, têm sido incorporadas à prática veterinária, permitindo a detecção de alterações patológicas com maior rapidez. Esse recurso tem potencial para otimizar o diagnóstico de infecções parasitárias em pequenos animais (Korkmaz et al., 2024). Do ponto de vista clínico, infecções por parasitas como Toxoplasma gondii e Trypanosoma cruzi afetam funções metabólicas e enzimáticas do hospedeiro, como observado nas alterações purinérgicas. Esses efeitos exigem acompanhamento e intervenções específicas (Doleski & Friedrichs, 2024).

Espécies como Ancylostoma spp. e Toxocara spp. podem gerar quadros clínicos intensos, sobretudo em animais imunossuprimidos, acarretando manifestações entéricas severas e risco de comprometimento sistêmico, o que exige intervenções imediatas (Oliveira et al., 2024). A crescente resistência de parasitas a anti-helmínticos reforça a necessidade de revisar periodicamente os protocolos de tratamento. A adoção de práticas sustentáveis e o uso criterioso de medicamentos antiparasitários são estratégias fundamentais para evitar falhas terapêuticas (Oliveira et al., 2024).

As condições ambientais em que os animais vivem, somadas ao estresse crônico, influenciam diretamente na predisposição a infecções. Estudos com cães e gatos semidomiciliados revelam que ambientes insalubres favorecem a disseminação de enteroparasitas (Pereira et al., 2018). É indispensável considerar que diversas parasitoses intestinais têm repercussões na saúde humana. A toxocaríase, por exemplo, representa uma preocupação sanitária relevante, sendo necessário adotar uma abordagem integrada entre as áreas da medicina veterinária e da saúde coletiva (Silva et al., 2022).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante da análise realizada, confirma-se que as parasitoses esofágicas e gastrointestinais em cães e gatos constituem um desafio relevante na prática clínica veterinária, não apenas pela diversidade de agentes etiológicos envolvidos, mas também pelos riscos zoonóticos associados. O estudo respondeu plenamente à pergunta-problema, ao examinar os avanços nos métodos diagnósticos e suas implicações clínicas, evidenciando o papel central da tecnologia na detecção precoce e na conduta terapêutica eficaz.

Todos os objetivos específicos foram contemplados: identificaram-se os principais parasitas que acometem o trato digestivo de pequenos animais, analisaram-se as técnicas diagnósticas mais recentes — incluindo métodos moleculares, imunológicos e de imagem — e discutiram-se os efeitos clínicos das infecções, com destaque para os casos assintomáticos, coinfecções e resistência a fármacos. O relato de caso apresentado reforça, de forma prática, a importância da abordagem diagnóstica sistemática e da intervenção precoce.

Como recomendação para futuras investigações, destaca-se a necessidade de explorar estratégias terapêuticas alternativas frente à resistência parasitária emergente, bem como aprofundar o uso da inteligência artificial como ferramenta auxiliar nos exames de imagem e no reconhecimento automatizado de agentes patogênicos. Estudos regionais e interdisciplinares podem ainda fortalecer o entendimento da distribuição das parasitoses, contribuindo para ações preventivas integradas, em consonância com os princípios da saúde única.

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