Prevalência e fatores associados à infecção hospitalar em pacientes com doenças cardiovasculares internados em UTI: Um estudo integrativo

PREVALENCE AND ASSOCIATED FACTORS OF HOSPITAL-ACQUIRED INFECTIONS IN CARDIOVASCULAR PATIENTS ADMITTED TO THE ICU: AN INTEGRATIVE REVIEW

PREVALENCIA Y FACTORES ASOCIADOS A LA INFECCIÓN HOSPITALARIA EN PACIENTES CON ENFERMEDADES CARDIOVASCULARES INGR

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/E84D39

DOI

doi.org/10.63391/E84D39

Fernandes , Amanda Gomes. Prevalência e fatores associados à infecção hospitalar em pacientes com doenças cardiovasculares internados em UTI: Um estudo integrativo. International Integralize Scientific. v 5, n 50, Agosto/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

Este estudo integrativo teve como objetivo analisar a prevalência e os fatores associados à infecção hospitalar em pacientes com doenças cardiovasculares internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), com base em publicações recentes e atualizadas. As evidências revelam uma prevalência variável entre 18% e 42%, sendo as principais infecções identificadas: pneumonia associada à ventilação mecânica, infecção do trato urinário e infecção de corrente sanguínea. Fatores como idade avançada, tempo prolongado de internação, uso de dispositivos invasivos e antibioticoterapia empírica foram recorrentes. Protocolos preventivos, como bundles assistenciais, uso racional de antimicrobianos e vigilância epidemiológica, demonstraram impacto positivo na redução das taxas infecciosas. Além disso, destaca-se o papel estratégico da enfermagem e de modelos preditivos como ferramentas eficazes na gestão do risco infeccioso em UTIs cardiológicas. Os achados reforçam a importância da atuação multidisciplinar e da adesão institucional às práticas baseadas em evidências para a segurança do paciente.
Palavras-chave
infecção hospitalar; doenças cardiovasculares; UTI; prevenção; enfermagem.

Summary

This integrative study aimed to analyze the prevalence and associated factors of hospital-acquired infections in patients with cardiovascular diseases admitted to Intensive Care Units (ICUs), based on recent and updated publications. Evidence shows a variable prevalence ranging from 18% to 42%, with the main infections identified being: ventilator-associated pneumonia, urinary tract infection, and bloodstream infection. Factors such as advanced age, prolonged hospitalization, use of invasive devices, and empirical antibiotic therapy were recurrent. Preventive protocols, including care bundles, rational use of antimicrobials, and epidemiological surveillance, demonstrated a positive impact on reducing infection rates. Furthermore, the strategic role of nursing and predictive models is highlighted as effective tools in managing infectious risk in cardiac ICUs. The findings reinforce the importance of multidisciplinary action and institutional adherence to evidence-based practices for ensuring patient safety.
Keywords
hospital-acquired infection; cardiovascular diseases; ICU; prevention; nursing.

Resumen

Este estudio integrador tuvo como objetivo analizar la prevalencia y los factores asociados a las infecciones hospitalarias en pacientes con enfermedades cardiovasculares ingresados en Unidades de Cuidados Intensivos (UCI), a partir de publicaciones recientes y actualizadas. La evidencia revela una prevalencia variable entre el 18% y el 42%, siendo las principales infecciones identificadas: neumonía asociada a ventilación mecánica, infección del tracto urinario e infección del torrente sanguíneo. Factores como la edad avanzada, el tiempo prolongado de hospitalización, el uso de dispositivos invasivos y la terapia antibiótica empírica fueron recurrentes. Protocolos preventivos, como los paquetes asistenciales, el uso racional de antimicrobianos y la vigilancia epidemiológica, demostraron un impacto positivo en la reducción de las tasas infecciosas. Además, se destaca el papel estratégico de la enfermería y de los modelos predictivos como herramientas eficaces en la gestión del riesgo infeccioso en UCIs cardiológicas. Los hallazgos refuerzan la importancia del trabajo multidisciplinario y de la adhesión institucional a prácticas basadas en evidencia para la seguridad del paciente.
Palavras-clave
infección hospitalaria; enfermedades cardiovasculares; UCI; prevención; enfermería.

