A inclusão nas escolas regulares: O que ainda falta

INCLUSION IN REGULAR SCHOOLS: WHAT IS STILL MISSING

INCLUSIÓN EN LAS ESCUELAS REGULARES: LO QUE AÚN FALTA

Autor

URL do Artigo

https://iiscientific.com/artigos/C764A8

DOI

doi.org/10.63391/C764A8

Ramos, Bruno Schwabenland . A inclusão nas escolas regulares: O que ainda falta. International Integralize Scientific. v 5, n 48, Junho/2025 ISSN/3085-654X

Resumo

O presente artigo debate a realidade do processo de inclusão das pessoas com deficiência nas escolas regulares. O objetivo é mostrar como existem muitas barreiras para que as escolas regulares possam abordar alunos com deficiência. A metodologia usada para a escrita do presente tema foi a pesquisa de cunho bibliográfica. A fundamentação teórica abordou de maneira superficial a realidade do processo de inclusão nas escolas do modelo regular, assim como a necessidade de uma formação profissional que beneficie o processo de inclusão por parte dos educadores nas escolas regulares, que ainda necessitam de uma profunda reformulação nesse sentido. O artigo visa contribuir com uma relação um pouco mais próxima entre as necessidades dos alunos especiais em comparação com as possibilidades das escolas regulares. Nas considerações finais, os leitores podem visualizar como o processo de inclusão qualificado das escolas regulares ainda se encontra muito distante de poder ser considerado como eficaz.
Palavras-chave
inclusão; escolas; necessidades; eficaz.

Summary

This article discusses the reality of the process of inclusion of people with disabilities in regular schools. The objective is to show how there are many barriers to regular schools being able to address students with disabilities. The methodology used to write this theme was bibliographic research. The theoretical basis superficially addressed the reality of the inclusion process in regular schools, as well as the need for professional training that benefits the inclusion process by educators in regular schools, which still need a profound reformulation in this sense. The article aims to contribute to a somewhat closer relationship between the needs of special students in comparison with the possibilities of regular schools. In the final considerations, readers can see how the qualified inclusion process in regular schools is still far from being considered effective.
Keywords
inclusion; schools; needs; effective.

Resumen

Este artículo analiza la realidad del proceso de inclusión de las personas con discapacidad en las escuelas regulares. El objetivo es mostrar cómo existen muchas barreras que impiden que las escuelas regulares puedan acercarse a los estudiantes con discapacidades. La metodología utilizada para escribir este tema fue la investigación bibliográfica. La base teórica abordó superficialmente la realidad del proceso de inclusión en las escuelas del modelo regular, así como la necesidad de una formación profesional que beneficie el proceso de inclusión por parte de los educadores de las escuelas regulares, que aún necesitan una reformulación profunda en este sentido. El artículo pretende contribuir a una relación ligeramente más estrecha entre las necesidades del alumnado especial respecto a las posibilidades de las escuelas regulares. En las consideraciones finales, los lectores pueden ver cómo el proceso de inclusión calificada en las escuelas regulares aún está lejos de ser considerado efectivo.
Palavras-clave
inclusión; escuelas; necesidades; eficaz.

INTRODUÇÃO

O presente artigo debate a realidade do processo de inclusão das pessoas com deficiência nas escolas regulares, como ocorre e o que pode ser melhorado para que números maiores de alunos especiais ingressem nas escolas regulares. 

O objetivo é mostrar como existem muitas barreiras de cunho pedagógico, financeiro e social, para que as escolas regulares possam abordar alunos com deficiência de uma maneira mais eficaz, e que transformem o modo de vida desse público. 

A metodologia usada para a escrita do presente tema foi a pesquisa de cunho bibliográfica, sendo que diversas pesquisas foram realizadas em publicações e obras de autores renomados e que muito contribuíram com o presente tema. 

A fundamentação teórica foi dividida em duas partes, sendo que a primeira aborda a realidade do processo de inclusão nas escolas do modelo regular, suas metodologias e a necessidade de transformação, enquanto que a segunda parte aborda a necessidade de uma formação profissional que beneficie o processo de inclusão por parte dos educadores nas escolas regulares. 

