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Resumo
INTRODUÇÃO
A Terapia Ocupacional, enquanto campo da saúde e da reabilitação, tem ganhado crescente relevância no cuidado às infâncias neurodivergentes, especialmente aquelas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e Transtornos do Processamento Sensorial (TPS). O crescente reconhecimento dessas condições como expressões válidas da diversidade neurológica desafia os modelos tradicionais de patologização e exige uma mudança de paradigma nas práticas terapêuticas, centrando-se mais na funcionalidade, na autonomia e na participação social da criança (Silberman, 2015).
A concepção de neurodiversidade, cunhada por autores como Armstrong (2012), propõe que diferenças neurológicas devem ser compreendidas como variações humanas naturais e não como doenças a serem curadas. Esta perspectiva influencia diretamente a formação de terapeutas ocupacionais e a organização dos contextos terapêuticos, exigindo espaços mais acolhedores, adaptativos e centrados no sujeito. Nesse sentido, o setting terapêutico, entendido como o conjunto de elementos físicos, sensoriais, relacionais e simbólicos do ambiente clínico, adquire papel fundamental na intervenção (Mosey, 1986; Champagne, 2011).
Autores como Ayres (2005) e Dunn (2001) destacam que a organização sensorial do ambiente influencia diretamente o comportamento e a capacidade de regulação da criança. A integração sensorial é um processo neurológico através do qual o cérebro organiza e interpreta os estímulos recebidos pelos sentidos, e falhas nesse processo são comuns em crianças neurodivergentes. Logo, um setting estruturado de forma sensorialmente responsiva pode representar um facilitador essencial para o vínculo terapêutico, a segurança emocional e o desenvolvimento funcional (Miller et al., 2007).
Na prática da Terapia Ocupacional, a compreensão do ambiente como agente co-terapêutico vem sendo defendida por diversos estudiosos, inclusive no contexto brasileiro. Malfitano et al. (2016) e Cavalcante (2009) sublinham a importância de dispositivos terapêuticos que considerem o cotidiano da criança e seus contextos de vida, integrando cuidado, escuta qualificada e recursos concretos que favoreçam a expressão e a autonomia.
Assim, a construção de um ambiente intencional, adaptado às especificidades do perfil sensorial de cada criança, torna-se um eixo estruturante do processo terapêutico. Este artigo tem como objetivo analisar, por meio de pesquisa bibliográfica, a contribuição da Terapia Ocupacional para o desenvolvimento infantil de crianças neurodivergentes, com foco na organização do setting terapêutico e no uso de estratégias sensoriais individualizadas.
A intenção é articular contribuições teóricas da neurociência, da prática clínica ocupacional e das abordagens centradas na criança para reforçar a importância do ambiente como dispositivo de cuidado. A escolha de uma abordagem teórica se justifica pelo desejo de aprofundar o conhecimento já produzido na área, confrontando autores e perspectivas que sustentem a inediticidade do recorte. A literatura existente sobre o setting terapêutico ainda carece de sistematização quando se trata de sua função específica no atendimento às infâncias neurodivergentes, o que confere originalidade à presente proposta.
A construção do texto será organizada em três eixos centrais: (1) a relação entre neurodivergência e desenvolvimento infantil no contexto da Terapia Ocupacional; (2) a conceituação e a função do setting terapêutico; e (3) os fundamentos da neurociência ocupacional e da integração sensorial como subsídios para práticas mais eficazes.
Pretende-se, ao final, oferecer subsídios teóricos que orientem a prática clínica em Terapia Ocupacional com crianças neurodivergentes, reafirmando o compromisso da profissão com uma atuação responsiva, humanizada e cientificamente embasada.
Nesse percurso, o artigo também busca valorizar produções acadêmicas brasileiras, reconhecendo a relevância de um conhecimento situado, plural e comprometido com a realidade das infâncias no contexto nacional. A inclusão de referências nacionais contribui para o fortalecimento da Terapia Ocupacional como ciência da intervenção social e clínica no Brasil.
Com esse objetivo, a seguir será apresentado o primeiro eixo de discussão teórica: A relação entre neurodivergência e desenvolvimento infantil na perspectiva da Terapia Ocupacional.
REFERENCIAL TEÓRICO
EIXO 1 – A RELAÇÃO ENTRE NEURODIVERGÊNCIA E DESENVOLVIMENTO INFANTIL NA PERSPECTIVA DA TERAPIA OCUPACIONAL
A neurodivergência, termo cunhado para descrever condições neurológicas como o Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH, dislexia, entre outros, desafia as concepções tradicionais sobre desenvolvimento infantil. Segundo Silberman (2015), o conceito de neurodiversidade propõe a compreensão das diferenças neurológicas como variações humanas, não como patologias. Nesse contexto, a Terapia Ocupacional (TO) desempenha um papel essencial ao propor intervenções baseadas na funcionalidade, nas habilidades e no cotidiano da criança.
