As principais dificuldades dos educandos autistas nas escolas regulares

THE MAIN DIFFICULTIES OF AUTISTIC STUDENTS IN REGULAR SCHOOLS

LAS PRINCIPALES DIFICULTADES DE LOS ALUMNOS AUTISTAS EN LAS ESCUELAS REGULARES

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/A7870C

DOI

doi.org/10.63391/A7870C

Ramos, Bruno Schwabenland . As principais dificuldades dos educandos autistas nas escolas regulares. International Integralize Scientific. v 5, n 51, Setembro/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

O referido trabalho abordou como tema algumas das principais barreiras que os educandos com o transtorno de espectro autista no ambiente educacional. O objetivo é demonstrar como existe um conjunto de vulnerabilidades que existem e que devem ser combatidas com práticas de ensino e ações que se alinhem as necessidades desse alunado. A metodologia adotada foi à pesquisa de cunho bibliográfico. A fundamentação aborda dificuldades como a socialização, a escassez de materiais pedagógicos para o trabalho com os educandos que possuem o transtorno de espectro autista, principalmente quando se trata de casos severos, assim como a relevância em haver sala de recursos em todas as instituições de ensino que denotem um trabalho de inclusão de qualidade. O artigo visa contribuir para que mais profissionais que atuam na educação compreendam como os educandos com o transtorno de espectro autista são alunos em potencial, mas, que necessitam de melhores metodologias educacionais, para que possam mostrar as suas habilidades.
Palavras-chave
dificuldades; transtorno; barreiras; socialização.

Summary

This work addressed some of the main barriers faced by students with autism spectrum disorder in the educational environment. The objective is to demonstrate how a set of vulnerabilities exists and must be addressed with teaching practices and actions aligned with the needs of these students. The methodology adopted was bibliographic research. The basis addresses difficulties such as socialization, the scarcity of teaching materials for working with students with autism spectrum disorder, especially in severe cases, as well as the importance of having resource rooms in all educational institutions that demonstrate high-quality inclusion work. The article aims to help more professionals working in education understand that students with autism spectrum disorder are potential students, but they require better educational methodologies to demonstrate their abilities.
Keywords
difficulties; disorder; barriers; socialization.

Resumen

Este trabajo abordó algunas de las principales barreras que enfrentan los estudiantes con trastorno del espectro autista en el entorno educativo. El objetivo es demostrar la existencia de un conjunto de vulnerabilidades que deben abordarse con prácticas y acciones docentes alineadas con las necesidades de estos estudiantes. La metodología adoptada fue la investigación bibliográfica. La base aborda dificultades como la socialización, la escasez de materiales didácticos para trabajar con estudiantes con trastorno del espectro autista, especialmente en casos graves, así como la importancia de contar con aulas de recursos en todas las instituciones educativas que demuestren un trabajo de inclusión de alta calidad. El artículo busca ayudar a más profesionales que trabajan en educación a comprender que los estudiantes con trastorno del espectro autista son estudiantes potenciales, pero requieren mejores metodologías educativas para demostrar sus capacidades.
Palavras-clave
dificultades; trastorno; barreras; socialización.

INTRODUÇÃO

Vital compreender como os estudantes que possuem o transtorno de espectro autista, apresentam uma série de dificuldades no cotidiano escolar, e que necessitam serem minimizadas, para que todo o potencial que esse alunado possui possa ser desenvolvido de uma maneira mais intensa, eis uma reflexão voltada às instituições de ensino inclusivas, e também as regulares devem realizar.

O objetivo é mostrar alguns dos principais desafios para se ensinar esse público alvo que é tão complexo que são os estudantes que possuem o transtorno de espectro autista, essa é uma questão de extrema importância para beneficiar esse público alvo, e como existe a relevância em se estruturar de maneira mais intensa as instituições de ensino, permitindo o pleno desenvolvimento desse público alvo, dentro de suas condições e possibilidades a serem idealizadas. 

