Como o desenvolvimento das funções executivas influência o desempenho de estudantes em diferentes etapas da escolaridade

HOW THE DEVELOPMENT OF EXECUTIVE FUNCTIONS INFLUENCES STUDENTS’ PERFORMANCE AT DIFFERENT STAGES OF SCHOOLING

CÓMO EL DESARROLLO DE LAS FUNCIONES EJECUTIVAS INFLUYE EN EL DESEMPEÑO DE LOS ESTUDIANTES EN DIFERENTES ETAPAS DE LA ESCOLARIDAD

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/54858F

DOI

doi.org/10.63391/54858F

Maria, Luana Policarpo . Como o desenvolvimento das funções executivas influência o desempenho de estudantes em diferentes etapas da escolaridade. International Integralize Scientific. v 5, n 51, Setembro/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

O presente estudo tem como objetivo identificar como se desenvolvem as funções executivas — memória de trabalho, atenção e controle inibitório — em estudantes de diferentes etapas da escolaridade, discutindo suas implicações para o processo de ensino-aprendizagem. Por meio de revisão bibliográfica, foram analisados estudos nacionais e internacionais que abordam a relação entre funções executivas e desempenho acadêmico. Os resultados apontam que tais funções desempenham papel central no desenvolvimento da autorregulação, da resolução de problemas e da aprendizagem significativa, influenciando de forma direta habilidades como leitura, escrita e raciocínio lógico-matemático. Constatou-se, ainda, que o desenvolvimento das funções executivas ocorre de maneira progressiva e diferenciada ao longo da escolaridade, estando sujeito a fatores biológicos, sociais e pedagógicos. Observou-se também a importância da formação docente voltada ao reconhecimento e estímulo dessas funções em sala de aula, de modo a contribuir para a aprendizagem e para a formação integral do estudante. Conclui-se que investigar e estimular o desenvolvimento das funções executivas constitui estratégia fundamental para a melhoria do desempenho escolar e para a promoção de práticas educacionais mais eficazes e humanizadas.
Palavras-chave
funções executivas; memória de trabalho; atenção; controle inibitório; escolaridade.

Summary

This study aims to identify how executive functions — working memory, attention, and inhibitory control — develop in students at different stages of schooling, discussing their implications for the teaching and learning process. Through a literature review, national and international studies addressing the relationship between executive functions and academic performance were analyzed. The results indicate that such functions play a central role in the development of self-regulation, problem-solving, and meaningful learning, directly influencing skills such as reading, writing, and logical-mathematical reasoning. It was also found that the development of executive functions occurs progressively and differently throughout schooling, being influenced by biological, social, and pedagogical factors. In addition, the importance of teacher training aimed at recognizing and stimulating these functions in the classroom was highlighted, as it contributes to both learning and the integral development of students. It is concluded that investigating and fostering the development of executive functions is a fundamental strategy for improving academic performance and promoting more effective and humanized educational practices.
Keywords
executive functions; working memory; attention; Inhibitory contro; schooling.

Resumen

Este estudio tiene como objetivo identificar cómo se desarrollan las funciones ejecutivas (memoria de trabajo, atención y control inhibitorio) en estudiantes en diferentes etapas de la escolaridad, discutiendo sus implicaciones para el proceso de enseñanza-aprendizaje. A través de una revisión de la literatura, se analizaron estudios nacionales e internacionales que abordan la relación entre las funciones ejecutivas y el rendimiento académico. Los resultados indican que estas funciones juegan un papel central en el desarrollo de la autorregulación, la resolución de problemas y el aprendizaje significativo, influyendo directamente en habilidades como la lectura, la escritura y el razonamiento lógico-matemático. También se encontró que el desarrollo de las funciones ejecutivas ocurre progresiva y diferencialmente a lo largo de la escolaridad, sujeto a factores biológicos, sociales y pedagógicos. El estudio también destacó la importancia de la formación docente enfocada en reconocer y estimular estas funciones en el aula, contribuyendo al aprendizaje y desarrollo integral del estudiante. El estudio concluye que investigar y estimular el desarrollo de las funciones ejecutivas es una estrategia fundamental para mejorar el rendimiento académico y promover prácticas educativas más efectivas y humanas.
Palavras-clave
funciones ejecutivas; memoria de trabajo; atención; control inhibitorio; educación.

