A ludicidade aplicada à educação física: A prática nas escolas

PLAYFULNESS APPLIED TO PHYSICAL EDUCATION: PRACTICE IN SCHOOLS

LÚDICA APLICADA A LA EDUCACIÓN FÍSICA: PRÁCTICA EN LAS ESCUELAS

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/294E76

DOI

doi.org/10.63391/294E76

Rodrigues, Fany Fernanda Salaverry. A ludicidade aplicada à educação física: A prática nas escolas. International Integralize Scientific. v 5, n 46, Abril/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

Este artigo analisa a importância das atividades lúdicas no processo de ensino-aprendizagem de: prática de educação física no ambiente escolar. O trabalho realizado teve como base a vertente lúdica, utilizando os conteúdos previamente estabelecidos no Plano Componente do Currículo, reunindo as características que cada criança possui no prazer de brincar. Discute como as atividades recreativas se tornam fundamentais nesse processo, pois mantém as crianças entretidas e contribuem para o seu desenvolvimento físico, intelectual e social. O brincar desempenha um papel extremamente importante tanto no universo como no interesse da criança, devendo, por isso, ser utilizado como um importante instrumento de ensino. Por meio da brincadeira, a criança é capaz de se relacionar consigo mesma e com o ambiente, além de dominar o seu conhecimento sobre o jogo.Discute como as atividades recreativas tornam-se a base desse processo, pois não só proporcionam diversão às crianças, mas também auxiliam em seu desenvolvimento físico, intelectual e social. As atividades lúdicas desempenham um papel extremamente importante no universo e nos interesses das crianças, pelo que devem ser utilizadas como um importante instrumento de ensino. Por meio dos jogos, é possível que a criança estabeleça uma conexão consigo mesma e com o meio ambiente e, a partir de sua compreensão das brincadeiras, pode ficar mais feliz com as bases específicas do movimento desenvolvido na aula de educação física.
Palavras-chave
Atividades Lúdicas. Esportes Escolares. Aprendizagem

Summary

This article analyzes the importance of recreational activities in the teaching-learning process of: physical education practice in the school environment. The work carried out was based on the playful aspect, using the contents previously established in the Component Plan of the Curriculum, bringing together the characteristics that each child has in the pleasure of playing. It discusses how recreational activities become fundamental in this process, as they keep children entertained and contribute to their physical, intellectual and social development. Playing plays an extremely important role both in the universe and in the child’s interest, and should therefore be used as an important teaching tool. Through play, children are able to relate to themselves and the environment, in addition to mastering their knowledge about the game. It discusses how recreational activities become the basis of this process, as they not only provide fun for children, but they also help in their physical, intellectual and social development. Playful activities play an extremely important role in the universe and in the interests of children, which is why they should be used as an important teaching tool. Through games, it is possible for children to establish a connection with themselves and with the environment and, based on their understanding of the games, they can be happier with the specific bases of movement developed in the physical education class.
Keywords
Recreational Activities. School Sports. Learning

Resumen

Este artículo analiza la importancia de las actividades recreativas en el proceso de enseñanza-aprendizaje de: la práctica de la educación física en el ámbito escolar. El trabajo realizado se basó en el aspecto lúdico, utilizando los contenidos previamente establecidos en el Plan Componente Curricular, reuniendo las características que tiene cada niño en el placer de jugar. Se analiza cómo las actividades recreativas se vuelven fundamentales en este proceso, ya que mantienen a los niños entretenidos y contribuyen a su desarrollo físico, intelectual y social. El juego desempeña un papel extremadamente importante tanto en el universo como en los intereses del niño y, por tanto, debe utilizarse como una importante herramienta de enseñanza. A través del juego, el niño logra relacionarse con sí mismo y con el entorno, además de dominar sus conocimientos sobre el juego. Comentar cómo las actividades recreativas se convierten en la base de este proceso, ya que no solo brindan diversión a los niños, sino que también ayudan en su desarrollo físico, intelectual y social. Las actividades lúdicas juegan un papel sumamente importante en el universo e intereses de los niños, por lo que deben utilizarse como una importante herramienta didáctica. A través del juego, es posible que los niños establezcan una conexión consigo mismos y con el entorno y, a partir de su comprensión del juego, puedan volverse más felices con las bases específicas del movimiento desarrolladas en la clase de educación física.
Palavras-clave

