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Resumo
INTRODUÇÃO
Este trabalho tem o objetivo geral de versar sobre a junção integradora e interdisciplinar da informática e Educação, que tem permitido um ensino de conhecimentos teóricos e práticos destinados à formação educacional da criança da Educação Infantil. A informática articula-se com a Educação Infantil no seu objetivo de garantir oportunidades infoeducativas e socioeducacionais à criança, promovendo o seu desenvolvimento e aprendizagem, ampliando dessa forma, suas experiências, conhecimento e socialização.
O tema foi delimitado à importância de incentivar a criança utilizar as diferentes linguagens tecnológicas e recursos de mídia ajustadas às diferentes intenções e situações de comunicação de forma a avançar no seu processo de construção de significados, enriquecendo cada vez mais sua participação social. E tem como tema central a questão: Como a informática aplicada a Educação Infantil pode abrir espaço para a ação de práticas pedagógicas interativas tão necessárias na construção dos conhecimentos formais e informais?
Aplicar a informática na Educação Infantil é uma metodologia que possibilita um diálogo com as condições objetivas e subjetivas da prática pedagógica, e torna possível a aquisição de recursos para desenvolvimento de ações pedagógicas, enriquecendo as experiências realizadas em sua vida com o contexto da sala de aula, isso traz uma visão ampliada sobre os temas vivenciados e importantes para a formação intelectual, cultural, social e política do aluno da Educação Infantil.
A inclusão digital precisa ser atendida como essencial na educação, um direito adquirido, que consiste em oferecer uma formação que acompanhe o aprendizado regular, estabelecendo políticas claras e garantias de condições para que elas sejam implementadas, para tanto, precisa ser desenvolvidas situações de ensino aprendizagem com tecnologias dentro do ambiente escolar para as práticas pedagógicas interativas.
Dessa forma a socialização acontece através de uma interação das esferas cognitiva, afetiva e psicomotora, social, planejadas individuais e em coletivo mediante a uma orientação importante que contribui para que se faça uma sondagem e então construir o currículo do aluno, para que todas as possibilidades sejam exploradas positivamente. Então são aplicados planos de ações, metodologias diversas para alcançar esses alunos e incluí-los de fato ao mundo digital com uso consciente e responsável e não somente permitir o seu acesso ao computador.
Neste processo, não se pode deixar de ressaltar que o papel do professor é único e consiste em organizar situações de aprendizagem que desafiem o aluno a elaborar novos conhecimentos de forma lúdica, integradora e cooperativa. Trata-se de uma responsabilidade muito grande que o docente tem em suas mãos, pois precisa estar preparado para ser a ponte tecnológica entre o aluno e a infoeducação.
INFORMÁTICA APLICADA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Atualmente, vive-se a era da informação, em que as notícias circulam com grande rapidez, o que exige do ser humano uma alfabetização e um letramento bem desenvolvidos, capazes de favorecer o raciocínio e possibilitar uma postura crítica e consciente diante dos conhecimentos que deve apropriar-se para sua trajetória pessoal e profissional. Segundo Ribas (2007), a tecnologia tem modificado de forma significativa os processos e as “práticas tradicionais da educação e da socialização do conhecimento mediante inovações que têm alterado as formas de produção, distribuição, apropriação, representação, significação e interpretação da informação e do conhecimento” (Ribas, 2007, p.50).
Diante de um acesso ilimitado a informações, que vem modificando a forma como as pessoas falam e se comunicam, torna-se essencial a capacidade de interpretar e assimilar os conteúdos presentes nos textos. Nesse sentido, é relevante desenvolver um trabalho na Educação Infantil que busque caminhos para a formação de leitores plenos, contribuindo para o desenvolvimento das disposições de leitura e escrita dos alunos nas séries subsequentes. Afinal, trata-se de uma sociedade letrada, em que se está em constante processo de leitura do mundo.
O mundo mudou, as pessoas vivem em outra época e as escolas precisam estar atentas a isso. Portanto, o gestor tem o papel fundamental de propor novas formas de organizar o trabalho escolar, tornando esse ambiente o mais próximo possível dessa realidade. Para tanto, ele precisa estar preparado para encarar os desafios que se impõem à educação e a própria escola. (Almeida e Alonso, 2007, p. 30).
