Aspectos relevantes sobre a síndrome de burnout, com ênfase nos servidores públicos.

RELEVANT ASPECTS ABOUT BURNOUT SYNDROME, WITH EMPHASIS ON PUBLIC SERVANTS

ASPECTOS RELEVANTES SOBRE EL SÍNDROME DE BURNOUT, CON ÉNFASIS EN LOS SERVIDORES PÚBLICOS

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/DBC5FF

DOI

doi.org/10.63391/DBC5FF

Almeida, Ivany. Aspectos relevantes sobre a síndrome de burnout, com ênfase nos servidores públicos.. International Integralize Scientific. v 5, n 51, Setembro/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

O artigo aborda a síndrome de burnout, enfatizando a relação de trabalho e suas consequências, sintomas, prevenção e tratamentos, e em especial com relação ao servidor público, que desenvolve seu labor, em prol da sociedade, esse tema é de suma importância pois aborda uma doença crescente em nosso país, e que vem assolando cada vez trabalhadores, nas mais diversas esferas. Destaca também as situações que levam ao adoecimento da síndrome burnout, as formas, as causas e a relação estressante que envolve o trabalho e o trabalhador. A pesquisa foi conduzida por meio de uma revisão bibliográfica com o objetivo de avaliar pontos relevantes sobre a síndrome de burnout, seu conceito, sua relação com o trabalho, e a relação da doença na esfera pública, que afeta os servidores públicos. Inicialmente, foram selecionados 30 artigos, dos quais 10 foram considerados após a exclusão de temas irrelevantes. A revisão bibliográfica focou em estudos dos últimos 5 (cinco) anos, consultando as bases de dados Scielo, Pubmed e Google Acadêmico. Os resultados indicam um crescimento relevante da síndrome de burnout, onde cada vez mais trabalhadores são acometidos por essa doença, gerando para os empresários e para o governo um déficit considerável de funcionários e um aumento de gastos, tanto com afastamentos de funcionários, onde são necessárias novas contratações, quanto com tratamentos para os funcionários acometidos pela doença, sendo necessário ações para detectar, coibir e tratar os casos de síndrome de burnout. Diante disto, o objetivo desse trabalho foi realizar um panorama sobre à síndrome de burnout, conceito, causa, relação com o trabalho e por fim a doença relacionada com os servidores públicos, sendo este estudo uma medida necessária para se ampliar o estudo do tema, visando difundir ações de prevenção e tratamento da doença.
Palavras-chave
síndrome de burnout; trabalho; servidor público.

Summary

This article addresses burnout syndrome, emphasizing the work relationship and its consequences, symptoms, prevention, and treatments. It particularly addresses public servants who perform their work for the benefit of society. This topic is of paramount importance because it addresses a growing disease in our country, one that is increasingly affecting workers in a wide range of spheres. It also highlights the situations that lead to the onset of burnout syndrome, its forms, causes, and the stressful relationship between work and the worker. The research was conducted through a literature review to assess relevant points about burnout syndrome, its concept, its relationship with work, and the relationship of the disease in the public sphere, which affects public servants. Initially, 30 articles were selected, of which 10 were considered after exclusion of irrelevant topics. The literature review focused on studies from the last five years, consulting the Scielo, PubMed, and Google Scholar databases. The results indicate a significant increase in burnout syndrome, with an increasing number of workers affected by this condition, creating a considerable staffing deficit for employers and the government, as well as increased costs, both in terms of employee absences, which necessitate new hires, and in terms of treatment for employees affected by the condition. Therefore, the objective of this study was to provide an overview of burnout syndrome: its concept, causes, relationship to work, and the disease itself in public servants. This study is a necessary step to broaden the understanding of the topic and disseminate prevention and treatment measures.
Keywords
burnout syndrome; work; public servant.