A justificativa usada para a escolha do presente tema foi a necessidade de se difundir o processo de inclusão, e como as escolas regulares podem contribuir muito para que pessoas com deficiência sejam mais aceitas pela sociedade.

O artigo visa contribuir com uma reflexão em relação ao que é educação inclusiva nas escolas voltadas para alunos comuns, bem como, em uma relação um pouco mais próxima entre as necessidades dos alunos especiais em comparação com as possibilidades das escolas regulares. 

Nas considerações finais, os leitores podem visualizar como o processo de inclusão qualificado das escolas regulares ainda se encontra muito falho, com a escassez de recursos e também de uma classe profissional formada diante das necessidades de cada aluno, e por essa razão, considerado distante de poder ser considerado como eficaz.

DESENVOLVIMENTO

Quando se fala em inclusão, logo se pensa na necessidade que as pessoas que possuem algum tipo de deficiência possuem de terem uma formação pedagógica de qualidade, isso porque são indivíduos que necessitam estar a todo o momento mostrando sua capacidade.

Com efeito, é preciso entender que existem muitas dificuldades impostas pela sociedade, para que as pessoas que possuem algum tipo de deficiência, possam ter uma qualidade de vida melhor, visto que ainda são considerados em alguns casos como incapazes (Lobato, 2001).

Nesse sentido, é interessante dizer que são pessoas com muito potencial, contudo, é fundamental dizer que se trata de pessoas que necessitam de um planejamento todo voltado para as suas necessidades, algo que não acontece nas escolas regulares.

Em outras palavras, escolas regulares são idealizadas para o atendimento a alunos considerados comuns, por mais que a lei exija que atenda indivíduos com algum tipo de necessidade especial, na realidade, o que falta é um atendimento educacional especializado, para que possa haver uma melhor qualidade no processo de formação desse alunado (Guimarães, 2016).

As escolas regulares deixam muito a desejar nesse sentido, minando as possibilidades de as pessoas com algum tipo de deficiência possuem de obterem um processo de inclusão realmente qualificado, e que permita uma grande transformação social.

Um estudante com deficiência em muitas escolas regulares, ainda é visto como um empecilho, uma barreira difícil de ser transposta, principalmente por parte dos educadores, que são profissionais que nem sempre possuem o conhecimento para trabalhar com esse alunado.

Sem falar que o público de pessoas que possuem um vasto número de especificidades, ou seja, existem muitos tipos de deficiência diferentes, e as escolas regulares, deveriam oferecer um amparo muito maior para todos os públicos, inclusive, independente do grau em que a mesma se encontra (Lobato, 2001).

A realidade de inclusão por parte das escolas regulares praticamente inexiste, salvo em algumas escolas particulares, que contam com uma quantidade maior de recursos, e que por essa razão, podem realizar um trabalho de maior qualidade nesse sentido.

É claro que a falta de recursos que as escolas regulares enfrentam, também deve ser considerado como um grande desafio, uma vez que, para atender pessoas com algum tipo de deficiência, é fundamental que haja uma disponibilidade muito maior de materiais, algo que atualmente ainda não existe (Masini, 2002).

As escolas regulares contam com os repasses que são promovidos pelo governo, que contemplam o número de educandos que cada instituição de ensino possui, entretanto, é fundamental dizer que, as escolas deveriam receber uma verba diferenciada, para o fato de terem a possibilidade de contar com algum aluno que possui qualquer tipo de deficiência.

Essa pode ser considerada como uma medida simples, mas, que faria grande diferença para que as escolas regulares, tivessem a oportunidade de se prepararem melhor, a fim de atenderem melhor as pessoas que possuem algum tipo de deficiência (Masini, 2002).

Muitas vezes, é preciso que as pessoas passem a analisar as muitas dificuldades que as escolas da modalidade regular apresentam, antes de criticarem a falta de um planejamento mais bem elaborado, e que beneficie as pessoas com deficiência.

O ingresso de uma pessoa com deficiência em uma escola regular, pode ser considerada como uma vitória, dadas as muitas dificuldades existentes nessa modalidade educacional, como a carência de recursos, e acima de tudo, de profissionais que entendem as necessidades e dificuldades de uma pessoa com necessidades especiais (Guimarães, 2016, p. 21).