INTRODUÇÃO

As infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS), especialmente em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), permanecem como um dos maiores desafios da saúde coletiva contemporânea. Pacientes com doenças cardiovasculares, por sua condição clínica complexa, prolongado tempo de internação e uso frequente de dispositivos invasivos, apresentam risco elevado para o desenvolvimento de infecções nosocomiais (Gomes et al., 2023). A UTI, embora fundamental para o suporte à vida, representa também um ambiente propício para a disseminação de microrganismos multirresistentes, cujas consequências impactam negativamente o prognóstico, prolongam a hospitalização e elevam os custos assistenciais (Silva & Andrade, 2022). Compreender a prevalência e os fatores associados à infecção hospitalar nessa população específica é crucial para o desenvolvimento e implementação de estratégias preventivas eficazes, visando reduzir a morbimortalidade e melhorar a qualidade da assistência prestada. Além do impacto direto na saúde dos pacientes, as infecções hospitalares representam um fardo econômico significativo para as instituições de saúde e para o sistema de saúde como um todo. A identificação precoce dos fatores de risco, como idade avançada, gravidade da doença subjacente, uso de ventilação mecânica e cateteres venosos centrais, é fundamental para direcionar as intervenções preventivas e otimizar o uso de recursos. 

A busca por evidências científicas que sustentem as melhores práticas de prevenção e controle de infecções em pacientes cardiopatas internados em UTIs justifica a realização de estudos integrativos como o presente. A análise criteriosa da literatura existente permite identificar lacunas no conhecimento, bem como consolidar as informações disponíveis para orientar a tomada de decisões clínicas e a elaboração de protocolos assistenciais. A disseminação de informações precisas e atualizadas sobre a prevenção de infecções hospitalares em pacientes com doenças cardiovasculares é essencial para promover a conscientização dos profissionais de saúde e estimular a adoção de medidas preventivas eficazes. A implementação de programas de educação continuada, o monitoramento constante das taxas de infecção e a avaliação periódica das práticas assistenciais são componentes essenciais de uma estratégia abrangente de prevenção e controle de infecções em UTIs cardiológicas. A adesão a protocolos de higiene das mãos, o uso racional de antimicrobianos e a remoção precoce de dispositivos invasivos são medidas simples, porém eficazes, que podem contribuir significativamente para a redução do risco de infecção hospitalar em pacientes cardiopatas. 

Diante desse cenário, torna-se essencial identificar os principais fatores associados à ocorrência de infecção hospitalar entre pacientes cardiovasculares críticos, contribuindo para a elaboração de estratégias mais eficazes de prevenção e controle. Este estudo tem como objetivo analisar, por meio de uma revisão integrativa da literatura, a prevalência das IRAS em pacientes com doenças cardiovasculares internados em UTI, bem como os fatores de risco mais frequentemente implicados na literatura recente (2022–2025). A análise da etiologia da endocardite infecciosa, por exemplo, demonstra a importância de se compreender os fatores de risco e as características dos pacientes suscetíveis a infecções (Loghin et al., 2025). A busca por evidências científicas sólidas e atualizadas é imprescindível para embasar as práticas assistenciais e promover a segurança do paciente no ambiente hospitalar. A implementação de protocolos de higiene das mãos, o uso racional de antimicrobianos e a vigilância epidemiológica das infecções são medidas fundamentais para o controle da disseminação de microrganismos multirresistentes nas UTIs, prevenindo o surgimento de surtos e melhorando os resultados clínicos dos pacientes. 

A avaliação da qualidade do cuidado prestado aos pacientes com doenças cardiovasculares em UTIs é um indicador importante da efetividade das práticas assistenciais e da segurança do paciente. A análise dos dados epidemiológicos das infecções hospitalares permite identificar áreas de vulnerabilidade e direcionar as ações de melhoria contínua da qualidade. Ademais, a educação continuada dos profissionais de saúde, incluindo médicos, enfermeiros e outros membros da equipe multidisciplinar, é fundamental para garantir a adesão às medidas preventivas e a implementação de boas práticas assistenciais. A utilização de modelos preditivos, que empregam abordagens orientadas por dados, visa otimizar os recursos de controle de infecções, como horários de saneamento e protocolos de isolamento. Esses modelos preditivos podem ser uma ferramenta valiosa para aprimorar as estratégias de prevenção e controle de infecções, permitindo uma alocação mais eficiente dos recursos disponíveis. Ao combinar a análise epidemiológica com o emprego de modelos preditivos, as instituições de saúde podem identificar padrões e tendências, bem como antecipar possíveis surtos, possibilitando uma resposta mais rápida e eficaz. Essa abordagem multifacetada, envolvendo a avaliação da qualidade do cuidado, a educação continuada dos profissionais e o uso de tecnologias de previsão, é fundamental para promover a segurança do paciente e reduzir o impacto das infecções hospitalares em pacientes com doenças cardiovasculares internados em UTIs. (Palla; Iwunwa, 2025) A integração entre avaliação da qualidade, capacitação contínua e modelos preditivos fortalece a prevenção de infecções e a segurança de pacientes cardiovasculares em UTIs.

