Tecnologias digitais na alfabetização e letramento: Uma demanda para transformar o pedagogo em cientista da educação

DIGITAL TECHNOLOGIES IN LITERACY AND LITERACY: A DEMAND TO TRANSFORM THE PEDAGOGUE INTO AN EDUCATION SCIENTIST

TECNOLOGÍAS DIGITALES EN ALFABETIZACIÓN Y LITERACIDAD: UNA EXIGENCIA PARA TRANSFORMAR AL PEDAGOGO EN CIENTÍFICO DE LA EDUCACIÓN

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/DCC240

DOI

doi.org/10.63391/DCC240

Honorato, Rosangela Santos . Tecnologias digitais na alfabetização e letramento: Uma demanda para transformar o pedagogo em cientista da educação. International Integralize Scientific. v 5, n 48, Junho/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

O objetivo deste artigo é propor reflexão sobre o papel da educação na atualidade diante do advento das tecnologias digitais que trouxeram inovações e precisam ser acompnhadas por todos os profissionais da educação, sobretudo pelos professores pedagogos, bem como as demandas para que o professor qdentre em um contexto de pesquisa e busca por estratégias de ensino atualizadas e de acordo com a nova realidade digital. Justifica-se a escolha do tema pela necessidade de refletir acerca das tecnologias digitais no contexto da alfabetização e letramento, já que enquanto mestranda do curso de Ciências da Educação vejo a necessidade de compreender tais aspectos para que futuramente, possa agir no campo educacional como cientista da educação. A metodologia utilizada na investigação para a construção desse trabalho foi de cunho teórica por meio da pesquisa bibliográfica. A relevância desse trabalho se encontra nos conhecimentos adquiridos durante todo o processo de estudo, uma vez que estes possibilitaram a compreensão e reflexão sobre a trasnformação do pedagogo em cientista da educação e as interfaces da alfabetização e letramento diante das tecnologias digitais.
Palavras-chave
educação; docência; tecnologias digitais.

Summary

The objective of this article is to propose a reflection on the role of education today in light of the advent of digital technologies that have brought innovations and need to be followed by all education professionals, especially pedagogues, as well as the demands for teachers to enter a context of research and search for updated teaching strategies in accordance with the new digital reality. The choice of the theme is justified by the need to reflect on digital technologies in the context of literacy, since as a master’s student in the Education Sciences course, I see the need to understand these aspects so that in the future, I can act in the educational field as an education scientist. The methodology used in the investigation to construct this work was theoretical in nature through bibliographical research. The relevance of this work lies in the knowledge acquired throughout the study process, since this enabled the understanding and reflection on the transformation of the pedagogue into an education scientist and the interfaces of literacy in the face of digital technologies.
Keywords
education; teaching; digital technologies.

Resumen

El objetivo de este artículo es proponer una reflexión sobre el papel de la educación hoy en día ante la llegada de las tecnologías digitales, que han traído consigo innovaciones y que deben ser adoptadas por todos los profesionales de la educación, especialmente los pedagogos, así como por la demanda de que los docentes se incorporen a un contexto de investigación y búsqueda de estrategias didácticas actualizadas, acordes con la nueva realidad digital. La elección del tema se justifica por la necesidad de reflexionar sobre las tecnologías digitales en el contexto de la alfabetización, ya que, como estudiante de maestría en Ciencias de la Educación, veo la necesidad de comprender estos aspectos para, en el futuro, poder actuar en el ámbito educativo como pedagogo. La metodología empleada en la investigación para construir este trabajo fue de carácter teórico mediante investigación bibliográfica. La relevancia de este trabajo radica en el conocimiento adquirido a lo largo del proceso de estudio, ya que esto permitió comprender y reflexionar sobre la transformación del pedagogo en pedagogo y las interfaces de la alfabetización frente a las tecnologías digitales.
Palavras-clave
educación; enseñanza; tecnologías digitales.

INTRODUÇÃO

Nos últimos tempos as tecnologias digitais têm substituído o antigo pensamento tradicional, sobretudo no ambiente escolar. A criança ao ingressar na escola, na maioria das  vezes já é um sujeito letrado em relação a algumas tecnologias, pois, seu mundo está permeado por elas. Então, é preciso que o professor esteja capacitado com competências e habilidades para acompanhar essa nova roupagem da educação.  

