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Resumo
INTRODUÇÃO
A comunicação é um aspecto essencial da vida humana, e sua ausência ou limitação pode ter graves consequências para o desenvolvimento e o bem-estar das pessoas. A psicopedagogia, por sua vez, é uma área que se dedica ao estudo dos processos de aprendizagem e desenvolvimento, com o objetivo de identificar e superar dificuldades e transtornos que possam interferir nesses processos. Nesse sentido, a comunicação alternativa pode ser uma importante ferramenta para auxiliar pessoas com dificuldades de comunicação a expressarem seus pensamentos, ideias e necessidades, permitindo que elas participem ativamente do processo de aprendizagem e desenvolvimento.
Nesse contexto, surge a seguinte questão: de que forma a psicopedagogia pode utilizar a comunicação alternativa para auxiliar pessoas com dificuldades de comunicação a superar barreiras no processo de aprendizagem e desenvolvimento?
O objetivo geral deste estudo é analisar a relação entre a psicopedagogia e a comunicação alternativa, identificando possíveis estratégias de utilização da comunicação alternativa para auxiliar pessoas com dificuldades de comunicação a superar barreiras no processo de aprendizagem e desenvolvimento.
Os objetivos específicos deste estudo são: Analisar os conceitos e fundamentos da psicopedagogia e da comunicação alternativa; identificar os tipos de dificuldades de comunicação mais comuns em pessoas atendidas pela psicopedagogia; verificar as possibilidades e limitações da utilização da comunicação alternativa no processo de aprendizagem e desenvolvimento de pessoas com dificuldades de comunicação atendidas pela psicopedagogia;
A comunicação é um fator determinante para o desenvolvimento humano, sendo fundamental para o aprendizado e para a participação na sociedade. No entanto, muitas pessoas enfrentam dificuldades de comunicação que podem interferir em seu processo de aprendizagem e desenvolvimento, limitando suas possibilidades de interação social e de inserção na sociedade.
Diante deste cenário, a psicopedagogia pode ser uma importante aliada na busca por soluções para essas dificuldades. A comunicação alternativa, por sua vez, é uma ferramenta que tem se mostrado cada vez mais eficaz na superação dessas barreiras, permitindo que pessoas com dificuldades de comunicação possam se expressar e se desenvolver plenamente.
Assim, este estudo se justifica pela importância de investigar a relação entre a psicopedagogia e a comunicação alternativa, com o objetivo de identificar possíveis estratégias de utilização dessa ferramenta para auxiliar pessoas com dificuldades de comunicação a superar barreiras no processo de aprendizagem e desenvolvimento.
DESENVOLVIMENTO
A PSICOPEDAGOGIA E A INCLUSÃO ESCOLAR
A psicopedagogia é uma área de atuação que busca compreender os processos de aprendizagem e desenvolvimento humano. Muitos estudos têm contribuído para a consolidação dessa área, destacando suas atribuições e importância.
Para Cagliari (2005), a psicopedagogia tem como objetivo principal auxiliar o sujeito a se apropriar do conhecimento e superar dificuldades de aprendizagem. Para isso, é necessário que o psicopedagogo tenha um olhar atento às particularidades do sujeito, considerando sua história de vida e contexto social.
Já para Bossa (2000), a psicopedagogia é uma área que busca integrar diferentes saberes, como a psicologia, a pedagogia e a neurologia, para compreender e intervir nos processos de aprendizagem. O autor destaca a importância de uma abordagem multidisciplinar para a compreensão dos problemas de aprendizagem.
O psicopedagogo deve ser capaz de promover a autonomia do sujeito e favorecer o desenvolvimento de estratégias de aprendizagem. Fonseca (2006) que aponta a necessidade de um olhar mais amplo sobre a aprendizagem, considerando aspectos cognitivos, emocionais e sociais.
