Estudo sobre a atividade de medicamentos homeopáticos no desenvolvimento de fungos

STUDY ON THE ACTIVITY OF HOMEOPATHIC MEDICINES ON FUNGAL DEVELOPMENT

ESTUDIO SOBRE LA ACTIVIDAD DE LOS MEDICAMENTOS HOMEOPÁTICOS EN EL DESARROLLO DE HONGOS

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/194CA9

DOI

doi.org/10.63391/194CA9

Freitas, Rayan Jefferson Rento . Estudo sobre a atividade de medicamentos homeopáticos no desenvolvimento de fungos. International Integralize Scientific. v 5, n 51, Setembro/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

Os fungos são organismos oportunistas que podem causar diversas infecções. Este estudo investigou o efeito de medicamentos homeopáticos no crescimento e desenvolvimento fúngico, destacando, principalmente a homeopatia como uma abordagem complementar no tratamento de micoses. A pesquisa realizou uma revisão integrativa da literatura, analisando estudos em diferentes idiomas sobre o uso de medicamentos homeopáticos contra fungos. Alguns trabalhos indicam redução na severidade das infecções, enquanto outros não observam impacto significativo. Os resultados sugerem a necessidade de mais pesquisas para avaliar a eficácia da homeopatia no controle fúngico, especialmente em casos em que os tratamentos convencionais falham ou apresentam efeitos adversos.
Palavras-chave
homeopatia e fungos; tratamentos homeopáticos em micoses; funga sob a ação de homeopáticos.

Summary

Fungi are opportunistic organisms that can cause a variety of infections. This study investigated the effect of homeopathic medicines on fungal growth and development, highlighting homeopathy as a complementary approach in the treatment of mycoses. The research carried out an integrative review of literature, analyzing studies in different languages ​​on the use of homeopathic medicines against fungi. Some studies indicate a reduction in the severity of infections, while others did not observe a significant impact. The results suggest the need for further research to evaluate the efficacy of homeopathy in fungal control, especially in cases where conventional treatments fail or present adverse effects.
Keywords
homeopathy and fungi; homeopathic treatment for mycoses; fungi under the action of homeopathics.

Resumen

Los hongos son organismos oportunistas que pueden causar diversas infecciones. Este estudio investigó el efecto de los medicamentos homeopáticos sobre el crecimiento y desarrollo de hongos, destacando la homeopatía como un enfoque complementario en el tratamiento de las micosis. La investigación realizó una revisión integradora de la literatura, analizando estudios en diferentes idiomas sobre el uso de medicamentos homeopáticos contra hongos. Algunos estudios indican una reducción en la gravedad de las infecciones, mientras que otros no observan un impacto significativo. Los resultados sugieren la necesidad de realizar más investigaciones para evaluar la eficacia de la homeopatía en el control de hongos, especialmente en los casos en que los tratamientos convencionales fallan o tienen efectos adversos.
Palavras-clave
homeopatía y hongos; tratamiento homeopático para las micoses; hongos bajo la acción de los homeopáticos.

INTRODUÇÃO

A Homeopatia é reconhecida na Agronomia pela Instrução Normativa nº 7 desde 1999. Até o momento, inúmeros estudos científicos têm investigado a ação dos medicamentos homeopáticos em diversas variáveis para diferentes sistemas biológicos (Lisboa et al., 2005; Carneiro et al., 2010; Toledo et al., 2015).

A homeopatia também é uma especialidade médica reconhecida no Brasil desde 1980, formalizado em 2002 pela Resolução Conselho Federal de Medicina (CFM) n° 1.634/2002. Essa terapêutica baseia-se no princípio dos semelhantes (similia similibus curantur), onde um medicamento capaz de causar sintomas em um indivíduo sadio pode tratar um doente que apresente os mesmos sintomas. Além disso, se apoia em outros três fundamentos: experimentação no homem sadio, medicamentos individualizados e medicamento dinamizado (Teixeira, 2017).

O Conselho Federal de Farmácia (CFF) estabelece as atribuições do farmacêutico nas práticas integrativas e complementares por meio da Resolução nº 586/2013. Essa resolução reconhece a competência do farmacêutico para atuar na produção, controle de qualidade, dispensação e orientação de medicamentos homeopáticos, bem como participar de atividades de pesquisa e desenvolvimento nessa área (CFF, 2013).