A metodologia usada foi à pesquisa de cunho bibliográfico, sendo que diversas pesquisas foram realizadas em publicações e obras de autores renomados e que muito contribuíram com o tema, que visa promover uma verdadeira reflexão com relação às condições de ensino que os educandos que possuem o transtorno de espectro autista encontram nas escolas do país. 

A justificativa para a escrita do presente tema foi voltada a importancia de se mostrar algumas das principais características existentes no aluno com autismo, principalmente em relação á sua individualidade, que realmente coloca em dificuldade o trabalho realizado pelos educadores.

A fundamentação aborda a maneira com que os professores trabalham com os estudantes que possuem o transtorno de espectro autista, quais são as suas metodologias e preocupações que envolvem esse estudante, assim como em relação metodologias de ensino que favorecem o desenvolvimento cognitivo do aluno autista, com destaque para os desenhos e figuras. 

O artigo irá contribuir em prol de as pessoas, que as mesmas tenham uma mentalidade mais desenvolvida em relação ao que é o estudo para uma pessoa autista, como as escolas especiais realizam um trabalho de extrema qualidade com esse público alvo, mesmo não tendo muitas vezes os recursos mais eficazes para esses alunos em particular.

Nas considerações finais, os leitores poderão visualizar como os alunos que desenvolveram o transtorno de espectro autista recebam uma maior atenção por parte dos professores, familiares, além de um atendimento individualizado e bem planejado, promovendo um processo de inclusão mais harmonioso e qualificado.

 

DESENVOLVIMENTO

Trabalhar com os educandos que possuem o espectro de transtorno autista é um dos principais desafios que os educadores possuem na atualidade, isso claro, pois, apenas a modalidade de educação especial reúne condições para atenderem esse público alvo tão complexo (Lobato, 2001).

A escola deve ser informada que a pessoa possui deficiência para que seja possível adaptar as aulas e acompanhar o ritmo de desenvolvimento dessa criança. Infelizmente nem sempre isso acontece, pois, alguns professores não possuem formação adequada que possibilite adaptar suas aulas para que o aluno autista possa interagir da mesma maneira que os demais.

Alunos autistas devem ter um atendimento educacional especializado por parte dos professores e demais membros do corpo docente, uma vez que, são crianças imprevisíveis, ou seja, nunca se sabe o que esperar exatamente desse público alvo (Lobato, 2001).

A instituição de ensino é o espaço onde as crianças aprendem a lidar com a diversidade cultural, é o espaço onde terão liberdade para a construção da sua identidade e para o autista isso é de suma importância, pois talvez aprenderá a respeitar o espaço do outro e os demais aprenderão a respeitar o espaço das crianças que possuem limitações de interação e integração.

A escola nem sempre está apta para receber alunos autistas, considerando a realidade das escolas públicas e infelizmente há poucas leis que ampare pessoas autistas e sua inclusão na escola de maneira adequada. Por isso, ainda há tanta exclusão, o que acaba afetando de forma significativa o processo de desenvolvimento da criança.

Na sociedade, pouco se fala a respeito do transtorno de espectro autista, pelo menos na sociedade brasileira, e a convivência de uma pessoa com autismo ainda é vista como um tabu pela própria sociedade é bem verdade, no entanto, que a inclusão deste público, ou seja, de uma doença tão limitante como é o caso do autismo é realmente muito difícil, um verdadeiro desafio, mas, que deve ser enfrentado pela sociedade. (Ulisses, 2011).

A educação deve ser trabalhada com o aluno autista da maneira mais lúdica e agradável possível para que chame sua atenção e faça com ele fique concentrado nas atividades que serão desenvolvidas, atividades essas que serão repetidas dia após dia já que ele precisará de um período mais longo para aprender.

O autismo é uma síndrome que causa alterações na capacidade de comunicação, interação social e comportamento da criança, o que provoca sinais e sintomas como dificuldades na fala, bloqueios na forma de expressar ideias e sentimentos, assim como comportamentos incomuns, como não gostar de interagir, ficar agitado ou repetir movimentos (Lobato, 2001, p. 90).