Ante esse novo contexto das tecnologias digitais no ambiente da educação escolar, para que seja possível colocar em prática as novas propostas educacionais e alcançar os objetivos voltados para uma educação de mais qualidade, a principal demanda  é a formação dos professores, sobretudo, os pedagogos e  sua inserção no mundo da ciência e pesquisa, ou seja, é transformar-se em cientista da educação.

Sendo assim, a intenção  da pesquisa é propor reflexão sobre o papel da  educação na atualidade diante  da inserção das  tecnologias digitais na educação com inovações que  precisam ser acompanhadas por todos os profissionais da educação, sobretudo pelos professores pedagogos,  bem como as demandas para transformar o professor em cientista da educação. 

Nesse sentido, o estudo foi direcionado a partir de questionamentos que direcionaram a  busca pelas  respostas: Quais são os  impactos do advento das tecnologias digitais na educação brasileira?  Quais as  novidades trazidas pela inteligência artificial para educação? Quais as demandas encontradas para que o professor pedagogo possa se transformar em cientista da educação e atuar no contexto das tecnologias digitais na alfabetização e letramento?

Em busca das respostas a esses questionamentos, foi preciso utilizar a  metodologia da pesquisa  teórica de cunho qualitativa, a qual esteve voltada para análise das ideias de teóricos que tratam do tema.  Pesquisas qualitativas são geralmente

No ambiente da investigação, a pesquisa qualitativa  tem a preocupação de compreender de forma mais avançada  um problema pertencente a um grupo;Dessa forma, esse tipo de pesquisa é utilizado  a partir da análise e interpretação das ideias de teóricos que já discutiram ou ainda discutem o tema em questão. Para esse estudo foram selecionados textos de teóricos como  

O ADVENTO DAS TECNOLOGIAS DIGITAIS NA EDUCAÇÃO  BRASILEIRA

A educação brasileira vem sendo contemplada pelo advento das tecnologias digitais  há muito tempo. De acordo com dados históricos, esse advento foi iniciado na década de 1970, não na educação básica, mas em  algumas universidades federais. Somente no ano de 2003 constatou-se um grande avanço nesse aspecto, que foi a criação da Política Nacional de Educação Digital (PNED), essa política tinha como objetivo melhorar o acesso da população aos recursos digitais. Trata-se de um documento normativo que estabeleceu diretrizes para a educação brasileira no contexto digital através de estratégias para promover a inclusão digital e o uso das tecnologias na educação.

Art. 1º Esta Lei institui a Política Nacional de Educação Digital (PNED), estruturada a partir da articulação entre programas, projetos e ações de diferentes entes federados, áreas e setores governamentais, a fim de potencializar os padrões e incrementar os resultados das políticas públicas relacionadas ao acesso da população brasileira a recursos, ferramentas e práticas digitais, com prioridade para as populações mais vulneráveis  Brasil (2003).

Diante desse cenário da lei supracitada, Carneiro et al (2020) enfatizam que, baseado nisso, é que podemos falar da importância da inclusão digital no Brasil, assim como da importância da escola ser um espaço potencializador dessa inclusão, possibilitando aos alunos um uso consciente e saudável das tecnologias digitais, estimulando o aprendizado por meio dela e, desse modo, levando os alunos a tomarem consciência das infinitas possibilidades de acesso ao conhecimento que eles podem desenvolver.

Ante esse contexto da tecnologia na educação, é preciso atentar para alguns aspectos importantes que são capazes de promover a alfabetização e o letramento, entre estes o desenvolvimento de conteúdo digital, pois se a escola precisa estar  preparada e possuir uma boa integração entre o seu fazer pedagógico e a tecnologia para que  estimule a criação e o compartilhamento de bons conteúdos digitais isso traz melhor qualidade para o aprendizado.  Além disso, é preciso também personalizar o aprendizado através da tecnologia para que os estudantes possam avançar de acordo com o seu ritmo.  Para tanto, faz-se necessário que a escola tenha recursos adaptados às  necessidades individuais dos alunos. 

Outro aspecto que deve ser considerado é a aprendizagem colaborativa com ferramentas tecnológicas que sejam importantes,  como as plataformas de colaboração online e as  salas de aula virtuais, estas ajudam os alunos a trabalharem juntos e desenvolverem suas ideias em conjunto. 

