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Resumo
INTRODUÇÃO
A inclusão de alunos com deficiência no ensino regular tem se configurado como uma temática central nas discussões educacionais contemporâneas, mobilizando pedagogos, psicólogos, educadores e gestores. Nesse contexto, foi realizada, nos anos de 2006 e 2007, uma pesquisa preliminar na Universidade Estadual de Maringá, com o objetivo de analisar a implementação de propostas inclusivas em escolas públicas e privadas da Educação Básica. A partir dos dados obtidos, este artigo propõe uma reflexão crítica acerca das práticas inclusivas desenvolvidas no âmbito escolar.
Constata-se, atualmente, a presença de um discurso amplamente favorável à inclusão de pessoas com deficiência, não apenas na esfera educacional, mas em diversos setores da sociedade. Todavia, apesar dos avanços legislativos, essas pessoas continuam sendo alvo de estigmas e preconceitos, muitas vezes resultantes da percepção social de que são diferentes. As principais conquistas observadas concentram-se na formulação de leis e normativas, sendo sua aplicação efetiva ainda um desafio significativo. Nesse sentido, Glat e Nogueira (2002) argumentam que a promulgação de leis, por si só, não garante sua imediata efetivação, dada a complexidade dos fatores envolvidos no processo de implementação.
A Declaração de Salamanca, resultante da Conferência Mundial sobre Necessidades Educativas Especiais realizada na Espanha em 1994, representa um marco fundamental na consolidação dos princípios da educação inclusiva. Conforme Abenhaim (2005), o documento estabelece que “as pessoas com necessidades educativas especiais devem ter acesso às escolas comuns, as quais devem integrá-las mediante uma pedagogia centrada na criança, capaz de atender a tais necessidades” (p. 43). O pressuposto central da inclusão, segundo a referida Declaração, consiste em que as instituições escolares reconheçam e respondam às múltiplas necessidades dos estudantes, assegurando-lhes uma educação de qualidade, com currículos adequados, estratégias pedagógicas diferenciadas e reorganizações institucionais (UNESCO apud Mendes, 2002).
Embora o Brasil não tenha subscrito oficialmente a Declaração de Salamanca, conforme aponta Bueno (2001), o país vem desenvolvendo esforços no sentido de aplicar seus princípios. Assumiu-se, portanto, o compromisso político de priorizar investimentos financeiros e institucionais para o fortalecimento de um sistema educacional inclusivo, que acolha todos os estudantes, independentemente de suas particularidades. Contudo, as limitações estruturais das escolas públicas brasileiras, somadas ao baixo investimento em educação, evidenciam a fragilidade das políticas inclusivas e do sistema educacional de forma geral.
Nesse sentido, discutir a inclusão escolar requer a problematização de questões estruturais amplas, tais como a escassez de recursos materiais e humanos, a ausência de infraestrutura adequada para atender à diversidade discente, o preconceito e a discriminação ainda presentes na sociedade, bem como a persistente desvalorização das pessoas com deficiência, frequentemente desconsideradas como sujeitos dotados de potencialidades e capacidades produtivas.
Para Vigotski (1997), as pessoas com deficiência possuem, sim, potencialidades, que só podem ser plenamente desenvolvidas se lhes forem oferecidas condições materiais e instrumentais adequadas. O autor destaca que não é a deficiência em si, em sua dimensão biológica, que determina a limitação do sujeito, mas as relações sociais e simbólicas que se constroem em torno dela. Dessa forma, a educação deve possibilitar a apropriação crítica e ativa da cultura historicamente construída, promovendo o desenvolvimento integral desses sujeitos.
Abenhaim (2005) salienta, por sua vez, que a inclusão vai além do simples acesso ao espaço físico da escola. Trata-se de um processo que requer transformações profundas no paradigma educacional vigente. Para Gotti (1998), a inclusão escolar representa um novo marco conceitual e ideológico, que demanda o envolvimento de políticas públicas, programas institucionais, serviços especializados e o engajamento da comunidade. Nesse sentido, incluir significa lutar pela efetivação do direito à cidadania e pela construção de uma consciência crítica acerca das diferenças.