INTRODUÇÃO

A ludicidade sempre esteve presente na vida das crianças, contribuindo para seus processos de desenvolvimentos. Dessa forma, buscou- se entendimento de significados, as possibilidades de jogos e partiu-se de uma definição de termos de jogos, brincadeiras e brinquedos, para compreender melhor seus benefícios. E em diferentes fases do desenvolvimento da criança foram observados o brinquedo e suas qualidades, na tentativa de compreender a atividade lúdica infantil. E dentre esses fatores ressaltam-se, os benefícios do papel da ludicidade no desenvolvimento da criança, que atende as necessidades e destacam que, o contato com a variedade de brinquedos e brincadeiras, estimulam a ação, a representação e a imaginação, proporcionando aprendizagem e criatividade.

Vigotsky (1984) atribui relevante papel ao ato de brincar na constituição do pensamento infantil. É brincando, jogando, que a criança revela seu estado cognitivo, visual, auditivo, tátil, motor e seu modo de aprender e interagir com o meio em que está inserido. 

A criança por meio da brincadeira, reproduz o discurso externo e internaliza, construindo seu próprio pensamento. A linguagem, segundo Vigotsky (1984), tem importante papel no desenvolvimento cognitivo da criança à medida que sistematiza suas experiências e colabora na organização dos processos em andamento. De acordo com Vigotsky A brincadeira cria para as crianças uma zona de desenvolvimento proximal que não é outra coisa senão a distância entre o nível atual de desenvolvimento, determinado pela capacidade de resolver independentemente um problema, e o nível atual de desenvolvimento potencial, determinado através da resolução de um problema sob a orientação de um adulto ou com a colaboração de um companheiro mais capaz.  Vigotsky (1984, p.97).

Por meio das atividades lúdicas, a criança reproduz situações vividas em seu dia a dia, pela imaginação e pelo faz-de-conta. Esta representação se dá por meio das combinações entre experiências passadas e novas possibilidades de interpretações e reproduções do real, de acordo com suas necessidades e desejos. Estas ações são fundamentais para seu desenvolvimento.

Para Vigotsky (1984) e Piaget (1975), o desenvolvimento evolui e a imaginação se desenvolve. Uma vez que a criança brinca e desenvolve a capacidade para um determinado tipo de conhecimento, ela não perde essa capacidade. É com a formação de conceitos que se dá a verdadeira aprendizagem e é no brincar que está um dos maiores espaços para a formação de conceitos. Negrine (1994, p.19) sustenta que as contribuições das atividades lúdicas no desenvolvimento integral indicam que elas contribuem no desenvolvimento global da criança e que todas as dimensões estão intrinsecamente vinculadas: a inteligência, a afetividade, a motricidade e a sociabilidade. Sendo a afetividade a que constitui a energia necessária para a progressão psíquica, moral, intelectual e motriz da criança

Brincar é aprender, e o jogar proporciona o ato de pensar e a junção do brincar e jogar desperta o raciocínio, desenvolvendo o pensamento, habilidades, conhecimentos e criatividades, estabelecendo contatos sociais, compreendendo o meio, satisfazendo desejos, desenvolvendo habilidades, conhecimentos e criatividades. 

Atividades lúdicas são prazerosas, e entretêm e divertem os participantes. E  elas estão intimamente atreladas a brincadeiras e jogos.

Os conhecimentos a serem desenvolvidos na escola lúdica infantil estão interligados, em nível transdisciplinar, aos aspectos da linguagem, pensamento lógico e curiosidade, psicomotricidade e valores éticos.