A ação de ir de encontro com todas as informações à vida em sociedade contidas no espaço virtual é necessária e passou a ser estimado como algo fundamental ao desenvolvimento e formação da autonomia do ser humano, diante disso a escola deve se preocupar em promover ações que contemple o sucesso educativo do aluno. Uma dessas ações fundamentais é a construção dos saberes por uma aplicação orientada, como Kenski (2008) ressalta um saber expandido e mutável, distingue a prática do conhecimento atual. E essas alterações espelham-se sobre as habituais “formas de pensar e fazer educação. Abrir-se para novas educações, resultantes de mudanças estruturais nas formas de ensinar e aprender possibilitadas pela atualidade tecnológica é o desafio a ser assumido por toda a sociedade” (Kenski, 2008, p.41). Nessa construção é importante valorizar a o uso consciente desses recursos tecnológicos, para que o aluno aprenda as características gerais desses conteúdos interativos e suas propriedades estruturais, efetive a aprendizagem e, sobretudo se valorize como pessoa produtiva na prática educativa.
Enfim, tem-se diante de si o acesso aos conhecimentos de forma rápida, além de um avanço tecnológico constante na sociedade. Faz-se necessário utilizar esses recursos em sala de aula, pois não se deve ocultar a tecnologia dos alunos, mas ensiná-los a utilizá-la de maneira adequada, com técnicas práticas que aproximem a teoria da vivência cotidiana. O domínio do docente diante desses recursos contribui de forma significativa para o desenvolvimento social, cultural e intelectual dos estudantes, além de favorecer o reconhecimento e a valorização humana de cada um deles.
É preciso lembrar que os computadores são ferramentas como quaisquer outras. Uma ferramenta, sozinha, não faz o trabalho. É preciso um profissional, um mestre no ofício, que a manuseie, que a faça fazer o que ele acha que é preciso fazer. É preciso, antes da escolha da ferramenta, um desejo, uma intenção, uma opção. Havendo isto, até a mais humilde sucata pode transformar-se em poderosa ferramenta didática. Assim como o mais moderno dos computadores ligado à Internet. Não havendo, é este que vira sucata. (Fonseca, 2001, p.2).
Por isso a responsabilidade do professor é tão grande diante do ensino aprendizagem do aluno, que é um processo permeado por dificuldades, espaços físicos inadequados, inseguranças, conflitos, insucessos, e também de sucessos, cabe ao educador está ciente da realidade em que está situada a escola e o nível de conhecimentos e as experiências dos alunos, para que as condições sociais sejam criadas por meio de um conjunto de propostas inovadoras pedagógicas na educação escolar. Dessa forma é proporcionado contato direto com a atividade de estudo, o ensino pode-se tornar mais dinâmico e real.
Essas novas tecnologias trouxeram grande impacto sobre a Educação, criando novas formas de aprendizado, disseminação do conhecimento e especialmente, novas relações entre professor e aluno. Existe hoje grande preocupação com a melhoria da escola, expressa, sobretudo, nos resultados de aprendizagem dos seus alunos. Estar informado é um dos fatores primordiais nesse contexto. Assim sendo, as escolas não podem permanecer alheias ao processo de desenvolvimento tecnológico ou à pena de perder-se em meio a todo este processo de reestruturação educacional (Ferreira, 2014, p.15).
Os recursos tecnológicos estão sendo amplamente utilizados e já representam uma realidade para parte da população. Contudo, o ponto de partida para o uso desses recursos não deve ser apenas a definição, mas sim o problema, o porquê e o para quê, aspectos que precisam ser estabelecidos por meio de um planejamento dinâmico que respeite e atenda às necessidades biológicas, psicológicas, sociais e históricas dos alunos. Não se deve ocultar nenhuma tecnologia dos estudantes, mas também é necessário evitar que eles se acostumem a uma postura de preguiça mental.
Hoje é consenso que as novas tecnologias de informação e comunicação podem potencializar a mudança do processo de ensino e de aprendizagem e que, os resultados promissores em termos de avanços educacionais relacionam-se diretamente com a idéia do uso da tecnologia a serviço da emancipação humana, do desenvolvimento da criatividade, da autocrítica, da autonomia e da liberdade responsável. (Almeida e Prado, 1999, p. 1)
Nesse processo de ensino aprendizagem conceitos, ideias, métodos precisam ser trabalhados mediante a exploração de situações em que os alunos precisem desenvolver algum tipo de estratégia para resolvê-las, devido a essa necessidade de poder aplicar o conhecimento adquirido as atividades são programadas a inserir o conteúdo a ser trabalhado dentro do objetivo a ser alcançado e nível dos alunos da Educação Infantil e a aplicação da informática desenvolve os assuntos com metodologia alternativa, o que muitas vezes auxilia o processo de aprendizagem (Moran, 2006, p.2). A linha metodológica procura articular a interação aluno com aluno, docentes, toda a escola com a tecnologia. Esperar-se selecionar conteúdos significativos fazendo a ligação teoria a prática, observando todos os contextos, buscando a interligação dos conteúdos maximizando o possível no que se refere à contextualização.