Há ainda outro fator importante para que a escola e os profissionais da educação possam utilizar a tecnologia como forte aliada da aprendizagem dos estudantes de maneira que promovam a alfabetização e o letramento,  que são a inclusão e acessibilidade, pois não basta integrar tecnologias na educação, é preciso também garantir que os meios tecnológicos  sejam acessíveis  a todos os alunos, incluindo aqueles com algum tipo de deficiência.  Então, os professores que querem fazer parte desse processo enquanto cientistas da educação, precisam exigir que hajam ferramentas de  acessibilidade na escola como leitores de tela,   legendas e outros que  possam atender à diversidade de  necessidades existentes no ambiente escolar.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO

A partir do advento da tecnologia no contexto da educação, destaca-se aqui a Inteligência Artificial – IA que atualmente tem se propagado no campo da educação. Sobre o conceito de IA apresenta-se o seguinte: 

Um sistema de ia é projetado para máquinas que, para objetivos explícitos ou implícitos, infere a partir da entrada que recebe, como gerar previsões, conteúdo, recomendações ou decisões (saídas) que podem influenciar ambientes físicos ou virtuais (Russell, Perset e Grobelnik, 2023) apud Viccari, Cavalcante (2024, p.7).

Nesse sentido, Cavalcante (2024) explica que muitos pesquisadores da área tentaram chegar a uma definição, mas o consenso é difícil. Existe um conjunto de características que compõem o que se considera inteligência artificial e onde a “mágica” acontece. No entanto, mesmo com essas considerações e a partir dessa definição atual para IA, não se espera que todos os leitores concordem com ela. 

Com o objetivo de entender o processo de evolução da IA, Viccari (2023, p.23), construiu uma linha do tempo com a história da inteligência artificial na educação de 1950 até o ano de 2020. 

Tabela 1 – Inteligência Artificial na Educação 

Fonte: Viccari (2023) (Tabela construída pela autora do artigo)

Conforme foi visto, a tabela mostra os principais avanços da inteligência artificial na educação. Viccari (2023) também enfatiza que,  após este pontapé inicial, é a partir dos anos 1980 que pesquisadores passam a explorar com mais afinco o potencial da tecnologia, sempre com o argumento de personalizar o ensino e adaptá-lo às necessidades individuais dos estudantes. 

A IMPORTÂNCIA DO LETRAMENTO DIGITAL PARA TRANSFORMAR O PEDAGOGO EM  CIENTISTA  DA EDUCAÇÃO

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação –  LDB Lei nº 9394/96, prevê a educação profissional e tecnológica (EPT) como uma modalidade educacional. Nesta sessão, será discutido sobre conceitos do letramento digital, a atuação profissional do pedagogo e os requisitos para que ele possa ser concebido como cientista da educação no contexto do letramento digital.  A seguir, apresenta-se o conceito de letramento digital.

É o termo escolhido para abordar, de forma ampliada, a construção do conhecimento dos conteúdos digitais disponíveis no ambientes virtuais de aprendizagem – AVA, e que medeiam a relação pedagógica entre os sujeitos envolvidos no processo educacional por meio das Tecnologias Digitais de Educação e Comunicação – TICs. Também das práticas sociais de leitura e produção de textos e escrita em plataformas digitais de educação, a leitura propiciada por ferramentas tecnológicas, a competente leitura e escrita nas práticas digitais ( Limão Júnior, 2024, p.8).

Toda essa abordagem acerca do letramento digital nos remete a pensar na condição do professor pedagogo e a necessidade de se transformar em cientista da educação nesse âmbito digital para acompanhar  as demandas de inovação, pois a sociedade atual é tecnológica, de forma  que não é mais possível pensar em educação sem a utilização das tecnologias. No contexto atual, o professor não é mais um simples “transmissor de conhecimento” como bem dizia Paulo Freire, portanto, precisa saber utilizar recursos que transformem suas aulas de forma que  estas sejam dinâmicas com atualizações utilizadas pela nova geração. O professor de hoje precisa entender que as tecnologias disponíveis são capazes de auxiliar em seu processo pedagógico, sendo assim ele não poderá fugir da ciência tecnológica. 

Quando se trata do professor enquanto cientista da educação, compreende esse profissional como alguém que precisa saber interpretar os sinais da realidade, que sabe  distinguir as possibilidades de realização dos seres humanos e que, sobretudo, tem competências e habilidades para  apontar caminhos que conduzam as pessoas ao contexto atual. Para tanto, ele precisa  saber  investigar, pesquisar, refletir e buscar novas metodologias  de ensino.