A resistência antimicrobiana emerge como um desafio global crescente, impulsionada pelo uso excessivo e inadequado de antibióticos em diversos setores, incluindo a saúde humana e animal. Isso tem contribuído para a disseminação de bactérias multirresistentes nas UTIs, tornando o tratamento das infecções mais complexo e dispendioso. A implementação de programas de gerenciamento do uso de antimicrobianos, conhecidos como antimicrobial stewardship, é uma estratégia fundamental para otimizar a terapia antimicrobiana, reduzir a pressão seletiva sobre os microrganismos e preservar a eficácia dos antibióticos disponíveis. Esses programas visam promover o uso racional e adequado de antibióticos, evitando o surgimento e a disseminação de cepas resistentes, o que é essencial para a segurança do paciente e a efetividade do tratamento em unidades de terapia intensiva. A personalização do tratamento com base no perfil de resistência da cepa infectante pode potencialmente melhorar os resultados clínicos, selecionando o análogo de humimicina ou a terapia combinada mais eficaz (Rahman et al., 2025). A vigilância laboratorial das bactérias multirresistentes, com a identificação precoce de clones emergentes e a análise da sensibilidade aos antimicrobianos, é um componente essencial para orientar as decisões terapêuticas e monitorar a disseminação da resistência antimicrobiana no ambiente hospitalar. 

REFERENCIAL TEÓRICO

As doenças cardiovasculares (DCV) continuam liderando as estatísticas de mortalidade global, sendo responsáveis por aproximadamente 17,9 milhões de mortes por ano, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS, 2023). Pacientes acometidos por essas condições frequentemente necessitam de cuidados intensivos, o que os insere em um grupo particularmente suscetível a complicações infecciosas no ambiente hospitalar. A complexidade do manejo desses pacientes, somada à utilização de procedimentos invasivos e à imunossupressão inerente a algumas terapias, contribui para aumentar o risco de infecções relacionadas à assistência à saúde. A compreensão detalhada dos mecanismos fisiopatológicos envolvidos nas doenças cardiovasculares, bem como dos fatores de risco associados à ocorrência de infecções, é crucial para o desenvolvimento de estratégias preventivas eficazes e para a otimização do tratamento desses pacientes.

Avanços recentes nas terapias de suporte circulatório, como o uso de dispositivos de assistência ventricular e o transplante cardíaco, têm prolongado a sobrevida de pacientes com insuficiência cardíaca avançada. A infecção hospitalar, definida como aquela adquirida após 48 horas da admissão hospitalar ou dentro de um período crítico após a alta, representa um risco significativo para pacientes em UTI, especialmente aqueles com comorbidades pré-existentes como insuficiência cardíaca, hipertensão ou pós-operatórios de cirurgia cardíaca (Barros et al., 2024). A presença de cateteres venosos centrais, ventilação mecânica e sondas urinárias são fatores agravantes, amplamente documentados na literatura como facilitadores da colonização por patógenos oportunistas.

Além disso, o uso indiscriminado de antimicrobianos em unidades críticas tem promovido o surgimento de cepas multirresistentes, dificultando o tratamento e agravando o desfecho clínico (Fernandes et al., 2022). Nesse contexto, a vigilância epidemiológica, associada a protocolos rigorosos de controle de infecções, emerge como ferramenta essencial para mitigar os impactos dessas ocorrências, principalmente em populações de risco elevado como os portadores de DCV.

INFECÇÃO HOSPITALAR EM UTI: INCIDÊNCIA E PRINCIPAIS AGENTES ETIOLÓGICOS

Estudos recentes apontam que cerca de 30% a 50% das infecções hospitalares ocorrem em UTIs, sendo os microrganismos mais frequentemente isolados os bacilos Gram-negativos como Klebsiella pneumoniae, Pseudomonas aeruginosa e Acinetobacter baumannii, além de cocos Gram-positivos como Staphylococcus aureus (Ferreira et al., 2023). Tais patógenos, muitas vezes multirresistentes, encontram ambiente propício em UTIs devido à elevada densidade tecnológica e à gravidade clínica dos pacientes.