Não adianta uma escola regular tentar oferecer espaço para uma pessoa com deficiência, se a mesma realmente não apresenta condições de realizar um trabalho de qualidade com esse alunado, essa é uma questão de extrema importância, compreender como a realidade das pessoas com deficiência ainda é muito complexa.

Por essa razão, alunos com deficiência acabam pagando por essa falta de estrutura das escolas regulares, que por esse motivo, acabam não sendo aceitas por essas instituições de ensino, e o resultado, é que as mesmas são remanejadas para as instituições de cunho especial, que realmente são mais bem preparadas para essa finalidade.

É preciso que haja uma verdadeira reflexão em relação às condições em que se encontram as escolas regulares, que haja uma mudança que estimule o processo de inclusão das pessoas com algum tipo de deficiência, e que as mesmas não sejam classificadas de acordo com cada uma de suas limitações (Marques, 2013).

Uma escola regular não pode mais ser vista como uma instituição que atenda as pessoas consideradas comuns, é preciso que seja realizado um trabalho de base, sólido, e que de maneira gradual, permita que cada vez mais tenham a oportunidade de abrirem espaço para pessoas com deficiência.

Não é justo que um estudante que reúna algum tipo de deficiência e que tenha condições de aprendizagem similares as pessoas consideradas como comuns, e essa é uma realidade que muitas pessoas ainda enfrentam, o que pode ser considerado como um grande desperdício para esse público alvo (Marques, 2013).

Uma questão muito importante é o fato de que o processo de inclusão, deve permitir que as pessoas tenham condições de serem aceitas e de se relacionarem em todos os lugares, inclusive, nas escolas da modalidade regular, que é o local que abriga o maior número de pessoas.

É preciso levar em consideração, a necessidade que as pessoas que possuem algum tipo de deficiência, possam se relacionar com todos os que estão a sua volta, e as escolas regulares, apresentam essa possibilidade, o que não possuem é a estrutura que esse público considerado especial realmente necessita.

Com efeito, muitas pessoas com deficiência que recebem a classificação de moderada, reúnem totais condições de obterem um nível de desenvolvimento cognitivo e educacional, o que irá beneficiar muito quem necessita de um atendimento educacional especializado (Eustáquio, 2021).

Sendo assim, pode-se afirmar que as escolas da modalidade regular, ainda hoje contribuem de maneira muito sutil com o processo de inclusão, uma vez que, raramente se encontra estudantes que apresentam algum tipo de deficiência.

A inclusão social deve ser pensada logo nos primeiros anos de vida de cada pessoa, essa é uma questão de extrema importância que necessita ser pensada, inclusive pelos pais, para que esse indivíduo tenha realmente maiores possibilidades de inclusão no futuro (Eustáquio, 2021).

O desenvolvimento cognitivo também é uma questão que necessita ser debatida de uma maneira um pouco mais intensa, ou seja, a descoberta do potencial que a pessoa que possui algum tipo de deficiência apresenta, por essa razão, as escolas regulares podem colaborar muito mais nesse sentido, pela quantidade mais elevada de informações que são elevadas.

Quanto mais a pessoa consegue se comunicar, entender as necessidades que possui, e a realidade que se encontra a sua volta, maior a possibilidade de haver um processo de inclusão mais qualificada, e que possa haver uma verdadeira transformação na qualidade de vida desse público (Caraballi, 2010).

As escolas regulares realmente necessitam improvisar, quando alguma pessoa com necessidade especial se matricula, essa é uma questão que também merece ser debatida com maior profundidade, por exemplo, o fato de que alunos com algum tipo de deficiência física precisam ser mudados de sala, para ficarem mais próximos à saída da instituição.

O fato de haver a necessidade de ter que improvisar, deixa a nítida impressão de como as escolas regulares, ainda não se preparam adequadamente para receberem alunos com necessidades especiais, ou seja, como não há um planejamento que valorize esse público alvo.