A compreensão do desenvolvimento infantil na perspectiva da neurodivergência exige uma abordagem interdisciplinar que inclua as funções neurológicas, cognitivas, motoras e sensoriais. Ayres (2005) introduziu a teoria da Integração Sensorial, a qual tem sido amplamente utilizada por terapeutas ocupacionais para compreender e intervir nas dificuldades de processamento sensorial comumente presentes em crianças neurodivergentes. A proposta é identificar e modificar barreiras que afetam a capacidade da criança de participar efetivamente nas atividades do dia a dia.
Dentro desse marco teórico, a TO visa promover a autonomia e a inclusão social da criança. Malfitano et al. (2016) enfatizam a importância da atuação do terapeuta ocupacional na promoção de práticas voltadas para os direitos sociais e a equidade, principalmente em contextos de vulnerabilidade. A TO, portanto, não se limita ao ambiente clínico, mas expande suas ações para a escola, a família e a comunidade, construindo uma rede de apoio ao desenvolvimento.
Dunn (2001) contribui com um modelo teórico essencial: o Sensory Profile, que permite mapear os padrões de resposta sensorial da criança, sendo uma ferramenta vital para planejar intervenções individualizadas. Crianças neurodivergentes podem manifestar hiper ou hiporreatividade sensorial, o que afeta sua interação social, aprendizagem e bem-estar emocional. A identificação precoce desses padrões é essencial para favorecer o desenvolvimento funcional.
Kolb e Whishaw (2015) destacam que o cérebro infantil é altamente plástico, o que torna o período da infância propício para intervenções terapêuticas que reorganizem redes neurais disfuncionais. A TO pode aproveitar esse potencial por meio de atividades significativas, adaptadas às necessidades e capacidades de cada criança. Ao considerar os estímulos sensoriais, motores e afetivos, as intervenções são estruturadas de modo a favorecer o engajamento da criança em seus contextos naturais.
Doidge (2011) complementa esse entendimento ao demonstrar que experiências vividas moldam as funções cerebrais, o que reforça a necessidade de ambientes terapêuticos ricos em estímulos positivos e controlados. A neuroplasticidade é, portanto, a base científica que justifica a eficácia das intervenções da TO em crianças neurodivergentes. Esse princípio favorece a criação de estratégias personalizadas e centradas na criança.
A contribuição de Cavalcante (2009) também é relevante ao tratar da relação entre TO, saúde mental e cotidiano. Crianças neurodivergentes muitas vezes vivenciam desafios emocionais, sendo a TO uma ponte para expressão, regulação emocional e participação ativa. A dimensão afetiva do atendimento terapêutico é fundamental para a construção de vínculos e para o fortalecimento do protagonismo infantil.
A TO também contribui na identificação de barreiras ambientais que impedem a criança de exercer plenamente seu direito ao brincar, ao aprender e ao conviver. Como propõe Ayres (2005), a integração sensorial bem sucedida está diretamente relacionada ao desempenho ocupacional satisfatório. Assim, a TO busca potencializar a relação da criança com seu corpo, seu espaço e seu tempo.
Por fim, ao adotar uma visão ampliada da criança neurodivergente, a TO não a reduz a um diagnóstico, mas reconhece sua singularidade e potencial. A atuação terapêutica fundamentada cientificamente e sustentada pela escuta sensível é, portanto, essencial para o desenvolvimento integral dessas crianças em contextos de inclusão e cidadania.
EIXO 2 – O SETTING TERAPÊUTICO COMO ESPAÇO DE MEDIAÇÃO, ESCUTA E CONSTRUÇÃO DA AUTONOMIA
O setting terapêutico constitui um espaço fundamental na prática da Terapia Ocupacional, especialmente no atendimento a crianças neurodivergentes. Trata-se de um ambiente estruturado para favorecer segurança emocional, estímulo sensorial adequado e engajamento nas atividades. Champagne (2011) defende que o espaço terapêutico deve considerar as necessidades sensoriais da criança para facilitar a regulação emocional e o desempenho ocupacional.
Na perspectiva da TO, o setting não é apenas físico, mas simbólico: é o lugar onde o vínculo terapêutico se constrói e onde a criança é reconhecida como sujeito de direitos. Cavalcante (2009) enfatiza a importância do cuidado no cotidiano, valorizando a escuta e a singularidade da criança. O terapeuta atua como mediador entre o sujeito, sua história, seu corpo e o mundo que o cerca.