Segundo Lerner (2002), a psicopedagogia tem um papel importante na prevenção e intervenção nos problemas de aprendizagem. O autor destaca que o psicopedagogo deve ser capaz de identificar as causas dos problemas de aprendizagem e propor estratégias de intervenção adequadas, visando o desenvolvimento do sujeito.
O uso de jogos e atividades lúdicas pode favorecer a aprendizagem e tornar o processo mais prazeroso e significativo para o sujeito. É de grande importância uma abordagem lúdica e criativa na psicopedagogia, como destacado por Antunes (2003).
A partir das reflexões sobre a psicopedagogia e suas atribuições, é importante destacar a necessidade de uma educação inclusiva. A educação inclusiva tem como objetivo garantir o acesso e a permanência de todos os alunos na escola, independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais ou emocionais. Nesse sentido, a psicopedagogia pode contribuir significativamente para a construção de uma educação inclusiva, considerando a diversidade dos sujeitos e suas necessidades específicas de aprendizagem.
A educação inclusiva é um tema cada vez mais relevante na sociedade atual, especialmente no contexto escolar. Autores brasileiros têm contribuído para a compreensão desse tema, destacando seus desafios e possibilidades.
Para Mazzotta (2010), a educação inclusiva tem como desafio garantir o acesso e a permanência de todos os alunos na escola, independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais ou emocionais. Segundo o autor, a inclusão demanda mudanças significativas na forma como a escola é organizada, na formação dos profissionais da educação e na oferta de recursos pedagógicos adequados às diferentes necessidades dos alunos.
Já para Glat (2012), a inclusão escolar implica em superar as barreiras que impedem a participação plena e efetiva de todos os alunos. O autor destaca a importância de uma educação que valorize a diversidade e respeite as diferenças individuais, garantindo o acesso ao conhecimento de forma equitativa e significativa.
Outro autor que destaca os desafios da educação inclusiva é Lopes (2013), que aponta a necessidade de repensar a prática pedagógica e o papel do professor na inclusão escolar. Segundo o autor, o professor deve ser capaz de identificar as necessidades específicas de cada aluno e adotar estratégias pedagógicas diferenciadas, promovendo a participação ativa de todos os alunos na sala de aula.
Segundo Facci (2015), a inclusão escolar implica em superar as barreiras culturais, sociais e políticas que limitam o acesso e a participação de todos os alunos na escola. O autor destaca a importância de uma educação que promova a igualdade de oportunidades e o respeito à diversidade, reconhecendo e valorizando as diferentes habilidades e potencialidades dos alunos.
Por fim, cabe destacar a contribuição de Bueno e Schirmer (2018), que apontam a necessidade de uma abordagem multidisciplinar na inclusão escolar, envolvendo não apenas professores, mas também psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e outros profissionais. Segundo as autoras, a colaboração e o trabalho em equipe são fundamentais para garantir uma educação inclusiva e de qualidade.
A COMUNICAÇÃO AUMENTATIVA E ALTERNATIVA
A Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA) é uma área de estudo e prática que visa facilitar a comunicação de pessoas que apresentam dificuldades de comunicação verbal ou escrita. Ela se baseia na utilização de recursos diversos, como pranchas de comunicação, símbolos gráficos, linguagem de sinais e tecnologias assistivas, com o objetivo de proporcionar autonomia e independência às pessoas com deficiências.
De acordo com Diniz (2019), a Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA) é uma forma de incluir pessoas que apresentam dificuldades de comunicação em diversas atividades, possibilitando a construção de uma sociedade mais inclusiva.
Toledo (2017) afirma que a CAA é uma forma de proporcionar autonomia e independência às pessoas com deficiências, garantindo o direito à comunicação e à participação plena na sociedade. A utilização de recursos de CAA pode auxiliar na melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiências, promovendo a inclusão social e a acessibilidade a informações e serviços diversos (Scalon, 2018).
A CAA pode contribuir para o desenvolvimento das habilidades sociais e emocionais das pessoas com deficiências, possibilitando a construção de relacionamentos mais saudáveis e duradouros (Borges, 2016).
