TERAPIAS BIOLÓGICAS E PEQUENAS MOLÉCULAS NA DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DOS AVANÇOS RECENTES
DOI:
https://doi.org/10.63391/4kmymm34Keywords:
Doença Inflamatória Intestinal, terapia Biológica, Pequenas Moléculas, Tratamento, Revisão Integrativa.Abstract
As doenças inflamatórias intestinais (DII), compostas principalmente pela doença de Crohn (DC) e retocolite ulcerativa idiopática (RCUI), são condições crônicas multifatoriais, marcadas por inflamação persistente no trato gastrointestinal e sintomas debilitantes como dor abdominal, diarreia crônica e perda de peso. O tratamento convencional segue a estratégia step up, que introduz progressivamente aminosalicilatos, corticosteroides e imunossupressores. Contudo, essa abordagem mostra eficácia limitada em pacientes com doença moderada a grave, além de riscos de efeitos adversos que comprometem a adesão.Nos últimos anos, o desenvolvimento de terapias biológicas revolucionou o manejo da DII, ao atuar em alvos inflamatórios específicos, como TNF-α, integrinas e interleucinas. Paralelamente, pequenas moléculas, como os inibidores de JAK, surgem como alternativas inovadoras por seu perfil farmacológico diferenciado e administração oral. Apesar do impacto positivo na indução e manutenção da remissão clínica, persistem desafios como alto custo, variabilidade de resposta entre pacientes e questões de segurança em longo prazo.Esta revisão integrativa reuniu publicações recentes (2019–2025) e analisou quatro artigos relevantes. Os principais resultados apontam: eficácia da terapia biológica combinada em até 60% de pacientes pediátricos refratários; redução significativa de riscos clínicos e eventos graves com fármacos ativos em comparação ao placebo; potencial da TL1A como alvo terapêutico emergente; e benefícios de estratégias nutricionais, sobretudo em pediatria, como complemento ao tratamento farmacológico.Conclui-se que, embora as novas terapias representem um avanço concreto, ainda há necessidade de ensaios clínicos multicêntricos, estudos de custo-efetividade e desenvolvimento de biomarcadores, visando ampliar a personalização, a segurança e a acessibilidade no manejo da DII.
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