Se considerarmos que a ciência deve estar presente desde a Educação Infantil, então podemos concluir que os primeiros contatos da criança com os conhecimentos que fundamentarão a sua concepção a respeito da natureza da ciência se darão por mediação do educador, o pedagogo. Então, é preciso que os professores/pedagogos enxerguem a Ciência com o olhar de Cientista e compreenda que a educação básica é suficiente para dar uma visão adequada de como a ciência é produzida (Neves e Cerdas 2024, p.15).

A Partir do exposto, acrescenta-se que um professor reflexivo e pesquisador é capaz de analisar sua própria metodologia e, através desta análise melhorar sua prática pedagógica no sentido de formar cada vez mais estudantes com capacidade  de pensar e refletir, formar para o pensamento crítico e ativo  e não simplesmente para receber informações. 

Diante desse contexto de letramento digital, pode-se destacar a  Política Nacional de Educação Digital criada em 2023 que  altera as Leis nºs 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), 9.448, de 14 de março de 1997, 10.260, de 12 de julho de 2001, e 10.753, de 30 de outubro de 2003. Essa lei ter por objetivo “potencializar os padrões e incrementar os resultados das políticas públicas relacionadas ao acesso da população brasileira a recursos, ferramentas e práticas digitais, com prioridade para as populações mais vulneráveis” (Brasil, 2023). No Art. 1º nota-se aspectos importantes para esse estudo:

§ 2º A PNED apresenta os seguintes eixos estruturantes e objetivos:

I – Inclusão Digital;

II – Educação Digital Escolar;

III – Capacitação e Especialização Digital; 

IV – Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) em Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) (Brasil, 2023).

Com essa política, o professor é instigado e tem o dever de  enveredar por caminhos de  pesquisas conforme aponta o  inciso V da lei supracitada  que trata da Pesquisa e Desenvolviemnto em Tecnologia. A Educação Digital também é um ponto importante desta lei, pois incentiva ao letramento digital, primeiramente transformando o profesor   em cientista da educação. Outro destaque importante da PNDE  é Art. 3º que  traz os objetivos  da Educação Digital Escolar, enfatizando que  estes devem garantir a inserção da educação digital nos ambientes escolares em todos os níveis e modalidades, a partir do estímulo ao letramento digital e informacional e à aprendizagem de computação, de programação, de robótica e de outras competências digitais, englobando:

I – pensamento computacional, que se refere à capacidade de compreender, analisar, definir, modelar, resolver, comparar e automatizar problemas e suas soluções de forma metódica e sistemática, por meio do desenvolvimento da capacidade de criar e adaptar algoritmos […]. 

II – mundo digital, que envolve a aprendizagem sobre hardware, como computadores, celulares e tablets, e sobre o ambiente digital baseado na internet, como sua arquitetura e aplicações;

III – cultura digital, que envolve aprendizagem destinada à participação consciente e democrática por meio das tecnologias digitais […] 

IV – direitos digitais, que envolve a conscientização a respeito dos direitos sobre o uso e o tratamento de dados pessoais, nos termos da Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018 (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais), a promoção da conectividade segura e a proteção dos dados da população mais vulnerável, em especial crianças e adolescentes;

V – tecnologia assistiva, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade e a aprendizagem, com foco na inclusão de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

Diante disso, os desafios que precisam ser enfrentados pelo  professor cientista diz respeito a fragmentação do conhecimento que ele pode ter conquistado em sua formação descontextualizada da realidade, ou seja, uma educação mecanicista sem fundamentos de pesquisa que lhe dão base cintífica atualizada para acompanhar as demandas educacionias do mundo atual.  

O outro artigo da Política Nacional de Educação Digital que se faz necessário destacar é o Art. 5º que expõe: O eixo Pesquisa e Desenvolvimento em Tecnologias da Informação e Comunicação tem como objetivo desenvolver e promover TICs acessíveis e inclusivas.  § 1º Constituem estratégias prioritárias do eixo Pesquisa e Desenvolvimento em Tecnologias da Informação e Comunicação:

I – implementação de programa nacional de incentivo a atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação voltadas para o desenvolvimento de TICs acessíveis e inclusivas, com soluções de baixo custo;

II – promoção de parcerias entre o Brasil e centros internacionais de ciência e tecnologia em programas direcionados ao surgimento de novas tecnologias e aplicações voltadas para a inclusão digital;

III – incentivo à geração, organização e compartilhamento de conhecimento científico de forma livre, colaborativa, transparente e sustentável, dentro de um conceito de ciência aberta;

IV – compartilhamento de recursos digitais entre Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs);

V – incentivo ao armazenamento, à disseminação e à reutilização de conteúdos científicos digitais em língua portuguesa;

VI – criação de estratégia para formação e requalificação de docentes em TICs e em tecnologias habilitadoras  (Brasil, 2023).