O setting terapêutico precisa ser adaptado para responder às especificidades do perfil sensorial de cada criança. Segundo Dunn (2001), o ambiente deve ser modulado conforme a reatividade da criança aos estímulos, o que inclui som, luz, texturas e organização espacial. Crianças com hipersensibilidade auditiva, por exemplo, necessitam de espaços silenciosos e previsíveis.
Além disso, o setting favorece a observação clínica qualificada. O terapeuta pode identificar padrões de comportamento, dificuldades de modulação sensorial e desafios na motricidade, atenção e interação social. Essas informações subsidiam a elaboração do plano terapêutico centrado na criança e em seus contextos reais de vida.
A autonomia é um dos principais objetivos da Terapia Ocupacional, e o setting terapêutico deve oportunizar experiências que promovam a autoeficácia. De acordo com Case-Smith e O’Brien (2015), oferecer atividades que desafiem as habilidades da criança de modo positivo fortalece sua autoconfiança e contribui para sua participação ativa na vida cotidiana.
Outro aspecto importante é o papel da ludicidade. O brincar terapêutico, realizado em setting estruturado, possibilita à criança elaborar vivências emocionais, desenvolver habilidades sociais e motoras e exercer o protagonismo. Ayres (2005) já apontava o valor terapêutico das atividades sensoriais no contexto do brincar.
O setting também é um espaço de formação para as famílias. Ao observar e participar das sessões, pais e cuidadores compreendem melhor as necessidades da criança e aprendem estratégias de manejo que podem ser aplicadas no cotidiano. Essa parceria fortalece o processo terapêutico e contribui para a generalização dos ganhos.
No contexto brasileiro, Malfitano et al. (2016) destacam que o setting terapêutico deve ser ampliado para além das quatro paredes da clínica, incluindo espaços escolares, comunitários e domiciliares. Essa concepção amplia o alcance da Terapia Ocupacional e permite uma intervenção contextualizada e sensível às realidades socioculturais.
Desse modo, o setting terapêutico se configura como espaço ético-político. É onde se afirma o direito da criança neurodivergente a um cuidado qualificado, personalizado e inclusivo. É um território de escuta, acolhimento e construção de possibilidades para que cada criança possa exercer sua subjetividade e seu direito à participação.
EIXO 3 – A TERAPIA OCUPACIONAL COMO PROMOTORA DE PARTICIPAÇÃO E INCLUSÃO EM CONTEXTOS ESCOLARES
A atuação da Terapia Ocupacional no ambiente escolar tem ganhado reconhecimento por sua capacidade de promover acessibilidade, participação e equidade no processo educativo de crianças neurodivergentes. De acordo com Polatajko, Townsend e Craik (2007), a ocupação — entendida como engajamento significativo nas atividades cotidianas — é mediadora do aprendizado e da inclusão, sendo papel da Terapia Ocupacional garantir que a criança possa participar de forma plena e significativa nas rotinas escolares.
A escola é um espaço privilegiado de socialização e desenvolvimento de habilidades cognitivas, motoras, sociais e emocionais. No entanto, crianças com padrões neurológicos diversos frequentemente enfrentam barreiras que dificultam sua inclusão efetiva. Nesse sentido, a Terapia Ocupacional atua de modo colaborativo com professores, gestores e famílias, propondo adaptações curriculares e ambientais que favoreçam o engajamento da criança com o conteúdo escolar (Cavalcante & Goldfarb, 2016).
Uma das estratégias mais utilizadas é a análise da demanda ocupacional das tarefas escolares, isto é, a avaliação do quanto a tarefa exige em termos motores, sensoriais e cognitivos, e o quanto essas demandas estão alinhadas com o perfil da criança. Segundo Case-Smith e O’Brien (2015), ao compreender o descompasso entre as exigências escolares e as capacidades individuais da criança, o terapeuta ocupacional pode adaptar o ambiente ou propor recursos de tecnologia assistiva que eliminem barreiras à aprendizagem.
Além disso, o terapeuta ocupacional desempenha um papel essencial no apoio à autorregulação comportamental e emocional da criança no ambiente escolar. Dunn (2001) destaca que crianças com disfunções no processamento sensorial tendem a reagir de maneira intensa ou inibida a estímulos rotineiros da sala de aula, como sons, luzes ou movimentações. O planejamento de rotinas sensoriais e o uso de estratégias de modulação podem favorecer a permanência e o engajamento da criança em sala.