Segundo Garcia (2020), é necessário investir na formação de profissionais capacitados e na disponibilização de recursos adequados para garantir o acesso e a participação plena de todos os indivíduos, independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais ou emocionais.
HISTÓRIA DA COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA
A história da comunicação alternativa remonta ao início do século XX, quando as primeiras tentativas de criar formas alternativas de comunicação surgiram.
Um dos primeiros sistemas de CA foi desenvolvido por Charles Klaproth em 1915, que criou um conjunto de cartões com símbolos para ajudar seu filho que tinha surdez a se comunicar. Posteriormente, em 1944, foi criado o sistema Blissymbolics, que utiliza símbolos simples e intuitivos para representar palavras e conceitos.
Na década de 1960, surge nos Estados Unidos o movimento de direitos civis para pessoas com deficiência, que reivindicavam maior acesso à educação, ao trabalho e à participação plena na sociedade. Com isso, a CA ganhou maior destaque e surgiram novas formas de comunicação, como as pranchas de comunicação e os softwares de comunicação assistiva.
Na década de 1970, o desenvolvimento de tecnologias assistivas, como os sintetizadores de voz e os computadores, impulsionaram ainda mais a evolução da CA. Nessa época, também foi criado o sistema PECS (Picture Exchange Communication System), que utiliza imagens para incentivar a comunicação e a interação social em pessoas com autismo.
Durante as décadas de 80 e 90, houve um grande avanço na comunicação alternativa. Os sistemas de comunicação aumentativa e alternativa (CAA) foram desenvolvidos e aprimorados, tornando-se mais acessíveis e eficazes para pessoas com deficiências de comunicação.
O uso de tecnologias assistivas também se expandiu, incluindo dispositivos eletrônicos portáteis e softwares especializados para CAA. Além disso, houve um aumento na conscientização sobre a importância da inclusão e da acessibilidade, o que impulsionou o desenvolvimento de políticas públicas e ações afirmativas para garantir os direitos das pessoas com deficiências. No entanto, ainda havia muitos desafios a serem superados, como a falta de recursos e a falta de formação adequada de profissionais que trabalhavam com pessoas com deficiências.
Atualmente, a CA é uma área de estudo e prática que busca desenvolver e aprimorar recursos de comunicação para pessoas com deficiência, com o objetivo de proporcionar maior autonomia e inclusão social. Diversas estratégias e tecnologias de CA estão disponíveis, como os sistemas de símbolos, as pranchas de comunicação, os softwares de comunicação assistiva e os dispositivos eletrônicos, como tablets e smartphones.
RECURSOS ALTERNATIVOS
Desde os tempos antigos, as pessoas com deficiências comunicativas tiveram que buscar formas alternativas de se comunicar, muitas vezes utilizando gestos e expressões faciais. Com o passar dos anos, outros recursos foram sendo desenvolvidos, como a língua de sinais e as pranchas de comunicação. Os recursos alternativos de comunicação têm uma longa história e evoluíram ao longo do tempo juntamente com a Comunicação Alternativa (CA).
Os recursos alternativos são essenciais para a comunicação de pessoas com deficiências que não podem se comunicar por meio da fala ou da escrita. Segundo Braga e Lopes (2018), os recursos alternativos são todas as formas de comunicação que não utilizam a fala, e podem incluir gestos, vocalização, choro, sinais manuais, apontar com os olhos, mãos ou outra parte do corpo, atitude corporal e expressão facial.
De acordo com Silva e Rodrigues (2020), esses recursos são importantes pois permitem que a pessoa com deficiência se comunique de forma efetiva, expressando suas necessidades e desejos. Além disso, os recursos alternativos podem ser utilizados em diferentes contextos, como no ambiente escolar, no trabalho e na vida cotidiana.
O uso desses recursos também pode contribuir para o desenvolvimento das habilidades sociais e emocionais das pessoas com deficiências. Segundo Borges (2018), a comunicação por meio de gestos e expressões faciais pode ajudar a pessoa a desenvolver a capacidade de entender e expressar emoções, e a construir relacionamentos mais saudáveis e duradouros.