Analisando esse contexto da lei, percebe-se que para se cumprir seus objetivos faz-se necessário que o professor seja um mero cientista pesquisador  com formação adequada para promover a autonomia de acordo com os paradigmas da era digital, que sejam  professores críticos- reflexivos  comprometidos com o próprio desenvolvimento profissional e que adentrem no mundo digital de forma que sua prática pedagógica seja transformadora.

METODOLOGIA

O caminho metodológico percorrido para a construção desse artigo foi a pesquisa bibliográfica, uma vez que a investigação ocorreu por meio  de materiais publicados em livros, artigos, leis e documentos disponíveis na internet de domínio  público. A respeito do método utilizado, classifica-se como qualitativa, já que a abordagem se deu através de ferramentas mais subjetivas,  em que os aspectos,  que foram observados não podem ser mensurados numericamente. A pesquisa ocorreu em seis etapas conforme o seguinte:

Etapa 1 – a escolha do tema – essa etapa  foi fundamental, pois tal escolha  se deve ao fato de que enquanto mestranda  em Ciências da Educação é necessário investigar aspectos relativos a essa linha.  

Etapa 2 – a revisão de literatura – momento em que aconteceu a verificação  dos trabalhos já existentes sobre o tema, documentos e leis da educação que contextualizam os aspectos nele contidos. Nessa etapa foi reunido todo material teórico.  

Etapa 3 – formulação do problema –  através dele é que se pode  traçar as linhas de atuação para se formular   os objetivos pretendidos justificando a escolha do tema.

Etapa 4 – criação dos objetivos –  foram elencados todos os aspectos do trajeto que se pretendia percorrer para compreender o tema.

Etapa 5 – o momento de coletar dados para que se conquistasse as informações precisas para  alcançar os objetivos propostos. 

Etapa 6 – a análise dos resultados – criação do próprio ponto de vista com aqueles achados na coleta dos dados, e finalmente, foram tecidas as considerações finais.

ANÁLISE DOS RESULTADOS

A partir da análise das ideias dos teóricos que fizeram parte da pesquisa,  foi compreendido que as demandas relativas às tecnologias digitais na alfabetização e letramento para transformar o pedagogo em cientista  da educação são muitas e ora apresentadas com complexidade, já que muitos professores tiveram uma formação inicial longe desse contexto tecnológico e, mesmo os que tenham sido instigados a se transformarem em cientistas da educação, precisam de formação continuada para se adequar às novas exigências educacionais. 

Dentro das temáticas discutidas, destacam-se aqui os marcos históricos da aplicação da inteligência artificial na educação, pois estes vêm impactando a educação com  novas soluções para o ensino e aprendizagem a partir de várias novidades entre elas o apoio às atividades dos professores. Porém, sabendo que  são tecnologias diferentes que trabalham  juntas com níveis de inteligência que se assemelham aos seres humanos, é preciso que haja pessoas com capacidades para gerenciar tudo isso, nesse caso, são os professores. 

Já a análise da Política Nacional de Educação Digital Lei nº 14.533, de 11 de janeiro de 2023, trouxe conhecimentos específicos sobre a  garantia da inserção da educação digital nas escolas para permitir que a cultura digital  seja incluída no processo de aprendizagem dos estudantes. Uma das finalidades dessa política é promover a melhoria do ensino. A lei também trata da Pesquisa e Desenvolvimento em Tecnologias da Informação e Comunicação, esse aspecto deve ser observado primeiramente pelos professores, pois para conduzir a prática pedagógica nesse contexto atual é necessário se transformar em cientista da educação. Para tanto, a política traz como proposta o fornecimento de capacitação  com o objetivo de desenvolver competências e habilidades digitais capazes  de atuar no processo de inserção da tecnologia no âmbito educacional. Acredita-se que a criação da Política Nacional de Educação Digital representa um grande avanço no cenário da educação  brasileira.