Em dados momentos, mesmo nas escolas regulares que conseguem promover a inclusão de algum aluno especial, esses se sentem abandonados, fora da realidade dos demais, principalmente por não terem as mesmas possibilidades, o que acaba sendo natural, devido às limitações que os mesmos apresentam.

Isso pelo fato de que esses alunos considerados especiais, terem o desejo de serem mais atuantes, de realizarem as mesmas atividades, e participarem dos mesmos ambientes, sem necessitar de auxílio de outras pessoas, inclusive, dos colegas de classe.

De uma maneira geral, as pessoas que enfrentam o grande desafio de, mesmo com algum tipo de deficiência, ingressarem nas escolas especiais, desejam um mínimo de autonomia, ou seja, de realizarem suas atividades de acordo com o que tem a vontade de realizar (Palácios, 2002).

Autonomia no ambiente escolar, representa um dos requisitos básicos, para que o processo de inclusão realmente venha a acontecer de maneira eficaz, é preciso que o estudante que recebe a nomenclatura de especial, se sinta à vontade nesse ambiente, e que o mesmo não seja considerado inóspito.

Claro que isso não ocorre em muitas instituições de ensino da modalidade regular, e por essa razão, chega a ser muito comum que esses alunos especiais optem por deixarem essas escolas, desistindo de lutarem contra as dificuldades existentes.

Processo de inclusão depende muito de um plano de ação, e que o mesmo contemple a realidade das pessoas com algum tipo de deficiência, ou seja, que se pense a longo prazo nas necessidades que esse público vem a apresentar.

O ambiente das escolas regulares, ao serem bem planejados e trabalhados, reúnem todas as condições para que possam promover uma eficácia maior em relação ao processo de inclusão, essa é uma questão de cidadania, de pensar que o número de pessoas com algum tipo de necessidade especial, é cada vez mais elevado (Palácios, 2002, P. 34).

Chegará um tempo em que as escolas especiais, aquelas em que existe uma grande preparação para o recebimento das pessoas com algum tipo de deficiência, deixará de apresentar condições de atenderem a toda sua clientela, com isso, o papel de promover um processo de inclusão mais qualificado, passará a ser das escolas regulares.

Um fator a ser lamentado, é que existem tantas dificuldades por parte das escolas regulares, para que o trabalho passe a ser realizado de maneira mais eficaz, pelo contrário, já há alguns anos, a sociedade tem trabalhado no sentido de se elevar a ênfase na socialização de quem tem algum tipo de deficiência, ou seja, de um processo de inclusão que possa fazer a diferença em prol desse público alvo.

Em outras palavras, muito tempo se passa para que uma pequena transformação venha a acontecer nas escolas da modalidade regular, e essa é uma maneira de desprestigiar aqueles que possuem algum tipo de deficiência, e que realmente merecem um trabalho de qualidade em prol de suas necessidades mais latentes (Nabarrete, 2009).

Muitas vezes, o trabalho que os profissionais da educação regular realizam são muito importantes, porém, acaba deixando a desejar em relação ao processo de inclusão, e o mais agravante, é que isso ocorre pela falta de conhecimento,

Um dos principais passos para que o processo de inclusão aconteça nas escolas regulares, é que haja uma possibilidade de preparação por parte dos profissionais, que os mesmos tenham a possibilidade de obterem um nível de conhecimento mais elevado sobre o trabalho com pessoas que possuem algum tipo de deficiência.

Se o aluno com deficiência estiver conseguindo um nível de aprendizagem mais elevado, fatalmente, mesmo com todas as dificuldades existentes, irá permanecer na escola regular, uma vez que, reconhece que está alcançando um nível mais elevado de progressão (Nabarrete, 2009).

Também é muito importante que as escolas regulares tenham a sua disposição um profissional especializado para acompanhar o estudante com deficiência, alguém que saiba se relacionar com esse público alvo de uma forma que facilite sua estadia na escola.

A partir do momento que se beneficie esses profissionais, certamente, haverá a possibilidade de um ingresso, e mais do que isso, de uma permanência desses estudantes com necessidades especiais nas escolas regulares, o que assegura o processo de inclusão.