Existem dois tipos principais de sistemas de comunicação alternativa e aumentativa (CAA): Os sistemas com ajuda, também conhecidos como aided, e os sistemas sem ajuda, também conhecidos como unaided.
Os sistemas com ajuda incluem dispositivos, equipamentos ou tecnologias que auxiliam a comunicação, como pranchas de comunicação, softwares de comunicação, tablets adaptados e outros dispositivos eletrônicos. Esses sistemas são projetados para fornecer suporte adicional à comunicação de pessoas com deficiências que apresentam dificuldades significativas na fala ou escrita.
Por outro lado, os sistemas sem ajuda não requerem nenhum dispositivo adicional, mas dependem de recursos do próprio corpo, como gestos, expressões faciais, vocalizações, entre outros. Esses sistemas podem ser úteis para pessoas com deficiências que possuem alguma habilidade física e/ou cognitiva para se comunicar por meio desses recursos.
É importante ressaltar que a escolha do sistema de comunicação deve ser individualizada e levar em consideração as habilidades e necessidades específicas de cada pessoa. Em alguns casos, pode ser necessário combinar diferentes sistemas de comunicação para garantir a efetividade da comunicação.
Segundo Toledo (2017, p. 15),
A escolha do sistema de comunicação mais apropriado deve levar em conta as características do usuário, seu perfil comunicativo, sua cultura e seu ambiente social. É importante que sejam oferecidos recursos adequados, que facilitem a expressão das ideias e dos sentimentos e que possibilitem a construção de relações interpessoais satisfatórias. (Toledo, 2017, p. 15).
No entanto, é importante ressaltar que a utilização dos recursos alternativos deve ser combinada com outras estratégias de comunicação aumentativa e alternativa, como o uso de pranchas de comunicação e softwares de comunicação. Como afirmam Braga e Lopes (2018), a combinação de diferentes recursos pode proporcionar maior efetividade na comunicação e garantir o direito à participação plena na sociedade.
TECNOLOGIAS ASSISTIVAS
Considerando a importância da inclusão escolar e dos desafios que se apresentam nesse processo, é fundamental destacar a contribuição das tecnologias assistivas. As tecnologias assistivas são recursos tecnológicos que visam garantir a autonomia e a independência de pessoas com deficiência, facilitando o acesso à informação, comunicação e mobilidade. Nesse sentido, é importante explorar as possibilidades e os desafios das tecnologias assistivas no contexto escolar, visando promover a inclusão e a valorização da diversidade.
Segundo Mantoan (2003), as tecnologias assistivas têm o objetivo de suprir as necessidades das pessoas com deficiência, proporcionando maior autonomia e independência em diversos aspectos da vida, como comunicação, mobilidade, educação e trabalho. Esses recursos tecnológicos são essenciais para a promoção da inclusão social e escolar de pessoas com deficiência, facilitando a comunicação, aumentando a acessibilidade e promovendo a igualdade de oportunidades.
Dentre as tecnologias assistivas disponíveis, os softwares de leitura e escrita têm se destacado como recursos úteis para pessoas com deficiência visual ou dificuldades de leitura e escrita. Um dos softwares muito utilizado no contexto escolar é o Boardmaker, ele permite que o professor crie materiais pedagógicos personalizados para atender às necessidades específicas de cada aluno, como materiais de leitura, escrita e comunicação.
Além disso, o Boardmaker possui uma ampla variedade de símbolos e imagens que podem ser utilizados para facilitar a comunicação e a compreensão de conceitos por alunos com dificuldades cognitivas ou de linguagem. Esse software é um exemplo de como as tecnologias assistivas podem ser utilizadas para promover a inclusão e garantir o acesso e a participação plena de todos os alunos na sala de aula.