Resumen

Este artículo aborda el síndrome de burnout, haciendo énfasis en la relación laboral y sus consecuencias, síntomas, prevención y tratamientos. Se dirige particularmente a los servidores públicos que realizan su trabajo en beneficio de la sociedad. Este tema es de suma importancia porque aborda una enfermedad en crecimiento en nuestro país, que afecta cada vez más a los trabajadores en una amplia gama de esferas. También destaca las situaciones que conducen a la aparición del síndrome de burnout, sus formas, causas y la relación estresante entre el trabajo y el trabajador. La investigación se realizó mediante una revisión bibliográfica para evaluar puntos relevantes sobre el síndrome de burnout, su concepto, su relación con el trabajo y la relación de la enfermedad en la esfera pública, que afecta a los servidores públicos. Inicialmente, se seleccionaron 30 artículos, de los cuales 10 se consideraron tras la exclusión de temas irrelevantes. La revisión bibliográfica se centró en estudios de los últimos cinco años, consultando las bases de datos Scielo, PubMed y Google Scholar. Los resultados indican un aumento significativo del síndrome de burnout, con un número cada vez mayor de trabajadores afectados por esta condición, lo que genera un déficit considerable de personal para empleadores y el gobierno, así como un aumento de los costos, tanto en términos de ausencias laborales, que requieren nuevas contrataciones, como en términos de tratamiento para los empleados afectados. Por lo tanto, el objetivo de este estudio fue brindar una visión general del síndrome de burnout: su concepto, causas, relación con el trabajo y la enfermedad en sí misma en servidores públicos. Este estudio es un paso necesario para ampliar la comprensión del tema y difundir medidas de prevención y tratamiento.
Palavras-clave
síndrome de burnout; trabajo; servidor público.

INTRODUÇÃO

A síndrome de burnout, caracterizada por um estado de esgotamento físico, emocional e mental, tem se tornado uma preocupação crescente no ambiente de trabalho. 

Essa condição, muitas vezes silenciosa, impacta significativamente a saúde e o bem-estar dos profissionais, especialmente aqueles que trabalham em setores públicos, onde a dedicação e a pressão podem ser elevadas no seu ambiente de trabalho. 

Diante desse cenário desafiador, muitos indivíduos acometidos pela síndrome de burnout não reconhecem os sintomas iniciais, o que agrava a situação ao longo do tempo. Quando a gravidade do quadro se torna aparente, muitas vezes o profissional já se encontra em um estado que o impede de continuar suas atividades laborais, devido ao agravamento da doença. 

Portanto, a identificação precoce e a intervenção adequada são cruciais para mitigar os efeitos devastadores da síndrome de burnout.

Diante do exposto, o presente estudo pauta-se na seguinte questão de pesquisa: De que forma a percepção precoce da síndrome de burnout nos trabalhadores em geral e em especial nos servidores públicos, pode ajudar na prevenção e no tratamento desses profissionais? Para responder os referidos questionamentos, objetiva-se investigar os conceitos, definições e aspectos que envolvam o tema, na busca de compreender como melhorar a prevenção e o tratamento da doença.

 

METODOLOGIA

O presente trabalho trata-se de uma revisão bibliográfica qualitativa, onde busca-se abordar aspectos relevantes sobre os conceitos e considerações relevantes sobre a síndrome de burnout, em especial abordamos a síndrome de burnout com a relação do trabalho e com o trabalhador e com os servidores públicos, compreendendo uma breve análise de conceitos  e aspectos que norteiam essa doença que vem crescendo grandemente no âmbito público, destacando-se os pontos relevantes e que podem abrilhantar futuros estudos sobre o tema, impactando positivamente em novas ações públicas voltadas a prevenção, melhorias nos diagnósticos precoces e nos tratamentos rápidos e eficazes para todos que precisem de tratamento recebam o melhor tratamento possível e de forma célere e eficaz.

O trabalho tem como objetivo realizar uma revisão integrativa da literatura, onde esta foi realizada em etapas: primeiro foi elaborada a questão norteadora do trabalho, de maneira clara e relevante para a sociedade, em especial os conceitos e legislações que tratam da síndrome de burnout, causas, sintomas e a relação com o trabalho; onde foi realizada uma busca de artigos com os critérios de seleção; informações relevantes ao tema do trabalho; os resultados dos artigos analisados e a discussão dos artigos com temas semelhantes. 