Sobre a linguagem é fundamental para criança a comunicação, a contação de histórias, o acontecimento do dia-a-dia, a explorações de palavras jornais, cartazes suas experiências e descobertas são importantes para área do conhecimento.

Cabe aos professores utilizar sequência lógica, fazer uma linguagem oral um instrumento importante para a comunicação, no que se refere a compreensão e interpretação de mensagens orais  possibilitando a criança a dominar o processo de leitura  e escrita.

O pensamento lógico integra todos os componentes curriculares, o desenvolvimento do pensamento lógico (lógica intuitiva e concreta). O pensar, descobrir, recriar, refletir, analisar, comparar, juntar, separar, localizar, diferenciar, definir, ordenar, observar, situar, somar, resolver são ações do pensamento que auxiliam no processo de aprendizagem da leitura e escrita, no cálculo e entre outras.

A psicomotricidade é o desenvolvimento da musculatura ampla e fina e estão relacionados ao comando do pensamento (a inteligência).

A criança deve participar de jogos corporais como correr, pular, saltar, equilibrar, explorar, de modo que possa operar suas funções intelectivas.

E os valores éticos são a fase em que a criança não adquiriu a consciência do outro, mas gosta de brincar, conversar e compartilhar, e nesse aspecto adquirem atitudes de vida social e de convivência. Respeitando os amigos e convivendo em um grupo. Assim, pode-se afirmar que: Na verdade, a atividade lúdica é uma forma de o indivíduo relacionar-se com a coletividade e consigo mesmo.” (Amarilha, 1997: 88) e: ”A criança precisa ser alguém que joga para que, mais tarde, saiba ser alguém que age, convivendo sadiamente com as regras do jogo da vida. Saber ganhar e perder deveria acompanhar todos, sempre. ”ORSO (1999: 58) 

      De acordo com Piaget, os jogos e as atividades lúdicas tornam significativas à medida que a criança se desenvolve, com a livre manipulação de materiais variados, ela passa a reconstituir, a reinventar as coisas, o que já exige uma adaptação mais completa. Essa adaptação só é possível, a partir do momento em que ela própria evolui internamente, transformando essas atividades lúdicas, que é o concreto da vida delas em linguagem escrita que é o abstrato 

Vygostsky afirma: “A essência do brinquedo é a criação de uma nova relação entre o campo do significado e o campo da percepção visual, ou seja, entre situações no pensamento e situações reais”. (Vygostsky 1998, p. 137)

Tais mecanismos de ensino podem ser aplicados com muita eficácia no ensino de crianças com déficit de atenção (Dislexia, Hiperatividade e PNE’s)

Crianças com dislexia podem apresentar dificuldades de atenção e compreensão, falta de conhecimentos em rima, inaptidão para criação de textos e nas formas de linguagem, etc. Utilizar jogos como um recurso é uma medida muito eficaz, pois quando a criança domina a situação e tem o sentimento de ”estar ganhando” uma partida, todo o conhecimento vem camuflado nesta situação.

Um exemplo prático disso é pensarmos em um jogo de memória que pode estimular as habilidades cognitivas nos mais diferentes campos da aprendizagem. Além de exercitar a mente e traz a sensação de realização e diversão. O que na percepção das crianças é apenas um jogo, mas lhe traz grandes avanços no âmbito intelectual e proporciona ao educador um leque de possibilidades. Um simples jogo pode dar um panorama imenso em vários aspectos do ensino.

Uma atividade física em um espaço amplo ou ao ar livre é indicado para portadores de TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção por Hiperatividade). Por exemplo, um jogo de tabuleiro pintado no chão, onde as crianças representam as peças, podemos colocar qualquer área do currículo escolar como pano de fundo para a brincadeira; um jogo de damas onde os alunos devem resolver uma equação matemática.

Uma vez que empregamos criatividade ao aprendizado lúdico as possibilidades e os resultados são incontáveis.