INTRODUÇÃO

O desenvolvimento das funções executivas — que englobam habilidades como memória de trabalho, atenção seletiva e controle inibitório — constitui um dos principais alicerces para a aprendizagem significativa ao longo da vida escolar. Essas funções estão diretamente relacionadas à capacidade do estudante de organizar informações, manter o foco em tarefas relevantes, regular emoções e comportamentos, além de resolver problemas de maneira autônoma.

Estudos recentes no campo da neurociência e da neuropedagogia têm demonstrado que déficits no desenvolvimento dessas funções podem impactar negativamente o desempenho acadêmico, especialmente em etapas críticas como a alfabetização, a transição para o ensino fundamental II e a adaptação ao ensino médio. Entretanto, muitas práticas pedagógicas ainda desconsideram a importância do fortalecimento dessas habilidades cognitivas, priorizando conteúdos curriculares em detrimento do desenvolvimento de competências neuropsicológicas fundamentais.

Investigar como o desenvolvimento das funções executivas influencia o desempenho dos estudantes em diferentes etapas da escolaridade é, portanto, de grande relevância para a área educacional. Essa abordagem pode fornecer subsídios teóricos e práticos para a construção de estratégias pedagógicas mais eficazes, que não apenas favoreçam a aprendizagem de conteúdos, mas também promovam o desenvolvimento integral do estudante. Além disso, compreender essas relações pode contribuir para a formação docente, auxiliando professores na identificação precoce de dificuldades cognitivas e na implementação de intervenções adequadas, potencializando o processo de ensino-aprendizagem.

O avanço dos estudos em neurociência tem contribuído para novas perspectivas na área da educação, especialmente no que diz respeito à compreensão dos processos cognitivos que sustentam a aprendizagem. Entre esses processos, as funções executivas — memória de trabalho, atenção e controle inibitório — ocupam lugar central, pois são responsáveis por habilidades essenciais ao desempenho escolar, como planejar, organizar informações, sustentar a concentração e autorregular comportamentos.

Apesar da relevância dessas funções cognitivas, ainda há lacunas sobre como o seu desenvolvimento se manifesta em diferentes etapas da escolaridade e de que forma impacta o desempenho dos estudantes. Assim, emerge o seguinte problema de pesquisa: De que maneira o desenvolvimento das funções executivas — memória de trabalho, atenção e controle inibitório — influencia o desempenho escolar de estudantes em diferentes etapas da escolaridade?

Diante desse contexto, este artigo tem como objetivo geral identificar como se desenvolvem as funções executivas em estudantes de diferentes etapas da escolaridade, analisando sua influência sobre o desempenho acadêmico. Como objetivos específicos, propõe-se:

Discutir o conceito de funções executivas e sua relevância para os processos de ensino e aprendizagem;

Analisar como memória de trabalho, atenção e controle inibitório se manifestam em distintas fases da escolaridade;

Refletir sobre as implicações pedagógicas do desenvolvimento das funções executivas para o desempenho acadêmico dos estudantes;

Apontar possibilidades de intervenção educacional que favoreçam o fortalecimento das funções executivas no ambiente escolar.

O estudo justifica-se pela importância de compreender como os processos cognitivos, fundamentais para a aprendizagem, se relacionam com o desempenho escolar ao longo da vida estudantil. Ao investigar essas relações, pretende-se oferecer subsídios para práticas pedagógicas mais eficazes, capazes de fortalecer as funções executivas e, consequentemente, potencializar o desenvolvimento acadêmico dos estudantes. Além disso, a pesquisa busca contribuir para a formação docente, fornecendo elementos que auxiliem na identificação precoce de dificuldades e no planejamento de intervenções adequadas, reforçando a relevância da neuropedagogia como área interdisciplinar de apoio à educação.

