CANUDOS A TRAVÉS DE LOS OJOS DE SUS HABITANTES: MEMORIA, IDENTIDAD Y RESISTENCIA DESDE UNA PERSPECTIVA LOCAL
DOI:
https://doi.org/10.63391/djxz6j34Palabras clave:
Canudos, memoria, historia, patrimonio, resistenciaResumen
Este trabajo explora las memorias y narrativas actuales de los habitantes de Canudos, revelando una visión interna que enfatiza la supervivencia, el patrimonio cultural y la organización comunitaria, en oposición a la imagen de tragedia y fanatismo predominante en la historiografía oficial. La metodología cualitativa se basa en una revisión bibliográfica sistemática, el análisis documental de fuentes primarias y marcos teóricos como la memoria colectiva, la historia desde abajo y la identidad cultural. Los resultados apuntan a una memoria afectiva que transforma el trauma en un símbolo de resistencia territorial y social, proponiendo piezas históricas y nuevas investigaciones empíricas con comunidades descendientes. La historia real contrasta con visiones externas como la de Euclides da Cunha en "Os Sertões". Mediante la investigación cualitativa de relatos locales y estudios sobre la memoria colectiva, se revela una resignificación del territorio como espacio de resistencia e identidad viva. Los resultados indican que los habitantes de Canudos conservan una memoria afectiva, que enfatiza la supervivencia y el patrimonio cultural en detrimento de la narrativa de tragedia nacional.
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