Veiga Neto (2005) complementa essa discussão ao afirmar que, embora competências técnicas sejam indispensáveis, elas não são suficientes para a concretização de uma política de inclusão. Segundo o autor, as ações inclusivas devem considerar dimensões políticas, econômicas, sociais e culturais, pois a inclusão, isoladamente, não elimina as desigualdades estruturais que atravessam a sociedade contemporânea. Para ele, é preciso refletir criticamente sobre os limites de uma escola que, historicamente, foi constituída sob a lógica da exclusão, especialmente em um contexto neoliberal marcado pela competitividade e pela fragmentação social. Nessa perspectiva, vivencia-se uma inclusão perversa, na qual os direitos fundamentais não são plenamente garantidos.
Glat, Magalhães e Carneiro (1998) argumentam que a concretização de uma escola verdadeiramente inclusiva depende de investimentos substanciais em recursos humanos, materiais e pedagógicos. É fundamental que o professor esteja preparado para lidar com a diversidade em sala de aula. Tesini e Manzini (1999) reforçam essa visão, destacando a importância de uma política educacional que fundamente princípios e práticas voltadas às necessidades educativas especiais, com base na equidade de oportunidades.
Apesar das dificuldades enfrentadas, é possível identificar iniciativas que buscam consolidar uma educação inclusiva, ainda que muitas vezes marcadas por certa ingenuidade diante da complexidade do processo histórico de exclusão. Nesse cenário, emergem questionamentos cruciais: as escolas estão se estruturando adequadamente para acolher alunos com necessidades especiais? Os docentes estão sendo devidamente formados para atuar com a diversidade? Os alunos com deficiência estão alcançando níveis satisfatórios de desenvolvimento acadêmico?
Este trabalho se propôs a refletir sobre essas questões, buscando contribuir com a consolidação de práticas pedagógicas mais inclusivas, equitativas e humanas, que valorizem a diversidade e promovam o bem-estar das pessoas com deficiência no espaço escolar.
DESENVOLVIMENTO
METODOLOGIA
PARTICIPANTES
A amostra da presente pesquisa foi composta por dois grupos, totalizando 26 professores. O primeiro grupo (G1) incluiu treze docentes atuantes no ensino regular de duas instituições públicas de educação básica, todos com experiência na inclusão de estudantes com deficiência em sala de aula. O segundo grupo (G2) foi igualmente composto por treze professores do ensino regular, oriundos de duas instituições privadas de educação básica, que também atuam com alunos com deficiência incluídos em suas turmas. As escolas participantes localizam-se em um município do interior do estado do Paraná.
No grupo G1, a maioria dos participantes era do sexo feminino, sendo apenas um professor do sexo masculino. A faixa etária variou entre 37 e 60 anos, com maior concentração de docentes (n = 9) na faixa entre 39 e 50 anos. Todos os integrantes possuíam formação em nível superior.
Quanto ao grupo G2, todos os participantes eram do sexo feminino, com idades variando entre 26 e 40 anos. A maioria (n = 8) encontrava-se na faixa etária de 31 a 35 anos. Todos possuíam formação superior, sendo que três professoras apresentavam também titulação em nível de pós-graduação lato sensu.
MATERIAL
Os instrumentos utilizados na pesquisa foram os seguintes:
Documento de anuência institucional, elaborado e entregue às escolas, com o intuito de obter a autorização formal da Direção para a realização do estudo;
Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), apresentado e assinado pelos participantes, declarando ciência quanto aos objetivos da pesquisa e concordância com sua participação;
Ficha de identificação dos participantes, destinada à coleta de dados sociodemográficos, como idade, sexo e nível de escolaridade;
Questionário composto por sete questões abertas, elaborado pela autora da pesquisa com base em leitura e análise de materiais bibliográficos (livros, artigos, teses e dissertações) relacionados ao tema da inclusão escolar.