O desenvolvimento das funções executivas (FE) – que englobam a memória de trabalho, a atenção e o controle inibitório – constitui um dos principais pilares para a aprendizagem escolar. Essas habilidades cognitivas autorregulatórias permitem que o estudante planeje, organize e monitore suas ações diante de diferentes demandas educacionais (Diamond, 2013). Compreender como as FE se desenvolvem ao longo da escolaridade possibilita aos educadores e pesquisadores identificar dificuldades precocemente e propor intervenções pedagógicas adequadas.

Segundo Miyake et al. (2000), as funções executivas podem ser entendidas como um conjunto de processos interdependentes que auxiliam no controle cognitivo. Dessa forma, sua identificação em diferentes etapas escolares contribui não apenas para o avanço da neurociência educacional, mas também para práticas pedagógicas fundamentadas na neuropedagogia.

A presente pesquisa caracteriza-se, quanto à sua natureza, como teórica e qualitativa, pois busca compreender, analisar e discutir produções científicas já existentes sobre o tema investigado, sem recorrer à experimentação empírica. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, fundamentada na análise crítica de livros, artigos científicos, dissertações, teses e outros materiais acadêmicos pertinentes. Esse tipo de pesquisa visa sistematizar o conhecimento disponível, identificar contribuições relevantes e apontar lacunas que possibilitem o avanço científico no campo de estudo.

Dessa forma, o presente estudo justifica-se pela necessidade de integrar os avanços da neurociência ao campo da educação, fortalecendo a neuropedagogia como área interdisciplinar capaz de oferecer caminhos inovadores para a melhoria da qualidade da educação em diferentes níveis escolares.

CONCEITUAÇÃO DAS FUNÇÕES EXECUTIVAS

Funções executivas (FE) são um conjunto de habilidades cognitivas necessárias para realizar diversas atividades que demandam planejamento e monitoramento de comportamentos intencionais relacionados a um objetivo ou a demandas ambientais (Lezark;  Howieson; Bigler, 2004). As FE permitem ao indivíduo interagir com o mundo de forma mais adaptativa, sendo fundamentais para o direcionamento e regulação de várias habilidades intelectuais, emocionais e sociais, como cozinhar, ir à escola, fazer compras, entre outros (Gazzaniga; Ivry; Mangun, 2006).

O desenvolvimento das FE inicia-se no primeiro ano de vida e se intensifica entre 6 e 8 anos de idade, continuando até o final da adolescência e início da idade adulta (Vasconcelos, 2011). Durante todo esse período, diversas habilidades do funcionamento executivo se desenvolvem, habilidades essas que são definidas e organizadas de formas diferentes pelos diversos pesquisadores da área (Diamond et al.,2007)

Alguns estudos sugerem que as FE, apesar de correlacionadas entre si, podem ser conceituadas como construtos separados, dividindo-se em componentes. Lehto et al. (2003) e Miyake et al. (2000) ao avaliar, respectivamente, crianças de 8 a 13 anos e adultos, identificaram a existência de três componentes principais: controle inibitório, memória de trabalho e flexibilidade cognitiva. 

Estudos recentes dividem o construto FE em componentes simples ou básicos, incluindo flexibilidade cognitiva, controle inibitório (considerando autocontrole e autorregulação) e memória de trabalho; e em aspectos mais complexos das FE, como resolução de problemas, raciocínio e planejamento. A variabilidade na organização dos componentes pode se dar por conta de diversos fatores, incluindo a idade dos participantes e o tipo de testes utilizados (Diamond; Lee, 2011).

Um dos componentes das FE relatado na literatura trata-se do controle inibitório, que é a habilidade de pensar antes de agir, de postergar ou inibir a resposta baseada na capacidade de avaliar múltiplos fatores. No modelo sugerido por Miyake et al., o componente inibição compreende as habilidades de controle inibitório e atenção seletiva, pois permite inibir a atenção a distratores, estimulando a autodisciplina e o autocontrole sobre a atenção e as ações tendenciosas ou reativas (Miyake et al.,2000).