No contexto da pesquisa sobre o uso de medicamentos homeopáticos em fungos, a homeopatia emerge como uma estratégia promissora no tratamento de micoses, podendo complementar as terapias convencionais. Fungos desempenham um papel significativo na deterioração de produtos de uso humano, reduzindo o tempo de prateleira desses produtos. Portanto, a investigação nessa área é crucial, fornecendo uma abordagem alternativa e potencialmente mais segura no tratamento de infecções fúngicas. Ela se baseia no princípio de “semelhante cura semelhante”, utilizando substâncias altamente diluídas que estimulam a capacidade de autocura do corpo, oferecendo opções terapêuticas mais eficazes, menos tóxicas e com menos efeitos colaterais em comparação com os tratamentos convencionais (Basques, 2009).

Reunir informações sobre o uso de medicamentos homeopáticos em fungos é fundamental para disseminar conhecimento e estimular a pesquisa nessa área. Essa abordagem pode contribuir para o desenvolvimento de tratamentos mais eficazes e seguros para as micoses, beneficiando profissionais de saúde, pesquisadores e a comunidade médica em geral. Além disso, pode incentivar a realização de estudos adicionais e aprimorar o conhecimento científico nesse campo.

Desse modo, o presente estudo teve o propósito de reunir dados sobre a atividade homeopática nos fungos, revisando trabalhos que apresente o uso deles para tal finalidade, discorrendo sobre as influências da homeopatia no crescimento fúngico, no intuito de elucidar e comprovar que os medicamentos homeopáticos podem interferir no desenvolvimento e metabolismo em indivíduos do Reino Fungi.

METODOLOGIA

Foi realizada uma pesquisa qualitativa, sistemática, descritiva e criteriosa em artigos científicos, livros, teses e dissertações utilizando o método de revisão integrativa da literatura nas bases de dados Google Acadêmico, periódicos da CAPES, PUBMED e SCIELO, em português, espanhol e inglês, por meio dos seguintes descritores: homeopatia, medicamentos homeopáticos, fungos e homeopatia, uso de medicamentos homeopáticos em fungos, e tratamento das micoses combinados entre si.

Foram usados também livros-textos recentes, considerando a relevância e o valor informativo do material e alguns artigos-chave selecionados a partir de citações em outros trabalhos.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os trabalhos que discorrem sobre a atividade de indivíduos do Reino Fungi frente ao tratamento com Medicamentos Homeopáticos são escassos, contudo, alguns já foram realizados (Tabela 1).

A pinta preta doença que acomete o tomateiro, causada pelo fungo Alternaria solani teve o seu progresso reduzido pela aplicação dos medicamentos homeopáticos: Bioterápico de Alternaria solani 30CH, Bioterápico de A. solani 60CH, preparados de Phosphorus 30CH e Staphysagria 30CH (Rolim et al., 2005).

Toledo; Stangarlin; Bonato (2009) também analisaram as homeopatias Sulphur e Ferrum sulphuricum quanto ao seu efeito no controle da pinta preta do tomateiro causada por Alternaria solani. Os resultados mostraram que o Sulphur 12 e 60CH minimizou 48,82% e 56,47%, respectivamente, a severidade da doença dez dias após a inoculação do patógeno, 12 e 30CH reduziu 49,58% e 34,02% aos quatorze dias. Ferrum sulphuricum 12 e 30CH reduziu 43,24% e 73,24% a severidade aos dez dias; 6 e 30CH, 36,81% e 38,19% aos quatorze dias. Os medicamentos não atuaram como indutores de resistência. Portanto, as soluções homeopáticas Sulphur e Ferrum sulphuricum apresentam potencial para controle alternativo de doenças do tomateiro causadas por Alternaria solani.

Toledo; Stangarlin; Bonato voltaram em 2015 com mais um estudo apresentando os medicamentos homeopáticos Propolis, Sulphur e Ferrum sulphuricum, nas dinamizações 6CH, 12CH, 30CH e 60CH em detrimento a pinta preta do tomateiro tendo remissão da doença nos tomateiros.