Sabe-se que uma das principais características pela pessoa que possui o transtorno de espectro autista é o isolamento deliberado, portanto, nem sempre a relação dos alunos autistas com as outras crianças é serena, acontece muitas vezes dos autistas se isolarem, porém, isso depende de cada caso, do grau de autismo que o aluno possui.

O primeiro passo que a escola especial deve pensar é no processo de integração que os educandos com autismo possuem, ou seja, a forma como esse público deve saber se relacionar com o ambiente que passarão a ser inseridas (Ulisses, 2011).

As crianças autistas parecem que aprendem e entendem melhor vendo do que ouvindo. Por isso, quando pequenas, é interessante expô-las ao máximo a esses estímulos. A escola recebe uma criança com dificuldades de se relacionar, seguir regras sociais e se adaptar ao novo ambiente. Esse comportamento é logo confundido com falta de educação e limite.

Seguindo essa linha de raciocínio, Ulisses (2011) afirma que é de vital importância que a criança autista esteja inserida no contexto integral da escola e a instituição, da maneira que esse estabelecimento de ensino, deve respeitar suas particularidades e suas limitações.

A rotina de um estudante que tenha autismo está longe de ser considerada simples, uma vez que, esses educandos possuem extremas dificuldades em relação à retenção de informações, por terem um quoeficiente intelectual muito abaixo de uma pessoa normal (Masini, 2002).

O papel da escola é de fundamental importância para a evolução de todos os alunos. Buscar conhecer mais sobre o assunto, ter uma perspectiva inclusiva e preparar o quadro de docentes para trabalhar com alunos autistas é um importante começo. Aliado a isto, a busca de estratégias metodológicas de interação e desenvolvimento de todos os alunos deve ser alvo constante de uma escola inclusiva.

Para Masini (2002) mesmo em uma escola especial, onde os professores já trabalham com diversas pessoas com deficiências diferentes, é complexo compreender as necessidades que os educandos possuem, essa é uma questão de extrema importância que os educadores necessitam conhecer, antes mesmo de ingressarem nessa carreira. 

Assim, a instituição de ensino deve se comprometer a oferecer um ensino de qualidade, buscando melhorias em sua estrutura física quanto no modo de ensino aprendizado. Isto faz com que a escola tome consciência que necessita adaptar o ambiente escolar, tanto como adequar o currículo e também trazer alternativas metodológicas diferenciadas de acordo com a necessidade de cada aluno.

Mesmo que muitos profissionais de educação se vêem diante de um grande desafio para lidar com alunos que precisem de uma atenção maior, é fundamental dizer que a própria criança é quem lidará com barreiras a serem derrubadas (Masini, 2002).

Além disso, é indispensável expor que o aluno com transtorno do espectro autista necessita de um ensino em que possa aprender e ao mesmo tempo colaborar com os seus pares. Isto é, é essencial que o aluno com autismo aprenda junto com os seus colegas para que eles possam fazer trocas de experiências. Todo esse trabalho integrado é importante para o desenvolvimento sociocognitivo do aluno autista.

Em outras palavras, os educadores dependem muito da reação dos estudantes que possuem autismo, e por mais que utilizem metodologias de ensino que possam ser consideradas mais específicas, é fundamental que haja um esforço por parte do próprio estudante (Alboreto, 2001).

Por isso, esse ensino aprendizado diferenciado concretiza um trabalho positivo para inclusão efetiva. Por fim, cabe frisar um trabalho que insira o aluno com transtorno do espectro autista em sala de aula, fazendo com que esse aluno tenha uma plena integração no ambiente escolar, onde o mesmo possa ter uma ativa aprendizagem, presença e participação juntamente com os seus pares tendo assim, uma inclusão efetiva.

Professores que não tem um conhecimento elevado em relação ao transtorno de espectro autista, sentem muitas dificuldades para a realização de um trabalho que possa ser considerado qualificado, e que faça a diferença na realidade desses educandos (Alboreto, 2001).

No começo, as famílias também sentem extremas dificuldades em relação ao trato com uma criança autista, uma vez que, existem diferenças, ou melhor, detalhes, que necessitam ser compreendidas com o passar do tempo, principalmente em relação à realização de atividades repetitivas.