O conceito de flexibilidade cognitiva está relacionado à capacidade do indivíduo em mudar ou alternar seus objetivos quando o plano inicial não é bem sucedido devido a imprevistos, ou quando é necessário alternar entre mais de uma tarefa ou operação, ajustando-se de modo flexível a novas demandas. Em outras palavras, é a capacidade de mudar o curso de ação, alternando o foco atencional. Em relação à linguagem, a inflexibilidade cognitiva pode limitar, por exemplo, a capacidade de abstração e de sentido figurado (DAWSON; GUARE, 2010).

A memória de trabalho, que também se relaciona às FE, é responsável por armazenar temporariamente e integrar a informação a estímulos ambientais e à memória de longo prazo, possibilitando a manipulação da informação (Dias, 2009). A memória de trabalho é demandada na compreensão, tanto auditiva como de leitura, na aprendizagem e no raciocínio, sendo fundamental para dar sentido aos eventos que ocorrem ao longo do tempo, manipulando e integrando a informação recebida anteriormente com a informação recebida agora (Diamond, 2012)

Esses três componentes das FE estão diretamente relacionados ao desenvolvimento do autocontrole, atenção seletiva e sustentada, manipulação de ideias, mudança de perspectivas e adaptação às novas demandas ambientais, habilidades extremamente necessárias para aprender coisas novas, raciocinar ou concentrar-se diante de um ambiente distrator (Menezes, 2012)

Há evidências da relação entre FE e desempenho escolar. Estudos demonstraram que algumas habilidades executivas, tal como o controle atencional mencionado na descrição do componente inibição, são preditoras de desempenho escolar em disciplinas como linguagem e matemática em crianças pré-escolares (Capovilla; Dias, 2008)

 

DESENVOLVIMENTO DAS FUNÇÕES EXECUTIVAS EM DIFERENTES ETAPAS DA ESCOLARIDADE

De forma integrada, tais habilidades permitem ao indivíduo direcionar comportamentos a metas, avaliar a eficiência e a adequação desses comportamentos, abandonar estratégias ineficazes em prol de outras mais eficientes e, desse modo, resolver problemas imediatos, de médio e de longo prazo (Malloy et al., 2008). Ou seja, as funções executivas são fundamentais para a capacidade de engajamento em comportamento orientado a objetivos, realizando ações voluntárias e auto-organizadas (Capovilla et al, 2007).

Há evidências da relação entre as funções executivas e a aprendizagem escolar. Segundo Blair e Razza (2007) e Duncan et al. (2007), as funções executivas têm se mostrado preditoras dos desempenhos em disciplinas de linguagem e de matemática em crianças pequenas. De fato, conforme estudo de meta-análise feito por Duncan et al. (2007), habilidades executivas avaliadas na pré-escola, tal como o controle atencional, predizem de forma significativa o sucesso posterior em matemática e em leitura. Além da relação com o sucesso acadêmico, as funções executivas têm sido relacionadas a problemas sociais e mentais, tais como o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, os Transtornos Globais do Desenvolvimento, deficiência intelectual, comportamentos disruptivos e evasão escolar (Hartman, 2010; Lezak et al., 2004).

No estudo brasileiro de Trevisan (2010), ao avaliar atenção, controle inibitório e sintomas de desatenção e hiperatividade em crianças pré-escolares, a autora encontrou diferenças entre os grupos extremos com mais e menos sinais de desatenção e hiperatividade para os testes utilizados na pesquisa, entre eles Teste de Atenção por Cancelamento e o Teste de Trilhas para pré-escolares. Ainda segundo a autora, houve progressão do desempenho nas medidas ao longo das séries, especialmente nas tarefas que envolvem habilidades mais básicas, tais como no Go/No-Go Task e no Teste de Atenção por Cancelamento.