Carneiro et al. (2010) avaliaram o efeito do bioterápico de A. solani no desenvolvimento in vitro do fungo e na severidade da pinta-preta em plantas de tomateiro produzidas em estufa. Os tratamentos usados foram bioterápicos nas dinamizações 26CH, 27CH, 28CH, 29CH e 30CH que não influenciou negativamente o desenvolvimento do fungo, mas houve um efeito na severidade da doença.

Oliveira et al. (2015) avaliaram o efeito de compostos homeopáticos (Staphysagria e Sulphur) no controle da mancha preta de Alternaria em folhas e frutos de tangerineira ‘Dancy’. A avaliação do controle da doença foi realizada pela aplicação de Staphysagria 12CH e Sulphur 12CH, em folhas jovens e frutos de tangerineira ‘Dancy’. A aplicação de compostos homeopáticos não controlou a doença nas folhas de tangerineira. Porém, Staphysagria 12CH controlou a doença em frutas, apresentando potencial para utilização no campo.

Rissato et al. (2016) apresentaram 100% de redução nos escleródios de Sclerotinia sclerotiorum causador do mofo branco em mais de 300 espécies de indivíduos do Reino Platae em detrimento do tratamento controle sob o uso de Nosodio 24CH, Sulphur 36CH e 48CH.

Em outro trabalho do mesmo grupo de pesquisa os autores detectaram que os medicamentos homeopáticos Sulphur 24 e 36CH inibiram a esporulação de Fusarium solani em 55% e 56%, respectivamente, em analogia com tratamento testemunha. Contudo, não houve diferença estatística para a variável área abaixo da curva de crescimento micelial nos ensaios com Sulphur. Já com Calcarea carbônica 12CH o crescimento somático demonstrou redução em 45,33% e o número de esporos redução em 44,97 comparados com os ensaios controle (Rissato et al., 2016).

Na tentativa de combater um caso de esporotricose felina que apresentava estagnação na evolução com o uso de tratamentos convencionais, Garcia, et al. (2021) utilizaram o Bioterápico nosódio de Sporothrix schenkii 12CH, 2 tabletes duas vezes ao dia, por 4 meses, que demonstrou eficácia sendo essencial para o processo de cura do paciente.

Apesar de algumas pesquisas apresentarem resultados positivos no uso de preparados homeopáticos, os preparados de Silicea terra 30CH, triturado e macerado do gorgulho Conotrachelus sp. 30CH, Carbo vegetalis 30CH e triturado da mosca-das-frutas Anastrepha fraterculus 30CH não influenciaram significativamente a incidência de antracnose (Colletotrichum spp.), cercosporiose (Pseudocercospora sp.) e fumagina, causada pelo fungo epífita Capnodium sp., na sanidade foliar de progênies da goiabeira-serrana segundo Bohneberger et al. (2011).

Assim como Bohneberger et al. (2011), Silva et al. (2013) não encontraram preparações homeopáticas que influenciassem significativamente o desenvolvimento do fungo Colletotrichum gloeosporioides. Foram testadas preparações homeopáticas de própolis amarela e vermelha nas dinamizações 3CH, 9CH e 15CH.

Faedo et al. (2020) também não obtiveram influência na cor e na textura dos frutos de morango. Eles utilizaram entre outros tratamentos Silicea terra 12CH e 18CH que não alterou a coloração e a textura dos frutos.

Damin et al. (2014) avaliaram o efeito de preparações homeopáticas sobre os parâmetros biológicos do fungo entomopatogênico Beauveria bassiana e perceberam que Phosphorus 3CH, Silicea 30CH, Staphysagria 30CH, Spodoptera frugiperda 30CH e Thuya occidentalis 200CH reduziram a germinação dos conídios, enquanto todas as outras preparações homeopáticas avaliadas foram toleráveis pelo fungo.

Em 2015 Damin et al. também avaliaram as homeopatias A. album 24CH C. carbonica 30CH Kali iodatum 100CH Phosphorus 3CH Silicea 30CH Staphysagria 6CH Staphysagria 30CH Staphysagria 100CH S. frugiperda 30CH Sulphur 100CH Sulphur 200CH T. occidentalis 200CH em detrimento ao fungo Metarhizium anisopliae, contudo as homeopatias não afetaram negativamente o crescimento desse fungo, independentemente da dinamização utilizada.