O docente precisa conhecer e cultivar diversas técnicas de ensino, como ferramentas que irá auxiliar na transmissão de conhecimento científico ao aluno, principalmente porque com as necessidades do mundo moderno, o ensino deve ser ministrado de forma sistemática e efetiva e assegurar ao aluno a assimilação desses conteúdos de forma prática e significativa. Nesse sentido a informática na Educação Infantil é um processo contínuo que possibilita o desenvolvimento das capacidades cognitivas, afetivas, psicossociais, culturais e políticas do aluno.
[…] a educação é o elemento–chave para a construção de uma sociedade da informação e condição essencial para que pessoas e organizações estejam aptas a lidar com o novo, a criar e, assim, garantir seu espaço de liberdade e autonomia. Isto porque a educação deve permanecer ao longo da vida para que o indivíduo tenha condições de acompanhar as mutações tecnológicas (Takahashi, 2000, p.45).
Além de recursos tecnológicos, o corpo docente não pode prescindir de livros, jornais e revistas que trazem informações e orientações, para que o ensino de na Educação Infantil tenha um embalsamento teórico e a prática não seja desvinculada no contexto, e o uso de recursos multimídia nem tampouco se transformará numa atividade ilhada em si mesma, incapaz de promover uma visão crítica dos seus próprios procedimentos, o que só pode ser alcançado através da conscientização de suas limitações e possibilidades em confronto com outras práticas significantes.
É discorrida a importância da informática que tem muito contribuído para o desenvolvimento da Educação interativa e democrática, pois com o crescimento gradativo dos tipos de tecnologia dentro do ambiente escolar, o transforma “num ambiente de comunicação e conhecimento baseado na liberdade, na pluralidade e na cooperação” (Silva, 2000, p.360). Dessa forma, evidencia-se a necessidade de renovar os métodos ainda vivenciados na escola, uma vez que a tecnologia tem se tornado um diferencial fundamental para o aprendizado, sobretudo no que se refere à inclusão digital. Diante de um mundo moderno que se reinventa a cada instante, torna-se quase impossível abrir mão desses benefícios.
O foco da aprendizagem é a busca da informação significativa, da pesquisa, o desenvolvimento de projetos e não predominantemente a transmissão de conteúdos específicos. As aulas se estruturam em projetos e em conteúdos. A Internet está se tornando uma mídia fundamental para a pesquisa. O acesso instantâneo a portais de busca, a disponibilização de artigos ordenados por palavras-chave facilitaram em muito o acesso às informações necessárias. Nunca como até agora professores, alunos e todos os cidadãos possuíram a riqueza, variedade e acessibilidade de milhões de páginas WEB de qualquer lugar, a qualquer momento e, em geral, de forma gratuita. (Moran, 2013, p. 12).
O ensino mediado pela tecnologia da informação contribui de forma efetiva para a formação do aluno da Educação Infantil, permitindo que o docente se conscientize e seja capaz de abrir novos horizontes, incorporando e utilizando as novas tecnologias no processo de aprendizagem. Tal realidade exige uma nova configuração do processo didático-metodológico tradicionalmente empregado nas escolas (Mercado, 1999, p. 14), de modo a promover ativamente a melhoria da educação. A educação integrada à informática proporciona consistência no âmbito escolar, uma vez que, por meio de ações concretas e de relações interpessoais, os alunos interagem com maior intensidade no ambiente em que estão inseridos, consolidando-se como cidadãos participativos.
E síntese, a informática tem sido um alicerce na construção de uma sociedade interativa, facilita a inclusão do ser humano em diversos setores, bem como possibilita a aquisição de conhecimentos, exerce melhor sua função de cidadão, tem mais opções de entretenimento e mais oportunidades de emprego, a infoeducação oferece uma melhor qualidade de vida.
INFOEDUCAÇÃO COMO PRÁTICA COLABORATIVA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Há anos a tecnologia vem modificando diversas áreas e setores de forma direta, propiciando ao homem métodos mais práticos e eficientes em termos de produção, tempo e até mesmo acessibilidade. Logo, a educação sofreu grande influência desse instrumento chamado de informação tecnológica, tendo como um exemplo prático, o quanto a sala de aula se tornou mais receptiva e agradável aos olhos dos alunos. Informática na Educação é uma realidade na atualidade e recursos tecnológicos como computadores e internet pode ser um grande instrumento colaborador e de apoio para ser utilizado com os alunos da Educação Infantil.