Em síntese, este trabalho permitiu  alcançar os  objetivo  traçados,  uma vez que foi possível situar o papel do professor enquanto cientista da educação para  como uma pessoa que tem de estar sempre aberta ao novo, para investigá-lo e ver o que ele representa para o conhecimento e para a aprendizagem dos estudantes. 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Nos dias atuais, as tecnologias são imprescindíveis para o mundo da educação e o letramento digital é algo preciso nesse contexto.  Portanto, a escola precisa incluir as tecnologias no ensino  para se adequar às novas demandas de aprendizagem. No que diz respeito às competências do professor  para se empoderar da alfabetização e do  letramento digital, foi percebido neste trabalho que isso se configura como um desafio, porém, a Política  Nacional de Educação Digital, traz suportes para fins de formação, bem como incentiva os professores para adentrarem no contexto de cientistas da educação. 

Durante esse trabalho foi percebido que a alfabetização e o letramento digital envolve o domínio de  habilidades digitais que permitam explorar novas tecnologias para analisar e avaliar criticamente dados, resolver problemas e colaborar em conjunto.Viu-se ainda que no ensino moderno o professor deve  misturar linguagens digitais, combinar  imagens com palavras e trazer  novas formas de ler, escrever e compreender, esse processo vai resultar no letramento digital.

Apesar das discussões realizadas e  dos contextos abordados, vale destacar que esse artigo não conseguiu discorrer acerca de todos os aspectos da temática estudada, mas trouxe a possibilidade de aguçar a vontade de outros pesquisadores se aprofundarem em pesquisas mais extensas e ampliar as discussões necessárias sobre as demanda para transformar o pedagogo em cientista  da educação no contexto da alfabetização e letramento digital.

Enfim, ressalta-se a necessidade de reorganizar as estratégias de alfabetização, utilizando o letramento digital que a maioria das crianças já trazem consigo para auxiliar o processo de alfabetização,  assim como a formação do professor para se adequar às essas exigências da educação na era digital.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL. Lei nº 9.394/ 1996, de 20 de dezembro de 1996. Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, DF: Diário Oficial da União, 1996  Acesso em: 10 de dezembro de 2024.  

BRASIL. Lei nº 14.533, de 11 de janeiro de 2023 Institui a Política Nacional de Educação Digital e altera as Leis nºs 9.394, de 20 de dezembro de 1996  (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), 9.448, de 14 de março de 1997, 10.260, de 12 de julho de 2001, e 10.753, de 30 de outubro de 2003. Brasília, 2023.

CARNEIRO, Auner Pereira; FIGUEIREDO, Ismérie Salles de Souza; LADEIRA, Thalles Azevedo. A importância das tecnologias digitais na Educação e seus desafios. Revista Educação Pública, v. 20, nº 35, 15 de setembro de 2020. Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/20/35/joseph-a-importancia-das-tecnologias-digitais-na-educacao-e-seus-desafios-a-educacao-na-era-da-informacao-e-da-cibercultura.

LIMÃO JUNIOR, Everaldo Carvalho. Letramento digital, Boa Vista, 2024.

NEVES, Vivência Siriaco de Souza; CERDAS, Eliana. A percepção de professores em formação sobre a ciência e o cientista em um curso de Pedagogia. Ens. Tecnol. R., Londrina, v. 8, n. 1, jan./jun. 2024.

VICCARI, Rosa Maria; BRACKMANN, Christian; MIZUSAKI, Lucas; GALAFASSI, Cristiano. Inteligência Artificial na Educação Básica:Prática na Escola. Novatec Editora Ltda, São Paulo, SP, 2023.

Honorato, Rosangela Santos . Tecnologias digitais na alfabetização e letramento: Uma demanda para transformar o pedagogo em cientista da educação.International Integralize Scientific. v 5, n 48, Junho/2025 ISSN/3085-654X

Referencias

Vivian Caroline Coraucci.
BAILEY, C. J.; LEE, J. H.
Management of chlamydial infections: A comprehensive review.
Clinical infectious diseases.
v. 67
n. 7
p. 1208-1216,
2021.
Disponível em: https://academic.oup.com/cid/article/67/7/1208/6141108.
Acesso em: 2024-09-03.

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n. 48
Tecnologias digitais na alfabetização e letramento: Uma demanda para transformar o pedagogo em cientista  da educação

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