Leonel; Barros (2013) realizaram quatro aplicações foliares de um complexo de medicamentos homeopáticos contendo Silicea 6CH, Sulphur 6CH, Arsenicum album 6CH e Ferrugem 30CH, que se mostraram eficazes na redução da severidade da ferrugem do café causada pelo fungo biotrófico Hemileia vastatrix, com uma diminuição de 29,5% na incidência da doença em relação ao controle. Além disso, os preparados homeopáticos não influenciaram no desenvolvimento de outros fungos, como Colletotrichum spp. e Fusarium spp., indicando que a abordagem homeopática pode ser seletiva e específica para o controle de determinadas doenças na agricultura.

As preparações homeopáticas obtidas do fungo Fusarium e de seu antagonista Trichoderma não se mostraram viáveis para o controle de Fusarium oxysporum f. sp. lactucae no protocolo estudado. Entretanto, as preparações homeopáticas obtidas a partir do óleo essencial de Mentha arvensis (hortelã japonesa) nas diluições TM (tintura mãe), 18D e 30D, bem como a própria tintura mãe, apresentaram potencial para inibir o crescimento do patógeno (Queiroz et al., 2020).

Ferreira et al. (2010) testaram diferentes produtos alternativos no controle da fusariose em abacaxizeiro causada pelo fungo Fusarium subglutinans f. sp. ananás. O experimento foi conduzido com seis tratamentos, incluindo preparações homeopáticas de Ocimum gratissimum 12CH e nosódio 12CH, porém as preparações homeopáticas de Ocimum gratissimum CH12 e nosódio CH12 não influenciaram o desenvolvimento das plantas de abacaxizeiro.

Em um estudo de conclusão de curso como este, Silva (2018) avaliou a atividade dos medicamentos homeopáticos Arsenicum álbum, Atropa belladona, Calcarea carbônica, Carbo vegetabilis, Graphites, Natrum muriaticum e Phosphorus nas diluições de 5, 15, 30 e 45CH contra o crescimento de Aspergillus niger, fungo responsável pela podridão vermelha do sisal e Aspergillus parasiticus. O crescimento de A. niger foi inibido pelos medicamentos homeopáticos Arsenicum album, Calcarea carbonica, Graphites e Phosphorus em mais de 90%. Carbo vegetabilis, nas diluições de 6CH e 12CH, inibiu o crescimento de Aspergillus parasiticus em 63% e 70%, respectivamente, e inibiu a produção de aflatoxina em 100%.

Toledo (2014) utilizou medicamentos homeopáticos nas dinamizações 12, 24, 36 e 48CH para avaliar seu efeito no controle da ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi) em plantas de soja. Os medicamentos Arsenicum album e Silicia terra apresentaram influência significativa no desenvolvimento fúngico, reduzindo a severidade da doença. Por outro lado, o medicamento Calcarea carbonica não demonstrou efeito relevante no controle do fungo.

Lorenzetti et al. (2017) avaliaram o controle da podridão do carvão vegetal em soja causada pelo fungo Macrophomina phaseolina utilizando soluções homeopáticas de Sépia e Arsenicum album nas dinamizações de 6, 12, 24, 36 e 48CH, bem como verificar a atividade antimicrobiana desses tratamentos. Sépia reduziu até 32% do crescimento fúngico. Quanto ao progresso da doença, Sépia e Arsenicum na dinamização 24CH reduziram o crescimento fúngico em até 50% e 70% no primeiro e segundo ensaios, respectivamente, em relação aos tratamentos controle.

Barbosa et al. (2013) em revisão de literatura discutem o uso da terapia homeopática no tratamento de dermatofitoses em gatos. Os autores destacam a importância de tratamentos alternativos e inovadores na medicina veterinária, particularmente para uma espécie tão única como os gatos. Enfatizam a necessidade de pesquisas e estudos que subsidiem o uso da homeopatia e compreendam seus mecanismos de ação. A revisão também reconhece os desafios na obtenção de evidências científicas para a eficácia dos tratamentos homeopáticos devido à sua natureza subjetiva.

Os autores concluem que a homeopatia tem se mostrado promissora como alternativa de tratamento para dermatopatias em gatos, especialmente quando os tratamentos alopáticos convencionais são ineficazes ou apresentam efeitos colaterais indesejáveis. Contudo, menciona que não foram encontradas informações específicas sobre quais medicamentos homeopáticos e suas respectivas dinamizações influenciaram ou não o desenvolvimento fúngico. Faz menção as espécies de dermatófitos Microsporum canis, Trichophyton mentagrophytes e Microsporum gypseum como importantes causadores de dermatofitoses em gatos.