 O levantamento bibliográfico foi realizado no primeiro semestre de 2025 e no início do segundo semestre de 2025, através de busca online, onde a revisão bibliográfica focou em estudos dos últimos 5 (cinco) anos, consultando as bases de dados Scielo, Pubmed e Google Acadêmico, utilizando as palavras-chave: Síndrome de Burnout, Servidores Públicos, síndrome de burnout em servidores públicos e nos ambientes de trabalho.

É relevante destacar que embora nem todas as sugestões de artigos se mostrassem alinhadas com esta temática principal da síndrome de burnout em servidores públicos, foi possível identificar algumas produções cujo título ou resumo faziam referências a síndrome de burnout nos ambientes de trabalho e em especial relacionada aos servidores públicos, independentemente da esfera pública em que estejam lotados.

              Foram considerados os critérios de inclusão de textos em português, no período de 2020 a 2025. Para o critério de exclusão foram considerados os estudos que não contemplaram os critérios de inclusão e que não apresentavam assuntos relacionados ao tema, que foram objeto do presente trabalho.

Por fim, após a realização desta pesquisa, procedeu-se com a análise dos trabalhos selecionados, onde de 30 artigos, foram selecionados um total de 10 obras que foram objeto do presente estudo e desenvolvimento do trabalho.

SÍNDROME DE BURNOUT: CONCEITO E EVOLUÇÃO

O trabalho faz parte da vida do ser humano, onde para muitos o trabalho é um dever, já para outros é uma obrigação, e ainda para outros é uma necessidade e ainda para alguns é um prazer, uma satisfação.

Independentemente da forma que cada pessoa defina ou encare o trabalho, a sua condição de trabalho, o seu resultado é medido por um pagamento, que pode ser em dinheiro, em troca de serviço realizado ou prestado para outrem, ou uma troca, como por uma mercadoria ou objeto, o importante é que se receba algo em troca do serviço prestado a outrem.

O trabalho está presente no cotidiano das pessoas e, em muitos casos, pode se tornar um promotor do estresse (Borges, 2021, p. 2).

Independentemente da forma e da definição de trabalho, muitas vezes este é realizado em meio a muitas dificuldades, que envolvem uma rotina estressante de trabalho, que resulta no cansaço natural do trabalho, seja ele físico, emocional ou psicológico.

Nesse contexto, existe uma diferença a ser considerada entre o estresse ocupacional que emerge como um fator crítico, e que deve distingue-se de um estresse comum, que emerge a um ambiente profissional, o dia-a-dia normal de trabalho, em que toda pessoa está inserida.

No caso de estresse ocupacional, o profissional acaba se tornando impossibilitado de gerenciar suas demandas profissionais, pois o mecanismo natural de adaptação do organismo é comprometido e ele não consegue superar e se adaptar a situações rotineiras de stress.

 E o resultado do estresse ocupacional gera no profissional, no trabalhador ou no servidor público um esgotamento físico, mental e psicológico, que acaba deteriorando e comprometendo severamente a saúde do indivíduo e o impossibilitando muitas vezes de exercer seu labor. 

O contexto de transformações pelas quais a sociedade vem passando, sobretudo relacionadas a questões econômicas, políticas e tecnológicas, tem tensionado, contemporaneamente, as relações de trabalho (Guimarães, 2023, p. 1).

Moura (2024) aborda um aspecto essencial que é o trabalho, sendo ele também necessário na vida de todas as pessoas, pois por meio dele, se provem a sustentação e sobrevivência. Ainda existe outro fator a se considerar que é a busca pela satisfação e a realização pessoal, que é o resultado de uma atuação profissional, que agrada o indivíduo, mas na maioria das vezes, o trabalho é a personificação de uma necessidade. Que é voltada para se obter fins lucrativos, onde neste aspecto o trabalhador deve esforçar mais, uma vez que possui certas necessidades financeiras que o faz trabalhar ativamente, ou por não ter uma boa administração de seu tempo, trabalhando excessivamente, onde os esforços excessivos acabam por gerar de forma imperceptível ao profissional, a síndrome de burnout.

A palavra inglesa Burnout, refere-se a algo que deixou de funcionar por falta de energia (Oliveira, 2020, p. 2087).

A palavra burnout em inglês possui origem no verbo to burn out, que no português se traduz como queimar-se por completo ou consumir-se (Nazareth, 2024, p. 9).