É preciso preparar atividades que resgatem conhecimentos prévios em relação aos conteúdos de aprendizagem e que sejam significativos, provocando um conflito cognitivo e faça o aluno estabelecer uma relação entre os novos conteúdos e os conhecimentos prévios.

Por isso, o professor precisa compreender o contexto cotidiano do aluno, para agir de modo eficaz e estimular a participação do aluno. Conforme Piaget:

O jogo lúdico é formado por um conjunto lingüístico que funciona dentro de um contexto social; possui um sistema de regras e se constitui de um objeto simbólico que designa também um fenômeno. Portanto, permite ao educando a identificação de um sistema de regras que permite uma estrutura seqüencial  que especifica a sua moralidade. (Wadsworth, 1984, p. 44)

No lúdico as crianças aprendem a interagir com os amigos,  a seguir regras, respeitar o próximo, adquirir responsabilidades e  aceitar penalidades que lhe serão impostas, as crianças entendem o funcionamento do convívio em sociedade.

É na interação com as atividades que envolvem simbologia e brinquedos que o educando aprende a agir numa esfera cognitiva. Na visão do autor a criança comporta-se de forma mais avançada do que nas atividades da vida real, tanto pela vivência de uma situação imaginária, quanto pela capacidade de subordinação às regras. (Vygotsky, 1984, p. 27)

A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA APRENDIZAGEM

O lúdico é uma atividade constante na vida de toda criança, algo que lhe é natural e muito importante para o seu desenvolvimento. As brincadeiras, para a criança, constituem atividades primárias que trazem grandes benefícios do ponto de vista físico, intelectual e social e a maneira como a mesma brinca reflete sua forma de pensar e agir. Negrine (1994, p.19) afirma que:

As contribuições das atividades lúdicas no desenvolvimento integral indicam que elas contribuem poderosamente no desenvolvimento global da criança e que todas as dimensões estão intrinsecamente vinculadas: a inteligência, a afetividade, a motricidade e a sociabilidade são inseparáveis, sendo a afetividade a que constitui a energia necessária para a progressão psíquica, moral, intelectual e motriz da criança. ( Negrine 1994, p.19)

Negrine relata que o lúdico é uma atividade de grande eficácia na construção do desenvolvimento infantil, pois o brincar gera um espaço para pensar, e que por meio deste a criança avança no raciocínio, desenvolve o pensamento, estabelece contatos sociais, compreende o meio, satisfaz desejos, desenvolve habilidades, conhecimentos e criatividade. 

As interações que o brincar e o jogo oportunizam favorecem a superação do egocentrismo, que é natural em toda criança, desenvolvendo a solidariedade e a socialização.                                        A capacidade de brincar possibilita às crianças um espaço para resolução dos problemas que as rodeiam. A criança, por meio da brincadeira, reproduz o discurso externo e o internaliza, construindo seu próprio pensamento. As brincadeiras e brinquedos são linguagens que têm a capacidade de conjugar- combinar- articular- desafiar. 

O Brincar possibilita a criação dos grupos informais, permitindo que as crianças reelaborem a herança cultural de maneira significativa e democrática; propicia interação entre gerações: as relações entre, crianças, adolescentes e adultos, estreitam o laço de humanidade que os identifica. Brincar junto significa compartilhar sonhos e histórias da vida cotidiana, construindo maneiras criativas de se relacionar com a coletividade.                                                                

Tanto para Vigotsky (1984) como Piaget (1975), o desenvolvimento não é linear, mas evolutivo e, nesse trajeto, a imaginação se desenvolve. Uma vez que a criança brinca e desenvolve a capacidade para determinado tipo de conhecimento, ela dificilmente perde a capacidade. É  com a formação de conceitos que se dá a verdadeira aprendizagem e é no brincar que está um dos maiores espaços para a formação de conceitos. Negrine (1994, p.19) sustenta que: 

As contribuições das atividades lúdicas no desenvolvimento integral indicam que elas contribuem poderosamente no desenvolvimento global da criança e que todas as dimensões estão intrinsecamente vinculadas: a inteligência, a afetividade, a motricidade e a sociabilidade são inseparáveis, sendo a afetividade a que contribuiu a energia necessária para a progressão psíquica, moral, intelectual e motriz da criança (Negrine, 1994, p.19).