É importante ressaltar que a falta de dados científicos sobre os efeitos dos medicamentos homeopáticos no desenvolvimento fúngico destaca a necessidade de pesquisas adicionais para avaliar a eficácia desses tratamentos.

Tabela 1 – Relação dos estudos sobre o uso de medicamentos homeopáticos em fungos conforme autoria e ano de publicação, título do trabalho, fungo e tratamento homeopático aplicado.

Autor/ano Título Fungo Medicamento homeopático
1. ROLIM, et al./2005 Preparados homeopáticos no controle da pinta preta do tomateiro. Alternaria solani Pinta preta do tomateiro Nosodio 30CH e 60CH, Phosphorus 30CH e Staphysagria 30CH
2. TOLEDO; STANGARLIN & BONATO/2009 . Uso dos Medicamentos Homeopáticos Sulphur e Ferrum sulphuricum no Controle da Doença Pinta Preta em Tomateiro. Alternaria solani Pinta preta do tomateiro Enxofre 12CH, 30CH e 60CH, Ferrum sulphuricum 6CH, 12CH e 30CH 
3. CARNEIRO et al./2010 Effect of biotherapic of  Alternaria solani on the early blight of tomato-plant and the in vitro development of the fungus. Alternaria solani Pinta preta do tomateiro Bioterápicos nas dinamizações 26CH, 27CH, 28CH, 29CH e 30CH
4. *FERREIRA et al./2010 Preparados Homeopáticos, Extrato de Barbatimão e Urina de Vaca: Alternativas para Controle da Fusariose do Abacaxi. Fusarium subglutinans f. sp. ananás Ocimum gratissimum 12CH e nosódio 12CH
5. *BOHNEBERGER; SÁ & BOFF./2011 Preparados homeopáticos e diversidade genética no manejo de doenças da goiabeira-serrana. Colletotrichum spp. Antracnose Pseudocercospora sp. cercosporiose e Capnodium sp. fumagina Silicea terra 30CH, Conotrachelus sp. 30CH, Carbo vegetalis 30CH e Anastrepha fraterculus 30CH
7. BARBOSA et al. (2013)  Terapia homeopática em dermatopatias de gatos – Revisão de literatura. Dermatófitos Microsporum canis, Trichophyton mentagrophytes e Microsporum gypseum Não foram mencionadas especificamente as homeopatias e suas respectivas dinamizações testadas.
6. LEONEL & BARROS./2013 Utilização de preparados homeopáticos para controle da ferrugem do café (Hemileia vastatrix) na região da Alta Mogiana Hemileia vastatrix, Colletotrichum spp. e Fusarium spp. Silicea 6CH, Sulfur 6CH, Arsenicum album 6CH e Ferrugem 30CH
8. *SILVA et al./2013 Efeito de medicamentos homeopáticos de própolis no controle de Colletotrichum gloeosporioides. Colletotrichum gloeosporioides Própolis amarela e vermelha 3CH, 9CH e 15CH
9. DAMIN, et al./2014 Preparados homeopáticos sobre a atividade do fungo entomopatogênico Beauveria bassiana. Beauveria bassiana Phosphorus 3CH, Silicea 30CH, Staphysagria 30CH, Spodoptera frugiperda 30CH e Thuya occidentalis 200CH
10. TOLEDO/2014  Repertorização de sintomas e controle da ferrugem asiática da soja (Phakopsora pachyrhizi) com medicamentos homeopáticos. Ferrugem asiática Phakopsora pachyrhizi Arsenicum album, Calcarea carbonica e Silicia terra
11. *DAMIN et al./2015 In vitro assay on homeopathic solutions on Metarhizium anisopliae (Metsch) Sorok (Ascomycota: Clavicipitaceae) Metarhizium anisopliae Calcarea carbonica 
12. OLIVEIRA et al./2015 Efeito de tratamentos homeopáticos sobre a mancha de alternaria em tangerina ‘Dancy’ Alternaria sp. Staphysagria 12CH e Sulphur 12CH
13. TOLEDO; STANGARLIN & BONATO/2015 Controle da pinta preta e efeito sobre variáveis de crescimento em tomateiros por preparados homeopáticos. Alternaria solani Pinta preta do tomateiro Propolis, Sulphur e Ferrum sulphuricum, nas dinamizações 6CH, 12CH, 30CH e 60CH 
14. RISSATO, et al./2016  Atividade in vitro de medicamentos homeopáticos contra Sclerotinia sclerotiorum. Sclerotinia sclerotiorum Mofo Branco Nosodio 24CH, Sulfur 36CH e 48CH
15. RISSATO, et al./2016  Esporulação e crescimento micelial de Fusarium solani tratado com medicamentos homeopáticos. Fusarium solani Sulphur 24CH e 36CH, Calcarea carbônica 12CH 
16. LORENZETTI, et al./2017 Antimicrobial activity against Macrophomina phaseolina and the control of charcoal rot in soybeans using the homoeopathic drugs Sepia and Arsenicum album. Podridão do carvão vegetal em soja Macrophomina phaseolina Sépia e Arsenicum album nas dinamizações 6CH, 12CH, 24CH, 36CH e 48CH
17. SILVA/2018 Atividade de medicamentos homeopáticos sobre o desenvolvimento fúngico in vitro. Aspergillus niger (podridão vermelha do sisal) e Aspergillus parasiticus Arsenicum álbum, Atropa belladona, Calcarea carbônica, Carbo vegetabilis, Graphites, Natrum muriaticum e Phosphorus de 5CH, 6CH, 12CH, 15CH, 30CH e 45CH
18. *FAEDO, et al./2020 Preparado Homeopático Silicea terra e biogente Trichoderma harzianum na qualidade de frutos de morangueiro. Trichoderma harzianum Silicea terra 12CH e 18CH 
19. QUEIROZ et al./2020 Potencial de uso fitoterápico e de preparados homeopáticos de hortelã visando o manejo de Fusarium oxyporum f.sp. lactucae Fusarium oxysporum f. sp. lactucae Mentha arvensis (hortelã japonesa) nas diluições TM (tintura mãe), 18D e 30D
20. GARCIA, et al./2021 Tratamento de esporotricose felina com auxílio de homeopatia e pomada com nanopartículas – relato de caso. Sporothrix schenkii Esporotricose Nosodio 12CH
*Trabalhos que não apresentaram mudanças no desenvolvimento fúngico com uso de homeopáticos.