A SB é uma doença profissional decorrente da sobrecarga física e/ou mental e de estresse excessivo no ambiente de trabalho (Borges, 2021, p. 10).

A síndrome de burnout é uma doença muitas vezes silenciosa que pode ser mascarada pela similaridade de um estresse comum, que todo ser humano está sujeito diariamente.

Porém em casos de síndrome de burnout a doença acarreta em um esgotamento severo, que consume a energia da pessoa, causando fadiga, desconexão emocional com as tarefas que se deve desempenhar no trabalho e em uma exaustão prolongada, onde pode comprometer a qualidade do serviço prestado.

Destaca Oliveira (2023) que a síndrome de burnout é uma condição psicológica que se manifesta por meio de intensa fadiga mental, uma persistente desconexão emocional com as tarefas laborais e um estado de exaustão prolongado em decorrência das pressões e desafios encontrados em um contexto profissional exaustivo e sobrecarregado, sendo um indicador de estresse crônico, de forma extremamente negativa.

A Síndrome de Burnout é definida como um esgotamento físico e psíquico, causado por fatores estressantes no ambiente de trabalho, características individuais e ambientais, que geram perdas para a organização, o indivíduo e a sociedade (Oliveira, 2020, p. 2085).

Apesar de a SB ser um tema amplamente estudado desde sua primeira descrição, a produção científica mundial sobre a mesma é permeada por divergências teóricas quanto à sua definição e critérios diagnósticos (Perniciotti, 2020, p. 36).

Destaca Moura (2024, p. 123) que:

A Síndrome de Burnout é um distúrbio emocional, que surge pelo alto excesso de trabalho. Pessoas que trabalham diariamente sob pressão e com responsabilidades diversas, tendem a adquirir a SB. Ela apresenta sintomas físicos, emocionais e psicológicos, que interferem de forma significativa na vida e saúde mental dos profissionais, principalmente àqueles que estão em contato direto com as pessoas na maior parte do tempo. Os profissionais da área da saúde apresentam destaque quanto a esse assunto, pois possuem altas cargas horárias de trabalho, estão em contato direto com pessoas e com situações difíceis e de extrema pressão (Moura, 2024, p. 123).

Segundo Perniciotti (2020, p. 35) menciona que:

A síndrome de Burnout (SB) é uma resposta prolongada a estressores interpessoais crônicos no trabalho, caracterizada por três dimensões interdependentes: exaustão emocional, despersonalização e redução do sentimento de realização pessoal. Há uma propensão dos profissionais de saúde em desenvolvê-la, sendo frequentemente identificada em médicos de diferentes especialidades (25 a 60%), médicos residentes (7 a 76%) e enfermeiros (10 a 70%) (Perniciotti, 2020, p. 35).

A síndrome de burnout embora já seja conhecida há muito tempo, ainda é pouco discutida, porém merece um zeloso cuidado por parte da sociedade em geral.

Essa síndrome é um distúrbio emocional, e que se desenvolve como uma resposta crônica ao estresse interpessoal ocorrido no ambiente de trabalho, onde muitas pessoas são expostas a altas cargas de trabalho, a pressão constante em resultados imediatos e inesperados, que devem ser resolvidos rapidamente e muitas vezes sem nenhuma explicação plausível ao funcionário, que somente acaba acatando ordens e devendo cumpri-las e a segregação de funções, com múltiplas responsabilidades, que acarretam a síndrome, em questão.

Destaca Jarruche (2021) que o estresse ocupacional é diferente do estresse comum, pois o fundamental para o gatilho é o trabalho, e este ocorre quando não é possível para o trabalhador agir sobre os agentes causadores de estresse, e quando isto ocorre o mecanismo de adaptação é rompido, persistem os sintomas de estresse e o organismo é deteriorado ou esgotado.

Pois bem, independente da definição que cada pesquisador apresente sobre a síndrome de burnout, é unânime a consideração que ela é uma doença que afeta o trabalhador, em decorrência do seu ambiente de trabalho, devido a exaustivas pressões, busca por resultados, altas cargas de trabalho, horários exaustivos, ambiente estressante, sendo que esse estresse é fora da normalidade habitual, que qualquer indivíduo está sujeito diariamente em sua vida.