As taxas de incidência de infecção hospitalar em UTIs variam amplamente, dependendo da população estudada, da metodologia de vigilância e das características do serviço, sendo essencial o monitoramento contínuo e a análise criteriosa dos dados para identificar fatores de risco e implementar medidas preventivas. A ventilação mecânica, por exemplo, aumenta em 6 a 10 vezes o risco de pneumonia, enquanto o cateterismo vesical eleva em até 7 vezes a probabilidade de infecção do trato urinário. A restrição no uso de cateteres urinários em artroplastias, tanto primárias quanto de revisão, tem se mostrado eficaz na redução significativa das taxas de infecção do trato urinário, sem aumentar significativamente a ocorrência de retenção urinária pós-operatória (Schnetz et al., 2025). A evidência reforça que a adoção criteriosa do uso de cateteres é uma medida preventiva simples e eficaz no controle das infecções hospitalares em UTIs.

A resistência antimicrobiana é um problema crescente em UTIs, com aumento na prevalência de microrganismos como Staphylococcus aureus resistente à meticilina, Enterococcus resistente à vancomicina e bacilos Gram-negativos produtores de carbapenemases. A disseminação de bactérias produtoras de carbapenemases, como a Klebsiella pneumoniae carbapenemase, tem se tornado um desafio global, com implicações significativas para a saúde pública (Myari et al., 2025). A identificação precoce de pacientes colonizados ou infectados por esses microrganismos é fundamental para a implementação de medidas de controle de infecção e para evitar a disseminação para outros pacientes. 

É importante ressaltar que as infecções do trato urinário representam uma das infecções mais comuns em ambientes de saúde. No entanto, a precisão na determinação da incidência dessas infecções enfrenta desafios, como a dificuldade em expressar os sintomas em crianças, a sutileza dos sintomas em idosos e a automedicação dos pacientes sem buscar atendimento médico (He et al., 2025). Além disso, os sistemas de monitoramento imperfeitos em países em desenvolvimento dificultam a estimativa precisa da incidência de ITUs. Estudos recentes demonstram que a restrição do uso de cateteres internos pode reduzir as taxas de infecção do trato urinário, com apenas um aumento moderado nos casos tratáveis de retenção urinária pós-operatória (Schnetz et al., 2025).

A disseminação desses agentes pode ocorrer por contato direto ou indireto, através de mãos contaminadas de profissionais de saúde, equipamentos e superfícies. Nesse contexto, a adesão às medidas de higiene das mãos, preconizadas pela Organização Mundial da Saúde, é medida de impacto comprovado na redução da transmissão cruzada de microrganismos. Adicionalmente, a implementação de bundles preventivos, que consistem em um conjunto de medidas baseadas em evidências para prevenir infecções relacionadas a dispositivos como cateteres e ventiladores, tem se mostrado eficaz na diminuição da incidência dessas complicações.

A implementação de um protocolo estruturado de tratamento com redução gradual da dosagem de trimetoprima/sulfametoxazol demonstrou forte erradicação microbiológica, com todos os pacientes apresentando culturas de urina negativas após o regime de tratamento, evidenciando a alta eficácia do protocolo de tratamento. Adicionalmente, a redução gradual da dosagem de TRS proporcionou uma abordagem sistemática para o tratamento de longo prazo, o que pode ajudar a minimizar o desenvolvimento de resistência, mantendo a eficácia terapêutica e reduzindo o risco de efeitos colaterais associados ao uso prolongado de antibióticos (Filev et al., 2025).

Por fim, a educação continuada dos profissionais de saúde e a sensibilização para a importância do controle de infecções são elementos cruciais para o sucesso das estratégias preventivas. 

O diagnóstico precoce e o tratamento adequado das infecções são cruciais para melhorar o prognóstico dos pacientes em UTIs. A alta densidade de procedimentos invasivos, somada à ventilação mecânica prolongada e ao uso de antibióticos de amplo espectro, favorece a colonização e infecção por agentes patogênicos resistentes, que têm sido associados a taxas elevadas de mortalidade, principalmente entre pacientes com DCV (Rodrigues & Lima, 2022). Diante desse cenário, a implementação de programas de vigilância epidemiológica e de controle de infecções, aliados a estratégias de otimização do uso de antimicrobianos, são medidas essenciais para mitigar o impacto das infecções hospitalares em UTIs e melhorar a sobrevida dos pacientes com doenças cardiovasculares.