PROCEDIMENTOS
A coleta de dados iniciou-se com o contato prévio junto à direção das escolas, com a finalidade de solicitar a autorização institucional necessária à realização da pesquisa. Após a aprovação do projeto pelo Comitê de Ética em Pesquisa, os participantes foram contatados diretamente em suas unidades escolares. Nessa ocasião, foram informados sobre os objetivos do estudo e convidados a assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.
Posteriormente, os participantes preencheram a ficha de identificação e, em seguida, receberam o questionário, o qual foi respondido individualmente.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
A organização dos dados baseou-se nos questionários aplicados, que foram analisados por meio da técnica de análise de conteúdo, especificamente utilizando a análise categorial. Os dados foram sistematizados em categorias, apresentados em tabelas e discutidos à luz do referencial teórico apresentado na introdução deste estudo.
Mudanças na Escola para a Implantação do Projeto Inclusivo (Tabela 1)
Foram estabelecidas duas categorias para identificar se houve mudanças nas escolas para a implementação da inclusão:
Sim: respostas que indicaram alterações na escola, como adaptações arquitetônicas (exemplo: “A escola já foi construída com rampas e outros recursos para permitir o acesso a todos os ambientes”; “O espaço físico da escola já estava adaptado”).
Não: respostas que apontaram ausência de mudanças, por exemplo: “Não”; “Não recebi preparo algum”; “Espaço físico nenhum”.

Fonte: Elaborado pelo autor (2025)
Conforme a Tabela 1, 61,5% dos participantes indicaram que ocorreram mudanças na escola com a implantação da inclusão, enquanto 38,5% responderam que não houve alterações. Ao analisar os grupos separadamente, observa-se que a maioria dos professores tanto da rede pública (53,8%) quanto da privada (69,2%) apontou mudanças, embora uma parcela significativa dos dois grupos (46,2% e 30,8%, respectivamente) tenha afirmado o contrário. Esse dado evidencia que algumas escolas desenvolvem projetos inclusivos sem ter realizado reestruturações adequadas.
Tais resultados se mostram incoerentes quando confrontados com a legislação que regula a inclusão escolar, a qual assegura uma educação de qualidade e atendimento às necessidades específicas dos estudantes com deficiência. A Declaração de Salamanca (UNESCO apud MENDES, 2002) enfatiza a prioridade política e orçamentária para a melhoria dos sistemas educacionais, visando à inclusão de todas as crianças.
Mudanças Ocorridas na Escola para Implantação da Inclusão Escolar (Tabela 2)
As categorias relativas às mudanças específicas foram:
Alterações no espaço físico: adaptações na infraestrutura, como construção de rampas e adequação de ambientes.
Mudanças na forma de trabalho: alterações nos métodos de ensino em sala.
Conscientização de profissionais, pais e alunos: ações educativas para sensibilização.
Contratação de professor de apoio: inclusão de profissionais para auxiliar alunos com múltiplas necessidades.
Escola já construída com adaptações necessárias: escolas que já possuíam infraestrutura adequada desde sua construção.

Fonte: Elaborado pelo autor (2025)
Os dados da Tabela 2 indicam que as mudanças ocorreram predominantemente no espaço físico (42,8%) e que 33,3% das escolas já possuíam as adaptações necessárias ao aluno com necessidades especiais desde sua construção. Nas escolas públicas, a maioria das alterações referiu-se exclusivamente ao espaço físico (87,5%), enquanto as escolas privadas apresentaram mudanças também em metodologias de ensino e conscientização, embora em proporções menores.