Principalmente em relação aos professores, que são os profissionais que irão trabalhar de uma maneira mais próxima as pessoas que possuem necessidades especiais, ou seja, que apresentam um tempo maior de contato, e são os que mais dependem de uma formação educacional mais qualificada (Dagoberto, 2000).

O aluno que se encontra em uma escola regular, apenas pelo fato de ali estar, demonstra todas as condições para que haja um planejamento bem elaborado em relação ao seu desenvolvimento cognitivo, visto que há poucas mudanças se comparado com os demais que são considerados como comuns.

Nas escolas regulares, existe a necessidade de haver um trabalho mais qualificado em relação ao contato com quem possui algum tipo de necessidade especial, de maneira a se relacionar, e mais do que isso, dos modos de tratamento que esse público alvo realmente necessita. A grande questão é que as escolas especiais geralmente apresentam um custo muito maior em relação à formação dos educandos, isso porque não se pode beneficiar esse público alvo apenas com o uso dos recursos tradicionais.

Essa mentalidade é o que deve também ser adotada quando se diz respeito às escolas regulares, isso porque, se há o desejo de haver um processo de inclusão mais qualificado, é fundamental que se promova condições para que isso ocorra (Dagoberto, 2000). Deve haver um maior incentivo para que os professores passem a conhecer melhor as metodologias de ensino, que mais se adaptam às necessidades dos alunos que são considerados como especiais.

Esses profissionais necessitam ser estimulados a obterem um nível maior de conhecimento, para que os alunos com necessidades especiais não sejam prejudicados com estratégias de ensino equivocadas.

Na realidade, o fato de o professor conhecer quais são os métodos de ensino que podem ser considerados eficazes, para o desenvolvimento cognitivo dos estudantes com algum tipo de deficiência é uma necessidade, uma vez que, se há o desejo de promover uma inclusão real desse alunado, é fundamental que esse estudante receba uma prática de ensino que possa ser edificante (Cerqueira, 2007, p. 44).

Infelizmente, por mais que haja campo para que os educadores possam trabalhar com pessoas que possuem algum tipo de deficiência, seu enfoque fica reduzido às escolas especiais, o que apenas dificulta ainda mais o já complexo processo de inclusão.

Tanto que a falta de professores com conhecimento em educação especial nas escolas regulares é aviltante, e não há tempo hábil para se aguardar que haja um número mais elevado de profissionais em formação, é preciso capacitar os que estão atuando, e que os mesmos possam migrar para as escolas regulares (Alboreto, 2001).

Nesse sentido, os professores necessitam ter em mente, que a qualquer momento, um educando com necessidades especiais pode ingressar em sua sala de aula, e esse profissional possa estar preparado para atender esse aluno.

De maneira que uma preparação mais específica para a educação especial, ou seja, para a atuação com pessoas que possuem algum tipo de necessidade especial, pode ser o diferencial para que uma formação de qualidade seja ofertada para alunos que apresentam a necessidade de um atendimento educacional especializado (Caraballi, 2010).

Cursos e capacitações de todas as formas, são sempre muito interessantes para que um trabalho de qualidade venha a ser desenvolvido pelos educadores, o que se transforma em mais experiência com o passar do tempo, contribuindo para o pleno desenvolvimento do processo de ensino e aprendizagem.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente artigo demonstrou algumas das principais dificuldades que a escola da modalidade de educação regular possui para promover o processo de inclusão, em outras palavras, de permitir que uma pessoa com deficiência ingresse na mesma.

O problema é que ainda existe uma mentalidade muito tacanha em relação às necessidades e possibilidades das pessoas que possuem algum tipo de deficiência, como se os mesmos fossem incapazes, ou ainda se não pudessem agregar valor algum à sociedade.

A questão é que as escolas da modalidade de educação regular são preparatórias para a formação dos educandos, para que os mesmos aprendam os valores necessários para se viver em sociedade de uma maneira que saiba como contemplar as diferenças.

Essa é uma das formas de mostrar aos alunos considerados comuns, como devem aprender a valorizar a diversidade existente na sociedade, e que as pessoas com deficiência também possuem seus valores, ou seja, merecem fazer parte de um grupo e que são capazes de agregar valores a vida humana, o que não é tão debatido como deveria.