O brincar e o jogar avança o raciocínio, desenvolve o pensamento, estabelece contatos sociais, compreende o meio, satisfaz desejos, desenvolve habilidades, conhecimentos e criatividade. As interações que o brincar e o jogo oportunizam e favorecem a superação do egocentrismo, desenvolvendo a solidariedade e a empatia, e introduzem, especialmente no compartilhamento de jogos e brinquedos, novos sentidos para a posse e o consumo. “O lúdico “não está nas coisas, nos brinquedos ou nas técnicas, mas nas crianças, ou melhor dizendo, no homem que as imagina, organiza e constrói “ (Oliveira,2000, p. 10).

Podemos observar que, não necessariamente precisamos de coisas para brincar com as crianças, mas temos que ter disposição e estar disponível a criar, recriar e realizar diversas brincadeiras com elas, pois é através dessa brincadeira que a criança inicia um processo de desenvolvimento da inteligência, e aprende de forma prazerosa e progressivamente representa simbolicamente sua realidade. Muitas crianças não sabem expor seus sentimentos, suas reclamações, e é através do brincar que isso é estimulado.

Brincando, a criança desenvolve o corpo e seus ritmos, o relacionamento com as pessoas e os seus limites, a imaginação e o pensamento poético. Alimentado cotidianamente pela brincadeira, o pensamento da criança encontra soluções inovadoras para velhos desafios, relaciona e mistura coisas e fontes diversas, sacode as dificuldades com humor e irreverência. (Andrade Marques, 2003, P.41).

Kishimoto nos fala que: (2008, p.63), o lúdico é um instrumento de desenvolvimento da linguagem e do imaginário, vinculado aos tempos atuais como “ um meio de expressão de qualidades espontâneas ou naturais da criança, um momento adequado para observar esse indivíduo que expressa através dele sua natureza psicológica e suas inclinações”.

A escritora Beatrice Alemaga nos fala em seu livro, “ O que é uma criança” da Editora WMF Martins Fontes, que, uma criança tem mãos pequenas, pés pequenos e orelhas pequenas, mas nem por isso tem ideias pequenas”, por ao contrário se pararmos para observar uma criança brincando ficamos perplexos com tanta criatividade, elas tornam o objeto mais simples em um brinquedo fundamental em suas vidas. Ao passar dos anos, quando chegam à fase escolar, essa imaginação fica ainda mais aguçada, ficam ainda mais criativas.

Carvalho (1992, p.28) nos fala que: “o ensino absorvido de maneira lúdica, passa a adquirir um aspecto significativo e afetivo no curso do desenvolvimento da inteligência da criança, já que ela se modifica de ato puramente transmissor a ato transformador em ludicidade, denotando-se portanto em jogo”.

Spodek e Saracho (1998), distingue  dois modos de intervenção por parte do educador durante a brincadeira, o participativo e o dirigido. No modo participativo a interação do educador visa a aprendizagem incidental durante a brincadeira. As crianças acham um problema e o educador, como que um membro a mais no jogo, tenta junto com o grupo encontrar a solução, estimulando estas a utilizarem a imaginação e a criatividade. No dirigido o educador aproveita a brincadeira para inserir a aprendizagem de conteúdos escolares e dirigir as atividades para situações não lúdicas, causando uma desvalorização do brincar, que deixa de ser espontâneo, impedindo o desenvolvimento da criatividade.

Santos, dessa forma nos apresenta o seguinte:

Uma necessidade do ser humano em qualquer idade e não pode ser vista apenas como diversão. O desenvolvimento do aspecto lúdico facilita a aprendizagem, o desenvolvimento pessoal, social e cultural, colabora para uma boa saúde mental, prepara para um estado interior fértil, facilita os processos de socialização, comunicação, expressão e construção de conhecimento (Santos, 2002, P. 12).