Fonte: Elaborado pelo autor (2025).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com base na análise abrangente dos estudos examinados, este estudo conclui que o fungo Alternaria solani demonstrou ser suscetível à ação de medicamentos homeopáticos, uma vez que apresentou um maior número de estudos investigados. A eficácia dos bioterápicos elaborados a partir do próprio fungo foi claramente respaldada, especialmente pelo princípio da similitude (similia similibus curantur), sugerindo que o uso do próprio agente causador da doença é efetivo. Além disso, observou-se que o medicamento homeopático Sulphur é um dos mais amplamente pesquisados, e em diferentes dinamizações, exerce algum grau de influência no desenvolvimento fúngico.

Destaca-se a existência de uma diversidade de resultados nos estudos analisados, com alguns não demonstrando uma influência significativa das homeopatias no desenvolvimento fúngico, enquanto outros evidenciam a eficácia desses medicamentos na redução da severidade de doenças fúngicas. Essa variação de resultados enfatiza a urgência de conduzir pesquisas adicionais a fim de avaliar de forma mais abrangente a eficácia desses tratamentos em diferentes contextos da Funga.

Conclui-se, portanto, que a homeopatia detém potencial como uma terapia complementar, particularmente nos casos em que as abordagens convencionais se revelem ineficazes ou acarretem problemas relacionados a medicamentos (PRM’s). Isso ressalta a importância da homeopatia como uma alternativa promissora para o tratamento de infecções fúngicas, sendo capaz de complementar os tratamentos convencionais.

Por fim, é imprescindível ressaltar a necessidade de prosseguir com investigações a fim de aperfeiçoar o entendimento científico nesse domínio, resultando em benefícios tanto para os profissionais de saúde quanto para a comunidade em geral.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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n. 51
Estudo sobre a atividade de medicamentos homeopáticos no desenvolvimento de fungos

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