Porém, para que as escolas regulares possam realizar esse processo de socialização tão importante, que é a inclusão das pessoas com deficiência, é preciso que algumas mudanças de grande porte sejam realizadas para beneficiar esse público alvo.

Dentre essas mudanças, é preciso denotar a falta de estrutura que as escolas regulares possuem, o que dificulta muito que um estudante com deficiência possa ser capaz de estudar nessa modalidade educacional uma vez que, são alunos que exigem muito mais do que os demais, que são considerados como comuns.

Aluno com deficiência na escola regular necessita de companheirismo, de pessoas que reconheçam as limitações desse educando, que saibam como se relacionar, e mais do que isso, que haja um planejamento eficaz, que permita não apenas o ingresso, mas, acima de tudo, a permanência dos estudantes com necessidades especiais em seus quadros.

As escolas regulares contam com a possibilidade de trabalhar com um número muito elevado de estudantes, que no futuro serão os cidadãos responsáveis pelo processo de manutenção da sociedade, e que podem contribuir muito para que o processo de inclusão seja muito mais qualificado, uma vez que, passarão a compreender como pessoas com deficiência são importantes e merecem destaque na vida social.

Por essa razão, se as escolas regulares se transformarem, e passarem a pensar na formação de pessoas com deficiência, o processo de inclusão social e de desenvolvimento cognitivo de quem possui algum tipo de necessidade especial pode se tornar muito mais específico, beneficiando muito esse público alvo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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CARABALLI, R. C. A Sociedade Continua Preconceituosa. São Paulo: Ed. Saraiva, 2010.

CERQUEIRA, E. O aluno Autista na Educação Inclusiva. Rio de Janeiro: 2007.

DAGOBERTO, E. Q. As Múltiplas fases do Aprender Enfrentada pelos Autistas: transcendendo o pensamento moderno. São Paulo: Ed. Frôntis, 2000.

EUSTÁQUIO, S. L. A Eficácia da Escola Especial: um programa para crianças portadoras de deficiência. São Paulo: Ed. Campos Salles. 2021.

GUIMARÃES, R. O Papel da Escola na Integração do Portador de Deficiência a Sociedade. Revista Brasileira de Educação Especial. São Paulo: Martins Fontes, 2016.

LOBATO, K. A Importância do Brincar no Desenvolvimento de Crianças de 03 a 05 Anos Portadoras de Necessidades Educativas Especiais (D.M.) na Educação Infantil. Belém-Pará: Universidade da Amazônia, 2001.

MARQUES, E. D. A Importância de se Discutir a Educação dos Alunos Autistas: uma questão de qualidade de vida. Guanabara, Rio de Janeiro. 2013. 

MASINI, E. F. S. A educação de pessoas com deficiências sensoriais: algumas considerações. In: MASINI, Elcie F.S. (Org.) Do sentido… pelos sentidos…para o sentido. São Paulo: Vetor Editora, 2002.

NABARRETE, A. T. A Escola Nova e a Abrangência de Alunos Considerados Especiais: Um olhar sobre seu desenvolvimento: Rio de Janeiro: Ed; Guanabara, 2009.

PALACIOS, A. C. Intervenção precoce e liderança da família: reflexões sobre as características da intervenção em crianças com deficiência. In: MASINI, Elcie F.S. (Org.) Do sentido… pelos sentidos…para o sentido. São Paulo: Vetor Editora, 2002.

Ramos, Bruno Schwabenland . A inclusão nas escolas regulares: O que ainda falta.International Integralize Scientific. v 5, n 48, Junho/2025 ISSN/3085-654X

Referencias

Vivian Caroline Coraucci.
BAILEY, C. J.; LEE, J. H.
Management of chlamydial infections: A comprehensive review.
Clinical infectious diseases.
v. 67
n. 7
p. 1208-1216,
2021.
Disponível em: https://academic.oup.com/cid/article/67/7/1208/6141108.
Acesso em: 2024-09-03.

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n. 48
A inclusão nas escolas regulares: O que ainda falta

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