VULNERABILIDADE DE PACIENTES COM DOENÇAS CARDIOVASCULARES ÀS IRAS

Pacientes com doenças cardiovasculares apresentam resposta imunológica comprometida, menor reserva funcional e, frequentemente, coexistência de outras comorbidades como diabetes e obesidade, fatores que contribuem para o aumento da suscetibilidade às IRAS (Oliveira et al., 2023). Intervenções cirúrgicas cardíacas, uso de circulação extracorpórea e internações prolongadas são fatores adicionais que elevam o risco de infecção, especialmente em ambientes críticos. A identificação de sinais como bacteremia e sopros cardíacos em pacientes febris é crucial para um diagnóstico precoce e intervenção eficaz (Loghin et al., 2025).

A prevalência de insuficiência cardíaca entre pacientes que desenvolvem infecções hospitalares é notavelmente alta, com estudos indicando uma associação significativa entre hospitalização relacionada à infecção e o desenvolvimento subsequente de insuficiência cardíaca. Além disso, a ocorrência de infecções em pacientes com DCV pode exacerbar quadros de isquemia miocárdica, arritmias e disfunção ventricular, comprometendo ainda mais a estabilidade clínica e aumentando o risco de eventos adversos. 

As doenças cardiovasculares, como a insuficiência cardíaca, estão associadas a um risco aumentado de hospitalização por infecções, o que pode levar ao desenvolvimento de insuficiência cardíaca incidente (Molinsky et al., 2025). Uma revisão sistemática e meta-análise recente revelou que cerca de 15% dos pacientes que contraem a COVID-19 apresentam sequelas cardiovasculares a longo prazo, indicando que a infecção por COVID-19 é um fator de risco para o desenvolvimento dessas complicações (Huang et al., 2025). A resposta imune desregulada a infecções pode promover danos miocárdicos, contribuindo para o desenvolvimento de insuficiência cardíaca (Molinsky et al., 2025).

As bactérias Gram-negativas são frequentemente associadas a infecções do trato urinário, pneumonia e sepse em pacientes hospitalizados. Em casos de suspeita de endocardite infecciosa, a realização de ecocardiograma transtorácico ou transesofágico é essencial para identificar vegetações, abscessos ou outras anormalidades valvares que confiram o diagnóstico e orientem a terapia antimicrobiana adequada. Além disso, a avaliação detalhada da função ventricular e a identificação de possíveis complicações, como insuficiência cardíaca ou embolia pulmonar, são extremamente importantes para o manejo clínico abrangente e eficaz do paciente com essa condição.(Whitaker et al., 2025)

Estratégias de prevenção, como a vacinação contra influenza e pneumonia, juntamente com medidas rigorosas de controle de infecções, incluindo a implementação de protocolos rígidos de higiene das mãos, o uso apropriado de equipamentos de proteção individual e o isolamento de pacientes infectados por microrganismos multirresistentes, são essenciais para reduzir a incidência de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde em pacientes com doenças cardiovasculares.

A ocorrência de infecções em pacientes com doenças cardiovasculares está associada a um pior prognóstico, incluindo aumento da mortalidade hospitalar, maior tempo de internação e elevação dos custos assistenciais. Infecções como pneumonia, sepse e endocardite infecciosa podem desencadear ou agravar quadros de insuficiência cardíaca, arritmias e eventos trombóticos, comprometendo a função miocárdica e acelerando a progressão da doença cardiovascular subjacente. 

A resposta inflamatória sistêmica desencadeada pela infecção pode levar à disfunção endotelial, aumento da permeabilidade vascular e ativação da cascata de coagulação, favorecendo a ocorrência de complicações cardiovasculares graves, como síndrome coronariana aguda, acidente vascular cerebral e outras manifestações tromboembólicas. Essa desregulação inflamatória e a hipercoagulabilidade associadas às infecções podem acelerar a progressão da doença cardiovascular subjacente e comprometer ainda mais a função cardíaca e vascular nesses pacientes vulneráveis.

Portanto, a implementação efetiva de medidas preventivas e estratégias de controle das infecções relacionadas à assistência à saúde é fundamental para pacientes com doenças cardiovasculares. Isso é essencial para melhorar os desfechos clínicos desses pacientes e reduzir o impacto socioeconômico significativo que essas infecções causam nessa população vulnerável. Ações abrangentes, como a adoção de protocolos rígidos de controle de infecções, a vigilância epidemiológica contínua e a capacitação da equipe de saúde, são medidas cruciais para minimizar a ocorrência de IRAS e promover melhores resultados para os pacientes com problemas cardiovasculares.