Alguns componentes das funções executivas, tais como atenção seletiva, flexibilidade cognitiva e planejamento, atingem sua maturidade mais tardiamente se comparadas às demais funções cognitivas. A filtragem de informações desenvolve-se intensamente entre 6 e 8 anos e esse desenvolvimento continua até o final da adolescência e o início da idade adulta. Entretanto, mesmo apresentando maturação tardia, o desenvolvimento dessa função inicia-se no primeiro ano de vida (Diamond & Taylor, 1996), já sendo possível identificar comprometimentos em tais funções em bebês de 9 a 12 meses (Malloy, et al., 2004).

Dias (2009), em seu estudo brasileiro, obteve evidências de que as habilidades relacionadas às funções executivas seguem distintas trajetórias, sendo que, entre elas, a atenção seletiva especificamente apresentou um curso mais precoce de desenvolvimento, com diferença bastante significativa entre os desempenhos nos grupos mais jovens, de 7 a 10 anos e uma progressão menos evidente nos grupos mais velhos, de 12 a 14 anos. Também Menezes (2008), em seu estudo sobre evidências de validade de instrumentos para avaliar funções executivas, avaliou 193 estudantes da 5ª à 8ª séries do ensino fundamental e confirmou a hipótese de que existem habilidades distintas relacionadas às funções executivas, e que as funções executivas se desenvolvem de acordo com a progressão escolar.

RELAÇÃO ENTRE FUNÇÕES EXECUTIVAS E DESEMPENHO ACADÊMICO

As funções executivas são de grande importância em diferentes frentes do desenvolvimento. No âmbito escolar as dificuldades atencionais são proeminentes e, regularmente, estão relacionadas com a dificuldade da criança em sua aprendizagem da leitura e escrita, havendo correlação positiva entre a atenção, flexibilidade cognitiva e o desempenho escolar de alunos de 6 a 15 anos (Capovilla & Dias, 2008). 

As funções executivas também são importantes nas aprendizagens sociais, mas não bastam por si só; o adequado incentivo para a promoção do funcionamento executivo e a existência de modelos adequados de comportamento social poderão atuar como promotores de um bom desempenho acadêmico (León et al., 2013).

No período entre os 6 e os 10 anos aproximadamente, o desenvolvimento das funções executivas contribui para as habilidades sociais, visto que requerem controle da atenção, flexibilidade cognitiva e definição de metas; a expansão de recursos internos para lidar com os relacionamentos interpessoais auxilia na aprendizagem de habilidades sociais e redução dos comportamentos disfuncionais, principalmente na transição entre a educação infantil e os primeiros anos do Ensino Fundamental, contribuindo para o desempenho acadêmico (Marturano et al., 2014). 

O desempenho acadêmico da criança é bastante investigado por pesquisadores por se tratar de um componente importante no percurso do desenvolvimento. As crianças que vivenciam dificuldades na aprendizagem escolar podem apresentar muitos riscos para aquisição de problemas de cunho emocional, cognitivo e comportamental, o que geralmente denota bastante atenção a partir do início da escolarização formal (Medeiros & Loureiro, 2013).

Sasser et al. (2015) realizaram um estudo de predição, tendo como variável independente as funções executivas e como variável dependente o desempenho acadêmico e social, considerando medidas no jardim de infância e o desempenho apresentado anos após, na terceira série. Os resultados demonstraram que as funções executivas na pré-escola possuem relação com desempenho em habilidades matemáticas e o funcionamento acadêmico avaliados pelo professor na terceira série, mas não com a leitura ou habilidade socioemocional das crianças. No mais, apurou-se que os comportamentos relacionados à aprendizagem, durante a pré-escola, possuem relação com as habilidades de leitura, desempenho acadêmico, competência social e agressão na terceira série, assim como o nível de crescimento das habilidades de leitura desde o jardim de infância até a terceira série.

De forma semelhante, um estudo (Monette et al., 2011) determinou o papel das funções executivas do jardim de infância na previsão do desempenho escolar em matemática e linguagem escrita no final da primeira série e; se o funcionamento socioafetivo da criança atuou como uma variável mediadora na relação entre funções executivas e desempenho escolar. Os resultados indicaram que a leitura e escrita e desempenho em matemática, no final da primeira série, possuem relação com a memória de trabalho e a inibição medida no jardim de infância. 