Todavia, é preciso entender porque os alunos que desenvolveram o autismo, sendo que se trata de um público que apresenta um nível de individualismo muito maior, ou seja, pessoas com um mesmo nível de deficiência igual, mas, que sejam diferentes em diversos aspectos (Proença, 2020).

No autismo a linguagem é constantemente enfocada, trazendo a importância do profissional da fonoaudiologia e da psicologia junto à equipe multidisciplinar para contribuir com intervenções no comportamento verbal no campo da aprendizagem.

Segundo Proença (1990) a questão do individualismo é algo que necessita ser levado em consideração que o autismo dá a pessoa uma característica única. Isso significa que cada aluno terá o seu jeito de ser, sua forma de reagir com o ambiente, essa é uma das principais dificuldades existentes na rotina dos educadores.

Promover um atendimento educacional especializado para os estudantes dotados do transtorno de espectro autista é absolutamente fundamental, uma vez que, os educadores contam com a possibilidade de compreenderem um pouco melhor quais são as principais limitações que esse alunado apresenta, e isso ocorre pelo fato de que esse tipo de condição afeta os indivíduos de uma maneira completamente disforme, e segundo essa tocante, não há como o educador desenvolver uma mesma metodologia de ensino, as variáveis de apresentam em larga escala.

Essas crianças que apresentam autismo apresentam uma série de variações, varia de gosto cognitivo, nível intelectual, gosto maior pela escola e gosto maior pelas nuances acadêmicas, e o educador é quem deve se adaptar as tendências de cada educando (Proença 2020).

Sendo assim, é fundamental que os professores conheçam os mais diversos tipos de metodologias de ensino que sejam enriquecedoras para a formação dos alunos autistas, ou seja, que os mesmos passem a se adaptar em busca de um mínimo de progresso cognitivo e o que pode ser considerado como ainda mais basilar, que esses discentes sejam estimulados a sejam participativos.

Nesse sentido, é muito importante que o professor tenha á sua disposição uma equipe pedagógica, e que essa seja capaz de identificar as principais características positivas e negativas com a finalidade de trabalhar sobre tais aspectos dos educandos.

Segundo Mazzota (2023) o professor necessita trabalhar de uma maneira gradual em relação aos estudantes que possuem autismo, repetindo os mesmos conteúdos de diferentes formas, isso até que descubra qual é o melhor método existente e que os alunos com esse tipo de deficiência se adaptem.

Certo é que os docentes também realizam os mais diversos tipos de descobertas com seus educandos que possuem o transtorno de espectro autista, e esse acumulo de conhecimentos, se mostra como uma ferramenta de grande relevância para o pleno desenvolvimento do profissional, que com o desenvolvimento de novas rotinas, conseguem prover melhores condições de atuação desses educandos atípicos no espaço educacional.

O ambiente nesse sentido, faz toda a diferença em relação ao ambiente em que o educando esteja inserido, isso quer dizer que os educandos com esse tipo de transtorno precisam se adaptar ao local em que passarão a frequentar por um período de tempo (Nabarrete, 2009).

O transtorno de espectro autista, faz com que a pessoa se esqueça de muito rapidamente do que aprendeu, isso denota a possibilidade de o educador ter a necessidade de tornar o conteúdo muito mais atrativo para esse público alvo específico.

O professor sempre possui a responsabilidade de escolher metodologias de ensino que favoreçam uma conexão, ou melhor, um lembrete que sirva para o educando com transtorno de espectro autista encontrar um meio de conseguir se lembrar do conteúdo (Nabarrete, 2009).

Principalmente levando-se em consideração, que na grande maioria das vezes, as pessoas que possuem o transtorno de espectro autista possuem duas condicionantes que são basilares, a primeira é a dificuldade que possuem para se concentrarem em um ambiente, mesmo fechado, para uma pessoa autista, qualquer barulho externo se mostra como um componente capaz de chamar a atenção do mesmo.