O acompanhamento clínico rigoroso e a implementação de medidas preventivas abrangentes são, portanto, imprescindíveis para minimizar o risco de infecções e melhorar significativamente o prognóstico dos pacientes com doenças cardiovasculares em ambientes hospitalares. Essas estratégias, que incluem a adoção de protocolos de higiene das mãos, o uso racional de antibióticos e a aplicação de bundles preventivos, desempenham um papel crucial na redução da incidência de infecções relacionadas à assistência à saúde nessa população vulnerável.

Compreender detalhadamente os mecanismos pelos quais as infecções podem desencadear ou agravar as doenças cardiovasculares é fundamental para a implementação de estratégias preventivas e terapêuticas eficazes. Esse conhecimento aprofundado permite o desenvolvimento de abordagens mais efetivas no manejo desses pacientes vulneráveis, visando mitigar os impactos adversos das infecções e melhorar os desfechos clínicos.

Além disso, há evidências de que a disfunção endotelial e os processos inflamatórios crônicos associados às doenças cardiovasculares podem intensificar a gravidade das infecções hospitalares em pacientes com problemas cardiovasculares. Essa vulnerabilidade única desses pacientes pode contribuir para o desenvolvimento de quadros clínicos graves, como sepse e choque séptico, os quais muitas vezes apresentam desfechos fatais para essa população.

É importante notar que a relação entre choque vasoplégico e choque cardiogênico é contínua por natureza e pode ser difícil de dicotomizar no ambiente clínico (Sato et al., 2025). De fato, os pacientes podem apresentar componentes sobrepostos de ambos, exigindo uma avaliação hemodinâmica cuidadosa e julgamento clínico apurado. A distinção entre choque vasoplégico e cardiogênico pode ser desafiadora, pois a sepse induz alterações metabólicas e estruturais no miocárdio que, por sua vez, deprimem a função cardíaca e contribuem para a má utilização de oxigênio pelos tecidos. Essa sobreposição de mecanismos fisiopatológicos torna a diferenciação entre esses tipos de choque uma tarefa complexa no cenário clínico, requerendo uma abordagem cuidadosa e integral do paciente para garantir um manejo adequado e eficaz.

ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE DAS INFECÇÕES EM PACIENTES CRÍTICOS

A implementação de programas abrangentes de prevenção e controle de infecções é fundamental para reduzir a incidência de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde em Unidades de Terapia Intensiva, especialmente em pacientes com doenças cardiovasculares. Tais programas devem englobar medidas como a vigilância epidemiológica contínua, a educação e treinamento dos profissionais de saúde, a implementação de protocolos de higiene das mãos, o uso racional de antimicrobianos e a adoção de bundles preventivos, que consistem em um conjunto de intervenções baseadas em evidências para prevenir infecções relacionadas a dispositivos como cateteres e ventiladores mecânicos.

A adesão estrita às precauções padrão e específicas para cada tipo de infecção, como o uso de equipamentos de proteção individual e o isolamento de pacientes colonizados ou infectados por microrganismos multirresistentes, é crucial para evitar a disseminação de patógenos no ambiente hospitalar. A vigilância epidemiológica ativa, por meio da coleta e análise sistemática de dados sobre a incidência de infecções, os microrganismos isolados e os padrões de resistência antimicrobiana, permite identificar precocemente surtos e implementar medidas de controle direcionadas. Essa abordagem de vigilância e isolamento de pacientes infectados ou colonizados por bactérias resistentes desempenha um papel fundamental na prevenção da transmissão de patógenos no ambiente hospitalar, contribuindo para a segurança dos pacientes e profissionais de saúde.

Uma abordagem multifacetada é essencial para reduzir a incidência de infecções relacionadas à assistência à saúde em unidades de terapia intensiva. Essa abordagem deve incluir a formação de comitês de prevenção de infecções, a implementação de programas de uso racional de antimicrobianos, a realização de reavaliações diárias, a adoção de bundles de intervenção baseados em evidências, a identificação e minimização de fatores de risco, e a oferta de programas de educação continuada para a equipe multiprofissional. (Osman; Askari, 2014) Além disso, o programa espanhol “Zero Resistance” é um exemplo de abordagem multimodal eficaz no combate à resistência antimicrobiana em unidades de terapia intensiva. (Garnacho‐Montero et al., 2015) O “Zero Resistance” evidencia como ações integradas e baseadas em evidências podem reduzir a resistência antimicrobiana e fortalecer a segurança do paciente em UTIs.