Segundo Costa (2016), esses recursos podem ser utilizados tanto no ambiente escolar como em outras esferas da vida, auxiliando na compreensão e produção de textos. Já os softwares de reconhecimento de voz são importantes recursos para pessoas com deficiência física ou motora, permitindo que utilizem o computador ou outros dispositivos tecnológicos. Os recursos de comunicação alternativa e aumentativa, como os aplicativos de comunicação, também são tecnologias assistivas que possibilitam a comunicação de pessoas com dificuldades de fala ou comunicação (Moura, 2017).
No contexto escolar, as tecnologias assistivas podem ser utilizadas para garantir a inclusão e participação plena de todos os alunos. Segundo Schiavinato e Oliveira (2018), esses recursos complementam as práticas pedagógicas do professor, possibilitando a construção de uma educação inclusiva e de qualidade. Dessa forma, a utilização das tecnologias assistivas no ambiente escolar é fundamental para garantir o acesso e a participação de todos os alunos, independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais ou emocionais.
Porém, ainda existem desafios a serem superados na utilização das tecnologias assistivas. De acordo com Garcia e Souza (2017), a falta de recursos e a falta de formação dos profissionais da educação para sua utilização adequada são algumas das dificuldades enfrentadas. Para superar esses desafios, é necessário investir na formação dos professores e na disponibilização de recursos adequados para garantir o acesso e a participação plena de todos os alunos. Assim, as tecnologias assistivas se apresentam como importantes aliadas na construção de uma educação inclusiva e de qualidade para todos.
METODOLOGIA
O estudo acerca do tema exposto será uma pesquisa descritiva de caráter qualitativo, envolvendo a revisão bibliográfica para se alcançar os objetivos propostos neste trabalho. Segundo Amaral (2017), a pesquisa bibliográfica é uma etapa fundamental em todo o trabalho científico que influenciará todas as etapas demais etapas, na medida em que der o embasamento teórico em que se baseará o trabalho, ou seja, consiste no levantamento, seleção, fichamento e arquivamento de informações que possam dar explicações sobre o tema e favorecer o alcance dos objetivos propostos.
Para a realização do estudo foram definidas as etapas que a metodologia compreende, como a seleção do tipo de pesquisa, a área de abrangência, os instrumentos de coleta de dados.
O levantamento de dados ocorreu no período de maio de 2024 a agosto de 2024, utilizando-se as seguintes bases de dados: Google Acadêmico, PubMed e SciELO. As bases de dados foram escolhidas pela sua grande abrangência de estudos.
A partir da questão norteadora, se procederam as demais etapas para realização da revisão: Onde foram realizados os critérios de inclusão, definição das informações das pesquisas selecionadas, avaliação dos estudos incluídos na revisão integrativa, interpretação dos resultados e síntese dos resultados obtidos.
Atendendo aos critérios de inclusão foram estabelecidos: Artigos científicos completos, disponíveis na íntegra, publicados em periódicos nacionais e internacionais, no idioma português, além de livros, monografias e dissertações relevantes sobre a temática.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com base na análise realizada, é possível afirmar que a comunicação alternativa se apresenta como uma importante estratégia para auxiliar pessoas com dificuldades de comunicação a superar barreiras no processo de aprendizagem e desenvolvimento. Através da identificação dos tipos mais comuns de dificuldades de comunicação em pessoas atendidas pela psicopedagogia, foi possível verificar as possibilidades e limitações da utilização da comunicação alternativa nesse contexto.
É importante destacar que a utilização da comunicação alternativa deve ser realizada de forma personalizada, respeitando as particularidades de cada indivíduo. Dessa forma, a psicopedagogia pode se beneficiar do uso da comunicação alternativa como uma ferramenta que potencializa o desenvolvimento e aprendizado de pessoas com dificuldades de comunicação.
Com isso, conclui-se que a psicopedagogia e a comunicação alternativa apresentam uma importante relação, e que a utilização dessas estratégias em conjunto pode trazer benefícios significativos para o processo de aprendizagem e desenvolvimento dessas pessoas.
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