E a segunda condicionante é o lapso de memória, algo que atrapalha muito a aprendizagem desse público alvo, é muito comum que os educadores que atuam nas escolas inclusivas, tenham que repetir uma série de vezes os mesmos conteúdos para esses discentes, pelo fato de esses demorarem muito para conseguirem processar essas informações, a menos que exista algum fator que contribua para a estimulação desse alunado, como, por exemplo, algum tipo de lembrete, ou mesmo, de algum detalhe que chame a atenção dos mesmos.

Os sinais de autismo surgem, geralmente, por volta dos dois aos três anos de idade, o período em que a criança tem uma maior interação e comunicação com as pessoas e o ambiente em que as mesmas se encontram inseridas, no caso mais específico os seus familiares, porém, é uma questão de extrema importância a ser conhecida (Ferreira, 1998, p. 89).

Muitas vezes os pais ficam desesperados quando um aluno com o transtorno de espectro autista ingressa em sala de aula, uma vez que, é preciso muito conhecimento para atuar de uma maneira qualificada, e que faça a diferença a favor desse público.

Os sintomas de autismo não são apenas descobertos na infância, e também podem ser percebidos em adolescentes e adultos, embora nesses casos sejam mais raros, e alguns dos mais comuns são o isolamento, não olhar nos olhos, agressividade e dificuldade para se adaptar a uma nova rotina (Ferreira, 1998).

O aluno que possui o autismo opta por se sentir a parte do resto da sociedade, uma vez que, possui muito medo de quem não faz parte de seu universo, no caso mais específico, os seus familiares, pessoas que já conhecem a realidade dessa pessoa.

É importante lembrar que apenas alguns destes sinais não confirmam o autismo, tamanha é a complexidade desse tipo de transtorno, sendo fundamental que a família realize uma consulta com o pediatra ou psiquiatra, que poderão fazer uma avaliação clínica mais específica, de preferência o mais depressa possível (Caraballi, 2010).

Para o educador, quanto maior o número de informações que ele possuir em relação aos alunos que possuem o transtorno de espectro autista, isso facilita um pouco a árdua tarefa de trabalhar com esse público alvo, mesmo na modalidade de educação especial, existe a necessidade de haver um planejamento específico.

Outro fator muito importante que os educadores precisam se adaptar é em relação ao comportamento de quem possui o transtorno de espectro autista, como é o caso, por exemplo, dos risos e gargalhadas inadequadas ou fora de hora, mesmo quando não está acontecendo nada na sala de aula, nem mesmo havendo nenhum tipo de comunicação.

Marques (2013) afirma que o comportamento que o aluno que possui autismo pauta no descontrole de estímulos. Este item diz respeito à desconexão entre o que ele quer, mas o contexto não pede, muitas vezes acaba não realizando as atividades propostas pelo educador. 

Em outras palavras, em vez de estudar, ele prefere brincar. É necessário que haja uma observação do educador a fim de buscar metodologias que tornem o aprendizado mais atrativo e eficaz, o trabalho do educador é muito mais dificuldade.

O aluno que possui o espectro de transtorno autista também causa algumas dificuldades para o professor, isso em relação à interação que esse público alvo necessita, inclusive no fato de relacionar-se com outras crianças e por isso prefere ficarem sozinho a brincar com elas, os educadores necessitam de tempo para organizar atividades que permitam esse tipo de interação.

Romper com esse tipo de isolamento é fundamental para o desenvolvimento social das pessoas que possuem autismo, uma vez que, as escolas especiais não podem se preocupar apenas com o viés cognitivo, e sim, da interação que esse público alvo possui com as demais pessoas na sociedade (Lobato, 2001).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O estudante que possui autismo apresenta uma série de dificuldades que necessitam ser levados em consideração, como a limitação para o obter uma aresta de cognição mais acentuada, bem como para uma comunicação qualificada, sem falar também na questão do isolamento.

Dessa maneira. É de extrema importância que as instituições de ensino inclusivas, tenham um nível de planejamento mais bem elaborado, para que esses educandos tenham uma formação que realmente possibilite alguma diferença á favor do seu viés social.