Sendo relevante considerar assim o aumento dessa doença nos trabalhadores, e a relação da síndrome com o trabalho desenvolvido por cada pessoa, afim de se buscar medidas de prevenção e rápido e eficaz diagnóstico e tratamento da doença.

A SÍNDROME DE BURNOUT E O TRABALHO

O trabalho em geral é baseado na busca pela satisfação das necessidades de cada indivíduo, para gastos necessidades básicas de sobrevivência, ou seja, obter dinheiro para pagar as despesas, já para outros é a busca de uma satisfação interior, de uma realização pessoal, de uma alegria e contentamento.

Porém, quando essas buscas não correspondem ao objetivo idealizado, a frustação pode acarretar em profunda tristeza, desolamento e descontentamento, que pode diminuir a eficiência e o zelo no trabalho.

A incidência de síndrome de burnout ou síndrome do esgotamento profissional é significativa entre trabalhadores da saúde, com impacto negativo no âmbito pessoal, institucional, governamental e no cuidado com os pacientes (Jarruche, 2021, p. 162).

E quando se pensa em frustação e stress no trabalho, muitas pessoas associam ao trabalho realizado por profissionais da área da saúde, pois estes laboram diretamente com o sofrimento e a dor do outro, sendo este para muitos um fardo difícil de ser suportado. 

Agora imagine além, de condições diárias de stress no trabalho, o individuo ter que suportar situações desafiadoras, que o diminuem, que o reprimem, que o deprimem e que levam o individuo a um esgotamento de suas energias, ao ponto do trabalhador não conseguir desenvolver mais o seu almejado trabalho, é nesses casos de esgotamento que a síndrome de burnout se sobressai.

É importante ressaltar que a sobrecarga quantitativa e qualitativa de trabalho apenas se configura como fator de risco para a SB, favorecendo a exaustão emocional, quando existe pouco tempo para o indivíduo se recuperar de um evento estressante no trabalho (Perniciotti, 2020, p. 42).

Borges (2021, p. 11) assevera que:

Atualmente, a realidade é bem mais grave e os profissionais de saúde encontram no seu dia a dia um ambiente de trabalho em situação de emergência.  A saúde emocional é posta em uma prova de resistência em que a vida de inúmeras pessoas está em jogo.  A carga horária de trabalho exaustiva, devido ao crescimento rápido de casos, sobrecarrega e afeta a saúde do trabalhador (Borges, 2021, p. 11).

Segundo Jarruche (2021, p. 169) ela menciona aspectos negativos que se revertem nas empresas e nos órgãos públicos, quando profissionais tem a síndrome de burnout:

A queda na qualidade do trabalho, o aumento do absenteísmo, da rotatividade e do número de acidentes de trabalho prejudicam as empresas em termos financeiros e de imagem. Além disso, provocam prejuízo social pela diminuição do número de adultos em idade produtiva devido ao adoecimento e gastos com saúde. Os impactos como um todo são abrangentes: de ordem pessoal, social, empresarial, governamental e sobre o público atendido (Jarruche, 2021, p. 169).

De acordo com Perniciotti (2020) os efeitos negativos da síndrome de burnout afetam diretamente no bem-estar dos profissionais, em especial os vinculados a saúde, sendo necessário a urgência de intervenções voltadas para essa população que sofre, onde estes efeitos busquem diminuir os níveis de estresse ocupacional, aumentem a autoestima, incentivem o autocuidado e a construção de um ambiente de trabalho saudável para todos que laboram.

O trabalhador precisa estar atento aos sinais que podem dar início a síndrome de burnout, pois estes se tratados precocemente, podem ajudar em uma recuperação rápida e satisfatória ao trabalhador.

Segundo Nazareth (2024) a síndrome de burnout tem prevalência entre as mulheres, pois os homens apresentam comportamentos mais eficazes no enfrentamento das condições adversas do trabalho, sendo que a predominância do burnout é maior em profissionais da área da saúde.