Dessa forma nota- se que o lúdico é extremamente importante para a criança, trazendo benefícios para sua vida, contribuindo para uma saúde física e mental, facilitando a socialização, comunicação e construção do conhecimento, as crianças precisam ser estimuladas a vivenciar brincadeiras e jogos, mediante um processo organizado, respeitando cada etapa do seu desenvolvimento, com isso surge a oportunidade de desenvolver capacidades indispensáveis para a sua futura vida pessoal, profissional e social. Consideramos a ludicidade uma forma do ser humano poder ter diversão e também um aprendizado e um desenvolvimento muito eficaz. 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Concluímos nosso trabalho sanando parte das dúvidas existentes no âmbito educacional, e verificamos que as atividades lúdicas fazem parte da formação humana e é imprescindível ao desenvolvimento do indivíduo, contribuindo para o aperfeiçoamento e aquisição de habilidades e competências indispensáveis nas etapas do desenvolvimento de suas potencialidades, melhorando as aptidões físicas e cognitivas, estimulando a imaginação, expressão e estabelecendo relações em busca de soluções para conflitos pessoais e sociais.  

Percebemos que o brincar promove a interação interpessoal, estimulando o aprendizado e possibilitando a criança de aprender a levantar hipóteses e solucionar problemas. A brincadeira é uma ação natural, e são nesses momentos em que são trabalhados vários aspectos, construindo um importante elemento no processo de desenvolvimento e aprendizagem.

Portanto, podemos ressaltar o lúdico como uma dimensão significativa, pois ele se faz presente em todos os contextos, em vários momentos e em qualquer atividade seja ela livre e natural ou direcionada por profissional da educação. E professores utilizam brincadeiras na transmissão de um conteúdo, estabelecendo a importância de criar e instigar a criatividade, sendo assim a atuação influencia fortemente no processo para uma boa aprendizagem. E por meio de atividades lúdicas vivenciamos diversão, prazer e aprendizados. No sentido que a criança se desenvolva, possibilitando a aprendizagem em um processo significativo.

O lúdico traz os melhores resultados para os educadores e promove mudanças, por isso os profissionais da educação devem se aliar a ludicidade e utilizá-lo em seu cotidiano, obtendo com seus alunos resultados positivos com utilização desses recursos.

           Com base nessas concepções, chegamos à conclusão que a ação de brincar deve ser propagada em suas diferentes formas, seja espontânea, dirigida, individual ou em grupos. O mais importante é saber que através da ludicidade permite transformações significativas, promovendo o desenvolvimento da criança em fatores sociais e culturais, facilitando o processo socialização, comunicação e construção do conhecimento e as crianças quando são estimuladas a vivenciar brincadeiras e jogos, sendo respeitadas devido a etapa de seu desenvolvimento elas têm a oportunidade de desenvolver capacidades indispensáveis a sua futura atuação pessoal. Por isso, consideramos que a ludicidade é uma necessidade do ser humano, podendo ser diversão e também um instrumento muito eficaz no aprendizado e desenvolvimento infantil.

Cabe ao educador usar métodos que possibilitem um ensino de qualidade, agindo como mediadores e construindo o conhecimento em brincadeiras e jogos, possibilitando a troca de conhecimentos, valorizando o desenvolvimento global e não somente uma atividade de recreação. E cabe à escola o papel de promover o conhecimento aos pais e educadores através de palestras e encontros informativos que abordam a importância da brincadeira e esclareça as dúvidas sobre como auxiliar na formação da criança, compondo um relacionamento de parceria entre Escola e Família.

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Rodrigues, Fany Fernanda Salaverry. A ludicidade aplicada à educação física: A prática nas escolas.International Integralize Scientific. v 5, n 46, Abril/2025 ISSN/3085-654X

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Disponível em: https://academic.oup.com/cid/article/67/7/1208/6141108.
Acesso em: 2024-09-03.

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A ludicidade aplicada à educação física: A prática nas escolas

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