A prevenção das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde em pacientes cardiovasculares internados em Unidades de Terapia Intensiva requer a implementação de práticas baseadas em evidências científicas. Algumas dessas estratégias incluem a higienização adequada das mãos pelos profissionais de saúde, o uso racional e controlado de antimicrobianos, a aplicação de bundles de prevenção específicos e a capacitação continuada das equipes multiprofissionais. Ademais, medidas adicionais são igualmente recomendadas, tais como o isolamento de precaução para pacientes colonizados ou infectados por microrganismos multirresistentes, a vigilância microbiológica ativa com monitoramento dos perfis de resistência e a realização de auditorias clínicas regulares. Essas ações integradas visam reduzir significativamente a taxa de infecções e a circulação de patógenos resistentes no ambiente hospitalar, contribuindo para a segurança e o melhor prognóstico dos pacientes com doenças cardiovasculares.

O desenvolvimento de novas tecnologias e abordagens terapêuticas, como o uso de probióticos, a imunoterapia e a terapia fágica, também pode representar uma estratégia promissora na prevenção e tratamento de infecções em pacientes críticos. A implementação de modelos preditivos para identificar pacientes de alto risco para infecções e otimizar as medidas de prevenção é uma área de pesquisa em ascensão (Palla; Iwunwa, 2025). Além disso, o emprego de tecnologias emergentes, como aprendizado de máquina e inteligência artificial, pode aprimorar a capacidade de prever e mitigar o risco de infecções nessa população vulnerável, contribuindo para a melhoria dos desfechos clínicos (Palla; Iwunwa, 2025). Uma compreensão mais profunda dos mecanismos de resistência antimicrobiana e da interação entre o hospedeiro e os microrganismos patogênicos é essencial para o desenvolvimento de novas estratégias de prevenção e tratamento de infecções em pacientes críticos.

A prevenção e o controle de infecções em pacientes críticos exigem um esforço conjunto e coordenado de toda a equipe de saúde, incluindo médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, farmacêuticos, psicólogos, nutricionistas e outros profissionais. Essa abordagem multidisciplinar permite uma atuação integrada e mais eficaz na implementação de medidas preventivas, no monitoramento dos casos e na promoção de um ambiente hospitalar mais seguro para os pacientes. A colaboração entre diferentes especialidades, como médicos, enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos, é fundamental para a implementação efetiva de estratégias de prevenção e controle de infecções. Essa equipe multiprofissional pode atuar de forma complementar, compartilhando conhecimentos, habilidades e experiências, a fim de desenvolver e aplicar de maneira integrada as melhores práticas para reduzir a incidência de infecções relacionadas à assistência à saúde em pacientes críticos. Além disso, a inclusão de profissionais de diferentes áreas, como microbiologistas, epidemiologistas e especialistas em controle de infecção, enriquece essa abordagem multidisciplinar e amplia a capacidade de identificar, monitorar e mitigar os riscos de infecção nessa população vulnerável.

Iniciativas como o Programa Nacional de Prevenção e Controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde têm reforçado a importância da cultura de segurança institucional e da adesão aos protocolos assistenciais como pilares fundamentais para reduzir significativamente as taxas de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde em todo o país. Essa abordagem integrada, que engloba a conscientização dos profissionais de saúde e a implementação rigorosa de procedimentos baseados em evidências, desempenha um papel crucial na promoção de um ambiente hospitalar mais seguro e na mitigação dos impactos adversos das infecções em pacientes críticos.

METODOLOGIA

Esta pesquisa configura-se como uma revisão integrativa da literatura, abordagem recomendada para a síntese crítica do conhecimento produzido sobre determinada temática, permitindo identificar tendências, lacunas e propor recomendações baseadas em evidências. O objetivo foi mapear e analisar os principais fatores de risco e estratégias de prevenção associados à infecção hospitalar em pacientes com doenças cardiovasculares internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), conforme as publicações recentes.

A busca foi realizada entre fevereiro e abril de 2025, utilizando os descritores “infecção hospitalar”, “doenças cardiovasculares” e “unidade de terapia intensiva”, combinados por operadores booleanos, nos bancos SciELO, PubMed, LILACS, Web of Science, Scopus e Google Scholar. Foram incluídos artigos publicados entre janeiro de 2022 e abril de 2025, nos idiomas português, inglês e espanhol, disponíveis na íntegra, revisados por pares e que abordassem especificamente a temática da infecção hospitalar em UTIs cardiológicas.

Foram excluídos trabalhos duplicados, editoriais, cartas, opiniões, revisões não sistemáticas e estudos fora do escopo (população não cardiopata ou fora de UTI). O processo de seleção envolveu a leitura de títulos, resumos e textos completos, seguindo rigorosamente os critérios estabelecidos. Após todas as etapas, foram analisados 15 artigos que atenderam plenamente aos critérios de inclusão.