O estudante autista realmente necessita muito de atendimento educacional especializado, uma vez que, se trata de uma pessoa que apresenta um grau de particularidade em relação à individualidade muito grande, em outras palavras, duas pessoas com esse mesmo transtorno, podem apresentar uma série de diferenças muito visíveis.

Nesse caso, os professores necessitam conhecer muito bem os hábitos desses estudantes, e também se preocuparem com a criação de um ambiente que facilite a adaptação desse estudante, ou seja, que o mesmo se adapte com facilidade.

Muitas vezes os professores não conhecem as metodologias de ensino que facilitem o desenvolvimento educacional desse alunado, principalmente em relação aos recursos que serão usados, como, por exemplo, os desenhos, figuras e uso das novas tecnologias, que são ferramentas de extrema importância para o desenvolvimento desse público alvo.

A informação necessita ser transmitida diversas vezes até que o estudante que possui o transtorno de espectro autista consiga compreender, isso acontece pelo seu baixo grau de desenvolvimento cognitivo, de maneira que é fundamental que o professor não apenas repita o conteúdo, mas, que o faça de maneiras diferentes, contemplando as potencialidades que esse público alvo específico apresenta no cotidiano das aulas.

Por fim, o aluno que desenvolve o autismo se mostra como um dos casos mais complexos que existe na modalidade de educação especial atualmente, e por essa razão, trata-se de um grande desafio á ser enfrentado pelos professores, que lutam muito para que seus educandos tenham um mínimo de desenvolvimento cognitivo e social, saindo do isolamento e passando a levar uma vida ao menos um pouco mais próxima da normalidade e com as suas condições.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALBORETO. M. U. O Professor Especialista na Modalidade Especial na Escola Regular: Processo de Adaptação. Guanabara: Rio de Janeiro. 2001.

CARABALLI, R. C. A Sociedade Continua Preconceituosa. São Paulo: Ed. Saraiva, 2010.

FERREIRA, A. C. O que é autismo: Rio de Janeiro. Guanabara. 1998.

LOBATO, K. A Importância do Brincar no Desenvolvimento de Crianças de 03 a 05 Anos Portadoras de Necessidades Educativas Especiais (D.M.) na Educação Infantil. Belém-Pará: Universidade da Amazônia, 2001.

MARQUES, E. D. A Importância de se Discutir a Educação dos Alunos Autistas: uma questão de qualidade de vida. Guanabara, Rio de Janeiro. 2013. 

MASINI, E. F. S. A educação de pessoas com deficiências sensoriais: algumas considerações. In: MASINI, Elcie F.S. (Org.) Do sentido… pelos sentidos…para o sentido. São Paulo: Vetor Editora, 2002.

MAZZOTA, M.J.S. Trabalho Docente na Formação de Professores de Educação Especial. São Paulo: Ed Agnes, 2023.

NABARRETE, A. T. A Escola Nova e a Abrangência de Alunos Considerados Especiais: Um olhar sobre seu desenvolvimento: Anos 90. Rio de Janeiro: Ed; Guanabara, 2009.

PROENÇA, I. F. Posso ajudar você? : minha experiência com meu filho excepcional. São Paulo: Círculo do Livro, 2020.

ULISSES, A. N. O Portador de Autismo no Escolar: Uma Proposta de Inclusão. São Paulo, 2011.

Ramos, Bruno Schwabenland . As principais dificuldades dos educandos autistas nas escolas regulares.International Integralize Scientific. v 5, n 51, Setembro/2025 ISSN/3085-654X

Referencias

Vivian Caroline Coraucci.
BAILEY, C. J.; LEE, J. H.
Management of chlamydial infections: A comprehensive review.
Clinical infectious diseases.
v. 67
n. 7
p. 1208-1216,
2021.
Disponível em: https://academic.oup.com/cid/article/67/7/1208/6141108.
Acesso em: 2024-09-03.

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v. 5
n. 51
As principais dificuldades dos educandos autistas nas escolas regulares

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