A parceria entre Terapia Ocupacional e escola também contribui para a valorização da singularidade da criança e a construção de uma pedagogia inclusiva. Segundo Santos (2020), a escuta ativa às necessidades do estudante e a compreensão das suas formas particulares de aprender são elementos fundamentais para a efetivação do direito à educação. A TO atua, portanto, como elo entre os princípios da educação inclusiva e a prática pedagógica cotidiana.
Outra contribuição relevante da TO no ambiente escolar está na promoção do brincar como ferramenta pedagógica e terapêutica. Ayres (2005) já indicava que o brincar é o principal meio pelo qual a criança aprende, se comunica e organiza suas experiências. Intervenções baseadas em jogos sensoriais, atividades lúdicas estruturadas e oficinas corporais permitem que a criança vivencie o conteúdo escolar de modo ativo, prazeroso e contextualizado.
Do ponto de vista da política pública, o trabalho intersetorial entre saúde e educação é um dos pilares da atenção integral à criança. Como observa Malfitano et al. (2016), a atuação do terapeuta ocupacional em contextos escolares está prevista em políticas nacionais, como a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008) e a Resolução CNE/CEB nº 4/2009. A presença do terapeuta na escola deve ser entendida como uma ação de fortalecimento do direito à aprendizagem e à participação plena.
É importante destacar que a presença da TO na escola também incide sobre práticas pedagógicas mais sensíveis e responsivas. Quando o professor compreende os fatores sensoriais, motores e emocionais que impactam a aprendizagem, pode ajustar suas estratégias didáticas, tornando a sala de aula mais inclusiva. Essa prática de formação continuada mediada pela TO é uma forma potente de inclusão.
Por fim, a atuação da Terapia Ocupacional na escola promove o empoderamento da criança neurodivergente, permitindo que ela reconheça e valorize suas capacidades. Como afirmam Polatajko et al. (2007), a inclusão não deve ser apenas física, mas ocupacional: é preciso garantir que cada sujeito possa fazer parte ativamente da construção do saber e da vida em comunidade. A TO, ao centrar suas ações na participação, contribui para que as crianças neurodivergentes se tornem protagonistas de sua trajetória escolar.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A articulação entre os três eixos desenvolvidos neste referencial teórico evidencia o papel estratégico da Terapia Ocupacional na promoção do desenvolvimento, da autonomia e da inclusão de crianças neurodivergentes. O primeiro eixo estabeleceu as bases conceituais sobre neurodiversidade, destacando o entendimento das condições neurológicas como variações humanas legítimas, e evidenciou como a Terapia Ocupacional, ancorada em modelos como o de Integração Sensorial (Ayres, 2005) e no mapeamento sensorial de Dunn (2001), pode favorecer o engajamento funcional da criança nos diversos contextos da vida.
O segundo eixo aprofundou o papel do setting terapêutico como espaço de escuta, construção de vínculo e fortalecimento da subjetividade da criança. Com base nas contribuições de Champagne (2011), Cavalcante (2009) e Case-Smith & O’Brien (2015), compreendemos que o ambiente terapêutico não se limita ao espaço físico, mas envolve uma dimensão simbólica e relacional. É nesse espaço que se constroem práticas de cuidado que consideram as necessidades sensoriais, emocionais e relacionais de cada sujeito, com ênfase na promoção da autonomia e da participação.
Já o terceiro eixo promoveu um diálogo entre os avanços da neurociência e as práticas da Terapia Ocupacional, destacando a plasticidade cerebral como substrato teórico para intervenções eficazes e centradas na criança. As obras de Kolb & Whishaw (2015) e Doidge (2011) foram fundamentais para sustentar a relevância das experiências ocupacionais significativas na reorganização funcional do cérebro infantil. Além disso, reafirmou-se a importância da atuação intersetorial entre saúde e educação como estratégia para a construção de contextos verdadeiramente inclusivos.
A interligação desses três eixos evidencia que o cuidado em Terapia Ocupacional com crianças neurodivergentes não é apenas técnico ou clínico, mas ético, político e afetivo. Requer escuta, conhecimento científico, sensibilidade e compromisso com os direitos humanos.
A construção de práticas fundamentadas e inovadoras exige constante atualização teórica, articulação com as evidências neurocientíficas e, sobretudo, respeito à singularidade de cada criança. Nesse sentido, a Terapia Ocupacional reafirma sua relevância no campo da saúde, da educação e da cidadania, atuando como promotora da inclusão em sua forma mais plena: aquela que reconhece, valoriza e celebra a diversidade.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA
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