A forma como organizamos em grupo, em salas, em outros espaços: isso também é tecnologia. O giz que escreve na lousa é tecnologia de comunicação, e uma boa organização de escrita facilita – muito – a aprendizagem. A forma de falar, gesticular, de falar com os outros: isso também é tecnologia. O livro, a revista, o jornal, o gravador, o retroprojetor, a televisão, o vídeo são tecnologias importantes e muito mal utilizadas em geral (Moran, 2006, p.153).
O trabalho de informatizar a Educação Infantil tem sido importante para tornar o ensino eficaz através de trabalho assistivo, integrador e democrático e que leva a refletir sobre a função da escola. Nesse sentido a infoeducação é um procedimento que impulsiona todo o processo de educação. As estratégias e intervenções pedagógicas por meio das tecnologias servem para envolver o aluno em seu processo de ensino aprendizagem. É um desafio educar o aluno da Educação Infantil numa visão interativa de como ser crítico, consciente, descobridor, participativo, socializado e competente na conquista de sua crescente autonomia, levá-lo a compreender a cidadania com exercício de direitos e deveres, adotando no cotidiano, atitudes de participação, compreensão e respeito.
Ao ter acesso às tecnologias da informação e sua transformação em conhecimento, os alunos serão posteriormente agentes de mudança nos diversos setores ao influir naturalmente no uso destas; o uso adequado destas tecnologias estimula a capacidade de desenvolver estratégias de buscas; estimula o desenvolvimento de habilidades sociais, a capacidade de comunicar efetiva e coerentemente, a qualidade da apresentação escrita das ideias, permitindo a autonomia e a criatividade (Lévy, 1993, p.26).
Realizar o planejamento da aquisição e gestão do uso de laboratório e recursos tecnológicos para a Educação Infantil é uma necessidade educacional compatível com as exigências da sociedade atual, adequando as condições singulares e aos interesses e disposições da escola. A informática aliada a Educação amplia as relações sociais do educando e o convívio com atitudes de ajuda e colaboração bem como desperta o desenvolvimento de habilidades, do pensamento, e, pelo ensino aprendizagem, concorre à compreensão e domínio integrativo dos conteúdos de outras áreas curriculares, levando à produção de novos conhecimentos e possibilitando a inclusão digital e social.
Trabalhar na direção que busca o desenvolvimento de saberes informacionais, num quadro amplo de formação de atitudes, competências e habilidades articuladas, implica um novo caminho histórico e epistemológico, nova compreensão dos fenômenos informacionais e suas relações com a sociedade, a educação e a cultura. (Scapechi, 2009, p. 16).
A infoeducação se mostra muito necessária por objetivar atender a perspectiva de muitas finalidades e metas educacionais de maneira a apontar as potencialidades dos recursos tecnológicos para obtenção de dados e conhecimentos científicos. A informatização valoriza o produto como decorrência do processo, inserindo-o dentro do contexto histórico-social e gerando a aproximação da informação a Educação.
A partir dos referenciais teóricos que servem de estudo e orientação e apontam a importância pedagógica e social que as unidades de Educação Infantil possuem no desenvolvimento dos educandos, é preciso que as unidades de ensino procurem constituir esclarecimentos consistentes e adequados sobre a pesquisa tecnológica, como “[…] processos reflexivos que colocam em causa as próprias concepções de informação e de formação, bem como as relações estabelecidas entre elas.” (Perrotti, 2016, p. 11), é importante fazer uso de uma metodologia, ou seja, uma maneira sistematizada e organizada de ocorrer à aplicação da informática na Educação Infantil.
Através da colaboração da infoeducação os alunos vão processando os conhecimentos recebidos, considerando objetivos diversos, discutindo alternativas de acordo com sua vivência e suas possibilidades de trocas e interação, e vai gradativamente apropriando-se do conhecimento. E a possibilidade de se estudar metodologicamente com computadores e internet como recursos educacionais criam situações para que o próprio amplie as opções metodológicas para seu aprendizado.
[…] o processo de ensino-aprendizagem deve incorporar cada vez mais o uso das tecnologias digitais para que os alunos e os educadores possam manipular e aprender a ler, escrever e expressar-se usando essas novas modalidades e meios de comunicação, procurando atingir o nível de letramento “forte” (Valente, 2008, p. 14).