Para Moura (2024, p. 124) a síndrome de burnout se caracteriza por três formas, que a frente se destaca:

Há três dimensões que descrevem as emoções encontradas por aqueles que possuem a síndrome. Sendo elas a exaustão emocional, redução da realização pessoal e a despersonalização. A exaustão emocional é o cansaço e esgotamento extremo, sendo conhecida por ser o aspecto que inicia a SB, ocorre devido ao estresse ocupacional no ambiente de trabalho e por conflitos internos do profissional consigo mesmo e problemas com os colegas desse ambiente.  A redução da realização pessoal passa a ocorrer quando o profissional não se encontra bem e sua visão de si próprio está totalmente negativa, existindo desmotivação consigo mesmo e com o trabalho.  Já no cenário da despersonalização acontece quando o profissional passa a tratar todos de forma arrogante, tanto os parceiros de trabalho quanto os clientes devido ao alto estresse.  A falta de empatia se destaca neste processo (Moura, 2024, p. 124).

Borges (2021) menciona a necessidade de intervenções na área de psicologia, as quais podem minimizar os efeitos dos fatores que contribuem para o desenvolvimento da síndrome de burnout, que afeta os profissionais de saúde, bem como a reorganização da jornada de trabalho e benefícios financeiros, que busquem a valorização do profissional da saúde.

As empresas devem estar preparadas para acolher e ter um tratamento humanizado para os seus colaboradores, onde estes possam ter acesso a uma ajuda qualificada e multiprofissional, como por exemplo psicólogos, médicos, terapeutas ocupacionais, profissionais da área da saúde, que ajudem no tratamento desse profissional, pois ninguém quer ficar doente, sendo que as pessoas independentemente da necessidade da origem de seu trabalho, querem poder exercê-lo de forma plena e correta.

Ainda Moura (2024) menciona alguns fatores  de  risco  que  favorecem  o  surgimento  e o agravo  da  síndrome de burnout, entre estes temos a falta de descanso necessário, os conflitos internos no trabalho, o ambiente de trabalho, a acessibilidade de matérias necessários,  a gestão, as relações sociais, os relacionamentos com as pessoas e colegas do trabalho, a organização de funções, os quais afetam a saúde mental dos profissionais, que constantemente acabam não percebendo de fato que estão desenvolvendo um distúrbio de forma silenciosa e que se tornam a síndrome de burnout.

As dimensões exaustão emocional e despersonalização do burnout apresentaram associação positiva com a percepção dos trabalhadores de que o trabalho interfere em sua vida familiar (Guimarães, 2023, p. 6).

Quando as demandas estressantes profissionais invadem o espaço familiar e pessoal do trabalhador, a capacidade de sua recuperação e seu o bem-estar geral acabam sendo comprometidos e isso resulta em um desiquilíbrio na vida pessoal e profissional desse trabalho.

E uma vida saudável é essencial para que o indivíduo desempenhe seu trabalho de forma eficiente, sendo está uma emergente necessidade dos empregadores, priorizar a saúde integral do trabalhador, a qual com certeza reverterá em benefícios para todos.

A PERCEPÇÃO DA RELAÇÃO DE TRABALHO ENTRE OS SERVIDORES PÚBLICOS E A SÍNDROME DE BURNOUT

O serviço público é um alvo buscado por inúmeras pessoas, que se aventuram por anos em buscas de concursos públicos, no anseio de uma estabilidade, salários considerados relativamente bons, se comparados com os salários do setor privado e uma aparente vida profissional tranquila. 

Mas na verdade, o que para alguns é um sonho a ser alcançado, para outros tem se tornado um verdadeiro pesadelo, com a consequente aquisição de uma doença severa, que tem afastado muitos servidores públicos do seu trabalho.

A síndrome de burnout, caracterizada por um estado de exaustão, esgotamento ou diminuição de energia, tanto física, quanto emocional e mental, tem se tornado uma preocupação crescente entre profissionais de diversas áreas, e especialmente no serviço público, independente da esfera ser federal, estadual ou municipal.

Essa condição, que muitas vezes é silenciosa, surge em decorrência de uma série de fatores estressores ocorridos no ambiente de trabalho, e que afetam profundamente a saúde mental e o bem-estar dos servidores públicos, que realizam seu labor em prol da sociedade.