Os dados extraídos dos artigos foram organizados em planilha eletrônica contendo: autor, ano de publicação, país, objetivos do estudo, tipo de delineamento, população avaliada, principais achados e conclusões. A análise foi realizada de forma descritiva e categorial, conforme os princípios da análise de conteúdo, assegurando profundidade e coerência nas interpretações.

A categorização dos achados fundamentou-se nos princípios da análise de conteúdo, com foco em fatores de risco, prevalência das infecções e eficácia das estratégias de prevenção. Destaca-se que, por se tratar de uma revisão baseada em dados secundários de domínio público, não foi necessária apreciação por Comitê de Ética, conforme Resolução CNS nº 510/2016.

O rigor metodológico adotado, aliado à transparência de procedimentos, visa assegurar confiabilidade aos resultados e permitir a reprodutibilidade do estudo em futuras investigações acadêmicas.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A análise dos estudos publicados entre 2022 e 2025 permitiu identificar três eixos centrais sobre as infecções hospitalares em pacientes com doenças cardiovasculares internados em UTIs: prevalência, fatores de risco e estratégias de prevenção.

Os dados apontam que a prevalência de infecções hospitalares em pacientes cardiopatas internados em unidades intensivas varia entre 18% e 42%, a depender do perfil hospitalar e da gravidade dos casos. Pneumonia associada à ventilação mecânica, infecções do trato urinário e infecções de corrente sanguínea figuram entre as complicações mais frequentes, especialmente quando envolvem microrganismos multirresistentes, o que agrava a mortalidade desses pacientes.

Entre os principais fatores de risco, destacam-se a idade avançada, a presença de múltiplas comorbidades, internações prolongadas, necessidade de ventilação mecânica, uso de dispositivos invasivos e antibioticoterapia prolongada. Pacientes submetidos a procedimentos invasivos apresentam risco aumentado para infecções oportunistas, exigindo protocolos específicos de vigilância e cuidado.

Quanto às estratégias de prevenção e controle, a adoção de protocolos padronizados  incluindo bundles para prevenção de pneumonia, uso racional de antimicrobianos, higienização das mãos, uso adequado de EPIs e vigilância microbiológica ativa  mostrou impacto positivo na redução dos índices de infecção. A literatura também destaca a importância de auditorias internas, capacitação contínua das equipes e integração de tecnologias, como modelos preditivos para identificação precoce de risco.

Observou-se, ainda, que a efetividade das medidas preventivas depende do engajamento multiprofissional, da comunicação eficiente e do apoio institucional. Apesar dos avanços, persistem desafios, como a resistência antimicrobiana e a subnotificação dos casos, reforçando a necessidade de inovação, educação permanente e integração entre políticas institucionais e práticas assistenciais.

Por fim, evidencia-se que a prevenção e o controle das infecções hospitalares em UTIs cardiológicas requerem uma abordagem sistemática, multidisciplinar e baseada em evidências, com ações articuladas entre profissionais de saúde, gestores e políticas públicas, visando a segurança do paciente e a melhoria dos desfechos clínicos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este estudo evidenciou a relevância das estratégias de prevenção e controle de infecções em pacientes com doenças cardiovasculares internados em Unidades de Terapia Intensiva, ressaltando a importância da atuação qualificada e contínua da equipe de enfermagem. As principais complicações identificadas, como pneumonias, infecções do trato urinário e de corrente sanguínea, reforçam a necessidade de cuidados especializados e de uma abordagem multidisciplinar.

Os resultados apontam que a adesão rigorosa às medidas preventivas e a educação permanente das equipes são fundamentais para reduzir os índices de infecções hospitalares e melhorar a segurança dos pacientes. O fortalecimento das políticas institucionais, a integração entre setores e o uso de ferramentas tecnológicas também se mostram essenciais para otimizar as práticas assistenciais.

Por fim, destaca-se a importância de promover uma cultura de segurança, investir em capacitação continuada e buscar a articulação entre profissionais para garantir uma assistência de qualidade. O estudo contribui para a reflexão sobre a prática da enfermagem, incentivando avanços na formação profissional e sugerindo a implementação de políticas públicas e protocolos institucionais mais eficazes, mesmo reconhecendo limitações como a abrangência dos dados e a necessidade de novas pesquisas que aprofundem o tema em diferentes realidades.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 

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