Esses achados sugerem que tanto escolas públicas quanto privadas realizam adaptações físicas, mas deixam de investir em modificações pedagógicas e na capacitação profissional. Tal cenário aponta para a implementação de projetos inclusivos sem a infraestrutura humana e técnica adequada, muitas vezes sem planejamento específico para atender às demandas dos alunos com deficiência, realizando ações reativas conforme os recursos disponíveis, o que contraria a proposta de uma educação inclusiva de qualidade.
Segundo Vigotski (1997), pessoas com deficiência enfrentam dificuldades devido à inadequação dos recursos materiais e instrumentais, sendo necessário o uso de ferramentas específicas e a atuação de profissionais preparados para mediar a aprendizagem.
Dificuldades na Implantação da Educação Inclusiva (Tabela 3)
As principais dificuldades apontadas foram:
Ausência de dificuldades.
Falta de preparo/capacitação profissional.
Falta de aceitação da inclusão.
Falta de infraestrutura da escola.
Ausência de estratégias/metodologias adequadas.
Falta de materiais didáticos específicos.
Falta de envolvimento da família.

Fonte: Elaborado pelo autor (2025)
Os dados revelam que 45,7% das respostas destacaram a falta de preparo dos profissionais como a maior dificuldade, seguida pela insuficiência de infraestrutura (17,2%) e carência de metodologias adequadas (8,6%). Essas dificuldades são prevalentes em ambos os grupos, sendo mais acentuadas nas escolas públicas.
Esses resultados indicam que a principal barreira à inclusão efetiva é o despreparo dos professores, que não recebem formação adequada para lidar com a diversidade em sala de aula, gerando insegurança e sensação de desamparo. Conforme Glat et al. (1998), a concretização da escola inclusiva depende de condições especiais de recursos humanos, pedagógicos e materiais, ainda insuficientes na prática.
Conhecimento dos Participantes sobre Deficiências e Inclusão (Tabela 4)
As categorias referentes ao conhecimento dos professores foram:
Nenhum conhecimento.
Pouco conhecimento.
Conhecimento derivado de curso de especialização.
Conhecimento leigo, baseado no cotidiano.

Fonte: Elaborado pelo autor (2025)
A maior parte dos participantes (67,7%) declarou possuir pouco conhecimento sobre deficiências e inclusão, enquanto 16,1% admitiram não ter conhecimento algum. A prevalência dessa condição se manteve tanto no grupo da rede pública quanto no da privada. Além disso, respostas que indicam conhecimento leigo evidenciam a falta de embasamento acadêmico e científico, o que pode comprometer a qualidade do trabalho educativo e favorecer preconceitos e distorções.
Preparação e Capacitação para a Inclusão Escolar (Tabela 5)
As categorias de preparo identificadas foram:
Nenhum preparo.
Pouco preparo (participação em palestras, minicursos).
Cursando pós-graduação em Educação Especial.
Orientações da equipe pedagógica.
Diálogo com profissionais especializados.

Fonte: Elaborado pelo autor (2025)
Os resultados mostram que 53,3% dos participantes não receberam preparo algum para atuar na inclusão, e 30% tiveram apenas preparo mínimo. Observou-se maior ausência de capacitação no grupo da rede pública (76,9%) em comparação à rede privada (35,3%).
Essa discrepância revela uma distância entre a legislação e a realidade, visto que documentos oficiais, como a Declaração de Salamanca, preconizam a necessidade de atendimento educacional adequado às especificidades dos alunos com deficiência, o que não ocorre devido à falta de formação adequada dos professores.
Opiniões sobre os Benefícios da Inclusão para Alunos com Necessidades Educativas (Tabela 6)
As categorias foram:
Alunos beneficiados.
Alunos não beneficiados.
Benefícios em alguns casos.
Benefícios quanto à socialização.

Fonte: Elaborado pelo autor (2025)
Os dados indicam que 33,3% dos participantes acreditam que os alunos estão se beneficiando da inclusão, 27,8% destacam benefícios relacionados à socialização, enquanto 22,2% consideram que não há benefícios. O grupo da rede pública apresentou maior percentual (50%) de profissionais que acreditam que os alunos não estão se beneficiando, contrastando com a rede privada, onde 50% afirmaram que os alunos estão se beneficiando.