Especificamente, a memória de trabalho, após o controle das habilidades pré-acadêmicas, variáveis afetivas e familiares, foi determinante para o desempenho escolar. A inibição provou estar significativamente associada ao desempenho em leitura/escrita por si só, mas o tamanho do efeito alcançado foi pequeno. Não houve nenhuma relação entre flexibilidade cognitiva e desempenho escolar. A memória de trabalho e a inibição, através da raiva-agressão, refletiram apenas indiretamente nas habilidades de leitura e escrita.

TRANSTORNOS DE APRENDIZAGEM

Alterações  no  controle  executivo  já  têm  sido  relatadas  em  uma diversidade  de  casos,  especificamente  em  crianças  e  adolescentes,  como  nos transtornos  de  comportamento  disruptivo,  tal  como  o  Transtorno  do  Déficit  de Atenção  e  Hiperatividade  –  TDAH  (Alfano,  2005)    transtornos    invasivos    ou    globais    do desenvolvimento, a exemplo daqueles compreendidos no espectro autista (Landa &  Goldberg,  2005); transtornos de aprendizagem, como a dislexia (Salgado, Lima & Ciasca, 2008) e a discalculia (Argollo, 2008); quadros neurológicos, como a epilepsia (Levav, 2008); e também   naqueles   caracterizados   por   alterações   cromossômicas,   como   a  Síndrome de  Down  (Lanfranchi, et al.,  2010). 

Para além de quadros clínicos bem definidos, relações também têm sido estabelecidas entre as habilidades executivas   e   o   desempenho  escolar (Capovilla   &   DIAS, 2008).   E não somente nos quadros supracitados as alterações executivas se fazem presentes.  Em uma revisão acerca dos transtornos do funcionamento executivo, Papazian e colaboradores (2006) concluíram que alterações em tais funções foram relatadas também em crianças com quadros diversos, como traumatismo cerebral fechado, Síndrome de Tourette e Transtorno Obsessiva-compulsivo  (TOC).   

Mahone   e   Silverman (2008)   apontam   que   a   disfunção executiva é frequentemente mais severa na presença da tríade de comorbidades entre TDAH, Síndrome de Tourette e TOC.  Além, em estudos longitudinais de seguimento, tem sido também relatados prejuízos executivos, sobretudo déficits de flexibilidade cognitiva e planejamento, em crianças prematuras de baixo peso ao nascimento (Cuevas & Waisburg, 2008).   

Apesar   dos   diversos   quadros   nos   quais   alterações   do   funcionamento executivo   foram    relatadas, grande   número   de   evidências   está   disponível discorrendo sobre a disfunção executiva no TDAH. Em artigo de revisão, Rebollo e Montiel (2006) consideram e resgatam a proposta de Barkley (1997), aludindo que    o    TDAH    reflete    uma    alteração    no    funcionamento    executivo, mais especificamente, um prejuízo na habilidade de inibir o comportamento, o que teria consequências diretas sobre o auto-controle do indivíduo. Nigg (2001) também partiu desta premissa e focou uma série de estudos que avaliaram o controle inibitório em crianças e adolescentes com TDAH, considerando somente o tipo combinado, com o objetivo principal de verificar evidências de um déficit primário na habilidade de inibição subjacente ao transtorno. 

Como   se   pode   observar, déficits   no   funcionamento   executivo   estão frequentemente   associados   ao   diagnóstico   de   TDAH   e podem   conduzir   a comprometimentos em diversas atividades cotidianas; em crianças, sobretudo na escola.  Como prejuízos na memória de trabalho muito frequentemente podem incorrer em dificuldades na compreensão de leitura, mesmo na presença de boas habilidades de reconhecimento de palavras (Mahone & Silverman, 2008). 

Postergar tarefas e/ou não finalizá-las, dificuldade em focalizar e sustentar a atenção, dificuldade em organização e hierarquização, deficiência em memória de trabalho e prospectiva, o que pode ocasionar o esquecimento de datas e compromissos, são alterações executivas frequentemente relatadas em associação com o transtorno e que levam a significativo impacto no desempenho funcional   do   indivíduo (Saboya et al., 2007). 