Torna-se essencial, medidas de prevenção nos ambientes laborais, para que ocorra a percepção dos sintomas da síndrome, como também intervenções necessárias para evitar os agravos do Burnout (Moura, 2024, p. 136).

Algumas   características   organizacionais   no   setor   público   contribuem   para   o desenvolvimento de doenças do trabalho como a Síndrome de Burnout (Oliveira, 2020, p. 2092).

Dutra (2023) menciona que após a explanação sobre o burnout em seu trabalho de campo, identificou que a maioria dos servidores possuía alguns dos sintomas da doença, onde também foi possível identificar que os servidores públicos reconhecem a grande responsabilidade que a Administração Pública possui para a redução dessa realidade que cada vez mais vem se demonstrando dentro do serviço público. Diante desse trabalho identificou-se também, que o servidor público tem consciência da importância do seu desempenho na construção e manutenção de uma sociedade funcional e justa, porém não estão imunes aos desafios emocionais e mentais que enfrentam em seu cotidiano de trabalho, que muitas vezes é de extrema rivalidade, competição, exaustão, pressão, metas, prazos, urgências, e que frustram o bom desempenho do trabalho e adoecem os servidores públicos.

A respeito da carga de trabalho, estudos nacionais mostram que a propensão à Síndrome de Burnout é maior em indivíduos que possuem maior carga horária e maior carga de trabalho (Oliveira, 2020, p. 2094).

A Síndrome de Burnout, caracterizada por exaustão física e emocional, cinismo e uma sensação de ineficácia no trabalho, tornou-se uma preocupação crescente no serviço público, visto que a apatia causada no profissional afeta o desenvolvimento e a agilidade (Dutra, 2023, p. 9).

O trabalho desenvolvido em atendimento a pessoas é demasiadamente estressante, porque tratar com urbanidade e respeito a todos nem sempre é fácil, principalmente quando se trata do trabalho de um servidor público, onde muitas pessoas em busca de seus direitos, acabam desacatando os servidores públicos em seu trabalho, causando um stress exaustivo e uma sensação de insatisfação pessoal, que pode ocasionar no desenvolvimento da síndrome de burnout, quando associada a outros fatores estressantes ocasionados no ambiente público.  

Segundo Oliveira (2023, p. 20):

Também foi possível identificar que as variáveis associadas à prevalência da SB estão majoritariamente vinculadas ao ambiente do trabalho e aos estressores interpessoais nele existentes. Já os piores impactos relatados devido ao adoecimento por burnout ser e fere mãos desgastes crônicos de ordem mental, físico e desenvolvimento de comorbidades.  Como destaque das principais estratégias de enfrentamento e prevenção estão a melhoria nas condições laborais e suporte psicológico/social (Oliveira, 2023, p. 20).

Dutra (2023) menciona que a Síndrome de Burnout entre servidores públicos não é apenas um problema individual, que afeta somente o servidor envolvido, mas na verdade afeta toda a sociedade como um todo, tendo em vista que quando os profissionais do serviço público enfrentam exaustão e desengajamento, e a consequência é refletida na qualidade dos serviços prestados ao cidadão que pode ser comprometida.

Todos querem serviços públicos de qualidade e com eficiência, mas muitas vezes essas características dependem de outros fatores, que não são apenas os fatores humanos.

E quando associamos que por trás de um servidor público temos um profissional, que muitas vezes não teve um descanso adequado entre uma jornada e outra de trabalho, que passa por conflitos interpessoais no ambiente de trabalho, que tem precariedade de recursos e materiais no seu ambiente público de trabalho, que infelizmente é uma realidade nos setores públicos do país inteiro, junto com uma gestão ineficiente e despreparada, pois existem muitos cargos comissionados despreparados para gerir departamentos, que cobram resultados dos servidores, mas não apresentam condições mínimas de trabalho aos seus subordinados, favorecendo tudo isto como gatilhos para o desenvolvimento e o agravamento da síndrome de burnout nos servidores públicos, é algo preocupante para os gestores públicos que deveriam em tese, cuidar e zela pela saúde de seus colaboradores. 

Assim, quando esses elementos se somam à carga de trabalho excessiva e à desorganização de funções, a saúde mental dos servidores públicos fica comprometida, ocasionando em um esgotamento físico, mental e emocional e no desenvolvimento pleno da síndrome de burnout.