Assis (2015) ressalta que deve se considerar mais do que as tecnologias e os métodos pedagógicos atuais, são a disposição de adaptação do processo educacional aos objetivos que induzem o indivíduo ao desafio de instruir-se. Nesse direcionamento, traz exemplos de novas maneiras de aprender, apoiando-se nas redes digitais, cuja dinâmica e capacidade de estruturação colocam os participantes de um determinado momento educacional em conexão, aprendendo e discutindo coletivamente de forma igualitária (Assis, 2015, p. 429).
A infoeducação busca uma inclusão digital dos alunos a sua comunidade e ao meio a qual pertencem, e neste intuito na Educação Infantil são elaboradas atividades lúdicas que visam à integração do aluno com o conhecimento, com outros alunos, com o professor e com o ambiente físico e virtual. São pensadas atividades que permitem ao educador compreender como cada aluno assimila informações e as transforma em saberes. Por meio desta inclusão no ambiente escolar é pretendido que esses alunos interajam nas convivências em sociedade. Assim, por meio de processos interativos e flexibilidade de currículo e planos de aulas, o aluno aprende como abordar e resolver problemas variados, como entender e interpretar, construir saberes e alcançar o desenvolvimento afetivo, psicomotor e cognitivo nos diversos contextos, principalmente na sociedade da informação.
[…] na sociedade da informação, todos estamos reaprendendo a conhecer, a comunicar-nos, a ensinar; reaprendendo a integrar o humano e o tecnológico, a integrar o individual, o grupal e o social. É importante conectar sempre o ensino com a vida do aluno. Chegar ao aluno por todos os caminhos possíveis: pela experiência, pela imagem, pelo som, pela representação (dramatizações, simulações), pela multimídia, pela interação on-line e off-line. (Moran, 2000, p.61).
A inclusão digital resulta em uma inclusão interativa e social, trazendo consigo a necessidade de repensar a educação e a instituição escolar, especialmente diante das dificuldades enfrentadas pelos docentes. Esse processo implica mudanças na forma de compreender, pensar e realizar a educação escolar e a prática docente. Borges, Pereira e Aquino (2012, p. 8) ressaltam que, para que essa inclusão seja viabilizada, “a escola brasileira tem de ser redesenhada. Muitas adaptações e mudanças devem acontecer, marcando uma revolução que se concretize na reestruturação do espaço, do tempo e da prática pedagógica vivenciada na escola”. Nesse contexto, a integração entre informação e educação reafirma que a escola precisa adquirir e aprimorar práticas técnicas, com o apoio de mais equipamentos e recursos, a fim de potencializar o desenvolvimento de ações pedagógicas interativas.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O acesso a recursos tecnológicos na Educação Infantil contribui para garantir as crianças à aprendizagem de conhecimentos formais e informais, habilidades e valores necessários a vida em sociedade, beneficiando sua participação em relações sociais que estão cada vez mais amplas, possibilitando a leitura e interpretação das mensagens e informações que hoje são amplamente veiculadas por recursos multimídias, preparando-o para o uso de maneira crítica e consciente desses recursos. Sem essas aprendizagens, dificilmente o indivíduo poderá se incluir no mundo da informação em que se vive, e, consequentemente, exercer plenamente seus direitos de cidadania.
Para efetivar o ingresso dos alunos da Educação Infantil a tecnologia, todo espaço escolar precisa ser considerado neste processo como uma função social de criar condições de acesso destes recursos e pensar no desenvolvimento das aptidões, habilidades e competências necessárias à criança para aprendizagens de forma coletiva e interativa.
É importante o apoio para que a criança em um ambiente em que ocorre interação se sinta parte do processo educativo, enquanto o profissional deve buscar desenvolver uma prática educativa integral através de um espaço informatizado e um ensino democrático e inclusivo, enfim, toda a escola em conjunto realiza como um todo estruturar para atender as exigências de uma educação interativa.
A comunicação interativa que a tecnologia aplicada na Educação Infantil permite atualmente na escola é de suma importância para o desenvolvimento educacional dos alunos em todos os aspectos, essa integração compreende que o ato de educar é cooperar para que professores e alunos nas escolas se organizem para o acesso aos recursos multimídias e modifiquem suas vidas em métodos constantes de aprendizagem.
Para que essa integração aconteça de fato e seja uma interferência positiva é necessário que o convívio entre os todos os profissionais da educação seja ético e profissional, um colabore com o outro, que se complementem. Nessa integração a participação de todos é de suma perspicácia, não só no apoio, no estímulo, na cooperação ao corpo docente, mas também na busca de uma qualidade efetiva quanto o uso da tecnologia na escola.
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