Algumas evidências de alterações executivas em crianças com Distúrbio Específico de Linguagem também foram encontradas, sugerindo prejuízos em habilidades de atenção, memória, inibição e memória de trabalho associadas ao diagnóstico (Im-Bolter, Johnson & Pascual-Leone, 2006). Outras investigações também têm sugerido comprometimento destas habilidades nos quadros de transtorno de aprendizagem, especificamente, a dislexia (Beneventi et al, 2010) e a discalculia (Argollo, 2008).

 

DISCUSSÃO

Os resultados levantados neste estudo reforçam a ideia de que as funções executivas (FE) desempenham papel central no processo de aprendizagem, confirmando o que já havia sido defendido por Diamond (2013) e Miyake et al. (2000), ao apontarem que essas habilidades sustentam a autorregulação cognitiva e emocional, permitindo ao estudante planejar, organizar e monitorar suas ações. No entanto, a literatura analisada também evidencia que o desenvolvimento das FE não ocorre de maneira homogênea, variando conforme a idade, as demandas escolares e os contextos de aprendizagem (Diamond; Lee, 2011; Menezes, 2012).

Um ponto relevante a ser destacado é que, embora pesquisas nacionais (Capovilla; Dias, 2008; Trevisan, 2010; Dias, 2009) já demonstrem progressão significativa das FE em diferentes etapas da escolaridade, ainda há lacunas no que se refere à compreensão de como tais habilidades se articulam de forma integrada com as práticas pedagógicas cotidianas. Grande parte das práticas escolares mantém foco prioritário nos conteúdos curriculares, relegando o fortalecimento das habilidades executivas a um segundo plano. Essa tendência pode contribuir para dificuldades na alfabetização, na transição entre etapas escolares e na adaptação a novos contextos de aprendizagem, conforme apontam Blair e Razza (2007) e Duncan et al. (2007).

Outro aspecto importante refere-se à relação entre funções executivas e desempenho acadêmico. Estudos como os de Monette et al. (2011) e Sasser et al. (2015) sugerem que a memória de trabalho e o controle inibitório se configuram como fortes preditores do desempenho em leitura, escrita e matemática, sobretudo nos anos iniciais da escolaridade. No entanto, pesquisas como a de Menezes (2008) indicam que diferentes componentes das FE podem seguir trajetórias distintas, o que exige análises mais refinadas que considerem variáveis como faixa etária, contexto socioeconômico e metodologia de ensino.

No âmbito nacional, ainda se faz necessário ampliar investigações que articulem as contribuições da neurociência e da neuropedagogia ao processo de formação docente. A literatura aponta que a identificação precoce de déficits executivos pode prevenir problemas escolares e reduzir riscos de evasão (Hartman, 2010; Medeiros; Loureiro, 2013), mas para que isso seja viável é imprescindível oferecer subsídios teóricos e práticos aos professores, favorecendo intervenções pedagógicas fundamentadas.

Assim, a presente discussão aponta para duas dimensões centrais: a primeira refere-se à consolidação da neuropedagogia como campo interdisciplinar, capaz de integrar conhecimentos da psicologia, neurociência e educação em prol da aprendizagem significativa; a segunda diz respeito à necessidade de políticas educacionais que incluam o desenvolvimento das funções executivas como meta pedagógica explícita, reconhecendo que tais habilidades são fundamentais não apenas para o desempenho acadêmico, mas também para a formação integral do estudante.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente estudo evidenciou que o desenvolvimento das funções executivas — memória de trabalho, atenção seletiva e controle inibitório — constitui um dos pilares essenciais para a aprendizagem significativa e para o desempenho acadêmico ao longo da vida escolar. 