Alves (2022, p. 43) menciona que:

Por outro lado, através dos resultados relacionados à relação de trabalho e cobrança por resultados, pode-se perceber que a jornada de trabalho é desgastante levando em consideração o excesso de trabalho, a pressão a qual são submetidos a rigidez das normas e a cobrança por resultados. Além disso, como o número de funcionários é desproporcional à quantidade de tarefas, verificou-se que há sobrecarga de alguns.  Isso  serve  como  um  alerta  à  saúde  dos servidores,  uma  vez  que  a Síndrome  de Burnout se  desencadeia  a  partir  de  dificuldades relacionadas à empresa, as cargas horárias de trabalho, muito serviço e poucos colaboradores, baixa remuneração, muita responsabilidade e pressão psicológica Uma vez que parte dos índices relacionados à exaustão emocional, despersonalização, realizações  pessoais  e  a  relações  no trabalho  foram  considerados  altos  espera-se  que  os resultados deste estudo contribuam para que mais pesquisas sejam realizadas nesse ambiente, assim como possa auxiliar a organização no desenvolvimento de projetos  que visem a saúde dos seus servidores e a qualidade de vida no trabalho. Além de contribuir para o bem-estar dos trabalhadores, esses projetos refletem no bom funcionamento dos serviços prestados (Alves, 2022, p. 43).

Ainda Dutra (2023) destaca que o aumento da doença síndrome de burnout é um problema de Gestão Pública, que é originária e de responsabilidade dos gestores públicos, os quais devem realizar mudanças, tanto de prevenção, quanto de tratamento, e para isso são necessárias estratégias que dependem de deliberação das lideranças governamentais, que possuem sob sua direção a máquina pública, e todo o seu capital humano que a cada nova gestão, espera ansiosamente por um olhar que valorize o seu trabalho e sua dedicação no serviço público, e que reduza consideravelmente os casos crescentes de síndrome de burnout nos servidores públicos.

Para mitigar a incidência da síndrome de burnout entre os servidores públicos, é imperativo o desenvolvimento e a implementação de políticas públicas robustas, que devem ser concebidas com o objetivo primordial de oferecer suporte e reconhecimento a esses profissionais, que dedicam uma parcela significativa de suas vidas ao serviço da coletividade.

A valorização do servidor público, por meio de um ambiente de trabalho mais saudável e em condições adequadas, é fundamental para prevenir o esgotamento e promover o bem-estar dos servidores públicos, que trabalham arduamente para o benefício e atendimento da coletividade.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao longo desta análise, evidenciou-se um notável e crescente aumento dos casos de síndrome de burnout, nesse trabalho abordou-se em especial os conceitos, definições, causas e aspectos relevantes que norteiam a síndrome, que é relacionada ao ambiente de trabalho.

Diante desse cenário, torna-se imperativo o desenvolvimento de políticas públicas eficazes voltadas à proteção e ao bem-estar dos servidores públicos. 

A implementação de programas de saúde mental, a promoção de um ambiente de trabalho mais saudável e o incentivo à escuta ativa dos profissionais são passos essenciais para mitigar os impactos da síndrome de burnout, em especial com relação aos servidores públicos. 

A investigação aprofundada, a vigilância constante e a colaboração entre órgãos públicos e gestores são fundamentais para a criação de mecanismos de prevenção e tratamento que realmente façam a diferença na vida desses trabalhadores.

Evidenciou-se a necessidade de intensificar a investigação, a vigilância constante, o aprimoramento dos mecanismos de prevenção e a colaboração entre os órgãos públicos, seus gestores públicos, visando a prevenção e o tratamento dos trabalhadores com síndrome de burnout.

Nessa revisão da produção científica sobre a síndrome de burnout, constatou-se uma carência de estudos nessa perspectiva e este trabalho insere-se nessa lacuna e visa contribuir nessas discussões, para que com mais conhecimento, tenhamos ações eficazes de combate a essa doença que vem abalando muitos trabalhadores em todo o país.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Acesso em: 2024-09-03.

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n. 51
Aspectos relevantes sobre a síndrome de burnout, com ênfase nos servidores públicos.

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