Esses resultados sugerem que a inclusão, na forma atual, tem proporcionado poucos avanços no aprendizado e desenvolvimento dos alunos com deficiência, embora haja percepção positiva quanto à socialização. Glat e Nogueira (2002) alertam que a inclusão pode, paradoxalmente, contribuir para a segregação, pois a simples convivência em um espaço comum não assegura a eliminação da discriminação.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os principais resultados da pesquisa indicaram que, para a maioria dos participantes (61,5%), houve algumas mudanças nas escolas com a implementação da educação inclusiva. No entanto, uma parcela significativa (38,5%) relatou que nenhuma alteração foi observada no ambiente escolar após o início do processo de inclusão de alunos com deficiência.
Entre os que identificaram mudanças, a maioria apontou que estas se limitaram à infraestrutura física (42,8%), como a construção de rampas, adaptação de banheiros e mobiliários escolares. Além disso, 33,3% dos entrevistados mencionaram a existência de uma escola privada já construída com as adequações necessárias para receber alunos com deficiência. Por outro lado, também foi relatada a existência de escolas que não realizaram sequer essas adaptações básicas.
Outro dado preocupante revelado pela pesquisa é a ausência de preparo ou capacitação dos profissionais da educação, bem como a falta de estratégias e metodologias pedagógicas apropriadas para atender esses alunos. Nenhum dos participantes – tanto de escolas públicas quanto privadas – afirmou ter recebido formação específica para atuar na educação inclusiva. Alguns mencionaram participações pontuais em palestras ou minicursos, enquanto outros afirmaram possuir apenas conhecimentos baseados no senso comum.
Esses achados sugerem que as pessoas com deficiência, até o momento, conquistaram apenas o direito de acesso à escola regular. A permanência, com garantia de um ensino de qualidade e adequado às suas necessidades, ainda está longe de se concretizar.
As condições descritas estão diretamente ligadas às políticas de educação inclusiva, que, embora existam formalmente enquanto leis, muitas vezes não são aplicadas com o rigor necessário. Além disso, tais políticas costumam ser formuladas sem detalhar claramente como suas ações devem ser efetivadas, resultando em um processo de inclusão superficial ou até mesmo excludente: garante-se o direito, mas não sua plena realização.
É fundamental compreender que uma política de educação inclusiva não opera de forma isolada; ela precisa estar integrada a uma política nacional de inclusão social. No entanto, o que se observa na realidade brasileira são iniciativas fragmentadas, que atendem parcialmente a alguns aspectos da inclusão sem considerar a interdependência entre as diferentes esferas envolvidas. Compartilhando da perspectiva de Veiga Neto (2005), podemos afirmar que as políticas educacionais inclusivas, da forma como vêm sendo implementadas, acabam por “incluir para manter a exclusão”.
Fica evidente, portanto, a complexidade e os desafios do processo de inclusão, os quais devem ser considerados de forma urgente na formulação e implantação de projetos e políticas públicas. Diante desse cenário, surgem questões essenciais: como promover a inclusão quando nem mesmo as condições mínimas estão garantidas? O que seria esse mínimo necessário? Quando e como poderemos atingi-lo?
Apesar de todas essas dificuldades, não se nega a importância do movimento inclusivo. Contudo, é necessário refletir criticamente sobre a forma como ele vem sendo inserido no modelo de escola atual, nas relações que se estabelecem dentro dela, no processo de ensino-aprendizagem e nos ideais socioculturais e econômicos que a moldam.
Não se vive, ainda, em uma sociedade ideal para a efetivação da inclusão. Mas tampouco podemos esperar que ela esteja plenamente formada para, só então, garantir o direito de incluir. A inclusão precisa ser construída desde já, mesmo diante das imperfeições do presente.
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