Os resultados deste estudo demonstram que as funções executivas — memória de trabalho, atenção e controle inibitório — são fundamentais para o desempenho escolar, pois sustentam a autorregulação cognitiva e emocional dos estudantes.  Evidências apontam que memória de trabalho e controle inibitório são fortes preditores do desempenho em leitura, escrita e matemática, sobretudo nos anos iniciais, mas ainda há lacunas na integração dessas habilidades ao cotidiano escolar. 

Este estudo permitiu compreender que o desenvolvimento das funções executivas — memória de trabalho, atenção e controle inibitório — exerce influência direta no desempenho escolar dos estudantes, em especial no que se refere à autorregulação cognitiva e emocional, bem como à capacidade de planejar e organizar ações. Observou-se que tais funções não se desenvolvem de forma uniforme, mas variam conforme a idade, as demandas escolares e os contextos de aprendizagem, refletindo-se nas diferentes etapas da escolaridade.

Apesar de sua relevância, o fortalecimento das funções executivas nem sempre recebe a devida atenção nas práticas pedagógicas, uma vez que o ensino tende a priorizar os conteúdos curriculares. Essa lacuna pode gerar dificuldades em momentos importantes da trajetória escolar, como na alfabetização, nas transições entre ciclos e na adaptação a novas exigências acadêmicas.

Dessa forma, reforça-se a necessidade de maior integração entre o conhecimento sobre funções executivas e a prática pedagógica, de modo que professores possam utilizar estratégias que favoreçam tanto a aprendizagem dos conteúdos quanto o desenvolvimento cognitivo integral dos estudantes. Assim, investir no reconhecimento e no estímulo das funções executivas representa um caminho essencial para a melhoria da qualidade da educação e para a promoção de aprendizagens mais significativas ao longo da escolaridade.

Ressalta que essas habilidades cognitivas autorregulatórias permitem ao estudante planejar, organizar informações, sustentar a concentração e regular seus comportamentos, sendo fundamentais para que a aprendizagem ocorra de forma eficiente.

Constatou-se, ainda, que embora haja avanços consideráveis no campo da neurociência e da neuropedagogia, persistem lacunas quanto à compreensão de como o desenvolvimento das funções executivas se manifesta de forma diferenciada ao longo da escolaridade. 

Estudos nacionais, como os de Capovilla e Dias (2008) e Menezes (2008), reforçam que a progressão dessas funções está intimamente relacionada ao desempenho em leitura, escrita e matemática, mas apontam a necessidade de análises mais aprofundadas que considerem variáveis contextuais e metodológicas.

Outro ponto relevante refere-se à formação docente. Pesquisas como a de Medeiros e Loureiro (2013) indicam que professores preparados para reconhecer sinais de dificuldades executivas podem atuar de maneira preventiva, elaborando estratégias pedagógicas capazes de fortalecer essas funções e, consequentemente, potencializar a aprendizagem. Nesse sentido, torna-se urgente investir na formação docente, na consolidação da neuropedagogia como campo interdisciplinar e em políticas educacionais que contemplem o fortalecimento das funções executivas como eixo central para a aprendizagem significativa e para o desenvolvimento integral dos estudantes.

Por fim, este estudo destaca a importância das funções executivas como elemento central no processo de ensino e aprendizagem. Ao evidenciar como habilidades como memória de trabalho, atenção e controle inibitório influenciam o desempenho escolar, o trabalho também oferece contribuições teóricas para a prática pedagógica. Além disso, aponta a necessidade de pesquisas futuras que aprofundem a compreensão dessa relação, considerando o contexto brasileiro, no qual aspectos sociais, culturais e econômicos também interferem significativamente no desenvolvimento cognitivo dos estudantes.

Conclui-se, portanto, que investigar e fortalecer as funções executivas é investir não apenas no desempenho escolar imediato, mas também na formação integral de sujeitos mais autônomos, críticos e preparados para enfrentar os desafios da vida em sociedade.

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Disponível em: https://academic.oup.com/cid/article/67/7/1208/6141108.
Acesso em: 2024-09-03.

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Como o desenvolvimento das funções executivas influência o desempenho de estudantes em diferentes etapas da escolaridade

Área do Conhecimento

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